Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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27 de janeiro de 2020

A Diferença Entre Adivinhações e Profecias Bíblicas


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Norbert Lieth

"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).
Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção. Por isso podemos ter absoluta confiança nelas. Mas quem confia em adivinhações está perdido!

Só uma coisa é certa a respeito das adivinhações de videntes, astrólogos e cartomantes: a cada ano se repete o fiasco da falha do seu cumprimento! Praticamente todas as previsões para 2003 foram falsas. O "Comitê Para a Investigação Científica das Alegações dos Paranormais" na Alemanha comparou 100 prognósticos com a realidade e verificou que as explicações posteriores dos adivinhos são completamente contraditórias em relação às previsões feitas. Muitos de seus prognósticos são formulados de maneira tão vaga que o exercício da futurologia nem se faz necessário, pois qualquer um de nós poderia fazer previsões semelhantes usando simplesmente a lógica e o bom senso. As previsões são tão genéricas que acabam acertando em algum detalhe. Dois exemplos: em dezembro de 2002 um astrólogo previu "iminente risco de guerra" para o Iraque.[1] O matemático Michael Kunkel (de Mainz/Alemanha), observou que uma declaração dessas, naquela época, equivalia a afirmar que o sol iria nascer na manhã seguinte. Relativamente a Israel, um dos prognósticos para este ano dizia: "Depois de sérios distúrbios, existe a tendência de que no final de 2004 haja um acordo de paz satisfatório, de modo a que ambas as partes tenham interesse em cumpri-lo". É quase impossível falar de maneira mais genérica. Mas é interessante observar como as pessoas, que nada querem saber da Bíblia, são enganadas rotineiramente e dão ouvidos a esse tipo de "profecia" vaga e superficial.

A adivinhação do futuro pode envolver puro e simples engano visando o lucro fácil. Por outro lado, além do interesse financeiro, a astrologia, por exemplo, tem origem espírita e ocultista, diretamente inspirada por Satanás e seus demônios. Seja como for, ela sempre é mentirosa, pecaminosa e de origem diabólica. O reformador Martim Lutero declarou, com razão: "O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo".

Em Deuteronômio 18.9-11 está escrito: "Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos". A Bíblia com Anotações de Scofield comenta a respeito:
As oito práticas anatematizadas para determinação do futuro são estas: 1. do adivinhador – os métodos são apresentados em Ez 21.21; 2. do prognosticador – possivelmente referindo-se à feitiçaria ou astrologia; 3. do agoureiro – aquele que usa prognósticos; 4. do feiticeiro – aquele que faz uso da magia, de fórmulas ou encantamentos; 5. dos encantadores – Sl 58.4-5; 6. de quem consulta um espírito adivinhante – veja o número 7; 7. do mágico, geralmente usado com o número 6 – Is 8.19 descreve a prática; e 8. do necromante – aquele que procura interrogar os mortos. Duas coisas precisam ser mantidas em mente: 1) este mandamento tinha aplicações específicas a Israel que estava entrando na terra; foram feitas para preservar os israelitas das abominações dos seus predecessores (vv. 9, 12 e 14) e 2) para se perceber claramente o contraste entre esses falsos profetas e os profetas como Moisés (vv. 15-19).

Profecia bíblica

Vejamos as principais diferenças entre adivinhação e profecia bíblica:
  • A adivinhação faz afirmações vagas e genéricas e não esclarece os fatos. A profecia bíblica é a história escrita antes que aconteça. Ela parte do próprio Deus Todo-Poderoso, que tem uma visão panorâmica das eras e as estabeleceu em Seu plano divino. O profeta Isaías O engrandece: "" Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Is 25.1). O próprio Senhor afirma: "lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46.9-10).
  • A adivinhação interpreta algum tipo de sinal. A profecia bíblica não depende da nossa interpretação, mas se sustenta exclusivamente em sua própria realização.
  • As previsões de astrólogos são especulativas e deixam margem para muitas interpretações. A profecia bíblica acerta em 100% dos casos.
  • O apóstolo Pedro escreve: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1.16).
Tim LaHaye e Thomas Ice afirmam:
Falsas religiões e ideias supersticiosas baseiam-se em fábulas engenhosamente inventadas, mas a fé cristã está fundamentada na auto-revelação do próprio Deus aos homens, da forma como a encontramos na Bíblia. Além disso, Pedro designa a profecia bíblica como "palavra profética" e diz: "...fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso..." (2 Pe 1.19). Por que podemos depositar toda a nossa confiança na palavra profética? Porque a profecia bíblica, segundo a conclusão de Pedro, não é a explicação humana dos acontecimentos históricos: "sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20-21). Tendo a profecia, os cristãos possuem um resumo do plano divino para o futuro. Além disso, como centenas de profecias já se cumpriram literalmente – a maioria delas relacionadas à primeira vinda de Cristo – sabemos que todas as promessas em relação ao futuro também se cumprirão integralmente nos tempos finais e por ocasião da volta de Cristo".[2]
  • Adivinhação e interpretação de sinais são baseados em mentiras, enquanto a profecia divina é a mais absoluta verdade. Balaão era um "agoureiro" (Nm 24.1) que Balaque, rei dos moabitas, queria usar para amaldiçoar Israel (Nm 23-24). E justamente esse adivinhador foi obrigado a reconhecer: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?" (Nm 23.19).
  • A Bíblia contém 6.408 versículos com declarações proféticas, das quais 3.268 já se cumpriram. Não se sabe de nenhum caso em que uma profecia bíblica tivesse se cumprido de forma diferente da profetizada. Esses números equivalem à chance de que ao jogar-se 1.264 dados, todos caiam, sem exceção, com o número 6 para cima. Essa probabilidade é tão pequena que exclui toda e qualquer obra do acaso.[3]
  • Conforme o Dr. Roger Liebi, 330 profecias extremamente exatas e específicas referentes ao Messias sofredor se cumpriram literalmente por ocasião da primeira vinda de Cristo.
Dessa abundância de profecias relacionadas ao nascimento, à vida e à morte de Jesus, destacamos apenas o exemplo do Salmo 22.16-17: "...traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos..." Não há dúvida de que essa passagem fala da crucificação, pois o sofrimento descrito pelo salmista só acontece nesse tipo de morte. Entre os judeus a crucificação jamais foi uma forma de execução de condenados à morte e ainda não era conhecida quando o salmo foi escrito. Bem mais tarde os romanos copiaram dos cartagineses a pena de morte por crucificação. Portanto, seria muito mais lógico se o salmista tivesse descrito a morte por apedrejamento ou pela espada. Numa época tão remota (1000 a.C.), por que ele falou da morte pela cruz, completamente desconhecida dos judeus? A resposta é que o salmista, inspirado pelo Espírito de Deus, era um profeta e apontava a morte futura de Jesus.
  • A adivinhação cria confusão mental, turva a visão para a verdade bíblica e bloqueia a disposição das pessoas de crerem no Evangelho de Jesus Cristo. Ela embota seus sentidos, prendê-as a falsos ensinos e torna-as inseguras em suas decisões. A profecia divina, entretanto, liberta e dá segurança. Por isso todos deveriam seguir o conselho de Deus: "Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós..." (Is 46.11b-12a).
  • Qualquer pessoa que crê em Jesus Cristo e confia sua vida a Ele tem um futuro seguro e não precisa ter medo de nada. Quem se entrega a Jesus passa a viver sob a bênção da profecia encontrada em João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também". 
(Norbert Lieth -http://www.chamada.com.br)
 
