Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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2 de novembro de 2017

Uma Teologia do Descanso






Norbert Lieth

Ficamos surpresos e admirados quando vemos o que a Bíblia diz sobre o descanso divino, sempre disponível para nós. Acompanhe o roteiro que Deus traçou no Plano Divino de Salvação.

A primeira pessoa que descansou foi o próprio Deus: “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gn 2.2). Do nada, pela força de Sua Palavra, Deus criou todas as coisas visíveis e invisíveis, em apenas seis dias. Ele, que é a fonte de todo o poder, não precisa de descanso (Sl 121.4; Sl 33.9; Is 40.28). O sétimo dia de descanso tem, assim, uma função no Plano Divino de Salvação e mostra o que, desde o início, Deus queria para o homem.

Deus descansou no sétimo dia, o primeiro dia após a criação do homem, que ocorreu no sexto dia (Gn 1.26-31). Isso significa que o ser humano estava destinado a viver no descanso divino; Deus queria o homem para si mesmo, para estar com ele em Seu descanso. O ser humano deveria sujeitar a terra, ser fértil e dominar a natureza, e tudo isso a partir do descanso divino. Mas, o pecado se interpôs e destruiu esse descanso. O desassossego tomou seu lugar.

O homem descansa de suas obras porque não precisa tentar justificar-se por meio delas nem por meio do cumprimento de leis ou ordenanças.

A mulher, a partir de então, teria sofrimentos em sua gravidez e daria à luz aos seus filhos com muitas dores. O Senhor acrescentou: “o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (Gn 3.16)*. O homem, por sua vez, teria de obter seu sustento com fadigas, trabalhando o solo, comendo do fruto da terra e ganhando seu pão com o suor de seu rosto. O ser humano enfrentaria a morte e voltaria à terra da qual fora feito. Além disso, as duas primeiras pessoas criadas foram expulsas do descanso de Deus (Gn 3.17-19,24).

A Bíblia continua contando a saga do descanso que Deus quer dar versus a inquietação humana, expondo como o desassossego foi aumentando continuamente em consequência do pecado. Depois que Caim, o filho mais velho de Adão e Eva, matou seu irmão Abel, o Senhor lhe disse: “Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra” (Gn 4.12; veja também o v. 14). Assim, desde a queda em pecado a humanidade vive errante, inquieta, em sofrimento e desconsolo.

Quando o mundo estava tão degradado pelo pecado que o Todo-Poderoso teve que derramar o Dilúvio sobre a terra, Deus providenciou para que houvesse um sobrevivente juntamente com sua família. Seu nome era Noé. Lameque, pai de Noé, havia posto esse nome em seu filho com uma motivação muito significativa: “Este nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas das nossas mãos, nesta terra que o Senhor amaldiçoou” (Gn 5.29). Pelo visto, Lameque acreditava em Deus e em Sua promessa de Gênesis 3.15. Noé significa “descanso” ou “consolo”. Lameque já conectava esse nome a uma esperança messiânica, pois um dia viria o Salvador (Messias) trazendo de volta o descanso ao mundo, o consolo dos trabalhos e fadigas de suas mãos. Assim, Noé torna-se uma prefiguração profética do verdadeiro Messias, o Senhor Jesus Cristo. Um detalhe interessante nessa história: Lameque alcançou 777 anos de idade, parecendo simbolizar de forma tríplice o sétimo dia, o dia de descanso divino (Gn 5.31). E a história continuou. Mais tarde, Deus escolheu Abraão, Isaque e Jacó. Passou a chamar Jacó de Israel, cujos filhos fundaram as doze tribos de Israel (Gn 49.10-11).

Restaurando o descanso

Deus direcionava tudo para um alvo específico: levar a humanidade de volta ao Seu descanso. Essa é uma das razões porque Ele ordenou que Israel, Seu povo escolhido, descansasse no sétimo dia da semana, no sábado (Êx 20.9-11). Deus queria que Israel entrasse no descanso divino, repouso que só Ele pode proporcionar, o verdadeiro “shabbat”, o descanso em que Adão e Eva viviam antes de caírem em pecado. Mas o povo falhou continuamente. Não era capaz de obedecer aos mandamentos divinos, continuando assim sempre inquieto e intranquilo. Nem Moisés nem Josué, dois grandes líderes do povo judeu, incumbidos de conduzir o povo de Israel até a Terra Prometida, conseguiram levá-lo a seu descanso (veja Hb 4.8).

Então veio o tempo em que Deus enviou Seu Filho a este mundo. Este Filho, Jesus Cristo, é a personificação do descanso divino. Na pessoa dEle vemos mais uma vez que Deus quer trazer as pessoas para dentro da Sua paz e do Seu repouso, simbolizados pelo sábado. Assim, Jesus explicou a respeito de si mesmo: “Porque o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mt 12.8). Jesus é o Senhor do sábado porque é o descanso de Deus em pessoa. Por isso Ele diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

Foi o que já lembrou o profeta judeu Isaías, quando predisse setecentos anos antes de Cristo: “ao qual ele [Deus] disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir” (Is 28.12). Foi o que realmente aconteceu.

Em sua incredulidade, Israel rejeitou o Filho de Deus e não entrou no descanso. O descanso prometido para o povo étnico de Israel como um todo não foi suspenso definitivamente, foi apenas prorrogado: “Portanto, resta um descanso para o povo de Deus” (Hb 4.9). O texto original fala que um descanso sabático espera pelo povo de Deus.

Resta um descanso

Esse descanso sabático, que ainda resta para o futuro, acontecerá durante o reino messiânico de Cristo na terra, quando Jesus Cristo voltar para reinar com poder e grande glória. Nesse grande “dia de Shabbat” milenar, Israel cessará de olhar para suas próprias obras e realizações, passando a olhar, finalmente, para Aquele que foi o consumador da Lei e que trouxe a graça perfeita. E então, quando Jesus voltar, Ele virá trazendo consigo a paz e o descanso: “...alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder” (2 Ts 1.7).

Em Hebreus 4.2-3 são feitas duas importantes declarações sobre a salvação:
  1. A fé é necessária para finalmente alcançarmos o descanso e
  2. Este “descanso” é o descanso no próprio Deus (“no meu descanso”).

A carta aos Hebreus mostra que o descanso de Deus no sétimo dia foi, de fato, desde o começo, uma indicação evidente de que o homem só encontra seu descanso na Pessoa do próprio Deus (Hb 4.4-5).

