Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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22 de agosto de 2018

3 Coisas que NÃO devemos dizer para quem está sofrendo


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Quando nos deparamos com algum conhecido que está passando por um sofrimento agudo, muitas vezes ficamos sem palavras, pior do que isso, na tentativa de ajudar falamos coisas que além de não ajudar, podem trazer confusão para quem está sofrendo.

O pai de um jovem morreu, e sua igreja local, como seria de esperar, deu o apoio e todo consolo de que ele precisava no momento. Depois de poucas semanas, o cuidado generoso começou a desaparecer, também como seria de se esperar. As poucas pessoas que ainda perguntavam ao jovem como ele estava fazendo se tornaram para ele como extraordinariamente solidária.

Um ano depois, no aniversário da morte do pai, um amigo da igreja ligou e deixou um recado: “Lembro-me que seu pai morreu neste dia no ano passado. Eu só queria que você soubesse que eu estava pensando em você e orei por você. Orei para que alguns momentos hoje, quando as memórias que você tem dele te abençõe”.

Esse é o tipo de compaixão e comprometimento que o jovem decidiu seguir, e que fez de fato alguma diferença. 

1) Não diga: “Poderia ser pior.”

Acredite ou não, isso é apenas a primeira metade de um comentário hediondo, por exemplo: “Poderia ser pior, imagine se você tivesse quebrado as duas pernas.”

Temos algumas formas estranhas de “animar” uns aos outros. O comentário é verdadeiro, tudo pode ser pior. Nós sofremos e, em seguida, juntamente com o sofrimento, tem um “conforto” que diz que poderia ser pior.

Tal comentário é totalmente impensado. Deus não compara o nosso sofrimento presente para qualquer outra pessoa ou para os piores cenários.

Esse tipo de comparação, pode nos levar a não falar do sofrimento de nossos corações ao Senhor, porque julga que seria lamentar-se, o que certamente não é.

Assim, mesmo que as coisas poderiam ser piores, nunca é uma coisa apropriada a dizer para os outros ou para deixar que os outros dizem sobre a sua situação. 

2) Não diga: “O que Deus está lhe ensinando com isso?” Ou: “Deus tem um propósito para isso.”

Existem muitos exemplos bíblicos em que Deus ensina com base no sofrimento, e Ele diz que todas as coisas cooperam para o bem (Rom. 8:28). Estamos de acordo com CS Lewis quando ele escreve que a dor é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo.

Considere alguns dos possíveis problemas com este tipo de argumento:

– Tais respostas contornam a compaixão. Você terá compaixão se alguém está recebendo “uma lição”? Não é provável.
– Tais respostas tendem a ser condescendente, como em “Eu quero saber quando você vai finalmente conseguir superar isso.”
– Essas respostas sugerem que o sofrimento é um enigma solucionável. Deus tem algo específico em mente, e nós temos que adivinhar o que é, caso contrário, o sofrimento vai continuar.
– Essas respostas sugerem que fizemos algo para desencadear o sofrimento.
– Tais respostas minam o chamado de Deus a todas as pessoas que sofrem: “Confie em mim.”

Nós procuramos muitas vezes pistas sobre os caminhos de Deus, como se o sofrimento fosse uma caça ao tesouro. Chegar ao fim, com as respostas certas, e Deus vai tirar a dor. Enquanto isso, a busca por respostas é equivocada desde o início e vai acabar mal. O sofrimento não é uma questão intelectual que precisa de respostas; é altamente pessoal: Posso confiar nele? Será que ele ouviu? O sofrimento é uma questão relacional, e é um tempo para falar honestamente ao Senhor e lembre-se que a revelação mais completa Ele dá de si mesmo é através de Jesus Cristo, o servo sofredor. Só quando olhamos para Jesus é que podemos saber que o amor de Deus e nosso sofrimento podem coexistir. 

3) Não diga: “Se você precisar de alguma coisa, por favor me ligue, a qualquer hora.”

