Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
Mostrando postagens com marcador ESTUDOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESTUDOS. Mostrar todas as postagens

12 de agosto de 2020

O que significa: horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo?

 TERRÍVEL COISA É CAIR NAS MÃOS DO DEUS VIVO - O Desafio de Ser Cristão



"Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo"

(1) O autor de Hebreus mostra inicialmente que os que creem no Senhor Jesus devem ter um coração corajoso para entrar na presença Dele, pois, através de Cristo, o caminho para o Pai está aberto a todos os que creem. Essa aproximação deve ser acompanhada de coração sincero, de fé e de um coração puro, desejoso de fazer a vontade do Senhor (Hebreus 10:19-25). Dito isso, o autor de Hebreus passa agora a analisar o aspecto contrário a isso, ou seja, aqueles que mesmo tendo conhecido o caminho de Deus, rejeitam essa aproximação de Deus e preferem aproximar-se cada vez mais do pecado.

(2) Ele explica: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:26). Viver deliberadamente no pecado é ter uma vida de pecado “de propósito”, “pensada”, “voluntária”. Ou seja, essa pessoa não luta contra o pecado, antes, ela o ama e o permite de boa vontade em sua vida. Esse tipo de pessoa, ensina o autor, conhece a verdade, sabe o que é pecado, mas rejeita a ideia de se arrepender, logo, a conclusão é que seus pecados não são perdoados, pois o sacrifício de Cristo está sendo rejeitado por ela.  
 
(3) Sendo assim, o autor de Hebreus mostra o resultado, aquilo que colherá alguém que age de tal forma, que é o juízo severo de Deus: “pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hebreus 10:27). Esse tipo de pessoa se torna adversária, ela se alegra em ofender a Deus com seus pecados! O autor lembra que na lei de Moisés tal pessoa (que rejeita a lei de Deus) receberia uma dura punição pelo depoimento de duas ou três testemunhas (Hebreus 10:28) e questiona: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Hebreus 10:29). Aqui temos a descrição de alguém que rejeitou Cristo e toda Sua obra. A pergunta clara mostra que tal pessoa não ficará sem um severo julgamento! Conhecer a verdade e a rejeitar é terrível!

(4) Agora chegamos no trecho objeto de nossa análise: “Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:30-31). O autor de Hebreus conclui sua exposição mostrando que Deus fará Sua justiça diante de todos os que O rejeitaram. Essas pessoas tiveram oportunidade de mudança, ouviram a verdade, mas, “deliberadamente”, a rejeitaram como analisamos acima. Sendo assim, o Deus que é Deus de justiça as julgará. Quando o texto diz que a vingança pertence a Deus está falando de retribuição justa e na medida certa, já que Deus não pode ser contaminado por um tipo de ira (humana). A aplicação da justiça Dele é correta e na medida. Nesse sentido, como escaparão aqueles que conheceram a Deus, mas o rejeitaram? O autor, então, conclui como é “horrível” o destino dessas pessoas. Apesar de estarem iludidas pelo pecado, logo cairão nas mãos do supremo juiz e receberão um castigo justo do qual não podem apelar, nem fugir, nem escapar de forma alguma. Daí ser uma horrível coisa passar por um juízo assim nas mãos do Deus vivo!

(5) Com a pintura desse quadro vivo o autor de Hebreus deseja provocar em seus leitores a reflexão de como o caminho de Deus é melhor, de como receber a Cristo e ser perdoado é muito mais proveitoso! Se é horrível cair nas mãos do Deus vivo (julgamento e condenação) é uma bênção acessar a presença do Pai sendo perdoados, de coração sincero, cheios de fé! Parece clara a escolha do melhor caminho, porém, infelizmente, muitos ainda amam mais o pecado do que a Deus! Que coisa terrível! Não só essa má escolha como também o destino que ela trará aos que a escolhem!
 
 
https://www.esbocandoideias.com/2020/07/horrivel-coisa-e-cair-nas-maos-do-deus-vivo.html


10 de agosto de 2020

Quem Foi Corá na Bíblia? Como Foi a Rebelião de Corá?






Corá foi um israelita da tribo de Levi e descendente da casa de Coate através de Isar. A história de Corá é conhecida na Bíblia por causa da rebelião que ele promoveu contra a liderança de Moisés e Arão. Corá viveu durante o tempo da peregrinação do povo de Israel rumo à Terra Prometida.