 Notas:
Idea Spektrum, 1/2 2004.
Tim LaHaye/Thomas Ice, Countdown zum Finale der Welt.
Factum, Edição Especial 1995 


28 de março de 2019

OS TRÊS HORIZONTES DA PROFECIA DO ANTIGO TESTAMENTO



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CHRISTOPHER JH WRIGHT

“Os profetas lançam suas palavras para o futuro. Onde elas pousam?” 
Uma parte frequentemente desafiadora das Escrituras para muitos cristãos é o profeta do Antigo Testamento. Às vezes, entender sua mensagem pode ser um pouco confuso. Especialmente, quando essa mensagem pode ser aplicada (ou aplicada) ao Novo Testamento. Quando os profetas olham para o futuro que Deus revelou a eles, a que suas palavras se referem?

Acho útil pensar em três grandes horizontes possíveis de sua visão. Ou seja, à medida que os profetas lançam suas palavras para o futuro, podemos ver três lugares onde suas palavras chegam, três lugares onde suas palavras são relevantes e cumpridas - ou ainda serão.

HORIZONTE UM: A ERA DO ANTIGO TESTAMENTO

Este é o horizonte do próprio tempo dos profetas ou a era mais ampla do Antigo Testamento como um todo. A maior parte do que eles preveem acontece em suas próprias vidas ou em algum momento da história do Israel do Antigo Testamento. Por exemplo, muitos profetas avisam que Deus enviará a Israel e a Judá ao exílio, porque eles quebram o pacto e se rebelam contra ele. Isso se cumpre, como vimos, dentro do próprio período do Antigo Testamento, em 721 aC para o reino setentrional de Israel e em 587 aC para o reino meridional de Judá. Essas profecias são cumpridas no horizonte um.

Alguns dos profetas também predizem que Deus trará os exilados de Judá de volta à sua terra. Ele acabará com o exílio. A aliança será renovada e eles reconstruirão o templo. Essas profecias também são cumpridas no período do Antigo Testamento. Após o decreto de Ciro, rei da Pérsia, em 538 aC, várias ondas de exilados retornam a Jerusalém, e o templo é reconstruído em 515 aC. Cumprimento no horizonte um.

No entanto, às vezes, descobriremos que uma previsão do Antigo Testamento que é feita e cumprida no horizonte também pode levar adiante e ter um cumprimento ainda mais significativo posteriormente. Um bom exemplo é o sinal de Isaías para Acaz em Isaías 7. Visto que é um sinal (algo que deveria ser significativo para Acaz), temos que assumir que uma criança é de fato concebida e nascida logo depois e que o que Isaías prediz sobre o A derrota dos inimigos de Israel de fato se concretiza em aproximadamente nove meses - tudo no horizonte um. Deus está de fato com eles (“Emanuel”) e os liberta de seus inimigos. No entanto, também sabemos, é claro, que Mateus encontra um nível ainda maior de cumprimento daquela profecia de Emanuel no nascimento de Jesus. Isso nos leva ao horizonte dois.

HORIZONTE DOIS: A ERA DO NOVO TESTAMENTO

Há algumas passagens nos profetas que falam em termos que agora sabemos que só poderiam ser verdadeiras em e através de Jesus Cristo e do evangelho da salvação através de sua morte e ressurreição. Às vezes isso é chamado de profecia messiânica, embora a palavra messias (ungido) em si não ocorra com frequência. Os profetas não falam apenas sobre uma pessoa vindoura, mas descrevem coisas que só podem ser perfeitamente verdadeiras através de Jesus.

Por exemplo, quando Jeremias fala sobre Deus fazendo uma nova aliança (Jr 31.31-33), muito do que ele diz é similar em princípio à aliança do Sinai. Mas quando ele diz que parte desse novo relacionamento incluirá o perdão completo dos pecados, então sabemos que isso é realizado apenas por Jesus Cristo. Similarmente, quando Isaías fala sobre o Servo do Senhor, há várias coisas ditas sobre o Servo que também são ditas sobre Israel (escolhido e amado por Deus, dado como uma luz para as nações). Mas quando Isaías fala sobre como o Servo levará os pecados de muitos e morrer indiretamente por nós (Is 53), então só podemos ver tais palavras plenamente incorporadas no Senhor Jesus.

