Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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7 de novembro de 2018

Jerusalém, capital de Israel. Uma simples questão religiosa?



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Uma leitura superficial pode sugerir que a questão é apenas religiosa, mas ela é muito mais complexa

A decisão americana de 6 de dezembro de 2017, contida por 22 anos, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, trouxe turbulência internacional. O anúncio de Donald Trump causou comemorações e protestos em todo o mundo. Todavia, a paixão de muitos nem sempre é acompanhada de muita compreensão do conflito árabe-israelense.

Jerusalém e a Terra Prometida têm histórico complexo. Os judeus perderam a cidade na época romana (ano 70/135), que depois tornou-se cidade cristã bizantina (325-638), até a conquista árabe muçulmana do século 7. O domínio árabe é sucedido pelos cruzados europeus (1099-1187). Mas, os cruzados são derrotados por Saladino (líder curdo) e deixam a Terra Santa em 1291. Até 1517 o domínio passou a ser dos mamelucos, dinastia islâmica de origem turca. A partir do século 16, o Império Otomano turco passa a ser senhor da região por 400 anos, até 1917, ocasião da derrota turca na I Guerra. As muralhas da cidade velha são desse período. A derrota turca trouxe o mandato britânico até 1947. Vale observar que nem judeus nem árabes governaram a Terra Santa e Jerusalém por muitos séculos.

Os interesses ingleses trouxeram decorrências difíceis para a região, principalmente para judeus e árabes. A presença judaica sempre foi constante na terra de seus ancestrais, ainda que como minoria. O movimento sionista, decorrente do antissemitismo europeu, e o surgimento dos fascismos, levaram milhares de judeus para Israel. Ao mesmo tempo, os árabes, depois de sofrer sob domínio turco (milhares imigraram para o Brasil), viam no novo momento a chance de governar a terra histórica e religiosamente importante para eles. Sonhos e promessas para os dois povos não se definiram como se podia desejar. O barril de pólvora se acendeu. O conflito se definiu.

Os judeus aceitaram a resolução da ONU, rejeitada pelos árabes. Israel lutou para existir. Foi uma luta difícil nas guerras de 1948, 1967 e 1973. A cada vitória judaica, os árabes locais, os palestinos, perdiam força, terras e fugiam como refugiados. Apesar da coalisão de países árabes contra Israel, o país saiu vitorioso e fortalecido em 1967 e 1973. Todavia, os judeus que viviam por séculos em países muçulmanos tiveram que fugir. Quase um milhão deles refugiou-se em Israel.

Jerusalém, pela proposta da ONU, deveria ser uma cidade internacional, livre para judeus, cristãos e muçulmanos. Todavia, a cidade foi ocupada pela Jordânia, de 1948-1967. Mas, Israel, ao derrotar a coalisão de países árabes, tomou a cidade dos jordanianos e a unificou, tornando-a sua capital há 50 anos. A cidade chegou a ser reconhecida por diversos países. Todavia, a conquista israelense não foi reconhecida. A disputa iria se tornar cada vez mais política e econômica.

Nas últimas décadas os fracassados planos de paz têm trazido desânimo e feito sofrer a população judaica e palestina. A situação tem piorado. A leitura superficial pode sugerir que a questão é apenas religiosa. É mais complexa. Pouca gente imagina, por exemplo, que há grupos judaicos ortodoxos contra o Estado de Israel. Há judeus sionistas radicais de perfil secular. Há muçulmanos muito religiosos, como os sufistas, que não se envolvem neste conflito. E existem muçulmanos nominais, radicais contra Israel.

A decisão adequada é em favor dos dois estados. Israel deve conter os seus radicais, religiosos ou seculares, e controlar os assentamentos indevidos na Cisjordânia. Por outro lado, o mundo árabe precisa reconhecer Israel. A ONU decidiu há 70 anos! Como protestar pela capital de um país que nem é reconhecido. Os movimentos terroristas têm que ser rechaçados e banidos. Não se constrói nada dessa maneira. A ofensiva jihadista é inaceitável.

As razões religiosas em favor da Jerusalém judaica, cristã e muçulmana podem ser levantadas, mas é preciso reconhecer que a base de todas é a tradição judaica. A cidade é a alma do judaísmo, e tem importância nas outras tradições, mas essa importância é menor no cristianismo e no Islã. Os judeus não têm para onde ir, pois Israel é a sua única pátria e o centro dela é Jerusalém; cristãos e muçulmanos têm dezenas de países onde estarão bem e à vontade e possuem muitas outras cidades consideradas sagradas.

Mas, é preciso sentir a grande perda palestina. A perda, em grande parte, é religiosa, mas não como se pode imaginar. Quem visita a Jerusalém judaica sente liberdade e tolerância religiosa, mas quem visita um espaço islâmico não verá a mesma situação. Os valores que Israel têm hoje: democracia, liberdade, tolerância religiosa, diversidade, valor da vida, imprensa livre, etc., marcam uma maneira de conceber a fé e a sociedade com a qual posso me identificar. Mas, nas sociedades onde o islã jihadista se instala não há futuro. Enquanto Israel cresce em educação, ciência e liberdade, os palestinos e o mundo árabe distanciam-se de uma sociedade equilibrada e promissora. Os problemas dos palestinos são os mesmos de muitos outros países do Oriente Médio. O problema maior é interno! É triste! É gente amável e hospitaleira, de grande potencial, mas são liderados por quem não pode ajudá-los.