Este comentário comum ou desse tipo revela que nós realmente não conhecemos a pessoa. Sofredores geralmente não sabem o que querem ou precisam, e eles não vão ligar para você. O comentário é o equivalente a, “eu disse algo de bom, agora te vejo mais tarde.” Ele não dá nenhum pensamento real para as necessidades e circunstâncias do sofredor, e a pessoa que sofre sabe disso.

Em vez disso, poderíamos considerar o que precisa ser feito e fazê-lo.

Sábios amigos podem ir no mercado, fazer uma refeição, tomar conta das crianças, ficar um tempo junto, e assim por diante.

Quaisquer atos de amor e serviço tornam a vida mais fácil para a pessoa que sofre. E uma refeição nunca é apenas uma refeição; o serviço de limpeza não é apenas uma economia de tempo para os servidos. Esses atos dizem para o doente “eu lembro de você”; “Eu penso em você muitas vezes”; “Você não é esquecido”; “Você está em meu coração”; “Eu te amo.”.

A singularidade das nossas tentativas desajeitadas e às vezes dolorosas para ajudar é esta: temos ideias claras do que nos ajudou em nosso sofrimento, mas não adotamos quando se busca a amar os outros.

E você quando está passando por algum sofrimento o que não gostaria de ouvir?


https://bibliacomentada.com.br/index.php/3-coisas-que-nao-devemos-dizer-para-quem-esta-sofrendo/




1 de junho de 2015

Estressado? Ansioso? 10 versículos bíblicos para lembrá-lo que Deus está no controle




1º – 2 Samuel 22:31-33
O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam.
Por que, quem é Deus, senão o Senhor? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?
Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.

2º – Salmos 9:10
Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam.

3º – Salmos 27:1
O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?

4º – Salmos 91:1,2
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

5º – Salmos 94:18,19
Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.
Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma.

6º – Provérbios 3:5,6
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

7º – João 14:27
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

8º – Romanos 8:35-39
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

9º – Filipenses 4:6,7
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

10º – 1 Pedro 5:7
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.




por Thiago Dearo
Portal Padom



2 de junho de 2012

Métodos de DEUS contra o medo


Texto: II Crônicas 20

1 - Reconhecer Deus como Senhor absoluto da situação. (vers.6)
2 - Clamar a Deus e confiar. (vers. 9b)
3 - Reconhecer que não podemos fazer nada com as nossas próprias forças.
(vers. 12b) RESPOSTA DE DEUS - (vers. 15 e 17)
Não temam! Não se assustem! Não guerreiem!


A guerra é de Deus! Tomem posição! Fiquem parados!

VEJAM O LIVRAMENTO! 

Enquanto esperamos o livramento, qual deve ser a nossa atitude? (vers. 21 e 22). louvor; ações de graças. Qual a conseqüência de termos total confiança de que Deus está no controle do problema?

(vers. 30) paz; repouso. Estamos passando por perigos? Estamos em dificuldades? Estamos com problemas? A receita de Deus para todos estes males está em Sua Palavra. Neste capítulo 20 de II de Crônicas, Deus nos mostra especificamente com agir quando nos defrontamos com situações, onde não sabemos o que fazer, mas Deus é maravilhoso, e em Sua Palavra, encontramos tudo que precisamos. Muitas vezes em nossas vidas nos deparamos com problemas que nos afligem. Encontramos pelo caminho da nossa vida, lutas e dificuldades. Porque na maioria das vezes nós os cristãos, saímos machucados e derrotados, tristes e abatidos. Não deveria acontecer isso, não é verdade? Porque DERROTA, em vez de VITÓRIA? Vamos à Palavra de Deus. Em II Crônicas 20, temos a resposta e solução de Deus ao: medo; ansiedade; tribulação; angústia; problemas, etc...etc...