Em algumas traduções bíblicas Corá também é chamado de Coré. O significado do nome Corá é incerto. Alguns intérpretes sugerem que esse nome talvez signifique “calvície”. Pelo menos outros três homens são citadas na Bíblia com este mesmo nome. Dois deles eram descendentes de Esaú e foram chefes tribais de Edom (Gênesis 36:5-18; 1 Crônicas 1:35). O outro Corá foi um dos filhos de Hebrom incluídos na tribo de Judá (1 Crônicas 2:43). Obviamente esses homens não devem ser confundidos com o Corá mais conhecido na Bíblia.
 
A história de Corá

Como foi dito, Corá pertencia à tribo de Levi. Ele era da casa de Isar, e provavelmente neto de Coate. Corá foi contemporâneo de Moisés e Arão, apesar de ser mais jovem que eles (cf. Êxodo 6:16,24; Números 16). Segundo as informações sobre sua linhagem, Corá era aparentado de Moisés e Arão. Os dois irmãos eram filhos de Anrão. Anrão era filho de Coate, assim como Isar, pai de Corá.

A Bíblia não registra detalhes sobre a biografia ou a vida pessoal de Corá. A narrativa bíblica se concentra em descrever o triste episódio da rebelião que Corá promoveu e liderou; bem como o terrível castigo que ele sofreu por conta de seu pecado.

Corá fomentou uma rebelião contra a liderança de Moisés e o sacerdócio de Arão. O movimento rebelde de Corá entre os levitas (coatitas) se uniu a outro movimento de oposição liderado por Datã, Abirão e Om, da tribo de Rúben. Esses homens sentiam inveja da liderança que Deus constituiu sobre Israel com Moisés e Arão.
 
A rebelião de Corá

Basicamente a rebelião de Corá, Datã, Abirão e Om acusava Moisés e Arão de terem se colocado acima do restante do povo de Israel (Números 16:3-13). Moisés e Arão foram acusados de reivindicarem uma santidade a si próprios e desprezarem a santidade de toda congregação de Israel. Especialmente Arão foi acusado de ter se apropriado da posição de sacerdote (Números 16:7-11). Moisés ainda foi acusado de ter falhado em conduzir Israel à Terra Prometida, e ao invés disso ter feito a si próprio rei e levado o povo a uma situação instável em pleno deserto (Números 16:12-14).

Nesse contexto Moisés acusou Corá e os levitas de tentarem se tornar sacerdotes a qualquer custo, enquanto eles deveriam estar satisfeitos por já serem levitas. O sacerdócio havia sido confiado apenas à casa de Arão e os demais levitas tinham que aceitar isso.

Então Moisés fez uma proposta aos levitas que haveria de provar quem realmente havia sido escolhido por Deus para liderar o povo e ocupar o sacerdócio. No outro dia os levitas do grupo de Corá teriam que oferecer incenso ao Senhor. Assim, Deus haveria de confirmar seu escolhido (Números 16:5-7).

Mas parece que os rebeldes liderados por Corá, Datã, Abirão e Om conseguiram o apoio maciço da congregação de Israel (Números 16:19). Moisés e Arão ficaram quase que sozinhos contra o restante do povo. A situação foi tão grave que Moisés e Arão tiveram que interceder a Deus para que Ele não destruísse toda a congregação de Israel (Número 16:20-22).

Naquele clima tenso Moisés e Arão ficaram isolados, aparentemente contando com o apoio apenas dos 70 anciãos de Israel (Números 16:25). Os líderes da revolta, Corá, Datã e Abirão, juntamente com suas casas, também ficaram separados dos demais israelitas. Provavelmente outros 250 levitas com seus incensários também ficaram destacados do povo, enquanto o restante dos israelitas ficou observando o que haveria de acontecer.
 
Corá foi engolido pela terra

Moisés sabia que somente com uma intervenção divina aquela crise seria resolvida. Então Moisés disse que se nada acontecesse com os rebeldes, isso significaria que ele não era enviado do Senhor. Mas se algo de sobrenatural acontecesse, e a terra se abrisse para que os rebeldes fossem tragados vivos para o abismo, então os israelitas saberiam que Corá, Datã e Abirão tinham se levantado contra o próprio Deus (Números 16:28-30).

