! ABRAOOLHO !

(I Co 14:20)

Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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18 de março de 2020

Seis mentiras sobre o novo Corona vírus


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"Falta de informação é um perigo para a saúde. Confie nas informações que estão nos sites de órgãos como Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), OMS (Organização Mundial de Saúde) e hospitais de referência. Se você recebeu alguma informação pelo WhatsApp, por exemplo, verifique se o conteúdo também está disponível nesses sites antes de compartilhar", explica o infectologista Hélio Bacha, do Hospital Israelita Albert Einstein. Se não estiver, delete. Não contribua para a epidemia de desinformação. Conheça algumas mentiras sobre a covid-19 e entenda os motivos pelos quais não devem ser propagadas.

1. Comer alho evita a contaminação pelo coronavírus

O alho tem comprovadamente componentes que auxiliam na redução do colesterol e nos processos do sistema imunológico. De acordo com a OMS, embora seja um alimento saudável, não há nenhuma evidência científica comprovando que seu consumo —em qualquer quantidade— pode proteger as pessoas do novo Corona vírus. "A imunidade é formada por um conjunto de fatores que atuam na defesa do corpo contra uma série de doenças, vírus e bactérias. Não podemos elencar um alimento ou uma vitamina para resolver um problema de saúde", diz Hélio Bacha. "Também não existe nenhum estudo na medicina que comprove que quem come mais alho tem menos doenças”.

2. Consumo de altas quantidades de vitamina C natural

Uma mensagem que está circulando nas redes sociais atribuída a uma estudante chamada Laila Ahamadi, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Zanjan, na China, diz que o consumo máximo de vitamina C natural pode fortalecer o sistema imunológico e combater o novo coronavírus. Segundo o texto, o microrganismo seria resultado de uma fusão entre os genes de cobra e de morcego. A mensagem ainda indica que o consumo de limão quente (rodelas colocadas em água quente) poderia proteger e até salvar a vida de quem contraiu o novo vírus respiratório. Há várias informações erradas no texto que comprovam se tratar de uma fake news. A primeira e mais básica delas é a origem da mensagem: a Universidade de Zanjan fica no Irã e não na China. A segunda é de que não há ainda nenhuma comprovação de que o vírus foi transmitido por animais. As formas de transmissão, segundo a OMS, ainda estão sendo investigadas e a história de uma fusão de genes de uma cobra com um morcego causa desconfiança por si só....

No dia 2 de março, o Ministério da Saúde publicou em sua página oficial um alerta sobre a notícia: "não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico milagroso ou vacina que possa prevenir a doença". O infectologista Hélio Bacha reitera que a medicina atua com base em evidências científicas e todo excesso faz mal. O consumo exagerado de qualquer substância é prejudicial à saúde. No caso da vitamina C, ela pode provocar cálculos renais e distúrbios gastrointestinais...

3. MMS - Os minerais milagrosos

Não é a primeira vez que os MMS (sigla para: Solução Mineral Milagrosa ou Suplemento Mineral Milagroso) estão sendo relacionados a cura de doenças. Já aconteceu com o câncer e o autismo. Agora, estão sendo associados à prevenção e cura do novo Corona vírus.

Composta por dióxido de cloro, muito usado em alvejantes para tratamento de água, como a água sanitária, o produto não possui nenhuma propriedade medicinal e seu consumo pode até matar, de acordo com a Anvisa. O órgão informa ainda que a produção, distribuição, comercialização e divulgação do falso medicamento nunca foram permitidos no Brasil....

4. Uso de produtos químicos para as mãos

A medida em que o álcool gel está ficando escasso nas prateleiras dos mercados e farmácias, receitas de desinfetantes caseiros e indicações do uso de produtos de limpeza para higiene das mãos e até de bebidas alcoólicas (como cachaça e vodca) começaram a pipocar na internet. "Não é preciso inventar moda. Lavar as mãos com água e sabão é suficiente para manter as mãos higienizadas e reduzir as chances de propagação do coronavírus e outros vírus respiratórios, como o H1N1", explica o infectologista do Einstein.

Hélio Bacha afirma ainda que o contato com produtos químicos sem proteção pode causar lesões de pele, sendo o ressecamento o mais comum. Além disso, o uso de bebidas alcoólicas para limpeza não é eficaz.

5. Beber água potável a cada 15 minutos

É consenso que o consumo de água é fundamental para o a saúde e bom funcionamento do corpo. Entre suas funções estão a regulação da temperatura do corpo e a absorção, transporte e distribuição de nutrientes para diversas partes do organismo. No entanto, postagens em redes sociais citam que um médico japonês recomenda a ingestão de água a cada 15 minutos para eliminar qualquer vírus por meio da urina e do suor. Bobagem. "O novo coronavírus não pode ser eliminado pela urina ou suor", explica o médico Bacha.

6. Beber água quente e tomar sol

Algumas postagens dão conta ainda de que ingerir água quente e tomar sol são capazes de matar o novo coronavírus. "Mais uma bobagem da internet, mesmo porque a temperatura do corpo humano varia entre 36ºC e 37ºC. Não há nenhum estudo que comprove que o calor mate o vírus. Mas, se matasse, ele teria tempo suficiente de contaminar pessoas e causar a covid-19. É importante lembramos que ficar muito tempo exposto ao sol pode causar insolação, queimaduras na pele e favorecer o câncer de pele", pondera Hélio Bacha.

Para qualquer vírus respiratório, temperaturas mais frias propiciam a transmissão. "Isso acontece porque as pessoas ficam mais aglomeradas e os lugares menos arejados, facilitando a transmissão da doença", conclui o médico.


https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/11/seis-mentiras-sobre-o-novo-coronavirus.htm


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Marcadores: NOTÍCIAS, O QUE CIRCULA NA INTERNET, VARIEDADES

19 de novembro de 2019

Cristãos são crucificados, queimados e esmagados na Coreia do Norte




Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).
A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.
“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento.

“Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”
Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.

Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.

Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.

Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.

As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.

Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.

O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.

Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.

Templos abertos, mas vazios


Os cristãos não são o único grupo religioso a sofrer sob o regime comunista. Budistas e Cheonistas [crença tradicional coreana] também são tratados como inimigos da revolução, embora a CSW acredite que “o regime pode ter um maior grau de tolerância com as crenças consideradas nativas da Ásia ou da península coreana”. Um dos principais argumentos contra as igrejas é que elas fariam parte de uma tentativa de dominação estrangeira.

Segundo o extenso relatório do CSW, os templos abertos parecem mais com museus que com prédios de atividades religiosas. “Estas instalações, organizações e instituições permanecem abertas para mostrar a existência de pluralismo religioso e aceitação, mas a realidade é outra”, sublinha o material.

A CSW pede que a comunidade internacional apoie o encaminhamento da Coreia do Norte para o Tribunal Penal Internacional, onde será investigada todas as suas violações de direitos humanos.

Sua petição diz que “Muitos norte-coreanos estão sofrendo por causa de sua fé, e a comunidade internacional precisa agir urgentemente para acabar com a impunidade e garantir a prestação de contas… Todo esforço deve ser feito para buscar a responsabilização e justiça para o povo da Coreia do Norte, que sofre abusos dos direitos humanos em uma escala sem paralelo no mundo moderno”. 


Com informações de Christian Today

https://www.gospelprime.com.br/cristaos-crucificados-esmagados-coreia-do-norte/?


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29 de setembro de 2019

"Nós existimos", diz fundadora do Movimento de Ex-Gays do Brasil...


Miriam Fróes, Fundadora do Movimento de Ex-Gays do Brasil  - Robson Stailer


Felipe Sakamoto e Lucas Cabral
Colaoração para Universa
26/09/2019 04h00


Miriam Fróes viveu como homossexual dos 13 aos 33 anos, aproximadamente. A partir dos 30, começou a sentir uma mudança interna. "Eu trocava muito de parceira e aquilo foi causando crises existenciais em mim", diz. Depois disso, passou a frequentar a igreja. Hoje, "muito evangélica", diz ter encontrado um novo modo de viver sob os preceitos da Bíblia.

Além de ex-homossexual e pastora da igreja Manancial Palavra Viva, Miriam, 55, também é idealizadora do Movimento de Ex-Gays do Brasil (MEGB), fundado em agosto. Ficou conhecida após se reunir com a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, no dia 5 daquele mês, em busca de reconhecimento. "Nós existimos" diz.




Há 20 anos, ela acolhe pessoas que buscam a reorientação sexual. Para isso, a fundadora do movimento de ex-gays não acredita em nenhum tratamento, senão a palavra do evangelho. Ao ser questionada sobre como seriam os detalhes da reorientação sexual pela espiritualidade, a consultora de logística responde: "A única palavra que posso te dar como explicação é a fé".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade do Código Internacional de Doenças (CID) em maio de 1990. E a recondução da sexualidade por terapias é questionada e criticada por profissionais da saúde. No Brasil, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) proibiu que psicólogos incentivem ou proponham qualquer tratamento ou ação com o objetivo de patologizar ou reorientar a homossexualidade.

Em entrevista a Universa, Miriam fala sobre causas e cura da homossexualidade, com base em sua experiência, e sobre o surgimento do MEGB. Afirma que criou o movimento ao perceber a ausência de uma voz expressiva de ex-gays na sociedade. "Nós somos a minoria das minorias", diz. O slogan do grupo é "Pelo direito de deixar e permanecer".

Outro motivo da criação do movimento foi a criminalização da homotransfobia pela Lei de Racismo, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho deste ano. Miriam teme ser processada por compartilhar sua história em palestras. "E se alguém me ouvir e achar que eu estou sendo homofóbica?"

A criminalização da homofobia interfere nas pautas do Movimento de Ex-Gays do Brasil?

