Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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11 de maio de 2019

A verdade sobre o Dízimo que poucos conhecem




A palavra dízimo encontrado pela Primeira vez na Bíblia em (Gn 14), que foi uma atitude voluntária, quando depois de uma guerra, Abraão ofereceu a um sacerdote chamado Melquisedeque (O dízimo de Abraão foi despojos da guerra, e não seus bens materiais.) Jacó, seu neto, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos, esse dízimo nunca foi dinheiro e sim cereais, sendo este totalmente diferente do preceito religioso estabelecido na ordem levítica da lei de Moisés que pela sua lei o Dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, para ajudar organizações religiosas judaicas segundo a Lei de Moisés (Lv 27, 30, 32) (Malaquias 3:10) (Hb 7:5). Segundo ordem levítica dízimo era dado exclusivamente aos levitas (1 Cr 15:2) (Hb 7.5), (Hb 7.11)

Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel, a mais pobre era a tribo de Levi, então as tribos mais prósperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos, guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro o que é terminantemente proibido por Deus, a tribo de Levi por sua vez também ofertava a viúvas órfãos e necessitados (Dt 26:12) repartiam com os estrangeiros, já que Israel no passado também já foi estrangeira, significando assim amor ao próximo, lá, bênção era chuva para a colheita, maldição era seca, o devorador eram os gafanhotos, tudo isso definitivamente nada tem a ver à associação do devorador com o demônio nem bênção com prosperidade financeira, como ensina o sistema religioso de hoje, em toda a bíblia não existe uma única citação que ampare essa afirmação. Segundo a LEI apenas os LEVITAS poderiam recolher o dízimo.

Os lideres religiosos de hoje que recolhem o dízimo, não são da tribo de Levi, não são Judeus e não fazem parte da Lei de Moisés. Este costume existiu de Abraão, até Levi (Hb 7:9), nessa passagem Paulo explica que, o dízimo termina em Levi e por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, este ab-rogou (aboliu) o sacerdócio levítico com todas as suas as leis, dízimos e costumes, conforme narra Paulo na carta endereçada aos Hebreus (Hb 7.1-28). Paulo arremata: "Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hb 7.12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, ab-rogado pela sua fraqueza e inutilidade" (Hb 7.18). OBS: SACERDOTE SÃO (LÍDERES RELIGIOSOS DA TRIBO DE LEVI)

Quem entende que a o velho testamento e seus preceitos foram abolidos por Cristo segundo o Apóstolo Paulo (2 Co 3:14), apóia o uso do dízimo, citando a passagem do Novo Testamento onde Jesus critica os Escribas e Fariseus que lembram apenas do dízimo e esqueciam os outros preceitos da lei (Mt 23:23), sabemos que segundo a lei de Moisés do antigo testamento, aqueles dois homens que Jesus criticou, eram obrigados a dar o dízimo, o cominho e hortelã porque eram Judeus e ainda estavam sob o manto da lei de Moisés e não da graça, que tem seu início com a morte de Jesus: "Está consumado"; naquele momento Cristo adentrou a nova aliança da graça, que estamos hoje, e neste contexto Jesus está dando uma bronca no pessoal que só lembrava do dízimo e esqueciam-se dos outros preceitos da Lei, definitivamente ele não estar orientando aos Gentios (nós) a praticar o preceito do dízimo. Cristo e seus discípulos jamais orientaram, permanecêssemos no preceito do dízimo, das coisas do dízimo a única que Jesus preservou é a caridade ajudar o necessitado ou seja ofertar ao próximo. (Is 1:17), (Tg 1:27).

Nós devemos sim atender a viúva, o órfão e o necessitado; não é fazer o líder ter esta responsabilidade dando pra ele dar, é você, isso é pessoal, é de cada um, é um hábito que devemos ter. Concluímos então que o dízimo não é desse tempo, não é para os Gentios; o líder que recebe não é da tribo de Levi. Permanecer no preceito da lei é o mesmo que negar o sacrifício da cruz de Cristo, que segundo a própria lei, seria abolida, na vinda do Salvador Messias. Permanecer no preceito da Lei é o mesmo que negar a Cristo, sendo estes o ANTI-CRISTO. O dízimo pode ser acolhido de acordo com a palavra do homem, mas não de acordo com a escritura no Novo Testamento, não de acordo com Jesus.

Síntese: Vamos pensar um pouco?

No antigo testamento, Abrão deu dízimo uma só vez, não era toda semana, mês, ano!

No antigo testamento, O OBEDIENTE Jó era um servo fiel de Deus? Jó considerado por muitos um dos mais fiéis, nunca deu dízimo.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.". Malaquias 3:10

Se o mandamento do Dízimo fosse para o Brasil, esse mandamento sendo válido ele se cumpriria no Brasil e o Brasil não seria uma nação pobre porque está escrito derramarei bênçãos sem medidas. Entretanto quem é o rico, pastores ou o povo? Se fosse mandamento para o Brasil o povo não seria tão miserável. O devorador é repreendido, então porque você é pobre? No entanto os coletores de Dízimo enriquecem e o povo continua pobre, porque? Porque isso não é mandamento para o Brasil e sim para o povo de Israel. E Malaquias é da lei. Leia o livro inteiro de Malaquias, e vc verá que é pra sacerdotes que roubavam os dízimos e ofertas.

Malaquias: 2. 1. Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. 2. Se não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração.

A Qual grupo de pessoas, recebiam o sacerdócio para tomar o Dízimo do povo?

“E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos(demais tribos), ainda que tenham saído de Abraão.”
Hb 7:5

Segundo a LEI apenas os LEVITAS poderiam recolher o Dízimo, líderes religiosos de hoje que recolhem o Dízimo, não são da tribo de Levi, não são Judeus e não fazem parte da Lei de Moisés. Este costume existiu de Abraão, até Levi (Hb 7:9).

"Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hb 7.12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, ab-rogado pela sua fraqueza e inutilidade". (Hb 7, 18).