Assim, precisamos estar atentos a um possível horizonte do evangelho nas palavras dos profetas. Por favor, entenda que isso não significa que temos que “encontrar Jesus” em cada verso dos profetas (ou no Antigo Testamento como um todo). Pelo contrário, significa que devemos estar cientes de que esses textos fazem parte de uma grande jornada histórica e bíblica que leva a Cristo.

HORIZONTE TRÊS: A NOVA CRIAÇÃO

Há momentos em que os profetas falam de um futuro que é descrito em termos que vão muito além de qualquer coisa que tenhamos experimentado, no passado ou no presente. Por exemplo, sabemos que os profetas falam sobre Deus julgando Israel e também outras nações estrangeiras. Mas às vezes eles descrevem o julgamento de Deus engolfando toda a terra e todas as nações na destruição cataclísmica de tudo o que é mau e mau (por exemplo, Isaías 24). Tal visão universal nos leva ao horizonte final, da segunda vinda de Cristo e do julgamento final.

Felizmente, no entanto, os profetas mais frequentemente têm visões de longo prazo em relação às bênçãos futuras de Deus. Suas palavras sobre o mundo do futuro estão repletas de imensa alegria e entusiasmo. Nós nos encontramos imaginando um mundo em que tudo é perfeito. A natureza é cheia de abundância. A própria terra se alegra em seu Criador. A vida humana é segura e gratificante e livre de violência, injustiça, fome e perigo. Guerra e violência não são mais. As pessoas e os animais vivem em harmonia e paz. As pessoas nunca mais se afastam de Deus em desobediência. Pessoas de todo o mundo e todas as nações rejeitam seus falsos deuses e se voltam para o Deus vivo e o adoram com alegria e dons (por exemplo, Isaías 25: 6–9; 35; 65: 17–25; Jeremias 32: 37–41; 33: 6–9; Joel 3: 17–18).

Esse tipo de visão certamente não é cumprido no horizonte um. Os israelitas não retornar à sua terra (como veremos em um momento). Mas eles ainda são pecadores e estão longe da perfeição - como mostram livros como Neemias, Esdras e Malaquias. E quanto ao horizonte dois? Bem, é claro que sabemos que Cristo realizou a redenção do mundo em sua morte e ressurreição, mas ainda não vimos o cumprimento de tudo o que os profetas descrevem, um mundo de perfeita paz e justiça. Temos de tomar essas passagens para o horizonte supremo três - ou o horizonte escatológico, para usar termos técnicos.

No horizonte três, estou me referindo à imagem da nova criação que vemos em Apocalipse 21–22. Toda a cena nesses capítulos reflete muito deliberadamente muitos dos temas dos profetas (todo o livro do Apocalipse está saturado de alusões ao Antigo Testamento). Leia Isaías 60 e 65: 17–25 e, em seguida, leia imediatamente Apocalipse 21–22 e você verá o que quero dizer.

A visão final dos profetas só será cumprida quando Cristo retornar, a terra for purificada e renovada para ser a morada de Deus conosco.

Há algumas passagens nos profetas que parecem incluir todos os três horizontes, e isso pode parecer confuso a princípio. Mas lembre-se de que os profetas estão olhando para um futuro que, até onde eles podem ver, é uma visão única. Eles não sabem (não poderia) que serão séculos antes que o horizonte dois apareça, e séculos desconhecidos antes que o horizonte três chegue (ainda está à frente). Nós, com nossa perspectiva, podemos ver agora que suas palavras se estenderam ao longo de um vasto período de tempo. Eles viram as coisas de frente e viram coisas próximas e distantes como se fossem todas partes de uma única foto grande.

Trazendo boas novas

Isaías 52:7 –10 é um bom exemplo de todos os três horizontes. Dê uma olhada. Basicamente, este texto é uma boa notícia. É isso que anuncia o mensageiro dos belos pés. Este é o evangelho do Antigo Testamento. É uma boa notícia em todos os três horizontes.

Quão bonito nas montanhas são os pés daqueles que trazem boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas novas, que proclamam a salvação, que dizem a Sião: “O teu Deus reina!”

Escute! Seus vigias levantam suas vozes; juntos eles gritam de alegria. Quando o Senhor voltar a Sião, eles verão isso com seus próprios olhos. Explodem em cânticos de alegria juntos, vossas ruínas de Jerusalém, pois o Senhor consolou seu povo, redimiu Jerusalém. O Senhor desnudará o seu santo braço à vista de todas as nações, e todas as extremidades da terra verão a salvação do nosso Deus.

Boas notícias para os exilados: Horizonte um.

As palavras do mensageiro são encorajar os exilados a se prepararem para irem para Jerusalém. Yahweh conquistou a vitória (Deus reina), e Deus já está voltando para sua cidade e levando-os consigo. Como no êxodo, Deus está redimindo seu povo. Eles podem se alegrar e ir para casa. De fato, isso acontece. A profecia é cumprida no horizonte um.

Boas notícias em Cristo: Horizonte dois.

Há três aspectos das boas novas nesses versículos que também são verdadeiros em Jesus Cristo. Isaías 52: 7 fala do Deus que reina. Isaías 52: 8 fala do Deus que retorna. Isaías 52: 9 fala do Deus que redime. Todos esses são verdadeiros em Cristo e no evangelho. Ele prega o reino de Deus. Ele vai ao templo (ao qual Deus prometeu retornar). Ele é o Redentor e Salvador, através de sua morte e ressurreição. Jesus é Deus reinando, Deus retornando e Deus redimindo. Jesus acrescenta um nível de satisfação às palavras do mensageiro no horizonte evangélico dois.