Imediatamente após Moisés ter falado essas coisas, a Bíblia diz que a terra se abriu debaixo dos rebeldes. Aqueles homens, juntamente com suas casas e todos os seus bens, foram engolidos. Corá e o seus pereceram bem diante da congregação de Israel (Números 16:31-33). Os duzentos e cinquenta levitas simpatizantes de Corá que ofereciam incenso, também foram consumidos pelo fogo da parte do Senhor (Números 16:35).

Diante do juízo de Deus derramado sobre Corá, Datã e Abirão e seus homens, os israelitas fugiram apavorados. Eles ficaram com medo de também serem engolidos pela terra (Números 16:34). Mas apesar dessa demonstração clara do juízo de Deus sobre eles, ainda assim os israelitas continuaram tumultuando e fazendo oposição a Moisés e Arão. Foi nesse contexto que a vara de Arão floresceu. Isso confirmou que o sacerdócio da casa de Arão era escolha de Deus (Números 16:41-17:13).

A Bíblia também fala sobre os descendentes de Corá que foram porteiros e cantores no coro do Templo (1 Crônicas 9:19; 2 Crônicas 20:19). Inclusive o texto bíblico informa que os filhos de Corá não morreram (Números 26:11). Alguns estudiosos sugerem que esses coraítas (filhos de Corá) eram descendes de outro Corá, mas essa hipótese é muito improvável.
 
 
https://estiloadoracao.com/quem-foi-cora/?
 
 
 

7 de agosto de 2020

Anjos e seus nomes: quais os anjos mencionados na Bíblia?




 

Existe uma curiosidade generalizada sobre os nomes dos anjos nas diferentes religiões e culturas. Mas será que os Anjos têm nomes? Eles possuem personalidade e características que os definem ou distinguem? Devemos chamá-los? Eles realmente existem? Confira nesse estudo as respostas para essas e muitas outras perguntas sobre anjos, à luz da Bíblia.

Como sabemos, há muita especulação sobre esse tema, mas a Bíblia Sagrada é única fonte de informação que merece total confiança e nos dá as respostas necessárias às dúvidas que temos acerca dos anjos.

O que a Bíblia diz sobre os Anjos?

Os anjos são seres espirituais criados por e para servir ao Senhor. Eles são ministros da providência divina, atuando conforme a vontade e o governo de Deus. A palavra anjo tem sua origem no latim 'angelus', que por sua vez se originou do grego 'aggelos' que traduzidos significam "mensageiro". Em hebraico o termo é 'mal'ak', significando o mesmo, i.é., aquele que fala e age obedecendo aquele que o enviou.

A Bíblia não fala exatamente sobre características ou personalidade de anjos. Através de algumas evidências pode-se subentender que eles foram criados, diversificados uns dos outros, com alto nível de inteligência, força e livre arbítrio.
O fato de alguns anjos terem escolhido desobedecer a Deus, caindo da sua condição original, confirma que eles não são "automatizados" a servirem a Deus.

Eles fazem isso por decisão individual, com amor e fidelidade ao Criador e Pai celestial. Nos diferentes relatos bíblicos vemos que os anjos ocupam posições diferentes, exercem funções distintas mas sempre com o mesmo objetivo: glorificar a Deus, em louvor, reverência e obediência

Anjos mencionados na Bíblia

A Bíblia fala, essencialmente de 2 nomes de anjos: Miguel e Gabriel. Mas, denomina outros grupos angelicais, descrevendo suas funções e características, como por exemplo: anjos santos (Marcos 8:38; anjos ímpios, que não conservaram seu estado original (2 Pedro 2:4 e Judas 1:6 e anjos eleitos (1 Timóteo 5:21 para ministrarem diante Deus. Além disso, a Palavra de Deus declara que existem milhares e milhões deles e que estão em constante serviço ao Deus Eterno.

