Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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26 de fevereiro de 2020

A NECESSIDADE DE SANTIDADE



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J.C. Ryle

Suponhamos por um momento que você tivesse a permissão de entrar no céu sem santidade. O que você faria? Qual prazer você poderia usufruir ali? A qual dentre todos os santos você se achegaria; ao lado de quem você se sentaria? Os prazeres dele não seriam seus prazeres, os gostos deles não seriam os seus gostos, o caráter deles não corresponderia ao ser caráter. Como você poderia sentir-se feliz, se não tivesse sido santo neste mundo?

Atualmente, talvez você prefira a companhia dos negligentes e dos descuidados, dos dotados de mente mundana e dos cobiçosos, dos farristas e dos que buscam prazeres, dos ímpios e dos profanos. Porém, não haverá tais tipos de pessoas no céu.

Atualmente, talvez você sinta que os santos de Deus são por demais rigorosos, solenes e sérios. Você prefere evitar a companhia deles. Você prefere evitar a companhia deles. Você não se deleita na sua companhia. Porém, não haverá outro tipo de companhia lá no céu.

Atualmente, talvez pense que a oração, a leitura da Bíblia e o cântico de hinos evangélicos seja algo enfadonho e melancólico, uma atividade estúpida, algo que pode ser tolerado vez por outra, mas não usufruído com satisfação. Talvez você considere o descanso dominical um fardo e uma canseira; você não poderia passar senão uma pequena fração deste tempo adorando a Deus. Lembre-se, entretanto, de que o céu será um interminável descanso dominical. Os seus habitantes descansarão ali, noite e dia, entoando hinos de louvor ao Cordeiro e exclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso”. Como é que um homem profano poderia encontrar prazer numa ocupação como essa?

Você imagina que uma pessoa profana se deleitaria em encontrar-se com Davi, Paulo e João, após uma vida inteira desperdiçada exatamente na prática daquilo contra o que eles falaram? Porventura, ele tomaria um doce conselho com esses personagens e descobriria que tinham muito em comum? Acima de tudo, você imagina que tal pessoa se regozijaria em encontrar-se com Jesus, o Crucificado, face a face, após ter se agarrado aos pecados por causa dos quais Ele morreu; depois de haver amado os seus inimigos e desprezado os seus amigos? Poderia tal pessoa pôr-se de pé diante de Cristo, com toda confiança, unir-se ao coro santo, dizendo: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25.9)? Antes, você não pensa que os lábios de uma pessoa profana se calariam de tanta vergonha, e que o seu único desejo seria ser expulso dali? Tal indivíduo se sentiria um estranho em uma terra desconhecida, uma ovelha negra em meio ao santo rebanho de Cristo. A voz dos querubins e dos serafins comporiam uma linguagem que ele não seria capaz de entender. O próprio ar lhe pareceria uma atmosfera irrespirável.

 
Trecho do livro: : Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor, Editora Fiel
https://www.facebook.com/OEvangelhoparaoBrasil/

11 de fevereiro de 2020

As disciplinas espirituais




Por Renata Gandolfo

As Disciplinas Espirituais ou os Meios da Graça são os meios que Deus usa para nossa santificação. Para haver crescimento espiritual é necessário exercitamos nosso espírito à conformidade do caráter de Jesus Cristo nosso modelo.

Não há como termos uma rica experiência espiritual à parte dos meios da graça. Um dia desses li uma citação[i] do Rev. Augustos Nicodemus que dizia assim:
“Nunca somos tão santos como poderíamos ser. A maturidade cristã, a formação do caráter, a perseverança e o amor a Deus se desenvolvem ao longo da vida cristã. O tempo e as tribulações associadas às disciplinas espirituais amadurecem o cristão. Não há substitutos.”
Portanto, devemos ser diligentes em usarmos esses meios que o Senhor nos deixou para amadurecermos espiritualmente.

Nesta série, a qual chamo de Disciplinas Espirituais, vamos conhecer os meios que nosso Senhor disponibilizou para prosperamos em nossa vida espiritual.

A Palavra de Deus nos exorta a nos esforçarmos para alcançamos a perfeição. Essa referência ao esforço não significa que é pelas nossas obras que vamos ter crescimento. Esse esforço significa uma ênfase em nossa dedicação para alcançamos vida piedosa, vida devocional, uma vida voltada para Deus:
Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis. 1Tm 4.7b-10
Não há verdadeira condição de competirmos com a assimilação espontânea que temos das coisas do mundo se realmente não houver esforço, de nossa parte, para enchermos nossas mentes e corações com a palavra de Deus, que regenera, renova, conforma nossa mente, traz esperança e nos faz frutificar.

Quando não há empenho em provocar uma oportunidade de ficar exposta à palavra de Deus somos consumidas pela cultura do mundo e nossa cosmovisão será deformada e de forma sutil e persistente nossa vida cristã entrará em declínio.

No entanto, devemos nos lembrar que as Disciplinas Espirituais também são chamadas de Meios de Graça e que embora tenhamos a nossa responsabilidade e esforço, nosso Senhor nos dá condições de termos disciplina através dos portais da sua graça abundante conforme o apóstolo Paulo nos indica:
“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente.” Tito 2.11-12
Não é sábio esperarmos pelos dias ruins, doloridos e turbulentos para sabermos quem Deus é, qual o seu desejo para nossas vidas, quais as suas maravilhosas promessas. Na verdade, a vida não terá sentido se não buscarmos estar com Deus todos os dias de nossa existência.

No entanto, quando desejamos com avidez ter um momento para nos relacionarmos com Deus será necessário um pouco de disciplina. Parece um tanto legalista falarmos em disciplina em pleno século XXI, onde as questões são relativizadas e as paixões individuais priorizadas, mas não vá embora ainda, não mude de tela sem antes saber a revolução em suas entranhas espirituais que um pouco de planejamento e organização poderá ajudá-la a realizar. Vem comigo por mais um parágrafo.

Há uma sede no ser humano por uma vida com sentido, e essa sede poderá ser saciada quando encontrar a fonte de águas vivas. Para termos uma vida espiritual rica, desenvolvida pela graça, vamos precisar de disciplina, vamos ter que nos dispor a criar hábitos espirituais e arrancar as ervas daninhas parasitas da negligência.