(ler todo o texto de II Crônicas 20) 
Vamos aprender com o rei de Judá, Josafá. Vamos ver o que ele fez quando teve medo.
(vers. 3 e 4) Quantos de nós na hora em que vem a luta, a dificuldade, se encolhe todo no meio do problema e tem medo? Ou será que agimos de um forma diferente? Murmuramos? Reclamamos? Se agirmos no critério de Deus, faremos como Josafá.

1 - O rei Josafá pôs-se a buscar a Deus . ( vers. 3 e 4) 
Ele chamou o povo todo e conclamou-os a juntos buscarem a Deus. Eis aí uma reunião de oração. Nós temos irmãos na fé, que se solicitados podem lutar conosco em oração. Nada melhor para crescer na fé, passando por um problema. Já ouviram falar que provações são bênção disfarçadas? Quando a gente aprende a crer e confiar de que Deus está no comando, muito embora não vejamos nada acontecer para solucionar o caso... Quando aprendemos a entregar tudo e descansar... é como se passássemos pela luta, pelo problema, sem sentir. é como se passássemos caminhando por cima das muitas águas. Aleluia!!!

2 - Reconhecer Deus com Senhor (vers. 6) 
Não há problema grande demais para Deus. O poder está nas mãos de um Deus que é Todo-Poderoso. Ele é suficiente. Ele domina sobre tudo e sobre todos. Nada resiste ao poder e a força do nosso Deus.

3 - Deus é o nosso ajudador. (vers. 9b) 
Temos que saber que temos a quem recorrer. Não estamos à sós, muito embora possa parecer. Você está angustiado? Já não sabe a quem recorrer? Todo o teu esforço está sendo em vão? Olhe para a Palavra de Deus. "e clamaremos a Ti na nossa angústia, e Tu nos ouvirás e livrarás."(vers. 9b)

4 - Reconhecer que em nós não há força alguma. 
Nós como seres humanos que somos, não sabemos como agir, não sabemos como resolver os nossos problemas. Quando mais olhamos para o problema, maior ele vai se tornar. Vamos experimentar olhar para Jesus Ele é a solução para os nossos problemas. Temos que confiar em Deus e olhar para Ele e não para os problemas.

5 - É Deus que resolve. (vers. 15) 
Glórias a Deus, pois existe Alguém que resolve os nossos problemas. O SEU NOME É JESUS!!! Não nos assustemos com o tamanho do problema. Ele é grande? É assustador?
Deus é maior que tudo. Desde o momento em que colocamos o problema nas mãos de Deus, ele já não nos pertence mais. Ele é de Deus. É Ele que vai resolvê-lo para nós. "Vinde a Mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque Sou manso e humilde de coração e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu fardo é leve e o Meu jugo é suave." (Mateus 11: 28-30)

6 - Fiquem quietos e vejam o agir de Deus. (vers. 17) 
Já entregamos tudo nas mãos de Deus? Sem reservas? Agora a nossa posição é de aguardar. Ficar quieto. Parar de falar. Parar de murmurar. Parar de reclamar. Todas as vezes que entregamos uma causa para Deus, Ele pega a nossa causa para Si. Ele carrega o problema para nós. Mas, quando nos agitamos, achando que Deus está demorando, vemos que: "Os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos." ( Isaías 55:8)  Muitas vezes a demora de Deus é para nos ensinar. Deus é misericordioso. Ele é pronto para perdoar e tardio para se irar. A sua causa é que estão lhe fazendo mal? Deus ama esta pessoa. Ele se demora em agir, porque está dando tempo para arrependimento. Deus é misericordioso.

7 - Atitude de prostração submissão perante o Senhor adoração. ( vers. 18 e 20) 
Josafá confiou. Não se agitou no meio do problema, mas confiou em Deus como o Todo-Poderoso Senhor da situação.

8 - Posse da bênção. (vs. 25) 
Ao confiar em Deus depositando n'Ele o problema, a batalha já está ganha. É só aguardar e no tempo certo. No tempo de Deus, não no nosso tempo, ir buscar as riquezas. Ir buscar as bênçãos!