Boas notícias para o mundo: Horizonte três.

Em Isaías 52:10, o profeta passa para o cenário global, para “todas as nações” e “todas as extremidades da terra”. Essa é a promessa abraâmica novamente. Através da missão da igreja, o evangelho da salvação de nosso Deus está realmente indo para os confins da terra. A visão final da profecia está no horizonte três. Será finalmente cumprida quando o Senhor Jesus Cristo voltar a reinar sobre toda a terra e resgatar seu povo de todas as tribos, pessoas e línguas.

O plano de Deus para as nações

Através de todos esses horizontes, há uma dimensão missional para a visão de esperança dos profetas para o futuro. Eles veem que, porque a promessa de Deus a Abraão sempre previa a bênção de Deus estendendo-se a todas as nações, deve chegar um dia em que pessoas de outras nações além de Israel serão reunidas para fazer parte do povo da aliança de Deus.

Isso é exatamente o que o apóstolo Paulo percebe que tinha que acontecer, agora que o Messias Jesus veio e cumpriu a salvação prometida de Deus através de sua morte e ressurreição. No clímax de Romanos, enquanto se prepara para usar a igreja em Roma como sua base para o trabalho missionário mais a oeste da Espanha, ele coloca assim: “Pois eu lhes digo que Cristo se tornou um servo dos judeus em nome de Deus. verdade, para que as promessas feitas aos patriarcas pudessem ser confirmadas e, além disso, que os gentios pudessem glorificar a Deus por sua misericórdia ”(Rom. 15: 8–9; itálicos meus). Então ele imediatamente apóia esse ponto com quatro citações do Antigo Testamento.

Não sabemos que outros textos das escrituras Paulo deve ter usado para explicar seu compromisso missionário de levar as boas novas aos gentios, mas talvez alguns como esses, que vislumbram pessoas de muitas nações registradas na cidade de Deus (Sl. 87: 3 –6); vindo para trazer adoração a Deus (Sl 86: 8); ser abençoado com a salvação de Deus, mesmo como antigos inimigos (Is 19: 20-25); ser chamado pelo nome de Deus (Am 9: 11-12); e unir-se ao povo de Deus em Sião (Zc 2: 10-11).

É aí que a história tem que ir - para as nações - e Paulo irá levar para lá. A missão apostólica tem suas raízes no Antigo Testamento.


Christopher JH Wright é diretor internacional de ministérios da Langham Partnership e um padre ordenado na Igreja da Inglaterra. Este artigo é um excerto adaptado do seu livro vindouro O Antigo Testamento em Sete Sentenças: Uma Breve Introdução a um Tópico Vasto (IVP, maio de 2019).

Trecho retirado do Antigo Testamento em Sete Sentenças por Christopher JH Wright. © 2019 por Christopher JH Wright. Usado com permissão da InterVarsity Press, PO Box 1400, Downers Grove, IL 60515-1426. www.ivpress.com .

https://www.christianitytoday.com/ct/2019/march-web-only/three-horizons-of-old-testament-prophecy-christopher-wright.html?



1 de fevereiro de 2019

Assombroso: profecias do Antigo Testamento cumpridas em Jesus



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Uma impactante comparação de textos bíblicos de antes e depois do nascimento de Cristo

Sabemos que em Jesus Cristo se cumprem todas as profecias que falam do Messias no Antigo Testamento – e sabemos que são muitas profecias: contam-se mais de trezentas.

Essas profecias anunciam a sua pessoa, as suas ações, a sua doutrina. O cumprimento de todas elas é um dos motivos que nos levam a saber que a Bíblia é inspirada pelo Espírito Santo.

Jesus sabe que as profecias messiânicas se referem a Ele. Ao ler Isaías na sinagoga de Nazaré, Ele afirma: “Hoje se cumpre diante de vós esta escritura” (Lc 4, 21). Aos fariseus que se recusavam a crer nele, Jesus diz: “Perscrutai as Escrituras, já que nelas esperais ter a vida eterna; elas dão testemunho de mim” (Jo 5, 39).
O evangelista Mateus se propõe, em seu evangelho, demonstrar que Jesus é o Messias, baseando-se nas profecias do Antigo Testamento.

São profecias que anunciam o Cristo centenas de anos antes do seu nascimento e que, até do ponto de vista estatístico, exigiriam intervenção divina para tamanho índice de acerto.

Uma pequena mostra:

Ele será descendente da tribo de Judá
Gênesis 49,10: “Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos”.
Lucas 3,33: “…filho de Aminadab, filho de Arão, filho de Esron, filho de Farés, filho de Judá…”

Nascerá em Belém
Miqueias 5,1: “Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo passado”.
Mateus 2,1: “Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém”.

Nascerá de uma virgem
Isaías 7,14: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco”.
Mateus 1,18: “Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo”.

Haverá matança de inocentes em Belém
Jeremias 31,15: “Eis o que diz o Senhor: ouve-se em Ramá uma voz, lamentos e amargos soluços. É Raquel que chora os filhos, recusando ser consolada, porque já não existem”.
Mateus 2,16: “Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos”.

Fugirá para o Egito
Oseias 11,1: “Israel era ainda criança, e já eu o amava, e do Egito chamei meu filho”.
Mateus 2,14: “José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito”.

Pregará na Galileia, nas proximidades do rio Jordão
Isaías 8,23: “No passado ele humilhou a terra de Zabulon e de Neftali, mas no futuro cobrirá de honras o caminho do mar, a Transjordânia e o distrito das nações”.
Isaías 9,1: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz”.
Mateus 4,12-16: “Quando, pois, Jesus ouviu que João fora preso, retirou-se para a Galiléia. Deixando a cidade de Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, à margem do lago, nos confins de Zabulon e Neftali, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: A terra de Zabulon e de Neftali, região vizinha ao mar, a terra além do Jordão, a Galiléia dos gentios, este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte”.

