Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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5 de abril de 2019

O feminismo e a luta dos sexos


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Ao longo dos anos, a mulher tem lutado para ter seu espaço na sociedade. Muitas destas lutas vieram dos movimentos feministas que assumiram diversas bandeiras no correr da história. A primeira expressão de reivindicações surgiu quase que de forma simultânea na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos, entre os séculos XIX e XX, com as “sufragistas”, movimento que defendia o direito de voto das mulheres.


Ainda nesta primeira onda, o feminismo não apresentava um certo antagonismo ao sexo masculino e à sociedade patriarcal, mas sim a luta pelos direitos da mulher, como o direito ao voto, por exemplo. A partir dos anos 70, começa a surgir um feminismo mais radical, com pautas mais filosóficas e ideológicas, onde a identidade de um passa a ser perigo para o outro.

Nesta fase onde o feminismo assume uma relação filosófica e ideológica, tenta-se aniquilar, de vez, as diferenças entre homens e mulheres. Surge daí a ideologia de gênero que propõe a tese de que o sexo feminino e o masculino são uma “construção social”. No topo desta questão está a pensadora Simone de Beauvoir com o livro “O Segundo Sexo”, obra que marca o feminismo radical. O livro começa com estas palavras:
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico, define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino.” 

Nesta perspectiva, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, diz do perigo desta ideologia de gênero que tentou extinguir as diferenças sexuais entre o homem e a mulher:
“Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou, de fato, por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, à equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica” (Carta aos bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo)
Veja o vídeo sobre o feminismo

“O feminismo foi criando na mulher uma autossuficiência, como se ela não precisasse do homem nem para ter filhos; mas nós sabemos que a grande desgraça da autossuficiência é que ela fecha a pessoa para o amor”, diz Emmir Nogueira, formadora geral da Comunidade Shalom

Esta onda do feminismo chegou aos anos 60 e 70 com uma forte bandeira ideológica somada às grandes revoluções sociais. Com a pílula anticoncepcional, a mulher passou a colocar, no rol dos seus direitos, o sexo livre, a independência sobre seu corpo e a exigência do aborto como um direito humano.

Por que o movimento feminista foi assumindo bandeiras ideológicas ao longo dos anos? Para a doutora em ciências biológicas da Universidade de Brasília, Lenise Garcia Teixeira, o movimento feminista teve papel importante na luta dos direitos da mulher na sociedade, mas foi sendo contaminado ideologicamente ao longo de sua história. “As mulheres que valorizam um feminismo mais feminino e a maternidade deveriam ser mais pró ativas, pois, muitas vezes, não participam das conferências de mulheres. Neste vácuo, que estas outras mulheres deixam, é que entram as ideias de um feminismo agressivo que, na verdade, não defende os direitos da mulher”, diz Lenise Garcia.

O feminismo possui, ainda hoje, relevante importância na conquista dos direitos da mulher e na luta contra a discriminação dela. Vemos, por exemplo, a luta contra a violência doméstica e sexual, a luta por melhores condições de trabalho e salários dignos; no entanto, bandeiras ideológicas contra a vida e a família ainda fazem parte da bandeira do movimento.

“Eu penso que, agora, muitas mulheres estão acordando para o fato de que o feminismo deve, cada vez mais, assumir um modelo feminino”, diz a doutora em Ciências Biológicas da Universidade de Brasília.

O problema do movimento feminista foi, em primeira instância, tentar sobrepor a mulher ao homem num antagonismo antropológico e, depois, eliminar as diferenças entre homens e mulheres, promovendo uma “guerra dos sexos”.

Desta forma, nos lembra o Cardeal Joseph Ratzinger:
“Qualquer perspectiva que pretenda se propor como luta dos sexos, não passa de uma ilusão e perigo, pois desembocaria em situações de segregação e de competição entre homens e mulheres, promovendo um solipsismo que se nutre de uma falsa concepção da liberdade.”



https://destrave.cancaonova.com/o-feminismo-e-a-luta-dos-sexos/


4 de março de 2014

Irremediavelmente Patriarcal


Rev. Steve M. Schlissel

É assim que feministas frequentemente descrevem a Bíblia. E estão certas. É totalmente patriarcal, do principio ao fim. Como o amor e o casamento, a Bíblia e o patriarcalismo andam juntos. Qualquer tentativa de abandonar o governo dos homens precisa começar com a renúncia do governo de Deus, isto é, a Santa Bíblia.

