Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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15 de setembro de 2019

O suicídio é um pecado imperdoável?


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Alguns cristãos acreditam que o suicídio é um pecado imperdoável; alguns dizem que somos perdoados por causa do que Jesus fez.

Alguns cristãos acreditam que o suicídio é um pecado imperdoável, a lógica é a seguinte: suicídio é auto-assassinato; nenhum assassino tem vida eterna; e você não pode se arrepender do pecado do suicídio, já que este é seu último e último ato.

Outros cristãos argumentam que somos perdoados por causa do que Jesus fez, não do que fazemos. Portanto, independentemente de quais pecados cometemos ou não, Jesus ainda nos salva.

Outros ainda diriam: “Quem disse que o suicídio é sempre um pecado? E se a pessoa sofresse dores insuportáveis?? ou não estivesse em sua mente ou no juízo perfeito? Certamente Deus ignoraria isso”.

Antes de tentarmos responder a essas importantes questões teológicas, precisamos fazer uma pausa por um momento e olhar para o lado humano dessas perguntas agonizantes.

Apenas nesta semana, o pastor Jarrid Wilson – fundador de um grupo que ajuda pessoas com depressão – tirou a própria vida, deixando para trás a esposa e os filhos pequenos.

Além da tragédia, está o fato de que, no mesmo dia em que cometeu suicídio, ele presidiu o funeral de outra vítima de suicídio. Talvez a dor de tudo fosse demais para suportar.

Como muitos de vocês, nunca sofri de doença mental ou depressão. E, além de um pensamento enlouquecido que tive em 1971, no meio de uma overdose maciça de drogas alucinógenas , nunca pensei em suicídio por uma fração de segundo. (Para quem não conhece minha história, não uso drogas e álcool desde 17 de dezembro de 1971.)

Portanto, não estou qualificado para tratar dos aspectos psicológicos, médicos ou emocionais da depressão, doença mental ou suicídio. E a última coisa que eu sonharia em fazer seria julgar alguém que cometeu suicídio (a menos que declarem claramente suas razões para suas ações, explicando assim as coisas por si mesmas).

Qual, então, das questões bíblicas? E a questão do pecado e da salvação?
 

Falando no funeral de Jarrid, Greg Laurie, o pastor sênior da igreja onde Jarrid serviu, disse o seguinte: "Quando você se coloca diante de Deus, não será julgado pela última coisa que fez antes de morrer. Você será julgado pela última coisa que Jesus fez antes de morrer. Ele morreu pelo seu pecado".

Aqui, o pastor Laurie faz uma observação importante.

Muitos cristãos pensam que se eles não confessarem todos os pecados que cometem todos os dias, se morrerem durante o sono, irão para o inferno. Ou, se eles perdem a paciência na estrada, gritando com um motorista que os interrompe e depois morrem em um acidente de carro, eles irão para o inferno porque não tiveram tempo de se arrepender.

Esse é um verdadeiro equívoco, que pode produzir condenação, medo e escravidão. (Lembre-se de que escrevo essas palavras como alguém que acredita na importância da confissão do pecado e como um dos oponentes mais conhecidos da doutrina chamada hiper graça .)

Mas não somos salvos ou perdidos com base em um pecado específico que cometemos (ou não cometemos). Somos salvos com base em nossa fé na morte e ressurreição de Jesus, que então se torna nosso Senhor e nos chama para viver uma nova vida.

E se rejeitarmos o senhorio de Deus quando formos salvos? E se nos afastarmos dele e negá-lo? Podemos então perder nossa salvação?

Acredito que as Escrituras ensinam que essa é uma possibilidade distinta e real. Não vamos jogar com uma salvação tão grande! (Estou ciente, é claro, de que há um grande debate entre os cristãos sobre esse assunto.)

É possível, então, que alguém que cometa suicídio possa fazê-lo como um ato de desafio e rebelião contra Deus, rejeitando assim Seu senhorio?

