Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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16 de janeiro de 2020

Desenho animado da Disney utiliza demônios para ensinar meninas a sonharem em ser bruxas



Julio Severo 
 
O desenho animado “The Owl House” (A Casa da Coruja), do Disney Channel, trata de uma adolescente que se vê presa no “Reino dos Demônios” e luta ao lado de uma bruxa rebelde contra forças opostas a essa bruxa.

De acordo com a Disney, “Luz, uma adolescente humana confiante, acidentalmente se depara com um portal para um novo mundo mágico, onde ela faz amizade com uma bruxa rebelde, Eda, e um adorável guerreiro minúsculo, King. Apesar de não ter poderes de magia, Luz vai atrás de seu sonho de se tornar uma bruxa, servindo como aprendiz de Eda na Casa da Coruja.” 
 
O destaque do desenho é o sonho de Luz de um dia se tornar bruxa. 
 
Luz sonhando em virar bruxa é uma incompatibilidade total.
Embora o nome “Luz” pareça inocente, devido ao contexto de trevas não dá para evitar a memória de outro nome de aparência igualmente inocente, que significa “Portador de Luz,” mais conhecido como Lúcifer, ou Satanás. Quando aproveitadores das trevas usam luz ou outros termos aparentemente inócuos, é sempre de desconfiar. O pacote sempre inclui mais coisas. 
 
A Casa da Coruja é um desenho animado preocupante, pois retrata as reais e sobrenaturais forças do mal como boas — uma violação direta da Palavra de Deus, que diz: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.” (Isaías 5:20 NVI) 
 
Esse desenho tenta intencionalmente expor o público infanto-juvenil do Disney Channel ao mundo das trevas. 
 
“Quando a [Criadora] Dana [Terrace] se aproximou de mim, ela disse que ‘estamos tentando tornar esse reino demônio uma parte da Disney,’ o que é algo que eu achava que não aconteceria,” disse o artista Ricky Cometa. “Nós realmente queríamos que esse reino demoníaco se sentisse à vontade, e apenas tivemos de descobrir como fazer isso.” 
 
Pelo fato de que A Casa da Coruja apresenta entidades sobrenaturais más como boas, as crianças não têm a capacidade de compreender que isso está errado. Aliás, estudos sobre a influência de programas dos meios de comunicação comprovam que crianças que assistem a personagens cometendo pecados, como mentir ou roubar, na verdade não reconhecerão esses atos como ruins, a menos que o personagem seja imediatamente repreendido. 


 
Com informações de Charisma. 
 https://bibliaseensina.com.br/por-que-deus-matou-primogenitos-do-egito/


OUTRO ARTIGO:
Disney apresenta: ‘Demônio’ que treina crianças para serem bruxas
 

Uma nova série de televisão animada da Disney lançada pela Disney Television Animation na sexta-feira tem preocupado muitos pais com o fato de a aasa que o Mickey Mouse construiu ter passado para dar às crianças uma bizarra mensagem pró-demônio e bruxaria.

A CASA DA CORUJA: FAZENDO ATRATIVOS DE BRUXA PARA CRIANÇAS

A Casa da Coruja, criada por Dana Terrace, é descrita nas palavras da Disney: “A série segue a autoconfiante adolescente Luz, que descobre um portal para outro reino em que os humanos não são apreciados, e ela deve se disfarçar para entrar na escola de bruxas. ”

Luz, o personagem principal, é um adolescente dominicano-americano de 14 anos. Seu mentor, Eda, a Dama da Coruja, é a bruxa mais poderosa das ilhas e uma criminosa procurado por vender itens mágicos para humanos. King é um guerreiro demônio e companheiro de quarto de Eda.

O inimigo maligno da história é um personagem chamado Warden Wrath que usa uma máscara de médico da peste. Wrath mantém seus inimigos em uma prisão chamada Conformatorium pelo crime de ser diferente de todos os outros. O cenário para o reino demoníaco está nas Ilhas Ferventes, que é o cadáver em decomposição de um titã.

Se os elementos soam um pouco assustadores para uma produção da Disney, até a Newsweek observou que o lado sombrio é familiar para eles.

“Das transformações equinos do pesadelo de Pinnochio, na Ilha do Prazer, ao palhaço com o rosto desfilado do Pesadelo Antes do Natal, a animação da Disney nunca teve medo de expressar um lado assustador. A mais recente série original do canal Disney, The Owl House, continua essa tendência para um público moderno com um toque demoníaco.”

No entanto, Terrace teve que convencer o povo da Disney a se aventurar em um território decididamente não-Disney.

“Estou sempre tentando convencê-los a ficar um pouco mais sombrios e estranhos porque acho essas coisas divertidas”, disse Terrace à Newsweek. “Às vezes há uma preocupação com as redes familiares pelo que é considerado familiar … porque a Disney é uma empresa tão grande que, em certos cantos, eles dizem que talvez não queiram correr esses riscos”, disse Hirsch. “A Walt Disney assumiu esses riscos, e é por isso que estamos sentados neste prédio. Você precisa se lembrar que a Disney é um espectro completo de emoções, criaturas e coisas assustadoras.”

O artigo da Newsweek observou que a sala dos roteiristas do programa estava “cheia de livros sobre bruxaria, bruxas e feitiços para se inspirar”.

Um artigo sobre a produção no LA Times observou que Terrace se inspirou em Hieronymus Bosch e outros artistas que ela encontrou enquanto estudava na escola católica.

Hieronymus Bosch foi um pintor holandês / holandês no século XV, cuja obra contém ilustrações fantásticas de conceitos e narrativas religiosas. Os críticos argumentam que a arte de Bosch foi inspirada em suas crenças heréticas. Suas pinturas, mais notavelmente o mais famoso Jardim das Delícias Terrenas, retratam nudez, pessoas em pecado e demônios.

OBJEÇÕES RELIGIOSAS

É importante notar que, embora o judaísmo não tenha um conceito dualista de Satanás separado de Deus, a bruxaria de todas as formas, mesmo a bruxaria que não é baseada em Satanás, é explicitamente proibida pela Bíblia.

Você não deve tolerar uma feiticeira. Êxodo 22:17

Não se ache ninguém entre vocês que entregue seu filho ou filha ao fogo, ou que seja um augúrio, um adivinho, um adivinho, um feiticeiro, alguém que faça feitiços, ou alguém que consulte fantasmas ou espíritos familiares, ou alguém que indague dos mortos. Deuteronômio 18: 10-11

Agora, as pessoas devem dizer para você: “Pergunte aos fantasmas e espíritos familiares que cantam e gemem; pois um povo pode consultar seus seres divinos – dentre os mortos em nome dos vivos – instruções e mensagens ”, certamente, para quem fala assim, não haverá amanhecer. Isaías 8: 19-20

A Christian Broadcasting Network (CBN) publicou um artigo criticando a série da Disney por tentar “retratar a bruxaria como uma ferramenta positiva para combater o mal”.

