Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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4 de julho de 2020

Economia profana: As inusitadas moedas eróticas da Roma Antiga



Imagem meramente ilustrativa de antigas moedas romanas - Divulgação/Pixabay


Consideradas um dos maiores mistérios da época, as medalhas Espíntria traziam imagens explícitas de relações sexuais

Os primeiros registros romanos sobre o sexo surgiram em meados de 7510 a.C. e, naquela época, o ato funcionava como uma importante ferramenta de manutenção do Estado. Assim, relações sexuais também eram consideradas atos políticos.

Na maioria das vezes, portanto, o sexo era visto como um dever. De um lado ficavam os homens, com todo o prazer e satisfação; e, do outro, restavam as mulheres, com o restrito papel de dar continuidade à linhagem — orgasmos para elas nem pensar!

Apesar da importância política, no entanto, o sexo entre os homens romanos também era objeto de diversão. Jovens casados, por exemplo, tinham a total liberdade de trair suas esposas com outras pessoas — o gênero dos amantes sequer importava.

Dessa forma, é de se esperar que uma sociedade tão profana — como foi vista nos anos futuros por povos mais conservadores — contasse com artefatos eróticos e bastante obscenos. Esse era o caso das medalhas Espíntria, ou Spintria.


Algumas das obcenas Espíntrias / Crédito: Wikimedia Commons

Mistério erótico

Produzidas por um curto período, principalmente em meados do século 1 d.C., as espíntrias eram feitas de bronze ou de latão e traziam imagens eróticas o suficiente para assustar qualquer indivíduo conservador da Idade Média.

Pouco menores do que uma moeda de 50 centavos, as medalhas são consideradas um dos maiores mistérios da sociedade romana. Pouco se sabe sobre suas aplicações ou utilidades — questões bastante discutidas até hoje.

Sem muitos documentos acerca das espíntrias, estudiosos como Friedlander afirmam que as medalhas serviam como uma entrada para bordéis. Outros ainda argumentam que eram moedas de troca exclusivas para pagar por jovens prostitutos.


Duas Espíntrias romanas / Crédito: Wikimedia Commons

Sexo ou jogos de azar?

No século 16, o escritor latino Suetônio passou a usar a palavra Spintria para definir todos aqueles que cometiam atos ultrajantes — à época resumidos em atos sexuais ou apenas sensuais. Por isso, há quem defenda que as espíntrias eram usadas em bordéis.

Para Theodore V. Buttrey, no entanto, as medalhas eróticas eram usadas como peças de jogos de azar. Nesse sentido, o autor acredita que não existem evidências que realmente provem a ligação entre as espíntrias e qualquer forma de prostituição.

Independentemente de sua finalidade, muitos estudiosos afirmam que as moedas traziam cenas explícitas do sexo homoafetivo. Segundo Buttrey, Jacobelli e Talvacchia, todavia, as imagens obscenas são exclusivamente heterossexuais.

Para a grande maioria dos entusiastas da história romana, no entanto, pouco importa a finalidade das moedas eróticas. No final das contas, as espíntrias foram essenciais para compreender como, mesmo há tantos anos, a sociedade romana era livre de tabus — pelo menos em relação ao sexo e à homossexualidade masculina.


FONTE:

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/economia-profana-inusitadas-moedas-eroticas-da-roma-antiga.phtml?


1 de julho de 2020

Cemitério do século 16 revela esqueletos de crianças com moedas na boca



O Que é Arqueologia? | Meio Ambiente - Cultura Mix


A descoberta impressionante ocorreu na Polônia e surpreendeu os arqueólogos, que conseguiram comprovar uma lenda local

Esqueleto infantil
Esqueleto infantil - Centro Comunitário da Cultura em Jeżów

Na Polônia, um túmulo antigo surpreendeu arqueólogos ao revelar restos de 115 crianças com moedas na boca. O cemitério foi escavado depois que trabalhadores da construção civil descobriram ossos numa obra em Jeżowe, no sudeste do país, e chamaram as autoridades.