Fico surpreso com a turbulência internacional. Os EUA têm o direito de definir sua política externa, assim como a China, que em 2016, afirmou reconhecer Jerusalém como capital da Palestina. Israel decide qual é sua capital. Os demais países podem avaliar as decisões e se posicionar. É difícil entender como a decisão americana pouco incomodou o Egito e a Arábia Saudita, mas foi uma afronta para a Suécia e muitos países europeus. Parece que as reações têm outros vetores em vista, como o desejo de primazia da Turquia, do Irã e da Rússia na região. O mercado muçulmano mundial, a importância do petróleo e o receio do terrorismo também influenciam a situação. Enquanto isso, gente comum, crianças e jovens promissores, judeus e palestinos, são prejudicados e assassinados. É preciso desesperadamente buscar paz de verdade. Devemos orar pela paz deste mundo, orar pela paz de Jerusalém (Salmos 122:6).



Luiz Sayão é professor em seminários no Brasil e nos Estados Unidos, escritor, linguista e mestre em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP).
https://pleno.news/opiniao/luiz-sayao/opiniao-luiz-sayao-jerusalem-capital-de-israel-uma-simples-questao-religiosa.html?fbclid=IwAR1QHU9YqzZd7b5i9WW1lAayVaZZqDWFsuRF6pMo4DI9rgY7CQW2mYrsTJw


7 de fevereiro de 2018

O mito de al-Aqsa




Mordechai Kedar


Todas as vezes que visito Israel, vejo o milagre moderno do povo judeu. Jamais alguma outra nação esteve exilada por quase dois mil anos e retornou à sua terra natal para se tornar uma nação novamente.

Primeiro, o povo judeu retornou com Moisés, depois de 400 anos no Egito. Depois, Deus levantou Esdras, Zorobabel e Neemias para guiar o povo de volta, após os exílios assírio e babilônio. O terceiro renascimento veio em maio de 1948, quando o Estado de Israel nasceu depois de 1.900 anos de dispersão.

O restabelecimento de Israel, historicamente único, não deveria ser surpresa para nós porque Deus prometeu: a menos que o Sol, a Lua e as estrelas desapareçam, o povo judeu vai permanecer uma nação (Jr 31.35-36).

Atravessar Israel hoje e ver como essa pequenina nação se desenvolveu em uma sociedade moderna em pouco mais de meio século é uma experiência tremenda. Israel tem uma economia em plena expansão e está prosperando, enquanto a maioria dos países luta com dificuldades. Certamente que está longe de ser perfeito. Porém, quando visito o país, percebo a mão de Deus trabalhando, reconstruindo a nação judaica e protegendo-a de seus inimigos. No decorrer dos anos, temos visto as vitórias notáveis de Israel contra as disparidades do tamanho de Golias. A genialidade israelense lidera o mundo em tecnologia e ciência, e sua assistência humanitária não fica atrás de ninguém.

Infelizmente, nem todos veem as coisas desse modo. Recentemente, um amigo me contou que ficou incomodado quando ouviu um dispensacionalista dizer: “A nação moderna de Israel não tem nenhum significado profético”. Essa afirmativa evidencia o desafio que enfrentamos ao ensinarmos profecias futuras. Como uma pessoa sabe quando uma profecia está sendo cumprida? Os dispensacionalistas não questionam o direito que Israel tem de existir, mas alguns duvidam se a nação moderna é aquela através da qual Deus vai cumprir Suas profecias. Em outras palavras, será possível que a nação judaica venha a ser exilada novamente?

A revolta dos judeus contra Roma irrompeu em 66 d.C., pois o governo romano tornara-se cada vez mais opressivo após a morte de Herodes. Durante alguns anos Jerusalém esteve livre da opressão estrangeira, até que em 70 d.C. as legiões romanas comandadas por Tito conquistaram a cidade e destruíram o templo. A independência judaica foi restaurada por breve período durante a revolta de Bar-Kochba (132-135 d.C.), mas os romanos novamente triunfaram. Os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém; o nome da cidade foi mudado para Aelia Capitolina e os romanos a reconstruíram, dando-lhe as feições de uma cidade romana.

Por um século e meio, Jerusalém foi uma pequena cidade de província. Esse quadro modificou-se radicalmente quando o imperador bizantino Constantino transformou Jerusalém em um centro cristão. A Basílica do Santo Sepulcro d.C.) foi a primeira de um grande número de majestosas construções que se ergueram na cidade.

Os exércitos muçulmanos invadiram o país em 634 d.C. e quatro anos mais tarde o califa Omar conquistou Jerusalém. Somente durante o reinado de Abd el-Malik, que construiu o Domo da Rocha (Mesquita de Omar) em 691 d.C., Jerusalém foi por um rápido período a residência do califa. Após um século de domínio da dinastia omíada de Damasco, Jerusalém passou, em 750 d.C., a ser governada pela dinastia dos abássidas de Bagdá, em cuja época começou o declínio da cidade.

Os cruzados conquistaram Jerusalém em 1099 d.C., massacraram seus habitantes judeus e muçulmanos e fizeram da cidade a capital do Reino Cruzado. Sob o domínio dos cruzados, sinagogas foram destruídas, velhas igrejas foram reconstruídas e muitas mesquitas transformadas em templos cristãos. Os cruzados dominaram Jerusalém até 1187 d.C., quando a cidade foi conquistada por Saladino, o curdo.

Os mamelucos, que eram a aristocracia feudal militar do Egito, governaram Jerusalém a partir de 1250 d.C. Eles construíram numerosos e elegantes edifícios, mas viam a cidade apenas como um centro teológico muçulmano e a arruinaram economicamente, por seu desleixo e impostos exorbitantes.

Os turcos otomanos, cujo domínio se prolongou por quatro séculos, conquistaram a cidade em 1517 d.C. Suleiman, o Magnífico, reconstruiu as muralhas de Jerusalém (1537), construiu o Reservatório do Sultão e instalou fontes públicas por toda a cidade. Após sua morte, as autoridades centrais de Constantinopla demonstraram pouco interesse por Jerusalém. Durante os séculos XVII e XVIII, Jerusalém viveu um de seus piores períodos de decadência.




