Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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9 de janeiro de 2020

CRISTÃOS SÃO PEQUENOS DEUSES?


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RESPOSTA A HERESIA DE VICTOR AZEVEDO QUE DIZ CRISTÃOS SÃO PEQUENOS DEUSES

Victor Azevedo, um jovem pastor tem afirmado que cristãos como filhos de Deus, são pequenos deuses! Num último post que ele publicou, sugeriu que, assim como o leãozinho é filho de leão; um filho de Deus, deusinho é. Noutra ocasião, demonstrando completo desconhecimento bíblico teológico, o moço disse que não se sente em nada inferior a Deus. Segundo o rapaz quando ele olha pra Deus, se acha tão justo que não se sente inferior a ele.

Ora, não é de hoje que essa heresia de que os filhos de Deus são deuses tem enganado muita gente. Na verdade pastores hereges como Kenneth Haggin já ensinavam isso há muito tempo. Outro falso mestre adepto dessa aberração teológica é Kenneth Copeland que certa feita afirmou que “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”, o que demonstra similaridade com o ensino de Azevedo.

Ora, pastores adeptos da confissão positiva ao usarem a expressão “somos deuses”, pecam contra a Palavra de Deus confundindo Criador com criatura, atribuindo a seres finitos e pecadores, atributos que pertencem exclusivamente a Trindade Santa.

As Escrituras não ensinam em hipótese alguma essa ideia diabólica de que criaturas possuem atributos divinos, antes pelo contrário, a Bíblia é clara em mostrar nossa finitude, miserabilidade e necessidade de viver para a glória desse Deus.

Portanto, Victor Azevedo ao ensinar que um cristão é um pequeno Deus, comete um grave erro teológico, que em parte se deve a maldita teologia do coaching que de forma acintosa tem tentado humanizar Deus, divinizando homens.

Concluo afirmando que defender a divindade dos cristãos é insustentável, especialmente levando em conta as Escrituras. Só Deus é Deus (Isaías 37:16). Nós nunca fomos Deus, não somos Deus e nunca seremos Deus. Jesus sim é totalmente Deus e totalmente homem . Portanto, ao ensinar publicamente o conceito de que cristãos são pequenos deuses, Victor Azevedo torna-se passivo de ser repreendido também publicamente. 

 
Renato Vargens
https://www.facebook.com/Sua.Palavra.vive.em.meu.coracao/
 
 

15 de novembro de 2019

“Eu sigo a Cristo e não religião!” Como assim?



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O ser humano adora clichês – e falar em relacionamento com Cristo e em não ter religião é um dos que mais encontrou eco na nossa geração. Mas esse é um clichê vazio de significado. Na verdade é uma tolice que virou mantra.

A igreja, pastor, cristão… que oferece aos homens “um relacionamento com Cristo” – estão atrasados e fora da realidade.

A palavra religião se tornou completamente pejorativa na boca de muitos pregadores de hoje, e como se era óbvio de esperar, se espalhou pelos bancos das igrejas e redes sociais. Pregadores, bem intencionados ou não – sei lá – se dispuseram a fazer um trabalho duro e muito longo para retratar religião como uma roupa negra de regulamentos e regras. Então, Cristo é apresentado como uma alternativa completamente nova a tudo o que a vilania da religião representa. Então, um clichê quase virou um versículo bíblico: “Cristianismo não é religião, é relacionamento!”

Toda a ideia é um tanto superficial. Você não tem que fazer rituais estranhos, raspar a cabeça, se vestir estranho, usar gravata… para ser “religioso” – Um grupo de pessoas – não importa como eles sejam, abraçando um determinado conjunto de crenças qualifica-se como religião. Na verdade, todas as pessoas são religiosas de alguma maneira.

Ateus, por exemplo, são muito mais religiosos do que supostamente “racionais” – em sua fé obstinada de incredulidade em algo, quando abraçam a fé em outras determinadas coisas e pressupostos – insistindo no nada racional – “o nada criou tudo!”

Não se engane, você é religioso quando repete a crença de um grupo que inventou um clichê, e que repete junto que não é religioso, mas que tem um relacionamento. Você é religioso, mesmo quando nega enfaticamente que é religioso. Na verdade, Paulo diz em Romanos 1 que todos os homens estão adorando e cultuando algo.

A questão primordial, na verdade, é se a religião – não importa se agora você odeia o nome – que você abraça é verdadeira ou falsa. Se ela glorifica a Deus ou o ofende. Se lhe dá glória ou “rouba” Sua glória.

A Bíblia lança luz sobre isso o tempo todo – definindo uma religião pura que reflete o correto relacionamento com Deus. A Bíblia não se furta em dizer: “A religião pura e imaculada é esta…”

O Cristianismo bíblico, ou a religião divina, é uma questão de tendo sido regenerado e levado a Cristo pelo Espírito, ser levado a uma vida de santa obediência à Palavra de Deus – que é refletida em um enfrentamento com honestidade do que nós somos – moralmente falidos e dependentes da Graça soberana, que chama, regenera, dá o arrependimento, santifica… nosso interesse pela igreja de Cristo e pelo próximo é uma posição espiritual e moral intransigente em relação ao mundo e sua cultura que religiosamente adora a tantos deuses quanto é possível o homem criar.

A religião pura – que Tiago descreve, por exemplo – é o transbordar de um coração humano regenerado e por isso, em correta relação com o Deus único e Verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo. Portando, sendo levado pelo amor que esse novo coração tem pela Nova Aliança, a obediência alegre e cheia de deleite à Sua Palavra.

A ideia de que o cristianismo não é religião, mais um relacionamento – essa frase – não faz nenhum sentido. É vazia.

A religião que um homem pratica (e todo homem pratica) depende, e é um reflexo do nosso relacionamento com o Deus verdadeiro. (E todo homem tem um).

Como dissemos no início, a igreja, pastor, cristão… que oferece aos homens “um relacionamento com Cristo” – estão atrasados demais e fora da realidade.

O ponto claro e evidente que parece que os repetidores de clichês evangélicos perderam, é que todos os homens estão num relacionamento com Deus, com Jesus… A questão apenas é se é um relacionamento bom ou ruim… todas as criaturas estão num relacionamento com Deus para o bem ou para o mal.

No que diz respeito aos homens, a Bíblia define o relacionamento do homem com Deus em duas categorias:

  • Aqueles que são seus inimigos.
  • Aqueles que eram inimigos e foram reconciliados por Graça Soberana.
Alguém me perguntou: “Como alguém pode ter um relacionamento com alguém que não conhece?” – Paulo responde: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” – Romanos 1:19-21 – (Deus! Pai, Filho e Espírito Santo!)

A Regeneração, Chamado Eficaz, arrependimento e conversão é a transição entre estar num relacionamento com Ele ou no outro.

“Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.” – Romanos 5:10,11

Você vê – antes de sermos chamados, não estávamos sem um “relacionamento” com Deus… vivendo uma vida neutra… estávamos nos relacionando com Ele… como inimigos. E sendo religiosos, como todo ser humano, de forma errada – expressando nossa inimizade e desprezo a Ele.

Em Adão todos nascemos rebeldes contra Deus – nos relacionamos com Ele como Caim se relacionava… e todos os homens que já nasceram. Essa relação pessoal era tal, que estávamos debaixo da Ira infinita de Deus. Cada coisa que você fazia em toda a sua vida fora de Cristo se relacionava a Deus e era feita num relacionamento de inimizade contra Ele. Toda a obra de salvação cai num vazio, quando a reduzimos a um convite simplesmente a um “relacionamento”.