Quem está em Cristo descansa assim como Deus descansou no sétimo dia. O homem descansa de suas obras porque não precisa tentar justificar-se por meio delas nem por meio do cumprimento de leis ou ordenanças. “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). O que Moisés e Josué não conseguiram, Jesus Cristo trouxe a todos os homens.


— Norbert Lieth


Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.
E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé.
Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério.
Hebreus 4.3; Romanos 7.23-24; Mateus 11.28; Romanos 5.1-2; Hebreus 4.10; Filipenses 3.9; Isaías 28.12.
    

Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite julho de 2016

 

8 de agosto de 2016

Devemos viver sob as Leis do Velho Testamento ou Não?

 


O Velho Testamento é ainda usado? Porque dizem que não devemos mais seguir o que esta no Velho Testamento? Devemos viver sob as Leis do Velho Testamento?

Como entender esta questão?
A Bíblia é uma revelação progressiva, se você pular a primeira metade de qualquer livro e tentar terminá-lo, você vai ter dificuldade de entender seus personagens, o enredo e o final, da mesma forma, o Novo Testamento só pode ser completamente entendido quando é observado antes. No Velho Testamento vemos os seus personagens, leis, sistema de sacrifício, alianças e lindos testemunhos com as obras maravilhosas de Deus. Se apenas tivéssemos o Novo Testamento, iríamos ler os evangelhos sem saber por que os judeus estavam esperando pelo Messias (Um Rei Salvador), não entenderíamos por que esse Messias estava vindo, sem o VT não entenderíamos os costumes judaicos que são mencionados no Novo Testamento, não saberíamos das distorções que os fariseus tinham feito à lei de Deus. Nele aprendemos que precisamos confiar e obedecer a Deus, vemos que o nosso pecado tem consequências não só para nós mesmos, mas para aqueles ao nosso redor que amamos tanto; assim como o nosso bom comportamento tem recompensa para nós e para os que estão ao nosso redor também. O Novo Testamento e os Atos dos Apóstolos registram o cumprimento de muitas profecias que foram registradas centenas de anos antes no Velho Testamento.

O Velho Testamento fala de Deus e a promessa do filho, o Novo fala do filho e a promessa da vida eterna.
O Velho Testamento é de muita utilidade para nossos dias atuais, muitas promessas de Deus, palavras para nosso crescimento. Jesus chamava de “escrituras”, “Examinai as escrituras porque julgais ter nelas o caminho da salvação.” (João 5:39) e se Jesus nos diz pra examinar as escrituras “Velho Testamento”, é por que nós o devemos usar…Avaliemos as palavras do apóstolo Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça.” (2 Timóteo 3:16). Não é só o Novo ou Velho Testamento, mais a Bíblia toda é de proveito para nós. O novo Testamento nada mais é do que o relato da vida de Jesus e do que aconteceria após Ele. As Escrituras do Velho Testamento foram aceitas por Cristo e pelos apóstolos como divinamente inspiradas. Jesus disse: “e a Escritura não pode ser anulada” (João 10:35). Jesus disse que não veio destruir a Lei e sim cumpri-la. (Mateus 5:17,19)
No antigo testamento as pessoas obedeciam aos mandamentos como uma LEI, claro que deviam fazê-lo, mas os fariseus alterando estas Leis, talvez fizesse com que muitos se desviassem da lei e adorassem ídolos (Imagens, etc..) provocando assim à ira de Deus. Então veio o Salvador, em João 1:14 “e o verbo se fez carne” (Verbo é a referência na Bíblia ao nome de Jesus) e que disse: “Eis que faço novas, todas as coisas” (Ap 21:5) – Ele fez com que as pessoas vissem um Deus misericordioso com seu povo, um Deus que é amor.

O que não é mais válido no Velho Testamento é tudo
o que mudou depois da vinda de Cristo!
(sacrifício de animais, algumas leis dadas por Moisés, etc…)
A lei dada por Moisés nunca serviu como um meio de salvação, ela em si não possuía poder para salvar, assim como o termômetro não tem poder para baixar a febre que ele registra (identificava-se o pecado, mas não chamava muitos ao arrependimento sincero). O Velho Testamento cita o sistema de sacrifícios de animais que Deus deu aos israelitas para cobrir seus pecados, isso na Bíblia é chamado de “Expiação”.

EXPIAÇÃO: Expiação é a tradução de uma palavra hebraica que significa a transferência dos pecados pela imposição das mãos sobre a cabeça de um bode vivo confessando todas as iniquidades dos filhos de Israel (Levítico 16:20). É o ritual para a transferência de todos os pecados do homem para Jesus, essa palavra significa a passagem do pecado para Jesus Cristo, fazendo com que os pecadores entrem em um relacionamento correto com Deus. No Antigo Testamento, a expiação era feita através da imposição das mãos sobre a cabeça do animal, assim os pecados daquele pecador passava para o animal e logo após sacrificava-se o animal. E no Novo Testamento também temos a “Expiação de Jesus Cristo na cruz”, através de Jesus e Sua morte na Cruz que se sacrificou por nós. JESUS veio para se sacrificar por nós e pagou na CRUZ por nossos pecados, para sermos salvos.