Até agora, não. Mas existe um termo que diz que nós somos livres para nos expressar, para fazer proselitismo, doutrinação, usar os nossos livros sagrados. Desde que ninguém se sinta agredido pela nossa fala. Então, ali, a lei está um pouco subjetiva para o nosso lado. E se alguém me ouvir e achar que eu estou sendo homofóbica? Ou discriminando quem está na homossexualidade? Isso me preocupou um pouco. Pensei, então, que poderíamos ir ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para que nos reconhecesse, já que eles reconhecem o movimento LGBT. É preciso reconhecer a gente também.

Quais são as pautas do movimento?

No momento, a pauta principal foi ir ao Ministério dos Direitos Humanos e nos pronunciar: "Olha, nós existimos". O propósito do MEGB é unir as pessoas que foram homossexuais e hoje não são mais. É para ser uma plataforma onde as pessoas, espalhadas pelo Brasil, possam se identificar, para que se sintam representadas. Não temos pretensão política nenhuma. Até porque não temos um espírito militante. Não pretendemos ter causa pública, de política. Agora, lógico, se encontrarmos ajuda e abertura nesse campo, até podemos pensar, sim. Nós não estamos aqui para discutir se se nasce ou não gay, se há ou não cura para a homossexualidade. Acho que cada um tem o direito de viver a sua vida como deseja viver. Agora, se eu fui homossexual durante quase 20 anos e abandonei esse estilo de vida, eu gostaria também que as pessoas me olhassem e não duvidassem de mim.

Vocês tiveram uma reunião com a ministra Damares Alves. Qual foi o propósito da visita e o que discutiram?

Fomos porque gostaríamos que o Ministério desse o mesmo reconhecimento e respaldo que dá aos outros movimentos. Queremos um reconhecimento apenas no direito de existir. Ela nos recebeu e levamos um material da nossa existência. E pedimos para que o ministério, assim como faz com o movimento LGBT, com os índios ou com qualquer classe que pede apoio e reconhecimento, pudesse contemplar a nossa existência. E assim aconteceu. Ela não nos prometeu nada, mas jogou a responsabilidade para os seus assessores, para ver como podem nos ajudar.

Como os assessores da ministra podem ajudar?

Na verdade, não são eles que têm que nos ajudar. O que foi dito é que teríamos de criar políticas públicas e poderíamos receber apoio ou não. Por mais que não queiramos essa militância política, de alguma maneira, ela terá de existir. Mas o nosso foco é espiritual. Agora, existe uma lei duríssima contra a homofobia. Duríssima, porque foi inserida no crime de racismo. Você concorda que a lei é muito dura? Nós queremos nos precaver. Por exemplo, eu dou alguma palestra. Alguém me ouve e acha que não foi adequado e me processa. Então, a gente pede para que o ministério venha nos respaldar nesse aspecto: "Nós existimos".

No dia da reunião com a ministra, o Movimento Psicólogos em Ação, que defende a "cura gay" e perdeu recentemente as eleições para o Conselho Federal de Psicologia, estava presente e apoiou o MEGB. Qual é a relação entre vocês?

Nenhuma. Somos apenas conhecidos. O MEGB atua no viés espiritual. O outro movimento luta mais de forma humanista, pela psicologia, também em relação à causa moral. Porém, são psicólogos cristãos ou conservadores. Eles lutam para ter o direito de exercer a psicologia no que tange à pessoa que está na homossexualidade e não quer ser homossexual. Mas são proibidos de exercer essa prática. Por isso, eles lutam. E, por isso, são movimentos parecidos.

Ao dizer isso, o seu movimento não acaba se aproximando do grupo pró-cura, que defende a reorientação sexual?

A questão é que esses psicólogos acham que sozinhos dão conta. E eu não concordo com isso. Você pode contar com um amigo, um pastor, um conselheiro, um psicólogo, uma tribo e a família. E, lógico, os preceitos da Bíblia, que você terá de seguir e obedecer.

Embora afirme que não há nenhuma relação entre o MEGB e a chapa "pró-cura", Saulo Navarro, integrante do movimento, também apoiou e fez campanha nas redes sociais para a chapa.

Ele não é mais [membro]. Esse afastamento se deu justamente por causa disso, por um desacordo com os preceitos do MEGB que são de expressão e liberdade religiosa. O Saulo tem uma opinião contrária. É um direito que ele tem.

Historicamente, homossexuais foram lobotomizados, torturados e submetidos à castração química como tratamento para uma suposta cura gay. Nenhum desses procedimentos teve eficácia comprovada cientificamente. O Movimento de Ex-Gays do Brasil acha que a homossexualidade é uma doença?

Não, eu não acho que a homossexualidade seja uma doença. O movimento acha que é um conflito emocional causado por traumas vivenciados na infância. Entre eles, abusos sexuais, agressões dentro de casa, ausência do pai ou da mãe. Isso pode causar um sentimento de carência, de não encontrar a identidade, e você vai em busca de criar essa identidade para você. A homossexualidade pode ser originada por questões emocionais, mas também não é uma escolha fechada. Cada um vai desenvolver da sua maneira. Existem pessoas que não vivenciaram nada disso e têm sentimentos homossexuais, e eu não sei te explicar.

Não há comprovação de que abusos sexuais ou ausência dos pais possam ser fatores para a homossexualidade. Com que fundamento acredita nisso?

Eu penso dessa maneira com base em três coisas. Primeiro, minha experiência pessoal, o que vivi até hoje. Segundo, o contato que tive ao longo de 20 anos com outros ex-gays. E terceiro, livros de autoajuda, de cunho religioso. Inclusive, o principal deles é o "Restaurando a identidade" [escrito por Bob Davis e Lori Rentzel, anteriormente publicado sob o título "Deixando o Homossexualismo", o livro baseia-se na "cura da homossexualidade" somente por meio da religião].

Se uma pessoa homossexual está bem com a sexualidade dela, acha que ela precisa de reorientação?

Todo homossexual que não está satisfeito com a sua homossexualidade deve procurar ajuda. A ajuda que for, ele quem vai decidir. O MEGB defende [a ajuda] pela Bíblia, pela espiritualidade. E eu não acho que todo homossexual precise de reorientação. Ele precisa ficar como está, caso se sinta bem. Todo mundo tem livre arbítrio para viver e escolher o jeito que se sente melhor neste mundo. Inclusive, a Bíblia fala sobre isso. O movimento não está aqui para se opor a isso.






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Marcadores: HOMOSSEXUALIDADE, NOTÍCIAS

9 de abril de 2019

Muçulmanos brasileiros já adotam postura extremista e pregam morte a cristãos e judeus





A religião islâmica vem crescendo no Brasil e muitos dos convertidos à doutrina de Maomé estão se tornando radicais que pregam o extermínio de cristãos e judeus. A constatação, pasmem, partiu do principal xeque xiita brasileiro, Rodrigo Jalloul.

A religião islâmica surgiu cerca de 600 anos depois de Cristo, sob a liderança do controverso Maomé, que em seus escritos, fala de tolerância e respeito, mas também de morte como punição aos infiéis, apóstatas, homossexuais e qualquer outro que tenha ouvido as bases do islamismo mas tenha recusado a conversão.

Jalloul concedeu uma entrevista à revista Veja e afirmou que no Brasil o extremismo muçulmano já começa a ser notado por fiéis da própria religião. “Alguns xeques erram em focar muito a política e pouco a religião. Eles dizem abertamente que os xiitas são hereges e malditos. Os brasileiros que se convertem não conhecem a história da religião e acabam caindo nessa farsa”, afirmou.

“A radicalização dos muçulmanos brasileiros deve-se ao excesso de informação disponível, mas sem um filtro adequado. Certa vez, encontrei uma muçulmana sunita na porta da mesquita do Brás [em São Paulo] e convidei-a para entrar. Ela se recusou, pois um xeque sunita lhe havia dito que se tratava de um lugar maldito”, explicou Jalloul, contextualizando o raciocínio.

No mundo árabe, sunitas e xiitas – apesar de professarem a mesma fé – vivem em pé de guerra, por questões de interpretações do Corão. De acordo com Jalloul, o extremismo dos muçulmanos brasileiros acontece por influência dos sunitas e suas ramificações.

“O wahabismo e o salafismo, que são as subcategorias mais radicais do sunismo, têm se manifestado de modo muito forte no Brasil. Isso é uma ameaça. A radicalização que afeta jovens na Europa também está acontecendo no Brasil. Todo cuidado é pouco”, disse o líder xiita muçulmano.

Mesmo o Brasil sendo um país em que a maioria é cristã e as demais religiões convivem pacificamente, salvo episódios raríssimos de intolerância, o extremismo muçulmano já preocupa.

“A religião islâmica é de origem árabe. No Oriente Médio, as pessoas lidam com a religião com naturalidade. Alguns [muçulmanos] brasileiros, porém, estão abraçando a fé cegamente. Há muitos fanáticos pregando para gente intelectual e emocionalmente vulnerável por aí”, ponderou Jalloul. “Não necessariamente incitando ao terrorismo, mas ensinando uma forma equivocada de lidar com a religião”.

“Esses fanáticos pregam que cristãos e judeus não podem existir. Pregam até o afastamento da família, apesar de o profeta Maomé dizer que o respeito aos pais deve ser mantido até o fim da vida. Aqueles que têm mais sede de conversão são os piores. Eles querem se converter e não discutem nem questionam nada”, alertou.


https://noticias.gospelmais.com.br/muculmanos-morte-cristaos-judeus-brasileiros-89198.html



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Marcadores: APOLOGÉTICA, ISLAMISMO, MUÇULMANOS, NOTÍCIAS

1 de abril de 2017

Diretor de 'A Bela e a Fera' diz que "gostaria de rasgar páginas da Bíblia"


Bill Condon dando uma entrevista sobre seu novo filme "A Bela e a Fera". 
(Imagem: Youtube) 
 
A declaração Bill Condon seria uma resposta ao boicote aderido por centenas de milhares de cristãos norte-americanos ao filme 'A Bela e a Fera', que apresenta um personagem gay.