O problema humano JAMAIS FOI UMA FALTA DE RELACIONAMENTO COM DEUS! O problema era um relacionamento hostil – de nossa parte, e da parte d’Ele em relação a nós. É isso que torna a Graça Soberana tão surpreendente: “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.” – Efésios 2:3

Então o problema era o tipo de relacionamento pessoal que tínhamos com Ele – inimigos e hostis! – E esse é o estado ainda de todo homem que está fora de Cristo – debaixo da Ira infinita, neste relacionamento inevitável com Deus.

É por isso que a pregação não é descrita como formar um relacionamento, mas como uma mudança de relacionamento. Nosso ministério não é o ministério de relacionamento – pois relacionamento já existe – nosso ministério é “o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5.18) – Através da expiação e propiciação o status do relacionamento pode ser mudado.

Se você falar que o cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento, você criou uma dicotomia totalmente falsa e enganadora. Porque o que você está oferecendo é a escolha entre religião ou um relacionamento. Mas a divisão que existe é entre falsa e verdadeira religião, e um relacionamento reconciliado pela expiação e propiciação e um relacionamento de inimigos debaixo da Ira.

Quando o homem é reconciliado pela obra soberana de Cristo, então a religião pura e imaculada começa.

Essa é a tragédia em andarmos por clichês, eles obscurecem a verdade. Para diferenciar coisas, precisamos de profundas raízes bíblicas e perspicaz discernimento da Palavra. Clichês são “boas ideias” (assim achamos quando os inventamos) – que soa tão bem exatamente por seu distanciamento da verdade – a mente natural logo os começa a reproduzir – enquanto que normalmente acha difícil e não gosta das profundas definições bíblicas.

Os clichês se tornam populares da mesma forma que as falsas promessas de políticos, falsos pregadores, falsos profetas… não são verdade, mas nós já queríamos acreditar naquilo… então acreditamos quando alguém diz o que queríamos que fosse dito.

Precisamos pensar tão somente e claramente em termos bíblicos – Sem novos insights, clichês ou frases de efeito. A Palavra basta. Sola Scriptura!
Autor: Josemar Bessa
https://naomordamaca.com/eu-sigo-a-cristo-e-nao-religiao-como-assim/


13 de setembro de 2019

"TEOLOGIA DA PINÇA"




 
Deus não existe! A própria Bíblia diz

 
As Sagradas Escrituras já não são vistas como fonte, mas como reservatório.


Como colocar em dúvida o que o texto diz, se ele é digno de fé? (Reprodução)


Por Felipe Magalhães Francisco* 



Sim, a Bíblia diz, exatamente, isto: “Deus não existe!”. Está no versículo primeiro do Salmo 14 (13). Podem conferir. Há a possibilidade de se sustentar tudo e qualquer ideia a partir da Bíblia. Lembrem-se os leitores e leitoras, que a palavra Bíblia significa biblioteca. Os que pausaram a leitura para conferir o citado Salmo já descobriram que a fala “Deus não existe!” é atribuída aos insensatos – os que não se deram ao trabalho de procurar, agora já sabem!

O título desse artigo demonstra uma técnica, infelizmente, muito comum nos meios religiosos fundamentalistas. Quando o assunto é Bíblia, importa dizer, todos corremos o risco de nos tornarmos fundamentalistas. Isso porque a Bíblia é compreendida como um livro sagrado e, geralmente, nosso envolvimento com ela é no nível da fé. O conflito é: como colocar em dúvida o que o texto diz, se ele é digno de fé? É nesse contexto em que todos estamos incluídos, quando digo da possibilidade de todos nos comportarmos como fundamentalistas, ao lermos as Sagradas Escrituras. Para minar essa possibilidade, apenas uma autêntica formação bíblica. Ao fim, perceberemos que não se trata de colocar em dúvida o que a Bíblia diz, mas de compreendê-la em seu contexto, bem como compreender os desdobramentos do que ela diz, em nossos dias.

Uma das características do fundamentalismo é o que chamaremos, aqui, de teologia da pinça. Trata-se, justamente, do que fizemos ao escolher um versículo solto da Bíblia, excluindo-o de seu contexto. É possível, sim, fazer uma pregação e, até mesmo, um longo retiro espiritual tendo como apoio apenas um versículo bíblico. Entretanto, isso seria possível, de forma honesta para com o texto, desde que não o tiremos de seu contexto. Já nos diz o velho e acertado ditado: o texto, fora do contexto, é motivo para pretexto.

No exercício religioso de muitos líderes, essa teologia da pinça é muito usual. Para confirmar um argumento, seja esse honesto ou absurdo, usa-se de um versículo bíblico, para dar garantias de que o que se argumenta deve ser levado a sério, pois a própria Bíblia confirma. Trata-se de usar a autoridade bíblica para difundir um pensamento que é próprio de quem prega. Barbaridades são feitas desse modo. A prática já não se limita aos líderes religiosos. Ela já atingiu os fiéis. Basta um acesso rápido às redes sociais para se atestar isso.

Há pouco tempo, a cantora gospel Ana Paula Valadão propôs um boicote a uma loja, porque a propaganda relativizava os papéis de gênero na sociedade. As reações foram muitas, tanto dos prós quanto dos que estavam contra. Uma coisa me chamou a atenção: nos comentários, o uso deliberado do livro de Levíticos para propagar a abominação de Deus em relação aos homossexuais. Os contrários a essa leitura citavam outros versículos do mesmo livro, com outras proibições hoje ignoradas pelos cristãos, como, por exemplo, a proibição em comer carne de porco e de fazer a barba, entre outras.

As reações dos militantes fundamentalistas foram imediatas, a partir do argumento da nova aliança em Jesus. Segundo a leitura deles, em Jesus, todos estamos desobrigados ao cumprimento das leis veterotestamentárias. Mas só para algumas coisas, como podemos ver! Afinal, o mesmo livro é usado para argumento de proibição de uma coisa, mas não vale para autenticar outras proibições. E tudo a partir de uma errônea leitura daquilo que significa a nova aliança em Jesus. Ora, ele próprio disse: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir” (Mt 5,17).

Tal prática da pinça revela um uso utilitarista da Bíblia. As Sagradas Escrituras já não são vistas como fonte, mas como reservatório. A verdade bíblica, como Palavra de Deus, é a verdade da experiência de um povo que faz, ao longo da história, discernimentos de sua relação com Deus. Disso não podemos nos esquecer, pois essa é uma das grandes riquezas que a Bíblia nos traz. É preciso compreender que nada presente na Bíblia está solto: tudo se amarra de maneira orgânica.

Aos teólogos da pinça, um aviso, a partir da própria Bíblia: “Para todo o que ouve as palavras da profecia deste livro vai aqui o meu testemunho: se alguém lhe acrescentar qualquer coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão aqui descritas. E se alguém retirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus lhe retirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que se encontram descritas neste livro” (Ap 22,18-19). E aí, para isso vale a literalidade ou não? 
 

Felipe Magalhães Francisco é mestre em Teologia, pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Coordena a Comissão Arquidiocesana de Publicações, da Arquidiocese de Belo Horizonte. Coordena, ainda, a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015).
 
 https://domtotal.com/noticia/1043271/2016/07/deus-nao-existe-a-propria-biblia-diz/
 
 

26 de julho de 2019

"AMÉM!" ou "AMÉM?"