Agora, pense em uma xícara de café em um local privativo e silencioso, a sua bíblia aberta sobre a mesa a sua frente e um bloco de anotações pronto para registrar seu encontro. Ele, Deus, o Todo-Poderoso, estará ali contigo na hora marcada. Nesse precioso momento você poderá ter um longo diálogo com ele, abrir seu coração, confessar suas falhas e pecados, se derramar em lágrimas, compartilhar suas alegrias. Ele estará ali, te ouvindo, te vendo.

Ele é Deus, ele é Pai. Ele está contigo, ele te guarda como a menina dos olhos e te esconde à sombra de tuas asas. Ele é Deus, o Espírito Santo, ele fez morada em você, ele é o Espírito da verdade que guiará você por toda a verdade (Jo 16.13). Ele é Deus, ele é homem, conhece suas dores. Ele intercedeu por você, ele continua intercedendo, e ele ainda intercederá.

Ele estará ali contigo todas as vezes que você invocar o seu nome.

A qualidade de nosso tempo com Deus determinará a qualidade de nossa vida cristã. Não é possível sermos discípulos de Jesus Cristo se não gastarmos nossa vida perseguindo a imitação de nosso objeto de amor. Todo o dom perfeito desce do Pai das Luzes (Tg 1.17), longe de Cristo não é possível realizarmos nada, porque sem Cristo nada podemos fazer e nem tão pouco frutificar (Jo 15.5). A glória é dele.

Criar novos hábitos espirituais exigirá tempo e espaço. Tempo para desenvolvermos o costume de estarmos com Deus e espaço porque teremos que nos desfazer de velhos procedimentos para que os novos se acomodem em nossas vidas.

Então, vamos nos aventurar pela trilha da graça?

A cada mês, por todo o ano de 2020, nós vamos explorar uma das Disciplinas Espirituais, assim progressivamente poderemos ir adquirindo um novo hábito.

Não se intimide com o tamanho da empreitada ou com a distância do percurso, as trilhas são formadas em meio as densas matas pelas frequentes idas e vindas realizadas no mesmo trajeto formando um sulco na terra.

As disciplinas espirituais nos permitirão caminhar confiantes nessa trilha espiritual que estará sendo formada enquanto avançarmos perseverantes.

Avante, ovelha!
 

Por: Renata Gandolfo. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: As disciplinas espirituais.
As Disciplinas Espirituais Vida de Ovelha

Renata Gandolfo
Renata Gandolfo é membro da Igreja Batista da Graça, organizadora do Grupo Elas (Estudo e Leitura de Aconselhamento de Senhoras) e serve no editorial feminino online do Ministério Fiel. Renata participa, desde 2015, das Conferências de Treinamento em Aconselhamento Bíblico da ABCB (Associação Brasileira de Conselheiros Bíblico), é licenciada em Letras e escreve regularmente no blog Voltemos Ao Evangelho.


https://voltemosaoevangelho.com/blog/2019/11/feliz-ano-novo-com-leituras-e-oracoes-planejadas/

 

10 de fevereiro de 2020

Como sabemos que existe um Deus quando não podemos vê-lo?


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Lembro-me de acordar na cama quando criança, os olhos bem abertos, enquanto a escuridão entrava no meu quarto. Da minha janela eu via as estrelas, me perguntei, “Existe um Deus?”. Se ele está lá, há quanto tempo ele está lá? Quem o fez? E o que ele está pensando? Se ele existiu para sempre, isso significa que eu existirei para sempre?

Meus pais estavam abertos, mas cautelosos sobre a existência de Deus. Certamente não eram ateus, mas tampouco aceitaram a noção de um Deus pessoal. O meu lar abraçava o sobrenatural em geral, mas não tinha paciência para um Deus que se intrometia na moralidade de meros homens.

Como você responderia a um amigo que lhe fez a simples pergunta: “Se você não pode ver Deus, por que você acredita que ele existe?”
 
Primeiro, a natureza é evidência da existência de Deus.

Todos sabemos que as palavras não podem fazer justiça à beleza e grandeza do mundo natural. Se é a profundidade do mar azul, o poder de um furacão, ou os matizes coloridos do pôr do sol mais simples.

Esconder-se por trás de toda essa beleza crua é uma verdade ainda mais impressionante: o universo em que vivemos é finamente sintonizado, perfeitamente equilibrado para ser um ambiente hospitaleiro para a humanidade – e isso dificilmente pode ser um acidente.

Os cientistas descobriram que, se a força da gravidade fosse mesmo ligeiramente diferente em uma direção, o sol estaria muito quente para a Terra sobreviver como um planeta que sustenta a vida.

Mas isso não é tudo. Os cientistas concordam que o universo está em constante estado de expansão – e tem se expandido desde o início. Os cientistas podem não saber como o universo começou, mas desde Einstein eles têm argumentado para um Big Bang – um momento de tremenda força que começou tudo.

A taxa em que o universo começou a expandir não é algo pequeno. O universo teve de se expandir com força suficiente para mantê-lo sem inverter o curso e desmoronar em si mesmo.

Se apenas a gravidade ou a expansão do universo fosse pouca coisa diferente do que é atualmente, não existiria vida na Terra.

Eu poderia continuar, mas você começa a entender o ponto. É altamente improvável que um universo tenha chegado “naturalmente” – sem a intervenção de Deus.

O fato de que a Terra é tão incrivelmente condicionada para proporcionar aos seres humanos e aos animais uma casa hospitaleira me ajuda a ler o Salmo 19:1 com uma luz inteiramente nova: “Os céus declaram a glória de Deus e o céu acima proclama sua obra”.
 
Em segundo lugar, as pessoas, ainda que imperfeitamente, aceitam um padrão universal de certo e errado.

Durante séculos, os filósofos têm lutado com a pergunta: “Por que há tanto bem no mundo?” Talvez isso o surpreenda.

Você provavelmente está acostumado a ouvir sobre o problema do mal. É uma pergunta muitas vezes colocada para aqueles com a firme convicção de que há um Deus, e não apenas qualquer Deus, um Deus que é todo-bom e todo-poderoso.

Se isso é verdade, esses céticos perguntam, então por que há tanto sofrimento no mundo? Por que Deus permitiria isso? É certo que essa é uma grande questão, e a qual a Bíblia não cala.