Extraído de Revista Notícias de Israel setembro de 2010



26 de dezembro de 2017

Jerusalém - Perguntas e mais perguntas



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Johannes Gerloff



Antes que eu possa chegar a um veredito sobre os recentes acontecimentos em torno de Jerusalém, há uma série de perguntas que eu gostaria de ter uma resposta.

O mundo realmente precisa reconhecer a capital de um Estado soberano? Israel deve agora reconhecer Washington como a capital dos EUA, ou Moscou ou Berlim? Algum outro país no mundo já perguntou à comunidade internacional para reconhecer sua capital?

E: não deveríamos louvar a proximidade de Trump com a realidade? Afinal, ele agora reconheceu uma capital que, pela lei aplicável, já existe há quase sete décadas. Além disso, ele deu o primeiro passo, embora com uma hesitação visível, para a implementação de uma decisão vinculada juridicamente que o Congresso norte-americano já aprovou há mais de duas décadas.

Em paralelo, deve ser notado que os russos não só conseguiram enviar um homem para o espaço na frente dos americanos: meio ano antes dos EUA, eles reconheceram Jerusalém como a capital de Israel. Onde estava o clamor indignado naquele momento?

Os europeus recusam-se a reconhecer até mesmo a Jerusalém Ocidental como capital de Israel. É por isso que todos os Estados membros da UE têm suas embaixadas em Tel Aviv, que nunca foi a capital do Estado de Israel. Israel é o único Estado do mundo onde eu e meus conterrâneos, os europeus, não temos nossas embaixadas na capital do país. Não seria esse o verdadeiro escândalo? Especialmente porque ninguém parece ter um problema em falar de Jerusalém Oriental como a capital de um “Estado da Palestina”? Sendo que nem sequer há um “Estado da Palestina”. Nos tratados existentes, vinculados juridicamente, como os Acordos de Oslo, ele nem mesmo pretende ser um objetivo dos processos políticos entre israelenses e palestinos.

A lógica de políticos e diplomatas europeus para esse comportamento é que, no plano de partição da ONU, de 29 de novembro de 1947, Jerusalém era destinada como “corpus separatum”. No entanto, ao tentar implementar a Resolução 181 da ONU, toda uma confederação respondeu com a guerra – o que é singular na história das Nações Unidas. Ademais, as resoluções da Assembleia Geral da ONU não são vinculadas juridicamente, mas meramente recomendações.

Se os políticos europeus rejeitam no momento o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel por causa de possíveis tumultos violentos e, em seguida, pronunciam advertências de viagens quase de forma profilática ao mesmo tempo, tal fato não deve ser visto como legitimação do terrorismo? Afinal de contas, eles se inclinam contra a violência mesmo antes de ela ser exercida.

As declarações dos principais políticos ocidentais já têm seus primeiros efeitos. Na rua Jafa, em Jerusalém, três turistas me detêm e perguntam: “Conseguimos ir ao monte das Oliveiras hoje?”. Assustado, um amigo meu em uma viagem a negócios por Tel Aviv pergunta por e-mail: “É possível dirigir até Jerusalém no final de semana?”. Pouco tempo depois, meu telefone toca. Um agente de viagens do sul da Alemanha quer saber: “O que eu digo aos líderes do grupo que agora querem cancelar a viagem planejada para Israel?”.

Que impacto isso terá na arena política a médio e longo prazo se a Europa achar mais fácil reconhecer o poder do terrorismo do que defender fatos históricos? Até então não havia indignação comparável ao fato de recentemente a UNESCO contestar as raízes historicamente judaicas de vários sítios sagrados na Terra Santa. O que os curdos ou os catalães devem aprender desses processos se quiserem tornar suas ambições políticas mais efetivas?

O terror torna-se evidente antes mesmo de ser perpetrado. Ele não leva somente políticos, empresários e turistas a pronunciamentos e perguntas ansiosas. Devido à situação atual em Israel e, ao mesmo tempo, aos eventos no mundo árabe, muitos na sociedade árabe se perguntaram se o terror valia a pena. A obediência antecipada do Ocidente mostra que sim. Isso também levanta perguntas que gritam por respostas.


Johannes Gerloff
http://www.chamada.com.br/mensagens/perguntas_perguntas.html




17 de dezembro de 2017

10 motivos bíblicos que apoiam a decisão de reconhecer Jerusalém


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Rabino observa que Trump apenas segue o que a Bíblia diz sobre a cidade mais sagrada do mundo

Desde que foi anunciada pelo presidente dos EUA Donald Trump, a decisão de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel vem sendo o centro das atenções no noticiário internacional.

O rabino Tuly Weisz, que nasceu nos Estados Unidos, mas vive em Israel, além do trabalho religioso é o diretor do site www.Israel365.com. Ele escreveu um artigo onde aponta por que considera que o que está acontecendo é apenas aquilo já previsto nas Escrituras. Defende que a capital do povo judeu foi estabelecida há milhares de anos, portanto o que acontece agora é só uma repetição do que o Antigo Testamento já declarava.
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Ele listou 10 motivos bíblicos que mostram como reconhecer a cidade como a capital de Israel era algo inevitável.

1) Jerusalém é mencionada mais de 600 vezes na Bíblia

“Por amor de Sião eu não sossegarei, por amor de Jerusalém não descansarei” (Isaías 62:1).

Jerusalém é citada 662 vezes na Bíblia. Não há uma única menção de Jerusalém no texto sagrado do Islã, o Alcorão. Tudo que os muçulmanos falam sobre ela ser um local sagrado para o islamismo é uma invenção, sem base histórica.