Quando apóstolo Paulo fala que o Velho Testamento foi por Cristo abolido, foi no sentindo de derramar sangue de qualquer ser vivente! Pois Ele lavou o nosso sangue na CRUZ.
Os dois testamentos revelam que Deus é Santo, Misericordioso e Justo e tem que condenar o pecado, mas que Ele tem o desejo de trazer a Si mesmo a raça humana tão cheia de pecado através de perdão que só é possível através do sacrifício expiatório de Cristo como pagamento pelo pecado. Nos dois testamentos Deus Se revela a nós e mostra como devemos nos aproximar Dele através de Jesus Cristo, e nos dois testamentos acharemos tudo que precisamos para vida eterna e vida que agrada a Deus. Em substituição à lei do Velho Testamento, nós estamos sob a lei de Cristo, onde os dez mandamentos se resumiram em dois: “Jesus respondeu: Ame ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua mente e de sua alma. Esse é o primeiro e maior mandamento. E o segundo em importância é parecido: Ame o seu próximo como a si mesmo. Toda a Lei e os profetas depende desses dois mandamentos.” (Mateus 22:37-40). Se fizermos estas duas coisas, estaremos cumprindo tudo o que Cristo quer que façamos, “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados” (I João 5:3)
Não vivemos hoje abaixo da Lei do Antigo Testamento, nem às ordenanças sobre sacrifícios, nem aos dez mandamentos. Isto significa que é permitido matar, adulterar, cobiçar, mentir, etc.? Não! A Palavra de Deus claramente proíbe tais comportamentos. Exemplo: Dentro das várias constituições do Brasil, era crime matar antes de 1988 e continua sendo crime matar hoje…Mas, se alguém matar hoje, será julgado pela constituição atual, não pelas anteriores. Da mesma forma, quem mata hoje será condenado pela Palavra de Cristo e não pelas Palavras reveladas a Moisés no monte Sinai. “Mas todo aquele que me rejeita e despreza a minha mensagem, será julgado no dia do juízo pelas verdades que eu tenho falado.” (João 12:48). Observe que no VT os dez mandamentos se tratam de 10 tipos de educação, avalie e tire suas conclusões “Honrar pai e mãe”, será que isso é válido hoje? Não matarás, não roubarás, isso é válido pra você hoje?… A lei moral continua valendo…
Entretanto, 9 dos Dez Mandamentos são repetidos no Novo Testamento (todos, exceto o mandamento para que se guarde o Sábado). No velho testamento as pessoas eram guiadas pelas Tábuas da Lei que foram dadas por Deus a Moisés, os mandamentos e pelos profetas. Porém há dois textos que muito confunde algumas pessoas: No Evangelho de (Mateus 5: 17-19), Jesus diz que Ele não veio para destruir a Lei ou os profetas, mas veio para cumprir, o outro texto está na segunda carta do apóstolo Paulo aos (Coríntios 3:14), dizendo que o Velho Testamento foi por Cristo abolido.

Como interpretar esse aparente conflito?
Jesus não veio destruir (passar por cima, ignorar) a Lei e nem os Profetas, durante o ministério de Jesus aqui na Terra já não existia profeta, mas a Lei ainda estava em vigor, porém Ele a cumpriu e com sua morte a Lei foi cravada com Ele na cruz! Com isso hoje não vivemos mais a Lei, pois ela foi morta juntamente com Cristo, pela GRAÇA (Misericórdia, Favor Imerecido) de Deus é que HOJE vivemos (Viver debaixo da Graça – É viver em Cristo, andar segundo a vontade de Deus, é viver em proteção e direção d’Ele, é como um filhote de águia que fica debaixo das asas de sua mãe protegido do perigo, do frio e dos inimigos, assim Deus protege os seus filhos). Jesus ao cumprir a Lei, deu a ela o REAL SENTIDO, que muitas vezes não era compreendido pelas pessoas daquele tempo e ao mesmo tempo ao instaurar a GRAÇA, liberta aqueles presos pela Lei. “Mas antes que chegasse essa fé, nós éramos prisioneiros da Lei, até que fosse revelado a fé que devia vir.” (Gálatas 3:23)
Aquela Lei foi dada especificamente ao povo de Israel, e nunca foi dada como uma Lei geral para governar os gentios (as outras nações). A maioria das pessoas hoje é descendente de outros povos, e não descendentes físicos de Israel. A lei dada no Sinai não foi dada a nós (gentios). Essa palavra não tem nada a ver com a palavra “gentil”, que significa generoso, amável, que deriva a palavra gentileza. A expressão “gentio” tem outro significado. Lá no Antigo Testamento vemos registrado que Deus escolheu um povo para ser o Seu povo, aqueles que representavam o Seu Nome e a quem Ele deu as Sagradas Escrituras. Esse povo é bastante conhecido como Hebreus/Israelitas e atualmente são chamados pelo nome de Judeus. Já os “gentios” são todas as pessoas que não são do povo Judeu (Eu sou um gentio e provavelmente você também seja!).
Qualquer pessoa que não seja um Judeu se enquadra como sendo parte do povo “gentio”, e o sacrifício expiatório de Jesus na cruz veio unir o mundo (Judeus e Gentios). Antes a Lei separava os judeus dos gentios, impunham-se aos judeus requisitos que não se aplicavam aos gentios, e os gentios incircuncisos (incircuncisos significa não consagrado ao Senhor, na linguagem atual é: Meninos ou homens de quem não se tirou a pele que envolve a extremidade do pênis – semelhante a uma operação de fimose), então os gentios estavam impedidos de participar plenamente com os judeus nas suas adorações á Deus. “Pedro disse: Vocês sabem muito bem que é contra as leis judaicas que eu entre na casa de um gentio. Mas Deus me mostrou numa visão que não devo chamar ninguém de impuro ou imundo.” (Atos 10:28.). E assim através da expiação de Cristo na cruz e através da graça de Deus, nós que não somos judeus também podemos ser salvos.
A Lei e os profetas duraram até João Batista e a partir de Jesus nos é ANUNCIADO O REINO DE DEUS. Jesus como bom judeu teria de cumprir a Lei e nós os (gentios) não vamos seguir o que era para os judeus, para nós, Paulo explica, esqueça-se das leis judaicas, esta abolido. Jesus veio cumprir o que o Velho Testamento falava Dele, logo assim alterando muitos costumes que os judeus tinham, como já citados acima, (leis ou ritos que usavam para a adoração a Deus), ou seja, depois de Jesus NÃO precisariam mais guardar “As luas novas, as festas, o casamento entre cunhados, etc).

Você sacrifica algum animal hoje em dia para obter perdão dos seus pecados? 
Vejam que os Sacrifícios de animais faziam parte do Antigo Testamento, mas não pertencem ao serviço dos cristãos hoje! Com Moisés os judeus haviam buscado territórios/lugares geográficos, com Jesus, precisariam se aperfeiçoar, para que pudessem buscar o Reino de Deus. Teriam de agir de um modo muito DIFERENTE. Não poderiam mais, por exemplo, usar aquele lema antigo do “olho por olho…”. Ao invés de “odiar o seu inimigo”, deveriam “amá-los” e, até, “bendizer a quem os perseguisse” (Mateus 5:38,48)
A finalidade da “Lei de Moisés” foi a de conduzi-los até a chegada de Cristo. “Assim as leis judaicas eram nosso mestre e guia até que Cristo viesse para nos dar uma posição correta perante Deus por meio de nossa fé. Mas agora que já veio a fé, não precisamos mais daquelas leis para tomar conta de nós. Porque agora todos vocês são filhos de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, e os que fomos batizados em união com Cristo somos revestidos por Ele. Já não somos mais judeus, nem gregos, nem escravos, nem livres, nem simplesmente homens ou mulheres, porém somos todos iguais; somos um em Cristo Jesus. (Gálatas 3:24,28)


FONTE:
https://metamorfosecrista.wordpress.com/2015/05/27/o-velho-testamento-foi-abolido/
Créditos: Imagem


21 de março de 2015

O dia de descanso na Nova Aliança



Por Clayton Bezzan


O sábado ou dia de descanso provém de uma ordenança da antiga aliança celebrada entre Deus e Israel. Os gentios não estavam incluídos nela, nem poderiam estar e os próprios judeus reconhecem isso. A penalidade para os infratores dentre os judeus era a morte. O sábado da lei é símbolo de uma realidade espiritual eterna que foi cumprida no evangelho, em Jesus Cristo, na Sua ressurreição e no seu corpo, a igreja, quer gentílica ou messiânica.