Isso também é possível. Mas, a menos que tenhamos evidências claras de que esse é o caso, quando ouvimos falar de um crente que cometeu suicídio, especialmente um que sofria de depressão grave, devemos acreditar e esperar o melhor.

Uma pessoa que telefonou para meu programa de rádio descreveu o que aconteceu com seu irmão, que voltou do Afeganistão sofrendo de TEPT (Estresse pós traumático) Ele era um crente comprometido, mas agora estava agindo irracionalmente, bebendo e perdendo a paciência. Então ele se suicidou.

Ele cometeu o pecado imperdoável? Eu duvido seriamente.

O pastor Jarrid cometeu o pecado imperdoável? Não vejo nenhuma evidência disso.

E é por isso que a esposa de Jarrid foi rápido para postar que, no meio de sua própria agonia, seu “doce marido” estava “na presença de Jesus,” livre de dor no passado. Que o Senhor derrame a Sua misericórdia nesta família ferida!

Ao mesmo tempo, precisamos fazer o nosso melhor para instar aqueles que estão lutando para continuar, ajudando-os de alguma maneira a ver que existe uma maneira de encontrar liberdade aqui neste mundo. O suicídio nunca é a melhor opção. Com Deus, a cura e a libertação são possíveis no aqui e agora.

Também precisamos ajudar a convencê-los de que não apenas os amamos, mas também precisamos deles, e se eles tiram suas próprias vidas, estão nos privando também.

Sei que o pastor Jarrid procurou ajudar os outros exatamente dessa maneira, com base no que li sobre ele. Agora, só posso orar para que, em vez de sua morte levar outros a tirar a própria vida, seu suicídio seja um chamado profundo para a igreja.

Muitos estão sofrendo, bem em nosso meio – talvez, em nossas próprias famílias – e simplesmente não o reconhecemos. Muitos estão sofrendo que não podemos imaginar.

Que possamos fornecer o apoio, o amor e a ajuda de que eles precisam – em última análise, através da graça do Senhor – que os farão apreciar a vida, se apegar à vida e levar vida aos outros.

Que a morte de Jarrid Wilson traga vida a outros, e que a escuridão dê lugar à luz. 
 

por: Dr. Michael Brown 
traduzido e adaptado por: Pb. Thiago Dearo
https://www.portalpadom.com.br/o-suicidio-e-um-pecado-imperdoavel/
 
 

11 de outubro de 2018

Livro infantil da Disney fala sobre possessão demoníaca e suicídio


 
Capa do livro "Gravity Falls: Diário Perdido", da Disney. (Foto: Em Cada Página) 


Um livro infantil da Disney está gerando preocupação entre pais de crianças, devido ao seu conteúdo um tanto assustador e sombrio. Inspirada em um desenho exibido pelo canal ‘Cartoon Network’, a obra “Gravity Falls: O Diário perdido” traz ilustrações e textos um tanto macabros, como uma explicação sobre as diversas categorias de fantasmas e também uma carta que teria sido escrita por um demônio sobre como ele se sente ao possuir uma pessoa e levá-la ao suicídio.

Após receber o alerta do pastor e colunista Frank Medina, o Guiame checou a existência do livro — que é parte de uma série com diversas histórias do personagem Dipper e sua irmã Mabel — e descobriu que ele está à venda em diversas livrarias do Brasil.

O pastor explicou o relato diretamente de uma mãe, que comprou o livro para o seu filho, mas não imaginava que a obra tinha um conteúdo com esse teor.

“Minha vizinha comprou para o filho, mas não sabia do que se tratava. Quando foi conferir ficou horrorizada com os textos explícitos de invocação demoníaca, possessão humana, espíritos de perturbação e muitos outros horrores”, contou o pastor ao compartilhar também as imagens que recebeu dessa mãe.

“Precisamos continuar vigiando o que nossos filhos veem e sermos claros no que é maligno e dizer não. Além ensiná-los a recusar esse tipo de material sem ter medo de serem excluídos”, acrescentou. “Muitas crianças sofrem de depressão, insônia, pesadelos, e muitas vezes são causados por conteúdos como esses. Vigiem por amor, diga não por amor!”.