Esqueletos / Crédito: Centro Comunitário da Cultura em Jeżów

"Com base em observações arqueológicas até o momento, podemos concluir que cerca de 70 a 80% de todos os enterros são crianças", levantou a Direção Geral de Estradas e Rodovias Nacionais. A análise primeira dos corpos surpreendeu quando os pesquisadores perceberam a presença de moedas na boca de alguns.

Crânio com moeda / Crédito: Centro Comunitário da Cultura em Jeżów

Para a arqueóloga Katarzyna Oleszek, responsável pela escavcação: “certamente é um sinal de suas crenças. As moedas são chamadas obol dos mortos ou obol de Charon. É uma antiga tradição pré-cristã. Mas é cultivado há muito tempo, mesmo no final do século XIX, e era praticado pelo papa Pio IX”.

Moedas / Crédito: Centro Comunitário da Cultura em Jeżów

 Essa descoberta comprova lendas locais de que crianças eram enterradas na região conhecida como Montanhas da Igreja. Não havia outros objetos quaisquer nos sepultamentos, como botões, pregos ou tábuas de caixão.

Porém, o “arranjo dos esqueletos, o estado de sua preservação, mostra que a descoberta é um cemitério da igreja católica, que certamente foi resolvido. Nenhum túmulo é danificado por outro. Os habitantes sabiam exatamente onde eles tinham sepulturas e cuidaram deles”, disse Oleszek.


FONTE:
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/cemiterio-do-seculo-16-revela-esqueletos-de-criancas-com-moedas-na-boca.phtml?


10 de junho de 2020

Coronavírus: como cristãos devem agir perante uma pandemia segundo a Bíblia?





Como cristãos, agimos com fé! Não devemos deixar o medo, a ansiedade tomar conta de nós. “pois o amor lança fora todo medo” (1 Pedro 5:7; 1 João 4:18)). Não podemos esquecer que nada foge ao controle do Senhor!

A palavra "pandemia" é usada para dar um sinal de alerta em situações na qual uma doença ameaça infectar muita gente de maneira simultânea em vários locais do mundo. Um exemplo disso é a gripe suína que matou milhares de pessoas em 2009.

Este vírus recente, o coronavírus, tem essas características, pelo que já se sabe pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por isso foi classificado como pandemia.

Como cristãos, diante dessa situação, podemos refletir sobre alguns pontos:

1. Reconhecendo que o Ser Humano é frágil e não tem controle

Esta pandemia que está causando uma crise a nível global em praticamente todos os setores, mostra como nós, seres humanos, somos fracos. Somos confiantes, achamos que conseguimos por nós mesmos.

“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Salmos 90:12).

Podemos arriscar dizer que, algumas pessoas, de alguma maneira, gostam de estar no controle, criar o próprio destino ou sorte. Fato é que, há algumas coisas que podemos ter um certo controle como por exemplo, controlar nosso corpo por meio de treinamento e medição, usar um celular para movimentar dinheiro com um toque.

Talvez esse “certo controle” seja uma ilusão, talvez a pandemia que o coronavírus trouxe abriu nossos olhos, mostrando, na verdade, que nós não estamos no controle.

2. Clamando e orando ao Senhor com fé e sem medo

Quando se fala na palavra pandemia, qual a reação seguinte? Concordamos que é mais fácil dizer que ficamos com medo, até mesmo em pânico. Parece que, automaticamente, surge uma maneira de enxergar o vírus em todo lugar, no ar que respiramos, em cada contato com pessoas, no meu celular, no meu computador.

Por outro lado, esta pandemia pode estar fazendo que, nós como cristãos, estejamos a ser desafiados para olhar e reagir de outra maneira: com fé! Fé em Jesus, no Senhor, que é nosso bom pastor, dá a vida pelas ovelhas e é a ressurreição e vida (João 10:11; João 11:25).

O Senhor está no controle de tudo, inclusive desta pandemia e, só Ele pode nos guiar através desta situação. Como cristãos, confiemos no Senhor, tenhamos fé e não medo!

Como cristãos, há algo que todos podemos fazer: podemos clamar, orar ao nosso Senhor (Jeremias 33:3; Salmos 27:7; Salmos 50:15)!