Vamos estudar sobre a instituição do Sábado no A.T. para o povo de Israel, como ato profético derivado do próprio descanso escatológico da criação no qual Deus entrou.
Êxodo 20:10-11 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.
Êxodo 31:14, 16 Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo... Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações.
Êxodo 35:2 Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR; quem nele trabalhar morrerá.
Deuteronômio 5:15 porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.
Jesus é Ele mesmo o cumprimento do Sábado e o Senhor do mesmo. O “Sábado” (descanso) veio até seu povo, mas seu povo O crucificou em vez de entrar em Seu verdadeiro descanso pela fé nEle, crucificou-O porque “Ele não guardava o Sábado” segundo a letra.
Mateus 12:8 Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.
Marcos 2:27 E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;
A revelação de que a Lei havia se cumprido e fora retirada demorou vários anos para chegar, uma vez que Paulo ainda não havia escrito as Suas cartas e a verdade não era conhecida por crentes gentílicos e messiânicos. Em Gal 3:1-14, os cristãos gálatas estavam sendo tentados a guardar na carne uma lei que já havia se cumprido na crucificação de Cristo. Tornaram-se insensatos em ouvir os judaizantes que queriam se gloriar na carne.
Gálatas 3:1-4 "Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?
Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.
De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.
Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.
E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar(porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),
para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de querecebêssemos, pela fé, o Espírito prometido".

Gal 4:9-11 diz que os gálatas estavam observando sábados, luas novas e festas judaicas tentando agradar a Deus pelas obras da lei e não pela fé.

Mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos?Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco.

Ef 2:11-16 diz que a lei dos mandamentos na forma de ordenanças foi abolida.

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.

Colossenses 2:13-23 fala que ordenança do Sábado junto com outras leis foi removida na nova aliança por terem se cumprido em Cristo

E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;
tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz;
e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.
Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados,
porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.
Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões (Helen White), enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,
e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:
não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,
segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.
Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.

Em Romanos 14:4-6 Paulo não repreendia quem guarda nem quem não guarda dias. O problema maior é ficar contendendo por causa de doutrinas quanto ao que guardar e o que vestir ou comer.

“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus”.

O cumprimento da lei é o amor. A lei do NT é amar a Deus e ao próximo.
Romanos 13:10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
Jo 15:12 O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Romanos 7:6 O legalismo dos judaizantes destrói, mas o Espírito de revelação edifica o corpo de Cristo.
“Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra”.
2 Coríntios 3:6-17 Na nova aliança o Espírito dirige e não o legalismo. A letra mata. A glória da nova aliança é muito superior à da antiga.
O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,
como não será de maior glória o ministério do Espírito!
Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.
Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória.
Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.
Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.
E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.
Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido.
Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
Hebreus 4:1-11 Os que CREEM em Cristo entram no descanso e NÃO OS QUE GUARDAM A LETRA DA LEI do Sábado. O descanso vem da liberdade dada pelo Espírito aos que se convertem a Cristo, lançando sobre Ele seu passado de pecado e suas doenças pela fé no seu sacrifício.
Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.
Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.
Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.
Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera.
E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso.
Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas,
de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.
Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia.
Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.
Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.
Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

A igreja primitiva começou tradicionalmente a observar como dia especial de culto ao Senhor, o domingo, pois neste dia Cristo havia ressuscitado e aparecido aos discípulos reunidos.

Exemplos:

1o domingo: Lucas 24:36 Falavam ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: Paz seja convosco!

2o domingo: João 20:26 Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!

Domingo nos tempos de Paulo. Atos 20:7 No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite.

Domingo nos dias de João: Apocalipse 1:10 Achei-me em espírito, no dia do Senhor(kuriakon, só aparece nesta passagem), e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta

Domingo nos dias dos Pais da Igreja: Os escritos dos pais da igreja registram a observância do domingo pela igreja ainda no primeiro século.

Assim como o sábado, o domingo (mia ton sabaton, primeiro dia da semana) não era um dia de descanso legal no império romano (a semana romana tinha bem mais que sete dias e os escravos nunca tinham nenhum dia de folga)

O domingo era uma tradição e não uma instituição bíblica neo-testamentária. Não existe mandamento de Cristo ou de Paulo para a igreja para que guarde nem o sábado, nem o domingo, nem mesmo alguma festa como a Páscoa ou o Natal.
Bem mais tarde a Igreja Católica obteve do Imperador Constantino a oficialização da semana de 7 dias e do domingo como dia de descanso, em vez do sábado e dos feriados santos. Mas isso não é bíblico, é somente uma instituição daquela igreja que se entregou ao mundo e do império romano, que chegou como tradição até nossos dias através da Igreja Reformada.

Mas agora temos luz para perceber que não precisamos guardar nenhum dia, pois isso não resolve em questões de fé e de prática. Não são necessários sacrifícios de dias para agradar a Deus. Ficar sem trabalhar algum dia não nos melhora em nada moralmente.

Qual a utilidade prática então de um descanso sabático, quer seja de dias, de anos ou de jubileus? É que precisamos descansar fisicamente e emocionalmente, e isso só pode se realizar eficientemente quando feito em unidade num país, numa cidade, numa igreja, numa família. O espírito da Palavra de Deus à luz da revelação progressiva aplica a lei do sábado para os gentios em nossos dias no sentido que é bom e necessário para o homem descansar periodicamente e usar esse tempo para servir a Deus e conviver com a família. Não importa o período ou o dia específico. Isto depende do homem e da comunidade a que pertence. Não vejo utilidade em observar o sábado ou o domingo de forma legalista, senão que deve se levar em conta a unidade na nação para que o dia de cessar de trabalhar coincida. Já que muitos têm um fim de semana prolongado, não trabalhando nem no sábado nem no domingo, as dificuldades são assim minimizadas para a maioria, a não ser para os religiosos que insistem no legalismo e no ritual vazio. Em Israel os próprios crentes messiânicos podem descansar e se reunir no sábado, sem precisar obedecer os rituais e costumes legalistas nem dos judeus ortodoxos. Os demais crentes não precisam guardar o domingo de forma legalista, nem os islâmicos que descansam na sexta-feira.