Será desprezado pelos judeus
Isaías 53,3: “Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele”.
João 1,11: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”.

Entrará triunfalmente em Jerusalém montado num jumento
Zacarias 9,9: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta”.
João 12,13-15: “Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel! Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que vem o teu rei montado num filho de jumenta”

Será traído por um dos seus
Salmo 40,10: “Até o próprio amigo em que eu confiava, que partilhava do meu pão, levantou contra mim o calcanhar”.
Marcos 14,10: “Judas Iscariotes, um dos Doze, foi avistar-se com os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus”.

Será vendido por 30 moedas de prata
Zacarias 11,12: “Eu disse-lhes: Dai-me o meu salário, se o julgais bem, ou então retende-o! Eles pagaram-me apenas trinta moedas de prata pelo meu salário”.
Mateus 26,15: “Que quereis dar-me e eu vo-lo entregarei. Ajustaram com ele trinta moedas de prata”.

O preço será devolvido
Zacarias 11,13: “O Senhor disse-me: Lança esse dinheiro no tesouro, esta bela soma, na qual estimaram os teus serviços. Tomei as trinta moedas de prata e lancei-as no tesouro da casa do Senhor”.
Mateus 27,6-7: “Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue. Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros”.

Julgado, manterá silêncio
Isaías 53,7: “Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Ele não abriu a boca”.
Mateus 26,62-63: “Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?”

Sofrerá pelos outros
Isaías 53,4-5: “Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas”.
Mateus 8,16-17: “Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demônios. Com uma palavra expulsou ele os espíritos e curou todos os enfermos. Assim se cumpriu a predição do profeta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males”.

Será crucificado com malfeitores
Isaías 53,12: “Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados”.
Mateus 27,38: “Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda”.

Suas mãos e pés serão perfurados
Salmo 21,17: “Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés”.
João 20,28: “Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!”

Será escarnecido e desprezado
Salmo 21,6-9: “A vós clamaram e foram salvos; confiaram em vós e não foram confundidos. Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama”.
Mateus 27,39-40: “Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam: Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”

Para beber, lhe darão vinagre
Salmo 68,22: “Puseram fel no meu alimento, na minha sede deram-me vinagre para beber”.
João 19,29: “Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca”.

Nenhum de seus ossos será quebrado
Salmo 33,21: “Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado”.
João 19,33: “Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas”

Seu lado será transpassado
Zacarias 12,10: “Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito”.
João 19,34: “…um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água”.

Sortearão suas vestes
Salmo 21,19: “Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica”.
Marcos 15,24: “Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um”.

Será sepultado em uma tumba de ricos
Isaías 53,9: “Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira”.
Mateus 27,57-60: “À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora”.

Ressuscitará!
Salmo 15,10: “Porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção”.
Mateus 28,9: “Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés”.

Ascenderá ao céu
Salmo 67,19: “Subindo nas alturas levastes os cativos; recebestes homens como tributos, aqueles que recusaram habitar com o Senhor Deus”.
Lucas 24,50-51: “Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu”.



https://pt.aleteia.org/2016/07/18/assombroso-profecias-do-antigo-testamento-cumpridas-em-jesus/


8 de julho de 2018

O Destino Profético da Igreja





Thomas Ice



Qual é o futuro profético da Igreja? Para tratarmos dessa questão, devemos entender antes que a Igreja se relaciona de duas maneiras com o programa de Deus. Primeiro, a verdadeira Igreja é formada de judeus e gentios que conhecem a Cristo genuinamente como seu Salvador e tiveram seus pecados perdoados. Começando no Dia de Pentecostes em Atos 2 e continuando até ao Arrebatamento, todos aqueles que confiam em Cristo como seu Salvador são parte de Seu Corpo, que a Bíblia chama de Igreja. Os crentes de antes da fundação da Igreja em Atos 2 e os que se tornarem crentes depois do Arrebatamento não são parte da Igreja, o Corpo de Cristo.