No entanto, há outra questão, tão importante, que todo cético precisa responder. Vou dizer de outra maneira: “Se não há Deus no mundo, se não existe um Ser que, como Autor da vida, possa distinguir o certo do errado, por que é universalmente aceito que existe algo certo e errado?”

O fato de que somos seres morais, que os seres humanos não passam todos os dias conspirando como roubar dos fracos para própria satisfação (pelo menos a maioria de nós), é uma boa evidência de que há um Deus, e que Deus é Bom.

CS Lewis começou sua famosa obra, Mere Christianity, com essa linha de raciocínio. O professor de inglês de Oxford que chegou a uma crise pessoal de fé depois de lidar com a morte de sua mãe e os horrores da Primeira Guerra Mundial, emitiu uma série de endereços de rádio enquanto a Grã-Bretanha foi abalada pela Segunda Guerra Mundial.

As pessoas estavam lutando para dar sentido à vida, e Lewis acreditava que o lugar para começar era com a existência de um Deus. Ele foi atingido (e estas são as minhas palavras, não as suas) que Deus tomou partido. As mensagens de rádio de Lewis transformaram-se em um livro em defesa da fé cristã.

Lewis argumentou que todo mundo tem que decidir entre duas visões de mundo muito diferentes. A primeira, a cosmovisão materialista, argumenta que as coisas só acontecem. O mundo apenas existe. Não há nenhuma explicação sobrenatural, divina para qualquer coisa. Em uma confluência maravilhosa de acontecimentos aleatórios, a vida veio a existir e tudo o que aconteceu desde a existência dos humanos até a pintura da Mona Lisa até a construção do Burj Khalifa nada mais é do que um acaso.

A outra visão, que Lewis chamou de visão religiosa, é muito mais razoável. Na verdade, é a única visão que faz sentido da mente humana, uma mente que não só pode pensar, mas pensar moralmente.

É uma mente que não apenas faz planos, a fim de estocar comida suficiente para passar o inverno, mas uma mente que realmente se preocupa com as pessoas que não têm comida. É uma mente governada pelo que Lewis chamou de Lei Moral.

Vivemos em um mundo onde o certo e o errado significam algo. E mesmo se discordarmos (como costumamos fazer) quanto ao que é certo ou errado, isso não elimina a categoria. Os seres humanos podem discordar se é certo permitir o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, e diversas outras questões.

Sobre estes e outros mil elementos não há, nenhum consenso. Mas quando se trata de direitos humanos básicos, gerações e gerações estão de acordo que alguns padrões morais são absolutos.

Tim Keller, pastor da Igreja Presbiteriana Redentora de Nova York, escreveu o que chama de O Conceito de Obrigação Moral:

Embora tenhamos sido ensinados que todos os valores morais são relativos aos indivíduos e às culturas, não podemos viver assim. As pessoas que riem da afirmação de que há uma ordem moral não pensam que o genocídio racial é apenas impraticável ou auto-destrutivo, mas que é errado. Os nazistas que exterminaram os judeus podem ter alegado que não sentiam que fosse imoral. Nós não nos importamos. Não nos importamos se sentiram sinceramente que estavam fazendo um serviço à humanidade. Eles não deveriam ter feito isso.

É essa última frase realmente importante: “Eles não deveriam ter feito isso.” Como podemos dizer isso com tanta certeza? Com que fundamento podemos fazer uma afirmação tão universal? De onde vem a própria ideia de “deveria”?

Eu acho que a questão é extremamente importante, e isso nos aponta na direção de Deus. “Devia” existir porque Deus existe. Livrar-se de Deus, e você pode muito bem se livrar do bem, também.
 
Terceiro, a Bíblia testifica a existência e caráter de Deus.

Os céticos não gostariam da minha terceira razão para acreditar em um Deus que eu não posso ver. Devo notar que ele não está sozinho. É precedido por dois argumentos que não dependem de modo algum do terceiro. Tudo o que você pensa sobre a Bíblia, o fato é que não há nenhuma explicação natural para a existência da vida na terra e não há uma explicação meramente humana para o problema do bem. A existência de Deus é a resposta melhor e mais satisfatória para as duas questões.

Mortimer Adler, filósofo e autor do popular How to Read a Book , escreveu um volume menos conhecido, Como Pensar em Deus. Nela ele argumenta que é bastante razoável acreditar que Deus existe. No entanto, não há nenhuma evidência, de acordo com Adler, que Deus se importa.

Talvez Adler tivesse razão, a menos que tivéssemos razão para acreditar que Deus não só existe, mas que Deus falou.

Qualquer um que queira pensar seriamente sobre Deus deve levar a sério o fato de que, por séculos, judeus e cristãos fiéis começaram sua busca de conhecer a Deus com a suposição básica de que ele se deu a conhecer e não apenas na natureza, mas nas palavras.

Tudo o que se diz sobre a Bíblia, não pode ser negado que ele afirma ser as palavras de um Deus que falou. Dito de outra forma, Deus se revelou nas palavras da Bíblia.

Os profetas do Antigo Testamento se identificaram como homens enviados por Deus para falar suas palavras. Jeremias, escrevendo por volta de 550 aC, escreveu as seguintes palavras para explicar seu ministério: “Então o SENHOR estendeu a mão e tocou a minha boca. E disse-me o SENHOR: Eis que pus as minhas palavras na tua boca” (Jr 1: 9).

E o muito mais velho profeta Amós descreveu a revelação de Deus desta maneira: “Porque o Senhor Deus nada faz sem revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amo 3: 7).

Os escritores do Novo Testamento certamente afirmaram a autoridade divina dos profetas do Antigo Testamento (2 Tm 3:16), mas eles também acreditavam que Deus continuava a falar através deles.

O autor do Livro de Hebreus, enquanto escrevia suas palavras, compreendeu que estava entregando as próprias palavras de Deus quando exortou seus leitores a atendê-las. “Vede que não recuses o que fala” (Hb 12:25).

Mas quem está falando? Deus é, para o seu povo, através das palavras do autor aos hebreus. Pedro, o famoso seguidor de Cristo e testemunha de sua ressurreição, acreditava que Deus estava trabalhando nos primeiros dias da igreja fornecendo uma obra divina e escrita para seu povo.

Pedro colocou os muitos escritos de Paulo a par com os escritos do Antigo Testamento (2 Pedro 3:16).