Além de explicar sobre fantasmas torturadores e sugadores de almas, em uma de suas páginas, o livro traz um bilhete que teria sido escrito por um demônio, relatando o seu sentimento de alegria ao possuir uma pessoa e levá-la à morte, fazendo com que todos pensem que ela ‘perdeu a cabeça’ e cometeu suicídio.

“Nota para mim: possuir pessoas é hilário! Pensar em todas as sensações que eu estava perdendo — queimação, ferimento, afogamento. Assim que eu destruir aquele diário, darei a esse corpo um gran finale: jogá-lo da caixa d’água. O melhor de tudo é que todos irão pensar que o Pines perdeu a cabeça”, diz o bilhete. 

 
Página do livro "Gravity Falls" exibe o que seria um bilhete escrito por um demônio sobre possuir uma pesoa e levá-la ao suicídio. (Foto: Arquivo Pessoal)
Aula sobre vidência

Em outro trecho do livro, o autor do diário relata sobre sua experiência ao ter visitado uma vidente, que leu sua mão. Expondo a figura de uma mão na página, o livro também dá uma breve aula sobre como é possível ler uma mão e praticar a vidência.

A própria sinopse do livro, apresentada nos diversos sites de livrarias onde ele está à venda, dá um alerta em tom de brincadeira sobre ataques de “forças sombrias”, mas acaba confirmando o caráter um tanto macabro da obra.

“Mas cuidado: este é um livro desejado por muitas forças sombrias, por isso fique alerta se qualquer um quiser tirá-lo de você (especialmente se tiverem olhos amarelos e brilhantes)! E, o mais importante, divirta-se. Afinal, não existe um lugar como Gravity Falls. Ou será que existe?”, propõe o breve texto.


fonte: Guiame, por João Neto 
https://guiame.com.br/gospel/familia/livro-infantil-da-disney-fala-sobre-possessao-demoniaca-e-suicidio.html



28 de dezembro de 2017

13 razões que levam pastores ao suicídio





Por Hermes C. Fernandes


Recentemente, às vésperas do Natal, dois pastores deram cabo de sua vida. A repercussão foi imediata.  Tornou-se assunto de debates nas redes sociais, no final dos cultos, na escola dominical, nos seminários. O que, afinal, levaria um pastor a tirar a própria vida? O que poderia justificar tal desatino? Será que ele não pensou na dor que causaria em seus familiares e amigos? Não pensou no escândalo que geraria para a igreja? Proponho que examinemos honestamente a questão sem pender para especulações teológicas acerca da possibilidade de um suicida ser ou não salvo.

Para início de conversa, precisamos entender que o pastor é um ser humano como outro qualquer. Assim como o grande profeta Elias, ele está sujeito às mesmas paixões e angústias.

Tendo por base minhas experiências com suicidas em potencial, inclusive pastores que me confidenciaram o desejo de tirarem sua vida, elenco a seguir treze razões que poderiam levar um ministro do evangelho a considerar tal possibilidade.

1 – Pressão por perfeição moral – Se há alguém que não tem o direito de errar, esse alguém é o pastor.  Qualquer deslize no campo moral o desabilitaria a continuar pregando o evangelho. Todos esperam que ele seja um exemplo a ser seguido em todos os aspectos. Sua família deve ser a típica de comercial de margarina. Seu casamento, irretocável. Seus filhos, irrepreensíveis. Ele deve estar acima da média no desempenho de todos os seus papéis sociais. Ao perceber-se inapto a atender a esta demanda moral desumana, ele desaba. “Não me sinto digno de ocupar aquele púlpito”, confessam alguns ao se sentirem hipócritas cada vez que pregam sobre uma perfeição moral que não são capazes de alcançar. Sentem-se como os fariseus denunciados por Jesus, que colocavam sobre os ombros dos outros, o que não conseguiam carregar sobre os seus. Em vez de pastores, acham-se impostores. Duas possibilidades lhes vêm à mente: desistir do ministério ou desistir da vida. Caso optem pela primeira, terão que conviver com o estigma de covarde e desertor; alguém que olhou para trás e por isso não é digno do reino dos céus. Por isso, a segunda opção começa a soar plausivelmente tentadora. Se tirarem a vida, não estarão aqui para ouvir piadinhas. Ouvem falar de colegas que são capazes de levar uma vida dupla. Mas eles, definitivamente, não têm estômago para isso. Preferem a morte ao cinismo.