2) O rei Davi declarou isso há 3.000 anos


“Mas, agora, escolhi Jerusalém para o meu nome ali estar e escolhi Davi para governar Israel, o meu povo” (2 Crônicas 6:6).

O rei de Israel não foi eleito pelo povo nem apontado por um parlamento. Foi o Deus Todo-Poderoso que escolheu Davi como o líder de Israel e Jerusalém como a capital do reino judaico. Dali o rei Davi governou por 33 anos. Embora tenha sido ocupada ao longo dos séculos por diversos impérios estrangeiros, nenhuma outra nação fez de Jerusalém a sua capital além do povo judeu.

O primeiro-ministro Menachem Begin, que governou Israel na década de 1970 e recebeu um Prêmio Nobel da Paz, certa vez foi perguntado por que os judeus não abriam mão da cidade, ele respondeu: “Nós não declaramos que Jerusalém seria nossa capital, foi o rei Davi que declarou isso há 3.000 anos”.

3) Mesmo no exílio ou na Diáspora, os judeus nunca esqueceram de Jerusalém

“Que a minha mão direita definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti!” (Salmo 137:5).

Faz parte da tradição judaica fazer uma pausa para refletir sobre a destruição do antigo Templo em Jerusalém. Por exemplo, nos casamentos judeus é comum o noivo declarar: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que a minha mão direita murche”, e quebra um copo para simbolizar que nenhuma ocasião é completamente alegre enquanto não tivermos de volta o Templo Sagrado.

4) O estado soberano de Israel estabeleceu Jerusalém como sua capital

“Assim diz o Senhor: “Estou voltando para Sião e habitarei em Jerusalém” (Zacarias 8:3)

O governo israelense decide sobre a economia, dizendo que o shekel é sua moeda nacional, e sobre política afirmando que sua capital é Jerusalém. Colocar uma embaixada em qualquer outra cidade israelense tira de Israel a sua soberania. Israel é o único país do mundo onde as embaixadas não ficam em seu capital funcionando, pelo menos por enquanto.

5) Ao longo da história, a presença judaica permaneceu ininterrupta em Jerusalém

“Judá será habitada para sempre e Jerusalém por todas as gerações” (Joel 3:20).

Um dos mais conhecidos relatos bíblicos fala sobre Abraão levando seu filho Isaque ao Monte Moriá (hoje chamado de Monte do Templo) para sacrificá-lo como prova de fé.

Foi nesse mesmo local onde Davi estabeleceu a sede do Reino, seu filho Salomão construiu o Primeiro Templo e, depois da destruição desse, o Segundo Templo também foi erguido. Apesar de inúmeras tentativas de eliminarem a comunidade judaica da Terra de Israel, os judeus permaneceram fiéis à cidade mais sagrada do judaísmo.

6) Jerusalém é o centro das práticas judaicas

“Venham e subamos a Sião, à presença do Senhor, do nosso Deus” (Jeremias 31:6)

Os judeus fazem referência constante a Jerusalém em suas bênçãos e orações diárias. Na hora das refeições, por exemplo, os judeus pedem ao Todo-Poderoso: “Edifique a cidade sagrada de Jerusalém”. E no final de toda celebração de Yom Kippur [Ano Novo] e Páscoa, declaram fervorosamente: “No ano que vem, em Jerusalém!”

7) Somente Israel protege os locais sagrados de todas as religiões

“Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7).

O judaísmo prega um profundo respeito por todas as religiões monoteístas. Em contraste, quando os muçulmanos controlavam Jerusalém, os antigos locais sagrados judeus e cristãos foram saqueados e desonrados. Depois de 1967, quando Israel voltou a existir, a cidade sagrada voltou a ter liberdade religiosa. Continua aberta a todas as religiões e acolhe milhões de peregrinos vindos de todo o mundo.

8) Os judeus de todo o mundo oram voltados na direção de Jerusalém

“Que o Senhor o abençoe desde Sião, para que você veja a prosperidade de Jerusalém todos os dias da sua vida” (Salmo 128:5).

Toda sinagoga do mundo é construída voltada para Jerusalém. Sendo assim, sempre que um judeu reza, fica de frente para a direção de Jerusalém. Por outro lado, os muçulmanos, mesmo quando estão orando no Monte do Templo, fazem suas orações na direção de Meca, na Arábia Saudita. Os palestinos que vivem em outras partes de Israel viram as costas para Jerusalém, enquanto rezam.

9) Uma embaixada é um pedaço de seu país em Jerusalém

“Virão muitos povos e dirão: “Venham, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacó, para que ele nos ensine os seus caminhos, e assim andemos em suas veredas” (Isaías 2:3)

Toda embaixada é considerada uma parte da nação que representa em terra alheia. Quando uma nação colocar sua embaixada na capital de Israel, estará levando para lá uma parte do seu território. É em Jerusalém que ficará (no futuro) o templo do Senhor, como era no passado!

10) A oração por Jerusalém contém uma benção
“Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam” (Salmo 122:6)

Enquanto os palestinos estão ameaçando protestos com violência e ódio, a essência de Jerusalém emerge do seu sagrado nome hebraico, Yerushalayim. No seu centro está a palavra hebraica “shalom”, que tem diferentes significados em hebraico.

Shalom é uma saudação, a maneira como os amigos se cumprimentam uns aos outros. É assim, por exemplo, que os israelenses atendem o telefone e começam os e-mails. Mas shalom também é uma benção. A paz é o presente mais importante que podemos receber de Deus, seja como indivíduos, famílias e nações.