O fato de a Bíblia testemunhar a existência de Deus não é a única prova de que Deus existe, mas é uma verdadeira prova. Deus falou, e isso muda tudo.
 
Conclusão

Meu caminho para a fé não veio lendo um ensaio apresentando argumentos racionais para a existência e amor de Deus.

Todos os argumentos dos melhores filósofos nunca levarão o cético a conhecer a Deus até que ele perceba que é surdo, cego, manso e pobre. Eu já fui surdo, mas agora eu ouço as palavras de um livro, uma vez eu estava cego, mas agora eu vejo. Pela graça de Deus, creio em um Deus que eu não posso ver, pelo menos não ainda.
 

Autor: Aaron Menikoff (PhD, The Southern Baptist Theological Seminary) é Pastor Sênior do Monte. Vernon Baptist Church em Atlanta, GA. Ele escreve em ” Free to Serve ” e é autor de Politics and Piety (Pickwick).

Fonte: Christianity.com
 
https://bibliacomentada.com.br/index.php/como-sabemos-que-existe-um-deus-quando-nao-podemos-ve-


24 de janeiro de 2020

O ERRO NÃO É DE QUEM CONFIA, E SIM DE QUEM MENTE




A confiança é como uma ponte de cristal frágil e transparente que eleva as nossas vidas. É provável que você tenha levado muito tempo e muito esforço para construí-la, e por isso é tão apreciada.

Contudo, apesar de merecer tanto trabalho e trazer tanta felicidade, costuma ser destruída em apenas poucos segundos pelo nosso descuido, nossos egoísmos e nossas atitudes interessadas.

Quando um sentimento tão importante como a confiança se quebra, algo em nosso interior desfalece. Isto ocorre porque a mentira coloca em dúvida mil verdades, fazendo com que nos questionemos inclusive sobre as experiências que achávamos totalmente sinceras.

A mentira tem pernas muito curtas e os braços muito compridos

Mesmo que a mentira possa alcançar limites inesperados, a verdade sempre acaba aparecendo. Como costumamos dizer, é mais rápido pegar um mentiroso que um coxo, pois as suas palavras e os seus atos não se sustentam.

De qualquer forma, o fato de que tudo caia pelo seu próprio peso não quer dizer que a pancada não vá ser impactante e dolorosa. De fato, o normal é que ocorra precisamente o contrário e que a mentira e a traição acabem sendo um antes e um depois nas nossas vidas.
“Um pássaro pousado em uma árvore nunca tem medo de que um galho se rompa, porque a sua confiança não está no galho… E sim nas suas próprias asas…”
 
A responsabilidade de quem mente

É comum ouvir isso de “se traírem você uma vez é culpa do outro, mas se traírem você duas vezes, é culpa sua”. O fato é que esta afirmação tem muito de verdade em si, mas também é preciso olhá-la com cautela.

Ou seja, a ideia é que aprendamos com os nossos erros e que não os repitamos, mas em última instância, nunca deveríamos nos sentir culpados por sermos enganados.Como você vai se responsabilizar pelo que os outros fizerem? Isso é uma loucura.

Não obstante, é provável que isto tenha atormentado você mais de uma vez, fazendo se sentir estúpido por ter caído nas redes de alguém que “já estava dando na cara”. Neste sentido, é muito fácil ligar os fatos quando a casa já caiu e está fragmentada.

Não somos nem adivinhos, nem infalíveis. Além disso, os outros também não são perfeitos e em alguns casos é preciso pensar que as pessoas boas também cometem erros, de modo que também é preciso estar aberto a perdoar.
“Depois de um tempo você aprenderá que o sol queima se você se expuser demais. Aceitará inclusive que as pessoas boas possam lhe ferir alguma vez e você precisará perdoá-las. Você aprenderá que falar pode aliviar as dores da alma… descobrirá que leva anos construir a confiança e apenas alguns segundos para destruí-la e que você também poderá fazer coisas das quais se arrependerá o resto da vida”. –William Shakespeare

A ferida emocional da traição

A ingratidão e a traição doem especialmente quando envolvem as pessoas que amamos e temos ao nosso redor, como os nossos cônjuges, nossos amigos ou as nossas famílias. Quando isto ocorre, começam a entrar em cena a raiva, a impotência e a ira, fazendo-nos sair dos nossos papéis.

Também é muito doloroso (e infelizmente muito comum) que alguém faça algo por nós esperando somente receber algo mais da nossa parte. Este tipo de traição quebra a nossa estrutura e afunda o nosso mundo emocional em um autêntico caos.

Contudo, mesmo que a traição doa profundamente no coração, não faz muito sentido mudar o seu jeito de ser por ter sido ferido, e passar a descontar em outras pessoas por vingança ou despeito.

Por incrível que pareça, esta reação é bastante comum quando a “ferida emocional” está aberta e infeccionada. Do mesmo jeito, só porque alguém fez isso com você não faz sentido se vestir com uma armadura frente a todas as pessoas que o rodeiam. Basta proteger-se do traidor.

Como superar a mentira e a traição


A segurança, a franqueza, a sinceridade e a lealdade nas nossas relações são um pilar básico para manter o nosso crescimento. Contudo, as dúvidas, a desconfiança e a falsidade só nos prejudicam, nos queimam e nos envenenam.

Portanto, embora a desconfiança crave profundos espinhos em nosso interior, todos somos capazes de superá-la. É normal que frente a estas situações a dúvida cresça e, com ela, a desconfiança, mas isto não deve representar uma oportunidade para desconfiar dos outros.

Ou seja, dado que é provável que nos encontremos nesta situação tão indesejável mais de uma vez, é preciso entender que é uma oportunidade para crescer como pessoa e escolher melhor as pessoas que nos rodeiam.
 
 
https://osegredo.com.br/o-erro-nao-e-de-quem-confia-e-sim-de-quem-mente/?
 
 

13 de janeiro de 2020

Se Deus é onipotente, justo e bom, por que permite tanto sofrimento no mundo?



 
O que há de errado com esse mundo e quem pode consertar?

Muitas vezes ouvimos perguntas do tipo: Se Deus é onipotente, Bom, Justo e Amoroso, então Por que Ele permite tanto sofrimento no mundo?

Por que Deus não resolve logo o Problema acabando com o mal que há no mundo?

