Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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10 de julho de 2020

Significado dos Gafanhotos em Apocalipse 9


Apocalipse 9.1-21 - O 7° Selo - parte 2 - Semeando Vida


Uma das figuras mais tenebrosas do livro de Apocalipse é aquela descrita no capítulo 9. O apóstolo João vê criaturas e, dentre elas, gafanhotos. Levando-se em conta o alto grau de símbolos usados no livro de Apocalipse, passaremos a seguir a uma consideração sobre o provável significado dos gafanhotos descritos na visão.

I. Descrição e Significado

Fora da vasta e sinuosa nuvem de fumaça que escureceu o céu e causou pânico entre os habitantes da terra, João viu um novo terror emergir. Demônios vis, assumindo uma forma visível parecida com gafanhotos, saíam do abismo para assolar a terra. O poder destrutivo dos gafanhotos é notado em várias passagens do Antigo Testamento (Deuteronômio 28:38; 2 Crônicas 7:13; Sl 105: 34; Joel 2:25; Naum 3:15); enxames de gafanhotos consomem toda a vegetação em seu caminho. A cena é uma reminiscência da praga de gafanhotos no Egito (Êx. 10:4-5, 12-20), e da descrição da praga de gafanhotos em Joel 1:1–7; 2:1-5, mas muito pior. A imagem da fumaça é uma representação adequada de uma praga de gafanhotos, uma vez que milhões de insetos semelhantes a gafanhotos pululam tão densamente que podem escurecer o céu e apagar o sol, transformando o dia em noite. Enxames de gafanhotos podem ser inimaginavelmente enormes (cf. Sl 105:34). Um enxame sobre o Mar Vermelho em 1889 foi relatado ter coberto 2.000 milhas quadradas. A destruição que eles podem causar às plantações e outras vegetações é desconcertante (cf. 2 Crônicas 7:13). John Phillips escreve:
A pior praga dos gafanhotos nos tempos modernos atingiu o Oriente Médio em 1951-52, quando no Irã, Iraque, Jordânia e Arábia Saudita, cada coisa verde e crescente foi devorada em centenas de milhares de quilômetros quadrados. Os gafanhotos comem grãos, folhas e caules, até o solo nu. Quando um enxame surge e voa em seu caminho, o campo verde fica deserto; a esterilidade e a desolação se estendem até onde os olhos podem ver. (Explorando Apocalipse, pp. 125–26)
Mas estes não eram gafanhotos comuns, mas demônios que, como gafanhotos, trazem um enxame de destruição. Descrevê-los na forma de gafanhotos simboliza seus números incontáveis e enormes capacidades destrutivas. O fato de que três vezes na passagem (vv. 3, 5, 10) seu poder de infligir dor é comparado ao de escorpiões indica que eles não são gafanhotos verdadeiros, já que os gafanhotos não têm cauda ardente como os escorpiões. Os escorpiões são uma espécie de aracnídeo, habitando regiões quentes e secas, e tendo uma cauda ereta inclinada com um ferrão venenoso. As picadas de muitas espécies de escorpiões são terrivelmente dolorosas e cerca de duas dúzias de espécies são capazes de matar humanos. Os sintomas de uma picada de uma das espécies mortais incluem convulsões severas e paralisia, assemelham-se aos de indivíduos possuídos por demônios (cf. Marcos 1:23-27; 9:20, 26). Combinando na descrição dos demônios, tanto os gafanhotos quanto os escorpiões enfatizam a letalidade da invasão demoníaca. Mas a dor devastadora infligida por esses demônios será muito pior do que a dos escorpiões reais. Neste julgamento Deus coloca os demônios em contato direto com as pessoas impenitentes com as quais eles passarão para sempre no lago de fogo. O fato de que essas criaturas parecidas com gafanhotos e escorpiões saem da cova e que seu líder é o “anjo do abismo” (9:11) indica que os demônios devem estar em vista nesta cena. Os demônios também são retratados como criaturas do reino animal em 16:13, onde aparecem como rãs. Infelizmente, mesmo a experiência terrível desta infestação de demônios não fará muitos se arrependerem (cf. 9: 20-21).

Limitações estritas foram colocadas nas atividades desse hospedeiro demoníaco. Esse julgamento, ao contrário dos primeiros quatro julgamentos de trombeta, não está no mundo físico. De fato, eles foram informados (provavelmente por Deus, que deu ao anjo a chave do poço em 9:1, e que controla tudo para os Seus propósitos) que havia limites. Deus proibiu aos gafanhotos de ferir a erva da terra, nem qualquer coisa verde, nem árvore alguma (cf. 8:7). Isso novamente mostra que eles não eram insetos reais, já que os gafanhotos reais devoram a vida das plantas. A referência à grama da terra sugere que algum tempo se passou desde que o julgamento da primeira trombeta chamuscou toda a grama que havia na época (8:7). A grama danificada cresceu novamente e deve permanecer intocada nesta praga, indicando que já se passou tempo suficiente para uma recuperação parcial do ambiente da Terra.