Com a vinda de Jesus o sacerdócio foi mudado, de sacerdócio levita passou a ser o sacerdócio de Jesus Cristo, o sumo sacerdote doravante. A lei de Cristo é a lei final para humanidade, Você come carne de porco? Faz Barba? come frutos do Mar? Sim? É proibido na Bíblia, então porque o seu líder toma os dízimos? É tudo preceito da lei de Moisés, porque ignorar algumas partes e executar outras? Ou cumpre os 613 preceitos ou cumpre nada! Como Paulo disse em GÁLATAS.

EXISTE SACERDOTE (LÍDERES RELIGIOSOS)NA TRIBO DE JESUS?

"Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio". Hebreus 7:14

JESUS É O SACERDOTE DA TRIBO DE JUDÁ.

"Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão". Hebreus 4:14

No antigo testamento: APENAS SACERDOTES LEVITAS PODEIRAM RECEBER O DÍZIMO, O PASTOR PROTESTANTE É SACERDOTE? É LEVITA?

NEM SACERDOTE!

MUITO MENOS LEVITA!

SE O PASTOR PROTESTANTE RECEBE O DÍZIMO ELE SE COLOCA NO LUGAR DO SACERDOTE LEVITA, QUE NEM EXISTEM MAIS, ELE TOMA UM LUGAR, QUE NÃO É SEU DE DIREITO. ACEITAR O SACERDOTE HOMEM É NEGAR SACERDOTE ESPIRITUAL.

SE O SACERDOTE HOMEM NÃO EXISTE MAIS, O PASTOR PROTESTANTE QUE TOMA SEU LUGAR, SEM DIREITO, MUITO MENOS.

A PALAVRA ORIGINAL PARA PASTOR, ERA GUIA, E NADA TEM A VER COM O SACERDOTE PROTESTANTE DO TEMPLO RELIGIOSO.

Aviso:

“Por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." 2 Pedro 2:3

Eles mantém o que convém, o que da lucro, Fica absolutamente evidente o tipo de ministros que são, são ministros do dinheiro, comerciantes, empresários, são mercenários. A teologia deles divide a Lei em lei cerimonial e lei civil, uma traz retorno financeiro e consequentemente prevalece, a outra não traz retorno financeiro e consequentemente foi abolida. Teologia fraca, com pouca base nas escrituras.

2 Coríntios: 9. 7-9. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. 8. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; 9. conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.

Ou seja, se é segundo eu propor no meu coração, porque COBRAM dez por cento? É as ofertas são aos irmãos necessitados.

Mesmo porque os apóstolos trabalhavam 

2 Tessalonicenses: 3. 6-15. Mandamos-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes. 7. Porque vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, pois que não nos portamos desordenadamente entre vós, 8. nem comemos de graça o pão de ninguém, antes com labor e fadiga trabalhávamos noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós. 9. Não porque não tivéssemos direito, mas para vos dar nós mesmos exemplo, para nos imitardes. 10. Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma. 11. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; 12. a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão. 13. Vós, porém, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. 14. Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai-o e não tenhais relações com ele, para que se envergonhe; 15. todavia não o considereis como inimigo, mas admoestai-o como irmão.

"DE GRAÇA recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8) Jesus deu essa instrução aos seus apóstolos quando os enviou para pregarem as boas novas.



11 de janeiro de 2019

Existe um demônio que ataca as finanças


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Existe um demônio que ataca as finanças, o qual a Bíblia chama de Devorador, e que nenhuma oração ou jejum pode expulsar exceto o dízimo, certo? Errado.

A Bíblia nunca cita os gafanhotos agindo com base em nada mais do que as plantações, e não poderia ser diferente: eram pragas reais e não metafóricas, e os israelitas tinham uma economia baseada em agricultura e pecuária, e toda a prosperidade da nação dependia dessas duas coisas; portanto, ao enviar pragas para a lavoura, Deus feria-os naquilo que mais desestabilizaria o país.

Alguns evangélicos costumam enxergar nos gafanhotos descritos no livro de Joel e Malaquias como metáforas para demônios e prosperidade financeira. Mas uma olhada simples no texto prova que este não é o caminho mais natural e é necessário muito malabarismo para considerá-los assim. Vamos dar uma olhada em Malaquias 3.10-11:
"Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos." 
Feito isso, vamos esclarecer três pontos:

1) Não existe nenhum espírito devorador.

Devemos notar nesse texto que a Bíblia não cita nenhum "espírito devorador", como insistentemente o chamam alguns, mas simplesmente "devorador" (em hebraico "akal", que quer dizer "comer", "devorar" e a NVI traduz como "pragas"), que destrói as plantações e não é um demônio, mas algum tipo de bicho como uma larva ou um gafanhoto. As bênçãos da Lei decorriam da obediência, e os castigos, consequentemente, da desobediência: 
"Lançarás muita semente ao campo [Deus não impediria que eles plantassem]; porém colherás pouco [castigo], porque o gafanhoto a consumirá [causa da colheita mirrada]". (Dt 28.38)
"O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor. [sucessão de pragas uma após a outra, sempre atacando a plantação]" (Jl 1.4)
Nos textos acima fica claro que a desobediência acarretava justamente no castigo de Deus sobre a nação. Embora Joel cite o "devorador" utilizando outra palavra em hebraico, a ideia condiz com a de Deuteronômio: as pragas são um castigo e não estão ligadas ao dízimo.

2) A prosperidade e restauração de Israel não estava ligada ao dízimo.

Os dízimos eram dados aos sacerdotes para que houvesse mantimento - mantimento de verdade, como comida - no templo. A décima parte das colheitas e cereal eram dadas para o sustento do sacerdote, que vivia apenas do que lhe davam e dos sacrifícios de comida que eram feitos. Portanto, a urgência de Deus ao trazer os dízimos, como profetizado por Malaquias, era pra que os sacerdotes - que viviam exclusivamente daquilo que era trazido - não tivessem necessidades.