 



por: Rev. André do Carmo Silvério


Qual deve ser a maneira correta de se usar esta expressão tão conhecida no meio Cristão? 
 
Amém é uma expressão que vêm sendo usada constantemente em nossas Igrejas. Ela é usada quando alguém quer convidar o povo a abrir suas Bíblias, como por exemplo: “vamos abrir a Palavra de Deus no Livro dos Salmos, amém?”, ou, “quem encontrou, diga amém!”, e, até mesmo quando um pregador saúda a Igreja dizendo assim: “Eu quero saudar a Igreja com a ‘graça e a paz do Senhor', amém?”. Certa feita, estive em uma igreja e no momento em que o pastor passou a palavra para o pregador, este se dirigiu para o púlpito, abriu a sua Bíblia e em seguida disse: “Amém?”.

Temos a impressão que a palavra amém tem se tornado um maneirismo ou um “chavão evangélico”. Para tudo se usa o amém, mesmo quando não se tem nada para falar e fazer. Entretanto, à luz da Palavra de Deus, qual seria o correto uso desta expressão tão conhecida no meio evangélico?

O dicionário nos diz que amém significa “palavra litúrgica de aclamação, que indica anuência firme, concordância perfeita, com um artigo de fé; assim seja”. [1] No aspecto teológico, a palavra amém aparece 56 vezes em toda Bíblia , sendo 28 no Velho e 28 no Novo Testamento. No Antigo Testamento, a palavra hebraica usada é “amen”, que “expressa uma afirmação certa em face de algo que foi dito. É usada após o pronunciamento de maldições solenes (Nm 5:22; Dt 27:15) e após orações e hinos de louvor (1Cr 16:36; Ne 8:6; Sl 41:13, etc)”. [2] Desta forma, há de se perceber que o termo é empregado com a finalidade de confirmar uma verdade e não de indagar sobre algo.

No Novo Testamento, a palavra usada é “amen”, de onde procede a nossa palavra “amém” em português. Da mesma forma que no Antigo Testamento, a expressão amém é utilizada ao final de orações e hinos de louvor (Mt 6:13; 9:25; 11:36; Fp 4:20; 1Tm 1:16; Ap 7:12, etc). “Isto indica que o termo assim usado em nossas orações deve expressar certeza e segurança no Senhor, a quem dirigimos a nossa oração”. [3]

Partindo dessa premissa, podemos ver algumas implicações do correto uso da palavra “amém”:

Em primeiro lugar: a palavra amém poderia ser utilizada no término de uma leitura bíblica no culto; em orações cantadas (hinos e cânticos espirituais); orações proferidas por irmãos durante o culto ou reuniões de oração; ao término da mensagem exposta pelo pregador e também ao findar do culto, como por exemplo, o “amém tríplice”.

Em segundo lugar: o amém só deve ser respondido quando entendemos aquilo que é falado ou cantado. O apóstolo Paulo exortando a Igreja de Corinto diz: “E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes” I Co 14:16. João Calvino ainda diz que a finalidade de se dizer amém após a oração é “indicar publicamente que as orações, feitas por um, eram de fato de todos eles. Portanto, ela indica a confirmação não só daquilo que afirmamos na oração, mas também do que pedimos nela”. [4]

Em terceiro lugar: a expressão amém deve ser utilizada sempre como ato afirmativo ou de exclamação (!), nunca de interrogação (?). Das 56 vezes que a palavra aparece na Bíblia, 53 são afirmações, como: “Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e Amém! ” Sl 89:52 ou “Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!” Ap 7:11-12. Portanto, a palavra Amém não é usada para indagar e sim para afirmar. Exemplo disso também nos dá o rei Davi ao dirigir a Deus um Salmo de ações de graças em um culto congregacional: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao Senhor” 1Cr 16:36. As outras três expressões encontradas no Texto Inspirado, nada têm haver com uma interrogação (1Co 14:16; 2Co 1:20 e Ap 3:14). Aliás, neste último texto, João atribui a Jesus a expressão Amém, ou seja, aquele que testemunhou verdadeiramente a criação de Deus.

Diante daquilo que a Bíblia nos ensina, usar a palavra Amém como “chavão” ou “jargão” é desfocar completamente o seu sentido. Num estudo ou em uma palestra, não há nada de errado em se questionar os ouvintes se eles estão entendendo. Mas, para isso, não é necessário usar o “amém?”, e, sim, o famoso “ok?” ou “tudo bem?”, ou mesmo, se você quer saber se todos abriram a Bíblia ou se encontraram o texto, ao invés do “amém?”, pergunte: “todos abriram?, todos encontraram o texto?”. Que assim, queira o Senhor nosso Deus nos abençoar, para que façamos o mais correto uso das expressões bíblicas. Amém !
 

NOTAS:

[1] - Dicionário Aurélio Século XXI , on-line.
[2] - Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento , Vida Nova, p. 86.
[3] - Ibid, p. 86.
[4] - João Calvino, Comentário de 1Coríntios, Paracletos, São Paulo 1996, p. 420
Rev. André do Carmo Silvério

Pastor da Igreja Presbiteriana do Jardim Girassol – Guarulhos,
Professor de Teologia Sistemática no Instituto Bíblico Presbiteriano Rev. Boanerges Ribeiro e Secretário de Mocidade da Confederação Norte Paulistano

Fonte: http://www.monergismo.com/…/liturgia/palavra_amem_andre_sil…
 
 

1 de junho de 2019

Movimento do G-12: Mais uma heresia carismática!




7 Razões para o crente fiel repudiar e se separar do Movimento G-12

1. Por causa da origem herética

Esse movimento, que nada mais é do que um outro "esquema" pragmático para crescimento de igreja a qualquer custo, é chamado G-12, que significa:

G: Governo

12: Grupo de 12 pessoas incluindo um líder (pessoa treinada em evangelismo e discipulado) que juntamente com os outros 11 são parte de uma "célula." Quando essa "célula" cresce e atinge 24 pessoas ela se divide e forma outra "célula." Essa palavra "célula" e essa prática, entretanto, são totalmente estranhas às Escrituras. Se o G-12 não se encontra nas Escrituras sagradas, de onde, então, é que tiraram essa ideia?

Tudo isso teve origem na Missão Carismática Internacional em Bogotá, Colômbia. Como sempre mais um método e doutrina heréticos tinham que ter como origem o Movimento Carismático. Castellanos confessa que buscou inspiração no modelo de David (nome mudado para Paul) Yonggi Cho. Sendo assim ele é um discípulo do herético Paul Yonggi Cho da Coréia do Sul, que diz ter revelações diretas de Deus e outras aberrações doutrinárias:

Paul Yonggi Cho é ecumênico: Tem comunhão com diversos padres católicos.

Paul Yonggi Cho é herético: No seu livro "Quarta Dimensão" ele diverge radicalmente da fé Cristã ortodoxa.

Paul Yonggi Cho diz receber novas revelações: Isso é mentira.

Paul Yonggi Cho trocou de nome, supostamente por revelação, imitando o apóstolo Paulo: Isso é mentira.

Paul Yonggi Cho prega o evangelho da prosperidade... (e a lista segue)

Apenas essa ligação Castellanos - Yonggi Cho, seria suficiente para o crente lúcido rejeitar toda essa insanidade, mas vamos mais adiante e analisar outras características desse movimento herético e apóstata chamado G-12..