O diretor de "A Bela e a Fera", Bill Condon, levou seu desrespeito a Deus e ao Cristianismo a um novo nível quando ele disse em uma entrevista recente que gostaria de arrancar páginas da Bíblia.

Quando o diretor foi questionado sobre o que ele faz sempre que entra em um quarto de hotel, ele respondeu revelando o seu desejo de praticar o vandalismo contra o livro sagrado e chegou a citar com um tom de admiração o ator Ian Murray McKellen, que admitiu 10 anos atrás, ter rasgado páginas de uma Bíblia quando estava em um hotel.

"Gostaria de poder dizer que sou como Ian McKellen e imediatamente arrancar páginas da Bíblia, mas parece que não há Bíblias nos quartos dos hotéis onde estou me hospedando estes dias", disse ele à revista Passport.

Condon estava aparentemente reagindo contra o boicote de um grande número de evangélicos que apresentaram petições contra o filme e aconselhando os cristãos a não assistir o novo remake 'live-action' do desenho "A Bela e a Fera" (Disney). O filme está sendo estrelado por Emma Watson e Dan Stevens.

Condon já havia gerado certa perturbação entre os cristãos quando disse à revista 'Attitude' que haveria um "momento exclusivamente gay" em seu filme, referindo-se a uma cena do ator Josh Gad, que faz o papel do personagem LeFou.

"LeFou é alguém que em um dia quer ser Gastão e em outro dia quer beijar Gastão", disse Condon na época. "Ele está confuso sobre o que ele quer. Ele é alguém que está simplesmente descobrindo que ele tem esses sentimentos. E Josh faz algo realmente sutil e delicioso com isso tudo. E isso tem a sua recompensa no final, que eu não quero contar agora, mas é um momento agradável, exclusivamente gay em um filme da Disney".

Uma petição, que foi criada pela organização cristã "One Million Moms" ("Um Milhão de Mães"), criticou a Disney por promover a agenda LGBT entre as famílias.

"Este é o último lugar em que os pais esperariam que seus filhos fossem confrontados com um conteúdo de orientação sexual, questões que estão sendo apresentadas muito cedo. Isso pode parecer comum, mas é desnecessário", diz uma das petições, que já tem mais de 63.000 assinaturas.

Outro documento online foi criado pelo 'Life Site News', e tem mais de 133.000 assinaturas. Sua mensagem para os estúdios Disney destaca: "Filmes infantis não são um lugar para promover uma agenda política sexual nociva, que ofende as crenças profundamente arraigadas de inúmeros pais e famílias".


http://guiame.com.br/gospel/noticias/diretor-de-bela-e-fera-diz-que-gostaria-de-rasgar-paginas-da-biblia.html


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Marcadores: ALERTA, NOTÍCIAS

16 de outubro de 2015

Porque os cristãos devem preocupar-se com o ataque ao túmulo de José?


 
 
Como um prelúdio para um outro chamado “Dia de Fúria” nas áreas controladas pelos palestinos, jovens palestinos nas últimas horas na quinta-feira incendiaram o túmulo de José, perto da cidade de Nablus, que foi a cidade bíblica de Siquém, na Samaria. Os atacantes causaram sérios danos ao local.

Este é apenas o mais recente de uma série de ataques de um dos locais mais venerados na fé judaica, e isso deve significar muito para os cristãos.

O lugar de descanso de José é mencionado três vezes na Escritura.

Em Gênesis 50:24, quando José está prestes a morrer, depois de subir ao mais alto nível de autoridade no Egito, ele disse aos seus irmãos: “Eu vou morrer, mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, Isaac e Jacó “.

E Gênesis 50:25 continua dizendo, “E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui.”

O livro de Êxodo relata que Moisés cumpriu o juramento quando os israelitas saíram do Egito para a Terra Prometida, e os ossos de José foram levados para Siquém.

No livro de Hebreus, capítulo 11 descreve os grandes atos de fé dos patriarcas e inclui José.
“Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.” – Hebreus 11:22
A profanação do túmulo de José não é um evento a ser tomada de ânimo leve no reino espiritual, e deve ser amplamente condenado em todo mundo. Este é apenas o mais recente de uma série de ataques, não somente neste mesmo lugar, para os fiéis judeus que prestam homenagem neste local.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, é em grande parte responsável por promover um ambiente de hostilidade para com o povo judeu e a história é considerado sagrado para os judeus.

Em seu favor, Abbas condenou este ataque e disse que os palestinos ajudaram a reconstruir o túmulo.

O próximo passo para Abbas e os líderes ocidentais em Washington e nas capitais europeias, assim como as Organização das Nações Unidas, é condenar a consistência de tais atos e lançar luz promovendo o ódio aos judeus nos sistemas de ensino e nos meios de comunicação da Autoridade Palestina e do grupo terrorista Hamas.

Isso é o que cria um clima de raiva que enviou uma geração para destruir lugares sagrados.

Isso não é algo que o “processo de paz” possa resolver. Nenhuma quantidade de concessões territoriais israelenses em lugares como o túmulo de José irá acabar com tais atos de destruição.

 
FONTE:
Portal Padom
http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/palestinos-incendeiam-tumulo-do-patriarca-biblico-jose-na-cisjordania,6244a9c35ba10ffc78d29bda7dcb229c4kq93zk2.html 


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Marcadores: APOCALIPSE, ISRAEL, NOTÍCIAS

23 de junho de 2015

Jarro de 3.000 anos com nome de personagem bíblico é encontrado


 
Jarro com inscrições da era do rei David é encontrado em Israel(Tal Rogovsky/Divulgação)

Artefato tem o nome 'Eshbaal Ben Shaul', rei bíblico contemporâneo do rei Davi. Descoberta mudou o entendimento dos pesquisadores sobre o antigo Reino da Judeia

Arqueólogos israelenses descobriram e recuperaram os pedaços de uma vasilha de 3.000 anos com uma inscrição da época do bíblico rei Davi em uma escavação no Vale do Elah, região central de Israel, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel nesta terça-feira. Trata-se da quarta inscrição deste tipo descoberta até o momento, que data do século X a.C., no Reino da Judeia.

Os pedaços do recipiente de argila foram localizados em 2012 em escavações em Khirbet Qeiyafa, próximas à cidade israelense de Beit Shemesh e onde, segundo o relato bíblico, aconteceu a mítica batalha entre Davi e Golias. Nos fragmentos foram descobertas inscrições que despertaram a curiosidade dos pesquisadores Yosef Garfinkel, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, e Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel. Ao recuperar e juntar os pedaços - um verdadeiro quebra-cabeças -, os arqueólogos encontraram recentemente o nome "Eshbaal Ben Beda" em letras antigas.

"Trata-se da primeira vez que aparece o nome Eshbaal em uma inscrição antiga no país. Eshbaal Ben Shaul, que governou Israel na mesma época que Davi, é citado pela Bíblia", afirmou Garfinkel. Ele acrescentou que Eshbaal foi "assassinado e decapitado e sua cabeça levada a Davi em Hebron". "É interessante destacar que o nome Eshbaal aparece na Bíblia, e agora também em um documento arqueológico. Este nome só foi usado durante a era do rei Davi. O nome Beda é único e não aparece em inscrições antigas ou na tradição bíblica", reforçou.

Os pesquisadores salientaram que a descoberta de inscrições dos dias do mítico rei hebraico é um fenômeno muito recente. "Há uns cinco anos, não conhecíamos nenhuma inscrição datada no século X a.C. do Reino da Judeia. Isto muda totalmente nosso entendimento da expansão da escritura no reino e agora fica claro que estava muito mais estendida do que pensávamos ", justificaram. No lugar das escavações foram encontradas também uma fortificação, duas portas, um palácio e armazéns, além quartos e salas de culto, que faziam parte de um assentamento datado do final do século XI e princípios do X a.C. 

(Com agência EFE)

FONTE:
http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/jarro-de-3000-anos-com-nome-de-personagem-biblico-e-encontrado/
16/06/2015
 
 
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21 de julho de 2013

Como será o Brasil evangélico em 2020?

Capa revista eclésia 

Longe de ser um exercício de futurologia, o momento em que a maioria dos brasileiros será protestante fica cada vez mais próximo. Porém, com sucessivos escândalos e teologias alienantes que contaminam os púlpitos, permanece a dúvida sobre que tipo de crentes.

Cena um: uma das mais importantes revistas semanais do país publicou recentemente uma extensa reportagem fazendo projeções sobre o futuro do Brasil. Apesar de tratar de diversos temas, da educação à economia, a notícia que realmente caiu como uma bomba e acabou repercutida pela imprensa, por emissoras de rádio e de televisão e por blogs e sites de discussão na internet dizia respeito à religião: o maior país católico do mundo na atualidade se tornará evangélico em poucos anos. Mais precisamente em 2020, a continuarem as impressionantes taxas de crescimento, mais da metade dos brasileiros pertencerá a alguma igreja protestante. Estima-se que já neste mês de dezembro, o número de evangélicos no Brasil chegue próximo dos 50 milhões e, pouco mais de uma década depois, atinja a marca de 105 milhões de pessoas.