Portanto, a promessa de restauração é de pura misericórdia do Senhor, e não de uma dívida de qualquer forma. Em Joel não há nenhuma menção ao dízimo, e tudo ocorre pela graça de Deus. O próprio Joel diz isso:
"Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros." (Jl 2.25) Por que motivo? "Então, o SENHOR se mostrou zeloso da sua terra, compadeceu-se do seu povo" (Jl 2.18).
Novamente, não há nenhuma promessa atrelada ao dízimo, e as pragas são repreendidas assim mesmo. E mesmo em Malaquias, onde Deus diz que repreenderá o devorador, Ele faz isso "por amor a vocês", e não por causa do dízimo, embora a ação ocorra quando o povo se consertar, ou seja, voltar a obedecer.

3) E quanto a fazer prova de Deus?

Este é o ponto mais simples, e que demanda menos tempo. O próprio Deus manda prová-lo, ou seja, experimentar se esse fato é verdade ou não. Não há nada errado em provar a Deus, visto que o próprio Davi expressa no Salmo 34.8:
"Provai e vede que o Senhor é bom!". 
Porém, a validade da prova em Malaquias parece estar unida à condição de Deus fazer ou não o que promete. E como temos sempre certeza de que Ele sempre derrama sobre nós bênçãos sem medida, a prova perde necessidade.

Em resumo, o "espírito" ou "demônio" devorador não existe; a graça de Deus não depende do dízimo - ou não seria graça, mas dívida; e devemos confiar que Deus sempre supre as nossas necessidades e derrama bênçãos sobre nós de forma incontável e transbordante, todos os dias.


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24 de junho de 2017

Judeus atuais, dizimam?


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Depois que escrevi o artigo sobre o dízimo, uma curiosidade tomou conta de minha mente:  Afinal os judeus atuais ainda dizimam, e se dizimam, quem recebe os dízimos? Passei vários dias  pesquisando sobre o assunto e achei uma infinidade de artigos afirmando que eles não dizimam mais, lí e estudei muitos, e entre tantos o que mais me chamou a atenção foi o artigo que decidi transcrever aqui, leiam e tirem suas próprias conclusões.

Judeus não dizimam atualmente

Felizmente, teólogos judeus têm melhor conhecimento do que seus colegas teólogos cristãos. Eles estão bem informados de que somente os levitas têm o direito de receber o dízimo das pessoas. Afinal de contas, os líderes judeus têm o Antigo Testamento como sua Escritura e é isso que ela ordena. E já que não existe Templo atualmente (e, consequentemente, levitas ordenados ou sacerdotes servindo no Templo), então um fator importante no cumprimento das leis do dízimo não existe em nosso mundo moderno.

Considerando isso, pode ser de grande valor falar de algo que aconteceu comigo há mais de trinta e cinco anos quando eu estava apenas começando a estudar teologia na faculdade. Uma carta me fora entregue para responder. Era de uma mulher que ouviu que os judeus modernos não estavam dizimando. Ela queria saber se a informação era verdadeira, e se sim, por que os judeus aparentemente violavam as simples leis da Bíblia que falam do dízimo como uma lei a ser obedecida?

Tendo lido a carta, comecei a me preocupar com o assunto também. Para resolver a questão, telefonei para três rabinos na área de Los Angeles para conseguir explicação. Para grande espanto meu, todos os três, independentemente um do outro, me informaram que nenhum judeu religioso deve dizimar hoje. Fiquei surpreso com suas respostas. Isso parecia ser uma evidência de que os judeus eram tão relaxados com a interpretação bíblica que eles estavam abandonando até mesmo as simples palavras de sua própria Escritura sobre as leis do dízimo.

Até que eu falei com o último rabino, minha indignação como jovem estava começando a surgir. Mas, em seguida, o rabino sabiamente começou a me mostrar minha falta de conhecimento (não a dele) em toda a questão. Primeiro, ele admitiu que ninguém de sua congregação paga um centavo de dízimo que era exigido no Antigo Testamento. Ele então disse: “Se algum membro da minha sinagoga dizimar na forma como está na Escritura, ele estaria desobedecendo a lei de Deus, ele estaria pecando contra Deus.”

Fiquei perplexo ao ouvir sua resposta. Ele passou a me informar que desde que a Bíblia exige que o dízimo deve ser pago aos levitas, ele disse que seria errado pagá-lo a qualquer outra pessoa. E ainda, porque não há atualmente nenhuma ordem levítica oficial de sacerdotes ministrando em um Templo de Jerusalém, o que torna ilegal neste período pagar qualquer dízimo bíblico. Ele chegou a dizer, no entanto, que no momento em que um templo for reconstruído, com seu altar em operação e com o sacerdócio oficiando naquele altar (e os levitas lá para ajudá-los), então todo judeu que vive nas áreas de entrega do dízimo mencionadas na Bíblia será obrigado a dizimar de acordo com os mandamentos bíblicos.

Este ensinamento foi uma revelação para mim (como pode ser para alguns de nossos leitores), mas o rabino deu as respostas bíblicas adequadas. Para pagar o dízimo bíblico, neste momento, sem levitas e sacerdotes ordenados em suas funções normais e fazendo o serviço no Templo, seria “pecado” tanto para o doador quanto para o receptor. O rabino disse-me: “Se estamos obedecendo à lei, não podemos pagar o dízimo, se não o pagar aos que são ordenados por Deus a aceitar esse dízimo”.

O rabino explicou que, embora ele fosse o rabino-chefe de sua sinagoga, ele não era um levita. Ele disse que era descendente da tribo de Judá, e, assim, não qualificado para receber o dízimo. A mesma desqualificação aplicava-se mesmo a Jesus Cristo enquanto ele estava na terra desde que ele também foi reconhecido como tendo vindo da tribo de Judá. Esta mesma restrição era aplicável às atividades do apóstolo Pedro (porque ele era também de Judá) e aplicada ao apóstolo Paulo (porque era da tribo de Benjamin). Nem Cristo, nem os apóstolos eram levitas, assim todos estavam desqualificados a receber qualquer parte do dízimo bíblico. É simples assim.