Podemos clamar por nossas autoridades e governos (1 Pedro 2:13-17). Podemos orar pelas equipes de médicos, enfermeiros que estão na linha de frente, dando sua vida pelos outros. Podemos orar pelas pessoas que estão infectadas, pelos idosos, por pessoas em áreas de risco.

Podemos orar para que o Senhor nos guarde, nos proteja e, que Sua misericórdia venha sobre nós.

3. Lembrando o que importa mesmo

Todos nós temos nossos afazeres e, geralmente é tão corrido que podemos correr o risco de não conseguir distinguir o que é importante e urgente. Reuniões, estarmos envolvidos em projetos, trabalhos, além da nossa lista de desejos, de viajar para uma praia, ter uma casa nova. Podemos correr o risco de nos perdermos em nossa vida (Eclesiastes 1:2).

Pode ser que esta situação de crise, de pandemia, esteja a nos lembrar do que realmente importa, o que devemos nos preocupar e, o que é sem sentido, sem importância. Aquilo que mais gostamos, seja esporte, seja reformas na casa, carro novo ou as publicações nas redes sociais, talvez não seja o que importa mesmo.

Então, pode ser que esta situação toda, e, o Senhor, esteja nos ensinando algo, o que importa de verdade!

4. Reconhecendo o verdadeiro problema da humanidade

Antes de pensarmos em se temos esperança ou não diante desta situação de coronavírus, vamos pensar em algo mais profundo: Que Jesus veio, viveu entre nós e nos deu um alerta muito importante acerca de um vírus mais mortal e que já tinha sido espalhado e havia infectado todos os homens: o pecado!

Este vírus não acaba na morte física, mas na morte eterna. Os seres humanos, segundo a Bíblia, já estão numa pandemia com o nome de pecado. Então, podemos agora pensar qual nossa esperança diante disso? (Salmos 33:20)

Como cristãos, sabemos que o Senhor enviou Seu Filho Jesus para morrer por cada um de nós (João 3:16). Que Jesus veio, neste mundo com este vírus com nome de pecado, viveu entre doentes, respirou mesmo ar, comeu mesma comida, morreu afastado, mas com Sua morte veio a cura.

“Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (João 11:25-26).

5. Reconhecendo que o Senhor está no controle de todas as coisas

Tudo passa nesta vida: governos caem, países lutam entre si, homens e mulheres entram em desespero mas, o Senhor permanece inabalável. Ele está assentado no Seu trono (Apocalipse 5:13). Ele age na história, no momento certo e é por isso que devemos colocar nossa confiança, fé, dependência em Deus, nosso Senhor, pois nada pode impedir o agir Dele (Isaías 43:13).

Se ficarmos pensando e vendo só noticias na televisão ou internet a respeito desta pandemia, corremos o risco de ficar sem esperança alguma ou, com muito pouca. Ficaremos, provavelmente em depressão, preocupados.

Sem dúvida devemos fazer nossa parte humana de prevenção, ouvir recomendações do governo e autoridades, evitar o contágio, mas nunca isso pode e deve nos deixar em pânico, especialmente como cristãos.

Devemos sim, ser agentes de boa novas, anunciando esperança e um Salvador de um Reino de paz e amor.

“Não fique ansioso por nada, mas em todas as situações, por oração e petição, com ações de graça, apresente seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que transcende todo entendimento, guardará seus corações e suas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.6-7).

Na perspectiva do "fim dos tempos", em Lucas 21:11, o Senhor nos traz à memória algo sobre no qual, como cristãos, não podemos nos esquecer e precisamos reforçar: Nada foge ao controle do Senhor!

As palavras de Jesus em Mateus 24:6 podem, até, assustar um pouco, mas não é para ser assim. É necessário que essas coisas aconteçam. Isso vai ocorrer antes do regresso de Jesus quando vier buscar todos seus discípulos.

“O Senhor é nosso refúgio e fortaleza” como diz o Salmos 46:1. Ele é o único que pode nos proteger e nos dar vitória, independentemente, do tamanho da crise ou pandemia. Estamos seguros com o Senhor e nada pode nos tirar isso (Romanos 8:35-39).


https://www.respostas.com.br/coronavirus-como-cristaos-devem-agir-perante-uma-pandemia-segundo-a-biblia/?


25 de março de 2020

Por que nós caímos na dependência emocional?



