Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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25 de maio de 2020

Por que Jesus disse Vá e não peque mais se isso é impossível?





E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. João 8:11

Jesus realmente quis dizer o que Ele disse? Por que ele diria isso se fosse impossível parar de pecar? 
 
Muitas explicações diferentes são encontradas, seja por comentaristas, teólogos, em graus variados de discrepância. Alguns dizem que Jesus quis dizer isso da mesma maneira que um pai dirá a seus filhos para parar de morder as unhas – esperando que ele pare, mas, de maneira realista, sabendo que ele irá continuar.

Quase ninguém se atreveu a olhar para o verso desta maneira: e se Jesus quisesse dizer o que Ele disse?
 
O que significa “não pecar mais?”

E se “ir e não pecar mais” é realmente um comando para sair e parar de viver no pecado? Isso é impossível? O que Jesus quis dizer? Afinal, João escreve que somos mentirosos se dissermos que não temos pecado. (1 Jo 1:8).

Os versículos de Tiago dão uma boa descrição desse pecado que todos nós temos:

Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte. Tiago 1:14-15.

O pecado está dentro de todos nós. São nossos próprios desejos que nos atraem e tentam. Isso também é o que João está dizendo quando escreve que temos pecado. Mas ter pecado em nosso corpo não significa que devemos ceder a essas tentações.

É somente quando o desejo é concebido que cometemos pecado. Em outras palavras, é somente quando concordo com os pensamentos e tentações que surgiram que eu pequei. 
 
Então, quando Jesus diz: “Vá e não peque mais”, Ele não espera que esta mulher deixe sua carne pecaminosa e nunca mais seja tentada novamente. Ele está dizendo a ela para dizer não ao pecado que habita nela e impedir o desejo de ser concebido; interrompa a tentação de se tornar pecado.

E este não é o mesmo comando que Ele nos dá ao resto de nós?
 
O Poder da Cruz

Jesus dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

O que Ele quis dizer é que devemos negar esses pensamentos e desejos que tentam e nos atraem. Para que possamos pegar nossa cruz e matar esses pensamentos antes de se tornarem pecado. Desta forma, seguimos o exemplo de Jesus de ser tentado como somos, porém ainda sem pecado. (Hebreus 4:15).

Tomando nossa cruz – essa é a chave. Se fizermos isso – se nunca permitirmos que esses desejos se tornem pecado – então estamos seguindo Jesus, assim como Ele ordenou. Então estamos cumprindo o comando de “ir e não pecar mais”.

Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, Romanos 8:13

Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. Colossenses 3:5

Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Gálatas 5:24
 
Então é possível?

Quando você tenta viver essa vida de superação do pecado, você descobrirá rapidamente que é mais fácil dizer do que fazer. Apesar das nossas boas intenções, caímos e caímos e caímos novamente.

A chave é andar no Espírito. E andar no Espírito significa ser obediente ao Espírito. Se fizermos isso, então é escrito com bastante clareza o que acontecerá. Não cumpriremos a concupiscência da carne. E se não cumprimos a concupiscência da carne – a tentação de pecar – então não pecamos!

É fácil encontrar uma série de razões por que é impossível “ir e não pecar mais”. Você pode pensar que Jesus estava falando especificamente para a mulher em questão, e especificamente sobre adultério.

Você pode dizer que Ele disse isso apenas para ensinar aos fariseus uma lição e nem sequer significou o que Ele disse. Você pode dizer que Ele quis dizer isso como uma exortação para tentar o nosso mais difícil até que inevitavelmente caíssemos.

Mas o fato é que Jesus não disse nenhuma dessas coisas.

O que ele disse foi: “Vá e não peque mais”. E eu, por um lado, estou convencido de que Jesus quis dizer o que Ele disse. Imagine por um segundo que Jesus sabia exatamente como as coisas iriam acontecer.

Imagine que ele sabia que Suas palavras seriam registradas, compartilhadas e pregadas entre os cristãos por 2000 anos após o fato.

Imagine que ele escolheu dizer: “Vá e não peque mais”, porque Sua intenção era que devêssemos ir e não pecar mais.

Não uma vez. Não é uma única vez. E ele não quis dizer apenas para essa mulher, apenas nesta situação, mas todos nós.

A Bíblia é a Palavra de Deus, escrita por homens temerosos de Deus inspirados por Deus. Não há nada lá que não deveria estar lá.
 

Fonte: ActiveChristianity.org
https://versiculoscomentados.com.br/index.php/por-que-jesus-disse-va-e-nao-peque-mais-se-isso-e-impossivel/?

22 de maio de 2020

O que significa "o mundo jaz no Maligno"?



 
Podemos encontrar esta expressão “o mundo jaz no maligno” em 1 João 5:19. A Bíblia ensina que o “mundo jaz no Maligno” porque todos que vivem no pecado, separados de Deus, estão debaixo da escravidão do diabo. Por causa do pecado, o mundo está contaminado pelo mal. Mas o diabo não tem poder absoluto sobre o mundo, porque Deus continua sendo soberano sobre todas as coisas. Somente podemos ficar livres do poder do diabo e do pecado através de Jesus.