E, preste atenção, se Cristo, Pedro e Paulo não usaram o dízimo bíblico para qualquer um dos seus trabalhos no ensino do Evangelho, os ministros cristãos de hoje não deveriam usar o dízimo bíblico também. As autoridades judaicas religiosas são sábias o suficiente para entender o que a Palavra de Deus diz sobre o dízimo e, felizmente, eles permanecem nessa mesma Palavra. Mas os nossos pregadores e sacerdotes (padres, pastores, presbíteros, etc) gentios se preocupam pouquíssimo com o que os textos bíblicos realmente ensinam e seguem confortavelmente em seus caminhos inventando suas próprias leis do dízimo que são diferentes daquelas da Bíblia.

O rabino então me deu algumas informações sobre o método que muitos judeus usam hoje para garantir fundos adequados com os quais operam suas organizações religiosas. Ele passou a dizer que as atividades de sua sinagoga foram apoiadas financeiramente por meio da adoção do “sistema patrono” pelos seus membros. Ou seja, as famílias compram assentos na sinagoga por vários preços a cada ano. O rabino mencionou que muitos de sua congregação realmente pagam mais de um décimo de sua renda para obter melhores lugares na sinagoga. Este método de captação de recursos é perfeitamente apropriado (do ponto de vista bíblico) se os judeus desejarem usá-lo. Isso ocorre porque o dinheiro é pago à sinagoga e não a um sacerdócio levítico ordenado.

O último rabino estava interpretando corretamente os ensinamentos da Escritura Sagrada. Enquanto muitos ministros cristãos atualmente ensinam que os cristãos podem estar correndo o risco de perder a salvação se eles não pagarem dízimo para a igreja, rabinos judeus têm um conhecimento melhor e não afirmam uma coisa dessas. Eles percebem que é biblicamente indevido (na verdade, é uma desobediência flagrante às leis da Bíblia) para qualquer um pagar ou receber o dízimo bíblico hoje. E qualquer líder eclesiástico ou ministro que usa o dízimo bíblico (ou qualquer um que paga a um ministro o dízimo bíblico) é um pecador aos olhos de Deus.


VIA:  https://umminutodeprosa.wordpress.com/2013/11/14/judeus-atuais-dizimam/



25 de setembro de 2015

DÍZIMO




O dízimo é a décima parte de um todo. É frequente ouvir exortações pelo rádio ou televisão conclamando os ouvintes a contribuir com o dízimo do seu salário, e qualquer outra receita, para determinadas organizações ou igrejas, com base em versículos tirados do Velho Testamento (na absoluta falta de qualquer referência a esta pretensa obrigação no Novo Testamento). É um exemplo clássico da retirada de versículos fora do seu contexto para uma indevida aplicação.

Vejamos as três ocorrências do dízimo encontradas no Velho Testamento: 

1. O DÍZIMO DADO POR ABRÃO A MELQUISEDEQUE:

Depois que Abrão voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do rei). Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão… E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti. Abrão, porém, respondeu … não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão” (Gênesis 14:17-23).
Sobre este evento temos referência no Novo Testamento: “Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou, a quem também Abraão separou o dízimo de tudo… Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos… E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos” (Hebreus 7:1-9).
Abraão deu a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, a décima parte do saque conquistado na guerra, “os melhores despojos”. Não era parte da sua propriedade, e nem tencionava Abraão ficar com o resto dos despojos, pois os entregou imediatamente depois ao rei de Sodoma, de quem haviam sido roubados anteriormente. Não há nada na Bíblia que nos possa sugerir que Abraão costumava dar o dízimo regularmente sobre a sua renda. É, portanto, um absurdo ridículo concluir que esta ocorrência isolada e apenas demonstrativa da superioridade do sacerdote Melquisedeque sobre Abraão e sobre o sacerdócio Levítico, seja exemplo válido para exigir que os cristãos paguem 10% dos seus salários (não despojos de guerra), à sua igreja ou aos pregadores no rádio e televisão, como alguns destes sustentam. 

2. O DÍZIMO PROMETIDO AO SENHOR POR JACÓ:

Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar… e me der pão… e vestes… de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus, então… de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gênesis 28:20-22).
Jacó, neto de Abraão, primeiro reconheceu que o Senhor é Deus, depois lhe propôs um negócio: se o Senhor cumprisse com as condições estabelecidas por Jacó, então Jacó lhe devolveria um décimo. Esta é a primeira e única vez que lemos na Bíblia sobre alguém que promete devolver a Deus o dízimo de tudo o que dEle receber. A importância dessa proposta de Jacó, ou Israel como Deus o chamou mais tarde, é que o Senhor a aceitou, e cumpriu com a Sua parte, e com base nela estabeleceu as regras dos dízimos na lei dada aos seus descendentes através de Moisés.
Não se recomenda a nenhum cristão negociar com o Senhor desta forma, muito menos considerar que ele e seus irmãos na fé estão obrigados a pagar dízimos por causa do que Jacó contratou. Deste exemplo aprendemos que Deus não espera um “dízimo” antes de ter abençoado o “contribuinte”. Jacó declarou que devolveria a décima parte a Deus: mas como? Ainda não havia igreja local, templo ou o sacerdócio levítico, e não havia como entregá-lo pessoalmente a Deus ou a um anjo. Mas havia duas maneiras diferentes: participando de uma parte ele próprio e a sua família em comunhão e com agradecimentos a Deus (Deuteronômio 12:6-7), e distribuindo ao estrangeiro, ao órfão e à viúva (Deuteronômio 14:29). 