Segundo, existe o âmbito da influência da igreja professa, a quem chamaremos de cristandade. A cristandade constitui qualquer coisa ou todas as coisas que estiverem associadas com a igreja visível, inclusive todos os seus ramos e organizações, como o catolicismo romano, a ortodoxa oriental, o protestantismo e até mesmo as seitas. A cristandade inclui verdadeiros crentes e falsos professos, que jamais foram verdadeiramente nascidos de novo: o trigo e o joio crescendo juntos (Mt 13.24-30). Esses dois aspectos da Igreja possuem destinos proféticos muito diferentes.
O Arrebatamento
O próximo acontecimento no calendário profético para a verdadeira Igreja é o Arrebatamento (Jo 14.1-3; 1Co 15.51-52; 1Ts 4.13-18; etc.). Este acontecimento é descrito em 1 Tessalonicenses 4.17, que diz que ele será um tempo no qual todos os crentes, vivos ou mortos, serão “arrebatados (...) entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares”. Este evento poderá acontecer a qualquer momento, sem aviso, e é descrito pelo tema de Cristo como o Noivo e a Igreja como a Noiva. Na presente época, a Igreja está desposada, ou comprometida, com Cristo – totalmente comprometida, tendo sido comprada pelo sangue dEle. O Noivo foi para a casa do Pai para preparar um lugar a fim de levar a Sua noiva ao lugar especial deles na casa de Seu Pai. Enquanto está fora, o que perdurará pela atual era da Igreja, a fidelidade da Noiva é testada pela separação e ela deve permanecer fiel enquanto está constantemente aguardando pelo retorno súbito e não-anunciado do Noivo. Quando o Pai der o sinal, o clamor será anunciado e a era da Igreja chegará ao fim no Arrebatamento; assim, todos nós estaremos para sempre com o Senhor (1Ts 4.17).
Todavia, os não-salvos dentro da cristandade serão deixados para trás e entrarão no período da Tribulação, sendo preparados para servir como a prostituta de Satanás – “a grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas” (Ap 17.1) – que ajudará a facilitar o grande engano do Anticristo na forma da igreja mundial na primeira metade da Tribulação. Essa igreja ecumênica e apóstata vai abrir caminho para a religião mundial única – o culto ao Anticristo e a recepção da marca da besta (Ap 13.16-18), na segunda metade da Tribulação.
É significativo observarmos que Apocalipse 13.11-18 apresenta o Falso Profeta (o cabeça da igreja mundial única durante a Tribulação) como aquele que está advogando em favor do Anticristo de que os habitantes da terra deveriam levar a marca da besta, na forma do número seiscentos e sessenta e seis (Ap 13.18). Assim como a Igreja verdadeira tem o papel de declarar e esclarecer a verdade de Deus, também a prostituta de Satanás possui o papel de liderança na promoção de sua mensagem falsa e enganosa.
A Igreja é única no plano de Deus e separada de Seu plano para Israel. Enquanto que a Igreja compartilha das promessas espirituais da Aliança Abraâmica cumprida em Cristo, Israel (não a Igreja) cumprirá seu destino nacional como uma entidade separada, depois do Arrebatamento e da Tribulação, durante o Milênio. O Novo Testamento afirma que a Igreja era um mistério não revelado no Antigo Testamento (Rm 16.25-26; Ef 3.2-10; Cl 1.25-27); é por isso que ela começou repentinamente, sem aviso, em Atos 2, e é por isso que esta era terminará repentinamente, sem aviso, no Arrebatamento. Portanto, a Igreja não possui nenhum destino profético terreno que vá além do Arrebatamento.
A Era da Igreja é uma Dispensação Distinta
A era da Igreja não é caracterizada pelos acontecimentos proféticos historicamente verificáveis, exceto seu início no Dia de Pentecostes e seu fim no Arrebatamento. Mas o curso geral desta era tem sido profetizado e pode proporcionar uma visão geral sobre o que se pode esperar durante esta época.

Até mesmo as profecias específicas que são cumpridas durante a era da Igreja se referem ao plano profético de Deus para Israel e não diretamente à Igreja. Por exemplo, a destruição profetizada de Jerusalém e do seu Templo, que ocorreu no ano 70 d.C., se refere a Israel (Mt 23.38; Lc 19.43-44; Lc 21.20-24). Desta forma, não é inconsistente que as preparações proféticas relativas a Israel já estejam a caminho com o restabelecimento de Israel como nação em 1948, embora ainda estejamos vivendo na era da Igreja.
O curso da atual era da Igreja é dado aos cristãos em três conjuntos de passagens no Novo Testamento. Um entendimento dessas passagens é necessário para se ter um entendimento sobre os sinais dos tempos.

Mateus 13

As parábolas de Mateus 13 fornecem uma percepção sobre o curso da atual era da Igreja. Na verdade, visto que Mateus examina esta era atual em sua relação com o reino, as parábolas cobrem o período entre os dois adventos de Cristo – Sua primeira e Sua segunda vindas. Isto inclui a Tribulação, a Segunda Vinda e o julgamento depois do Arrebatamento, mas também inclui uma visão geral importante sobre nossa presente era. Como Mateus 13 mostra esta era? O Dr. J. Dwight Pentecost resume a descrição da seguinte maneira:
Podemos resumir o ensino quanto ao curso desta era, dizendo: (1) haverá a semeadura da Palavra durante toda a era, que (2) será imitada pelo falso semeador; (3) o reino assumirá enormes proporções externas, mas (4) será marcado pela corrupção doutrinária interna; todavia, o Senhor ganhará para Si (5) um tesouro peculiar do meio de Israel, e (6) da Igreja; (7) a era terminará em julgamento com os ímpios excluídos do reino a ser inaugurado pelos justos levados para desfrutarem da bênção do reinado do Messias.[1]
Apocalipse 2-3
A próxima passagem importante que proporciona uma visão geral do curso desta era é encontrada na apresentação das sete igrejas de Apocalipse 2-3. A perspectiva de Apocalipse 2-3 é em referência ao programa da Igreja e não do reino. Assim, sua visão geral procede de Pentecostes até o Arrebatamento, como indicado pela frase apresentada repetidas vezes: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.7,11,17,29; Ap 3.6,13,22). Estas sete igrejas históricas do Século I fornecem um padrão dos tipos de igrejas que existirão durante toda a história da Igreja.
Os Últimos Dias da Igreja
O Novo Testamento fala claramente sobre os últimos dias, para a Igreja, nas epístolas. É interessante que, virtualmente, todos esses comentários sobre a apostasia dos últimos dias venham das epístolas escritas pouco tempo antes da morte de cada apóstolo que as escreveu, isto é, durante os últimos dias de cada apóstolo, como para enfatizar os perigos latentes durante os últimos dias da Igreja. A seguir, temos uma lista das sete passagens mais importantes que tratam dos últimos dias da Igreja:
1 Timóteo 4.1-3;
2 Timóteo 3.1-5;
2 Timóteo 4.3-4;
Tiago 5.1-8;
2 Pedro 2.1-22;
2 Pedro 3.3-6;
Judas 1-25.
Cada uma dessas passagens enfatiza vez após vez que a grande característica do tempo final da Igreja será a apostasia; não obstante, um evangelismo eficiente acontecerá ainda antes dos últimos momentos da Era da Igreja.
O curso claro dos últimos dias para a Igreja consiste de constantes admoestações ao crente para estar alerta contra o desvio doutrinário, também conhecido como apostasia. Tal característica proporciona ao cristão um sinal claro do final da nossa era atual da Igreja.
Embora profecias específicas não sejam dadas relativamente à atual era da Igreja, vimos que três conjuntos de passagens pintam uma figura geral do curso desta época. Os três conjuntos indicam que a apostasia caracterizará a cristandade durante o tempo em que o Arrebatamento acontecerá.
O Novo Testamento afirma que a Igreja será removida no Arrebatamento antes do tempo em que tenha início a Tribulação (1Ts 1.10; 1Ts 5.9; Ap 3.10) e será levada por Cristo para a casa do Pai (Jo 14.1-3). A Igreja estará no céu durante a Tribulação, sendo representada pelos 24 anciãos (Ap 4.4,9-11; Ap 7.13-14; Ap 19.4). Durante a Tribulação de sete anos na terra, a Noiva passará pelo Tribunal do Galardão de Cristo em preparação (Ap 19.4-10) para acompanhar Cristo durante Sua descida na Segunda Vinda (Ap 19.14). A preparação celestial da Igreja durante a Tribulação, imediatamente antes da Segunda Vinda, também é mencionada como a noiva que se ataviou (Ap 19.7) para as Bodas do Cordeiro. As bodas acontecerão no início do Milênio, depois da Segunda Vinda.
Enquanto o próximo acontecimento para a Igreja – o corpo de Cristo – seja o translado da terra para o céu no Arrebatamento, aqueles crentes deixados na igreja organizada como instituição passarão pela Tribulação e formarão a base de uma super-igreja apóstata que o Falso Profeta usará para ajudar no governo mundial do Anticristo (Ap 13; Ap 17.1-18). A verdadeira Igreja de Jesus Cristo não fará parte da Tribulação.
Conclusão
O papel da Igreja durante o Milênio, em cujo tempo todos os membros da Igreja já terão recebido seus corpos ressurretos no Arrebatamento, será reinar e governar com Cristo (Ap 3.21). Em Mateus 19.28, Jesus disse aos Seus discípulos, que são membros da Igreja, que eles se uniriam a Ele no reino e reinariam sobre as doze tribos de Israel. Da mesma forma, em 2 Timóteo 2.12, Paulo escreve: “Se perseveramos, também com ele reinaremos”. O propósito principal do Milênio é a restauração de Israel e o governo de Cristo sobre Israel, mas a Igreja, como a Noiva de Cristo, não estará ausente das atividades do Milênio.