1 João 5:18-19 ensina que todos aqueles que são salvos pertencem a Deus, mas o resto do mundo está debaixo do poder do Maligno. Só há duas opções: ou pertencemos a Deus, ou pertencemos ao diabo. Quem vive no pecado, sem ser salvo por Jesus, está debaixo do domínio do diabo (1 João 3:8).
 
O que significa jaz e maligno? 
 
O apóstolo João está dizendo que, por causa do pecado original, o primeiro pecado, de Adão, que todos nós, seres humanos, nascemos com este DNA gerado pelo pecado original. Nascemos, portanto, espiritualmente mortos, precisando de um antídoto para curar isto. O Senhor, pelo Seu grande amor pela humanidade, deu Seu único Filho, Jesus, que foi e é a cura (João 1:12-13; João 3:16! 
 
Tudo isto leva ao “mundo jaz no maligno”, pois o mundo está repleto de pessoas que não conhecem a Jesus, não se arrependeram, não confessaram Seu nome.

Assim entendemos que o mundo está cheio de rebeldia contra o Senhor, incredulidade, orgulho, egoísmo, corrompendo assim, todos que ainda não obtiveram ou quiseram a cura.

Encontramos palavras semelhantes para o significado de “jaz”, como estar no chão, estar deitado, estar morto, imóvel, sepultado. Como vimos anteriormente, isto pode nos levar a compreensão de que, por causa do pecado original, o mundo está “estendido ao chão”, imóvel, morto espiritualmente.

Nesta perspectiva, se o mundo não se “curou”, com Jesus, portanto, está com DNA corrompido, só existe trevas, escuridão, sofrimento por causa do primeiro pecado.

Conforme o apóstolo João bem nos avisa, que fora de Cristo, então, há o maligno, o pai da mentira e quem não está com Cristo, está com o maligno (João 8:44).

O poder do diabo sobre o mundo

A Bíblia chama o diabo de “o príncipe deste mundo”. Seu domínio não é o inferno, mas todo lugar onde o pecado reina. O pecado é rebelião contra Deus, que é o rei legítimo sobre toda a criação, e o diabo é o líder da rebelião. Quando vivemos no pecado, rejeitamos Deus como nosso rei e nos tornamos escravos do diabo (Efésios 2:1-2). Por causa disso, o diabo tem poder sobre nosso mundo. 
 
No entanto, isso não significa que o diabo tem poder absoluto sobre o mundo. Deus continua sendo o rei supremo sobre toda a criação. Ele permite que o diabo reine por um tempo sobre todos que vivem no pecado, mas Deus tem sempre a última palavra. O mundo jaz no Maligno mas Deus é maior que os dois.

A proteção para os nascidos de Deus 
 
O mundo está debaixo do poder do diabo, mas quem é salvo não está. Quando uma pessoa é salva por Jesus, nasce de novo e tem uma vida diferente, vinda de Deus, livre do pecado. Por isso, não precisamos ter medo do diabo. Deus está nos protegendo.

Nascer de Deus significa mudar de vida. Quem é salvo não vive mais para o pecado, mas vive para Deus. O poder do diabo sobre sua vida foi removido, porque agora pertence a Deus. O diabo ainda vai nos atacar, mas já não domina sobre nós (Efésios 6:10-11). Pelo poder de Jesus, podemos combater o diabo, vencer a tentação e viver uma vida livre do reinado do pecado. E, quando cometemos algum pecado, podemos pedir perdão a Deus e encontrar força nele para lutar contra a velha natureza. O amor de Deus nos transforma e protege da destruição do inimigo.
 
 
https://www.respostas.com.br/mundo-jaz-no-maligno-significado/ 
 
 

29 de março de 2020

Pior que o coronavírus





Markus Steiger


Desde que a atual nova doença, o coronavírus, ou Covid-19, começou na China e logo se alastrou por todo o mundo, os noticiários relatam diariamente novos casos de contaminação no mundo inteiro e, muito pior, de pessoas perdendo suas vidas. Os governos de diversos países tiveram que tomar decisões drásticas, como o fechamento de suas fronteiras, escolas, bares, restaurantes, proibindo eventos públicos, etc.

A finalidade é de que o vírus não se alastre rapidamente, evitando assim o colapso de hospitais e centros de saúde. Os cientistas e a indústria farmacêutica trabalham incessantemente na busca de uma vacina contra este mal que foi denominado de pandemia. Como esta doença pode levar à morte, o homem tem medo e se sente inseguro, fazendo de tudo para não ser atingido, ou seja, ele toma providências para se livrar do perigo e não sofrer as consequências da contaminação.

Mas há algo muito pior nesta terra do que o coronavírus! Algo que desde o começo da humanidade vem sendo transmitido de ser humano para ser humano. Algo que nasce com a pessoa e já se manifesta nos primeiros meses de vida. Este algo é o pecado e ele tem consequências muito piores do que qualquer vírus. A Bíblia nos diz, em Romanos 6.23: “Pois o salário do pecado é a morte...”. Esta morte não é somente a morte física, mas a morte espiritual, que separou o homem de Deus. E diariamente vemos os seus efeitos nos seres humanos – mesmo agora nesta crise, onde deveríamos ser solidários, observamos pessoas comprando certos produtos em quantidades exorbitantes – não se preocupando se o outro terá acesso a estes produtos; a violência e a criminalidade aumentam. O feminicídio se alastra assustadoramente e o aborto de milhões de bebês se torna algo totalmente normal. A estrutura familiar conforme Deus planejou é atacada e sistematicamente destruída, fazendo com que crianças e jovens percam a referência e fiquem abandonados. Milhões de pessoas morrem de fome anualmente ao redor do globo! Mas isso está tão longe de nós, a quem interessa? Busca-se o melhor para si em detrimento do próximo. O egoísmo aumenta em nossa sociedade. 