9 - Consequências da confiança em Deus Paz e repouso. (vs. 30) 
Esta paz, esta segurança que adquirimos no meio do problema, no meio da provação, no meio da tormenta, é sobrenatural, ela vem de Deus. Só Jesus pode dar paz. Só Ele é a nossa segurança. Só Ele é o nosso refúgio. Só Ele nós dá paz, segurança e refúgio no meio da tribulação. Ele é a resposta para todos os nossos problemas. Não há problema grande demais para Deus. O que é impossível para os homens, é possível para Deus.

Entregue hoje o seu problema nas mãos de Deus! Você não vê solução para a sua vida? Tudo parece difícil? Saiba que Deus é suficientemente capaz para tomar conta do seu problema, seja ele o que for; financeiro, doença, emprego, familiar, etc... Segure hoje nas mãos de Deus. Ele está com as mãos estendidas, pronto para nos ajudar. Deus espera o tempo todo por nós. Chega de chorar. Chega de sofrer. Chega de reclamar. Nós somos Filhos do Rei! Ele é o Senhor dos senhores! Ele é o Rei dos reis! ELE É JESUS!!! "Buscai o Senhor enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto." ( Isaías 55:6) "De lá, buscarás ao Senhor teu Deus, e O acharás, quando O buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma." ( Deuteronômio 4: 29)


Autora: Célia Maria Pacheco Pernica

5 de abril de 2012

A arte de bem dizer


Orientações para quem fala em público (inclusive na igreja)

Luiz Carlos Ramos


“Istudado nóis é, nóis fala errado porque nóis qué!”
(Cartaz afixado em estabelecimento comercial em Sta. Maria da Serra, interior de São Paulo)

“Eu sáudo os irmãos...”
Quem já não ouviu expressões do tipo “eu sáudo a amada igreja...”, em lugar do correto que seria “eu saúdo”? O deslocamento da tônica (sílaba ou vogal que deveria receber a ên-fase, na prosódia) é um dos erros muito comuns entre nós. Como esses, há muitos outros “costumes” da comunicação oral que se repetem com tamanha freqüência entre os que fa-lam em público que acabam virando “regra”. Os gramáticos chegam mesmo a se render a algumas dessas práticas e acabam por incorporá-las nos dicionários e nas gramáticas que escrevem.

Não obstante, a observância das normas é uma garantia de que nossas idéias estão sendo bem expressas, e uma certa garantia de que elas serão razoavelmente compreendidas. Se cada um seguisse suas próprias regras, reproduziríamos a tragédia de Babel, e já não seríamos capazes de nos entender.

Talvez você já tenha ouvido, ou (cruzes!) repetido a seguinte expressão: “recebam meus comprimentos...”. Ora, não obstante a semelhança com “cumprimentos” (ambos são subs-tantivos masculinos que se escrevem quase da mesma forma), essas palavras significam coisa bem diferente: “comprimento” refere-se à distância ou extensão correspondente à dimensão de um objeto, e “cumprimento” designa uma saudação ou congratulação. Uma única vogal – neste caso, um “o” ou um “u” – pode fazer a gente dizer coisa bem diferente daquela que pretendemos.

Vale dizer, aproveitando a ocasião, que em lugar de dizer “eu quero saudar...” ou “eu queria dizer aos irmãos...”, seria mais adequado saudar de vez, pois a impressão que se tem é a de que sempre o orador quer fazer algo, mas nunca o faz. Assim, na dúvida, na hora de fazer uma saudação, é melhor recorrer aos convencionais “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, sempre adequados e gramaticalmente corretos. Essas, sim, são saudações, e não meros anúncios de algo que nunca chega.

“...eu disse ao pastor que tinha um pobrema...”
Na verdade essa pessoa que proferiu a frase acima tinha pelo menos dois problemas, aquele que a fez procurar o pastor e o outro, de prosódia, pois a maneira correta de pronunciar e grafar essa palavra é “problema” e não “pobrema”. Outras variações do mesmo fenômeno (há quem prefira dizer “felômeno”, a despeito dos dicionários) são: “poblema” e “ploblema” — o curioso é que, na maioria das vezes, é mais difícil falar errado do que cer-to. Isso se resolve com atenção e exercícios (tente fazê-los em frente a um espelho).