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Por Sergio De Dios González

Traduzido de La mente es maravillosa



Somos todos dependentes. Somos a partir do momento em que nossas vidas começam. Somos no ventre de nossas mães, em nossos primeiros gritos, nas primeiras quedas, durante as primeiras expedições por mundos desconhecidos. Somos na seção prática e na seção emocional. Precisamos de outras pessoas para fazer atividades para nós, ou pelo menos nos dar algumas indicações de como fazê-las. Nós também precisamos dos outros porque somos seres sociais e… especialmente emocionais. Então, somos necessariamente vítimas de dependência emocional?

Não há nada que possa nos causar um turbilhão de emoções como um ser humano. Pense no primeiro beijo, em um reencontro depois de anos de separação, em um abraço que finalmente acalma você. Respire, respire, respire. 
 
Quando superamos a adolescência, depois de tentar conquistar a “a capa e a espada” de nossa independência, geralmente percebemos que isso não é possível, além de ser uma utopia, que não necessariamente tem que ser boa, porque nossas necessidades mais básicas não respondem necessariamente a ela. Pense no amor, no carinho, até em encontros ou desencontros.

Dependência emocional: um fato ou algumas cadeias

Então, se a dependência emocional é natural, por que na psicologia um ogro é banido? Em parte porque a psicologia não deixa de beber das correntes sociais e estas são cada vez mais individualistas. Em parte porque esta dependência se torna negativa quando é fixada em uma pessoa específica que não seja nós. Quando damos a outra a responsabilidade de lidar com os caprichos e desejos da criança e do jovem que carregamos dentro de nós, e pensamos que esse outro é insubstituível.

Vamos ver um exemplo simples. Ana está fazendo algumas mudanças na decoração de sua casa e gostaria de trocar uma peça da mobília. Mas é a peça é muito pesada para que ela carregue sozinha, então ela precisa da ajuda de alguém. Pode ser a sua própria ajuda, bastaria que para isso ela desenvolvesse uma ferramenta que a ajudasse nesse processo, no entanto, temporariamente, essa solução não é a mais indicada.

O mais indicado é que pessoas mais fortes do que ela o façam por ela. Ana pensa em seus filhos, mas acontece que eles não podem porque naquela semana eles estão de férias. Então ela pede ajuda de seus sobrinhos e esses encantados fazem-lhe o favor. Bem, Ana é dependente, mas não depende de seus filhos. Se eles não podem, ela é capaz de procurar ajuda de outra pessoa que possa. Bem, com independência/dependência emocional, a mesma coisa acontece.

Torna-se perigoso quando se fixa em uma única pessoa e a encarrega da responsabilidade de nosso estado emocional.

É perigoso porque nos enfraquece e porque em longo prazo acaba o relacionamento. No entanto, o pior é que, antes que a relação termine , teremos nos destruído usando todos os tipos de medidas desesperadas para não perder a pessoa em quem depositamos o destino de nossa felicidade.

Os quatro passos da dependência emocional

O caminho da destruição emocional – por dependência emocional – Geralmente tem quatro etapas marcadas, as quais começam a diminuir quando o medo da perda aparece. Um medo que na maior parte do tempo é infundado e que contribui precisamente para fortalecer essa dependência.

"Se não pude conseguir sentir-me querida e necessária, se te negastes a ter pena de mim e a me cuidar por piedade, se nem sequer consegui que me odeies, agora vais ter que notar minha presença, queiras tu ou não, porque a partir de agora vou tratar de que me temas.”

O primeiro passo consiste, para a pessoa dependente, em tentar tornar-se essencial para a pessoa de quem depende. Ao mostrar-lhe tudo o que ela traz para sua vida, levantando essas contribuições e enfatizando-as: “Se não fosse por mim…”, “Vamos ver quem ia fazer isso com você assim…”, “Você pode até procurar, mas jamais vai encontrar alguém que faça por você o mesmo que eu faço e como eu faço”.

Também o dependente pode tentar se tornar uma garantia, uma espécie de seguro, “se você me seguir, isso nunca te faltará” e buscarmos o outro, mesmo que por reciprocidade, para que fique com a gente.