Claramente Deus nos mostra que há uma saída.

Qual é a saída? Será que o ser humano tem como se livrar do pecado e suas consequências? Há alguma força dentro do ser humano que pode mudar essa situação? Não. O homem já provou através dos séculos que não é capaz de vencer com suas próprias forças o pecado. Assim, Deus, em seu grande amor, nos apresenta o caminho para a verdadeira solução através de seu filho, Jesus Cristo. E ele afirma em João 3.16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Claramente Deus nos mostra que há uma saída. Sim, há a possibilidade de não sermos dominados pelo pecado. Através de sua morte na cruz, Jesus venceu o pecado. O problema consiste em que nós não aceitamos a solução que Deus nos apresenta. Agimos como uma pessoa que, aconselhada pelo médico a tomar certo remédio para ser curada, ignora o conselho e por fim chega a morrer!

Hoje, não perca este convite, aceite a saída que Deus te propõe, pois “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23). Reconheça que você lutou para mudar essa situação (da presença do pecado em sua vida), mas que não consegue vencer. Se está nesta situação, Jesus quer transformar a sua vida. Ele quer lhe dar uma nova vida. Uma vida de esperança da qual não se arrependerás!




Markus Steiger nasceu em 1964 na Alemanha. Formado em teologia pelo Seminário Bíblico Internacional da Chamada da Meia-Noite (IBMM), no Uruguai. Casado com Ellen, tem três filhos e uma neta. É missionário e presidente da Chamada no Brasil.


https://www.chamada.com.br/mensagens/pior_que_o_coronavirus.html

14 de março de 2020

Como os Crentes Caem no Pecado: Um Passo de Cada Vez



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Greg Laurie


A tentação vem gradualmente para o crente. O que você faz com isso é o que vai definir o seu futuro de vida santa ou pecado.

De vez em quando, leio um artigo sobre uma pessoa bastante conhecida que diz: “Eu era cristão, mas não sou mais cristão”.

Então, como isso acontece? Como alguém chega a esse ponto?

Posso garantir que as etapas que levaram a essa declaração remontam a um longo caminho. Isso não acontece de repente. Eles não acordaram uma manhã e disseram: “Vou negar minha fé e me afastar de Deus hoje”.

Não, é uma série de etapas e negligência que sempre levam a algo assim.

Por exemplo, sabemos da negação aberta de Simão Pedro a Cristo. Mas por onde começou? Tudo começou com uma atitude orgulhosa. No cenáculo, Jesus disse aos discípulos que um deles o trairia e que Ele seria crucificado.
Mas Pedro disse: “Mesmo que todos os deserdem, eu nunca irei” (Marcos 14:29, NLT).
Então Jesus disse-lhe: “Digo-lhe a verdade, Pedro; nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, você negará três vezes que me conhece” (Marcos 14:30).
Pedro pensou que não havia como isso acontecer. Isso foi orgulho. E a Bíblia diz que o orgulho precede a queda. Este foi o primeiro passo de Pedro.

Seu próximo passo foi dormir quando ele deveria estar orando. Jesus levou seus três amigos Pedro, Tiago e João ao Jardim do Getsêmani e disse: “Vigie e ore, para que não ceda à tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne fracs!” (Mat. 26:41).

Mas, em vez de orar, eles adormeceram. Então, quando a guarda do templo veio prender Jesus, Pedro sacou a espada e cortou a orelha do servo do sumo sacerdote.

O problema com Pedro era que ele se gabava quando deveria ser humilde, dormia quando deveria ter orado e lutava quando deveria confiar no Senhor. Então ele acabou negando-o abertamente.

Esses passos menores levaram a passos maiores. Coisas pequenas se transformam em coisas grandes. E pequenos pecados se tornam grandes pecados.

Lembremos que o poderoso Golias, a quem Davi enfrentou no vale de Elá, nem sempre foi um gigante. Ele já foi um bebê (provavelmente um bebê grande). Mas aquele bebê se tornou um gigante, e um dia Davi estava enfrentando verdadeiro gigante.

É isso que acontece. Negligenciamos pecados, negociamos com o inimigo e fazemos acordos com o diabo. E de repente temos um gigante de boa fé que estamos enfrentando na vida porque subestimamos o poder do pecado.

Sansão é outra boa ilustração disso. Ele era um guerreiro tão poderoso que ninguém poderia derrubá-lo no campo de batalha. Em uma ocasião, ele matou 1.000 filisteus.

Então o diabo o avaliou e pensou: eu sei como conseguir esse cara. Ele enviou a bela Dalila, cujo nome significa “delicada”. Ela disse a Sansão: “Conte-me, por favor, de onde vem a sua grande força e como você pode ser amarrado e subjugado”.- Juízes 16:6.

A propósito, se alguém lhe diz isso, não é o começo de um bom relacionamento. Mas Sansão achou que era uma piada. E essa foi sua ruína.