FONTE:
http://ibti-hortolandia.blogspot.com.br/2011/12/o-dia-de-descanso-na-nova-alianca.html


7 de março de 2014

O Sábado no Novo Testamento



Os adventistas alegam que o Novo Testamento manda observar o sábado; e, para “provarem” isso, citam várias passagens neotestamentárias, das quais consideraremos algumas neste tópico:



a)   Lc. 23.56b: “E no sábado descansaram, segundo o mandamento”.

Alegam os adventistas que o fato desta referência bíblica constar do Novo Testamento prova que os cristãos primitivos consideravam a guarda do sábado um mandamento. Mas, se este “argumento” fosse válido, deveríamos praticar a circuncisão e os sacrifícios de animais, pois está escrito em Lc 2.21-24 (e, portanto, no Novo Testamento também), que José e Maria circuncidaram a Jesus e ofereceram os sacrifícios em obediência ao que determina a Lei do Senhor; 

b)   Lc. 4.16: “... entrou num dia de sábado, na sinagoga, segundo o seu costume ...”.

O fato de Jesus ter o costume de ir às sinagogas em dia de sábado, não prova que nós, os cristãos, tenhamos que fazer o mesmo, pois Gl. 4.4-5 diz que Ele nasceu sob a Lei, para resgatar os que ESTAVAM (no passado) sob a Lei; logo, Jesus fez coisas que nós não precisamos fazer.



Ele participou da páscoa (Mt 26. 7-9). Por que os sabatistas não observam a páscoa também?



Os sabatistas têm visão de águia, para enxergarem textos bíblicos que parecem favorecê-los, mas não veem os textos que, com clareza, refutam as suas doutrinas. Por exemplo, está escrito que Jesus quebrantava ou violava o sábado (Jo 5.18); esta referência diz que as razões pelas quais os judeus queriam matar a Jesus eram duas:

1) Ele, dizendo que Deus era o Seu próprio Pai, se fazia igual a Deus; 2)) Ele violava o sábado. O contexto diz que Jesus MANDOU um homem transportar o seu leito em dia de sábado, e isto é, de fato, quebrar um dos mandamentos da Lei, já que até acender fogo no dia de sábado era proibido (Ex. 35.3); 

c)   Os sabatistas adoram citar At 13.14,42,44; 17.2 e outras passagens bíblicas, nas quais encontramos os apóstolos Paulo e Barnabé indo às sinagogas, aos sábados, para evangelizar; pensam eles que o faziam aos sábados porque guardavam o sétimo dia da semana em obediência à Lei de Deus.

Mas a verdade é que os apóstolos estavam aproveitando a oportunidade.

Aos sábados os judeus se reuniam nas sinagogas, e contatá-los lá era prudente. Além disso, os apóstolos estavam dispostos a até mesmo guardar o sábado, se isso se fizesse necessário à salvação dos judeus (I Co. 9.19-23).



A prova disso é que o apóstolo Paulo fez o voto de nazireu, prescrito em Nm 6.1-21, isto é, ficou cabeludo (?) e depois rapou a cabeça (At 18.18); circuncidou Timóteo (At 16.1-5); e esforçou-se para passar o dia de Pentecostes em Jerusalém (At. 20.16).



Por que os adventistas não rapam suas cabeças, não se circuncidam e observam a festa de Pentecostes, já que o apóstolo Paulo fez todas estas coisas?



À luz de I Co. 9.19-23, Paulo fez isso para não escandalizar os judeus ignorantes e assim ganhá-los para Cristo. Ora, Paulo não guardou o sábado, mas se o tivesse guardado, ninguém poderia se valer disso para dizer que é da vontade de Deus que a Igreja o observe ainda hoje.



d)   I Jo. 5.3; Ap. 12.7. É verdade que o Novo Testamento diz que temos que guardar os mandamentos, mas estes mandamentos não são os do Antigo Testamento. Logo, esta “base”, sobre a qual os adventistas se apóiam, também não é sólida; 

e)   II Co. 3.14 diz categoricamente que o Velho Testamento está abolido por Cristo; mas os adventistas citam Mt. 5.17,18 para “provarem” que a Lei Moral está de pé. A verdade, porém, é que Cristo aboliu toda a Lei, ou seja, todo o Pentateuco, incluindo o Decálogo.



Mas como entender isso? Da seguinte maneira: Quando Jesus disse que “até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou um til, jamais passará da Lei até que tudo se cumpra”, não estava dizendo que a Lei não passaria e, sim, que só passaria depois de cumprida. O sábado, a circuncisão, a páscoa, o Pentecostes, o jubileu, a lua nova, etc., passaram, depois de Cristo os cumprir na cruz. Que passaram está claro, pois até os sabatistas sabem disso, visto que eles também não guardam os preceitos acima, com exceção do sábado, o que é incoerência; 

f)    Os sabatistas alegam que Mt. 5.17,18 é uma referência à Lei moral, e não à Lei Cerimonial; isto dizem para guardarem o sábado e o cardápio judaico, sem observarem os demais preceitos da Lei e não passarem por incoerentes.  Mas a palavra “lei” na Bíblia se refere a todo o Pentateuco. Por exemplo, em Lc. 2.23 se diz que os sacrifícios de animais constam da Lei do Senhor; e este preceito é um dos mandamentos morais?;



g)   Em Ap. 1.10 está exarado que o apóstolo João foi arrebatado no dia do Senhor. Os adventistas acham que esse dia é o sábado, mas na verdade trata-se do domingo. A questão é que, embora o Novo Testamento não determine nenhum dia de guarda, os cristãos primitivos, por livre e espontânea vontade, decidiram dedicar o primeiro dia da semana a Deus, em comemoração à ressurreição de Cristo que, segundo a Bíblia, ocorreu no primeiro dia da semana (Mc. 16.9).



O fato de a Bíblia mostrar os cristãos primitivos celebrando a Santa Ceia do Senhor e separando suas ofertas aos domingos (At. 20.7; I Co. 10.1,2), é algo a que apegarmos. Por que faziam isso aos domingos?