“Gente, se você acha que esse último show da ‘Owl House’ é apenas ‘fantasia e diversão’, pense novamente”, escreveu CBN. “Ao longo dos anos, a Disney foi cada vez mais longe nas trevas do mundo espiritual que se opõe ao Deus vivo, criando programas e personagens que levam os vulneráveis ​​a esse mundo sombrio de decepção.”

Um artigo no Patheos, um site para discussões abrangentes sobre religião, criticou a CBN por apoiar Trump, que eles descrevem “praticamente a personificação viva do exato oposto de todos os ensinamentos da Bíblia“.

O artigo em Patheos continua criticando a Disney pela CBN com uma cartilha estranhamente pró-bruxaria sobre como se tornar um verdadeiro praticante das artes das trevas.

“Você pode imaginar como seria ótimo se você pudesse aprender bruxaria assistindo a um desenho animado? Infelizmente, como a maioria das bruxas sabe, não é assim que funciona. A feitiçaria exige muito trabalho, estudo e prática. Você não pode mais aprender a ser uma bruxa assistindo A Casa das Corujas como assistindo a Harry Potter, embora retratos positivos da bruxaria como uma prática marginalizada sejam importantes e possam mudar a percepção pública do que são as bruxas – que é mágica em si mesma. O mesmo vale para retratos positivos na mídia de pessoas de cor, pessoas queer e pessoas com habilidades diferentes. Isso inclui fantasia. As crianças precisam de fantasia em suas vidas, ou provavelmente acreditarão em fantasias como Trump, de alguma forma, serem remotamente cristãs quando crescerem.”

AMOR DA BRUXA: UM SINAL DE DOENÇA MENTAL

O rabino Rami Levy, e palestrante de fim de dia em Jerusalém, não fica impressionado com essas tentativas de inculcar as crianças com amor pela magia negra.

“São pessoas tolas que estão correndo atrás de coisas que não têm conexão com o poder que criou o mundo”, disse o rabino Levy, trazendo um axion do Talmude (Shabat 104b).

“Você não pode trazer provas dos idiotas”, citou o rabino.

“São pessoas tolas que estão criando um filme que reflete exatamente suas fantasias infundadas. Eles fazem a bruxaria parecer atraente e importante, mas as pessoas que criam isso estão exibindo na frente do mundo suas próprias doenças mentais e as únicas pessoas que continuarão a acreditar nisso são idiotas que estão doentes mentais de maneira semelhante.”

“Essas fantasias não podem ficar diante da luz da Torá. Os pais religiosos sabem que as crianças amam as histórias da Bíblia e as guardam por toda a vida, não como um filme bobo que não faz sentido e que esquecerão na próxima semana.”

WITCHCRAFT: UM FENÔMENO MODERNO EM CRESCIMENTO

Em 2017, o rabino Nir Ben Artzi, um rabino místico em Israel com um grande número de seguidores conhecido por previsões surpreendentemente precisas, previu que a bruxaria e a magia negra retornariam ao mundo. Ele comparou a condição espiritual do mundo ao Egito, pouco antes do êxodo dos judeus.

Depois de cada praga, o faraó, seus feiticeiros e todos os adoradores de ídolos consultaram seus falsos deuses e pediram que removessem a praga. Isso não os ajudou até que eles se viraram e clamaram a Moisés e ele parou a praga em um momento. Então eles entenderam que havia um poder acima do qual Deus é, e é Ele quem governa o mundo, e não o poder da impureza: servir a deuses falsos, adoração de ídolos e adivinhação.”

Suas previsões estão inegavelmente se tornando realidade. Através de produções da Disney, como The Owl House, além de romances como Harry Potter e a Trilogia, escritos por JRR Tolkein, a bruxaria e a feitiçaria se tornaram populares. Até a série Star Wars contém um forte elemento de magia e paganismo. A prática mística dos Jedi realmente se tornou uma religião real com legiões de adeptos.

Mas a bruxaria não é relegada à fantasia. Agora está ressurgindo na cultura convencional. Dois meses após a posse de Donald Trump, começou um esforço mensal para usar bruxaria e magia negra para encerrar sua presidência. Uma reunião foi convocada no Brooklyn para enfeitiçar o juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh.

Atualmente, existem cerca de 1,5 milhão de pessoas que se identificam como Wiccan ou Pagan.

O Burning Man Festival , um encontro anual que leva cerca de 70.000 pessoas ao deserto de Nevada, inclui templos pagãos e elementos pagãos inegavelmente, enquanto afirma ser secular e não afiliado.

 
Fonte: Breaking Israel News.
14 de janeiro de 2020.
https://www.ultimosacontecimentos.com.br/2020/01/14/disney-apresenta-demonio-que-treina-criancas-para-serem-bruxas/ 
 
 

23 de março de 2019

Cortella: “Não é só a educação dos filhos que é necessária, mas a dos pais também”

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Para o filósofo Mário Sérgio Cortella, uma das principais referências do país em educação, somos a primeira geração que testemunha mudanças de paradigmas tão velozes.


“A novidade não é a mudança no mundo, é a velocidade da mudança.” Foi assim que o filósofo Mário Sérgio Cortella, professor há 42 anos, pai e avô, abriu a palestra Novos Tempos, Novos Paradigmas, que aconteceu em São Paulo, no fim de setembro. Diante de uma plateia hipnotizada pelo vozeirão com sotaque sulista e pela naturalidade em tratar temas complexos sem firulas, ele deixou claro que o grande desafio da atualidade é acompanhar as transformações para não ficar para trás.
Sim, estamos vivendo um tempo de reviravoltas sem precedentes: na tecnologia, no trabalho, nas relações. Nesse contexto, mudar não é apenas imprescindível, mas inevitável. Principalmente quando se fala em educação. Em entrevista exclusiva à CRESCER, Cortella separa o que é velho do que é antigo, defende que pais podem ser, sim, amigos dos filhos sem perder a autoridade e critica o peso colocado na escola para assumir um papel que é da família.

Como essa mudança tão veloz de paradigmas tem afetado a forma como os pais criam os filhos?

Uma parte das famílias acabou perdendo um pouco a referência dada à velocidade das mudanças e à rarefação do tempo de convivência com as crianças. Isso fez com que muitas acabassem terceirizando o contato com os filhos e delegando à escola aquilo que é originalmente de sua responsabilidade. Só que isso perturba a formação das novas gerações. É claro que criar pessoas dá trabalho e exige esforço. Acontece que, no meio de todas essas mudanças, alguns pais e mães ficam desorientados. Por isso, é necessário que eles encontrem apoio, em livros, revistas, grupos de discussão. Não é só a educação dos filhos que é necessária, mas a dos pais também.