“Que Deus possa estar nos abençoando...”
Aqui há dois deslizes: um de caráter lógico e outro gramatical. Dizer “que Deus possa...” equivale a admitir que talvez ele “não possa”. Quando meu velho professor de Teologia Sistemática ouvia alguém dizendo isso interpelava o orador dizendo: “É claro que Deus pode! Você está duvidando do poder de Deus?” Esse é mais um dos muitos vícios de linguagem que uma vez, em algum lugar, empregado por alguém, se dissemina, como diriam os antigos, “como rastilho de pólvora”. Mais uma razão para tomarmos cuidado com nos-sas expressões, porque certamente serão imitadas por muitos.

O outro problema é o do gerundismo, que consiste em usar vários verbos no lugar de um só: “Deus vai estar nos abençoando...” ou “Nós vamos estar entrando em contato com o irmão...”. Contra essa prática desagradável, muito já se tem escrito, mas, a despeito de tanto empenho, esse “mal” ainda persiste e superabunda também nas igrejas. Não seria mais fácil simplesmente dizer: “Que Deus nos abençoe”? Seríamos mais objetivos, tomarí-amos menos o tempo precioso das pessoas e, de quebra, acertaríamos na gramática.

“Vou ir”, “vai vir”, “se você ver”
É sempre conveniente o emprego da forma mais breve e que empregue o menor número de palavras possível. Assim, é melhor dizer “irei”, em lugar de “vou ir”; “virá”, em lugar de “vai vir”; “fará”, em lugar de “vai fazer”, etc.

A conjugação dos verbos “ver” e “vir” costumam gerar certa confusão. Assim, se costuma dizer “quando você vir” quando se quer dizer “quando você vier”; ou “se você o ver”, quando o certo seria “se você o vir”.

Por alguma razão inexplicável, há uma tendência a considerar pedantismo a observância da norma culta da língua. Por norma culta, não se entenda “esnobe”, mas o padrão adotado nos textos que requerem um mínimo de valor documental, tal como a literatura, os documentos oficiais, os avisos e outros textos que devem ser acessíveis a todos.

Quando se emprega uma regra particular (isto é, que não corresponda à norma culta), esta deverá ser estabelecida com muita propriedade, como no caso do livro O Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ou então não terá lugar entre os textos com valor literário reconhecido. Ao contrário, servirá como evidência das limitações e incapacidades de quem pronuncia ou escreve.

“O pastor pediu pra mim avisar de que...”
Aqui, temos dois problemas, o “pra mim” + verbo, e o verbo + “de que”. O correto seria: “o pastor pediu pra eu avisar que...”. Note-se que, querendo enfeitar, acaba-se caindo em armadilhas que facilmente poderiam ser evitadas, caso nos ativéssemos ao natural da língua. “Mim” nunca faz nada (isso só os índios dos filmes de Hollywood conseguem).

Aqui também cabe a alusão a expressões do tipo: “há um problema entre eu e a irmã”. Duas observações sobre isso: primeiro, é deselegante fazer referência a si mesmo quando depois se menciona outras pessoas – assim, em lugar de dizer “eu, o pastor, e a irmã”, o melhor seria dizer, o pastor, a irmã e eu”; segundo, o correto seria dizer “há um problema entre a irmã e mim” (e não “eu”, pois “eu” e “tu” não podem ser regidos de preposição).

Também ninguém deve “ir no culto”, mas “ir ao culto”, nunca se deve “sentar na mesa”, mas “se sentar à mesa”. Um pouco de cuidado com as preposições poderia dar um pouco mais de prazer àqueles e àquelas que “vão à igreja”.