Sendo assim, é de extrema importância que a cidade mais sagrada do mundo, Jerusalém, tenha paz não só no nome, pois só quando Jerusalém estiver em plena paz, o mundo inteiro pode finalmente desfrutar de paz na Terra.


Traduzido e adaptado de WND
https://noticias.gospelprime.com.br/10-motivos-biblicos-que-apoiam-decisao-de-reconhecer-jerusalem/



8 de dezembro de 2017

Jerusalém - Uma cidade sem igual


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Roger Liebi



Jerusalém é uma das cidades mais antigas do mundo. Ela foi fundada há mais de 4.000 anos. Sua história dramática e instável, repleta de altos e baixos não tem similar. Nenhuma outra cidade do mundo consegue nos cativar como faz justamente esta cidade.

O centro da História da Salvação

Esta cidade – Jerusalém – localizada a 760 metros de altura no planalto judeu, situa-se no ponto de encontro de três continentes – Ásia, África e Europa. Por sua posição central, nos tempos antigos ela também formava o ponto de intersecção das grandes civilizações antigas – Sumeriana (Mesopotâmia Austral) Egípcia e Grega.
De acordo com as afirmações da Bíblia, Jerusalém forma o centro geográfico do Plano de Salvação de Deus. Em Ezequiel 5.5, lemos:
“Assim diz o Senhor, o Eterno: Esta é Jerusalém! Eu a coloquei no centro entre as nações e terras ao seu redor”. [1]

O significado do nome

Placa indicativa bilíngüe para Jerusalém.

A expressão hebraica do nome Jerusalém é “Yerushalaim”, que significa “fundação da paz”.
No entanto, entre o nome e a realidade há uma profunda e inquietante área de tensões:
No decorrer de sua história empolgante, ela não foi marcada pela paz, mas por muitas lágrimas, sofrimento e derramamento de sangue. E hoje? Jerusalém – a “cidade da paz” hoje coloca em risco a paz e a segurança de todo o mundo!

A área do Templo: O lugar mais ameaçado do planeta

A disputa atual por Jerusalém se concentra principalmente na área do Templo, na Cidade Antiga, em cujo centro se ergue a cúpula dourada da Mesquita de Omar. Já há vários anos, em uma de suas edições, o New York Times se referiu com muita propriedade a este pedaço de chão do Monte Moriá, ou Monte de Sião[2], como “os metros quadrados mais explosivos do mundo”. Surge, então, a pergunta: Por que existe tanto interesse em torno dessa fraçãozinha de terra?

Reivindicação judaica

Por um período de cerca de 1.000 anos, havia o Templo judaico sobre o Monte Moriá, desde o Séc. XI a.C. até o Séc. I d.C.. De acordo com as orientações da Torá, a Lei de Moisés, aquele era o único lugar em que este Templo poderia ser construído.
Multidão em oração no Muro das Lamentações.

O Templo representava o ponto central geográfico dos israelitas para o culto a Deus, sendo especialmente o lugar onde deveriam ser trazidos os sacrifícios de animais. Hoje, perfazem quase 2.000 anos que o povo judeu tem o profundo anseio de ver esse Templo reconstruído.
O “Muro das Lamentações”, a imensa parede de pedras talhadas ao lado oeste do Monte Moriá, é um resquício da majestosa muralha protetora que emoldurava a área do Templo judeu.
Há 2.000 anos, o povo judeu comparece ali para lamentar a perda do seu santuário. É impossível que alguém consiga avaliar quantas lágrimas foram derramadas e quantas orações foram elevadas pela reconstrução do Templo diante daquele muro. Para o Judaísmo, estas pedras são um símbolo da glória perdida e também de esperança para a salvação vindoura.

Reivindicação islâmica

Por outro lado, essa região também desempenha um papel importante para o Islamismo. Desde o Séc. VIII, ou melhor, Séc. VII d.C. até hoje, ali estão a Mesquita de Al-Aksa e o chamado Domo da Rocha (= Mesquita de Omar). Esta área, localizada acima do Muro das Lamentações, com seus dez portões e quatro minaretes é chamada de “O santuário distinto” (árabe: Haram esh-Sharif). Esse lugar ocupa a terceira posição na hierarquia islâmica, ficando abaixo apenas das cidades de peregrinação Meca e Medina, que são consideradas as mais importantes.
A. Mesquita de Omar; B. Mesquita Al-Aksa; C. Muro das Lamentações.

De acordo com a interpretação corrente da Sura 17 do Corão, Maomé teria saído de Meca em direção ao norte, “para o lugar de adoração mais distante (árabe: al-aksa)”, em sua viagem noturna montado num animal alado Al-Buraq, cujos saltos supostamente alcançariam a distância que o olho pode enxergar, e chegou ao lugar do Templo em Jerusalém. Consideram que o profeta teria descido de sua montaria no lugar onde se encontra a Mesquita Al-Aksa e orado naquela rocha. Em seguida, Maomé teria subido dali ao céu, onde Alá teria lhe ensinado o modo correto de orar e voltado novamente para o lugar do Templo. De acordo com a tradição islâmica, Maomé, com sua montaria em alta velocidade, conseguiu voltar para Meca ainda antes do amanhecer.
Essas informações esclarecem porque os muçulmanos nunca vão desistir de suas reivindicações sobre esse lugar.

A caminho do Terceiro Templo

Com a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Jerusalém oriental, após quase 2.000 anos de humilhações por povos estrangeiros, voltou ao domínio judeu.
Assim, é compreensível que o interesse por uma nova reconstrução do Templo cresceu de um modo especial. Entre a população judaica surgiu uma verdadeira “febre” pelo Templo. Nos últimos anos formaram-se diversos movimentos cujos esforços estão direcionados para a reconstrução do Templo. Conseguimos perceber o risco? Se for erigido um santuário judeu no Monte Moriá, pode-se ter certeza que isso despertará a ira ardente de todo o mundo islâmico, com seu 1,5 bilhão de pessoas!