2. Por causa do fundador herético:

Esse cidadão chamado César Castellanos se julga o propagador mundial de uma "Visão"

Refutação:
Esse César Castellanos talvez não saiba, mas o Cristianismo autêntico não precisa dele. Essa "visão" é falsa e a única explicação para o espalhamento dessa insanidade pela América Latina, é o fato do terreno ter estado fértil, por décadas de poluição doutrinária causada pelo Movimento Carismático, que recebe de braços abertos qualquer novidade religiosa que se encaixe com seu misticismo carnal. Isso é exatamente o que o apóstolo Paulo descreveu sobre os Carismáticos, inchados de carnalidade e orgulho, que estavam perturbando a igreja dos Colossensses (Col. 2:18).

"Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,"

3. Por causa das doutrinas heréticas

Novas revelações diabólicas (Gal. 1:8-9)

"A palavra de Deus veio a César Castellanos..."

Ele disse:
"...escutei ao Senhor dizendo-me: ‘vais reproduzir a visão que te tenho dado em doze homens, e estes devem fazê-lo com outros doze, estes por sua vez, em outros doze!’ Quando Deus me mostrou esta projeção de crescimento, maravilhei-me...."

Refutação:
Isso é a mais pura mentira deslavada. Será possível que os teimosos carismáticos nunca aprendem que não existem mais essas novas revelações e que tudo que Deus tinha que revelar Ele ja revelou?! Será possível que tantos néscios não enxergam que a Palavra de Deus já está encerrada em Apocalipse 22:21 e que se alguém lhe acrescentar mais alguma coisa, como César Catellanos afirma acintosamente, essa pessoa vai cair no julgamento divino?! Como explicar, então, esses fenômenos carismáticos? Novas revelações não passam de 2 coisas:

1. Ou charlatanismo religioso (hipócritas inventam essas revelações exatamente como no Velho Testamento: Jer. 9:14; 23:16-26; Ez. 13:17);

2. Ou influência diabólica (Gál. 1:8-9)

Em qualquer dos casos, o objetivo claro é minimizar a autoridade e suficiência das Escrituras. Nisso os carismáticos são especialistas. A história deles é repleta disso. O grande e nobre tema da Reforma Protestante, entretanto, tão negligenciado por esse heréticos atuais, permanece de pé que é: Sola Scriptura!

4. Por causa dos métodos heréticos

4.1 O Pragmatismo: Se dá certo é bom! Essa maldição é totalmente contra as Escrituras Sagradas do começo ao fim.

4.2 As "Regressões": Brincando e manipulando com a mente humana induzindo e trazendo à memória fatos do passado, trazendo grande prejuízo psicológico para muitas pessoas que entram em profunda depressão.

4.3 O "Encontro": Retiro cercado de mistério à semelhança da diabólica maçonaria. A Bíblia proíbe categoricamente esse tipo de coisa (Jo. 18:20). Vejamos um relato do "Encontro" que vazou:

"As palestras são repletas de doutrina neopentecostal onde o encontreiro é incentivado a quebrar maldições, participar de regressão, liberar perdão, em alguns casos, participar das orações em que o indivíduo cai, e a ser liberto de demônios, como nos diz um dos lideres do encontro: “até mesmo alguns de nossos lideres foram libertos de demônios”. As ministrações são o grande momento do Encontro. Durante as palestras, eles mantêm uma música lenta tocando ao fundo... e no momento da regressão o Manual até sugere ao ministrador o tipo de música, que deve ser “orquestrada e não conter uma letra, para que a atenção não se volte para a mensagem da letra. Sugere-se usar uma música clássica lenta, suave, ou que contenha ruído de mar..."

"encerramento: E por fim, antes de encerrar o Encontro, é firmado o voto de Compromisso, onde o ministrador é orientado a levar os encontristas a ficarem de pé e repetirem o seguinte compromisso: Eu comprometo-me a não mencionar nada do que aconteceu no Encontro. Terei a responsabilidade de incentivar outros a fazerem o Encontro e a experimentar como o Encontro é tremendo...".

4.4 A "cura interior." O crente quando nasce de novo, já experimentou a cura interior de que precisa e não necessita de carismático algum, cheio de heresias e de orgulho, para ensinar-lhe nada. O andar diário com Jesus Cristo, a comunhão com O Espírito Santo que habita em todo o crente (quem não é batizado no Espírito Santo não é salvo) e o lavar diário pela leitura da Palavra de Deus, são mais do que suficientes para a cura interior. O crente cheio do Espírito Santo não precisa de "técnicas" carismáticas" de cura interior, muito menos desse encontros. Vejamos o ensino categórico das Escrituras descartando o princípio errado dessa "cura interior" que causa grande prejuízo às pessoas, obrigando-as a remoer e a reviver pecados passados:

"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim," (Filipenses 3:13)

E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. (Jeremias 31:34)

Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. (Is. 43:25)

4.5 A "Quebra de maldição": Essa doutrina carismática nega o poder do novo nascimento que ocorre quando o pecador se arrepende e deposita sua fé na pessoa de Jesus Cristo. Quando isso acontece, todas as maldições são imediatamente quebradas. O salvo não precisa de "exorcistas" carismáticos a ficar lhe atormentando com a ideia de que ele precisa de rituais de quebra de maldição. Isso é uma armadilha satânica para minimizar o poder do sangue de Jesus Cristo em purificar de TODO O PECADO (1Jo. 1:9) o salva. O problema dos carismáticos é que eles são semi-analfabetos Bíblicos e desprezam a autoridades das Escrituras.

4.6 As mulheres "pastoras": O movimento do G-12 que já começou errado com Claudia Castellanos se auto intitulando "pastora" insiste na rebelião feminina que nada mais é do que o espírito de Jezabel que se apossa dessas mulheres rebeldes e que desprezam a categórica proibição Bíblica. Valnice Milhomens, a carismática cheia de heresias, foi uma das maiores responsáveis por trazer o G-12 ao Brasil em 1999.

4.7 A música dos demônios: A música contemporânea é usada e abusada pelo G-12. É claro, pois como carismáticos eles já estão mais do que acostumados com essa apostasia que alimenta as emoções, sentimentos e experiências as quais são, repita-se, toda a fonte de autoridade do movimento carismático.

4.8 A dança: A prática da dança também é incentivada nas igrejas que adotam o modelo do G-12. Até mesmo um tal de "Xote Santo" ocorreu numa igreja que adota o G-12. Note que não há absolutamente NADA no Novo Testamento a basear essa prática carismática. O que se vê é um exibicionismo doentio de mulheres sensuais e atraentes a ficar dançando no palco (sim porque o púlpito já foi colocado de lado de tão desmoralizado) com vestes imodestas a provocar a concupiscência dos homens que ficam a repetir como retardados o lema do G-12: "é tremendo..."

5. Por causa do "Encontro" herético


Esse tal de "encontro" nada mais é do que um retiro de 3 dias, onde algumas atividades bizarras são programadas. A palavra mágica "É Tremendo..." é usada como propaganda e chavão desse retiro que pretende produzir completo crescimento espiritual nos participantes em um final de semana. Notemos que o G-12 é uma mera cópia do cursilho de Cristandade "Opus Dei" católico, inventado pelo padre Josemaria Escrivá em 1928. Da Espanha, o "Opus Dei" encontrou terreno fértil na Colômbia, país altamente católico, cujos "evangélicos" mal doutrinados lhe deram uma maquiagem carismática e transformaram-no no G-12. Ver o artigo do pastor Paulo Pimentel intitulado "G-12 Tem Origem Católica?" e também o artigo "De Escrivá a Castellanos" do pastor presbiteriano Onezio Figueiredo.