3. OS DÍZIMOS EXIGIDOS DE ISRAEL PELA LEI DE MOISÉS:

Seria necessário ler a lei para verificar todas as suas minúcias. O povo de Israel era composto de doze tribos, das quais uma, a de Levi, fornecia os sacerdotes e escribas para o serviço de Deus e para a instrução do povo. Essa tribo não herdou território do qual pudesse tirar o seu sustento da terra, e os dízimos se destinavam principalmente ao seu sustento e à própria manutenção do templo. Os dízimos eram cobrados apenas dos fazendeiros, que pagavam dízimos em espécie sobre o que cultivavam e criavam, havendo a cobrança de dois durante cada ano e um terceiro em cada terceiro ano.
Quem não fosse fazendeiro pagava apenas meio siclo por ocasião da Páscoa: não se cobravam dízimos sobre salários ou rendas financeiras. A imposição de dízimos era parte da lei de Moisés, e somente podia vigorar enquanto a lei de Moisés estivesse vigente. A lei de Moisés terminou quando Jesus Cristo morreu na cruz, dando início ao Novo Testamento com o Seu sangue.
Com o Novo Testamento, o pagamento de dízimos pelos filhos de Deus cessou completamente, pois:
  1. Como o Senhor Jesus havia declarado, o templo israelita foi totalmente destruído (Mateus 24:1-2). Somente os sacerdotes levitas podiam receber os dízimos, e não existem mais.
  2. Deus não habita em templos feitos por mãos de homens (Atos 17:24).
  3. Os verdadeiros crentes, os santos, são agora o templo de Deus segundo o Novo Testamento (2 Coríntios 6:16).
  4. Como não há mais templos, também não existe sacerdócio no templo, sendo cada crente um novo sacerdócio (1 Pedro 2:9).
  5. Do crente não se requer que dê um dízimo a Deus do seu salário, ou da sua renda, mas que entregue tudo o que ele é e tem (Romanos 12:1), sendo ele próprio o templo onde Deus habita. Ele não precisa de um intermediário ou intercessor, sendo Jesus Cristo seu perfeito intercessor e Sumo Sacerdote assentado à destra da Majestade nos céus (Hebreus 7:28-8:1). Somente começaram a aparecer as cobranças de “dízimos” financeiros em igrejas muitos séculos depois do início do cristianismo, para sustentar as instituições religiosas que se formaram. São totalmente diferentes dos dízimos do Velho Testamento, logo não podemos nos basear em textos do Velho Testamento para defendê-los.
Em princípio, a contribuição financeira dos santos à obra de Cristo não é feita em função de uma alíquota obrigatória, igual para todos, mas cada um contribui na medida em que tiver prosperado. Alguns podem dar muito, outros pouco e alguns mesmo nada. Deus ama ao que dá com alegria (2 Coríntios 9:7).
Cada um poderá destinar sua contribuição a um ou mais fins específicos na obra de Deus, por exemplo: Paulo em seu tempo recomendou aos santos de Corinto que semanalmente pusessem à parte uma contribuição destinada aos que sofriam em Jerusalém (1 Coríntios 16:1-4). Muitos vão preferir fazer ofertas anônimas em obediência ao princípio que encontramos em Mateus 6:3. Não é necessário, e poucas vezes é recomendável, que se assuma um compromisso com o destinatário.
A Bíblia não ensina em lugar algum que a contribuição deve ser dada integralmente à igreja local, a uma missão, entidade ou a uma pessoa qualquer. Ao contrário, a recomendação de Paulo foi no sentido de que seja guardada à parte, em particular, para ser fornecida na medida da necessidade. Devemos ajudar na manutenção da nossa igreja local, mas isso não significa passar tudo para ela.
A Bíblia especifica que deverão ser estimados por dignos de duplicada honra, ou remunerados, os presbíteros que governam bem, principalmente os que trabalham na Palavra e na doutrina (1 Timóteo 5:17, Gálatas 6:6). As necessidades que chegam ao nosso conhecimento podem ser variadas, e às vezes algumas surgem inesperadamente. Como despenseiros daquilo que Deus nos confia, sejamos sábios com a maneira em que o empregamos.
Ninguém tem o direito de assumir autoridade para distribuir o que é da nossa responsabilidade, muito menos de ditar quanto deve ser a nossa contribuição para determinado trabalho. Por outro lado, existem irmãos que oferecem ao Senhor o seu tempo e habilidade para encaminhar nossas contribuições ao seu destino, como o apóstolo Paulo, e fazemos bem em usarmos os seus serviços, agradecendo a Deus por eles.
 

R David Jones

FONTE:
http://www.bible-facts.info/artigos/dizimo.htm 


27 de julho de 2013

Tragam Seus Dízimos e Recebam as Bênçãos de Deus


É Esta, Hoje em Dia, a Vontade de Deus?

As pessoas religiosas, hoje em dia, ouvem muita coisa a respeito do dízimo. Os pregadores, freqüentemente, citam Malaquias 3:10 para encher os cofres de suas igrejas. Nesta passagem, o profeta de Deus disse:
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida."

Que texto de pregação poderoso! Mandamento de Deus. Obrigação clara. Teste de fidelidade. Garantia de bênção. Não é surpresa que esta seja uma passagem favorita de muitos pregadores modernos.
Mas estariam estes pregadores tratando corretamente a palavra de Deus (veja 2 Timóteo 2:15)? Deus exige nossos dízimos hoje em dia? Ele está prometendo bênçãos materiais abundantes em retribuição? Examinemos estas questões de acordo com a Bíblia para determinar o que Deus realmente quer (veja Atos 17:11).

Deus exige nossos dízimos, hoje em dia?

Não há dúvida que Deus exigiu o dízimo na Bíblia. Mas, para entender sua vontade para os dias de hoje, precisamos examinar as passagens que discutem o dízimo. Pesquisemos brevemente o ensinamento bíblico sobre este assunto.

O dízimo antes da lei de Moisés
Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20). Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22). Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Pela mesma razão que pregadores hoje em dia não têm o direito de exigir que você construa um grande barco, eles não têm base para usar os exemplos de doações de dízimo do livro de Gênesis para exigir que você dê 10% de sua renda a uma igreja.

O dízimo na lei de Moisés
É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na lei que ele deu através de Moisés. Muitas passagens mostram essa exigência (por exemplo, Levítico 27:30-33; Números 18:21-32; Deuteronômio 12:1-19; 26:12-15). O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel (Deuteronômio 14:22-29). Nenhum estudante da Bíblia pode negar a necessidade do dízimo, sob a lei de Moisés.

Sempre que as pessoas se referem à lei de Moisés, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente escolhidos. A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido (Êxodo 19:1-6; Deuteronômio 26:16- 19). Estes mandamentos a respeito do dízimo foram parte "da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel" (Neemias 8:1).