Ao mesmo tempo que muitas famílias terceirizam os cuidados, há um movimento de mães e pais largando a carreira para se dedicar exclusivamente aos filhos, não?

Claro. Uma das coisas mais importantes na vida é entender que a palavra prioridade não tem “s”. Não tem plural. Se você disser: “tenho duas prioridades” é porque não tem nenhuma. Então, deve estabelecer qual é a sua prioridade. Sua prioridade é o convívio familiar? Então dê força a isso. É a sustentação econômica? Vá fundo. Só que, ao escolher, não sofra. É evidente que ninguém precisa abandonar a carreira em função da família, mas é necessário buscar o equilíbrio – da mesma forma como se faz para andar de bicicleta: só há equilíbrio em movimento.
Se você parar, desaba. Tenha em mente que haverá momentos em que a família é o foco. Em outros, a carreira. Mas lembre-se de que a vida é mais como maratona do que como uma corrida de 100 metros rasos: você não sai disparado feito um louco. Tem horas que vai mais rápido, outras em que desacelera. O segredo é ir dosando.

Você diz que, em um mundo de mudanças, nem tudo o que é antigo é velho. Como saber o que está ultrapassado na criação dos filhos?

No convívio familiar, uma coisa que é antiga, mas não é velha, é o respeito recíproco. Outra é a capacidade de o adulto saber que a criança é “subordinada” a ele, ou seja, que está sob as suas ordens. O pai não pode se tornar refém de alguém que ele orienta e cria. Agora, uma coisa que é velha e que deve ser descartada é o autoritarismo, a agressão física, o modo de ação que acaba produzindo algum tipo de crueldade. Isso é velho e é necessário, sim, mudar. Na relação de convivência em família é preciso modificar aquilo que é arcaico. O que não dá para perder é a honestidade, a afetividade e a gratidão. Tudo isso vem do passado e tem que continuar.

E como os pais podem construir essa autoridade sem autoritarismo?

O pai e a mãe têm que saber que ele ou ela é a autoridade. Ao abrir mão disso, há um custo. Quem se subordina a crianças e jovens, e têm sobre eles alguma responsabilidade, está sendo leviano.

Mas você acha que dá para ser amigo dos filhos?

Claro. O que não pode é ser íntimo no sentido de perder a sua autoridade. Eu tenho amizade com os meus alunos, mas isso não retira a autoridade nem a responsabilidade que eu tenho sobre eles como professor. Há uma frase que precisa ser deixada de lado que diz que “o amor aceita tudo”. Isso é uma tolice. O amor inteligente, o amor responsável é capaz de negar o que deve ser negado. A frase certa é: “Porque eu te amo é que eu não aceito isso de você”. O amor que tudo aceita é leviano, irresponsável.

Atualmente, se joga muita responsabilidade na escola. Qual é o limite entre os deveres dos pais e dos professores na educação das crianças?

É uma coisa estranha: a escola fica quatro ou cinco horas com as crianças, em um dia que tem 24 horas, com 30 alunos juntos. É um estabelecimento que deve ensinar a educação para o trabalho, educação para o trânsito, educação sexual, educação física, artística, religiosa, ecológica e ainda português, matemática, história, geografia e língua estrangeira moderna.
Supor que uma instituição com essa carga de atividade seja capaz de dar conta daquilo que uma mãe ou um pai é que tem que ensinar a um filho ou dois é não entender direito o que está acontecendo. A função da escola é a escolarização: é o ensino, a formação social, a construção de cidadania, a experiência científica e a responsabilidade social. Mas quem faz a educação é a família. A escolarização é apenas uma parte do educar, não é tudo. Já tem personal trainer, personal stylist, agora querem personal father, personal mother. Não dá, é inaceitável.

Por outro lado, os pais interferem demais na escola?

Há uma diferença entre interferir e participar. A escola tem que ser aberta à participação. Quando há uma interferência é sinal de que está mal organizado. O que acontece nas escolas particulares, que são minoria e representam apenas 13% do total, é que muita gente não lida mais com a relação família versus escola como parceria. É mais como se fosse um relacionamento regido pelo Código do Consumidor, como um cliente, como se o ensino fosse o mesmo que a aquisição de um carro. Essa relação é estranha e precisa ser rompida.

A educação de gênero tem gerado repercussão no meio escolar. Como você acha que as escolas devem abordar esse tema?

Uma sociedade que não é capaz de atender à diversidade que a vida coloca é uma sociedade tola. É preciso lembrar que a natureza daquilo que é macho e fêmea está na base biológica, mas o gênero se constrói na convivência social. O macho e a fêmea vêm da biologia. Mas o que define masculino e feminino é aquilo que vai se construindo no dia a dia. Por isso a escola tem que trazer o tema. É claro que não vai incentivar uma discussão que seja precoce para crianças de 8, 9, 10 anos. Mas também não vai fazer com que aquele que é diferente seja entendido como estranho. Aquele que é diferente é apenas diferente, não é estranho. Nessa hora, é tarefa da escola acolher. Se a família não concorda e a escola é privada, mude a criança de escola. Agora, se for uma instituição pública, é um dever constitucional e republicano admitir a diversidade.


TEXTO ORIGINAL DE REVISTA CRESCER

O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.

https://www.psicologiasdobrasil.com.br/cortella-nao-e-educacao-dos-filhos-que-e-necessaria-mas-dos-pais-tambem/?


11 de março de 2019

CRIANÇAS - O que é Síndrome do Imperador?




Os pais de hoje, na busca narcísica de tornar os filhos felizes, acabam aleijando o emocionalmente essas crianças, pois sem o contato com a frustração elas aprendem a sempre serem atendidas. Em nome de se ter felicidade acaba-se criando a desgraça da criança e de todos a sua volta.

“A chateação modula a felicidade como o preto modula o branco”, ou seja, se frustrar com uma coisa ou outra faz parte da construção de um ser humano, é a matéria que dá liga. Não se conhece o valor daquilo que nunca lhe faltou. Atender caprichos não é ser legal, é ser egoísta, é procurar o meio mais fácil de permanecer na zona de conforto. Ás vezes por querer compensar suas próprias negligências como pai ou mãe, molda-se um ser que será um adulto atrofiado emocionalmente.

Acompanhe a fala do psicoterapeuta no vídeo abaixo:

Leo Fraiman é psicoterapeuta, supervisor clínico e diretor da clínica Leo Fraiman de Psicoterapia e Gestão de Carreiras, também é especialista em psicologia educacional e mestre em psicologia educacional e do desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).