O que há de especial nesse dia?



 Nada, certamente, pois esse dia é um dia como outro qualquer; porém, nele ocorreu algo mais importante do que a criação do Universo, a saber, o triunfo de Cristo sobre a morte e a nossa justificação (Rm. 4.25). Porque Cristo ressuscitou no domingo, eles tinham predileção por este dia; porque tinham predileção por este dia, nele se reuniam; e porque nele se reuniam, a celebração da Santa Ceia e o ofertório nele se concretizavam.



Como se pode ver, os adventistas estão “bem” calçados. Dividindo a Lei em três partes (moral, sanitária e cerimonial) e dizendo que as leis morais e sanitárias ainda estão de pé, eles conseguem ser incoerentes sem que aparentem sê-lo. Guardam apenas uma parte da Lei e dizem que quem o faz somos nós, que não guardamos o sábado; porém, a verdade é que nós não guardamos a Lei, nem parcial, nem integralmente. Nós estamos noutra; nós estamos no Novo Testamento. E o Novo Testamento não é o Velho Testamento remendado, consertado, reformado, pintado, etc. Não! O Novo Testamento não é o Velho Testamento transportado de lá para cá. 



O Novo Pacto é novo. Nós nos abstemos do furto, do homicídio, da idolatria, da feitiçaria, não porque o Velho Testamento proíbe estas coisas e, sim, porque o Novo Pacto que Cristo fez com a Igreja contém estes deveres; caso contrario, seríamos tão incoerentes quanto os adventistas. 



Saibam os adventistas que a Igreja tem um novo “não matarás” e um novo “não adulterarás”. O “não adulterarás” do Novo Testamento é diferente do “não adulterarás” do Decálogo. O “não adulterarás” do decálogo só proibia a cobiça à mulher do próximo. O decálogo não proibia a um homem casado de namorar outras mulheres _ desde que estas fossem ou solteiras, ou viúvas, ou divorciadas _ , pedir suas respectivas mãos em casamento e casar com elas. Logo, o decálogo permitia o que o Novo Testamento proíbe, sob pena de condenação eterna. Isto prova que Deus nos deu sim, um novo “não adulterarás”, já que o primeiro não retratava a vontade absoluta de Deus, e sim, a Sua vontade permissiva. Além disso, o decálogo não dava às mulheres o direito de também se casarem com vários homens simultaneamente. É óbvio que essa discriminação era uma adequação ao sistema Patriarcal de então, demonstrando apenas a vontade permissiva do Senhor. Salta, portanto, aos olhos que o Antigo Testamento, do qual o Decálogo era parte integrante, era apenas a base de algo melhor que estava por vir: o Novo Testamento. Neste, Deus não dá às mulheres o direito de ter muitos cônjuges, visto que um erro não justifica o outro, mas tira do homem o direito de fazê-lo.

 Temos também na Nova Aliança um novo “não matarás”. Deveras o “não matarás” do Novo Testamento é diferente do “não matarás” do Antigo Testamento. Na vigência da Lei de Moisés, matar pecadores como adúlteros, blasfemos, feiticeiros, idólatras, profanadores do sábado, etc., não era homicídio. No Novo Testamento, porém, quem executar qualquer desses pecadores, estará cometendo assassinato e, portanto, pecando. Então, o nosso “não matarás” não permite o que o “não matarás” dos judeus permitia. O Novo Testamento não privou o Estado de usar a força policial, mas esta medida só é justificada quando em defesa da ordem pública e/ou para manutenção da soberania nacional (Rm 13:1-7).



 A Lei de Deus sempre foi santa, justa e boa, mas às vezes Ele não legisla sobre um determinado assunto para, deste modo _creem renomados teólogos _ levar o homem a concluir por si mesmo que tal situação sobre a qual Ele se silenciou, não é o melhor para nós. É o caso da poligamia e do concubinato que nunca foram ordenados por Deus, mas tolerados durante séculos, até que Deus deu um basta a essa permissividade. A partir daí, ter mulheres secundárias (isto é, concubinas), sejam elas escravas ou cativas, como as tiveram Abraão, Jacó, Davi, etc., é ser adúltero (1Tm 3:2; 1Co 7:2). 



Logo, o nosso “não adulterarás” proíbe o que o “não adulterarás” dos judeus permitia, o que prova que Deus não transportou para o Novo Testamento, o “não adulterarás” da Lei, mas sim, que nos deu um novo “não adulterarás”, distinto e diferente do “não adulterarás” do Velho Testamento. Sim, distinto e diferente. Distinto porque não é o mesmo, e diferente por que não é igual (perdoe-me esta redundância que só exibe o óbvio).

     

Os adventistas alegam que, se a Lei moral tivesse sido abolida de fato, os evangélicos estariam livres não só para não observar o sábado, mas também para matar, roubar, caluniar, prostituir etc.. Mas eles esquecem que a “Lei de Cristo” (1Co. 9.21), sob a qual está a Igreja, proíbe a prática dessas coisas.

Os cristãos não se prostituem em obediência ao Pacto de Deus com os judeus e, sim, em obediência à Nova Aliança celebrada entre Cristo e a Igreja (1Co. 9.21; Hb. 12.24). Além disso, a Lei de Cristo está plasmada na alma do cristão, tornando-se mais um princípio do que um conjunto de normas.



Nenhum mandamento do Velho Testamento foi transportado para o Novo Testamento. Muitos (não todos) foram repetidos, mas nenhum foi transportado de lá para cá. Repetimos: “O Novo é novo”; os preceitos do Novo Testamento existem independentemente de terem ou não existido no Antigo Testamento.