Nós descemos para o segundo passo quando o primeiro não funciona. Além disso, este segundo poderia ser combinado com o primeiro. Nesta etapa, o dependente se disfarça de vítima e tenta ter a piedade do outro . Em sua vida, as enfermidades cotidianas tornam-se tragédias reais que tornariam o outro desumano em caso de querer fugir… Precisamente nesses momentos. Além disso, essa é geralmente uma estratégia que o dependente conhece muito bem, já que ele provavelmente a usou em alguma situação antes para reivindicar atenção. 
 
O terceiro e quarto passos são paradigmáticos e com eles a pessoa dependente tenta se proteger do que mais teme, a indiferença. Esses dois passos são intercambiáveis ​​e não necessariamente um é dado antes do outro, ou ambos são dados. 
 
Além disso, os dois aludem às emoções primárias: uma para odiar, outra para o medo. Em face do medo da indiferença, a pessoa dependente pode procurar ser odiada pelo outro. É uma forma de autoengano com o qual se busca sentimentos que são mantidos, laços de conexão, presença na vida do outro … mesmo que esteja criando ódio . 
 
O quarto passo é o da ameaça. “Se acontecer de sair, eu não sei o que posso fazer”, “Se você desaparecer, eu não tenho mais razão para viver”, “Se você decidir ir embora, eu lhe asseguro que você nunca mais vai me ver”. É o medo da perda que a pessoa dependente tenta infectar no outro. Esse medo é um engano, mas para o dependente pode funcionar perfeitamente como substituto do amor.

A pessoa dependente faz sofrer… e sofre

De uma forma ou de outra, para o dependente, sua própria dependência costuma ser uma tortura. Se há algo em que o dependente é mesmo vítima é o do fato de ter confiado seu destino e suas esperanças a alguém. Isso a força a se sacrificar para que esse alguém não se vá, porque a pessoa realmente sente que, se o outro se for, ela perderá a vida. Muitas de suas frases são manipulações, mas abaixo delas há um sofrimento que é real. 
 
Infelizmente, a dependência emocional é difícil de admitir. Rótulos como os de pouco valor, fraqueza de caráter e até mesmo incapacidade intelectual estão associados a ela. No entanto, identificar essa dependência é o primeiro passo para reconstruir e entender que, embora nossas necessidades sejam únicas, as pessoas que podem satisfazê-las são várias e também geralmente de maneiras muito diferentes.



Traduzido de La mente es maravillosa 
https://www.pensarcontemporaneo.com/por-que-nos-caimos/?
 
 

18 de março de 2020

Seis mentiras sobre o novo Corona vírus


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"Falta de informação é um perigo para a saúde. Confie nas informações que estão nos sites de órgãos como Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), OMS (Organização Mundial de Saúde) e hospitais de referência. Se você recebeu alguma informação pelo WhatsApp, por exemplo, verifique se o conteúdo também está disponível nesses sites antes de compartilhar", explica o infectologista Hélio Bacha, do Hospital Israelita Albert Einstein. Se não estiver, delete. Não contribua para a epidemia de desinformação. Conheça algumas mentiras sobre a covid-19 e entenda os motivos pelos quais não devem ser propagadas.

1. Comer alho evita a contaminação pelo coronavírus

O alho tem comprovadamente componentes que auxiliam na redução do colesterol e nos processos do sistema imunológico. De acordo com a OMS, embora seja um alimento saudável, não há nenhuma evidência científica comprovando que seu consumo —em qualquer quantidade— pode proteger as pessoas do novo Corona vírus. "A imunidade é formada por um conjunto de fatores que atuam na defesa do corpo contra uma série de doenças, vírus e bactérias. Não podemos elencar um alimento ou uma vitamina para resolver um problema de saúde", diz Hélio Bacha. "Também não existe nenhum estudo na medicina que comprove que quem come mais alho tem menos doenças”.