2 – Expectativas desumanas – Por mais que se esmere, o pastor nunca consegue agradar a todos os que lhe foram confiados. Todos têm direito a férias.  Exceto o pastor. Todos têm direito a um dia de folga. Menos o pastor. Qualquer um pode ficar doente. O pastor, não. Todos estão sujeitos a ter suas desavenças conjugais. O pastor, nem pensar. Todos contraem dívidas que não podem pagar. O pastor, jamais! Os fiéis querem encontra-lo sempre sorridente e bem disposto. Ao menor sinal de abatimento, suspeitas são levantadas acerca de sua comunhão com Deus. Se estiver de carro velho, criticam-no por não ter fé. Como seguir a um homem que não tem fé para trocar o carro todos os anos? Mas se estiver de carro novo, acusam-no de estar se locupletando da fé dos irmãozinhos. Qualquer coisa que venha a fazer, tem que ficar se explicando para não escandalizar aos mais fracos na fé. Se adoecer, prefere manter segredo e sofrer sozinho até se recuperar. Chega ao ponto em que suas forças se esvaem e acaba sofrendo um esgotamento nervoso. O constante estresse vai drenando suas energias até deixa-lo em frangalhos. Neste estado, pensamentos suicidas podem lhe ocorrer com certa frequência. Se lhe falta coragem de atentar contra sua própria vida, ele apela a orações suicidas ao estilo de Elias e Jonas.

3 – Críticas e comparações – Todos conhecem um pastor melhor que o seu. Se é brincalhão, chamam-no de palhaço. Se é do tipo sério, chamam-no de ranzinza. Se apresenta candidatos nos cultos, chamam-no de interesseiro. Se se nega a fazê-lo, chamam-no de idiota alienado. “Bom mesmo é o pastor Beltrano...”, dizem alguns. “Vejam como sua igreja está cheia!” Se não o comparam com algum pastor midiático bem-sucedido ou com o pastor de alguma igreja próxima, comparam-no com seu antecessor: “Aquele sim é que era pastor de verdade...”  Para convencer-se a subir ao púlpito a cada dia sem perder o prazer de pregar, diz para si mesmo: “Nem Jesus conseguiu agradar a todos, não serei eu que vou conseguir esta proeza.”  Esta desculpa pode até funcionar por um tempo, mas chega uma hora que o que antes era prazeroso passa a ser penoso. O friozinho na barriga é substituído pelo estômago embrulhado. As pernas bambas por pés arrastados que sustentam pernas que parecem pesar uma tonelada. Se a mensagem parar de fluir, o fim estará próximo. Não havendo razão para continuar no ministério, talvez não haja mais razão para viver.