“Artá”(altar), “pessoar”(pessoal); “arma”(alma), “espirituar” (espiritual)...
A lei do menor esforço (ou lei da preguiça) promove o horror aos termos que exijam um pouco mais de articulação na sua pronúncia. Sem maiores justificativas, procede-se a uma economia vernacular empobrecedora, de modo que tendemos a encurtar, simplificar, abre-viar, as palavras “difícieis”.

Assim, diz-se “prô” ou “prof” em lugar de “professor”; “apê” em lugar de “apartamento”; “fono” em lugar de “fonoaudiólogo”. Na mesma linha estão as tendências regionalistas do tipo: “cantanu” (cantando), “mesm” (mesmo), “cas” (casa), “ce” (você), etc. Ou a supres-são de vogais ou consoantes: “Caxa” (caixa), “pexe” (peixe), “oro” (ouro)... Bem como: “Andá” (andar), “vê” (ver), “alugué” (aluguel)... Ou, ainda, os paroxítonos: “espiríto” (es-pírito), “exôdo” (êxodo), “córgo” (córrego), “abobra” (abóbora)...

Chega-se a ponto de já não mais se saber se é por economia ou por ignorância que as palavras não são completamente pronunciadas.

“Adevogado”, “obejeto”; “guverno”, “puder”...
O contrário do que foi dito no item anterior acontece quando a tentação de “enfeitar” o discurso nos toma de tal empolgação que acabamos acrescentando coisas onde não há, nem deveria haver. Assim, sobra um “e” em expressões como “obesservação” (observa-ção), “adevogado” (advogado), “abestrato” (abstrato), etc. Outra é a troca grosseira de vogais, particularmente “u” por “o”, como em “guvernadô” (governador) e “puderosos” (po-derosos). Na empolgação, até “mendigo” acaba virando “mendingo”, “bugiganga” vira “buginganga” etc. e tal.

“Deus, ele é amor...”, “o casamento, ele é sublime...”
O emprego do duplo sujeito chega a ser enauseante nas falas religiosas, políticas, jornalísticas, jurídicas ou simplesmente coloquiais: “a Bíblia, ela nos fala...”; “a missão, ela é de todos...”; “a igreja, ela deve ser...”, etc. Como figura de linguagem (anacoluto, que consiste na quebra intencional da estrutura sintática com o propósito de dar ênfase retórica), tem o seu lugar, mas como vício deve ser evitado. É muito melhor dizer simplesmente: “Deus é amor”, “o casamento é sublime”, “a Bíblia nos fala”...

“Duas mão”, “dois pé”...
Em casa, quando alguém, distraído, omite o “s” final dos plurais, minha cunhada recita, bem humorada, “mais que um é plural, bota esse no final!”. A variação de número das pa-lavras em língua portuguesa é relativamente simples. Na maioria das vezes um simples “s” no final serve para indicar o plural — compare com a palavra man (do inglês “homem”), e seu plural men(“homens”): além da arbitrariedade da troca de um “a” por um “e”, note-se que a variação da pronúncia é praticamente imperceptível. Conquanto haja algumas nuanças (lápis, tórax, Atlas, que são invariáveis e coronel-coronéis, mulher-mulheres, pão-pães, etc.), todas os plurais em língua portuguesa terminam com “s”. Assim, não se deve rejeitar o plural tomando como desculpa a complexidade da regra gramatical.

Só devemos tomar cuidado com o plural de: ancião—anciãos, caráter—caracteres, jú-nior—juniores, pagão—pagãos, cidadão—cidadãos.

“Subzídio pastoral”
A pronúncia correta é “subsídio”, mantendo-se a sibilidade do “s” depois do “b”. Aprendi com o Prof. e Rev. Sérgio Marcus que a razão para isso é a mesma pela qual não dizemos “abzoluto”, nem “abzurdo”, mas “absoluto” e “absurdo”. Assim também deverá ser com “subsídio”. Pastor que fala “subzídio” não deveria receber “subsídio pastoral”.