6. Por causa das blasfêmias contra Deus!

Vejamos apenas uma aberração blasfema desse movimento:

"Perdoar" a Deus?

No G-12, numas das supostas sessões de cura interior, se ensina que se deve "perdoar a Deus." Isso é uma blafêmia sem fim. Só precisa de perdão alguém que comete transgressão. Se Bíblia nos ensina que Deus é Puro e Santo (Is. 6:3; Hab. 1:13; Jo. 17:11, Ap. 4:8), como um pecador cheio de iniquidades pode ter a audácia e a petulância de ensinar a outro pecador que se deve perdoar a Deus? Só mesmo a heresia cega de rebeldes pode inventar isso. Vejamos a confirmação dessa heresia do G-12 pelo trecho de um artigo da Folha Universal intitulado "G12: doutrina ensina que o homem deve perdoar a Deus": "As técnicas psicológicas ensinadas no "Manual de Realização do Encontro", por sua vez, são de arrepiar qualquer cristão: pelas regras do G12 , para que um indivíduo alcance a devida libertação dos traumas do passado (técnica de cura interior), é necessário que este tente visualizar o "encontro do espermatozoide do seu pai com o óvulo de sua mãe". Depois da visualização de cada etapa de vida – no útero, durante a gestação, na infância até a idade adulta –, a pessoa deve perdoar àqueles que eventualmente tenham lhe causado sofrimento, sem esquecer ninguém - nem mesmo Deus. "Eles precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase e até mesmo a Deus", diz um trecho do manual."

7. Por causa dos resultados desastrosos

7.1 Orgulho de quem fez o "encontro":

Da mesma maneira que os faladores de línguas, que se julgam superiores aos que não falam, os participantes desses "encontros" heréticos se julgam superiores aos outros que não participaram.

7.2 Falta de ética dos obcecados pelo G-12.

O G-12 já foi motivo de diversas brigas, divisões de igrejas e várias situações de litígio em diversas denominações.

7.3 Falta de discernimento de quem recomenda o "encontro" Na reunião de liderança da CBN (a herética Convenção "Batista" de Carismáticos) em Brasília, em 04 de abril de 2000, representantes de quase todo o Brasil, chegaram a um "consenso" para EXPERIMENTAR a eficácia dos “encontros.”

Isso revela 2 coisas acerca dos "Batistas" carismáticos:

1. Eles são incapazes de tomar decisões próprias na igreja local, mas precisam de um concílio "eclesiástico" aos moldes da igreja católica.

2. Eles não são guiados pela Palavra de Deus, mas por "consenso." Consenso na heresia continua sendo heresia...

Conclusão:

O G-12 é heresia do começo ao fim.

1. Por causa da origem herética

2. Por causa do fundador herético:

3. Por causa das doutrinas heréticas

4. Por causa dos métodos heréticos

5. Por causa do "Encontro" herético

6. Por causa das blasfêmias contra Deus!

7. Por causa dos resultados desastrosos

Apóstolo Paulo Inconformado

Movimento do G-12:
Mais uma heresia carismática!


29 de janeiro de 2019

10 crenças não-bíblicas comuns na igreja de hoje


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Existem várias crenças, que nós na igreja acreditamos ter respaldo bíblicos, sendo que na verdade não tem, são crenças relacionados a fé, confissão de pecados, salvação dízimos e outras.

Como observador e participante mais amplo do corpo de Cristo desde 1978, ouvi muitas coisas comunicadas que considero não-bíblicas. Muitos desses ensinamentos são tão comumente acreditados ou assumidos que o cristão comum os abraça sem examinar as Escrituras. 

A seguir estão algumas das crenças erradas mais comuns: 

1 – A salvação e a decisão por Cristo em um altar são as mesmas.

Um dos equívocos mais comuns que observei na igreja hoje é o fato de que as pessoas pensam que, se uma pessoa repete “a oração do pecador” ou responde a um apelo, ela é “salva”. Isso é problemático, uma vez que podemos estar dando uma falsa esperança ao respondente, assegurando-o de sua salvação, quando na verdade eles podem não ser realmente salvos.
Além disso, em nenhum lugar da Bíblia diz que meramente dizer palavras garante a salvação. Além disso, o apelo do altar é um desenvolvimento moderno na igreja evangélica que surgiu da metodologia empregada pelos evangelistas que apelaram às massas para virem ao altar para receberem a Cristo. Embora não haja nada errado com essa abordagem que identifica aqueles que querem dar sua vida a Cristo (para que as pessoas possam obter seus nomes, orar com elas e segui-las), não é o mesmo que salvação.

As escrituras são claras de que tanto o coração como a boca têm que confessar que Jesus é o Senhor (ver Romanos 10: 9-10), e o apóstolo Paulo regularmente repetia a palavra de João Batista quando dizia que produzia frutos que provassem seu arrependimento (veja Atos 26:20, Mateus 3:8). Assim, fazer uma “decisão” emocionalmente motivada para pedir a Jesus em sua vida é um bom passo, mas uma pessoa verdadeiramente convertida dará frutos, provando que eles realmente entregaram sua vida a Jesus. (Veja também 1 João 3:9.) Eu costumava dizer que “centenas foram salvos hoje à noite” quando eu estava me referindo a uma resposta de chamada de altar de massas de pessoas; agora eu simplesmente digo: “centenas tomaram” decisões por Cristo, uma vez que, depois de todos esses anos, tenho agora muito cuidado em distinguir entre uma "decisão" e uma "experiência de conversão".

2 - Adoração é apenas cantar músicas.

Eu aprendi que o mero cantar de palavras para uma música não significa adoração. Jesus também disse que as pessoas podem honrá-lo com seus lábios enquanto seus corações estão longe Dele (ver Marcos 7: 6-8).

A verdadeira adoração inclui abençoar o Senhor com toda a sua alma (ver Sl 103), o que implica que todo o seu coração, mente e alma – todo o seu ser – está disposto a se curvar diante do senhorio de Cristo enquanto adora e adora a Divindade. (Veja Rev. 4.)

A verdadeira adoração também implica obediência, e é por isso que Jesus disse: “Se você me ama, obedecerá aos meus mandamentos” (ver João 14:15). Consequentemente, eu conheci muitas pessoas em equipes de louvor e / ou pessoas na igreja que – durante o culto da igreja – exibiam exuberantes louvores e adoração, mas sua vida privada era tudo menos submetida a Deus. 

3 – O arrependido está chorando no altar.

Eu tenho visto inúmeras pessoas fazendo “chamadas de altar” semana após semana, chorando quando elas surgiram. O crente comum pensa que isto é um sinal de arrependimento; no entanto, a palavra “arrependimento” tem a ver com uma mudança de mentalidade, uma mudança de pensamento, mais do que uma experiência emocional. Eu aprendi que, a menos que uma pessoa mude a maneira de pensar em Deus, seu coração nunca será transformado pelo Seu poder. Mesmo Esaú não conseguiu encontrar arrependimento, apesar de tê-lo procurado com choro e lágrimas! (Veja Hebreus 12:17) 

4 – Devemos dizer orações.

Em nenhum lugar da Bíblia diz apenas “dizer” orações. Mas em todos os lugares, em ambos os testamentos, é um comando para “buscar a Deus”. Deus se revela aos buscadores – não apenas aos inquiridores casuais. (Veja Sal. 42, 63; Mateus 6: 7,33; Hebreus 11: 6.)

5 – Deus só espera que demos um décimo das nossas finanças.