Jerusalém: a capital judaica há mais de 3.000 anos

O Rei Davi havia conquistado Jerusalém por volta de 1049 a.C. Em seguida, ele a promoveu à capital do Estado de Israel (1Cr 11.1-9). Assim, Jerusalém mantém o status honroso de capital do povo judeu durante mais de 3.000 anos da história de Israel.

Jerusalém na mesa de negociações

Com o chamado Acordo de Paz entre Israel e os palestinos, de 13 de setembro de 1993, Jerusalém foi exposta a um destino incerto. O acordo “Gaza/Jericó-primeiro” já previa o estabelecimento de negociações, em prazo breve, para decidir sobre a futura condição de Jerusalém Oriental e isto apesar de ter sido decretado pelo Parlamento israelense, em fins de 1980, que toda a Jerusalém seria a capital eterna e não-dividida de Israel[3]. Os palestinos reivindicam a posse de Jerusalém. Essa região disputada, segundo a opinião deles, será a capital de um futuro Estado palestino – porém, sem a renúncia ao Monte do Templo. O Sheik Isma’il Al-Nawadah afirmou, em sua pregação do dia 03 de abril de 1998, na Mesquita Al-Aksa:
Jerusalém se encontra no topo das cidades santas do Islã. Nenhuma cidade é tão santa quanto ela, exceto Al-Medina e Meca (...) Jerusalém pertence a nós e não a vocês (Israel); esta cidade é mais importante para nós do que para vocês (...) Jerusalém é a chave, tanto para a guerra como para a paz, mas, se os judeus imaginam que estão em condições de manter o território e também a paz mediante o emprego de força, então eles estão muito enganados[4].
O caminho para a paz no Oriente Médio sairá de Jericó, a cidade da maldição (Js 6.26), passando pelo “campo minado” de Jerusalém.
Rabin e Arafat, quando estavam nos jardins da Casa Branca, na verdade acenderam o estopim de uma granada de tempo e que começou a queimar sob influência do medo. Agora, a política mundial precisa se concentrar em Jerusalém. Os povos são desafiados a tomar uma posição clara e inequívoca em relação a essa cidade.
Vemos que Jerusalém, de alguma maneira, se encontra no foco do conflito no Oriente Médio. Este conflito não é um acontecimento meramente local. Pelo menos a partir da Guerra do Golfo (1991) não pode mais ser ignorado o fato de que o “barril de pólvora” Oriente Médio, com todas as suas dificuldades, problemas e conflitos, representa um perigo para a paz e a segurança de todo o mundo.

De onde e para onde?

Se quisermos entender bem os acontecimentos atuais em e ao redor de Jerusalém, então devemos montar um resumo geral da história. Isso também será um auxílio para a melhor compreensão e para ordenar o que a Bíblia diz sobre o futuro dessa cidade. Certamente isso tornará visível que o bem e o mal de todo o mundo está diretamente ligado à cidade de Jerusalém.

Notas
  1. N.Ed.: Tradução própria do autor.

  2. Na Bíblia (AT e NT), o Monte do Templo é chamado “Moriá” (Gn 22.2; 2Cr 3.1) ou “Sião” (Sl 48.2; Mq 3.12). Hoje, o monte ao lado, no sudoeste da Cidade Antiga de Jerusalém, recebe erroneamente essa mesma denominação com base em uma tradição que surgiu no 1º século d.C.. Essa elevação, no entanto, é igualmente muito importante no plano de salvação. Nela, no tempo dos apóstolos, se encontrava o bairro onde residiam muitos dos participantes da Igreja Primitiva. Para a identificação correta desses dois montes, pode-se usar a denominação “Sião I” (era bíblica) e “Sião II” (era pós-bíblica).

  3. May, Israel heute – Ein lebendiges Wunder, p. 96.

  4. Price, The Coming Last Days Temple, p. 177; versão alemã: Roger Liebi, fonte original: MEMRI’s Media Review de 06 de abril, 1998.

Dr. Teol. Roger Liebi (Mús. Dipl., B.Teol., M.Teol., Dr. Teol.), nasc. 1958, casado, 6 filhos, formou-se em Música (violino e piano) pelo Conservatório e Escola Superior de Música de Zurique. Ele tem grande conhecimento nos idiomas do mundo bíblico (grego, hebraico clássico e moderno, aramaico e acádico) e formou-se também em Teologia. É professor e conferencista internacional. Participou de três projetos de tradução da Bíblia e é autor de vários livros. Apresentou uma dissertação sobre o Segundo Templo em Jerusalém, na área de Judaísmo e Arqueologia, no Whitefield Theological Seminary na Flórida, EUA.


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13 de junho de 2017

3.000 Anos de História Judaica




Elisabeth Hausen

Nos séculos passados, Jerusalém viveu sob o domínio de vários governantes diferentes. No entanto, apesar da história variável, a cidade mantém impregnadas as características judaicas – há 3.000 anos.

Os cabeçalhos das correspondências dos ministros israelenses contêm uma logomarca dourada, em comemoração à reunificação de Jerusalém, há 50 anos. A ministra da cultura Miri Regev a divulgou em seu gabinete, no dia 5 de março. A base principal da peça gráfica é o número 50. Uma harpa estilizada no algarismo 5 serviria para lembrar do rei Davi, confirmado na Bíblia, que “há 3.000 anos declarou Jerusalém como nossa capital”. Com isso iniciou-se a história judaica na cidade. Foi adicionada uma cabeça de leão como símbolo da moderna cidade de Jerusalém. No algarismo zero aparece a bandeira de Israel sobre os muros de Jerusalém, do Muro das Lamentações e do templo, “o que ela fez pela primeira vez no ano de 1967”, esclareceu Regev. A cor foi inspirada na canção conhecida de Naomi Shemer: “Yerushalayim Shel Zahav” (“Jerusalém de ouro”).