2. Consumo de altas quantidades de vitamina C natural

Uma mensagem que está circulando nas redes sociais atribuída a uma estudante chamada Laila Ahamadi, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Zanjan, na China, diz que o consumo máximo de vitamina C natural pode fortalecer o sistema imunológico e combater o novo coronavírus. Segundo o texto, o microrganismo seria resultado de uma fusão entre os genes de cobra e de morcego. A mensagem ainda indica que o consumo de limão quente (rodelas colocadas em água quente) poderia proteger e até salvar a vida de quem contraiu o novo vírus respiratório. Há várias informações erradas no texto que comprovam se tratar de uma fake news. A primeira e mais básica delas é a origem da mensagem: a Universidade de Zanjan fica no Irã e não na China. A segunda é de que não há ainda nenhuma comprovação de que o vírus foi transmitido por animais. As formas de transmissão, segundo a OMS, ainda estão sendo investigadas e a história de uma fusão de genes de uma cobra com um morcego causa desconfiança por si só....

No dia 2 de março, o Ministério da Saúde publicou em sua página oficial um alerta sobre a notícia: "não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico milagroso ou vacina que possa prevenir a doença". O infectologista Hélio Bacha reitera que a medicina atua com base em evidências científicas e todo excesso faz mal. O consumo exagerado de qualquer substância é prejudicial à saúde. No caso da vitamina C, ela pode provocar cálculos renais e distúrbios gastrointestinais...

3. MMS - Os minerais milagrosos

Não é a primeira vez que os MMS (sigla para: Solução Mineral Milagrosa ou Suplemento Mineral Milagroso) estão sendo relacionados a cura de doenças. Já aconteceu com o câncer e o autismo. Agora, estão sendo associados à prevenção e cura do novo Corona vírus.

Composta por dióxido de cloro, muito usado em alvejantes para tratamento de água, como a água sanitária, o produto não possui nenhuma propriedade medicinal e seu consumo pode até matar, de acordo com a Anvisa. O órgão informa ainda que a produção, distribuição, comercialização e divulgação do falso medicamento nunca foram permitidos no Brasil....

4. Uso de produtos químicos para as mãos

A medida em que o álcool gel está ficando escasso nas prateleiras dos mercados e farmácias, receitas de desinfetantes caseiros e indicações do uso de produtos de limpeza para higiene das mãos e até de bebidas alcoólicas (como cachaça e vodca) começaram a pipocar na internet. "Não é preciso inventar moda. Lavar as mãos com água e sabão é suficiente para manter as mãos higienizadas e reduzir as chances de propagação do coronavírus e outros vírus respiratórios, como o H1N1", explica o infectologista do Einstein.

Hélio Bacha afirma ainda que o contato com produtos químicos sem proteção pode causar lesões de pele, sendo o ressecamento o mais comum. Além disso, o uso de bebidas alcoólicas para limpeza não é eficaz.

5. Beber água potável a cada 15 minutos

É consenso que o consumo de água é fundamental para o a saúde e bom funcionamento do corpo. Entre suas funções estão a regulação da temperatura do corpo e a absorção, transporte e distribuição de nutrientes para diversas partes do organismo. No entanto, postagens em redes sociais citam que um médico japonês recomenda a ingestão de água a cada 15 minutos para eliminar qualquer vírus por meio da urina e do suor. Bobagem. "O novo coronavírus não pode ser eliminado pela urina ou suor", explica o médico Bacha.

6. Beber água quente e tomar sol

Algumas postagens dão conta ainda de que ingerir água quente e tomar sol são capazes de matar o novo coronavírus. "Mais uma bobagem da internet, mesmo porque a temperatura do corpo humano varia entre 36ºC e 37ºC. Não há nenhum estudo que comprove que o calor mate o vírus. Mas, se matasse, ele teria tempo suficiente de contaminar pessoas e causar a covid-19. É importante lembramos que ficar muito tempo exposto ao sol pode causar insolação, queimaduras na pele e favorecer o câncer de pele", pondera Hélio Bacha.