Essas perguntas são comuns, elas são feitas por ateus quando desafiam a veracidade da existência de Deus. Mas também, são feitas por pessoas sinceras,que ainda não compreendem de forma abrangente a Cosmovisão Cristã (criação, queda, redenção e consumação). Neste pequeno texto, vamos no ater não a um desafio feito pelos ateus contra a existência de Deus, mas sobre as dúvidas de algumas pessoas que sofrem ao sentirem e presenciarem sofrimentos nesse mundo.

1. O que há de errado com esse mundo?

Devemos entender que vivemos em mundo infestado de sofrimentos, doenças, guerras, catástrofes naturais, injustiças e morte. A morte como ponto final da existência terrena traz grandes sofrimentos para aqueles que perdem os seus entes queridos. Será que o mundo não poderia ser melhor? Por que temos que chorar muitas vezes?

Por que será que Deus não acaba com tudo isso? Ele não é bom? Se Ele é Bom, então por que deixa as pessoas sofrerem tanto? Deus não é onipotente e justo? Então por que não destrói o mal de uma vez?

As respostas para essas perguntas estão nas próprias perguntas. Deus permite o sofrimento no mundo porque Deus é Bom, Onipotente ,Justo e Amoroso.

Deus é Onipotente. Ele criou todas as coisas segundo a sua livre e soberana vontade. Deus criou tudo do nada(Gn 1.1; Hb 1.10). Deus é Bom, portanto tudo que Ele criou é bom (Gn 1.31; 1 Tm 4.4). O sofrimento e a morte não faziam parte da boa criação de Deus. Deus não criou o mundo cheio de doenças ou sofrimentos e morte. A morte, é o último inimigo que será vencido por Cristo e a sua Igreja (1 Co 15.26).

A causa para todos os males do mundo, não está fora de nós . Está em nós ( o pecado), quando o homem se rebelou contra a lei de Deus. Sendo Deus Santo e Justo não pode tolerar o pecado. O pecado de Adão e Eva trouxe consequências para toda a humanidade (Gn 2.17; 3.15-17), porque o salário do pecado é a morte (Rm 6: 23).

A morte não é algo que acontece por acaso, a morte não é algo descontrolado, mas Deus é quem controla a morte. A morte é o instrumento de Deus para punir o pecado cometido por toda a raça humana.

A morte é a demonstração de Deus para a humanidade que o pecado tem consequências, e essas consequências trazem sofrimentos terríveis. Muitos pensam que não merecem sofrer, creem que Deus deveria tratá-los de uma forma melhor e que mereciam viver num mundo melhor. Porém, a Bíblia afirma que todos são culpados, e merecedores do sofrimento e da morte (Rm.5.12; Rm 3: 10) A morte, o sofrimento, o choro, as tragédias existem não por culpa de Deus, mas por culpa do homem.

A miséria do mundo existe por causa do coração humano que está cheio de egoísmo, adultério, crueldade, orgulho, ira e violência. O homem nasce inimigo de Deus. Todos são como ovelhas desgarradas, com o coração enganoso e desesperadamente corrupto. Sendo, por natureza filhos da ira. Desde o ventre materno somos perversos. Desde o nascimento praticamos a mentira. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo merecedores do salário do pecado que é a morte. A natureza geme e está juntamente com dores de parto até agora por causa do nosso pecado.

Um Deus todo-poderoso não pode ser controlado pelas suas criaturas nem deve fazer o que os homens desejam. Um Deus Bom, Justo e Amoroso tem o direito de punir o mal, porque Ele ama o bem. O sofrimento nesse mundo revela a justa ira de Deus(Rm 1.18-32).

Se Deus é todo-poderoso, Bom e Amoroso, então, por que não acaba logo com o mal no mundo e deixa tudo perfeito novamente?

Deus ainda não acabou com o mal, porque Deus é Bom e Amoroso. Já que todos da raça humana estão envolvidos com o pecado, se Deus acabasse com o mal como muitos querem: todos seriam destruídos, todos seriam lançados no inferno. Sendo assim, não haveria salvação para ninguém. Todos fazemos parte do Problema do mal nesse mundo. O problema não está fora de nós, mas em nós. A Criação geme na esperança de se libertar da escravidão e da decadência no dia da liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm 8.21).

O sofrimento no mundo não mostra a crueldade de Deus, mas mostra a sua Bondade e Amor por pecadores. Deus é longânimo e não quer que nenhum eleito se perca, mas que se arrependam e sejam salvos (2Pe 3.9).

2. Como Deus resolve o problema?


Como Deus acaba com o sofrimento e a morte sem destruir a todos nós? Podemos ver a resposta claramente em João 3.16:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Deus é Justo e Santo, por isso é necessário punir os pecadores. A maneira como Deus resolve o Problema da humanidade, o pecado, o sofrimento e a morte ,é quando Ele mesmo na pessoa do Filho, Jesus Cristo, recebe a punição em lugar de pecadores.

Deus na encarnação, torna-se um de nós ,para sofrer os nossos sofrimentos ,viver a nossa vida e morrer a nossa morte. Jesus Cristo é o homem de dores que sabe o que é padecer na cruz após ter sido insultado, cuspido e desprezado, recebeu o nosso salário, a morte física a ira de Deus no nosso lugar. Isaías 53.4-5.

Deus resolve o problema, não condenando a todos, nem sendo indiferente com os nossos sofrimentos, mas sendo julgado e sofrendo por nós. A cruz é a resposta de Deus ao problema do mal no mundo.

Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia vencendo a morte. Depois que subiu aos céus enviou o Espírito Santo para aplicar a obra da salvação em todos os eleitos. Ele ordena que todos se arrependam e creiam nele para que tenham os seus pecados perdoados, e recebam vida eterna. Ele voltará um dia já designado por Deus quando julgará os vivos e os mortos consumando a sua obra(Hb 9.28; At 17.31). Punirá os ímpios e acabará com todo o mal, sofrimentos e a morte para sempre (Ap. 20.7-15). Vemos a seguir como Deus resolve o problema:

1. Jesus Cristo veio resolver a raiz do problema, o pecado, em sua primeira vinda através da sua vida, morte e ressurreição Ele venceu o pecado, a morte e Satanás. (Hb 2.14-15)

2. Na era presente, o Espírito Santo está chamando e aplicando a salvação aos eleitos através da pregação do Evangelho. ( Mt 28. 18-20;At 2.33, Jo. 17. 17).