Então, como isso acontece? Como as pessoas caem no pecado?

Isso acontece através de negligências, um passo de cada vez.

Nunca pense que você não pode cair. Você é capaz de cair nos piores pecados imagináveis, e eu também.

A negligência começou a se infiltrar na sua vida? Muitas vezes acontece quando as pessoas andam com o Senhor por um tempo. Isso geralmente não é um problema quando você está no primeiro florescimento do seu relacionamento com Cristo.

Mas quando você é cristão há um tempo, pode ficar enfraquecido por certas coisas. No entanto, existem algumas salvaguardas que você pode estabelecer em sua vida que o ajudarão a lidar com as chamadas áreas cinzentas da vida.

Existem certas áreas em preto e branco nas quais você não precisa pensar ou orar, é claro, porque você já sabe o que Deus diz.

Por exemplo, está tudo bem para você roubar?

Não. A Bíblia diz: “Você não deve roubar” (Ex. 20:15, NLT).

Tudo bem você ter um relacionamento adúltero?

Não. A Bíblia diz: “Você não deve cometer adultério” (Ex. 20:14).

OK, mas e aquelas coisas sobre as quais não temos certeza? Não temos certeza se eles estão certos ou errados.

Você pode fazer três perguntas antes de se envolver nessas atividades.

Primeiro, isso te edifica espiritualmente ou te derruba? O apóstolo Paulo escreveu: “Tudo é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo é permitido”, mas nem tudo edifica.” – 1 Coríntios 10:23

Então, em vez de perguntar: “Posso fazer isso tecnicamente?” pergunte a si mesmo se isso irá edificá-lo espiritualmente ou potencialmente derrubá-lo.

Em seguida, isso o coloca sob seu poder? Mais uma vez, Paulo escreveu: “Você diz: ‘Eu posso fazer qualquer coisa’ – mas nem tudo é bom para você. E mesmo que ‘eu possa fazer qualquer coisa’, não devo me tornar escravo de nada” (1 Coríntios. 6:12). Se você não pode passar uma hora sem fazer uma determinada coisa, isso não é bom. Você está sob seu controle.

Finalmente, você tem uma consciência desconfortável sobre isso? A Bíblia diz: “Se você faz algo que acredita que não é certo, está pecando” (Rom. 14: 23b). Só porque alguém faz alguma coisa, isso não significa que você deveria.

Você permitiu a negligência entrar em sua vida? Só há uma coisa a fazer. Você tem que limpar a casa. Você precisa reconhecê-lo, ser específico e pedir a Deus que o ajude a mudar as áreas que precisam mudar.

Pequenas negligências podem levar a grandes pecados. Não deixe que isso aconteça com você.

 
por:Greg Laurie
traduzido e adaptado por: Pb. Thiago D. F. Lima
 
https://portalpadom.com.br/greg-laurie-como-os-crentes-caem-no-pecado-um-passo-de-cada-vez/
 
 

12 de março de 2020

O chamado “casamento entre pessoas do mesmo sexo”

 
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Por John Piper
 
Lamentando a nova calamidade
 
Jesus morreu para que os pecadores heterossexuais e homossexuais pudessem ser salvos. Jesus criou a sexualidade e tem uma vontade clara de como ela deve ser experimentada em santidade e alegria.

Sua vontade é que um homem deixe seu pai e sua mãe, se una a sua esposa, e que os dois se tornem uma só carne (Mc 10.6-9). Nessa união, a sexualidade encontra seu significado designado por Deus, seja na união físico-pessoal, na representação simbólica, na satisfação sensual ou na procriação frutífera.

Para aqueles que abandonaram o caminho de realização sexual definida por Deus e entraram em relações homossexuais, fornicação ou adultério extraconjugal heterossexual, Jesus oferece surpreendente misericórdia.
“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1Co 6.11).

Pecado Institucionalizado

Mas em 26 de junho de 2015, essa libertação de atos sexuais pecaminosos não foi adotada. Em vez disso, houve uma institucionalização maciça do pecado.

Em uma decisão de 5 a 4, a Suprema Corte dos Estados Unidos da América decidiu que os estados não podem proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A Bíblia não se cala sobre essas decisões. Juntamente com sua explicação muito clara sobre o pecado da relação homossexual (Rm 1. 24-27), está a acusação da aprovação e institucionalização dele. Embora as pessoas saibam intuitivamente que atos homossexuais (juntamente com fofoca, calúnia, insolência, arrogância, vanglória, falta de fé, falta de coração, crueldade) são pecados, “não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” (Rm 1. 29-32) “Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. …a glória deles está na sua infâmia,” (Fp 3.18-19).

Foi o que a mais alta corte de nosso país fez hoje – sabendo que esses atos estão errados, mas aprovando “os que assim procedem”.

Minha impressão é que não percebemos a calamidade que está acontecendo ao nosso redor. A novidade – para a América e para a história – não é a homossexualidade. Essa transgressão está aqui desde que todos fomos quebrados na queda do homem. (E há uma grande distinção entre a propensão e o ato – assim como há uma grande diferença entre minha propensão para o orgulho e o ato de me gabar.)

O que há de novo nem é a celebração e a aprovação do pecado homossexual. O comportamento homossexual tem sido explorado, festejado e celebrado na arte há milênios. O que há de novo é regularização e institucionalização. Essa é a nova calamidade. 