Cena dois: após realizarem uma investigação que durou mais de dois anos, promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, acusaram o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e mais nove pessoas ligadas à denominação, pelo desvio de 8 bilhões de reais de dízimos e contribuições ofertadas por fieis. A dinheirama não teria sido usada em atividades religiosas, mas para aumentar patrimônio pessoal e conseguir lucro, com a -compra de duas emissoras de televisão, terrenos, mansões, um prédio e até um caríssimo jatinho modelo Cessna. A Justiça deu prazo para a defesa se pronunciar e pode aceitar a denúncia. Se assim for, Macedo e seu grupo tornam-se réus num processo criminal que pode condená-los por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Ao mesmo tempo em que os evangélicos crescem numericamente e aumentam de forma considerável sua influência em todas as esferas da vida nacional, escândalos e denúncias envolvendo dinheiro, sexo e abuso de poder multiplicam-se e maculam a imagem das igrejas e de seus líderes. Fala-se em relativização moral e secularização da fé. Em uma geração de crentes que busquem vantagens e não mais a Deus. Em que pese o fato de que por trás das últimas denúncias envolvendo a Universal exista uma guerra de interesses e de cifras na qual estão os principais grupos de comunicação do país, ou mesmo que esteja em curso uma batalha espiritual contra a expansão do Reino de Deus, as críticas e acusações sobre o que acontece nos templos de Norte a Sul do país são tão sérias que, ignorá-las, seria mesmo anti-bíblico. Na esteira do avanço protestante em terras tupiniquins, estudiosos das ciências da religião costumam avaliar que esse fenômeno pode ser muito bom, uma vez que “os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade, mas mudarão com ela”. Tal afirmação tem causado arrepios em pastores e trazido um sério questionamento para os cristãos: diante de tal quadro já hoje: afinal, como será esse Brasil evangélico de 2020?

Se o questionamento daqueles que não aceitam o crescimento protestante passou a ser de ordem ética e moral, citando inclusive a própria Palavra de Deus que, segundo eles, só é usada para manipular os incautos, a Universal do Reino de Deus é a vidraça da vez. De acordo com a denúncia do Ministério Público, boa parte do dinheiro recebido pela igreja era repassada em forma de “pagamentos” para empresas de fachada controladas por pessoas ligadas à cúpula da organização. Duas delas, a Cremo Empreendimentos e a Unimetro Empreendimentos receberam, entre 2004 e 2005, mais de 70 milhões de reais, embora não tenham oferecido nenhum serviço ou produto, segundo a Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Essas empresas enviariam o dinheiro para outras, sediadas em paraísos fiscais. Tanto a Investholding, nas Ilhas Cayman, quanto a CableInvest, nas Ilhas do Canal, Reino Unido, também pertencem a pessoas supostamente ligadas à igreja. Por fim, o dinheiro retornava ao país como empréstimos para os líderes eclesiásticos, que compravam com eles apartamentos em condomínios de luxo nos Estados Unidos e propriedades no Brasil, como uma mansão de 2 mil metros quadrados em Campos do Jordão (SP), no valor de 6 milhões de reais.

A denúncia do Gaeco não é propriamente uma novidade. Desde 1992, quando a Universal comprou a Rede Record, houve mais de dez processos contra a igreja. Já em 1995, depois que Macedo apareceu em um vídeo ensinando pastores a tirar ofertas, autoridades fazem varreduras nas contas da organização, mas não conseguem provas. “A tese de que pastores tenham pegado dinheiro de ofertas, mandado para o exterior e financiado recursos para enriquecer, não é nova. Em 1993, houve denúncia apócrifa e, de lá para cá, a Polícia Federal, a Interpol, o FBI, a Receita Federal e, finalmente, o Supremo Tribunal Federal concluíram que as denúncias não tinham fundamento e inocentaram os acusados. Também essa denúncia não será aceita, pois trata-se de calúnia, injúria e infâmia”, afirmou em pronunciamento o senador Marcello Crivela (PRB/RJ), bispo licenciado da igreja. A principal reclamação de Crivella e da Universal é que alguns dos maiores veículos da mídia nacional estejam aproveitando a investigação do Ministério Público para criar um factóide e, com isso, lutar contra o crescimento de audiência da TV Record. Dentre aqueles que deram mais publicidade ao caso estão o jornal Folha de S. Paulo, que há dois anos enfrentou uma enxurrada de processos judiciais movidos por fiéis da igreja por conta de uma reportagem sobre as finanças da denominação, e a Rede Globo, principal interessada na guerra de audiência. Mas se a motivação é questionável, os veículos garantem que as acusações procedem. Apesar das afirmações de independência da emissora, somente no ano passado a Universal teria repassado 400 milhões de reais para a Record. O valor entra com a compra de horários nas madrugadas, o que é perfeitamente legal. O problema é que enquanto a Globo fatura 50 mil reais, com 6 pontos no ibope, a Record, com audiência bem menor, cerca de 1,4 ponto, recebe mais de 200 mil por hora. Tudo da igreja, tudo bem acima dos valores de mercado.

Evangelho da prosperidade – Assim como a Record, com suas 23 emissoras de TV, 42 emissoras de rádio e várias outras empresas, a Universal também é seu modo uma potência. Em 32 anos, a igreja tornou-se a terceira maior denominação no Brasil, atrás apenas da Igreja Católica e da Assembléia de Deus. Afirma congregar 8 milhões de pessoas em seus 4500 templos espalhados pelo país. Além daqui, está presente em outras 171 nações e tem em seu corpo ministerial 9600 pastores e outros 4400 obreiros voluntários. Seu trabalho social e espiritual é digno de nota, uma vez que oferece a Palavra de Deus e mensagens de encorajamento para gente de todas as origens e classes econômicas, sendo uma porta de entrada para o Evangelho e para a libertação de multidões afundadas em vícios, criminalidade e falta de perspectivas na vida. É perfeitamente coerente e razoável que, como qualquer outra igreja – inclusive a Católica – ou religião, possa empregar os meios de comunicação, recursos e estrutura na tarefa evangelística. Mas a verdade é que o centro da crise não está aí e também não se restringe somente à Universal.

O espantoso crescimento evangélico nas últimas décadas já provoca uma crise de valores e de doutrinas em várias igrejas. O novo crente adotou regras menos rígidas e passou a procurar a religião não apenas como forma de obter benesses na eternidade, mas alcançar a prosperidade aqui e agora. E nada representa mais esse novo momento do que a Teologia da Prosperidade. Surgida por volta de 1940, nos Estados Unidos, ela radicaliza o ensino de que o sacrifício de Cristo deu àqueles que o seguem direito a uma saúde perfeita, riquezas materiais, triunfo sobre o Diabo e vitória sobre todo e qualquer sofrimento (conheça mais essa história na reportagem Teologia do Abracadra à página 47). Basta decretar ou determinar e colocar a fé em ação. “Para bancar suas ambições institucionais, proselitistas e econômicas, as igrejas atrelam a doação financeira à retribuição divina de bênçãos materiais. Cada culto procura convencer o fiel a firmar relações de troca com o Criador e comprovar a fé dando dinheiro. Quando a Universal começou a usar tais métodos, eles pareceram polêmicos e heterodoxos, mas agora os líderes de outras denominações perceberam a eficiência dessas práticas e, para adquirir vantagens competitivas, copiam todas elas”, explica o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC do Rio Grande do Sul, autor do livro Neopentecostais (Edições Loyola).

Copiar não é força de expressão nem se resume à nova visão em relação ao dinheiro. Depois do sucesso da Fogueira Santa de Israel, do Vale do Sal e das rosas ungidas, fazer campanhas passou a ser algo praticamente obrigatório em todo meio neopentecostal e em parte do pentecostalismo clássico. Diante da renovada pressão por exposição midiática e crescimento, algumas igrejas históricas que adotaram a renovação carismática passam a rever a forma e o conteúdo de suas mensagens e deixam em polvorosa os mais tradicionais. Como tantos outros modismos, substituem a ênfase na santidade e no relacionamento com Deus pelo emocionalismo desprovido de mudança de vida e baseado na política do “toma lá, dá cá”.

“Estamos vivendo uma espécie de ‘síndrome de Éfeso’. Como no caso dos crentes que viviam naquela cidade nos tempos bíblicos, as pessoas correm atrás de novidades. Por outro lado, passou a ser inconveniente e fora de propósito falar em ‘sofrer por amor ao Evangelho’, ‘entregar tudo a Deus’ e ‘buscar em primeiro lugar os valores do Reino’. O único sacrifício válido é o financeiro. Infelizmente, pouco há em comum entre essas novas igrejas e a Reforma Protestante que deu origem aos movimento evangélico”, lembra o professor Lourenço Stelio Rega, diretor da Faculdade Teológica de São Paulo e especialista em Ética. Nessa nova realidade do meio religioso brasileiro, textos bíblicos tradicionais ganham novas interpretações, nas quais um Deus visto apenas como Senhor e Salvador já não atende à demanda dos fieis. Antes de mais nada, ele é um negociador e os líderes eclesiásticos, seus despachantes. Ai de quem bobear nessa tarefa: a concorrência é cada vez maior.

Um quadro vívido de como anda o movimento evangélico pode ser encontrado na periferia das grandes cidades. Nesses locais, proliferam igrejas, a maior parte congregações independentes, com templos quase vizinhos. Em São Paulo, a Avenida Celso Garcia, ´no Brás, uma das vias mais tradicionais da metrópole, passou a ser conhecida como “avenida da fé”. Em uma cidade onde um novo templo é aberto a cada dois dias, a Celso Garcia ganhou pelo menos nove novas igrejas nos últimos tempos, algumas com templos enormes e suntuosos, separados por poucos metros. E se antigamente as igrejas transformavam cinemas em lugares de culto, hoje supermercados e lanchonetes da rede Mc Donald’s são adaptados para funcionarem como templos. “É o fast food da religião. Como a concorrência é enorme, cada um tenta vender melhor seu peixe. Só falta pendurar uma faixa na entrada proclamando: ‘Esta igreja funciona. Sabemos como fazer Deus trabalhar para você’. Isso, a teologia já não explica mais. Procurar recompensa pelo menor preço é coisa para a economia clássica. Pior é que não há diferenciação: todos são vistos como evangélicos”, completa Rega.