3. Em Breve, Cristo voltará para julgar os vivos e os mortos e fazer novas todas as coisas, consumando a sua obra da salvação. (Mt 25.31-46; Mt 13.30; Ap 21.1-5).

A nossa esperança na vida e na morte é Jesus Cristo, somente Ele pode dar vida aquilo que está morto (Jo 11. 25-27), fazendo nova todas as coisas na sua vinda, quando os crentes poderão dizer: tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Coríntios 15:54-55). Viveremos num lugar onde não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21: 4).

Você não precisa mais ficar fazendo perguntas quando você já tem as respostas. Não há tempo para somente lamentar -se diante dos sofrimentos como alguém que não tem esperança, mas é hora de correr para o único que pode nos dar descanso a bendita e eterna esperança, Cristo.

O sofrimento e a morte é uma realidade para todos. Não há nada extraordinário em pessoas sofrerem e morrerem, esse é o resultado do pecado. Você está pronto para isso? Você não tem o controle sobre a sua vida e não sabe quando a morte virá para você. O futuro pertence a Deus. "No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece" (Tiago 4. 14). A morte vem para todos.

As pessoas perguntam: “Por que Deus deixa isso acontecer?” Isso Acontece a todos. Essa não é a pergunta certa. A pergunta certa é: Por que você ainda está vivo? Por que Deus permite que continuemos a viver. Merecíamos todos sermos destruídos, pois, o salário do pecado é a morte. Se você está vivo é porque Deus ainda conserva misericórdia sobre você. Você acha o sofrimento injusto e pede justiça, mas a justiça nesse caso é você receber a morte, sofrimento tanto nessa vida quanto sofrimento eterno no inferno. Você precisa é clamar por misericórdia. A mensagem para você é: arrependa-se do seu pecado e creia em Cristo como Senhor e Salvador da sua vida e receba vida eterna na presença de Deus para sempre. A boa notícia é que Deus resolverá o problema desse mundo, porém você faz parte do Problema, se você se arrepender e crê em Cristo, Ele limpará você dos seus pecados, mas se você não crê, Deus limpará a Terra de você, pois o mal será banido para sempre.

A realidade do mal, as doenças, as tragédias, o sofrimento e a morte devem nos lembrar que existe um Deus Santo e Justo que pune o pecado, mas também um Deus Bom e Amoroso que salva pecadores através de Cristo que sofreu e morreu para que todo aquele que nele crê não pereça, mas seja salvo.

Soli Deo Gloria.

Por Thiago da Silva Vieira.

https://www.apostolopauloinconformado.com.br/2019/12/se-deus-e-onipotente-justo-e-bom-por.html?
 

8 de janeiro de 2020

O arrependimento verdadeiro





O arrependimento verdadeiro só começa quando termina o processo de colocar a culpa no outro.

[...] ele também só começa quando a autopiedade termina e nós começamos a nos afastar do pecado por amor a Deus e não por mero interesse próprio.

[...] só começa se nosso propósito for mais do que enxergar o perigo do pecado ( isto é, suas consequências) e estivermos dispostos a encontrar maneiras de convencer o nosso coração da gravidade do pecado - de como ele desonra e entristece aquele a quem tudo devemos.

“Preciso parar ou serei punido” é um solilóquio que só alimenta o egocentrismo do pecado, ainda que você pense que está se arrependendo.

[Mas sim pensar]: “Como posso tratar Jesus assim - aquele que morreu para que eu não fosse punido? É assim que trato aquele que me trouxe a esse estado de ser amado incondicionalmente? É assim que o trato depois de tudo que ele fez? Fracassarei em perdoar quando ele morreu para me perdoar? Ficarei ansioso por perder dinheiro quando ele se entregou para ser minha segurança e riqueza verdadeira? Alimentarei meu orgulho quando ele se esvaziou da própria glória para me salvar?”

O medo das consequências muda o comportamento por meio da coerção externa - os impulsos internos permanecem.

Contudo, o desejo de agradar e honrar aquele que nos salvou e que é digno de todo louvor - isso sim nos transforma de dentro pra fora.

O autor puritano Richard Sibbes diz que o arrependimento não é “o pequeno gesto de abaixar a cabeça, mas sim a atitude de levar o coração a experimentar tamanha dor a ponto de tornar o [ próprio] pecado mais odioso para nós do que o próprio castigo”.


[ Tim Keller ]

Trecho do livro: "Oração - experimentando intimidade com Deus".
 
 

17 de novembro de 2019

É FELIZ QUEM TEME O SENHOR, QUEM ANDA EM SEUS CAMINHOS! (Sl 128.1.)



A felicidade nunca acontece numa sala fechada, em cuja porta, do lado de fora, uma tabuleta avisa: “Não entre sem ser chamado”. A felicidade não depende do isolamento, não depende do silêncio, não depende de calmarias, não depende de acessórios nem assessores, não depende da ginástica do chamado “pensamento positivo”, não depende da repetição mecânica de orações e de frases otimistas, não depende de mentiras inteligentes e bem elaboradas. Ao contrário, a felicidade tem de conviver com a maldade, com o sofrimento, com a inimizade alheia, com a morte, com a realidade presente e histórica.
 
Perderíamos a confiança no salmista se todos os salmos fossem salmos de felicidade. Ainda bem que há salmos sombrios, que descrevem situações bastante adversas, como culpa, doença, angústia, depressão, perseguição, perigo, abandono, traição, crise existencial etc.
 
O fato é que a expressão “como é feliz” (ou “bem-aventurado aquele que”) aparece mais vezes em Salmos do que em qualquer outro livro da Bíblia. São pelo menos 23 referências. A primeira está no primeiro verso do Salmo primeiro: “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios”.
 
E a última está quase no final do livro: “Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus, que fez os céus e a terra” (Sl 146.5). Dos 150 poemas, seis começam com a afirmação “Como é feliz” (1.1; 32.1; 41.1; 112.1; 128.1) ou “Como são felizes” (Sl 119.1).
 