O negócio dos demônios não é com a vegetação, mas apenas com os homens - nem todas as pessoas, mas somente aqueles que não têm o selo de Deus em suas testas. Os crentes serão preservados, assim como Deus protegeu Israel dos efeitos das pragas egípcias (Êx. 8:22ss; 9:4 e segs.; 10:23). Aqueles que têm o selo de Deus incluem não somente os 144.000 evangelistas judeus (7:3-4; 14:1), mas também o restante dos redimidos (cf. 22: 4; 2Tm 2:19). Este selo os marca pessoalmente como pertencentes a Deus e, como tais, protegidos das forças do inferno. Jesus prometeu aos membros fiéis da igreja de Filadélfia: “Aquele que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e ele não mais sairá dele; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e do meu nome novo” (3:12).

Ezequiel 9:4–6 ilustra a verdade de que Deus protege Seu povo no meio do julgamento. Deus mandou um anjo passar por Jerusalém e colocar uma marca nos redimidos. Aqueles que não possuíam essa marca estavam sujeitos à morte quando a cidade caiu para os babilônios.

Disse-lhe o Senhor: “Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com a fronte dos homens que suspiram e gemem sobre todas as abominações que se cometem no meio deles”. Ele disse em meu ouvido: “Atravesse a cidade atrás dele e ataque; não deixe seu olho ter pena e não poupe. Mate homens velhos, moças, donzelas, filhinhos e mulheres, mas não toque em homem algum em quem está a marca; e começarás do meu santuário”. Então começaram com os anciãos que estavam diante do templo.

Até mesmo o que os demônios podem fazer com os não regenerados é limitado. Embora Satanás tenha o poder da morte (Hb 2:14), seu exercício está sujeito à vontade e ao poder soberano de Deus, de modo que esses demônios não tiveram permissão para matar ninguém. Depois de milênios de cativeiro, os demônios vis, sem dúvida, queriam dar vazão a todo o seu mal reprimido abatendo as pessoas. Certamente Satanás iria querer matar todos os não regenerados para impedi-los de se arrependerem. Mas Deus, em Sua misericórdia, vai atormentar as pessoas por cinco meses (o período normal de vida dos gafanhotos, geralmente de maio a setembro), durante o qual eles não podem morrer, mas terão a oportunidade de se arrepender e abraçar o evangelho. “Tormento” descreve punição em Apocalipse (11:10; 14:10-11; 18:7, 10, 15; 20:10; a única exceção é 12:2; “dor” é a mesma palavra grega traduzida em outros lugares “tormento”). Esse período de cinco meses será um dos intensos sofrimentos espirituais e físicos infligidos aos incrédulos pelo julgamento de Deus através da horda demoníaca. Esse julgamento temeroso é comparado ao tormento infligido por um escorpião quando pica um homem. Os incrédulos também ouvirão a mensagem de salvação em Jesus Cristo pregada pelos 144.000 evangelistas judeus, as duas testemunhas e outros crentes. Os cinco meses serão para muitas pessoas a última oportunidade de se arrependerem e acreditarem, antes de morrerem ou ficarem permanentemente endurecidos em sua incredulidade (9:20-21; 16:9, 11).

Tão intenso será o tormento infligido aos incrédulos que naqueles dias (os cinco meses do v. 5) os homens procurarão a morte e não a encontrarão; eles anseiam por morrer e a morte foge deles. Toda esperança se foi; não haverá amanhã. A terra que as pessoas amaram e adoraram terá sido totalmente devastada, a terra devastada por terremotos, incêndios e vulcões, o mar repleto de corpos de bilhões de criaturas mortas, grande parte do suprimento de água fresca se transformou em veneno amargo, a atmosfera poluída com gases e chuvas de detritos celestes. Então, o pior de tudo, virá a fumaça do poço do inferno quando os demônios forem liberados para atormentar espiritual e fisicamente pessoas más. O sonho de uma utopia mundial sob a liderança do Anticristo (a besta de 13:1 e segs.) terá morrido. Enlouquecidas pela imundície e vileza da infestação de demônios, as pessoas buscarão alívio na morte - apenas para descobrir que a morte tirou férias. Não haverá escapatória da agonia infligida pelos demônios, nem escape do julgamento divino. Todas as tentativas de suicídio, seja por tiros, venenos, afogamentos ou saltos de prédios, fracassarão.