Para qualquer vírus respiratório, temperaturas mais frias propiciam a transmissão. "Isso acontece porque as pessoas ficam mais aglomeradas e os lugares menos arejados, facilitando a transmissão da doença", conclui o médico.


https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/11/seis-mentiras-sobre-o-novo-coronavirus.htm


20 de dezembro de 2019

‘Ovo frito” – Rubem Alves



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Gosto muito de ovo. Ovo frito. Ovo escaldado, com pão torrado. Coisa boba, o fato é que comecei a pensar sobre as razões por que gosto de ovo. Lembrei-me…

Meu pai era viajante. Passava a semana fora de casa. Voltava às sextas-feiras, no trem das oito. Noite escura, o trem das oito vinha apitando na curva, resfolegando de cansado, expelindo enxames de vespas vermelhas, chamuscava uma paineira, entrava na reta, passava a dez metros da nossa casa, todos nós estávamos lá, o pai com a cabeça de fora, sorrindo, e todos corríamos para a estação. Ele vinha com fome e sujo. Água quente não havia. Mas não tinha importância. Da leitura do Evangelho havíamos aprendido de Jesus, no lava-pés, que quem está com os pés limpos tem o corpo inteiro limpo. A coisa, então, era lavar os pés. E esse era o costume geral lá em Minas. Minha mãe esquentava água no fogão de lenha, punha numa bacia e eu lavava os pés do meu pai. Depois de limpo, ele se assentava à mesa e o que tinha para comer era sempre a mesma coisa: arroz, feijão, molho de tomate e cebola, ovo frito e pão. Ele me punha assentado ao joelho e comia junto.


Ah, como é gostoso comer pão ensopado no molho de tomate, pão lambuzado no amarelo mole do ovo! Era um momento de felicidade. Nunca me esqueci. Acho que quando enfio o pão no amarelo mole do ovo eu volto àquela cena da minha infância. Os poetas, somente os poetas, sabem que um ovo é muito mais que um ovo…
 

Rubem Alves, crônica do livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.
https://www.revistaprosaversoearte.com/ovo-frito-rubem-alves/?
 
 

7 de dezembro de 2019

O que é o Relógio do Apocalipse, e por que ele indica que desde 1953 nunca estivemos tão perto de uma catástrofe global

 

 
Existe um relógio que, em vez de medir a passagem do tempo, indica o quão perto o planeta está de ser destruído. Atualmente, seus ponteiros marcam dois minutos e meio para meia-noite, horário previsto para o fim do mundo.

É o chamado Relógio do Apocalipse, criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos (BPA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

Não se trata de um objeto, mas de uma ilustração simbólica. Os ponteiros do relógio não se movem por meio de uma medida científica, mas de acordo com o parecer dos integrantes do conselho de ciência e segurança do BPA, que se reúne duas vezes por ano para determinar o quanto falta para meia-noite.

"É um símbolo que representa o quão perto ou longe estamos de uma catástrofe global. O que queremos mostrar com isso é o quão próximos estamos de destruir a vida na Terra como a conhecemos", explica Rachel Bronson, diretora-executiva e editora do boletim.

O último ajuste nos ponteiros aconteceu em janeiro deste ano (2017), logo após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Na ocasião, o relógio foi adiantado em meio minuto.

Apenas em 1953 os ponteiros estiveram mais adiantados do que agora, marcando dois minutos para meia-noite, após os EUA e a antiga União Soviética testarem bombas termonucleares.

Para os responsáveis pelo relógio, eventos recentes - como o lançamento de um míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte e a decisão de Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas - acendem um alerta.

"Não estamos nos movendo na direção certa", diz Bronson à BBC.

Quando o Relógio do Apocalipse foi criado, em 1947, simbolizava a preocupação dos cientistas com o risco de um conflito nuclear diante da corrida armamentista no início da Guerra Fria.

Desenhado pela pintora Martyl Langsdorf, mulher do físico Alexander Langsdorf, do Projeto Manhattan (projeto de pesquisa e desenvolvimento que produziu as primeiras bombas atômicas durante a 2ª Guerra Mundial), o relógio marcava sete minutos para meia-noite em sua primeira aparição na capa do boletim.

Desde então, a posição dos ponteiros foi ajustada 22 vezes para frente ou para trás.

Do rock à ONU

As referências ao relógio vão muito além da ciência e da política. Bandas de rock - como Iron Maiden e Smashing Pumpkins - já dedicaram músicas a ele ("2 minutes to Midnight" e "Doomsday Clock", respectivamente).

O Relógio do Apocalipse também apareceu em um episódio da série Doctor Who, produzida pela BBC.