O dízimo é apenas um princípio transmitido de Deus a Adão e à sua descendência, razão pela qual Abel deu a Deus uma oferta de primeira fruta (veja Gn 4) e Abraão, Isaque e Jacó deram a Deus um dízimo. Isto foi reiterado novamente na Lei de Moisés (Levítico 27) e nos profetas (Ml 3) e ensinado no Novo Testamento (veja Mt 23, Hb 7).

Dito isto, quando Jesus veio, Ele não se concentrou em um mero dízimo – Ele ordenou a Seus discípulos que entregassem tudo o que tinham a Ele. (Veja Lucas 14: 26-33.) Esta passagem deveria dissipar a noção de que Deus requer apenas um décimo. .

Nada menos que um total coração se rendendo de tudo o que somos e temos é esperado pelo Senhor Jesus Cristo (veja Fp 3, 2Co 5:15). Consequentemente, embora ainda seja importante definir pelo menos 10% para dar a Deus, isso não significa que você pode fazer o que quiser com os outros 90%. A terra é do Senhor e Ele exige uma mordomia e obediência adequadas em relação ao que fazemos com 100% de nossas finanças e posses – não apenas 10%.

6 – A igreja é um local de encontro.

Os cristãos referem-se continuamente aos edifícios que abrigam os cultos da igreja como “a igreja” – e é por isso que, quando vão ao referido edifício, dizem: “Vamos à igreja”. Isto apesar do fato de que a Escritura ensina que Seu povo é a igreja e que cada crente faz o templo do Espírito Santo (veja 1 Co. 3: 16,12).

Precisamos mudar nossa linguagem para concordar com a realidade de que o edifício ou a catedral em que nos encontramos não é a igreja, mas meramente abriga o corpo de Cristo para o culto corporativo, a instrução bíblica e a Ceia do Senhor.

7 – Os ministros estão somente no lugar da igreja.

A palavra “ministro” significa simplesmente servo. Como todos somos chamados a ser servos de Deus, somos todos ministros de Deus – independentemente de estarmos ou não no ministério da igreja em tempo integral. Qualquer que seja seu trabalho, seu empregador está lhe pagando (sabendo ou não) para ser um ministro de Deus, representando-o para a entidade em particular onde você trabalha. 

8 – A vida eterna começa quando morremos fisicamente.

Enquanto muitos crentes falam em ir para o céu para estar com Deus para a eternidade, a verdade da questão é: a vida eterna começa no momento em que alguém recebe a Cristo aqui na terra (ver João 3: 16-19, 5:24). Consequentemente, podemos começar a desfrutar da vida abundante (eterna) agora enquanto vivemos na terra! 

9 – Quanto maior a igreja, mais influência ela tem. 

O fato é que nossa nação nunca teve tanta megaigrejas como hoje, o cristianismo nunca teve tão pouco impacto na cultura como hoje. Portanto, não há necessariamente uma correlação entre o tamanho de uma igreja e seu impacto na comunidade circundante.

Há até mesmo igrejas de pequeno a médio porte que têm muito mais impacto em uma comunidade do que megaigrejas que estão preocupadas apenas em atrair seus vizinhos para o crescimento da igreja e não se preocupam com as condições das comunidades dos sem igreja. 

10 – Não há necessidade de um verdadeiro cristão confessar seus pecados.

Há um ensinamento antibíblico circulando em alguns círculos de hiper-graça que, uma vez que uma pessoa nasce de novo, eles nunca precisam confessar outro pecado, uma vez que Jesus pagou o preço por todos os pecados, passados, presentes e futuros. Embora seja verdade que Jesus pagou pelos pecados dos crentes – passado, presente e futuro – precisamos viver uma vida de verdadeiro arrependimento e aplicar o sangue de Jesus em nossa vida depois de pecarmos. Assim como o apóstolo João disse a todos os crentes: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1: 9).

O apóstolo Tiago também aconselha os crentes a “Confessar seus pecados uns aos outros e orar uns pelos outros, para que você seja curado” (ver Tiago 5: 16a). Se alguém ensina que os cristãos podem viver o resto de suas vidas com pecados não confessados, sem arrependimento – depois de lamentar o Espírito Santo de Deus (veja Efésios 4:30), então eu não sei que Bíblia eles estão lendo, mas não é o mesmo que eu!


por: pastor Dr. Joseph Mattera
traduzido e adaptado por: Pb. Thiago Dearo

https://www.portalpadom.com.br/10-crencas-nao-biblicas-comuns-na-igreja-de-hoje/


11 de janeiro de 2019

Existe um demônio que ataca as finanças


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Existe um demônio que ataca as finanças, o qual a Bíblia chama de Devorador, e que nenhuma oração ou jejum pode expulsar exceto o dízimo, certo? Errado.

A Bíblia nunca cita os gafanhotos agindo com base em nada mais do que as plantações, e não poderia ser diferente: eram pragas reais e não metafóricas, e os israelitas tinham uma economia baseada em agricultura e pecuária, e toda a prosperidade da nação dependia dessas duas coisas; portanto, ao enviar pragas para a lavoura, Deus feria-os naquilo que mais desestabilizaria o país.

Alguns evangélicos costumam enxergar nos gafanhotos descritos no livro de Joel e Malaquias como metáforas para demônios e prosperidade financeira. Mas uma olhada simples no texto prova que este não é o caminho mais natural e é necessário muito malabarismo para considerá-los assim. Vamos dar uma olhada em Malaquias 3.10-11:
"Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos." 
Feito isso, vamos esclarecer três pontos:

1) Não existe nenhum espírito devorador.

Devemos notar nesse texto que a Bíblia não cita nenhum "espírito devorador", como insistentemente o chamam alguns, mas simplesmente "devorador" (em hebraico "akal", que quer dizer "comer", "devorar" e a NVI traduz como "pragas"), que destrói as plantações e não é um demônio, mas algum tipo de bicho como uma larva ou um gafanhoto. As bênçãos da Lei decorriam da obediência, e os castigos, consequentemente, da desobediência: 
"Lançarás muita semente ao campo [Deus não impediria que eles plantassem]; porém colherás pouco [castigo], porque o gafanhoto a consumirá [causa da colheita mirrada]". (Dt 28.38)
"O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor. [sucessão de pragas uma após a outra, sempre atacando a plantação]" (Jl 1.4)
Nos textos acima fica claro que a desobediência acarretava justamente no castigo de Deus sobre a nação. Embora Joel cite o "devorador" utilizando outra palavra em hebraico, a ideia condiz com a de Deuteronômio: as pragas são um castigo e não estão ligadas ao dízimo.

2) A prosperidade e restauração de Israel não estava ligada ao dízimo.

Os dízimos eram dados aos sacerdotes para que houvesse mantimento - mantimento de verdade, como comida - no templo. A décima parte das colheitas e cereal eram dadas para o sustento do sacerdote, que vivia apenas do que lhe davam e dos sacrifícios de comida que eram feitos. Portanto, a urgência de Deus ao trazer os dízimos, como profetizado por Malaquias, era pra que os sacerdotes - que viviam exclusivamente daquilo que era trazido - não tivessem necessidades.

Portanto, a promessa de restauração é de pura misericórdia do Senhor, e não de uma dívida de qualquer forma. Em Joel não há nenhuma menção ao dízimo, e tudo ocorre pela graça de Deus. O próprio Joel diz isso:
"Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros." (Jl 2.25) Por que motivo? "Então, o SENHOR se mostrou zeloso da sua terra, compadeceu-se do seu povo" (Jl 2.18).
Novamente, não há nenhuma promessa atrelada ao dízimo, e as pragas são repreendidas assim mesmo. E mesmo em Malaquias, onde Deus diz que repreenderá o devorador, Ele faz isso "por amor a vocês", e não por causa do dízimo, embora a ação ocorra quando o povo se consertar, ou seja, voltar a obedecer.