Confira os nomes e tipos de anjos em algumas referências descritas nas Escrituras:

Anjos chamados por nome na Bíblia

  • Gabriel

    • Características: Do hebraico gabheri'el, significa literalmente "homem de Deus" ou "herói de Deus". Estudiosos e comentaristas divergem quanto a ser um nome próprio ou apenas um substantivo comum. Foi o anjo que apareceu à Daniel, para esclarecer a visão sobre tempos futuros, também anunciou as concepções de João Batista à Zacarias e de Jesus à Maria. Pode ser um dos 7 anjos que assistem diante de Deus (Ap. 8:2). Parece que a sua função principal é ser intérprete de revelações divinas.
    • Referências: Daniel 8:16; Daniel 9:21; Lucas 1:19; Lucas 1:26
     
  • Miguel
    • Características: Do hebraico mika'el, significando "quem é como Deus?". É chamado de Arcanjo em Judas, parecendo, por essa designação, exercer uma posição de liderança entre os anjos. Foi erroneamente designado como a 2ª pessoa da Trindade por algumas seitas, mas isso não pode ser sustentado pelas passagens acerca de Jesus Cristo, que é Deus, infinitamente superior aos anjos, que são seres criados (Hebreus 1:3-8).
    • Daniel 10:13; Daniel 10:21; Daniel 12:1; Judas 1:9; Apocalipse 12:7

Classes ou tipos de Anjos

  • Querubins

    • Características: Há várias menções desse tipo de Anjos na Bíblia. São tipos de Guardas celestiais em constante exaltação ao Rei da glória. São anjos destinados a glorificar a Deus, perante o Seu trono defendendo a Sua santidade. Aparecem registros desses seres no Jardim do Éden, no tabernáculo, como figuras sob a arca da aliança, no templo e na descida de Deus à terra.
    • Referências: Isaías 37:6; Salmos 80:1; Salmos 99:1; Gênesis 3:24; Êxodo 25:18-20; Hebreus 9:5; 2 Samuel 22:10-11; Salmos 99:1
     
  • Serafins
    • Características: São uma classe de anjos bastante aproximada da dos Querubins. Aparecem somente em Isaías 6, glorificando a Deus e preparando o profeta Isaías para se aproximar de forma apropriada de Deus.
    • Referências: Isaías 6:2-3; Isaías 6:6
     
  • Principados, potestades, tronos e domínios
    • Características: São classes de anjos que ocupam lugares de autoridade entre os seres angelicais. Dá ideia de certa hierarquia entre os seres celestiais com funções como chefes ou príncipes de anjos.
    • Referências: Efésios 1:21; Colossenses 1:16; Colossenses 2:10; 1 Pedro 3:22

Anjos descritos pela função que desempenharam

  • "O Anjo do Senhor"

    • Essa é uma designação especial do AT sobre a aparição desse "Anjo". Há pelo menos 60 ocorrências que mostram de forma especial essa descrição em comparação a outras aparições de anjos comuns. Muitos acreditam que essa não era uma simples aparição de um anjo em missão como representante de Deus. Mas que se trata de uma teofania (aparição do próprio Deus) na 2ª pessoa. Os argumentos baseiam-se na diferença entre essas referências, está no modo em que o "Anjo do Senhor" se apresenta como sendo o próprio Senhor e não um mensageiro, simplesmente.
    • Referências: Gênesis 18:2; Gênesis 13:14-17; Juízes 13:18; Gênesis 31; Êxodo 3:6
     
  • Anjos adoradores
    • Serviço prestado: Parece que o serviço comum dos anjos é louvar e adorar a Deus. Não como uma tarefa cansativa e enfadonha, mas como uma atitude voluntária de amor e admiração da Glória magnífica de Deus. Esses seres celestiais celebram louvores a Deus, pelo Seu esplendor e grandeza constantemente. Em toda a Bíblia há diversas menções e referências sobre a adoração contínua que os anjos expressam a Deus. Mas de forma geral, em todas as suas funções ou tarefas, no fim, todos glorificam a Deus através da sua obediência, temor e exaltação.
    • Referências: Salmos 148:1-2; Jó 38:7; Apocalipse 5:11-12
     
  • Anjos vigilantes - Anjos que guardam e protegem
    • Serviço prestado: São anjos ordenados por Deus a protegerem uma pessoa, lugar ou povo. Daniel menciona ter visto um sentinela, um anjo que estava vigiando. A primeira menção aparece no relato da queda, quando Adão e Eva comem da Árvore do conhecimento do bem e do mal, e são expulsos do Jardim do Éden. Deus colocou Querubins e uma espada resplandescente para guardar o caminho para a Árvore da vida.
    • Referências: Gênesis 3:24; Daniel 4:13; [[Daniel 4:23]
     