4 – Vida conjugal incompatível – Boa parte dos pastores casou-se cedo demais para evitar uma vida sexual ativa pré-marital. Em outras palavras, casaram-se só para poder fazer sexo sem culpa. A mesma igreja que exerce pressão para que os namorados se casem o quanto antes, faz pressão para que tenham filhos logo em seguida. Mal começaram a aprender a conviver, e lá vêm os filhos. Sem gozar de um tempo necessário para se adequar à vida conjugal, o casal começa a enfrentar constantes crises. As relações sexuais vão ficando cada vez menos frequentes. Os diálogos, raros. A igreja passa a ser uma fuga para o pastor que já não tem prazer de estar em casa. Sua libido é deslocada para as atividades ministeriais. Alguns descambam para a pornografia. Outros acabam se entregando a relações extraconjugais. E há até os que recorrem aos préstimos de profissionais do sexo. Um número relativamente pequeno, embora crescente, opta pelo divórcio mesmo sabendo do alto preço que terá que pagar. A igreja prefere que o pastor e seu cônjuge exibam um sorriso hipócrita no púlpito a vê-los realmente felizes e realizados. Mal percebe que os elogios que o pastor faz à esposa em público pode ser uma tentativa de salvar o casamento. Para manter seu ministério intacto, o pastor prefere seguir em frente com seu matrimônio de fachada e assim, ainda que não tire sua vida de uma vez, vai se suicidando à prestação. A culpa não é dele, nem da esposa. A culpa é da pressão religiosa que os fez contrair um matrimônio fadado a naufragar devido à incompatibilidade. Podem até professar a mesma fé, mas são jugos desiguais. Ambos infelizes tentando aparentar viver uma lua-de-mel infindável.  Há casos como o de Jó, em que o pastor ouve dos lábios da própria esposa a sugestão de tirar sua vida.

5 – Sexualidade mal resolvida – Sem dúvida, trata-se de um terreno pantanoso. Mas ouso afirmar, com base em casos que me chegam ao conhecimento, que o púlpito tem se tornado no armário no qual muitos escondem sua verdadeira orientação sexual.  No fundo, a igreja não tem problema com a homossexualidade, mas com a verdade. Se o pastor for homossexual, porém, discreto, mantendo sob sigilo absoluto sua orientação sexual, a igreja não o rejeitará. Em vez disso, fará vista grossa a seus trejeitos femininos ou a qualquer outra coisa que sugira uma homossexualidade enrustida, desde que mantenha um casamento de fachada ou se declare celibatário. Obviamente, a primeira opção é a mais concorrida. Não são todas as igrejas que aceitam numa boa um pastor celibatário. Viver uma mentira sempre será a pior das opções, mesmo sendo a mais conveniente e socialmente aceitável. Sob o manto da hipocrisia, alguns pastores procuram garotos de programa durante as madrugadas. Outros se deixam envolver emocionalmente por membros de sua congregação, vivendo uma espécie de amor platônico inconfessável. Outros acabam mantendo sórdidos casos amorosos que, quando vêm a público, provocam escândalos irreparáveis. No afã de evitar tudo isso, alguns se deixam seduzir pela proposta suicida.

6 – Difamação“Os escândalos são inevitáveis. Mas ai de onde vêm os escândalos”, teria dito Jesus. Quem ama a obra de Deus, jamais deseja ser um estorvo a ela. Por isso, muitos preferem se anular, vivendo de maneira inautêntica. Mesmo assim, são obrigados a suportar às más línguas de gente inescrupulosa, invejosa e cruel. Trata-se de pessoas que ficam à espreita, esperando um escorregãozinho que seja, ou ao menos um indício de que algo não esteja correto, para saírem por aí detonando a reputação alheia. Infelizmente, alguns prezam mais o seu bom nome do que a sua própria vida. Por isso, preferem a morte a ver seu nome enlameado.

7 – Surto psicótico – A mente humana é um impenetrável labirinto em que muitas vezes se esconde um minotauro. Não subestime a sua complexidade. Aquele homem polido, de fala rebuscada, elegantemente trajado, pode ser um psicótico prestes a surtar, bastando um clique de uma situação traumática e angustiante insuportável. O que muita gente julga ser sinônimo de espiritualidade à flor da pele e manifestações de dons espirituais, pode não passar de um surto psicótico. Ele vê coisas que ninguém vê. Ouve vozes frequentemente. Suas mensagens se tornaram desconexas. É possível que esteja surtando. Daí para um desatino pode ser um pulo.

8 – Culpa – Todos pecam! Mas nem todos sabem lidar com a culpa. Mesmo sabendo da disponibilidade do perdão divino, muitos pregadores da graça se negam a perdoar a si mesmos. Vivem esmagados pelo peso da culpa. Nem sempre por haver cometido alguma falta. Por vezes, se culpam por não serem tão bons quanto gostariam de ser. Culpam-se por não atenderem às expectativas do seu rebanho. Culpam-se pela falta de crescimento da igreja. Culpam-se até pelo deslize de terceiros.