3) E quanto a fazer prova de Deus?

Este é o ponto mais simples, e que demanda menos tempo. O próprio Deus manda prová-lo, ou seja, experimentar se esse fato é verdade ou não. Não há nada errado em provar a Deus, visto que o próprio Davi expressa no Salmo 34.8:
"Provai e vede que o Senhor é bom!". 
Porém, a validade da prova em Malaquias parece estar unida à condição de Deus fazer ou não o que promete. E como temos sempre certeza de que Ele sempre derrama sobre nós bênçãos sem medida, a prova perde necessidade.

Em resumo, o "espírito" ou "demônio" devorador não existe; a graça de Deus não depende do dízimo - ou não seria graça, mas dívida; e devemos confiar que Deus sempre supre as nossas necessidades e derrama bênçãos sobre nós de forma incontável e transbordante, todos os dias.


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14 de maio de 2018

Heresia alienante, problema constante


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Luiz Sayão


Grupos estranhos, heréticos e proselitistas têm surgido e se multiplicado confundindo e perturbando o povo de Deus 
Nas últimas décadas muitos livros evangélicos e seculares foram escritos para esclarecer o problema dos grupos religiosos demasiadamente místicos e alienantes. Grupos estranhos, heréticos e proselitistas têm surgido e se multiplicado principalmente em países como os EUA, o Brasil, a Coreia do Sul e o Japão. Quem lê e ouve a respeito do assunto, imagina que isso é coisa recente, uma aflição dos últimos tempos, uma enfermidade de nossa época. Não é bem o caso. Os dias do apóstolo Paulo foram marcados por problemas semelhantes e igualmente lamentáveis.

A conhecida carta de Paulo aos colossenses foi escrita entre os anos 60-62. A maioria dos estudiosos entende que Colossenses faz parte das epístolas da prisão. Juntamente com Efésios, Filipenses e Filemom, a carta teria sido enviada por Paulo a partir de Roma, onde Paulo ficou preso, conforme o testemunho de Atos 28.

Colossenses, muito semelhante a Efésios em diversas trechos, tem como alvo auxiliar uma igreja que Paulo não visitara ainda. O ambiente religioso diversificado, místico e efervescente estava trazendo problemas sérios para a nova igreja. O perfil dessa heresia colossense tem sido objeto de estudo de comentaristas e exegetas especializados. Vale a pena dar atenção ao assunto, pois sua pertinência é inconfundível, e sua atualidade, surpreendente.

Os místicos estranhos de Colossos fizeram um verdadeiro sincretismo de tendências religiosas distintas e criaram confusão e desunião na igreja cristã. Tinham influência da religião greco-romana dominante, do judaísmo, de uma espécie de gnosticismo incipiente e das religiões de mistério que proliferavam na Ásia Menor no primeiro século.

Corajosamente, Paulo orienta a igreja de Colossos e confronta o ensinamento prejudicial e equivocado, exortando o povo de Deus a permanecer firme na fé. Isso pode ser percebido em alguns versos da carta: “Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (Colossenses 1:21-23). “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Colossenses 2:8).

Mas, afinal de contas, que perigo a heresia colossense representava? O problema era de fato sério? O que pode ser dito? A pesquisa tem mostrado que a nova tendência teológica herética de Colossos era um grupo que parecia ter experiências espirituais extraordinárias.

Tais experiências os colocava num nível superior acima dos demais. Influenciados por uma cosmovisão do tipo gnóstica, eles entendiam que havia vários níveis de distanciamento entre Deus e o homem. Era necessário galgar esses degraus por meio de experiências místicas ascéticas para chegar a um nível superior. Esse distanciamento enfraquecia o valor de Cristo e de sua obra redentora. Foi por esse motivo que Paulo combateu o esvaziamento de Cristo, proposto pelos místicos locais.

Cristo é suficiente e enche toda a plenitude (o espaço entre o céu e a terra). Vejamos alguns textos importantes:
“… pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude” (Colossenses 1:16-19).
“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude. Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne. Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo, e com ele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Colossenses 2.9-12).

O tipo de espiritualidade do grupo de Colossos os fazia sentir-se superior, provocando divisão e discriminação na igreja. A decorrência prática era séria. Os prejuízos eram teológicos, éticos e comunitários. Todavia, não faltou criatividade no sincretismo colossense. O texto de Colossenses 2:9-12 fala até de circuncisão. Por que o assunto é levantado? Por incrível que pareça, a heresia colossense misturava elementos
do judaísmo em sua criatividade religiosa. Estranhamente, esse judaísmo vinha acompanhado de um misticismo mágico, principalmente ligado à influência de espíritos maus, também chamados de “princípios elementares”.

Tendo consciência desse cenário, não é difícil entender alguns versículos importantes do capítulo 2:
“Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo. Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa. Trata-se de alguém que não está unido à Cabeça, a partir da qual todo o corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento dado por Deus. Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, porque, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: ‘Não manuseie!’, ‘Não prove!’, ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos” (Colossenses 2.16-22).

Os hereges legalistas passaram a vigiar a liberdade cristã da igreja e a exigir que eles se abstivessem de alimentos (Lv 11) e de bebidas. Além disso, exigiam também que as festas religiosas judaicas fossem observadas. Todavia, a questão era mais complexa. Acreditava-se que os princípios elementares (potestades espirituais) tivessem poder sobre certas datas. Portanto, a obediência às festas não envolvia apenas ideias judaicas, mas também o temor pagão dos espíritos maus. Assim, a exigência legalista de regras era muito clara e incisiva. Paulo deixa claro que isso era ensino humano. Eles ensinavam que apenas crer em Cristo era insuficiente. Se os cristãos não fossem legalistas e não “respeitassem” as potestades, teriam problemas.

A pergunta que surge é esperável: Com que autoridade eles faziam isso? É simples! Visões espirituais determinavam o tom da verdade. Os místicos alienantes afirmavam que participavam de um culto de nível superior: a adoração de anjos. Não se tratava de adoração feita aos anjos (o genitivo do grego deve ser lido como subjetivo), mas sim da adoração que os anjos faziam. Eles diziam que adoravam no nível angelical, junto com os anjos. Nessas reuniões místicas surgiam as visões que lhes “autorizava” a dizer o que afirmavam. Tais visões eram contadas detalhadamente e serviam de referência de espiritualidade e autoridade.

Paulo foi inequívoco e direto ao condenar aquela tendência perigosa e destruidora para a igreja primitiva. Ele argumenta que Jesus triunfou plenamente sobre os espíritos, que não precisavam mais ser temidos. “Tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2:15).

Além disso, o apóstolo deixa claro que aquela espiritualidade era doentia e revelava problemas não resolvidos do conflito contra a carne:
“Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2:23).

Em dias teologicamente incertos e confusos, é necessário voltar a ler Colossenses com atenção. É muito atual. Heresia alienante, problema constante. Não é difícil constatar um legalismo aprisionador em certos ambientes evangélicos; rituais judaizantes mistificados também estão presentes. A ênfase exagerada no poder dos espíritos maus aliada a um desinteresse pela centralidade da cruz de Cristo pode ser percebida com facilidade. De fato, a religiosidade alienante voltada para experiências extravagantes e a valorização indevida de anjos em alguns contextos são alguns dos problemas encontradiços nos dias de hoje. Esses equívocos precisam ser confrontados com a sábia e decisiva palavra inspirada de Paulo aos colossenses.