Malaquias viveu no mesmo tempo que Neemias. Ele era um judeu que pregava aos judeus (Malaquias 1:1). Ele viveu sob a lei de Moisés e encorajou outros israelitas a serem obedientes a essa lei (Malaquias 2:4-8, 10; 4:4). Ele usou pensamentos dessa lei para prever as responsabilidades e bênçãos espirituais, ainda por vir, através de um descendente de Abraão, mas não impôs sobre todas as pessoas de todos os tempos a obrigação de dar o dízimo. Qualquer esforço para voltar à lei de Moisés, hoje em dia, é um esforço para reconstruir o muro de separação que Jesus morreu para destruir (Efésios 2:11-16). Certamente, os verdadeiros seguidores de Jesus não quererão anular seu sacrifício só para acumular dinheiro no tesouro de uma igreja!

O dízimo no Novo Testamento
Todas as pessoas agora vivem sob a autoridade de Cristo, como foi revelada no Novo Testamento (Mateus 28:18-20; João 12:48; Atos 17:30- 31). Sua vontade entrou em vigor depois de sua morte (Hebreus 9:16-28). Estes fatos nos ajudarão a entender as passagens do Novo Testamento, a respeito do dízimo.

Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4:4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5:17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:9-14). Jesus não ensinou que a lei do dízimo seria uma parte de sua nova aliança, que entraria em vigor após sua morte.

O livro de Hebreus fala do dízimo, para mostrar a superioridade do sacerdócio de Jesus, quando comparado com o sacerdócio levítico da Velha Lei (Hebreus 7:1-10). Esta passagem não está ordenando o dízimo para hoje em dia. De fato, o mesmo capítulo afirma claramente que Jesus mudou ou revogou a lei de Moisés (Hebreus 7:11-19). O dízimo não é ordenado na lei de Cristo, que é o Novo Testamento.

Que lei se aplica hoje?

Não vivemos sob a lei de Moisés, hoje em dia. Jesus aboliu essa lei por sua morte (Efésios 2:14-15). Estamos mortos para essa lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a nova aliança permanece (2 Coríntios 3:6-11). A lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob esse tutor (Gálatas 3:22-25). Aqueles que desejam estar sob a lei estão abandonando a liberdade em Cristo e retornando à escravidão (Gálatas 4:21-31). As pessoas que voltam a essa lei estão decaindo da graça e se separando de Cristo (Gálatas 5:1-6). Não temos o direito de retornar a essa lei, para obrigar que guardem o sábado, a circuncisão, os sacrifícios de animais, as regras especiais sobre roupas, a pena de morte para os filhos rebeldes, o dízimo e qualquer outro mandamento da lei de Moisés.

Vivemos sob a autoridade de Cristo e temos que encontrar a autoridade religiosa na nova aliança que ele nos deu através de sua morte. Ele é o mediador desta nova aliança (Hebreus 9:15). Seremos julgados por suas palavras (João 12:48-50). Desde que Jesus tem toda a autoridade, temos a responsabilidade de obedecer tudo o que ele ordena (Mateus 28:18-20).

O que o Novo Testamento diz a respeito das dádivas?

Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1 Coríntios 16:1- 2). Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2 Coríntios 8:1-12; 9:1-9). Portanto, podemos dar mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus. Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial.

E a respeito das bênçãos?

Malaquias pregou a uma nação carnal que estava sofrendo as conseqüências carnais do pecado. Ele prometeu bênçãos materiais de Deus para aqueles que se arrependessem de sua desobediência. Não encontramos esta importância material no Novo Testamento. Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida (Mateus 6:25-33).

Mas o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas. Jesus sofreu nesta vida, e assim seus seguidores sofrerão (Marcos 10:29-30; Lucas 9:57-62). A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça (Colossenses 3:1-5). Tais motivos não têm nenhum lugar entre os cidadãos do reino de Deus.

Distorcendo Malaquias 3:10

Aqueles que citam Malaquias 3:10 para exigir o dízimo, e prometem prosperidade material, estão distorcendo a palavra de Deus. Eles estão enchendo os tesouros das igrejas ao desviarem a atenção de seus seguidores das coisas espirituais para darem atenção às posses materiais. Pedro advertiu sobre tais mestres: "Também, movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2 Pedro 2:3).

Mirando a meta celestial

Deus oferece uma coisa muito melhor aos seus seguidores: um prêmio eterno no céu. Paulo nos desafia a mirar essa meta: "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, mas não nas que são da terra" (Colossenses 3:1-2).


por Dennis Allan
http://www.estudosdabiblia.net/d11.htm

13 de dezembro de 2012

Problemas Financeiros? Deus proverá!




O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado. Deuteronômio 28:12

O verso acima está se cumprindo em sua vida? Espero que sim! No entanto sei que existem nos dias de hoje muitos cristãos endividados, tristes e desanimados por falta de recursos financeiros.

Não venho falar da “Teologia da prosperidade”, mas venho falar a vocês e a mim mesma, sobre SABEDORIA. Isso mesmo! Sabedoria! Deus tem derramado grandes recursos financeiros sobre o povo de Deus, mas não estamos conseguindo administrá-los. Sabe por quê? Porque achamos que o simples ato de devolver os dízimos e ofertas, acaba com nossos problemas... Quantos de nós devolvemos dízimos e ofertas e continuamos com problemas financeiros?

Sabe qual é o nosso primeiro erro? Não devolvemos nossos dízimos e ofertas por amor... Mas por OBRIGAÇÃO! 

A bíblia diz: 

2 Corintios 9: 7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. 

Ou seja, se você dá por obrigação você quebra esse princípio! É como você anulasse o efeito... Quando você oferta com alegria, você abençoa os outros 90% do dinheiro que fica com você! 

Ou seja, de alguma forma, tente dizimar e ofertar com o coração cheio de alegria. Se você não consegue, peça isso ao Senhor. Ele te dará estratégias! 