Via: Provocações Filosóficas

https://www.pensarcontemporaneo.com/se-a-crianca-nao-e-treinada-a-esperar-a-criar-a-negociar-a-ceder-e-a-se-frustrar-voce-esta-aleijando-a-crianca

21 de janeiro de 2019

12 filmes que dão bons exemplos sobre casamento para assistir com os filhos






Nos dias atuais a mídia tem sido uma das maiores fontes de influência e tem estado dentro de todos os lares de todo o mundo, participando ativamente das famílias em todas as partes do planeta, através de aparelhos de televisão, internet, aparelhos de celular, cinema, teatro, etc.

Em contrapartida, temos os pais e outros interessados em ensinar valores importantes às crianças e jovens que tentam selecionar os melhores conteúdos para que as crianças aprendam esses valores. E sabemos que essa não é uma tarefa fácil.

Às vezes precisamos fazer conforme foi dito certa vez por Joseph B. Wirthlin, um empresário americano, “renunciar a algumas coisas boas, em prol de outras muito boas ou excelentes, pois elas desenvolvem nossa fé (…) e fortalecem a família”. Ao pensar nos valores a serem ensinados a nossos jovens, devemos sim renunciar a alguns programas da mídia, mesmo que alguns sejam considerados bons, mas precisamos ter a coragem de escolher o excelente.

Um dos valores preciosos tem sido a instituição do casamento. O modo como a mídia expõe as relações matrimoniais nos dia de hoje tem causado muitas inquietações naqueles que acreditam na importância sagrada da união entre um homem e uma mulher na formação de uma família.

Pensando nessas inquietações, separamos algumas opções de filmes para transmitir à criança a beleza esplendorosa do valor do casamento.


1. Prova de Fogo


O filme retrata um casal que está passando por uma crise em seu relacionamento conjugal, causada por vários fatores do dia a dia, tais como: família, egoísmo, orgulho, dinheiro, machismo, entre outros. A parte mais importante é como o marido, mesmo resistindo no início, vai até as últimas circunstâncias para manter o seu casamento.

2. Compromisso Precioso

Apresenta a história de um casamento desde quando o casal se conhece, o compromisso do matrimônio, os filhos, até quando eles passam por uma crise de saúde. A mulher adquire mal de Alzheimer e o marido permanece fiel ao compromisso matrimonial e a sua família.

3. Encontros de casais

Três casais, desiludidos com o rumo de seus casamentos, decidem participar de um encontro de casais em um resort em um lugar paradisíaco nas montanhas. Enquanto as mulheres acham que podem provocar uma mudança radical em seus companheiros, os homens estão à procura apenas de um pouco de diversão. No entanto, ao chegar lá, seus anfitriões desafiarão cada um deles a enfrentar os dilemas pessoais para curar os problemas conjugais, utilizando alguns métodos não muito convencionais.

4. Não é Tarde para Recomeçar

Essa linda história retrata a realidade de um relacionamento desgastado pelo tempo. Jenni (personagem principal) está desesperada por ver seu casamento com Gabriel (personagem principal) desmoronar. Tudo o que eles farão é fazer uma viagem ao passado para tentar reconstruir o amor entre eles, e assim encontrar a solução pra recomeçar!

5. Eu, Você, Nós para Sempre

O filme é baseado em fatos reais, Eu, Você, Nós para Sempre conta a história de Dave (Michael Blain-Rozgay), um homem que sente muito a dor de um divórcio não desejado. Em busca de respostas que amenizem seu sofrimento e tragam algum sentido para sua vida, ele começa a participar de um grupo de apoio a pessoas divorciadas.

6. As Estrelas me Mostram Você


Esse filme mostra a importância de um amor puro que ficou no passado e reforça a ideia de que as escolhas de hoje irão resultar em consequências para o futuro. O casal aprende a superar suas diferenças olhando pra o alto. Irão saber que as estrelas mostram muito mais do que um lindo céu: “As Estrelas Me Mostram Você”.

7. A Bela e a Fera

Animação da Disney que mostra que as aparências, apesar de importantes na escolha do cônjuge, não é o fator primordial. Esse clássico belíssimo tem viajado no tempo para mostrar os caminhos para um matrimônio.

8. Ponto de decisão

Um acidente de carro obriga a esposa a suspender temporariamente as suas atividades, e o casal tem que lidar com tentações carnais, problemas financeiros e desafios emocionais que ameaçam o amor que um sente pelo outro.

9. Doze é Demais

Uma comédia que conta a história de um casal com 12 filhos que, mesmo com a confusão do dia a dia, quando a mãe precisa viajar e o pai se descobre com os 12 em casa, as aventuras de estarem juntos são emocionantes.

10. O livro de Rute


Conta em detalhes a história de Rute, quase como a história de Cinderela. Depois de ficar viúva, Rute decide seguir a sogra na mudança para Israel, até que um romance acontece e ela toca o coração de um homem rico.

11. O Outro Lado do Céu

John Groberg (Christopher Gorham) é um jovem missionário que, nos anos 50, embarca em uma longa viagem juntamente com os nativos da ilha Tonga, deixando para trás a noiva e sua família. Ao longo de sua viagem ele escreve cartas para sua noiva relatando suas aventuras para sobreviver em uma terra desconhecida. Ao mesmo tempo, Groberg conhece a cultura local e faz amigos nos 3 anos que passa longe de casa.

12. Up – Altas Aventuras

Mostra de forma fácil e dinâmica o lindo relacionamento entre um casal apaixonado. Mostra as dificuldades que eles enfrentam através do tempo. E as dificuldades que o homem enfrenta quando viúvo.


Agora preparem uma sessão cinema em casa e aproveitem para ensinar alguns valores para a criançada e os filhos baseados nos filmes acima.


Jarleyde Andressa Sales de Oliveira

Jarleyde Oliveira é graduada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, é professora de crianças e adolescentes - Matemática. 



20 de dezembro de 2018

Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes




Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade.

Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

Os alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas.

E talvez o mais triste para esta geração.

O Google não tem todas as respostas.


Fonte: Papo Reto
https://www.contioutra.com/estamos-formando-uma-geracao-de-egoistas-alienados-e-inconsequentes/?


23 de setembro de 2018

Mourão está certo: a figura paterna é crucial para a educação moral dos filhos, segundo a ciência



Não adianta dar crédito para a grande imprensa quando a matéria está mais concentrada em promover polêmicas do que verdades. O que fizeram com a declaração do general Hamilton Mourão sobre a falta da figura paterna e suas consequências na vida dos filhos é um exemplo disso, quando a ênfase deixou de ser a realidade social e psicológica para se tornar um discurso politicamente correto em favor do feminismo.