  • Exércitos dos Céus
    • Serviço prestado: Não se sabe a quantidade exata de anjos existentes mas sabemos que são milhares de milhões e milhões que compõem o Exército celestial Apocalipse 5:11. Numa ocasião, em que o profeta Eliseu estava cercado pelo exército sírio, seu servo teve medo. Então o profeta orou pedindo que Deus lhe mostrasse, que maior era o exército que estavam com eles que os do inimigo. Esses seres, além de guerreiros, parecem também servir como conselheiros divinos numa extensa família de anjos do Senhor no céu.
    • Referências: Mateus 26:53; 2 Reis 6:16-17; Neemias 9:6; 1 Reis 22:19
     
  • Seres viventes
    • Serviço prestado: Em Ezequiel 1 e Apocalipse 4 aparecem outras espécies de seres celestiais conhecidos por "Seres viventes". Estes seres tinham asas e rostos com aparência de homem, leão, boi e águia. Estavam ao redor do trono, manifestando a majestade e a glória de Deus, em movimento, como relâmpagos, e em adoração constante: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos...".
    • Referências: Ezequiel 1:5-14; Apocalipse 4:6-8
     
  • o Anjo das águas
    • Serviço prestado: Este anjo é descrito na visão futura acerca do Fim. O apóstolo João, no livro de Apocalipse, mencionou que ouviu o anjo que tinha autoridade sobre as águas, adorar a Deus por Sua justiça, depois que foi derramada a taça da ira de Deus sobre as águas.
    • Referência: Apocalipse 16:5-6
     
  • Anjo do Fogo
    • Serviço prestado: Este anjo também é mencionado em Apocalipse. No relato, é dito sobre um anjo que tem autoridade sobre o fogo, que fala ao Filho do Homem sobre a Colheita da Terra.
    • Referência: Apocalipse 14:18
     
  • O anjo do "evangelho eterno"
    • Serviço prestado: Este anjo também é descrito em Apocalipse, referido como aquele que tinha nas mãos o Evangelho eterno e proclamava-o às nações.
    • Referência: Apocalipse 14:6
     
  • Os sete anjos que exercerão juízo final de Deus
    • Serviço prestado: São os Anjos que irão tocar suas trombetas e derramar as taças da ira de Deus, no Juízo Final. A descrição detalhada da ação desses anjos aparece no livro do Apocalipse. Há um paralelo entre as imagens descritas no toque das trombetas e no derramar das 7 taças da ira de Deus.
    • Referências: Apocalipse 6:1-15; Apocalipse 8:2; Apocalipse 16:1

Anjos caídos

A Bíblia fala sobre anjos que pecaram contra o Criador e não guardaram a sua condição original de dignidade perante Deus. Estes são os anjos caídos que têm prazer em se opor a Deus e tentam destruir a Sua obra.

  • Diabo, Belzebu, Satanás

    • Características: Satanás foi o primeiro a pecar e portanto, é o originador do pecado no universo. Ele pecou antes de os seres humanos terem caído, tentados por ele mesmo no Éden. Jesus disse que ele "foi homicida desde o princípio", e que ele "é mentiroso e pai da mentira". A característica principal do Diabo é de pecar e induzir outros a pecarem. É possível que o relato de Isaías 14 e Ezequiel 28, descrevendo o juízo sobre o rei (humano) da Babilônia, descrevendo um eventos terreno, possa também descrever eventos celestiais que lhes são paralelos (relacionados a Lúcifer), de forma ilustrativa e limitada.
    • Referências: João 8:44; 1 João 3:8; Lucas 11:15
     
  • Demônios, espíritos malignos, anjos caídos 
    • Características: São anjos maus que estão sob o comando de Satanás, atuando como seus súditos e emissários. Não apresentam nomes específicos na Bíblia. Tal como o seu líder, o objetivo desses seres é fazerem oposição a Deus, tentando matar, roubar e destruir a obra do Senhor. Para esses anjos maus não há perdão, nem redenção. A Satanás e seus anjos já está decretado o juízo final no lago de fogo e enxofre.
    • Referências: Lucas 11:14; Mateus 17:18; Mateus 12:43-45; João 10:10; Mateus 25:41; Jó 4:18-19
     