Uma forma para que isso ocorra é ofertar, por exemplo, diretamente a um missionário que está passando necessidades financeiras. O sorriso e sua gratidão encherão sua vida de alegria e lhe incentivará a ofertar mais... Experimente! Semeie! 

Outro ponto importante a ser exposto é a questão de como os cristãos estão se relacionando com os bancos. 

Amados, nós não sabemos usar os benefícios oferecidos pelos bancos! 

Muitos estão se afundando em empréstimos consignados e destruindo suas próprias famílias! Cartões de crédito nem se fale... Se não forem usados com sabedoria, viram uma verdadeira maldição de JUROS exorbitantes! 

Dias atrás, eu estava orando sobre minha vida financeira e então a noite eu tive um sonho: 

Neste sonho uma pessoa me oferecia uma grande quantia de dinheiro. Mas eu sabia que aquele dinheiro não era meu, mas uma quantidade menor. Eu dizia: Não, esse dinheiro não é meu! Com um sorriso maldoso e irônico a pessoa me respondia: Pode pegar! Esse dinheiro TODO é para você! Pegue! 

Inicialmente não entendi o que o Senhor estava me falando, mas depois descobri: Aquele mês eu havia utilizado uma grande quantidade de dinheiro do meu limite de crédito do banco. Resumindo: O Senhor estava me abençoando com certa quantidade de recursos e o inimigo estava me oferecendo mais dinheiro, para eu ficar endividada. 

Os bancos e financeiras fazem propagandas o tempo todo oferecendo empréstimos, como se eles fossem os “bonzinhos” e estivessem ajudando você! Não se iluda! São técnicas de marketing para te convencer, depois... O resultado pode ser desastroso! 

Problemas financeiros tem destruído casamentos e famílias inteiras! Não há lar que aguente uma vida financeira em decadência. Deus é culpado? Pelo contrário! Conheço cristãos com excelentes salários onde o dinheiro não dura nem dois dias! Um verdadeiro saco furado! Vai ajudar se você ganhar mais? Pode ser! Mas se você não souber administrar você vai gastar tudo e o dinheiro vai sumir do mesmo jeito! 

Amados... Não somos ignorantes. Deus nos deu inteligência. Precisamos usá-la! 

Em provérbios diz: 22:7 O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta. 

Quem são os ricos dos dias atuais? Os bancos, financeiras, agiotas...! Não seja escravo deles! Compre e pague a vista! 

Como diz o primeiro versículo dessa palavra, você deve emprestar e não tomar emprestado! 

Faça uma poupança... Quite suas dívidas e não faça novas! Vai demorar uns meses, mas aguente firme! Foque nos resultados e não no sacrifício... 

Arrume um trabalho temporário para ajudar nas finanças.. Um “bico”... 

Eu te garanto que se você tomar essas atitudes, seu dinheiro vai render e você poderá realizar o sonho de fazer aquela viagem dos sonhos, comprar um carro do ano ou construir aquela casa que você tanto sonha! 

Observe o texto de Salmos: 

Salmos 1:1-3 
Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Isso mesmo! O justo medita na lei do Senhor, e adquire sabedoria... E através dessa sabedoria: PROSPERARÁ! 

Outro versículo importante é esse abaixo: 
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lucas 6:38 
Essa é a lei da semeadura. Quanto mais semear, mais colherá! E isso vale também na vida financeira. Semear no reino de Deus fará sua vida financeira prosperar também! Mas não pense nesse conceito sozinho... Resumindo... Devemos: 
  • Ofertar e dizimar com alegria; 
  • Ajudar seu próximo, um missionário, um irmão... quando você puder; 
  • Não pegar emprestado dos bancos e financeiras; 
  • Comprar a vista; 
  • Fazer uma poupança; 
  • Quitar suas dívidas e não fazer novas contas; 
  • Meditar na lei do Senhor e 
  • Semear no reino de Deus (Ex: Evangelismo). 
  • Com esses simples atos, você terá uma grande transformação em suas finanças. Tente... Experimente e mude de vida! 
Lembre-se: 
Cuidar de sua vida financeira HOJE, lhe trará qualidade de vida AMANHÃ! 
O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10


Por: Leilane Soares
http://acaoepoder.blogspot.com.br/2011/06/problemas-financeiros-deus-provera.html

28 de novembro de 2011

O Dízimo já era...


Por Hermes C. Fernandes

Muito se tem discutido sobre a legitimidade do dízimo durante o regime da Nova Aliança. Para muitos, com o fim da Lei, encerra-se também a obrigatoriedade do dízimo. Vamos deixar as paixões de lado, e examinar o assunto com o coração aberto.

De fato, o dízimo figura nas Escrituras Sagradas mesmo antes da instituição da Lei. Portanto, o Dízimo já era praticado muito antes de Moisés receber as tábuas no Sinai. O escritor de Hebreus diz que o patriarca Abraão separou o dízimo de tudo, e o entregou a Melquisedeque, sacerdote de Salém. Nesta passagem é dito que o fato de Abraão lhe haver entregue o dízimo demonstrava o quão grande era Melquisedeque (Hb.7:4). Portanto, tributar-lhe o dízimo de tudo era o mesmo que reconhecer sua superioridade. Abraão, o menor, foi abençoado por Melquisedeque, o maior (7:7).

Ainda não havia templo em Jerusalém, nem mesmo havia sido instituído o sacerdócio levítico, mas isso não impediu que o patriarca entregasse seus dízimos. Portanto, cai aqui a idéia de que os dízimos só valiam enquanto houvesse um templo para ser mantido. O Dízimo já era praticado muitos antes de haver templo em Jerusalém.

Somente séculos depois, com a instituição da lei, os filhos de Levi foram autorizados por Deus a“tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos” (v.5). Neste caso, “recebem dízimos homens que morrem” (sacerdotes levíticos), mas no caso de Melquisedeque, figura de Cristo, “os recebe aquele de quem se testifica que vive” (v.8). Portanto, onde haja sacerdócio, ali também haverá quem receba dízimos.

Alguém poderá objetar dizendo que não há nenhuma palavra sobre o dízimo no Novo Testamento. Ledo engano! O próprio Jesus o endossou ao censurar a hipocrisia dos religiosos de Seu tempo:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt.23:23).