As Escrituras não são claras quanto a Israel, a Igreja e os outros grupos de crentes da história manterem ou não suas distinções por toda a eternidade. Não parece haver um motivo bíblico pelo qual eles não possam adorar e servir a Deus como grupos distintos de pessoas salvas por toda a eternidade. Na verdade, a Nova Jerusalém do estado eterno indica algumas distinções, tais como as 12 tribos de Israel (Ap 21.12), os 12 apóstolos da Igreja (Ap 21.14), e o fato de que a glória e honra das nações serão trazidas à Nova Jerusalém (Ap 21.26). Maranata! 


(Thomas Ice — Pre-Trib Perspectives)

Nota:
1. J. Dwight Pentecost, Things to Come: A Study in Biblical Eschatology (Manual de Escatologia) (Grand Rapids: Zondervan Publishing, 1965), p. 149.

Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center (Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas) e professor de Teologia na Liberty University. Ele é Th.M. pelo Seminário Teológico de Dallas e Ph.D. pelo Seminário Teológico Tyndale. Editor da Bíblia de Estudo Profética e autor de aproximadamente 30 livros, Thomas Ice é também um renomado conferencista. Ele e sua esposa Janice vivem com os três filhos em Lynchburg, Virginia (EUA).

Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite outubro de 2015 
https://www.chamada.com.br/mensagens/destino_igreja.html

31 de março de 2018

Israel completa 70 de renascimento: “sinal profético”



por Jarbas Aragão


Em 29 de novembro de 1947, a ONU fazia votação histórica, sob a liderança de um brasileiro

Quem visita o Museu do Holocausto Yad Vashen, em Jerusalém, pode contemplar, sobre os umbrais da saída, o versículo “E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR”, Ezequiel 37:4.

A passagem bíblica é vista como uma promessa de que Deus iria restaurar aos judeus a sua terra, mesmo após seis milhões deles terem sido mortos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Apenas dois anos depois, em 29 de novembro de 1947, o mundo soube, pelo rádio, que a profecia de Ezequiel de restaurar “o vale dos ossos secos” estava se cumprindo.

Após cerca de dois mil anos, renascia o Estado de Israel como nação independente. Esse novo capítulo em sua história teve como um dos protagonistas o brasileiro Oswaldo Aranha, presidente daquela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele anunciou a aprovação da Resolução 181 da ONU. Foram 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções, ficava decretada a formalização de Israel. A declaração de independência só viria a ocorrer em 14 de maio de 1948.

A proposta da Resolução 181 foi feita pelo UNSCOP (United Nations Special Committee on Palestine), órgão criado para elaborar a partilha da chamada Palestina até então sob mandato britânico. O Reino Unido controlava a região desde o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando o Império Otomano perdeu finalmente o domínio sobre ela.

Essa data histórica para o povo judeu, completa 70 anos. Toda a população judaica de Israel, que na época era de 600 mil pessoas, “saiu às ruas e varou a madrugada em um estado que misturava êxtase, alívio e medo”, conta o cônsul de Israel em São Paulo e na região Sul do Brasil, Dori Goren.

“Este dia foi histórico, extraordinário, muito importante para o nosso povo, porque depois de 2 mil anos de exílio, de incerteza, de não ter independência, de não ter um Estado, a comunidade internacional resolveu criar uma nação para o povo judeu”, lembra Goren.