Para o salmista são felizes os que se portam com retidão (1.1; 89.15; 94.12; 106.3; 119.1,2), os que confiam no Senhor (84.12), os que temem o Senhor (112.1; 128.1), os que se refugiam no Senhor (2.12; 34.8; 146.5), os que recebem o perdão do Senhor (32.1) e os que se interessam pelo pobre (41.1)!
Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

12 de novembro de 2019

O Pequeno Príncipe e os clichês do cristianismo


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Era uma vez um homem que vivia pelos céus até que foi trazido para a terra. Nesse evento ele foi cativado pelo olhar de uma criança que, comparado a tudo que ele era, parecia tão efêmera a ponto de desaparecer com um simples sopro seu.

Ela lhe pedia coisas simples e ele as atendia, pois eram genuínas e tinham tanto a dizer que logo depois seriam escritas e transmitidas aos homens que tivessem ouvidos para ouvi-las.

Mas um vilão espreitava de longe e tramava seu plano. A presunção era paciente e aos poucos ela dizia que aquela história não trazia nada de novo, era repetida e com apenas uma palavra começava a destruir a bela mensagem: clichê.

Porém, para seu azar ela descobriu-se impotente perante um tipo diferente de gente: as crianças.

Não havia como a presunção adentrar o coração dos pequeninos, pois eles ainda não se julgavam conhecedores coisa alguma. Não sabiam sobre o sol, a gravidade, os carros, e a cor do céu poderia muito bem ter sido espalhada com um pincel gigante.

Eles ouviam a história trazida pelo homem que veio do céu e não se cansavam. Pediam-na de novo e de novo sem nunca se cansar de ouvi-la, e cada vez seus olhos brilhavam e o sorriso se abria pois algo novo sempre surgia daquele mesmo conto.

Então o discurso sobre amar, sobre cuidar de quem amamos, sobre olhar as estrelas e enxergar mil coisas através do seu brilho, foi salvo. E o plano da presunção foi destruído graças a este segredo: basta ouvir como criança.
 
 
Antoine de Saint-Exupéry era aviador e vivia pelos céus quando – segundo relata – teve uma pane no Saara e lá se encontrou com seu Pequeno Príncipe pela primeira vez.

Cristo saiu do seu assento celeste para descer à Terra e encontrar com todos os demais filhos de seu Pai.
Citações do Pequeno Príncipe são clichês, falar dos Evangelho é quase a definição de clichê. Porém, foi já ciente de como o coração humano pode se encher de altivez e presunção que Jesus deixou uma advertência para aqueles que buscam adentrar o Reino dos Céus:

“Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.”


Quem ignora o conselho está fadado a viver feito gente grande no próprio asteroide, sozinho.




https://catavento.me/o-pequeno-principe-e-os-cliches-do-cristianismo/


11 de outubro de 2019

Murmuração - A Linguagem do Deserto




 
Texto base: Tiago: 3. 2, 9,10


Deus é um Deus abençoador. Ele quer nos fazer conquistar todas as Suas promessas e nos fazer chegar exatamente ao lugar de bênção que nos prometeu, uma terra que mana leite e mel. Porém, podemos impedir que essas bênçãos cheguem até nós por causa da nossa língua. A murmuração é um tropeço para todos aqueles que desejam ser abençoados. 
Em Números 13, a Bíblia conta o relato do povo de Israel chegando à conquista da Terra de Canaã, prometida por Deus a Abraão, séculos antes. Depois de anos no deserto, Moisés escolheu um grupo de 12 homens que foram espiar a terra, para tomarem posse dela. Infelizmente, o relato de 10 espias foi negativo. Suas palavras trouxeram medo ao povo: 
“A terra à qual você nos enviou mana leite e mel, mas o povo que lá vive é poderoso, as cidades são fortificadas e os habitantes de lá são gigantes. Nós parecíamos gafanhotos diante deles, seremos devorados por eles!”
Apesar de 2 espias, Josué e Calebe, trazerem uma palavra de ânimo e coragem para o povo, lembrando as promessas de conquista da terra, o povo não quis dar ouvidos. Todo o povo, cerca de um milhão de pessoas começou a reclamar, murmurar e se queixar da situação. A glória de Deus imediatamente apareceu e o Senhor disse:  
“Até quando este povo me tratará com pouco caso? Até quando se recusará a crer em mim, apesar de todos os sinais que realizei entre eles? Juro pela minha glória que nenhum deles chegará a ver a terra que prometi com juramento aos seus antepassados. Ninguém que me tratou com desprezo me verá”. Números 14: 22 e 23.
A murmuração diante das circunstâncias revela ingratidão e desprezo a Deus. A murmuração nos afasta de Deus e impede assim, que vejamos o Seu agir em todos os momentos da nossa vida.
Segundo o dicionário Aurélio, murmuração é: soltar queixumes; lastimar-se em voz baixa; resmungar; apontar faltas; conceber mau juízo; maldizer; falar contra alguém ou algo.
Deus nos ensina a vigiarmos quanto ao que falamos. O povo de Israel perdeu a bênção por causa da murmuração. A travessia do deserto, feita para durar 40 dias, durou 40 anos por causa da murmuração. Seu deserto pode durar mais do que o previsto se você vive reclamando.

A melhor maneira de vencer a murmuração é confiar nas promessas de Deus e adorá-lo. Paulo e Silas, discípulos de Jesus estavam presos por pregarem a Palavra de Deus. Seus pés e mãos estavam amarrados no tronco. Eles haviam sido açoitados, suas feridas estavam latejando. As circunstâncias não eram nem um pouco favoráveis. Mas, ao invés de murmuração, o que houve naquela cela foi ADORAÇÃO. A Adoração fez com que houvesse um terremoto houvesse naquele lugar e as cadeias fossem abertas (Atos 16.25). Jó perdeu tudo o que possuía. Num dia perdeu bens, perdeu os filhos, perdeu sua saúde. Jó coçava suas feridas com um caco de telha. Sua mulher o aconselhou a “amaldiçoar Deus e morrer” (Jó 1.20,21). Mas ao invés de murmurar, Jó prostrou-se em adoração e disse: O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor. E a Bíblia diz que em tudo isso Jó não pecou com os seus lábios. Deus restituiu em dobro tudo o que ele havia perdido. E Jó desfrutou de uma vida longa e próspera.

Decida hoje mudar sua postura de murmurador para adorador. E o Senhor mudará a sua sorte. Seu deserto será curto e você alcançará a terra prometida.

“Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam todas em Louvor a Ti, oh Senhor”. Salmo 19.14
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” I tess; 5:18

“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Provérbios 18:21)
A cada vez que murmuramos, nós menosprezamos toda a provisão e o carinho de Deus sobre a nossa vida.