As Escrituras são especialmente direcionadas aos homens. Todo cristão atencioso – homem, mulher e criança – sabe muito bem que ao se dirigir aos homens, Deus está se dirigindo a todos. Pois o homem é a cabeça nas diversas esferas pactuais e ao se dirigir aos homens, Deus deixa claro o que ele pensa sobre “linguagem inclusiva”.

Por exemplo, nos Dez Mandamentos, Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”. Ele não precisa repetir este mandamento de forma adaptada para as mulheres. Não que as mulheres sejam imunes da possibilidade de cair nesta tentação, mas porque, tendo falado com o homem, o mandamento se aplica a todos conforme sua posição.

Segundo Deuteronômio 16.16, os homens tinham a obrigação de comparecer três vezes por ano diante do Senhor (apesar das mulheres terem permissão de ir e frequentemente iam: I Sm 1; Lc 2.39). Em Deuteronômio 29, o pacto é estabelecido especialmente com os homens israelitas: “Vós todos estais hoje perante o Senhor vosso Deus: os vossos cabeças, as vossas tribos, os vossos anciãos e os vossos oficiais, a saber, todos os homens de Israel, os vossos pequeninos, as vossas mulheres, etc.” (Dt 29.10-11)

No Novo Testamento, Mateus 14.21 registra o que 5.000 homens foram alimentados (o que deveria ser ao redor de 20.000 no total) e novamente restringe a contagem aos homens em Mateus 15.38 quando fala dos 4.000 foram alimentados.

No Dia de Pentecostes em Atos 2, Pedro é bem explicito (como o grego revela) ao falar dos “homens religiosos”(v. 5), “homens judeus” (v. 14), “homens irmãos” (vs. 29,37). Estevão direcionou seu discurso aos “homens, irmãos, e pais” (7.2) e Paulo fez o mesmo (22.1). Em Romanos 11.4, Paulo significativamente acrescenta a palavra “homens” em sua citação de I Reis 19.18: “Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal”. E quando o Apóstolo João escreveu para as igrejas, ele especifica jovens homens e pais como seus destinatários. Novamente, essa é a linguagem inclusiva da Bíblia.

Sim, as feministas estão certas quando reconhecem que a Bíblia é irremediavelmente patriarcal, pois nela encontramos que os homens são nomeados presbíteros (sem exceção), juízes (com uma exceção interessante), profetas (com poucas exceções), sacerdotes e apóstolos (sem exceções). Além disso, tentar encontrar uma anja se manifestando de forma feminina é procurar em vão.

Evidentemente, isso tudo é extremamente incômodo para aqueles que acham que Deus e Sua Palavra estão fora de sintonia com os próprios desejos. A resposta de professores que gostam de ser chamados de “feministas evangélicos” é encontrar uma maneira hermenêutica ou exegética de negar aquilo que é obvio.

Alguns, por exemplo, tem defendido o que chamam de “hermenêutica escatológica” em oposição a “hermenêutica protológica”. Basicamente, essa invenção vã defende que o Gênesis não estabelece a norma ética para a Igreja e sim o céu, pois lá está nossa cidadania. Sendo assim, ainda que seja possível que Eva tivesse algum papel de subordinação depois da queda (fazer com que feministas reconhecem pelo menos isso já é algo incrível!), nossa ética não flui do passado, mas do futuro. Como no céu não haverá macho ou fêmea (não pergunte sobre os 24 anciões ao redor do trono; simplesmente divirta os inovadores por um momento), nós devemos estar desenvolvendo as implicações desta verdade agora, na igreja e em todas as esferas, apagando distinções de papeis baseadas em sexo. Aparentemente, não passou pela cabeça desses espertalhões que para ser consistente, eles devem, entre outras coisas, pedir que a Igreja promova o fim completo do casamento neste mundo junto com o sexo!