A declaração de Mourão na última segunda-feira, no Sindicato da Habitação, em São Paulo, merece ser analisada porque o conteúdo é muito relevante para todos nós, pois ele trás uma realidade que demonstra o quanto o papel da família na sociedade é importante na formação de caráter dos nossos filhos, algo que afeta, sim, os índices de criminalidade no país.

Mourão disse: “Família sempre foi o núcleo central. A partir do momento que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que estamos vivendo e atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados e que tendem a ingressar em narco-quadrilhas que afetam nosso país”.

Em primeiro lugar é possível observar que a ênfase dada por Mourão não foi sobre a capacidade de uma mãe ou avó educar, mas sim sobre a dissociação familiar. Ou seja, separação e consequente ausência dos membros da família, o que para nós cristãos é visto como uma desestruturação. É o que também chamamos na psicologia de “famílias disfuncionais”. Esse é o ponto central na fala do general, a disfuncionalidade dos papéis gerados pela ausência paterna.

Em segundo, a crítica não é sobre a criação dos filhos apenas com avós ou mães, mas sobre a desestruturação familiar. Quando ele disse, “é por isso…”, se referiu à dissociação na família e não a educação da mãe ou da avó, como a grande imprensa e suas matérias tendenciosas fizeram parecer. Mas, apesar de tudo, até que ponto a declaração de Mourão está correta do ponto de vista científico, e até onde isso importa para todos nós, principalmente os cristãos?

Coerência

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar em 2009, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fez um levantamento de informações sobre o perfil dos alunos do país e citou algumas características familiares, citando que “o conhecimento dos pais ou responsáveis sobre os diversos fatos da vida dos filhos (saber o que fazem no tempo livre, onde vão quando saem, quais são as suas amizades) é um importante fator de prevenção de condutas de risco, os quais são minorados na medida em que os pais, ou responsáveis, se envolvem na supervisão das atividades dos adolescentes”.

Ou seja, a presença dos pais é algo indispensável para diminuir o risco dos filhos desenvolverem comportamentos de risco, como o ingresso no mundo da criminalidade e o abuso de drogas. Isso já foi confirmado também por Edward J. Murray décadas atrás, na obra “Motivação e Emoção”, quando o autor falou sobre os efeitos psicológicos sobre crianças criadas em orfanatos, ou seja, sem a presença das figuras paterna e materna. Segundo ele:

“As crianças mais velhas, criadas nesse tipo impessoal de instituição, possuem uma personalidade perturbada e socialmente hostil. Tem pequeno controle sobre os impulsos agressivos e exibem várias formas de comportamento imaturo, delinquente e antissocial”.

O que está em questão é como a presença ou ausência dos pais afetam psicologicamente e socialmente a perspectiva de vida das crianças e adolescentes. Porém, qualquer cidadão minimamente informado sabe que boa parte das famílias disfuncionais sofrem com o abandono paterno. É o homem quem possui maior facilidade de se “desapegar” e largar seus filhos, não a mãe. Consequentemente, quando esses autores falam de filhos que sofrem em consequência dos pais, esse contexto aponta muito mais para a figura paterna e os problemas gerados por ela, de modo que “embora não se possa pensar de maneira linear, comportamentos antissociais em pais podem servir de preditores para condutas antissociais, nos filhos”, é o que defende um estudo chamado “Delinquência Juvenil e Família”, publicado em 2013 por Maria de Lourdes Bersogli Paula¹ e Francisco B. Assumpção Jr².

Nessa pesquisa, os autores explicam que “comportamentos delitivos” estão “muitas vezes associados a abuso ou negligência parental, bem como a ambientes desorganizados e instáveis ou a pais com psicopatologia associada”, destacando que existe um “número elevado de famílias desorganizadas na população delinquencial, o que pode ser considerado um fator permanente de estresse para a população infantil, uma vez que não pode recorrer a um familiar quando se sente ameaçado ou em dificuldades”.

Mourão tem razão

Há inúmeros estudos que confirmam a declaração do general Mourão. Os que citei são exemplos, e em diferentes épocas, exatamente para ilustrar o quanto essa é uma realidade já bastante conhecida. Além das pesquisas específicas sobre o tema, vários teóricos da personalidade humana, especialmente da corrente estruturalista, também ajudam a compreender esse fenômeno.

Em todo caso, o mais importante para nós é compreender que essa verdade da ausência paterna e famílias disfuncionais precisa ser debatida e combatida por todos nós, especialmente os cristãos. O que justifica o aumento no número de divórcios, por exemplo? A gravidez precoce, uso também precoce de drogas, a banalização da sexualidade e dos relacionamentos amorosos em geral, tudo isso diz respeito ao ambiente familiar e os homens possuem um papel crucial para a saúde da família.

É perfeitamente possível que mulheres guerreiras, corajosas e inteligentes deem conta da vida sozinhas, com filhos, trabalho e outros compromissos. Sim, nos somos capazes! Mas esse não é o contexto psicológico e afetivo ideal para a formação de personalidade de uma criança. Em nossa perspectiva cristã, Deus criou homem e mulher para caminharem juntos, sendo referências para os filhos, de modo que eles possam se inspirar na figura masculina do pai e feminina da mãe, cada qual ao seu modo e tempo de amadurecimento. Isso é bom para as crianças, bom para os pais e também para a sociedade, porque certamente terá jovens emocionalmente mais estáveis e moralmente equilibrados, como sugere o general.



NOTAS:

¹Psicóloga, especialização em Saúde Mental Infantil pela FACIS-IBEHE, São Paulo, SP, Brasil 

²Professor associado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), professor livre docente pela Faculdade de Medicina da USP, membro das Academias Paulista de Medicina (cad.103) e Psicologia (cad.17), São Paulo, SP, Brasil



https://colunas.gospelmais.com.br/mourao-figura-paterna-crucial-educacao-moral32839_32839.html?