Na ponta do lápis - Há quem veja o fenômeno do crescimento evangélico como um avivamento. Outros não aceitam tal interpretação, afinal, para um avivamento não basta o aumento quantitativo, é preciso também o qualitativo. De um jeito ou de outro, o fato é que o Brasil caminha a passos largos para se tornar em um futuro bem próximo uma nação de maioria evangélica. Percurso inverso ao da Europa, que abandonou o cristianismo e agora corre sério risco de se tornar um continente islâmico (leia matéria à página 48). Nesse exercício, não há nada de adivinhação, vontade ou futurologia. É questão de fazer cálculos. “A continuar a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, no final deste ano, 25,4% de um total de 196,5 milhões de brasileiros, ou seja, quase 50 milhões serão evangélicos. Já em 2020, metade da população será protestante”, observa a matemática e crente presbiteriana Eunice Stutz Zillner, do Ministério Apoio com Informação (MAI), responsável por análises e projeções no campo religioso.

Apesar da fé ser a motivação para o trabalho – ela e o marido, o engenheiro eletrônico Marcos Zillner, são missionários e pretendem que os números incomodem e estimulem as igrejas a evangelizar –, nada de ser tendencioso ou enveredar pela empolgação dos líderes denominacionais e seus números “evangelásticos”. As contas, literalmente, são feitas na ponta do lápis. As projeções do MAI têm como ponto de partida os censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões na época ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, os evangélicos dobraram de tamanho e passaram a ser 26,1 milhões, 15,45%. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas levando em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma Eunice. Nesse contexto, todos crescem, mesmo os históricos. Mas sobretudo as denominações neopentecostais.

Uma quantidade tão expressiva de pessoas transformadas pela Palavra de Deus leva a crer que haverá um forte impacto na sociedade brasileira, certo? Errado. Pelo menos, segundo os especialistas ouvidos pela semanal Época, a revista que fez inicialmente a projeção sobre o futuro do país. Para a antropóloga Christina Vital, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), a flexibilidade e a adoção de regras menos rígidas é a razão do exponencial crescimento evangélico. “Enquanto os católicos não aceitam coisas como a camisinha, os evangélicos adaptam-se aos costumes da sociedade. Há igrejas que aceitam gays, por exemplo. Essa tendência deve continuar”, prevê ela.

A potencialidade numérica também não garantirá que um presidente evangélico seja eleito, já que tradicionalmente a representação política no Congresso fica bem aquém da porcentagem de crentes na população. O Brasil também será muito diferente dos Estados Unidos, onde a moral conservadora é parte essencial da crença e do culto. “A religião foi abrasileirada. Não tem um foco tão grande no moralismo”, analisa o antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Continuando, os especialistas acreditam que o aumento da população protestante levará ainda à diminuição do consumo de álcool, com a oposição costumeira dos crentes, e ao aumento da escolaridade, já que as crianças são incentivadas a ler a Bíblia. Com relação à violência, continuará havendo tolerância e o motivo para se acreditar nisso está nas favelas do Rio de Janeiro, onde pastores e traficantes convivem bem. Há respeito para com os religiosos e os bandidos atendem apelos eventuais. Mas o tráfico permanece.

Visto com esperança por uns, o panorama causa desconfiança e provoca arrepios em outros. Especialmente em que acredita na máxima bíblica de que o crente “não pode se conformar ao mundo, mas deve transformá-lo pela fé” e que defende os valores expressos na Palavra de Deus sem restrições. “A Igreja evangélica desprovida da ética cristã não consegue impactar a sociedade. Aliás, não precisamos esperar o futuro para ver o que acontecerá. Podemos observar hoje. Décadas atrás, falávamos em católicos nominais. Agora, já temos os evangélicos nominais, aqueles que frequentam os cultos apenas atrás de bênçãos. Sem querer generalizar, mas vivemos uma crise de conversões no Brasil, já que vemos quase somente adesões”, alerta o pastor e pesquisador Paulo Romeiro, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Para ele, aqueles que usam a mídia para anunciar uma mensagem de salvação são raros e a situação só mudará caso esses líderes mais éticos tenham maior visibilidade. “A justiça, em todos os seus sentidos, não é mais preocupação de grande parte da Igreja cristã. Em parte, isso ocorre porque não há uma estrutura de poder que coíba abusos e manipulação de um líder carismático que manda sozinho lá no topo, coisa muito comum nessas denominações que mais crescem. Está na hora do trigo aparecer, para que a sociedade veja a diferença.”

Preocupação semelhante tem o também pastor e jornalista Silas Daniel. Nos últimos meses, o jornal do qual ele é o editor, o Mensageiro da Paz, órgão oficial de comunicação das Assembleias de Deus no Brasil, publicou uma série de matérias sobre o Brasil evangélico em 2020 e perguntou a algumas das principais lideranças assembleianas se ainda é possível mudar tal quadro. A resposta é sim, mas o tempo está cada vez mais curto. “Apesar das denominações neopentecostais terem mais visibilidade, por causa da mídia, o crescimento evangélico também atinge as organizações históricas e pentecostais. Essas precisam resgatar a mensagem sobre santidade, renúncia e humildade no lugar da auto-ajuda e dos discursos feitos para massagear o ego que tomaram de assalto os púlpitos. Só com ênfase renovada na exposição sadia da Palavra de Deus e na oração, culto após culto, poderemos virar o jogo”, adverte. Se o futuro não for assim, a velha figura do evangélico com a Bíblia debaixo do braço será mesmo coisa do passado.

Marcos Stefano
Jornalista da revista Eclésia

Fonte: http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=1138

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16 de dezembro de 2012

À espera do fim do mundo


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A matéria é longa, mas é interessante. 
Há muita gente esperando o fim do mundo, 
mas não está preparada para a volta de Jesus!


Por João Loes, Mariana Brugger e Michel Alecrim 

Conheça brasileiros e estrangeiros que fazem estoque de água, comida e remédios, se mudaram para cidades consideradas seguras e protegem-se em bunkers para tentar escapar do apocalipse previsto para a próxima sexta-feira 21.

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Assim como muitos moradores da cidade de Pirenópolis, no interior de Goiás, o empresário Hélio Teruo, 51 anos, tem uma imensa piscina de fibra de vidro em casa. O município, distante 140 quilômetros de Brasília, tem clima seco e quente como a capital federal, chamariz para um banho refrescante nas tardes de verão, quando o calor aperta. Na casa de Teruo, porém, ninguém ousa chegar perto do tanque particular. Aliás, a piscina nunca foi sequer enchida com água, pois foi adquirida para uma finalidade completamente diferente. “Comprei para usar como uma caçamba flutuante”, explica o dono da casa, um paulistano de fala rápida e ansiosa que se mudou para Pirenópolis em julho, deixando para trás uma empresa de arquitetura e construção de prédios comerciais de alto padrão na região da avenida Paulista, casa e dois de seus três carros. “Quando o tsunami chegar, meu estoque de comida estará seco e salvo dentro dela, entendeu?” Como milhares de pessoas espalhadas pelo planeta, Hélio Teruo é um dos que acreditam e se preparam para encarar o fim do mundo na próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012. “Meu objetivo é sobreviver”, diz, em tom grave.

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ENIGMA
Placas com alusão ao fim dos tempos apareceram espalhadas por
Alto Paraíso (GO), reduto de quem acredita que o apocalipse é no dia 21

Para isso, Teruo vem estocando comida, água e remédios há mais de seis meses. Arroz, milho e feijão, farinha de mandioca, amendoim e frutas secas, além de ervilhas, cenouras e salsichas em conserva começaram a ser adquiridos em grandes quantidades por ele e a mulher, Luzia, quando o casal ainda morava em São Paulo. Curativos, material de primeiros socorros e até anestésicos para procedimentos cirúrgicos também foram acumulados, bem como litros e litros de água potável. A ideia é que, com o estoque, ambos sobrevivam pelo menos dois anos sem precisar sair de dentro de casa. “Também compramos coletes salva-vidas e muita roupa de frio”, diz o empresário. Os coletes, explica, são para que ele e a mulher consigam flutuar caso as águas do tsunami de 1,5 mil metros de altura que eles esperam para o dia 21 cheguem a Pirenópolis. Já as roupas pesadas aplacarão o frio que pode gelar a cidade, caso haja uma alteração no eixo de rotação da Terra, também previsto para o dia 21. Com a mudança, até Pirenópolis, tida por Teruo como local seguro para se estar no dia do fim, pode acabar onde hoje está o Polo Norte.

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PREPARADOS
Hélio Teruo e a mulher Luzia esperam um tsunami na próxima sexta-feira
e têm estocado comida, remédios e água em Pirenópolis (GO)

O empresário paulista e sua mulher não estão sozinhos em seus preparativos para o fim do mundo iminente. Mobilizadas por profetas e municiadas por informações truncadas, milhares de pessoas estão neste exato momento acertando os últimos detalhes de seus estoques de comida, seus kits de sobrevivência e seus bunkers subterrâneos para encarar os últimos dias do planeta Terra, marcado por um entendimento questionável do fim do calendário maia para 21 de dezembro de 2012. Conhecidos como “preppers” – um neologismo criado nos Estados Unidos a partir da palavra “prepare”, que significa preparar ou planejar em inglês – esses indivíduos conversam entre si em encontros e redes sociais, compartilham técnicas de sobrevivência e alimentam a paranoia apocalíptica que tomou o mundo nos últimos meses.