“Te agradeço...”, “me diga uma coisa...”
O pronome é a palavra que representa os nomes dos seres ou os determina, tomando-os como pessoas do discurso. Há dois tipos de pronomes: os de caso reto, que funcionam como sujeito da oração (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas); e os de caso oblíquo, que funcio-nam como complemento do verbo (me, te, se, o, a, os, as, lhe, nos, vos e lhes – mim/comigo, ti/contigo, ele, ela, si/consigo, nós/conosco, vós/convosco, eles, elas, si).

Embora o uso indevido esteja vencendo pelo cansaço, a ponto de virar regra, ainda é muto mais elegante começar um período com “Agradeço-te...” do que com “Te agradeço...”; “Conte-me” é melhor do que “Me conte”. Evite, portanto, iniciar uma frase com pronome de caso oblíquo.

“Você deve abrir teu coração...”
Os verbos são palavras que exprimem estado, ação ou fenômeno e variam em número, pessoa, modo, tempo e voz. A contradição no uso assimétrico de “tu” e “você/ele/ela”, “teu/tua” e “seu/sua” aparece com mais freqüência em algumas regiões do Brasil do que em outras, mas é sempre conveniente chamar a atenção para esse descuido. A consistência de um discurso depende do uso coerente que faz das categorias gramaticais. Um discurso que empregue a segunda pessoa deve seguir respeitando essa opção até o final: “Tu és... tua fé... ele te chamou...”; caso opte pela terceira pessoa: “Você é... sua fé... ele o chamou...” e assim por diante.

“No concílio, onde tratou de vários assuntos”
O emprego inadequado de conectivos é frequente, e um dos mais recorrentes é o uso do advérbio “onde”, que deveria ser empregado especificamente para formulações interrogativas (“onde ele estuda?”) aludindo sempre a lugar ou espaço geográfico. Portanto, seria melhor dizer “No concílio, no qual vários assuntos foram tratados...” – entendendo-se aqui “concíclio” não como lugar, mas como evento.

Outro problema comum é o emprego trocado de “onde” e “aonde”. “Aonde” é a contra-ção de a (preposição) + onde, e só deve ser usado quando o verbo indicar movimento. Assim, diz-se “aonde você vai?” e “onde você mora?”.

Nessa mesma linha podemos citar o emprego inadequado de “a nível de...”. A rigor, essa é uma expressão que pode ser omitida sem prejuízo. Assim, em lugar de dizer “a nível local, regional ou nacional” pode-se dizer simplesmente “local, regional e nacionalmente”. Se não houver alternativa, e o emprego do termo “nível” for inevitável, deve-se preferir dizer “em nível local...”

“Primeira Crônicas”, “Primeiro Coríntios”, “Primeira Pedro”
Muito cuidado com a colocação das palavras na frase. Dizer que “o cachorro mordeu o menino” é bem diferente de dizer que “o menino mordeu o cachorro”. Embora as palavras sejam as mesmas, a sua ordem na frase altera completamente o significado. Portanto, que ninguém anuncie no culto que “a igreja oferece um quarto para os seminaristas de fundos amplos e ventilados”, a menos que queira provocar uma boa gargalhada na congregação.

O mesmo se diga da maneira de enunciar uma referência bíblica. Na dúvida, empregue a forma completa: em lugar de dizer “Primeira Juízes”, diga-se “primeiro livro dos Juízes” ou “segundo livro das Crônicas”, ou ainda “primeira epístola aos Coríntios”, “segunda carta de Pedro”, “terceira epístola de João”... O emprego de “primeiro” ou “primeira” depende, portanto, de se tratar de “livro” ou de “carta/espistola”.