3 de julho de 2018

Satanás arrancou das mãos de Adão o controle sobre o Reino, e teve sucesso causando divisão entre homem e mulher




Lorna Simcox

Eu era relativamente nova na fé quando ouvi uma senhora idosa e sábia contar uma história que nunca vou esquecer. Ela tinha aparência abatida e mal-arrumada, efeito evidente de ter muitas bocas para alimentar e poucos recursos para fazê-lo. Seu marido era operário e ganhava pouco.
Alguns anos atrás, contou ela, foi oferecida a seu marido a oportunidade de ser pastor em uma região de que ela não gostava. Ele acreditava que deveriam aceitar o convite. Ela foi contra.
“Meu marido”, disse ela, “me ouviu. E desde então nossas vidas têm sido miseráveis”. Era a angustiante história da mãe Eva repetindo-se mais uma vez.
A influência de Eva sobre Adão começou cedo, e desde então tem mudado o curso da história humana. Logo depois que Adão e Eva caíram repentinamente em pecado, Deus amaldiçoou a serpente, o homem e sua mulher. Para a mulher, como castigo, Ele prometeu dores de parto e a colocou sob a liderança do homem: “o teu desejo será para teu marido, e ele te governará” (Gn 3.16). Essa única maldição provavelmente fez mais estrago entre os sexos do que todas as outras juntas. Ela instituiu um princípio bíblico que as feministas se empenham por destruir e as mulheres tementes a Deus se esforçam por obedecer, mesmo com dificuldades – a submissão ao marido. E ninguém está mais ciente da magnitude dessa batalha e a explora mais efetivamente que Satanás.
Entre todas as mulheres que já viveram, Eva foi única. Ela não nasceu, pois foi moldada por Deus a partir de uma costela de Adão no sexto dia da criação (Gn 2.18-25). Não teve infância, nem adolescência, nem pais ou amigos. Eva tinha apenas Adão.
Eva nem sequer possuía um nome até o momento em que Adão se referiu a ela. Primeiro, chamou-a genericamente de varoa, declarando: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23). Mais tarde, Adão deu-lhe o nome de Eva, significando “doadora de vida”, “por ser mãe de todos os seres humanos” (Gn 3.20).
Criada especificamente para Adão, o administrador humano do reino teocrático, Eva foi projetada para ser o maior bem de seu marido – sua fonte de conforto, sua auxiliadora e sua companheira por toda a vida. Ele, por sua vez, recebeu de Deus o cetro que lhe concedia poder e autoridade sobre toda a terra. Segundo o teólogo Renald Showers, “Deus criou o homem, colocou-o como administrador sobre a terra e incumbiu-o da responsabilidade de administrá-la adequadamente para o Senhor”.1
Porém, Adão falhou diante de sua responsabilidade. Em meio às circunstâncias idílicas em que vivia, uma serpente estava à espreita no gramado. Satanás queria o reino de Deus para si mesmo. Como lhe faltava o poder de criar, a única forma de consegui-lo era por usurpação. Isso somente seria possível através de Adão. E para chegar a Adão, ele usou Eva. As Escrituras revelam que Satanás falou exclusivamente com ela: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse...?” (Gn 3.1).
Evidentemente Satanás pensava que Eva era a vítima mais frágil, e manipulou a esposa para alcançar o marido. Eva comeu do fruto proibido e depois ofereceu-o a Adão, que estava com ela. Adão comeu, e desde então a humanidade tem experimentado o gosto amargo das consequências de seu pecado: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).
Satanás arrancou das mãos de Adão o controle sobre o Reino, causando divisão entre homem e mulher.
Já que Adão estava com Eva, por que não a impediu? Ele não apenas falhou diante de sua responsabilidade, concedida pelo Senhor, de proteger sua esposa, mas igualmente desobedeceu e comeu do fruto. Imediatamente o pecado tomou conta e jogou Adão contra Eva. Quando Deus perguntou a Adão: “Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3.11), Adão culpou Eva. Ele havia chamado-a de “osso dos meus ossos”, e agora dizia: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Foi assim que Satanás arrancou das mãos de Adão o controle sobre o Reino, e teve sucesso causando divisão entre homem e mulher. Aparentemente Eva confiou e acreditou ingenuamente na mentira de Satanás. Mas Adão não teve a força de caráter para insistir no que ele sabia ser o certo (1 Tm 2.14).
Quantas vezes essa mesma cena se repete hoje em muitos lares? Eva foi formada depois de Adão e foi enganada. Por isso Deus ordenou que o homem ocupasse a posição de liderança espiritual dentro de seu lar e na Igreja (1 Tm 2.11-14).
Desde então, Satanás continua à espreita, como uma serpente no gramado, tentando criar o caos e atacando a ordem divina. Sua tática não tem mudado através dos milênios. Ele é mestre em causar divisão e em conquistar os corações humanos através do apelo à auto-indulgência (concupiscência da carne), da auto-satisfação (concupiscência dos olhos) e da auto-estima (soberba da vida). Eva foi a primeira pessoa que ele fisgou. Mas desde então a humanidade também tem mordido a isca satânica.
Se homens e mulheres disputam a supremacia, Satanás está tendo êxito em seu intento, causando rivalidade, divisão, instabilidade e confusão. E como o mundo continua degenerando espiritualmente, homens e mulheres de Deus, mais do que nunca, precisam viver dentro dos parâmetros que Ele estabeleceu para cada um deles. Esposas devem ser submissas a seus maridos (Ef 5.22); maridos devem assumir a responsabilidade de serem líderes, atentando à Palavra de Deus e posicionando-se com integridade ao lado do que é correto. Assim será mais difícil Satanás se esgueirar por debaixo da porta; assim será mais difícil a serpente entrar em nossos lares. 


(Lorna Simcox — Israel My Glory)

Nota:

Renald Showers, What on Earth Is God Doing, Loizeaux Brothers.

Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite julho de 2006




30 de setembro de 2017

"Chega de abusar da família!"

 
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(Hernandes Dias Lopes)


     
"O Museu de Artes Moderna de São Paulo nesta quinta e sexta-feira afrontou mais uma vez a família brasileira.

Se não bastasse o que aconteceu em Porto Alegre, dias atrás, numa suposta exposição de arte do Banco Santander, onde se fez uma convocação às escolas públicas e particulares da cidade, para ver quadros e pinturas de nudismo, pedofilia, sexo grupal, sexo com animais bem como afronta blasfema à pessoa de Cristo, agora, em São Paulo, no MAM, a performance do artista Wagner Schwartz, mostra a interação de uma criança com o artista nu.

Além dessa exposição afrontar a Constituição da República e o Estatuto da Criança e do Adolescente, afronta mais uma vez a família brasileira.

Onde estão as autoridades?
Onde está a reação da família brasileira a esses desmandos? É hora de erguermos nossa voz contra essa cultura sodomizada que quer destruir os valores morais da nação e arruinar com a família".


Hernandes Dias Lopes.



21 de agosto de 2017

Eu escolhi trabalhar

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Por Tiago Mattes 
 

Existe um movimento entre a nova geração chamado “Eu Escolhi Esperar”. Como é legal ver jovens e adolescentes que decidiram se guardar sexualmente no meio de uma cultura imediatista, permeada por sexo e incentivadora da cultura do “matar o desejo”.

Mas infelizmente, quando se trata de casamento, o desafio não é só “esperar”. É preciso também trabalhar e amadurecer! O casamento e tudo que se vive nele, não dependem somente da espera. Tenho aconselhado muitos jovens que se casaram virgens, ou até namoraram com “corte”, mas que no primeiro ou segundo ano de casamento já estão buscando o divórcio.