Luiz Sayão é professor em seminários no Brasil e nos Estados Unidos, escritor, linguista e mestre em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP).

https://pleno.news/opiniao/luiz-sayao/heresia-alienante-problema-constante.html



13 de maio de 2018

Você é Pentecostal? Entenda o problema do Pentecostalismo.




Eu sou Teólogo em Pentecostalismo. Também conheço muitos pastores pentecostais que são homens verdadeiros e sinceros de Deus, trabalhadores duros que fazem sacrifícios tremendos para o reino de Deus.

O problema realmente se encontra com os excessos de uma minoria de pastores, celebridades, evangelistas, músicos e outros, e até certo ponto mais profundo com a mentalidade da maioria das pessoas que constituem a Congregação Pentecostal.

Há muitos que verão problema com o que está escrito neste artigo, no entanto eu o ofereço sem desculpas.

Escrevo este artigo não para criticar, mas para provocar. Meu sincero desejo é ver a reforma no Igreja Pentecostal.

Mas a reforma do quê?

Desejo para o extraordinário. Muitos problemas associados com os grupos carismáticos marginais resultam de um desejo para o sensacional. A verdade bíblica não é suficiente para um típico Pentecostal. Como resultado, eles estão sempre à procura de algo novo. Eles se preocupam pouco sobre a doutrina, a exegese adequada ou integridade bíblica, consideram que isto não é espiritualmente suficiente. Eles querem unção, poder, visões, revelações – ou qualquer aparência de tal – genuínos ou falsos. Eu acho que Eva foi a primeira pentecostal.

Apenas recentemente, em Trinidad (2000), um ministro em particular foi anunciado dos púlpitos mais renomados do país. Ele alegadamente herdou uma multi-bilionária fortuna, e havia prometido dar financeiramente para igrejas.

Como resultado, alguns pastores estavam dando garantias de que “não haveria mais pobres em Trinidad”. Quando eu ouvi falar dele, o primeiro pensamento que passou pela minha cabeça foi cético “O que esse cara realmente está fazendo?” O tempo iria autenticar minhas suspeitas.

Pastor “vaquinha”, posteriormente, atraiu alguns dos membros mais ricos da outras igrejas, e formou sua própria congregação de “elites”. Nada materializado de sua suposta fortuna. Ele finalmente passou algum tempo na cadeia e aguarda julgamento por fraude.

Por que essas coisas acontecem com os pentecostais? Não são os  que deveriam ser os mais exigentes? A verdade é que que qualquer charlatão poderia proferir declarações bombásticas, e eles aceitariam sem verificar os fatos e examinar a história toda.

Pentecostais acreditam que é rebelde questionar os ensinamentos e práticas de figuras de autoridade. Pentecostais são ensinados a não questionar. Para racionalizar é fazer com que mentiras racionais. É contrário à “fé”.

Uma vez eu emprestei um cópia do cristianismo de Hank Hanegraaff para um crente em crise, e eu recomendaria o livro para qualquer cristão sério.

Como eu admiro o zelo do típico Pentecostal, mas como eu gostaria que o mesmo zelo pudesse ser redirecionado para lutar pela fé, em vez de frequentemente defender o indefensável.

Como resultado pastores que pensam que são profetas, tem uma infinidade de falsas profecias, e nunca ser rotulado como falsos profetas. “Não toque O ungido de Deus.”

Francamente, enquanto eles têm as pessoas estúpidas seguintes deles até a morte e pagando seu salário, os fiéis não tem nada. Eu acho que é imperativo para alguns pastores para manter seu povo em ignorância. Eles querem ser um grande peixe em um pequeno lago, mas não um pequeno peixe em uma grande lagoa. Eles preferem ser cantados como heróis entre os seus próprios, do que servos sem rosto e sem nome de Cristo.

Alguma vez você já se perguntou por que os pregadores pentecostais não podem simplesmente dizer que eles tem a dizer, sem o alarde e comoção? A resposta é que a pregação deve ser feita de uma maneira ungida, ou pelo menos percebida assim. Alguém poderia explicar a Palavra de Deus de forma eloquente e ele receberia aplausos econômicos. Se ele quiser melhorar a resposta da multidão, tudo o que ele tem é colocar um pouco de choro em sua voz e jogar em uma linha de soco cativante todo aqui e lá. Um pouco de ódio e movimento em palavras e frases estratégicas, geraria ainda mais uma ovação arrebatadora. Eles pulam, correm em volta do palco (como oposição ao altar), ou sobem em uma cadeira enquanto pregam.

Esses pentecostais não sabem a diferença entre unção e controle de multidões. Eles não conseguem diferenciar entre a presença de Deus e a presença de arrepios temerosos.

Daí que seria sempre presa a qualquer pregador, retirar de seu chapéu todos os truques e artimanhas frenéticas necessárias para promulgar-se como um verdadeiro homem de Deus.

Da minha experiência, as pessoas mais pagam e dizem respeito as personalidades e celebridades do que com o conteúdo de sua mensagem. A simples presença de um grande pregador ou cantor é suficiente para trazer o melhor de uma multidão. E eles chamam isso de Unção.

Porque os pentecostais estão sempre buscando o sensacionalismo, o mais absurdo “Mover de Deus” são feitas em suas igrejas. Reuniões onde as pessoas rolam nos tapetes, riem descontroladamente, e até guincham.

O que uma vez levou Jesus para expulsar um demônio (Marcos 9:20,26), agora está sendo impingido como uma verdadeira manifestação de Deus.

Há alguns pregadores que, em seus momentos honestos têm suas dúvidas, mas só quero tanto acreditar que estas coisas são de Deus. Eles não podem pagar. Fazer o contrário é entregar o sensacionalismo que tão avidamente desejam.

Qualquer um pode falsificar alguns milagres, enquanto eles renunciam certas pessoas para socorrê-los no momento certo. Assim, muitos pregadores afirmam ter o poder de curar, ainda que hajam poucos milagres genuínos. Eles vão apaixonadamente orar por alguém, em seguida, fazer perguntas como “Como você se sente agora?” O que você espera que eles digam? “Pior ainda”? É claro que eles vão dizer que se sentem melhor.

Então lágrimas de alegria começarão a rolar pelas faces dos crédulos. Ninguém tem uma maior propensão para o exagero que um pregador Pentecostal. “Nós tivemos um grande momento na presença de Deus. Milhares de pessoas foram curadas.”

Então, onde está a evidência de toda essa cura? Pessoas são instadas a não voltar para médicos para confirmarem sua cura uma vez que este poderia indicar dúvidas, e eles perderiam o mérito pela suposta cura.

Conclusão

É verdade que muito do que eu escrevi não é verdade para todos os pentecostais, isso aplica-se a alguns pregadores que se consideram  celebridades e aqueles que aspiram ser como eles. O problema ainda maior, no entanto, é a ingenuidade de seus seguidores. É irônico que em um movimento onde o poder de Deus é tão enfatizado, que leigos são tão emasculado do poder de pensar por si mesmos, e racionalmente pesquisar a verdade por si mesmos. Meu desejo é ver essa reforma no Igreja Pentecostal.


AUTORIA:
https://bibliacomentada.com.br/index.php/voce-e-pentecostal-entenda-o-problema-pentecostalismo/