  • Legião
    • Características: Os espíritos malignos reconhecem o Senhorio de Cristo. Certo homem da terra de Gadara (Gedara) possesso por muitos espíritos malignos, vivia atormentado e isolado em cemitérios. Quando Jesus passou por aquela região, aquele homem correu e se prostrou diante de Cristo. Ao ser questionado pelo Senhor, aquele espírito mal se autointitulou de "Legião" porque eram muitos naquele homem. Esse relato nos mostra que os demônios podem causar muitos males às pessoas, mas Jesus é infinitamente superior e pode libertar.
    • Referências: Marcos 5:9; Lucas 8:30
     
  • Apoliom, Abadom
    • Características: Esse é o Anjo do Abismo, descrito somente em Apocalipse. Seu nome em hebraico "Abadom" e em grego "Apoliom" significam 'destruidor'. É o chefe dos seres atormentadores dos homens durante o Juízo Final.
    • Referência: Apocalipse 9:11
     

Crença universal nos Anjos

A crença na existência do mundo espiritual é comum a quase todas as religiões do mundo. Os anjos fazem parte do conjunto de crenças de várias religiões antigas e atuais. Eles aparecem nas culturas pagãs ora como seres divinos, ou como seres fantásticos, com super poderes, gênios, místicos, ora como fenômenos da natureza, cumprindo decretos dos deuses ou servindo como mensageiros entre os mundos espirituais e materiais.

Os anjos figuram a crença de diferentes povos, compondo repertórios de mitos e folclore sobre deuses e seres fantásticos. Nas diferentes culturas, os anjos são listados em fontes orais e escritas (não fiáveis), com nomes e aspectos diferenciados. São espécies de seres com poderes sobrenaturais, atuando como intermediários entre o mundo espiritual e material.

Crença religiosa X Interesse secular

A crença em anjos está associada ao crescente interesse pelo sobrenatural, busca por espiritualidade ou esoterismo. Além disso, há uma crescente curiosidade e busca de entretenimento a partir de coisas fantásticas.

A luta entre o bem e o mal costuma ser o pano de fundo das narrativas sobre anjos, espíritos, gênios, deuses, super heróis, etc, que continuam despertando o interesse dum público grandioso.

Os seres sobrenaturais estão presentes nas artes e literaturas há muitos séculos. E, ainda hoje são difundidos na cultura pop através de filmes, séries, videojogos, documentários, etc. Apesar disso, é bom ter em atenção que trata-se de figuras (nomes e histórias) fictícias, inventadas ou provavelmente adaptadas de tradições antigas que beberam numa fonte comum vinda da tradição judaico-cristã, isto é, da revelação original dada por Deus. Por não estarem fundamentados na Bíblia, não devem ser creditadas como verdade.

As bases para a fé cristã, real e verdadeira, continuam firmadas única e exclusivamente na Bíblia Sagrada!

Confira a seguir alguns nomes de anjos ou seres divinizados presentes no imaginário popular de alguns povos:

Figuras angelicais em textos externos

  • Fadas

    • Folclore europeu - São criaturas míticas presentes em literaturas e contos orais germânicos, célticos, eslavos e outros que passaram a compor o imaginário ocidental e oriental. Fazem parte de uma coleção de crenças populares em divindades mágicas que guardam ou assombram pessoas e lugares específicos. A fada madrinha era semelhante ao anjo da guarda que tinha por função proteger seus afilhados.
     
  • Hermes
    • Mitologia grega - É o deus mensageiro e irreverente. Filho de Zeus e da ninfa Maia, Hermes tinha asas nas sandálias que facilitava seu deslocamento para realizar as suas tarefas e entregar mensagens entre os deuses gregos.
     
  • Mercúrio
    • Mitologia Romana - É o deus do comércio e também o mensageiro entre os deuses romanos. Sofreu sincretismo com o deus grego Hermes quando a Grécia foi conquistada pelo império romano.
     
  • Eros
    • Mitologia grega - É o deus do amor erótico e da paixão, filho da deusa Afrodite. É representado como um rapaz nu com asas que saiam dos ombros. Depois da conquista romana, sofreu sincretismo com o conhecido Cupido, o deus romano do amor erótico que se diverte atirando flechas invisíveis para promover romances.
     