Os motivos maiores se encontram no coração egoísta de uma geração que vive a tirania da felicidade ou da realização pessoal e na postura de imaturidade em tudo que se refere a trabalho.

A Bíblia diz que casamento é coisa de gente grande, é preciso “deixar pai e mãe” para tornar-se “uma só carne”. Isso significa que é preciso ser minimamente maduro para se assumir um lar. Isso envolve maturidade emocional, espiritual e financeira.

Muitos jovens estão se casando sem cumprir os ciclos antes do casamento. São emocionalmente frágeis, espiritualmente perdidos e financeiramente desestruturados. O sábio disse: “Termine primeiro o seu trabalho a céu aberto; deixe pronta a sua lavoura. Depois constitua família” (Provérbios 24.27).

Isso significa que preciso completar ciclos importantes da vida antes de casar, como pensar e trabalhar pelo sustento antes do casamento. Isso não significa ter muita grana ou ser rico, mas é necessário o mínimo para deixar pai e mãe e assumir um lar.

Muitos falam da “estabilidade” financeira, mas a palavra estabilidade significa firmeza, constância. Você pode ter estabilidade financeira ganhando pouco, isso depende da sua “firmeza” ao lidar com as finanças, impulsos, desejos consumistas e criar um padrão simples e seguro para sua família, esposa e filhos.

O problema é que por serem imediatistas, egoístas e mimados, muitos jovens têm encontrado problemas no que se refere a trabalho. Vivem em busca de fantasias e atalhos, um trabalho que “os realize pessoalmente” e que dê muito dinheiro com o mínimo esforço.

Sua máxima é “faça o que você gosta e então nunca precisará trabalhar”. Isso é ridículo! Deveríamos dizer “gostando ou não do que você faz, faça o melhor, dê o seu melhor”. O segredo do crescimento em qualquer área da vida tem a ver com dedicação, esforço, submissão e busca pela excelência. Não existem atalhos!

Precisamos entender que nenhum trabalho é insignificante e que, como disse Tim Keller, “todo e qualquer trabalho humano não é apenas uma tarefa, mas um serviço que prestamos ao próprio Deus”.

Vocação não é fazer o que nós gostamos, mas fazer aquilo que Deus nos chamou pra fazer! Comece a dar o seu melhor onde você está! Entenda que Deus te colocou aí, e que através desse trabalho duro você está sendo trabalhado: “o trabalhador faz a coisa e a coisa faz o trabalhador”, disse Vinicius de Moraes. Trabalhar é bom e nos faz amadurecer!

Casamento também dá muito trabalho. Na busca pela felicidade, muitas jovens querem se casar, mas não querem ser esposas. Muito meninos querem se casar, mas não querem assumir a responsabilidade de serem maridos e líderes espirituais, pastoreando suas esposas e filhos. Jovens querem viver um grande amor, mas muitos não entendem que a química não basta, é preciso muito trabalho, dedicação e sacrifício.

Esse é o problema, estamos diante de uma geração que tem dificuldade em “construir”, que abre mão de qualquer coisa tão logo comece a doer ou exigir uma renúncia. Trabalhar dá trabalho. Amar também dá trabalho.

É por isso que não basta esperar. É preciso trabalhar, amadurecer, amar e se submeter. É isso que Jesus nos ensina. Portanto, CRESÇA! Se você tem tido dificuldades, procure ajuda, procure um mentor. E entre nessa campanha também: Eu escolhi trabalhar!

 
#euescolhitrabalhar #euescolhiamadurecer #euescolhimesubmeter
Tiago Mattes é pastor na Igreja Batista Redenção, em Indaiatuba (SP).
http://ultimato.com.br/sites/jovem/2017/08/16/eu-escolhi-trabalhar/?platform=hootsuite
 
 

13 de agosto de 2017

O que diz a Bíblia sobre o pai cristão?




 
O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (vs 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.

 
 
https://www.gotquestions.org/Portugues/pai-cristao.html
 
 

16 de junho de 2017

A identidade da criança: se você não marcar seus filhos, a sociedade o fará



A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas e indagações como: “Quem sou eu?”; “Como eu sou?”.

O ser humano deste o seu nascimento está em constante transformação e aprendizado, a criança é um ser em total construção. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, a criança está totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.

Primeiro ano de vida

Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses mais ou menos , a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade. Desde o ventre da mãe, este ser único é formado e já começa ter suas primeiras impressões do mundo, começa ser marcado pelo outro. O desejo do pai e da mãe, da família tem influencia psicológica e emocional nessa criança.

Todas essas vivências, experiências dão início à auto descoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro. Estimule seu filho(a) a descobrir essas diferença do sexo oposto.

Símbolos

Dizem hoje na contemporaneidade que não devemos simbolizar as crianças, devemos deixá-la fluir, que suas pulsões encontre o caminho, ou seja “gire a roleta e tire a sorte” Porém em minha experiência sugiro o oposto, devemos já antes do nascimento, assim que os pais, a mãe, a família, sabem da gravidez fortalecer a identidade do futuro bebe. A identidade está sendo formada com ajuda de estímulos externos e internos, com frequência essa futura criança deve ser simbolizada, com amor e carinho.

Biologia

A criança aprende com o meio que pode ligar ou desligar o que seu nascimento, sua biologia determinou. Os signos e símbolos são extremamente importantes na construção da sua identidade social e sexual. Devemos lembrar que por de trás dessa insistência em ignorar as simbologias , os papéis de cada sexo , há uma ideologia política da multiplicidade de gêneros que tende a conflitar e perturbar o entendimento e a construção positiva de sua identidade, a ideologia de gênero é um gerador de conflitos de identidade.

Crianças de 5 anos

A educação de crianças de 5 anos é permeada por muitas questões que fazem parte do processo de constituição dos sujeitos. Nesta etapa da vida, os pequenos descobrem o mundo e fazem algumas escolhas no que se refere ao jeito de ser e estar com sigo e com o outro. Tais escolhas referem-se à construção da personalidade da criança ou personalismo na perspectiva walloniana:
A perspectiva de desenvolvimento de Henri Wallon objetiva-se relacionar a concepção de imitação colocada em sua Teoria de Desenvolvimento com avanços da neurociência, visando discutir a constituição da linguagem na espécie humana. Os processos imitativos para o Autor dependem do outro e começam como automatismos da espécie e se especializam passando do movimento (ato motor) à representação (o pensamento). A neurociência traz, entre outras descobertas, os neurônios-espelho, que podem ser a base para a comunicação gestual e verbal, intuição de intenções alheias e empatia, pois permitem que o observador experimente em si, nas suas conexões neuronais, o que o outro está fazendo. As concepções de Wallon, apoiadas por estas descobertas, sugestionam ao educador, interferir o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças. Ou seja, os neurônios das criança aprendem pelo modelo, o modelo de linguagem, que oferecemos a criança pode interferir drasticamente , no processo de aprendizagem e em sua identidade.
“A teoria de desenvolvimento de Henri Wallon é um instrumento que visa criar intencionalmente condições para favorecer esse processo, proporcionando a aprendizagem de novos comportamentos, novas ideias, novos valores”.