Sob o gráfico consta a legenda em cor preta: “50 Anos de Libertação de Jerusalém: Jerusalém unida e unindo”. Diante da crítica quanto à palavra “libertação”, a ministra respondeu: “As ligações entre a nação judaica e Jerusalém talvez sejam as mais fortes que já houve entre um povo e um Estado”. O Talmude Babilônico reforça essa concepção, no tratado Kiddushin (49b). Ali consta, em relação à criação: “Dez medidas de beleza desceram para o mundo. Jerusalém assumiu nove delas e uma foi para o mundo inteiro”. De acordo com essa interpretação, Deus reservou 90 por cento de toda a beleza para Jerusalém e apenas 10 por cento para o restante do mundo. Nas residências na Diáspora há os indicadores “Misrach”, que apontam para o Oriente, e assim indicam o direcionamento das orações para Jerusalém.

Salomão, o filho de Davi, construiu o primeiro templo judaico em Jerusalém. Após esse ter sido destruído, a cidade viveu uma história instável e sofrida: ela foi conquistada sucessivamente pelos babilônios, persas, gregos e romanos. No entanto, os judeus sempre retornavam à cidade de seus anseios. Eles reconstruíram o templo. No ano 135 d.C., 65 anos após a destruição do segundo templo, fracassou a rebelião judaica liderada por Simon bar Kokhba. Jerusalém foi transformada na colônia militar romana Aelia Capitolina. Os judeus não tinham acesso à cidade. Toda a região passou a ser chamada de Palestina. Com a mudança de nome os romanos pretendiam apagar qualquer lembrança da vida judaica na região.

Posteriormente houve ainda outros dominadores sobre Jerusalém, como os bizantinos, cruzados, mamelucos e osmanianos, até que, em 1917, a cidade foi conquistada pelos britânicos. No plano de divisão de 1947, as Nações Unidas sugeriram instituir um Estado árabe ao lado do Estado judeu, na área da Palestina. A grande área de Jerusalém deveria ser de domínio internacional. Os judeus aceitaram o plano, os árabes, porém, o rejeitaram.

Após a fundação do Estado judeu, em maio de 1948, durante a Guerra da Independência, a Jordânia ocupou o setor oriental da cidade. Os judeus não tinham mais acesso ao Muro das Lamentações. Isso, no entanto, mudou a partir da Guerra dos Seis Dias. Um nome ficou especialmente relacionado com a reunificação: Teddy Kollek. Esse austríaco por nascimento foi prefeito de Jerusalém de 1965 até 1993. Já em setembro de 1966 ele criou a Fundação Jerusalém. Ela deveria promover o pluralismo para as três religiões monoteístas dominantes. Kollek rejeitava qualquer espécie de extremismo, tanto do lado árabe como do judeu. Ele assegurou absoluta liberdade religiosa a todos os habitantes e assim alcançou relativa convivência pacífica na capital israelense.

Em abril de 2003, Kollek declarou ao periódico “Welt am Sonntag” (“Mundo aos Domingos”) que ele não conseguia imaginar que Jerusalém fosse novamente dividida: “A guerra causou a divisão. Depois a divisão terminou. Eu imagino que tenha sido para sempre”. Após o seu falecimento, em janeiro de 2007, o ex-chanceler Helmut Kohl declarou: “Ele constituiu a moderna Jerusalém do século XX como ninguém mais conseguiria. Que Jerusalém hoje é uma das cidades mais belas do mundo também se deve unicamente a ele”.

No ano de 1980, Israel determinou por decreto que Jerusalém seria sua eterna capital indivisível. Isso, no entanto, não é aceito pela comunidade internacional. Ao invés disso, há esforços, como recentemente realizados pela UNESCO, de negar a ligação judaica com os locais sagrados em Jerusalém. 


(Elisabeth Hausen — israelnetz.com)
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6 de dezembro de 2016

JERUSALÉM ATRAVÉS DOS SÉCULOS

 
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“Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria” (Sl 137.5-6).
O rei Davi fez de Jerusalém a capital de seu reino e o centro religioso do povo judeu em 1003 a.C. (2 Sm 5.7-12). Cerca de 40 anos mais tarde, seu filho Salomão construiu o templo (centro religioso e nacional do povo de Israel ) e transformou a cidade em próspera capital de um império que se estendia do Eufrates até o Egito (1 Rs 6 a 10).

Nabucodonosor, rei de Babilônia, conquistou Jerusalém em 586 a.C., destruiu o templo e exilou seu povo (Dn 1.1-2). Cinquenta anos depois, com a conquista de Babilônia pelos persas, o rei Ciro permitiu que os judeus retornassem à sua pátria e lhes concedeu autonomia. Eles construíram o segundo templo no local do primeiro e reconstruíram a cidade e suas muralhas (Ed 6; Ne 3 a 6).

Alexandre Magno conquistou Jerusalém em 332 a.C. Após sua morte, a cidade foi governada pelos ptolomeus do Egito e mais tarde pelos selêucidas da Síria. A helenização da cidade atingiu o auge sob o rei selêucida Antíoco IV (Epifânio); a profanação do templo e a tentativa de anular a identidade religiosa dos judeus deram origem a uma revolta.