  • Thor
    • Mitologia Nórdica - É uma divindade forte, filho do deus germânico Odin e da deusa Jord. Thor era o deus das guerras, dos trovões e tempestades. Este valente guerreiro usa um martelo como principal arma e está associado à ideia de proteção dos mortais.
     
  • Valquírias
    • Mitologia Nórdica - Essas divindades eram filhas do deus Odin e da deusa Frigga. Segundo o mito, essas deusas decidiam quem morreria. Depois apareciam para recolher os corpos dos valentes que morriam no campo de batalha para serem levados para o palácio de Valhalla, onde estes aguardaria para lutar na batalha final ao lado de Odin.
     
  • Peri
    • Mitologia turca - Entidade divina que atua ora como agente do bem ora do mal. São típicos seres alados, radiantes e altos. Semelhantes à fadas boas ou a espíritos malignos, que por vezes visitam o reino dos mortais - Irchi é um tipo desses seres no folclore turco que têm olhos de fogo, que fazem bem ou mal aos humanos.
     
  • Rafael
    • tradições judaico-cristãs - O nome desse anjo é conhecido na tradição católica romana e ortodoxa como o anjo da cura. Aparece em alguns textos hebraicos apócrifos (como o livro de Tobias, p.ex.) sendo considerado o anjo que ministra a cura de Deus. Segundo essa literatura, o anjo Rafael ajudou o jovem Tobias numa viagem dando-lhe o livramento da morte e ensinou-o como deveria curar seu pai da cegueira. A tradição católica romana adotou essa tradição ao acrescentar o livro de Tobias na tradução junto dos livros canônicos da Bíblia.
     
  • Jeremiel
    • tradições judaico-cristãs - O nome desse anjo aparece no 2º livro de Esdras. Este livro apócrifo é reconhecido apenas pelos cristãos ortodoxos. Segundo esse texto não inspirado, Jeremiel tinha o dever de guardar o Sheol ou Hades, o abismo e o conhecido "Seio de Abraão", onde as almas justas aguardavam pelo Senhor. Não há nenhuma fundamentação bíblica para essas informações.
     
  • Fanuel
    • Tradições judaicas - Este é o nome dado ao quarto anjo ouvido no Livro apócrifo de Enoque. Seu nome significa "a face de Deus" e seria aquele que tem domínio sobre a esperança de arrependimento de quem irá herdar a vida eterna. Mas sabemos que é Cristo quem tem autoridade sobre os que hão de herdar a salvação. É considerado um dos arcanjos que irá tocar a 7ª trombeta. A Bíblia Sagrada só diz o nome de um arcanjo, Miguel, e não diz o nome dos anjos que irão tocar as trombetas.
     
  • Uriel
    • Tradições judaicas - Considerado o anjo da iluminação, seu nome significa fogo, ou "Chama de Deus". Aparece nos livros apócrifos de Enoque e no 2º livro de Esdras, onde é sugerido que seja este quem terá instruído Esdras na sua obra; também acredita-se que seja este anjo quem lutou com Jacó; também aquele que anunciou o dilúvio a Noé entre outras atuações. Mas nada disso pode ser confirmado pela Bíblia.

Em muitas outras tradições e religiões são encontradas referências de tipos de anjos, com nomes e reputação já popularizados. Mas, quase sempre sofrem variações, consoante a linha ou registro cultural. De forma geral, esses relatos não podem ter sua veracidade confirmada.

Anjos nas crenças judaicas

Rafael, Uriel, Salatiel, Samael, Fanuel, Jeremiel, Remuel, Jegudiel e Baraquiel são alguns nomes de anjos que aparecem na tradição mística judaica. Muitas dessas crenças, a Cabala por exemplo, tem como base o Antigo Testamento mas distorcem e adicionam acréscimos de estudos rabínicos e obras não canônicas de judeus, que contradizem a Bíblia.

Contudo, somente os nomes de Gabriel e Miguel aparecem nos livros hebraicos aceitos como inspirados por Deus. Esses livros mais antigos do Antigo Testamento compõem o cânon judaico da Tanakh (a Bíblia hebraica) e são os mesmos da Bíblia cristã protestante.