Sinal profético


Para muitos estudiosos, como o conferencista internacional Asher Intrater, um judeu messiânico que fundou o ministério Reaviva Israel, a chegada dos 70 anos da fundação de Israel é um “sinal profético”.

Asher anunciou na Charisma, a maior revista pentecostal do mundo, que acredita que o momento que estamos vivendo é especial. “Está havendo uma aceleração do relógio para as nações, para Israel, para a Igreja, para as comunicações, para a revelação, para o avivamento, para a perseguição, para o término da grande comissão de Atos 1.18, para o derramamento do Espírito sobre toda a carne de acordo com Atos 2.17 e para a restauração de todas as coisas como descrito em Atos 3.21. O ano de 2017 representa um avanço marcante, um “recomeço” para que as profecias apostólicas e apocalípticas se cumpram”, anunciou.

Seu pedido é que a Igreja se desperte para isso e apoie Israel, que vem enfrentando grandes ameaças nos últimos meses, sobretudo de organizações como a ONU que desejam intervir e dividir Jerusalém, o que poderá dar início a uma grande guerra.




Relação dos votos da Resolução 181:

Países que votaram a favor: Canadá, EUA, Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia, União Soviética, Ucrânia, Bielorússia, Checoslováquia, Polónia, África do Sul, Libéria, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Bolívia, Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Perú, Uruguai, Venezuela.

Países que votaram contra: Grécia, Turquia, Egipto, Cuba, Afeganistão, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Iémen.

Países que votaram com abstenção: Reino Unido, Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, China, Etiópia, Iugoslávia. Com informações de R7 e Charisma


https://noticias.gospelprime.com.br/israel-completa-70-de-renascimento-sinal-profetico/


31 de janeiro de 2018

Entenda a importância da Lua de Sangue para os cristãos

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Fenômeno acontece nesta quarta-feira. Israel será um dos países onde evento será visto com mais intensidade

Cercado de mistérios, o fenômeno da Lua de Sangue continua intrigando e dividindo opiniões. Prevista para acontecer na noite desta quarta-feira (31), a Superlua Azul de Sangue é objeto de várias teorias, dentre elas a possível relação com passagens descritas na Bíblia Sagrada. Há correntes teológicas que defendem o acontecimento como um sinal de que o fim dos tempos está próximo, outras descartam essa possibilidade. Afinal, por que os cristãos devem prestar atenção nos céus? 

Segundo o pastor Mark Blitz, um dos maiores defensores do significado bíblico da Lua de Sangue, o evento coincide com datas importantes no calendário cristão.

– A Superlua Azul de Sangue do dia 31 de janeiro ocorre justamente no 15º dia do mês de Shevat. Esse é o dia do Tu B’Shevat, ou o Ano Novo das Árvores, que marcava a primeira colheita do ano. Isto é importante porque é apenas um de uma série de eclipses. O próximo acontecerá dia 27 de julho, dia que se comemora o Tu B’Av. O outro será em 21 de janeiro de 2019, dia do Tu B’Shevat novamente – defendeu o pastor em uma entrevista à WND.

Blitz relaciona ainda o evento a uma passagem bíblica.

– Isto é fascinante profeticamente porque há uma seção da Bíblia Sagrada em que Zacarias recebe a revelação sobre um cavalo vermelho que tirará a paz da Terra. A Escritura diz que isto acontecerá no mês do Shevat – afirmou Blitz.

Apesar das datas coincidentes e da expectativa de eventos catastróficos, o pastor batista, linguista e hebraísta, Luiz Sayão vê com cautela a possível relação do evento astronômico com o fim dos tempos descritos na Bíblia. Em entrevista ao Pleno.News, ele afirmou que o evento não é um sinal definitivo.

– De fato a Bíblia fala de sinais no céu antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. Mas é preciso tomar cuidado com uma associação direta e imediata com alguns fenômenos que nós temos, como se isso fosse determinante em relação à volta de Jesus ou a um elemento escatológico final e definitivo – ponderou Sayão.

Apesar de não descartar a possibilidade dos eventos lunares serem sinais bíblicos, Sayão chama a atenção para as orientações dadas no Novo Testamento.

– Seria muito importante que prestássemos atenção aos elementos colocados pelo Novo Testamento, pelas próprias palavras de Jesus e dos apóstolos, sobre nossas atitudes em relação aos últimos dias. A ideia é que nós devemos ter um tipo de vida marcada por santidade e por uma preocupação com aquilo que é mais importante no que diz respeito a agradar a Deus – defendeu o estudioso.

Para ele, o bom senso deve guiar as teorias sobre o fenômeno.

– São sinais genéricos e não determinantes em relação ao final dos tempos. Ainda que prestemos atenção a esses e a outros sinais, é preciso muito cautela para não ter uma atitude que vá além de uma atenção criteriosa e marcada pelo bom senso – orientou o pastor.

Na contramão dessa corrente teológica, há quem descarte totalmente a possibilidade. De acordo com o pastor e doutor em teologia Israel Belo, os eventos astronômicos não passam de fenômenos da natureza.

– É uma bobagem, não tem qualquer significado espiritual. Tirar qualquer conclusão dele é pura astrologia, sem relação com a Bíblia – declarou o pastor.

Opiniões e teoria à parte, a Superlua Azul de Sangue é a combinação de três eventos astronômicos de uma só vez: a Superlua, a Lua Azul e a Lua de Sangue. A última vez que os fenômenos coincidiram na mesma noite foi há 150 anos. O Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC, sigla em espanhol) informou à agência EFE que os melhores lugares para assistir o evento são a América do Norte, o Oriente Médio, a Ásia, a Rússia Oriental, a Austrália e a Nova Zelândia.


https://pleno.news/fe/entenda-a-importancia-da-lua-de-sangue-para-os-cristaos.html