Um chamado ao Lamento

Minha principal razão, para escrever esse artigo, não é montar um contra-ataque político. Eu não acho que esse seja o chamado da igreja como tal. Minha razão para escrever é ajudar a igreja a sentir a tristeza desses dias. E a magnitude do ataque a Deus e à sua imagem no homem.

Os cristãos, mais claramente do que outros, podem ver a onda de dor que está a caminho. O pecado traz consigo sua própria miséria: “… homens, … se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” (Rm 1.27).

E, além do poder autodestrutivo do pecado, vem, eventualmente, a ira final de Deus: “prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus.” (Cl 3.5-6).

Os cristãos sabem o que está por vir, não apenas porque o vemos na Bíblia, mas porque provamos o fruto doloroso de nossos próprios pecados. Não podemos escapar da verdade de que colhemos o que plantamos. Nossos casamentos, nossos filhos, nossas igrejas, nossas instituições – todos eles são perturbados por causa de nossos pecados.

A diferença é: choramos por nossos pecados. Nós não os comemoramos. Nós não os institucionalizamos. Nós nos voltamos para Jesus pedindo perdão e ajuda. Clamamos a Jesus, “que nos livra da ira vindoura.” (1Ts 1.10).

E em nossos melhores momentos, choramos pelo mundo e por nossa própria nação. Nos dias de Ezequiel, Deus colocou uma marca de esperança “marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela [Jerusalém].” (Ez 9.4).

É para isso que estou escrevendo. Não é ação política, mas amor pelo nome de Deus e compaixão pela cidade da destruição.
“Torrentes de água nascem dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei.” (Sl 119.136).


Por: John Piper. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: So-Called Same-Sex Marriage.

Original: O chamado “casamento entre pessoas do mesmo sexo”. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Paulo Reiss Junior. Revisão: Filipe Castelo Branco.
Desiring God

John Piper
John Piper é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e fundador do desiringGod.org e chanceler no Bethlehem College & Seminary. Ele serviu por 33 anos como pastor principal da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota. Piper é autor de diversos livros, incluindo Uma Glória Peculiar, Lendo a Bíblia de Modo Sobrenatural e Surpreendido por Deus, publicados pela Editora Fiel.
 
 

10 de março de 2020

Olha a blasfêmia contra o Espírito!!!



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Não são poucos os pastores e pregadores que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo, ou o pecado para a morte.

Mas, será que a blasfêmia contra o Espírito Santo é duvidar e questionar a genuinidade destas manifestações? Comecemos examinando o conceito de "pecado para a morte". O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta:

"Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".
A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue".  
O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).  
A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.  
A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina acerca de Cristo que eles tinham ouvido e recebido dos apóstolos, e seguir o ensinamento dos falsos mestres que estavam se infiltrando naquela igreja. Estes mestres negavam a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).  
Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta. No caso dos fariseus, a blasfêmia foi chamar deliberadamente Jesus de endemoninhado quando estava claro que Ele agia pelo poder do Espírito.  
No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois os que pecaram para a morte tinham participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (1Jo 2.19), se juntar aos pregadores heréticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.  
Tal pecado era “para a morte” porque consistia na rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (John Stott).  
É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.  
Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender pois simplesmente não desejam mais se arrepender. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituída do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).  
Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.  
Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para certas "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.


(Marcos 3:28-29)

(Mateus 12:30-31)


Rev. Augustus Nicodemus Lopes
http://www.evangelhoinegociável.com/2020/01/olha-blasfemia-contra-o-espirito.html



13 de janeiro de 2020

Se Deus é onipotente, justo e bom, por que permite tanto sofrimento no mundo?



 
O que há de errado com esse mundo e quem pode consertar?

Muitas vezes ouvimos perguntas do tipo: Se Deus é onipotente, Bom, Justo e Amoroso, então Por que Ele permite tanto sofrimento no mundo?

Por que Deus não resolve logo o Problema acabando com o mal que há no mundo?

Essas perguntas são comuns, elas são feitas por ateus quando desafiam a veracidade da existência de Deus. Mas também, são feitas por pessoas sinceras,que ainda não compreendem de forma abrangente a Cosmovisão Cristã (criação, queda, redenção e consumação). Neste pequeno texto, vamos no ater não a um desafio feito pelos ateus contra a existência de Deus, mas sobre as dúvidas de algumas pessoas que sofrem ao sentirem e presenciarem sofrimentos nesse mundo.

1. O que há de errado com esse mundo?

Devemos entender que vivemos em mundo infestado de sofrimentos, doenças, guerras, catástrofes naturais, injustiças e morte. A morte como ponto final da existência terrena traz grandes sofrimentos para aqueles que perdem os seus entes queridos. Será que o mundo não poderia ser melhor? Por que temos que chorar muitas vezes?

Por que será que Deus não acaba com tudo isso? Ele não é bom? Se Ele é Bom, então por que deixa as pessoas sofrerem tanto? Deus não é onipotente e justo? Então por que não destrói o mal de uma vez?

As respostas para essas perguntas estão nas próprias perguntas. Deus permite o sofrimento no mundo porque Deus é Bom, Onipotente ,Justo e Amoroso.