9 – Lidar com jogo de interesses entre membros – Nada mais desgastante do que estar no meio de um cabo de guerra. De vez em quando, Jesus se via num fogo cruzado entre fariseus e saduceus. Nem Paulo escapou disso. Se atende à solicitação de um grupo, acusam-no de predileção. Se não atende, sentem-se preteridos. Se evita entrar em contendas, dizem que está em cima do muro. O que resta ao pastor?

10 – Conflitos existenciais“Será que fui mesmo chamado para ocupar esta posição?”, “seria esta a minha vocação?” ou: “Eu acho que não passo mesmo de um embuste.” São frases que insistem em ocupar a mente de muitos ministros. Dentre os mais agudos conflitos existenciais, destaca-se o produzido pela sensação de que a sua vida é mais lamentada do que seria a sua morte. Para quê viver se a vida deixou de ser motivo de louvor a Deus? Quem se sente confortável ao saber que sua vida se tornou motivo de queixa e murmuração?
11 – Solidão – Não há classe mais solitária que a pastoral. Ainda que cercado por uma multidão, o pastor se sente só. Ele tem seguidores, mas falta-lhes amigos. Ele tem quem ouça seus sermões, mas poucos que se ofereçam para ouvir suas angústias. Sabe que tudo o que disser poderá ser usado contra ele. O amigo de hoje pode ser o desafeto de amanhã. Por isso, prefere isolar-se.  Mas o isolamento cobra caro à alma. Sem ter com quem se desabafar, vai acumulando sentimentos nocivos até que um dia, explode.

12 – Depressão – Não se trata de estar ocasionalmente triste, mas de perder totalmente o ânimo pela vida. Elias pediu a morte quando passou pelo vale da depressão. Jonas, idem. Ambos vinham de situações em que foram ministerialmente bem-sucedidos. Elias havia acabado de protagonizar um dos mais icônicos episódios do Antigo Testamento, fazendo descer fogo do céu ante os olhos de todo o Israel. Jonas havia testemunhado a conversão de toda uma cidade através de sua pregação. O sucesso, porém, não os impediu de fazer a oração suicida. É possível estar dirigindo um carro do ano, morando num condomínio luxuoso, com o nome estampado nas manchetes dos jornais, gozando de notoriedade, e, ainda assim, ficar deprimido a ponto de não querer mais viver.

13 – Ingratidão, traição e abandono – Se não quiser experimentar tais coisas, não se meta com ministério pastoral. Todos os candidatos ao pastorado deveriam ser avisados antes. A maioria só enxerga o glamour. Não imaginam as noites mal dormidas, as enxaquecas constantes, as manchas no corpo, o risco de um AVC fulminante, etc.  Tudo isso é potencializado pela ingratidão de que é uma vítima constante. Pessoas a quem se dispôs a ajudar, repentinamente, tornam-se desafetos e saem difamando-o sem dó, nem piedade. A ingratidão costuma desaguar na traição, e, consequentemente, no abandono. Justamente aqueles em quem confiou cegamente, são os que o abandonam nos momentos cruciais de sua jornada. Sem chão e sem fôlego para prosseguir, a morte passa a ser uma tentadora alternativa.

Apesar das razões elencadas acima, nenhuma delas deveria ser suficiente para levar um homem de Deus a dar cabo de sua vida. Se deixarmos de olhar para nós mesmos, e de nos distrair com as críticas dos que nos cercam, não nos restará alternativa senão a de olhar firmemente para Jesus, autor e consumador de nossa fé. Somente assim não desfaleceremos e cumpriremos nossa jornada sem ter do que nos envergonhar.

Qualquer decisão nesta vida pode ser revertida, com exceção do suicídio. É mais necessário coragem para prosseguir do que para interromper drasticamente nossa caminhada. Então, bola pra frente! Não é aqui o nosso descanso!

"Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus." SALMOS 42:11


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