A tradição judaica foi beneficiada com a mensagem verdadeira dada por Deus, mas sofreu influências de culturas estrangeiras com o passar do tempo. No princípio, sabia-se da existência de milhares de anjos, mas eram seres anônimos nas Escrituras Sagradas, com exceção de Gabriel e Miguel.

A nomeação de outros anjos foi adotada pelos judeus tardiamente no pós exílio, a partir de influências místicas de tradições pagãs (como a babilônica, por exemplo) com as quais tiveram contato.

Assim, tendo uma compreensão tão alargada sobre angeologia (estudos dos anjos), com adições de experiências não inspirados por Deus, algumas linhas judaicas se afastaram da verdade bíblica. Adotaram conhecimentos distorcidos na busca por intermediários na sua busca por Deus. Há uma tendência natural e pecaminosa de se adorar a criatura em vez do Criador. Daí, ao seguir certas fantasias, muitas pessoas passaram a se relacionar com anjos, orando e se dedicando a eles, o que é totalmente desencorajado pela Bíblia.

Cuidados sobre o relacionamento com anjos

Não devemos buscar contato nem orar a anjos ou outros espíritos além de Deus. A Bíblia diz que Satanás se disfarça de anjo de luz (2 Coríntios 11:14 para enganar. Por isso, busque conhecimento verdadeiro na Bíblia Sagrada e ore e adore somente ao Senhor.

Embora muitos judeus não O reconheceram, Jesus Cristo é o único caminho que nos conduz a Deus (João 14:6). Não há outro meio espiritual ou humano para isso. Em Jesus, podemos ir direto à Fonte de vida, proteção, amor, alegria e salvação, sem precisar contactar outros assessores.

O autor da carta aos Hebreus alerta aos judeus e a nós sobre a superioridade de Cristo frente a qualquer anjo (Hebreus 1:4-8) e à necessidade de ter em primazia a Palavra anunciada pelo Senhor sobre Ele (Hebreus 2:1-3. Os outros seres espirituais criados são criaturas limitadas, coadjuvantes (anjos bons) ou antagonistas (anjos maus) na grande história de Deus. Também sabemos que há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo, o Senhor (1 Timóteo 2:5-6).

Curiosidade sobre anjos na Bíblia

Há muitas especulações quanto a detalhes sobre anjos e demônios, mas é preciso considerar qual o grau de importância dado pela Bíblia a esses temas. Sendo a revelação escrita de Deus aos homens, a Bíblia, dá pouquíssima ênfase aos nomes específicos de anjos. Mas ela é suficiente como nossa base de fé e prática. A Palavra de Deus traz tudo o que precisamos para conhecer ao Senhor e buscá-lo da maneira certa.

Os detalhes que a Bíblia não aborda devem ser estudados com muito cuidado e sabedoria. Temos interesse e curiosidade sobre vários assuntos mas, provavelmente se não há muita informação nos livros inspirados por Deus, é porque essas questões são secundárias e não são tão relevantes para nosso relacionamento com Deus.

Mais importante que conhecer os nomes e particularidades dos anjos é sabermos que eles foram criados e são usados para o cumprimento do propósito de Deus, o Senhor a quem servem e adoram.

O que podemos saber mais?

  • No Antigo Testamento a palavra hebraica Mal'ak (Mal'a kim e similares), traduzida por anjo (mensageiro) ocorre 108 vezes mencionando os seres espirituais que servem e louvam ao Senhor. Ora são denominados pelas suas características ou pelas suas funções, nas respectivas tarefas.
  • No Novo Testamento a palavra grega 'aggelos' (e/ou similares), anjos, aparece 175 vezes. Os seres angelicais, tal como antes, aparecem como mensageiros de Deus, exercendo funções semelhantes às que faziam nos registros do AT antes da vinda de Cristo.

Por fim, note que o mais importante não é a identidade dos anjos, mas sim o Nome que está acima de todo nome: Jesus Cristo.

A Ele, os anjos servem e adoram, tal como nós devemos fazer - Filipenses 2:9-11 e Efésios 1:20-21. Para assegurar a nossa salvação, o mais importante é conhecermos a Deus (João 17:3) e não às Suas criaturas especificamente.


https://www.respostas.com.br/anjos-e-seus-nomes-anjos-mencionados-na-biblia/