Deus é Onipotente. Ele criou todas as coisas segundo a sua livre e soberana vontade. Deus criou tudo do nada(Gn 1.1; Hb 1.10). Deus é Bom, portanto tudo que Ele criou é bom (Gn 1.31; 1 Tm 4.4). O sofrimento e a morte não faziam parte da boa criação de Deus. Deus não criou o mundo cheio de doenças ou sofrimentos e morte. A morte, é o último inimigo que será vencido por Cristo e a sua Igreja (1 Co 15.26).

A causa para todos os males do mundo, não está fora de nós . Está em nós ( o pecado), quando o homem se rebelou contra a lei de Deus. Sendo Deus Santo e Justo não pode tolerar o pecado. O pecado de Adão e Eva trouxe consequências para toda a humanidade (Gn 2.17; 3.15-17), porque o salário do pecado é a morte (Rm 6: 23).

A morte não é algo que acontece por acaso, a morte não é algo descontrolado, mas Deus é quem controla a morte. A morte é o instrumento de Deus para punir o pecado cometido por toda a raça humana.

A morte é a demonstração de Deus para a humanidade que o pecado tem consequências, e essas consequências trazem sofrimentos terríveis. Muitos pensam que não merecem sofrer, creem que Deus deveria tratá-los de uma forma melhor e que mereciam viver num mundo melhor. Porém, a Bíblia afirma que todos são culpados, e merecedores do sofrimento e da morte (Rm.5.12; Rm 3: 10) A morte, o sofrimento, o choro, as tragédias existem não por culpa de Deus, mas por culpa do homem.

A miséria do mundo existe por causa do coração humano que está cheio de egoísmo, adultério, crueldade, orgulho, ira e violência. O homem nasce inimigo de Deus. Todos são como ovelhas desgarradas, com o coração enganoso e desesperadamente corrupto. Sendo, por natureza filhos da ira. Desde o ventre materno somos perversos. Desde o nascimento praticamos a mentira. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo merecedores do salário do pecado que é a morte. A natureza geme e está juntamente com dores de parto até agora por causa do nosso pecado.

Um Deus todo-poderoso não pode ser controlado pelas suas criaturas nem deve fazer o que os homens desejam. Um Deus Bom, Justo e Amoroso tem o direito de punir o mal, porque Ele ama o bem. O sofrimento nesse mundo revela a justa ira de Deus(Rm 1.18-32).

Se Deus é todo-poderoso, Bom e Amoroso, então, por que não acaba logo com o mal no mundo e deixa tudo perfeito novamente?

Deus ainda não acabou com o mal, porque Deus é Bom e Amoroso. Já que todos da raça humana estão envolvidos com o pecado, se Deus acabasse com o mal como muitos querem: todos seriam destruídos, todos seriam lançados no inferno. Sendo assim, não haveria salvação para ninguém. Todos fazemos parte do Problema do mal nesse mundo. O problema não está fora de nós, mas em nós. A Criação geme na esperança de se libertar da escravidão e da decadência no dia da liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm 8.21).

O sofrimento no mundo não mostra a crueldade de Deus, mas mostra a sua Bondade e Amor por pecadores. Deus é longânimo e não quer que nenhum eleito se perca, mas que se arrependam e sejam salvos (2Pe 3.9).

2. Como Deus resolve o problema?


Como Deus acaba com o sofrimento e a morte sem destruir a todos nós? Podemos ver a resposta claramente em João 3.16:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Deus é Justo e Santo, por isso é necessário punir os pecadores. A maneira como Deus resolve o Problema da humanidade, o pecado, o sofrimento e a morte ,é quando Ele mesmo na pessoa do Filho, Jesus Cristo, recebe a punição em lugar de pecadores.

Deus na encarnação, torna-se um de nós ,para sofrer os nossos sofrimentos ,viver a nossa vida e morrer a nossa morte. Jesus Cristo é o homem de dores que sabe o que é padecer na cruz após ter sido insultado, cuspido e desprezado, recebeu o nosso salário, a morte física a ira de Deus no nosso lugar. Isaías 53.4-5.

Deus resolve o problema, não condenando a todos, nem sendo indiferente com os nossos sofrimentos, mas sendo julgado e sofrendo por nós. A cruz é a resposta de Deus ao problema do mal no mundo.

Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia vencendo a morte. Depois que subiu aos céus enviou o Espírito Santo para aplicar a obra da salvação em todos os eleitos. Ele ordena que todos se arrependam e creiam nele para que tenham os seus pecados perdoados, e recebam vida eterna. Ele voltará um dia já designado por Deus quando julgará os vivos e os mortos consumando a sua obra(Hb 9.28; At 17.31). Punirá os ímpios e acabará com todo o mal, sofrimentos e a morte para sempre (Ap. 20.7-15). Vemos a seguir como Deus resolve o problema:

1. Jesus Cristo veio resolver a raiz do problema, o pecado, em sua primeira vinda através da sua vida, morte e ressurreição Ele venceu o pecado, a morte e Satanás. (Hb 2.14-15)

2. Na era presente, o Espírito Santo está chamando e aplicando a salvação aos eleitos através da pregação do Evangelho. ( Mt 28. 18-20;At 2.33, Jo. 17. 17).

3. Em Breve, Cristo voltará para julgar os vivos e os mortos e fazer novas todas as coisas, consumando a sua obra da salvação. (Mt 25.31-46; Mt 13.30; Ap 21.1-5).