Fonte:
“IGREJA” ADVENTISTA DO 7º DIA, Que seita é essa?
VIA: http://institutobiblicoabba2011.blogspot.com.br/2013/07/o-sabado-no-novo-testamento.html

20 de julho de 2013

SÁBADO OU DOMINGO? DOCUMENTOS HISTÓRICOS SUGEREM QUEM ESTÁ COM A RAZÃO


Sábado ou domingo? Em se tratando do dia religioso e específico para um descanso das atividades laborais da semana, esta é uma pergunta que ainda inquieta muitos cristãos, principalmente porque há um segmento protestante que assegura, convictamente, a motivação histórica e teológica para a guarda do sábado, sendo este o sétimo e último dia da criação divina.
O que dizem os documentos? O que podemos extrair da história do cristianismo nos seus primeiros séculos de existência? Teria sido mesmo Constantino o grande responsável pela mudança do sábado para o domingo?
Indiferente à “verdade” dos fatos, o que se tem hoje, bastante enraizado, é o costume cristão de guardar o domingo, embora essa “guarda” já não tem o mesmo sentido psicológico de outrora, notadamente dos primeiros séculos cristãos, quando havia um claro sentimento teológico de reservar um dia da semana especialmente para se adorar a Cristo. Hoje, como é visivelmente percebido, o domingo já não é reservado para esse fim, salvo pouquíssimos casos.
Essa velha disputa entre sabatistas e cristãos não sabatistas tem pelo menos o marco cronológico em que não se questiona a guarda do sábado como sendo o dia sagrado, conforme os termos bíblicos. Pode-se dizer, seguramente, que antes da morte de Jesus Cristo não se reivindicava a utilização do domingo com essa finalidade. A questão estaria, pois, a partir de sua morte, quando deu início a saga cristã, repleta de momentos controversos e até hoje não esclarecida suficientemente em relação a diversos pontos sujeitos a intensos debates.
Quer o sábado, quer o domingo, a cúpula de seus defensores se utilizou (e ainda se utiliza) de argumentos puramente teológicos para justificar, incentivar e “forçar” seus seguidores à observância dessa cláusula bíblica, sob o argumento de que é um mandamento divino, devendo, portanto, ser observado por aqueles que pretendem um lugarzinho no céu, embora não seja o motivo gerador para o êxito em questão.
Em outras palavras, se o tema não é interessante para os não cristãos e para os cristãos que o veem como um tema obsoleto, ele é de crucial importância para aqueles que o têm como elemento bíblico, bem assim para pesquisadores que se interessam por trazer à tona as “verdades” históricas que circundam esse tema tão divisório, razão por que não é consensual entre todos aqueles que se definem como cristãos.
Quando, enfim, o cristianismo primitivo passou a adotar o domingo em substituição ao sábado?
Os sabatistas alegam que foi a partir de Constantino, notadamente porque a fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen White (1827 – 1915), sustentou que foi o referido imperador romano o grande vilão, sendo o falsário e o maior responsável por esse embuste.
Uma coisa pelo menos é certa: Constantino deu a palavra final, decididamente capaz de manter, no seio da nova igreja, o costume de se guardar o domingo e não mais o sábado. No entanto, parece ser, do ponto de vista histórico, uma acusação precipitada no que concerne à afirmação de que ele teria sido seu grande inventor, ainda que movido pelas muitas razões políticas e religiosas da época – a exemplo da criação do Natal em 25 de dezembro, uma clara tentativa de sufocar a festa pagã do culto ao Sol Invictus, patrono oficial de todo o Império romano a partir do governo de Aureliano (270 – 275).
Assim, antes mesmo de trazermos alguns textos históricos, fica a observação de que a questão da adoção do domingo como dia sagrado e a adoção do dia 25 de dezembro como sendo o dia de nascimento de Cristo têm contextos próprios, e não se sujeitam às mesmas bases históricas, de modo que se pode assegurar que, em relação ao primeiro questionamento, temos documentos que sustentam essa tese (a de que muito antes de Constantino os cristãos já guardavam o domingo), ao passo que em relação ao segundo, nada se sabe, do ponto de vista documental, acerca da real data de nascimento de Cristo, sendo, portanto, seguro afirmar, até aqui, que se trata de uma invenção da Igreja Católica quando a mesma ainda sequer havia sido oficializada.
Quais são, enfim, os textos documentados que corroboram a tese de que os primeiros cristãos já observavam o domingo e não mais o sábado?
Preliminarmente vamos citar um trecho de Plínio, o Jovem, escrito por volta de 112 d.C. Vale ressaltar, no entanto, que nesta passagem não fica evidenciado o dia da semana, mas já nos mostra que havia um dia específico para as práticas litúrgicas em questão:
“... tinham os cristãos o hábito de reunir-se em um dia fixo antes de sair o sol, quando entoavam um cântico a Cristo como Deus e se comprometiam, mercê de solene juramento, a não praticar nenhum ato mau, a abster-se de toda fraudulência, furto e adultério, a jamais quebrar a palavra empenhada ou deixar de saldar um compromisso em chegando a data do vencimento, após o quê era costume separarem-se e reunir-se novamente para participar do banquete comum, servindo-se de alimento de natureza ordinária e inocente”.
Inácio de Antioquia (68 – 107) escreveu:
“Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o sábado, porém vivendo de acordo com o dia do Senhor (domingo)”.
Tertuliano de Cartago (160 – 220) também abordou o presente tema:
“Nós (os cristãos) nada temos com o sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor...”
Justino, o Mártir, escreveu, por volta de 150 d.C., uma carta ao imperador Antonino Pio, na qual ele faz uma enfática apologia à fé cristã. Consta, do referido documento, um trecho que disserta, em palavras esclarecedoras, sobre o costume dos primeiros cristãos quanto a guarda do domingo e não mais do sábado, como pretendem os sabatistas. Leiamos o valioso texto, que mostra, ainda, outros costumes litúrgicos dos primeiros cristãos.
“No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se leem, enquanto o tempo o permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo o povo exclama, dizendo: 'Amém'. Vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos. Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dá o que bem lhe parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade. Celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame”. [Destaques de nossa autoria]
Vimos, pelos textos acima transcritos, especialmente neste de Justino, que o domingo já era observado pelos primeiros cristãos, e não mais o sábado. Não é pretensão assinalar, assim, que havia no seio da Igreja primitiva o hábito de adotar o domingo como o dia sagrado, de modo que atribuir a Constantino a substituição aqui mencionada nos parece um tanto sem base histórica, ainda que o dito imperador tenha oficializado tal prática litúrgica.
Vale dizer ainda, para se evitar eventual especulação, que a oficialização nada tem a ver, em sua essência, com a adoção abrupta de um ato litúrgico. Em outras palavras, o que Constantino fez foi apenas confirmar, formalmente, uma antiga prática cristã, nascida muito provavelmente já nas primeiras décadas após a morte de Cristo.
Ao se afirmar que o imperador cristão ratificou uma velha tradição, não se está dizendo, no entanto, que ele o fez movido somente por intenções despretensiosas. Falamos assim porque, da mesma forma como ocorreu em relação à invenção do Natal em 25 de dezembro, nos termos já dissertados nesta matéria, poder-se-ia deduzir que os planos de Constantino eram exatamente eliminar toda e qualquer data especial das festas pagãs.
A primeira refutação se concentra no fato de que o dito imperador não era, declaradamente, inimigo do paganismo, do qual ele próprio foi seguidor antes de se julgar cristão. Depois, a reiterada utilização da expressão “Dia do Sol” se deve por razões históricas, cronologicamente localizadas. Ou seja: os escritores que se referiram a essa prática cristã (a adoção do domingo) o fizeram se utilizando de uma terminologia bastante conhecida da época, ainda que ela tenha ligação direta com o paganismo. O mesmo fenômeno é observado, por exemplo, quando o historiador Cornélio Tácito, em 115 d.C., se referiu a Pôncio Pilatos como sendo procurador, embora na época o título correspondente fosse de prefeito. A expressão “Dia do Sol” era muito conhecida e empregada entre os século II e V, razão por que os apologistas cristãos adotavam-na em seus escritos.
Conclui-se, portanto, que a substituição do sábado para o domingo não é uma invenção da Igreja Católica, muito menos de autoria do polêmico imperador Constantino, ainda que temos razões de sobra para afirmar que a referida igreja inventou dogmas que, no decorrer dos séculos, revelaram o afastamento de vários ensinamentos bíblicos. Conforme vimos, é altamente provável que a adoção do domingo como o dia consagrado para os cristãos, em detrimento do sábado, tenha tido sua origem ainda no berço do cristianismo, o que legitimaria, portanto, a adoção desse dia para aqueles que o creem e têm a Bíblia como livro de fé.