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GURU
O místico professor Hirota que atendia em Atibaia (SP) mudou-se para
Pirenópolis (GO) em julho para se salvar: ele acredita que 80% da Terra será destruída

No Brasil, as pessoas que se preparam para o dia 21 de dezembro estão quase sempre vinculadas às profecias de algumas lideranças místicas. A mais forte delas, atualmente, é a do japonês radicado no Brasil Masuteru Hirota, também conhecido como Professor Hirota. Hoje com 70 anos, ele fez fama como curandeiro em Atibaia, no interior de São Paulo, e ganhou o Brasil e o mundo – já foi tema de documentários na Alemanha e na França – nos últimos meses com estrambólicas previsões do fim dos tempos. Com base em interpretações duvidosas do suposto fim do calendário maia, ele cravou que 80% da terra habitável do planeta seria destruída em 21 de dezembro de 2012 por um tsunami que matará nada menos do que seis bilhões de pessoas. Como todo bom guru, Hirota deu o mapa da salvação. Quem quiser viver, disse ele, deve se mudar para as cidades de Alto Paraíso ou Pirenópolis, ambas em Goiás, estocar comida e remédios para dois anos e esperar o fim de colete salva-vidas.

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ONDA GIGANTE
Discípulos de Hirota, Daisy Simionato e o marido, Enílson Gonzales, esperam
um tsunami e estarão de coletes salva-vidas no dia 21 para não se afogarem

Foi o suficiente para que um grande número de pessoas, o maior e mais representativo do País quando o assunto é fim do mundo, largasse suas vidas estabelecidas em suas cidades e rumasse para essas localidades. Teruo, por exemplo, é um dos discípulos de Hirota que seguiram para Pirenópolis junto com o guru japonês, numa caravana que partiu do interior de São Paulo no meio do ano. Outra foi Daisy Maria Simionato, 42 anos, que foi para o Planalto Central com o marido, Enílson Gonzales, 53, e o filho, Murilo Gonzales, 14. Natural de Itu, a família se tratava com o professor em Atibaia e, nas palestras, se convenceu de que o fim do mundo estava próximo. Os preparativos começaram ainda na cidade natal, com a compra de um gerador de energia e remédios, e continuaram em Pirenópolis, com a estocagem de arroz, feijão, açúcar e outros mantimentos pouco perecíveis. “Até o dia 19, vamos estar com tudo pronto, só vão faltar os 200 litros de combustível para fazer o gerador rodar quando não tivermos mais força”, diz Daisy. Isso ela vai deixar para comprar na véspera do fim do mundo, na quinta-feira que vem.

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OFICIAL
Prefeito de São Francisco de Paula (RS), Décio Colla acredita no fim no dia 21.
Ele alertou sua cidade e estoca comida e água há meses. A oposição tentou interditá-lo

Em Alto Paraíso, casos como o de Daisy e Teruo se multiplicam a ponto de afetar a economia e a rede de abastecimento da cidade. Como reduto de místicos e alternativos há décadas, a cidade, que fica a 1,2 mil metros de altitude e está assentada sobre o que muitos garantem ser o pedaço de pedra mais estável e antigo do planeta, viu os novos apocalípticos se somarem ao volumoso fluxo de turistas e visitantes que já frequentam a localidade no fim de ano. “É tanta gente nova por aqui que já não reconheço mais os rostos das pessoas que vejo na rua”, diz o corretor Nilton Kalunga, dono da Kalunga Imóveis e morador há mais de 20 anos. Neste ano, ele viu suas vendas aumentar em 110% quando comparadas às de 2011 graças ao “efeito fim do mundo”. “Vendi muita casa para o grupo do Hirota”, diz ele – ao todo 20 residências, incluindo também locações. Até sua mulher, a paulistana Maria Helena Brandão, 56 anos, entrou na dança do apocalipse.

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DEDICADOS
O casal texano Paul Range e Gloria Haswell (acima) passa 50 horas
semanais se preparando para o apocalipse.  Eles vivem em um bunker,
têm 23 toneladas de comida e 150 mil litros de água estocados (abaixo)
e contam com quatro fontes de energia renováveis à disposição

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Segundo ela, desde que a cidade começou a encher de “preppers” e as prateleiras dos supermercados começaram a se esvaziar e água e combustível a faltar, o fim no dia 21 de dezembro deixou de parecer delírio dos outros para se tornar algo concreto. Tanto que Maria Helena passou a plantar e estocar os alimentos que a família consome, temendo a quebra nas safras e o desabastecimento depois da tragédia que se anuncia. “Cheguei aqui em 1999, temendo o apocalipse para a virada do ano 2000”, diz. “Não aconteceu, mas agora, com essa invasão na cidade, estou assustada de novo.” E põe invasão nisso. De acordo com a Secretaria de Turismo de Alto Paraíso, até a abertura oficial da temporada de fim de ano, que costuma acontecer no dia 26 de dezembro, teve de ser antecipada este ano para o dia 18, antes do suposto fim do mundo, tamanho o volume de visitantes e novos moradores. “Costumamos receber sete mil turistas nessa época”, diz Fernanda Inês Montes, secretária da pasta na cidade. Neste ano eles esperam entre 10 mil e 15 mil. “Muitos chegam bastante assustados, com medo do que pode acontecer”, diz Lucrécia Lopes, moradora há 15 anos.
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O medo e a ansiedade são a grande força motriz dos apocalípticos. Para eles, ainda que a Nasa – agência espacial norte americana – tenha vindo a público desmentir as teorias de fim dos tempos e até o Vaticano tenha emitido um comunicado oficial afirmando, categoricamente, que o mundo não acaba na próxima sexta-feira, a simples possibilidade, embora remotíssima, do fim é mais forte e atropela qualquer lampejo de racionalidade. “O medo é uma emoção de defesa do indivíduo”, diz Rosana Dório Bohrer, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Psicologia nas Emergências e Desastres (Abrapede). “E o temor da morte é difícil de ser superado.” É ele que se manifesta, como desdobramento da ansiedade, com grande intensidade nesses momentos. E resgatar profecias antigas é uma forma de lidar com essas ansiedades da vida moderna. “É uma maneira de projetar um fim para que haja um recomeço”, afirma a antropóloga Clara Mafra, coordenadora do programa de pós-graduação em ciências sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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Fatores distintos, como as superproduções hollywoodianas sobre o tema e a crise econômica europeia, por exemplo, também retroalimentam essa possibilidade de que o mundo acabe a qualquer momento. “Não existe um fator pessoal, essa é uma questão das massas”, afirma o professor Marcus Vinicius de Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em psicologia de desastres e emergências. “Antes, a insegurança era pré-estabelecida, determinada pelo panorama da Guerra Fria. Agora, com a crise do capitalismo global, há uma sensação generalizada de insegurança.” Diante da ausência de sinais asseguradores, de alguém que possa dar tranquilidade e falar que o mundo está bem, as pessoas ficam inseguras. Sendo assim, acreditar em um fim do mundo no próximo dia 21 é uma das poucas certezas que algumas pessoas podem ter, diz o professor. “Parece contraditório, mas essa convicção, esse temor e expectativa aliviam um pouco.”
Entre os “preppers” não é incomum ouvir os que falam do apocalipse como uma oportunidade de limpar a corrupção e os valores frouxos da Terra. Os americanos Paul Range e Gloria Haswell, por exemplo, não chegam a tratar o fim dos tempos como uma chance de eliminar os maus elementos da terra, mas, se for preciso, estão dispostos a participar da reconstrução da civilização pós-apocalipse em moldes diferentes dos que se tem hoje. Para isso, eles passam cerca de 50 horas semanais estocando comida, treinando para sobreviver em ambientes hostis e aprimorando o bunker que construíram usando nove contêineres à prova de bala no interior do Texas. O objetivo é estarem prontos para receber e proteger 22 pessoas escolhidas a dedo e com elas recomeçar depois da tragédia do dia 21. “Esperamos algo como uma inversão de polos seguida de uma sequên­cia de terremotos terríveis”, disse Range ao canal de televisão paga National Geographic, que o descobriu no deserto texano. Com as 23 toneladas de comida que ele e a mulher estocaram, os 150 mil litros de água em um tanque sob a terra que eles guardaram e as quatro fontes de energia renovável que já funcionam em seu complexo, suas chances são, provavelmente, maiores do que as de qualquer outro apocalíptico no mundo.

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Mas, se houver alguém mais bem preparado que eles é quase certo que essa pessoa também esteja nos Estados Unidos. Lá, ser um “prepper” é coisa séria e, de tão comum, tem quem ofereça opções mais acessíveis aos que querem sobreviver ao apocalipse, mas não podem investir pesadamente em um bunker e em mantimentos como Paul e Gloria. Na Survival Condo, por exemplo, por ­US$ 1­,5­ milhão, compra-se metade de um andar de um antigo silo de mísseis desativado totalmente reformado e transformado em um pequeno apartamento com dois quartos, dois banheiros, uma sala e uma cozinha. “Cada silo tem oito andares, já vendemos um inteiro, estamos reformando um segundo e já compramos um terceiro”, diz Robert Brown, porta-voz da empresa. Opções mais em conta podem ser encontradas na Terravivos, onde lugares, e não apartamentos, estão à venda. A partir de US$ 50 mil, garante-se um assento em um dos três bunkers ainda com vagas – o primeiro, no Estado de Indiana, já está esgotado. No Brasil, a Bunker Brasil, empresa de bunkers que acomodam até 12 pessoas e custam entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão, diz ter vendido três bunkers para clientes temerosos.
Em último caso, para quem só puder investir tempo e esforço próprios no projeto de sobrevivência pós-apocalipse, há cursos de preparo pessoal para encarar longas caminhadas, encontrar comida em meio aos escombros das cidades e se tratar com ervas medicinais. Esse foi o plano adotado pela também americana Megan Hurwitt, moradora de um pequeno apartamento em Houston, no Texas, que resolveu correr quatro horas por dia, seis vezes por semana, para ter bom condicionamento físico e assim conseguir carregar os poucos suprimentos que tem em estoque nas costas. “Já me chamaram de louca”, disse ela, também ao National Geographic. “Mas quando o mundo acabar, eu vou saber me virar enquanto os outros, que estarão soltos na rua, passarão fome.” Assim como Megan, o prefeito de São Francisco de Paula (RS), Décio Colla (PT-RS), também tem tido sua sanidade mental colocada em dúvida. Durante este ano, ele veio a público, em mais de uma ocasião, alertar a população para uma possível alteração na atividade solar prevista para o dia 21. “Há risco de tsunamis gigantescos”, diz, fazendo eco a outras muitas previsões que se misturaram e passaram a se associar à fatídica sexta-feira 21 de dezembro de 2012. O comentário lhe rendeu um pedido de interdição por parte de Assis Tadeu Barbosa Velho (PSDB-RS), vereador da cidade.