Segundo essa teoria que é usada com instrumento de transformação de valores nas escolas o processo ocorre quando a criança, ao experimentar diferentes papéis, vai permanece com algumas características desses papéis. Ou seja, em sala de aula, o professor tem o poder intencional de marcar esse aluno conforme seus desejos.

Por isso alerto: devemos ter preocupação com o que e como professores têm ensinado para nossas crianças e a quais estímulos estão sendo expostas, pois elas vão assimilar e modelar alguns desses afetos e comportamentos.

Jean Piaget

A criança dos 2 aos 12 anos sofre várias modificações no que diz respeito aos seus domínios de afetividade, identidade ou seja, os valores os sentimento pessoais e inter-pessoais mudam conforme tempo, estímulos e interações.

Por sua vez, até os 2 anos aproximadamente, todas as emoções e sentimentos do bebê são gerados em seu contato com a mãe e centrados no corpo da criança, e assim a medida que o corpo infantil se separa do corpo das outras pessoas a vida afetiva do bebê vai se descentralizando e se transferindo para os outros.

Portanto, o sentimento amor-afetividade construído primeiramente entre mãe e filho vai se generalizando aos outros, como ao pai, ao irmão e aos companheiros, havendo assim uma modificação ou acomodação aos fatos e situações passadas carregadas de emoções.
Esse processo afetivo é continuo e inovador, onde a formação de sentimentos está diretamente ligada aos valores e evolução da sociedade, ou seja, os sentimentos interindividuais são construídos com a cooperação do outro e os intra-individuais são elaborados coma a ajuda do outro, sendo a troca intrapessoal.

O que você está marcando na identidade de seu filho(a), seus netos, seus alunos?

Baseado nestes ensinamentos, temos o conhecimento de que a criança aprende e desenvolve seus , valores ,afetos e identidade com interação com outros sujeitos, logo temos que nos preocuparmos mais, e monitorarmos todos os passos de nossas crianças, , estimulando a formação saudável de sua personalidade e identidade.

Se você não marcar seu filho, a sociedade e a escola o fará. Desde do nascimento, devemos marcar o outro com símbolos e papeis em consonância com cada sexo. Nesta idade devemos simbolizar os papéis masculinos (meninos) e femininos (meninas), propondo situações para que experimentem essa troca de experiências constante nas brincadeiras, por exemplo, “de casinha”, “de mamãe/papai e filhinha (o)” simbolizando uma família.

Você pode sim, professor, pais, avós, tio, tias, pessoas que cuidam de crianças, promover essa brincadeira com a definição de casa papel masculino para meninos e feminino para meninas de acordo com o senso comum.

Os papeis, exercitados em casa, são em partes, culturais, e fazem parte do senso comum, estão no arquétipo do inconsciente de cada sujeito, é coletivo, e em parte é uma inscrição da natureza humana, e não pode ser ignorado. Quando confundimos esses papeis que são carregados de simbolismo necessários para o desenvolvimento saudável infantil – a criança pode psicotizar.

O lúdico pode fortalecer a identidade sexual de seus filhos

Professores e pais, podem associar os complexos temáticos às situações concretas vividas em casa e na escola, podendo aproveitar brinquedos para trabalhar a identidade de cada criança, um trabalho que envolva os papeis trazidos de casa , se simbolizado conforme trazido pela criança, respeitando suas tradições familiares, suas tradições religiosas.

Familiares são fundamentais e podem fortalecer a identidade de nossas crianças em consonância, em concordância com o sexo de nascimento, com o objetivo de minimizar risco e conflitos. O trabalho com a ocupação de papéis terá como desdobramentos a convivência mais direta das crianças com a com sua verdadeira essência, com a sua verdade biológica confirmada pelo meio em que vive.

Há papeis inscritos na natureza humana, e não apenas forma de desempenha uma ou mais funções. 

O fascinante é perceber que a maioria das meninas escolherá ser mãe e a maioria dos meninos escolheu ser pai, pois se o adulto respeitar a referência trazida pela criança espontaneamente, verá que essa é a referência mais próxima que as crianças possuem, que são seus pais, os quais são modelos construídos historicamente e que as crianças que são sujeitos, se apropriam durante o processo de humanização de civilização.

Esses papeis estão no inconsciente coletivo. As crianças se apropriam de questões em relação a sua identidade sexual e quais condutas poderão experimentar, nos diferentes papéis que ocuparem. Nesta brincadeiras, é possível observar, como as crianças se relacionam com os dois sexos, podemos entender o quanto a brincadeira do faz-de-conta auxilia na construção da identidade da criança bem como na promoção do desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da mesma.

Podemos aproveitar durante este faz-de-conta refletir e discutir as atividades desenvolvidas com elas, pois através desse exercício é possível promover intervenções valiosas no dia a dia contribuindo assim para o desenvolvimento integral da personalidade e identidade da criança, bem como desenvolver afetos, saudáveis e sentimentos positivos.

Importante saber

O conceito de identidade pode ser definido como um conjunto de aspectos individuais que caracteriza uma pessoa. No entanto, ela se estrutura ou se desestrutura a partir das relações sociais, que pode se compreender o processo de permanente mudança que os encontros nos possibilitam. ​

A formação de identidade está associada com o pensar no coletivo que habita cada pessoa (identidade social). Somos aquilo que se define no agora, o que trazemos da biologia, da genética, o que trazemos de nossas experiências anteriores de infância e o que está por vir, ou seja, o que também projetamos. A cada encontro, o que perpassa pela transformação pessoal do humano. A questão é , como e o que esse outro, tem marcado na identidade de seu filho.


Referências
Nadel-Brulfert, J. (1986). “Proposições para uma leitura de Wallon: em que aspectos sua obra permanece atual e original?” In: Werebe, M. J. G. e Nadel-Brulfert, J. (org.). Henri Wallon. São Paulo, Ática.
Wallon, H. (1941-1995). A evolução psicológica da criança. Lisboa, Edições 70.
______ (1959-1975). Psicologia e educação da infância. Lisboa, Estampa.
http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/rc/article/view/860

Marisa Lobo é psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.
 
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