A nossa esperança na vida e na morte é Jesus Cristo, somente Ele pode dar vida aquilo que está morto (Jo 11. 25-27), fazendo nova todas as coisas na sua vinda, quando os crentes poderão dizer: tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Coríntios 15:54-55). Viveremos num lugar onde não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21: 4).

Você não precisa mais ficar fazendo perguntas quando você já tem as respostas. Não há tempo para somente lamentar -se diante dos sofrimentos como alguém que não tem esperança, mas é hora de correr para o único que pode nos dar descanso a bendita e eterna esperança, Cristo.

O sofrimento e a morte é uma realidade para todos. Não há nada extraordinário em pessoas sofrerem e morrerem, esse é o resultado do pecado. Você está pronto para isso? Você não tem o controle sobre a sua vida e não sabe quando a morte virá para você. O futuro pertence a Deus. "No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece" (Tiago 4. 14). A morte vem para todos.

As pessoas perguntam: “Por que Deus deixa isso acontecer?” Isso Acontece a todos. Essa não é a pergunta certa. A pergunta certa é: Por que você ainda está vivo? Por que Deus permite que continuemos a viver. Merecíamos todos sermos destruídos, pois, o salário do pecado é a morte. Se você está vivo é porque Deus ainda conserva misericórdia sobre você. Você acha o sofrimento injusto e pede justiça, mas a justiça nesse caso é você receber a morte, sofrimento tanto nessa vida quanto sofrimento eterno no inferno. Você precisa é clamar por misericórdia. A mensagem para você é: arrependa-se do seu pecado e creia em Cristo como Senhor e Salvador da sua vida e receba vida eterna na presença de Deus para sempre. A boa notícia é que Deus resolverá o problema desse mundo, porém você faz parte do Problema, se você se arrepender e crê em Cristo, Ele limpará você dos seus pecados, mas se você não crê, Deus limpará a Terra de você, pois o mal será banido para sempre.

A realidade do mal, as doenças, as tragédias, o sofrimento e a morte devem nos lembrar que existe um Deus Santo e Justo que pune o pecado, mas também um Deus Bom e Amoroso que salva pecadores através de Cristo que sofreu e morreu para que todo aquele que nele crê não pereça, mas seja salvo.

Soli Deo Gloria.

Por Thiago da Silva Vieira.

https://www.apostolopauloinconformado.com.br/2019/12/se-deus-e-onipotente-justo-e-bom-por.html?
 

5 de dezembro de 2019

Os viciados não herdarão o Reino de Deus


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I Coríntios 6: 10
“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.”
Dos inúmeros vícios listados por Paulo, vamos enfatizar o de ser maldizente. Maldizentes são aquelas pessoas que tem o vício de falar mal dos outros, de difamar; são maledicentes, malfalante, malédico. 
 
A respeito deste pequeno órgão – a língua – a Bíblia nos ensina sobre as consequências devastadoras do seu mal-uso. Vidas são prejudicadas, projetos são destruídos e sonhos são interrompidos, tudo pelo uso inapropriado da língua.

No seu livro – A Língua, domando essa fera – o Pr Josué Gonçalves, nos traz um estudo detalhado sobre os males que podemos causar as pessoas se não tivermos um controle rígido sobre a língua. Já no início do livro nos deparamos com uma situação (se ficção ou fato, não importa) que é corriqueira tanto na sociedade como dentro das igrejas, a qual passo a transcrever.

“Três jovens foram orar em um monte. Em determinado momento, pararam de orar e resolveram confessar um ao outro “o seu ponto fraco”. O primeiro disse:
— O meu ponto fraco, é que não posso olhar para as meninas da igreja que eu logo penso bobagem. O segundo disse:
— O meu ponto fraco é pior do que o seu, não posso olhar para os rapazes da igreja, porque tenho tendência para o homossexualismo. O terceiro disse:
— O meu ponto fraco eu não vou contar, porque é pior do que o de vocês. Mas de tanto insistirem, ele contou.
— O meu ponto fraco está na língua. Eu estou com uma vontade incontrolável de descer lá na igreja, e contar para toda a comunidade o que vocês acabaram de contar para mim. Os rapazes então disseram:
— Vamos orar primeiro por ele, caso contrário estaremos perdidos…
Não seria este o ponto mais fraco de algumas pessoas?”


“Um dos primeiros sinais de que há na igreja alguém precisando controlar a sua língua, está nas dissensões e divisões causadas entre a membresia. Se fizermos uma pesquisa para sabermos qual é uma das causas dos grandes problemas de relacionamento entre pessoas, sem dúvida a resposta da maioria será: “O USO INDISCIPLINADO DA LÍNGUA”. Um dos maiores problemas que a igreja de Corinto enfrentava era os pecados sociais da língua. Foi necessário que Paulo tratasse este problema com muita firmeza.”