http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com.br/2012/04/sabado-ou-domingo-documentos-historicos.html

6 de julho de 2013

Adventismo do sétimo dia é uma seita?



Muitas das heresias pregadas pelos adventistas, são heresias com “h” minúsculo, isto é, infantilidades espirituais pequenas demais para desqualificá-los como cristãos.

A guarda do sábado semanal e a observância do cardápio judaico (se não fossem apresentadas como condição imprescindível à salvação); a negação do castigo eterno para o diabo, seus anjos e os homens perdidos; a chamada “prisão circunstancial” para Satanás; o chamado “sono da alma”; a afirmação de que o milênio será no Céu e outras mais desse nível, são erros que, não obstante, podem ser tolerados. 
Afinal de contas, quem não erra?
Qual é a igreja evangélica que não comete alguns desvios doutrinários?

Ninguém acerta tudo. Por este motivo, durante muitos anos este autor considerou os adventistas como evangélicos.
A resposta que dávamos aos que nos consultavam sobre este assunto era que o Adventismo seria uma igreja evangélica mal doutrinada. Isto se deu porque não queríamos emitir juízo temerário; temíamos atuar como “juízes” de pequenas causas. E, pior ainda, não fazer justiça nesse julgamento. Pensávamos que o Adventismo, apesar dos seus desvios, não chegava a negar os pilares da fé cristã. 
Assim pensávamos porque, em diálogos com amigos adventistas, detectamos que eles não negam a triunidade de Deus; o nascimento virginal de Jesus e a dualidade de natureza (divina e humana simultaneamente; inseparáveis, porém distintas) na Sua Pessoa; a pessoalidade e divindade do Espírito Santo; a inspiração verbal e plena das Escrituras Sagradas - a Bíblia; a pecaminosidade do homem; a morte de Cristo na cruz e Sua ressurreição dentre os mortos; a segunda vinda de Cristo; o arrebatamento da Igreja e outros pontos relevantes.

Qual não foi, portanto, a nossa surpresa, quando, enquanto pesquisávamos mais sobre este segmento religioso, descobrimos que o Adventismo do Sétimo Dia, longe de falhar somente em questões periféricas (ou banais) do Cristianismo, nega pontos cardeais (ou fundamentais) da fé que, de uma vez por todas, foi entregue aos santos (Jd 3).

O leitor verá que o Adventismo, embora tenha muitos pontos em comum com os evangélicos, simultaneamente nega não poucos pilares da genuína fé cristã, portando, entre outros, os seguintes desvios:

1) Prega que os pecados dos cristãos, embora já estejam perdoados, ainda não estão cancelados;
2) Prega que Jesus está, desde 1844, purificando o Santuário Celestial;
3) Prega que a Bíblia não é a única regra de fé e prática do Cristão. Aliás, para que o dito fique pelo não-dito, o Adventismo prega, paralelamente, que a Bíblia é a única regra de fé do cristão;
4) Prega que Jesus é o arcanjo Miguel;
e) Prega que a observância do domingo será o sinal da Besta;
5) Prega que a inobservância do sábado semanal é motivo de perdição;
6) Prega que os que não se abstêm de café, coca-cola, presunto, mortadela, salame, camarão, lagosta, carne de porco... estão perdidos; Aliás, Ellen White, a papisa desse movimento, proibiu todo e qualquer tipo de carne, sob a alegação de que o fazia por ordem divina;
7) Não considera os evangélicos como aliados, mas sim, como um Campo Missionário, no qual investe com afinco e muito tato, empreendendo nos conquistar para o Adventismo;
8) Prega que os pastores evangélicos reproduzem mensagem de Satanás;
9) Prega o chamado “sono da alma”;
10) Nega a imortalidade da alma;
11) Nega o tormento eterno para o diabo, os demônios e os homens que se perderem;
12) Prega que só a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a única que tem a verdade, é a verdadeira Igreja, a única Esposa do Cordeiro, qualificando como falsas todas as demais igrejas;
13) Prega que Jesus Cristo era portador da natureza pecaminosa, mais conhecida por pecado original, comum a todos os descendentes de Adão;
14) Na profissão de fé consta que o candidato ao batismo confesse que crê no “espírito de profecia”, isto é, na inspiração divina dos escritos de Ellen White, escritos estes considerados como sendo tão inspirados por Deus quanto a Bíblia;
15) Prega que os pecados dos verdadeiros cristãos serão castigados e expiados na pessoa do diabo, etc.
Se conseguirmos provar que a exposição acima não é calúnia, ficará claro que o Adventismo não é cristão. E é isto que empreendemos demonstrar nesta obra.


Fonte: “IGREJA” ADVENTISTA DO 7º DIA Que seita é essa?
Autor: Pr. Joel Santana
VIA: http://institutobiblicoabba2011.blogspot.com.br/2013/06/adventismo-do-setimo-dia-e-uma-seita.html