Liderados por Judas Macabeu, os judeus derrotaram os selêucidas, reconsagraram o templo (164 a.C.) e restabeleceram a independência judaica sob a dinastia dos hasmoneus, que se conservou no poder durante mais de 100 anos, até que Pompeu impôs a lei romana a Jerusalém. O rei Herodes (Lc 1.5), o edomita que foi posto no poder pelos romanos para governar a Judéia (37- 4 a.C.), estabeleceu instituições culturais em Jerusalém, construiu majestosos edifícios públicos e remodelou o templo, transformando-o num edifício de glorioso esplendor.

A revolta dos judeus contra Roma irrompeu em 66 d.C., pois o governo romano tornara-se cada vez mais opressivo após a morte de Herodes. Durante alguns anos Jerusalém esteve livre da opressão estrangeira, até que em 70 d.C. as legiões romanas comandadas por Tito conquistaram a cidade e destruíram o templo. A independência judaica foi restaurada por breve período durante a revolta de Bar-Kochba (132-135 d.C.), mas os romanos novamente triunfaram. Os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém; o nome da cidade foi mudado para Aelia Capitolina e os romanos a reconstruíram, dando-lhe as feições de uma cidade romana.

Por um século e meio, Jerusalém foi uma pequena cidade de província. Esse quadro modificou-se radicalmente quando o imperador bizantino Constantino transformou Jerusalém em um centro cristão. A Basílica do Santo Sepulcro d.C.) foi a primeira de um grande número de majestosas construções que se ergueram na cidade.

Os exércitos muçulmanos invadiram o país em 634 d.C. e quatro anos mais tarde o califa Omar conquistou Jerusalém. Somente durante o reinado de Abd el-Malik, que construiu o Domo da Rocha (Mesquita de Omar) em 691 d.C., Jerusalém foi por um rápido período a residência do califa. Após um século de domínio da dinastia omíada de Damasco, Jerusalém passou, em 750 d.C., a ser governada pela dinastia dos abássidas de Bagdá, em cuja época começou o declínio da cidade.

Os cruzados conquistaram Jerusalém em 1099 d.C., massacraram seus habitantes judeus e muçulmanos e fizeram da cidade a capital do Reino Cruzado. Sob o domínio dos cruzados, sinagogas foram destruídas, velhas igrejas foram reconstruídas e muitas mesquitas transformadas em templos cristãos. Os cruzados dominaram Jerusalém até 1187 d.C., quando a cidade foi conquistada por Saladino, o curdo.

Os mamelucos, que eram a aristocracia feudal militar do Egito, governaram Jerusalém a partir de 1250 d.C. Eles construíram numerosos e elegantes edifícios, mas viam a cidade apenas como um centro teológico muçulmano e a arruinaram economicamente, por seu desleixo e impostos exorbitantes.

Os turcos otomanos, cujo domínio se prolongou por quatro séculos, conquistaram a cidade em 1517 d.C. Suleiman, o Magnífico, reconstruiu as muralhas de Jerusalém (1537), construiu o Reservatório do Sultão e instalou fontes públicas por toda a cidade. Após sua morte, as autoridades centrais de Constantinopla demonstraram pouco interesse por Jerusalém. Durante os séculos XVII e XVIII, Jerusalém viveu um de seus piores períodos de decadência.

Jerusalém tornou a prosperar a partir da segunda metade do século XIX. Um crescente número de judeus que retornavam à sua pátria ancestral, o declínio do Império Otomano e o renovado interesse da Europa pela Terra Santa foram os fatores do reflorescimento da cidade.

O exército britânico, comandado pelo general Allenby, conquistou Jerusalém em 1917. Entre 1922 e 1948, Jerusalém foi a sede administrativa das autoridades britânicas na Terra de Israel (Palestina), que fora entregue à Grã-Bretanha pela Liga das Nações após o desmantelamento do Império Otomano no final da Primeira Guerra Mundial. A cidade desenvolveu-se rapidamente, crescendo rumo ao oeste, parte que se tornou conhecida como a “Cidade Nova”.

Com o término do Mandato Britânico em 14 de maio de 1948 e de acordo com a resolução da ONU em 29 de novembro de 1947, Israel proclamou sua independência e Jerusalém tornou-se a capital do país. Opondo-se ao estabelecimento do novo Estado, os países árabes lançaram-se num ataque de várias frentes, o que deu origem à Guerra da Independência em 1948-49. As linhas de armistício, traçadas ao final da guerra, dividiram Jerusalém em duas partes: a Cidade Velha e as áreas ao seu redor, ao norte a ao sul, ficaram sob o domínio da Jordânia; Israel reteve o controle das partes ocidental e sudoeste da cidade.

Jerusalém foi reunificada em junho de 1967, em resultado de uma guerra na qual a Jordânia tentou apoderar-se da parte ocidental da cidade. O quarteirão judeu da Cidade Velha, destruído sob o domínio jordaniano, foi restaurado e os cidadãos israelenses puderam de novo visitar os seus lugares santos, o que lhes tinha sido negado desde 1948 até 1967. — Centro de Informação de Israel

E essa história ainda não acabou...

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da terra do oriente e da terra do ocidente; E trá-los-ei, e habitarão no meio de Jerusalém; e eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus em verdade e em justiça. (Zacarias 8.2-8)

Tanto no passado como no presente e também no futuro, Jerusalém foi e será palco de disputas ferrenhas. Mesmo que os 192 Países da ONU não a reconheçam como a capital de Israel, ela será a futura capital do Reino do Messias Jesus Cristo. “Nos últimos dias, acontecerá que... de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém” (Is 2.3b). Apesar de todas as artimanhas de sedução da “Besta” durante a Tribulação, a Palavra de Deus se cumprirá.


FONTE:

http://www.chamada.com.br/mensagens/historia.html