Redundância
Meu velho professor de Antigo Testamento dizia: “Quem muito fala muito erra!” Isso serve não somente para responder às questões das provas, mas para qualquer situação na qual tenhamos que fazer uso da palavra. Quanto mais nos delongarmos, mais chances teremos de cometer erros. E quanto mais tentarmos consertar, pior a situação ficará. Dizem os alemães que se retirarmos as redundâncias (repetições desnecessárias) dos nossos discursos, eles poderão ser reduzidos em até 90%. Isso significa que uma fala de 10 minutos pode ser reduzida a um único minuto, e um sermão de trinta, a apenas três minutos. Não seria maravilhoso se todos começássemos a tentar fazer isso, a começar dos pastores e pastoras?

Para dar exemplo, vou começar eu mesmo parando por aqui. Voltaremos em outra ocasião, queira Deus, para tratar dessas divertidas aventuras pelas quais passam as pessoas que tem de falar em público (e as que tem de sofrê-las). Inté!

Setembro de 2006



3 de janeiro de 2012

Aprenda a Tomar Decisões Melhores

 
O simples dá crédito a tudo; mas o prudente atenta para os seus passos. (Provérbios 14:15 - Versão J.F.A.Atualizada)

Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante á onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento.Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa, homem vacilante que é, e inconstante em todos os seus caminhos. (
Tiago 1:5-8 - Versão J.F.A.Atualizada)

= = = 0 0 0 = = =

Se você ainda está cometendo os mesmos erros com a idade de quarenta, cinqüenta ou sessenta anos de idade, como você fez quando você tinha vinte anos, você realmente precisa pedir a Deus sabedoria. A Palavra do Senhor diz: "O coração do entendido adquire conhecimento; e o ouvido dos sábios busca conhecimento" (Provérbios 18:15). O que você é no presente, foi determinado pelas decisões que você fez no passado. Se você quer mudar teu futuro, aprenda a tomar decisões melhores agora, neste momento, chamado de hoje! - Seja sábio(a); Siga estes dez princípios:

01) - Nunca tome decisões permanente baseado(a) em circunstâncias temporárias. Se você fizer isso, você vai se arrepender muito.

02) - Não deixe tuas emoções cegá-lo(a) à razão. Ore, pese todas as coisas com cuidado e baseie tuas decisões num julgamento maduro.

03) - Cerque-se de pessoas afinados, e maduras e aproveite-se dos seus dons e experiências, sem se intimidar com as suas competências.

04) - Aproveite o tempo para considerar todas as opções. O que parece ser bom para você hoje, amanhã pode não parecer tão bom, ou em algum momento à frente.

05) - Você não pode lutar com êxito em todas as frentes da batalha, sendo assim escolha tuas batalhas com cuidado. Simplesmente diga a você mesmo(a): algumas coisas não valem a pena lutar por elas.

06) - Tire tempo para obter todos os fatos. Falta de conhecimento dos fatos pode te levar á crises.

07) - Considere as conseqüências de cada uma de tuas ações. Pergunte a si mesmo:"Estou pronto(a) para lidar com isso agora? O que esta decisão vai me trazer em conseqüência? "

08) - Certifique-se de que tuas expectativas não excedam o teu potencial e teus recursos. Seja realista. Se você não pode contar, não tente um emprego num escritório de financiamentos. Se você não pode cantar, não tente gravar um álbum. Se você ganha uma renda mínima, por que comprar algo que está acima desta renda? Focalize naquilo que Deus te talentou a fazer. E aí sim, você vai ter sucesso.

09) - O tempo é teu recurso mais valioso e limitado. Não o desperdice. Gaste mais tempo em oração e buscando a sabedoria de Deus em tudo que você faz.

10) - Permita-se 10% de estar errado(a), 50% de probabilidade de traição, e um compromisso de 100% de confiança em Deus, vá em frente e sobreviva a tudo isso.

Lembre-se: Sempre traga ao Senhor em oração qualquer coisa que você precisa fazer, qualquer decisão, e todas as tuas preocupações. Ele está mais ansioso para ouvi-te, do que você está ansioso(a) a Lhe contar. Então, abra teu coração a Ele e o Senhor te abençoará.
 

14 de fevereiro de 2010

PRECISANDO DE CONSELHO PARA OS DESAFIOS DA VIDA?


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