Como Bavinck, Dabney e outros já disseram, somente os radicais permaneceram para a briga final, pois todas as tentativas de meio-termo fracassam por fraqueza. Sendo assim, devemos reconhecer que só existem realmente duas posições dignas de serem seriamente consideradas por um aprendiz: o feminismo consistente e o pactualismo bíblico consistente. E os dois lados reconhecem completamente que não é possível fazer com a Bíblia ensine o que “feministas evangélicos” gostariam que ensinasse.

Já fazem mais de cem anos que Elizabeth Cady Stanton produziu “A Bíblia da Mulher”, na qual ela argumentou que o Judaísmo e o Cristianismo ortodoxo precisavam ser eliminados para que os ideais feministas (como seria chamado depois) pudessem triunfar. Sua intenção não era fazer com que a Bíblia parecesse menos “sexista”. Na opinião dela, isso seria impossível. Em vez disso, ela lutou para abolir a autoridade bíblica completamente, enfatizando o que ela achava que eram absurdos e contradições.

A feminista contemporânea Naomi Goldenberg apresentou as premissas de Stanton à uma nova geração em seu livro, “A Troca dos Deuses”. “Muitas feministas de hoje não estão dispostas a rejeitar a tradição Judaico-Cristã de maneira tão completa. Então eles se voltam para a exegese com o objetivo de preservar os sistemas religiosos do Judaísmo e do Cristianismo. Eles preferem revisão à revolução”. Ela avisa às irmãs de batalha que isso é um empreendimento ilusório. “Jesus Cristo não pode simbolizar a libertação da mulher. Uma cultura que imagina sua divindade mais sublime como um homem, não é capaz de deixar que as mulheres se vejam como iguais aos homens”. Ela insiste que feministas precisam deixar Cristo e a Bíblia para trás.

A filósofa feminista Mary Daley usa uma linguagem mais violenta e fala sobre o Deus castrador. “Eu já sugeri que se Deus é homem então o homem é Deus. O patriarca divino castrará as mulheres enquanto ele tiver permissão para viver no imaginário coletivo”.

Theodore Letis (que já escreveu poderosamente sobre a raiz anticristã do feminismo) apropriadamente acusa comprometedores evangélicos e reformados: “É óbvio que todas as tentativas bem-intencionadas de evangélicos de ofuscar a ideia masculina da Divindade para apaziguar os feministas, longe de convencê-los, faz com que se tornem conspiradores nesta castração cósmica”. A luta por uma linguagem litúrgica “sexualmente neutra” provocou uma revisão em lecionários, saltérios (a Christian Reformed Church alterou o Salmo 1, “Bem-aventurado o homem…”, para “Bem-aventuras são…”), hinários e até traduções bíblicas revisadas.

Deus criou os homens para serem cabeças pactuais. A rejeição do patriarcalismo exige a rejeição da Bíblia e do Deus da Bíblia. Aceitar a Bíblia requer aceitar o patriarcalismo. Não é possível interpretar de qualquer outra maneira.

A má notícia é que o feminismo igualitário ficará pior e isso significa que as coisas irão piorar para mulheres e crianças, pois o patriarcalismo bíblico é a defesa mais segura das mulheres e crianças. A boa notícia é que o feminismo fracassará completamente, pois está fora de sintonia com a Palavra e o mundo de Deus. Você pode correr da verdade, mas não pode se esconder. E quando o juízo vier, montanhas caindo não serão suficientes para escondê-los.

Uma das manifestações cômicas do anti-patriarcalismo é a tendência das mulheres de eliminar o sobrenome do casamento. “Nenhum homem vai me definir!” Mas, ao continuar com o sobrenome original, são simplesmente lembradas de que este foi o nome que a mãe recebeu do pai. E caso alguma feminista consiga fugir disso ao adotar o nome de solteira da mãe, só estarão retrocedendo uma geração, até a avó materna. Se continuarem irritadas, terão que retroceder até Eva para conseguir um nome que não veio de um papai. Mas, ainda assim, Eva recebeu seu nome de Adão (Gn 3.20).

Não há escapatória. Revolução não é fácil, não é mesmo? Mas, se submeter a Jeová é vida e paz. Garça à Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém. 


Tradução: Frank Brito
Fonte: Faith For All Life