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Trata-se de um grande mercado que se abriu em torno do apocalipse maia e se alimenta do medo do fim dos tempos. Não há números consolidados sobre ele, mas é fato que existe. Numa cidadezinha no sudoeste da França chamada Buga­rach fala-se em alienígenas que sairão de uma montanha da região no primeiro segundo do dia 21 de dezembro para resgatar quem estiver por lá. A diária de uma casa camponesa na cidade está em 1,2 mil euros (R$ 3,3 mil). No fogo cruzado de oportunistas e charlatões estão as pessoas comuns, assustadas e ansiosas com a vida moderna e mais do que propensas a cair nos golpes que se armam em tempos como este. Que fique claro: os especialistas mais respeitados do planeta não cansam de repetir que não há nada de concreto, absolutamente nada, que sugira que o mundo acabará no próximo dia 21. Mas entre resistir ao bombardeio de profecias apocalípticas e aceitar que o dia 22 será pouco diferente de todos os outros dias do ano ou ceder a ele e apostar na possibilidade de um futuro próximo como o que se vê no cinema, repleto de explosões, invasões alienígenas, ondas gigantes e gurus redentores, muitos parecem preferir a novidade.

A teoria científica

Para a ciência, o mundo tem data para acabar. Afinal, somos um planeta como qualquer outro e temos uma estrela – o Sol – da qual dependemos para sobreviver. Toda estrela tem um ciclo de vida. O Sol, por exemplo, nasceu há cerca de 4,6 bilhões de anos e deve morrer, ou pelo menos deixar de existir como o conhecemos atualmente, daqui a cerca de cinco bilhões de anos. Perto dessa data, ele passará a brilhar como uma gigante vermelha, quando seu tamanho aumentará o suficiente para engolir a Terra por completo e sua cor mudará do amarelo que conhecemos para o vermelho. Será o fim do mundo. Até lá, porém, a raça humana já estará extinta, pelo menos na superfície terrestre, há pelo menos quatro bilhões de anos. Estima-se que daqui a cerca de um bilhão de anos, o Sol terá aumentado sua temperatura o suficiente para evaporar toda a água líquida da Terra, o que tornará a vida no planeta inviável ssim como muitos moradores da cidade de Pirenópolis, no interior de Goiás, o empresário Hélio Teruo, 51 anos, tem uma imensa piscina de fibra de vidro em casa. O município, distante 140 quilômetros de Brasília, tem clima seco e quente como a capital federal, chamariz para um banho refrescante nas tardes de verão, quando o calor aperta. Na casa de Teruo, porém, ninguém ousa chegar perto do tanque particular. Aliás, a piscina nunca foi sequer enchida com água, pois foi adquirida para uma finalidade completamente diferente. “Comprei para usar como uma caçamba flutuante”, explica o dono da casa, um paulistano de fala rápida e ansiosa que se mudou para Pirenópolis em julho, deixando para trás uma empresa de arquitetura e construção de prédios comerciais de alto padrão na região da avenida Paulista, casa e dois de seus três carros. “Quando o tsunami chegar, meu estoque de comida estará seco e salvo dentro dela, entendeu?” Como milhares de pessoas espalhadas pelo planeta, Hélio Teruo é um dos que acreditam e se preparam para encarar o fim do mundo na próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012. “Meu objetivo é sobreviver”, diz, em tom grave.
Para isso, Teruo vem estocando comida, água e remédios há mais de seis meses. Arroz, milho e feijão, farinha de mandioca, amendoim e frutas secas, além de ervilhas, cenouras e salsichas em conserva começaram a ser adquiridos em grandes quantidades por ele e a mulher, Luzia, quando o casal ainda morava em São Paulo. Curativos, material de primeiros socorros e até anestésicos para procedimentos cirúrgicos também foram acumulados, bem como litros e litros de água potável. A ideia é que, com o estoque, ambos sobrevivam pelo menos dois anos sem precisar sair de dentro de casa. “Também compramos coletes salva-vidas e muita roupa de frio”, diz o empresário. Os coletes, explica, são para que ele e a mulher consigam flutuar caso as águas do tsunami de 1,5 mil metros de altura que eles esperam para o dia 21 cheguem a Pirenópolis. Já as roupas pesadas aplacarão o frio que pode gelar a cidade, caso haja uma alteração no eixo de rotação da Terra, também previsto para o dia 21. Com a mudança, até Pirenópolis, tida por Teruo como local seguro para se estar no dia do fim, pode acabar onde hoje está o Polo Norte.

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O empresário paulista e sua mulher não estão sozinhos em seus preparativos para o fim do mundo iminente. Mobilizadas por profetas e municiadas por informações truncadas, milhares de pessoas estão neste exato momento acertando os últimos detalhes de seus estoques de comida, seus kits de sobrevivência e seus bunkers subterrâneos para encarar os últimos dias do planeta Terra, marcado por um entendimento questionável do fim do calendário maia para 21 de dezembro de 2012. Conhecidos como “preppers” – um neologismo criado nos Estados Unidos a partir da palavra “prepare”, que significa preparar ou planejar em inglês – esses indivíduos conversam entre si em encontros e redes sociais, compartilham técnicas de sobrevivência e alimentam a paranoia apocalíptica que tomou o mundo nos últimos meses.
No Brasil, as pessoas que se preparam para o dia 21 de dezembro estão quase sempre vinculadas às profecias de algumas lideranças místicas. A mais forte delas, atualmente, é a do japonês radicado no Brasil Masuteru Hirota, também conhecido como Professor Hirota. Hoje com 70 anos, ele fez fama como curandeiro em Atibaia, no interior de São Paulo, e ganhou o Brasil e o mundo – já foi tema de documentários na Alemanha e na França – nos últimos meses com estrambólicas previsões do fim dos tempos. Com base em interpretações duvidosas do suposto fim do calendário maia, ele cravou que 80% da terra habitável do planeta seria destruída em 21 de dezembro de 2012 por um tsunami que matará nada menos do que seis bilhões de pessoas. Como todo bom guru, Hirota deu o mapa da salvação. Quem quiser viver, disse ele, deve se mudar para as cidades de Alto Paraíso ou Pirenópolis, ambas em Goiás, estocar comida e remédios para dois anos e esperar o fim de colete salva-vidas.
Foi o suficiente para que um grande número de pessoas, o maior e mais representativo do País quando o assunto é fim do mundo, largasse suas vidas estabelecidas em suas cidades e rumasse para essas localidades. Teruo, por exemplo, é um dos discípulos de Hirota que seguiram para Pirenópolis junto com o guru japonês, numa caravana que partiu do interior de São Paulo no meio do ano. Outra foi Daisy Maria Simionato, 42 anos, que foi para o Planalto Central com o marido, Enílson Gonzales, 53, e o filho, Murilo Gonzales, 14. Natural de Itu, a família se tratava com o professor em Atibaia e, nas palestras, se convenceu de que o fim do mundo estava próximo. Os preparativos começaram ainda na cidade natal, com a compra de um gerador de energia e remédios, e continuaram em Pirenópolis, com a estocagem de arroz, feijão, açúcar e outros mantimentos pouco perecíveis. “Até o dia 19, vamos estar com tudo pronto, só vão faltar os 200 litros de combustível para fazer o gerador rodar quando não tivermos mais força”, diz Daisy. Isso ela vai deixar para comprar na véspera do fim do mundo, na quinta-feira que vem.
Em Alto Paraíso, casos como o de Daisy e Teruo se multiplicam a ponto de afetar a economia e a rede de abastecimento da cidade. Como reduto de místicos e alternativos há décadas, a cidade, que fica a 1,2 mil metros de altitude e está assentada sobre o que muitos garantem ser o pedaço de pedra mais estável e antigo do planeta, viu os novos apocalípticos se somarem ao volumoso fluxo de turistas e visitantes que já frequentam a localidade no fim de ano. “É tanta gente nova por aqui que já não reconheço mais os rostos das pessoas que vejo na rua”, diz o corretor Nilton Kalunga, dono da Kalunga Imóveis e morador há mais de 20 anos. Neste ano, ele viu suas vendas aumentar em 110% quando comparadas às de 2011 graças ao “efeito fim do mundo”. “Vendi muita casa para o grupo do Hirota”, diz ele – ao todo 20 residências, incluindo também locações. Até sua mulher, a paulistana Maria Helena Brandão, 56 anos, entrou na dança do apocalipse.