Atualmente, o relógio reflete, juntamente com o risco nuclear, a preocupação dos cientistas com os efeitos da mudança climática e novas tecnologias, como a inteligência artificial e a biologia sintética.

Em março, Kim Won-soo, representante da ONU para assuntos de desarmamento, alertou que o Relógio do Apocalipse tinha atingido sua pior marca em 64 anos.

"A necessidade de avançar no desarmamento nuclear poucas vezes foi tão urgente como é hoje", disse Kim Won-soo.

O relógio está mais adiantado do que se encontrava durante a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, quando marcava sete minutos para meia-noite, embora muitos acreditem que o horário deveria ter sido ajustado, na ocasião.

Bronson explica que isso aconteceu porque a Crise dos Mísseis foi tão rápida que os especialistas não chegaram a se reunir para ajustar o relógio. Quando se encontraram, os EUA e a então União Soviética já tinham assinado acordos para controle de armas.

Em 1991, com o fim da Guerra Fria e novos acordos firmados entre Washington e Moscou para redução de armas, o relógio chegou a indicar 17 minutos para meia-noite, sua melhor marca.

Mas o alívio sentido na época contrasta com o risco apontado agora.

"Mais perigoso"

Bronson explica que o último ajuste do relógio Apocalipse, em janeiro/2017, refletiu uma crescente falta de consideração no mundo em relação ao conhecimento especializado, como comentários imprudentes em diferentes países sobre a questão nuclear.

"O presidente Trump e seu governo são grandes motivos de preocupação. Mas não são os únicos", declara.

"E (Trump) continua a fazer declarações que podem ser vistas - não sabemos se ele tem essa intenção - como uma ameaça velada ao uso de armas nucleares, o que é muito assustador", acrescenta Bronson.


A cientista afirma que tem sido questionada se o relógio será acelerado novamente, diante do teste de míssil balístico intercontinental realizado pela Coreia do Norte na semana passada.

Mas, segundo ela, um novo ajuste não está sendo cogitado por enquanto, uma vez que o adiantamento dos ponteiros em janeiro/2017 já antecipou "que o mundo se tornaria mais perigoso" e é isso que está acontecendo.

Bronson admite, no entanto, que a situação pode mudar e o boletim se reserva ao direito de mover o relógio se for preciso.

"O importante é a tendência. Isso me preocupa muito. Estamos chegando mais perto ou nos afastando da meia-noite? Acreditamos que não está tão perigoso quanto em 1953, mas estamos caminhando para isso", conclui.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-40606193?SThisFB&fbclid


19 de novembro de 2019

Cristãos são crucificados, queimados e esmagados na Coreia do Norte




Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).
A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.
“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento.

“Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”
Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.

Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.

Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.

Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.

As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.

Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.

O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.

Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.

Templos abertos, mas vazios


Os cristãos não são o único grupo religioso a sofrer sob o regime comunista. Budistas e Cheonistas [crença tradicional coreana] também são tratados como inimigos da revolução, embora a CSW acredite que “o regime pode ter um maior grau de tolerância com as crenças consideradas nativas da Ásia ou da península coreana”. Um dos principais argumentos contra as igrejas é que elas fariam parte de uma tentativa de dominação estrangeira.

Segundo o extenso relatório do CSW, os templos abertos parecem mais com museus que com prédios de atividades religiosas. “Estas instalações, organizações e instituições permanecem abertas para mostrar a existência de pluralismo religioso e aceitação, mas a realidade é outra”, sublinha o material.

A CSW pede que a comunidade internacional apoie o encaminhamento da Coreia do Norte para o Tribunal Penal Internacional, onde será investigada todas as suas violações de direitos humanos.

Sua petição diz que “Muitos norte-coreanos estão sofrendo por causa de sua fé, e a comunidade internacional precisa agir urgentemente para acabar com a impunidade e garantir a prestação de contas… Todo esforço deve ser feito para buscar a responsabilização e justiça para o povo da Coreia do Norte, que sofre abusos dos direitos humanos em uma escala sem paralelo no mundo moderno”. 


Com informações de Christian Today

https://www.gospelprime.com.br/cristaos-crucificados-esmagados-coreia-do-norte/?