Mais claro que isso? Impossível. Jesus não os censurou por darem o dízimo, e sim por omitirem aspectos mais importantes da lei. Deveriam ser zelosos tanto na entrega do dízimo, quanto na observação da justiça, da misericórdia e da fé. E repare quão detalhistas eles eram. Davam o dízimo até do tempero da comida!

Pode até parecer legalismo de Sua parte, mas Jesus declarou que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus (Mt.5:20).

A graça nos ensina a ir muito além do dízimo!

Por que Paulo e os demais apóstolos não precisaram ensinar sobre o dízimo? Porque para os cristãos primitivos, dar o dízimo era fichinha. Eles aprenderam a ir muito além do dízimo.

Também convém salientar que se os apóstolos fossem contrários ao dízimo, eles teriam combatido-o com a mesma veemência com que combateram a circuncisão (também anterior à Lei).

Os mesmos que hoje combatem o dízimo deveriam reconhecer que se o Evangelho chegou até nós, foi graças à fidelidade daqueles que deram muito mais do que o dízimo, patrocinando empreendimentos missionários ao redor do globo.


Entregar 10% de nossos rendimentos é dar o que já é esperado. Jesus nos ensinou a transpor os limites das expectativas que nos são postas.

Veja o que Ele diz sobre isso:

“Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. E se alguém quiser demandar contigo e tirar-te a túnica deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5:39b-41).

Este princípio também se aplica à questão das contribuições na igreja. E podemos ver um exemplo disso na segunda epístola de Paulo aos Coríntios, onde o apóstolo dos gentios dá testemunho da surpreendente atitude dos irmãos das igrejas da Macedônia. Devido à sua pobreza, Paulo quis poupá-los de ter que enviar ofertas para a igreja em Jerusalém. Porém eles imploraram para participarem desse privilégio (2 Co.8:4).


“Sua profunda pobreza transbordou em riquezas de sua generosidade. Pois segundo as suas posses ( o que eu mesmo testifico), e ainda ACIMA DELAS, deram voluntariamente (...) E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (vv.2b-3,5).

Entregar o dízimo é dar de acordo com a nossa posse.

Uma das coisas que me causam admiração no dízimo é que ele nivela a todos dentro da congregação. Ninguém dá mais, nem menos. Tanto o dízimo de um empresário bem-sucedido, quanto o de uma empregada doméstica têm o mesmo valor, a décima parte.

Porém, somos desafiados pelo Senhor a sermos imitadores das igrejas da Macedônia, transpondo a lei do Dízimo, e dando além de nossas posses.

Interessante que Paulo dá testemunho da generosidade dos Macedônios em sua carta aos Coríntios, e ao mesmo tempo diz que se gloriava da prontidão dos Coríntios perante os Macedônios (9:2). Generosidade e prontidão devem andar de mãos dadas.

Se deixarmos a obra de Deus por último, talvez não sobre nada. Temos que aprender a colocar o reino de Deus em primeiro lugar. Nossas contribuições, sejam a título de dízimo ou de oferta, devem ser preparadas de antemão, e que sejam expressão de generosidade, e não de avareza (v.5).

Muita gente dá o dízimo como o desencargo de consciência. Acham que já estão fazendo muito. O dízimo deve ser considerado o piso, e não o teto de nossas contribuições.

A mesma passagem usada pelos pregadores para exortar a igreja a ser fiel nos dízimos, também menciona outro tipo de contribuição que estava sendo sonegado. Repare no que diz a passagem em questão:

“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml.3:8).

Nem todo mundo está devidamente familiarizado com a expressão “oferta alçada”. A maioria de nós sequer ouviu falar disso. Oferta alçada é qualquer oferta cujo valor exceda o valor do dízimo.

O que os cristãos macedônios estavam fazendo era cumprir este mandamento. Oferta alçada é aquela que vai além de nossas posses.

O Dízimo é o mínimo que um cristão pode fazer pela manutenção das obras realizadas pela igreja.

Dele dependem aqueles que vivem do Evangelho. Ministros que se dedicam integralmente à igreja, e quem têm filhos para criar, aluguel de casa pra pagar, contas, compras, etc. Alguns são obrigados a cumprir jornada dupla, porque a igreja não atende às suas necessidades. Não nada de mal nisso. O próprio Paulo teve que fazer tendas para garantir sua subsistência por um tempo. O problema é que, ao trabalhar fora, o pastor já não poderá dedicar cem por cento do seu tempo ao rebanho.

O padrão estabelecido pelas Escrituras está claro:

“Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co.9:14).

Veja ainda a recomendação de Paulo a Timóteo:

“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca do boi quando debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm.5:17-18).

Se as igrejas abolissem os dízimos, e contassem exclusivamente com as ofertas voluntárias, como se manteriam e fariam planos para o futuro?

A vantagem do dízimo é a sua regularidade. Dá pra se fazer um planejamento, comprar uma propriedade para igreja, contratar novos funcionários, enviar missionários, etc., porque se tem um orçamento fixo.

A diferença básica entre dar o dízimo na Lei, e entregá-lo voluntariamente na Graça está na motivação com que se faz. O que se faz sob a Lei, se faz por mera obrigação religiosa. Mas o que se faz sob a égide da Graça, se faz por gratidão.

Detesto constatar que a maioria daqueles que dão o dízimo, o faz por medo de um suposto espírito maligno identificado como “o devorador”. Definitivamente, não há demônio ou legião com este nome. O que a Bíblia chama de “devorar” são as circunstâncias adversas sobre as quais não temos poder. Mesmo sabendo que o Senhor repreende o devorador, não deve ser esta a nossa motivação.

Seja a título de dízimo ou de oferta voluntária, tudo o que fizermos deve ser feito por amor e gratidão, jamais por coação ou constrangimento.
 
http://www.hermesfernandes.com/2010/02/o-dizimo-ja-era.html?spref=bl
via:  http://guardiadaverdade.blogspot.com/2011/11/o-dizimo-ja-era.html