Segundo ela, desde que a cidade começou a encher de “preppers” e as prateleiras dos supermercados começaram a se esvaziar e água e combustível a faltar, o fim no dia 21 de dezembro deixou de parecer delírio dos outros para se tornar algo concreto. Tanto que Maria Helena passou a plantar e estocar os alimentos que a família consome, temendo a quebra nas safras e o desabastecimento depois da tragédia que se anuncia. “Cheguei aqui em 1999, temendo o apocalipse para a virada do ano 2000”, diz. “Não aconteceu, mas agora, com essa invasão na cidade, estou assustada de novo.” E põe invasão nisso. De acordo com a Secretaria de Turismo de Alto Paraíso, até a abertura oficial da temporada de fim de ano, que costuma acontecer no dia 26 de dezembro, teve de ser antecipada este ano para o dia 18, antes do suposto fim do mundo, tamanho o volume de visitantes e novos moradores. “Costumamos receber sete mil turistas nessa época”, diz Fernanda Inês Montes, secretária da pasta na cidade. Neste ano eles esperam entre 10 mil e 15 mil. “Muitos chegam bastante assustados, com medo do que pode acontecer”, diz Lucrécia Lopes, moradora há 15 anos.

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TREINAMENTO
A americana Megan Hurwitt, 25 anos, corre quatro horas por dia, seis dias
por semana de mochila para ter o condicionamento físico de um militar

O medo e a ansiedade são a grande força motriz dos apocalípticos. Para eles, ainda que a Nasa – agência espacial norte americana – tenha vindo a público desmentir as teorias de fim dos tempos e até o Vaticano tenha emitido um comunicado oficial afirmando, categoricamente, que o mundo não acaba na próxima sexta-feira, a simples possibilidade, embora remotíssima, do fim é mais forte e atropela qualquer lampejo de racionalidade. “O medo é uma emoção de defesa do indivíduo”, diz Rosana Dório Bohrer, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Psicologia nas Emergências e Desastres (Abrapede). “E o temor da morte é difícil de ser superado.” É ele que se manifesta, como desdobramento da ansiedade, com grande intensidade nesses momentos. E resgatar profecias antigas é uma forma de lidar com essas ansiedades da vida moderna. “É uma maneira de projetar um fim para que haja um recomeço”, afirma a antropóloga Clara Mafra, coordenadora do programa de pós-graduação em ciências sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Fatores distintos, como as superproduções hollywoodianas sobre o tema e a crise econômica europeia, por exemplo, também retroalimentam essa possibilidade de que o mundo acabe a qualquer momento. “Não existe um fator pessoal, essa é uma questão das massas”, afirma o professor Marcus Vinicius de Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em psicologia de desastres e emergências. “Antes, a insegurança era pré-estabelecida, determinada pelo panorama da Guerra Fria. Agora, com a crise do capitalismo global, há uma sensação generalizada de insegurança.” Diante da ausência de sinais asseguradores, de alguém que possa dar tranquilidade e falar que o mundo está bem, as pessoas ficam inseguras. Sendo assim, acreditar em um fim do mundo no próximo dia 21 é uma das poucas certezas que algumas pessoas podem ter, diz o professor. “Parece contraditório, mas essa convicção, esse temor e expectativa aliviam um pouco.”
Entre os “preppers” não é incomum ouvir os que falam do apocalipse como uma oportunidade de limpar a corrupção e os valores frouxos da Terra. Os americanos Paul Range e Gloria Haswell, por exemplo, não chegam a tratar o fim dos tempos como uma chance de eliminar os maus elementos da terra, mas, se for preciso, estão dispostos a participar da reconstrução da civilização pós-apocalipse em moldes diferentes dos que se tem hoje. Para isso, eles passam cerca de 50 horas semanais estocando comida, treinando para sobreviver em ambientes hostis e aprimorando o bunker que construíram usando nove contêineres à prova de bala no interior do Texas. O objetivo é estarem prontos para receber e proteger 22 pessoas escolhidas a dedo e com elas recomeçar depois da tragédia do dia 21. “Esperamos algo como uma inversão de polos seguida de uma sequên­cia de terremotos terríveis”, disse Range ao canal de televisão paga National Geographic, que o descobriu no deserto texano. Com as 23 toneladas de comida que ele e a mulher estocaram, os 150 mil litros de água em um tanque sob a terra que eles guardaram e as quatro fontes de energia renovável que já funcionam em seu complexo, suas chances são, provavelmente, maiores do que as de qualquer outro apocalíptico no mundo.
Mas, se houver alguém mais bem preparado que eles é quase certo que essa pessoa também esteja nos Estados Unidos. Lá, ser um “prepper” é coisa séria e, de tão comum, tem quem ofereça opções mais acessíveis aos que querem sobreviver ao apocalipse, mas não podem investir pesadamente em um bunker e em mantimentos como Paul e Gloria. Na Survival Condo, por exemplo, por ­US$ 1­,5­ milhão, compra-se metade de um andar de um antigo silo de mísseis desativado totalmente reformado e transformado em um pequeno apartamento com dois quartos, dois banheiros, uma sala e uma cozinha. “Cada silo tem oito andares, já vendemos um inteiro, estamos reformando um segundo e já compramos um terceiro”, diz Robert Brown, porta-voz da empresa. Opções mais em conta podem ser encontradas na Terravivos, onde lugares, e não apartamentos, estão à venda. A partir de US$ 50 mil, garante-se um assento em um dos três bunkers ainda com vagas – o primeiro, no Estado de Indiana, já está esgotado. No Brasil, a Bunker Brasil, empresa de bunkers que acomodam até 12 pessoas e custam entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão, diz ter vendido três bunkers para clientes temerosos.
Em último caso, para quem só puder investir tempo e esforço próprios no projeto de sobrevivência pós-apocalipse, há cursos de preparo pessoal para encarar longas caminhadas, encontrar comida em meio aos escombros das cidades e se tratar com ervas medicinais. Esse foi o plano adotado pela também americana Megan Hurwitt, moradora de um pequeno apartamento em Houston, no Texas, que resolveu correr quatro horas por dia, seis vezes por semana, para ter bom condicionamento físico e assim conseguir carregar os poucos suprimentos que tem em estoque nas costas. “Já me chamaram de louca”, disse ela, também ao National Geographic. “Mas quando o mundo acabar, eu vou saber me virar enquanto os outros, que estarão soltos na rua, passarão fome.” Assim como Megan, o prefeito de São Francisco de Paula (RS), Décio Colla (PT-RS), também tem tido sua sanidade mental colocada em dúvida. Durante este ano, ele veio a público, em mais de uma ocasião, alertar a população para uma possível alteração na atividade solar prevista para o dia 21. “Há risco de tsunamis gigantescos”, diz, fazendo eco a outras muitas previsões que se misturaram e passaram a se associar à fatídica sexta-feira 21 de dezembro de 2012. O comentário lhe rendeu um pedido de interdição por parte de Assis Tadeu Barbosa Velho (PSDB-RS), vereador da cidade.
Trata-se de um grande mercado que se abriu em torno do apocalipse maia e se alimenta do medo do fim dos tempos. Não há números consolidados sobre ele, mas é fato que existe. Numa cidadezinha no sudoeste da França chamada Buga­rach fala-se em alienígenas que sairão de uma montanha da região no primeiro segundo do dia 21 de dezembro para resgatar quem estiver por lá. A diária de uma casa camponesa na cidade está em 1,2 mil euros (R$ 3,3 mil). No fogo cruzado de oportunistas e charlatões estão as pessoas comuns, assustadas e ansiosas com a vida moderna e mais do que propensas a cair nos golpes que se armam em tempos como este. Que fique claro: os especialistas mais respeitados do planeta não cansam de repetir que não há nada de concreto, absolutamente nada, que sugira que o mundo acabará no próximo dia 21. Mas entre resistir ao bombardeio de profecias apocalípticas e aceitar que o dia 22 será pouco diferente de todos os outros dias do ano ou ceder a ele e apostar na possibilidade de um futuro próximo como o que se vê no cinema, repleto de explosões, invasões alienígenas, ondas gigantes e gurus redentores, muitos parecem preferir a novidade.


Fotos: Ho New/Reuters; Adriano Machado/Ag. Istoé; Divulgação; Adriano Machado/Ag. Istoé; Marcos Nagelstein; Divulgação; National Geographic Channel/ Sharp Entertainment; Sharp Entertainment/ Corey Wascinski;National Geographic Channel/Sharp Entertainment

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"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." - (João 8:32)

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COMUNHÃO

COMUNHÃO
"levai a carga uns dos outros e assim cumprireis a lei de Deus" Gal. 6.2

7 METAS DIÁRIAS DO VERDADEIRO CRISTÃO

1) Cultuar a Deus, o que inclui adoração profunda, renúncia, intercessão, leitura bíblica com meditação e, eventualmente, jejum.
2) Esforçar-se para conduzir pessoas a Cristo e, quando possível, estar em paz e comunhão com os irmãos (Hb 12.14), exceto quando estes se enquadrarem em 1 Coríntios 5.11.
3) Defender a verdade do Evangelho, mas com mansidão e temor (Fp 1.16; Gl 1.8; 1 Pe 3.15).
4) Refletir a cada momento se tem andado conforme a Palavra de Deus (Sl 119.105).
5) Estar preparado para o Arrebatamento da Igreja (1 Jo 3.1-3; 1 Ts 5.23).
6) Estar mais cheio do Espírito Santo hoje do que ontem (Ef 5.18, gr.).
7) Ler bons livros, principalmente de autores que amam a Jesus e respeitam a sua Palavra.

Citações:

“O cristianismo não é meramente um programa de conduta; é o poder de uma nova vida.”
(B. B. Warfield)

“Deus nunca se faz de filósofo diante de uma lavadeira.”
(C. S. Lewis)

“Faze do dia do Senhor o mercado para tua alma.”
(John Bunyan)

“Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que a maioria está errada.”
(Francis Schaeffer)

“Não há nada mais temível do que o Senhor permitir que afrouxemos as rédeas.”
(João Calvino)

“Minha consciência é escrava da Palavra de Deus”
(Martinho Lutero)

“Verdadeiro arrependimento é parar de pecar.”
(Ambrósio)

"O pecado e o inferno estão casados, a não ser que o arrependimento anuncie o divórcio" (C.H. Spurgeon)


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.
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