Queridos, não existe segredo. Da mesma forma que a palavra trás a morte, também trás VIDA! “Fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Glorifique a Deus em tudo o que fizer! Se algo deu errado, GLÓRIA A DEUS! Ele tem algo melhor… Se aquela situação não teve o desfecho que você queria, talvez Deus queira te ensinar algo com aquilo… Se está difícil atingir aquele grande objetivo que te trará a vitória, não fraqueje! Não existe vitória sem guerra, e quanto maior a guerra, maior a vitória.

15 de agosto de 2019

Qual é a diferença entre misericórdia e graça?


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Misericórdia e graça são frequentemente confundidas. Embora os termos tenham significados semelhantes, graça e misericórdia não são a mesma coisa. Para resumir a diferença: a misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos.

Segundo a Bíblia, todos nós pecamos (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:23, 1 João 1:8). Como resultado do pecado, todos nós merecemos a morte (Romanos 6:23) e julgamento eterno do lago de fogo (Apocalipse 20:12-15). Com isso em mente, todo dia que vivemos é um ato de misericórdia de Deus. Se Deus nos desse tudo o que merecemos, todos estaríamos, agora, condenados por toda a eternidade. No Salmo 51:1-2, Davi clama: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado." Um apelo a Deus por misericórdia é pedir a Ele que suspenda o julgamento que merecemos e, ao invés, conceda-nos o perdão que não merecemos.

Não merecemos nada de Deus. Deus não nos deve nada. Qualquer coisa boa que tivermos em nossas vidas é um resultado da graça de Deus (Efésios 2:5). Graça é simplesmente um favor imerecido. Deus nos dá coisas boas que não merecemos e que nunca poderíamos ganhar por nós mesmos. Resgatados do julgamento pela misericórdia de Deus, a graça é tudo o que recebemos além dessa misericórdia (Romanos 3:24). A graça comum refere-se à graça soberana que Deus concede a toda a humanidade independentemente da sua posição espiritual diante dele, enquanto que a graça salvadora é a dispensa especial da graça pela qual Deus soberanamente concede imerecida assistência divina sobre os seus eleitos para a sua regeneração e santificação.

Misericórdia e graça são mais bem ilustradas na salvação disponível através de Jesus Cristo. Merecemos o julgamento, mas se recebermos Jesus Cristo como o nosso Salvador, recebemos a misericórdia de Deus e somos libertos desse julgamento. Em vez de julgamento, pela graça recebemos a salvação, perdão dos pecados, vida abundante (João 10:10) e uma eternidade no céu, o lugar mais maravilhoso que se possa imaginar (Apocalipse 21-22). Por causa da misericórdia e graça de Deus, nossa resposta deve ser cair de joelhos em adoração e ação de graças. Hebreus 4:16 declara: "Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade."


English


https://www.gotquestions.org/Portugues/misericordia-graca.html




11 de agosto de 2019

UMA REFLEXÃO SOBRE AS 'QUATRO' CONDIÇÕES PARA ESTARMOS NO CAMINHO DA LUZ E VIVERMOS COMO FILHOS DE DEUS


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CONFORME A PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO

 

1ª - ROMPER COM O PECADO!
 
Não podemos dizer "não temos pecado ou não pecamos", pois se assim o dissermos, a verdade e a palavra de Deus não estará em nós; estaremos enganando a nós mesmos, e além do mais fazendo de Deus um mentiroso, mas, se confessarmos nossos pecados, Deus que é fiel e justo perdoará nossos pecados, e nos purificará de toda injustiça. Nisto são reconhecíveis os filhos de Deus e os filhos do diabo, pois todo o que não diz a verdade, e nem pratica a justiça, não é de Deus, e também aquele que não ama seu irmão.
 
2ª - OBSERVAR OS MANDAMENTOS, ESPECIALMENTE O DA CARIDADE!
 
Aquele que diz "eu conheço Deus", mas não respeita seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Já o que guarda sua palavra, nesse, verdadeiramente, o amor de Deus se realizará. É assim que reconhecemos estar Nele; é assim que conhecemos o verdadeiro amor; é assim que entendemos Ele ter dado sua vida por nós, e da mesma forma devemos também dar a vida pelos irmãos. 
 
Portanto, se alguém possuir os bens deste mundo, e ver seu irmão na necessidade, e lhe fechar as entranhas, como poderia nesse alguém permanecer o amor de Deus?
 
3ª/ 4ª - PRESERVAR-SE DO MUNDO, E DOS ANTI CRISTOS!
 
Não devemos amar o mundo, nem o que nele há, pois, se assim o fizermos, o amor do Pai não estará em nós.
 
Lembremos: "tudo o que há no mundo --- a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e o orgulho da riqueza --- não vem do Pai, mas são totalmente provenientes do mundo. O mundo passa com suas concupiscências, mas os que fizerem a vontade de Deus irão permanecer eternamente. 
 
É o abundamento destas concupiscências que nos faz entender estar chegando a última hora, e nos leva a ter o conhecimento da presença dos "anticristos". Pessoas que saíram do nosso meio, e estão circulando por todo o mundo, mas era preciso este tipo de manifestação, era preciso sua saída, a fim de mostrar que nem todos os presentes em nosso meio, pertencem ao reino de Deus. Portanto, não devemos acreditar em qualquer espírito, mas examinar com todo cuidado para ver os que são de Deus, pois estes falsos profetas espalhados pelo mundo, além de estar em grande número, falam segundo o mundo, e o mundo os tem ouvido com muita atenção. 
 
Portanto, lembremos sempre, que por sermos de Deus, só nos ouvirá os que forem de Deus; os pertencentes ao mundo, os seguidores dos anticristos, não nos ouvirá, e é assim que podemos reconhecer o espírito da verdade, e o espírito do erro. 
 
Lembremos que, não fomos nós a declarar amor à Deus, mas, primeiro Ele manifestou seu amor por nós ao enviar seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados, e se Ele assim nos amou, devemos, nós também amar-nos uns aos outros.
 
Lembremos que, é impossível amarmos a Deus, a quem não vemos, se este amor não for primeiramente demonstrado ao irmão, a quem vemos!
 
Em 26 de abri de 2015.
Fabio Silveira de Faria
[BÍBLIA DE JERUSALÉM]