No livro do Pr Gary Haynes, intitulado O Poder da Língua, ele observa o seguinte: “As nossas palavras negativas não têm o mero efeito de ar saindo da boca, mas são como flechas que podem até trazer a morte, como está escrito em Jeremias 9.8: “A língua deles é uma flecha mortal” (NVI). As palavras nocivas e prejudiciais que soltamos sem pensar duas vezes podem ser flechas que ainda trarão a nossa própria morte precoce. Por isso, precisamos tomar muito cuidado e evitar esses tipos de colocações verbais.
Tome extremo cuidado com o que você fala! Esse poder para trazer morte e destruição não existe apenas para os que estão vivendo em pecado, longe de Deus. Pessoas consagradas, tementes a Deus e com uma vida correta podem também trazer a sua própria morte antes da hora, por causa da imprudência verbal. Por isso, precisamos ter um incrível zelo com as declarações que saem das nossas bocas, que devem ser sempre palavras de bênção e de vida, e não de ruína e morte.”


Deus te abençoe.
Graça e Paz. 
 

Referências:
A Língua, domando essa fera – Pr. Josué Gonçalves
O Poder da Língua – Pr. Gary Haynes
 
 

11 de outubro de 2019

Murmuração - A Linguagem do Deserto




 
Texto base: Tiago: 3. 2, 9,10


Deus é um Deus abençoador. Ele quer nos fazer conquistar todas as Suas promessas e nos fazer chegar exatamente ao lugar de bênção que nos prometeu, uma terra que mana leite e mel. Porém, podemos impedir que essas bênçãos cheguem até nós por causa da nossa língua. A murmuração é um tropeço para todos aqueles que desejam ser abençoados. 
Em Números 13, a Bíblia conta o relato do povo de Israel chegando à conquista da Terra de Canaã, prometida por Deus a Abraão, séculos antes. Depois de anos no deserto, Moisés escolheu um grupo de 12 homens que foram espiar a terra, para tomarem posse dela. Infelizmente, o relato de 10 espias foi negativo. Suas palavras trouxeram medo ao povo: 
“A terra à qual você nos enviou mana leite e mel, mas o povo que lá vive é poderoso, as cidades são fortificadas e os habitantes de lá são gigantes. Nós parecíamos gafanhotos diante deles, seremos devorados por eles!”
Apesar de 2 espias, Josué e Calebe, trazerem uma palavra de ânimo e coragem para o povo, lembrando as promessas de conquista da terra, o povo não quis dar ouvidos. Todo o povo, cerca de um milhão de pessoas começou a reclamar, murmurar e se queixar da situação. A glória de Deus imediatamente apareceu e o Senhor disse:  
“Até quando este povo me tratará com pouco caso? Até quando se recusará a crer em mim, apesar de todos os sinais que realizei entre eles? Juro pela minha glória que nenhum deles chegará a ver a terra que prometi com juramento aos seus antepassados. Ninguém que me tratou com desprezo me verá”. Números 14: 22 e 23.
A murmuração diante das circunstâncias revela ingratidão e desprezo a Deus. A murmuração nos afasta de Deus e impede assim, que vejamos o Seu agir em todos os momentos da nossa vida.
Segundo o dicionário Aurélio, murmuração é: soltar queixumes; lastimar-se em voz baixa; resmungar; apontar faltas; conceber mau juízo; maldizer; falar contra alguém ou algo.
Deus nos ensina a vigiarmos quanto ao que falamos. O povo de Israel perdeu a bênção por causa da murmuração. A travessia do deserto, feita para durar 40 dias, durou 40 anos por causa da murmuração. Seu deserto pode durar mais do que o previsto se você vive reclamando.

A melhor maneira de vencer a murmuração é confiar nas promessas de Deus e adorá-lo. Paulo e Silas, discípulos de Jesus estavam presos por pregarem a Palavra de Deus. Seus pés e mãos estavam amarrados no tronco. Eles haviam sido açoitados, suas feridas estavam latejando. As circunstâncias não eram nem um pouco favoráveis. Mas, ao invés de murmuração, o que houve naquela cela foi ADORAÇÃO. A Adoração fez com que houvesse um terremoto houvesse naquele lugar e as cadeias fossem abertas (Atos 16.25). Jó perdeu tudo o que possuía. Num dia perdeu bens, perdeu os filhos, perdeu sua saúde. Jó coçava suas feridas com um caco de telha. Sua mulher o aconselhou a “amaldiçoar Deus e morrer” (Jó 1.20,21). Mas ao invés de murmurar, Jó prostrou-se em adoração e disse: O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor. E a Bíblia diz que em tudo isso Jó não pecou com os seus lábios. Deus restituiu em dobro tudo o que ele havia perdido. E Jó desfrutou de uma vida longa e próspera.

Decida hoje mudar sua postura de murmurador para adorador. E o Senhor mudará a sua sorte. Seu deserto será curto e você alcançará a terra prometida.

“Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam todas em Louvor a Ti, oh Senhor”. Salmo 19.14
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” I tess; 5:18

“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Provérbios 18:21)
A cada vez que murmuramos, nós menosprezamos toda a provisão e o carinho de Deus sobre a nossa vida.

Queridos, não existe segredo. Da mesma forma que a palavra trás a morte, também trás VIDA! “Fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Glorifique a Deus em tudo o que fizer! Se algo deu errado, GLÓRIA A DEUS! Ele tem algo melhor… Se aquela situação não teve o desfecho que você queria, talvez Deus queira te ensinar algo com aquilo… Se está difícil atingir aquele grande objetivo que te trará a vitória, não fraqueje! Não existe vitória sem guerra, e quanto maior a guerra, maior a vitória.