II. Aparência e Ações

Tendo delineado a devastação que os gafanhotos (demônios) causarão, João faz uma descrição mais detalhada de sua aparência na visão descrita nos versículos 7 ao 10. Eles são descritos como gafanhotos porque eles trazem julgamento rápido, devastador e devastador de Deus (cf. Êxodo 10:4–5, 12–15; Deuteronômio 28:38; 1 Reis 8:37; 2 Crônicas 7:13; Sal 78:46; 105:34; Joel 2:1ss; Amós 7:1), mas suas características exageradas e aterrorizantes revelam que elas são diferentes de qualquer gafanhoto, escorpião ou qualquer outra criatura jamais vista na Terra. João só pode dar uma ideia de como era esse formidável exército espiritual, como o uso repetido dos termos (usado dez vezes nesta passagem) parecia indicar. Para descrever a horda demoníaca sobrenatural e desconhecida, João escolhe analogias naturais e familiares.

A aparência geral dos gafanhotos era como cavalos preparados para a batalha. Eles eram belicosos, poderosos e desafiadores, como cavalos lutando contra o inimigo e agitando o chão na ânsia de avançar em sua missão de morte. Joel 2:4–5 descreve uma praga de gafanhotos em termos semelhantes. Em suas cabeças, João viu o que pareciam ser coroas de ouro. As coroas que usavam são chamadas stephanoi, as coroas dos vencedores, indicando que o hospedeiro do demônio será invencível, imparável e conquistador. Os homens não terão armas que possam prejudicá-los e nenhuma cura para o terrível tormento que eles infligem. Que seus rostos eram como os rostos dos homens indica que eles são seres inteligentes e racionais, não insetos reais. Embora Jeremias 51:27 descreva que os gafanhotos têm cerdas como cabelos, a descrição de seus cabelos como sendo o cabelo das mulheres mais provavelmente enfatiza sua sedução. A glória ou beleza de uma mulher é o cabelo dela, que ela pode decorar para se tornar mais atraente. Como as sereias da mitologia grega, esses demônios parecidos com gafanhotos atrairão as pessoas para o seu fim. Tendo dentes como os dentes dos leões (cf. Joel 1:6), eles serão muito mais ferozes, poderosos e mortais do que os leões, rasgando e destruindo suas vítimas. As placas de ferro, projetadas para proteger os órgãos vitais e preservar a vida do soldado, simbolizam aqui a invulnerabilidade da horda demoníaca; eles serão impossíveis de resistir ou destruir. Em uma outra metáfora extraída do campo de batalha, João, como o profeta Joel (Joel 2:4-5), compara o som de suas asas a um exército em movimento, observando que era como o som de carros de muitos cavalos correndo para batalha. Não haverá como escapar do massivo ataque mundial; nenhum lugar para correr ou se esconder. A tríplice comparação entre os demônios e os escorpiões (vv. 3, 5) enfatiza que sua única missão é ferir os homens. A natureza deste tormento demoníaco em grande escala que leva as pessoas a buscar a morte e não encontrá-la, perseguir a morte e não capturá-la, não é descrita. No entanto, uma olhada em algumas ilustrações bíblicas do tormento demoníaco oferece algumas boas percepções. Os maníacos de Gadara eram tão atormentados por demônios que eram insanos, vivendo em túmulos (Mt 8:28). Na Galileia, Jesus encontrou demônios atormentados (Mt 4:23-24). O servo de um centurião foi atormentado com paralisia (Mt 8:6). Um menino possuído por demônios continuava jogando-se em fogo e água em atos de autodestruição (Marcos 9:20-22). Tais são os tormentos espirituais e físicos que os demônios podem infligir. Por cinco meses eles farão isso para um mundo inteiro de pecadores ímpios. A reiteração de que os demônios terão permissão para atormentar as pessoas por um tempo limitado enfatiza o poder soberano de Deus sobre a duração de seu ataque. Por fim, Ele os retornará ao abismo com seu mestre maligno (20:1–3) e os enviará ao lago de fogo (20:10).



Bibliografia
MacArthur, J. (1999). Revelation 1-11 (p. 259). Chicago: Moody Press.
The Pulpit Commentary: Revelation. 2004 (H. D. M. Spence-Jones, Ed.) (p. 263). Bellingham, WA: Logos Research Systems, Inc.
Vine, W. E., Unger, M. F., & White, W. (p. 1996). Vine’s complete expository dictionary of Old and New Testament words (vol. 2, p. 375). Nashville: T. Nelson.
Fogle, L. W. (1981). Revelation explained (p. 194). Plainfield, N.J.: Distributed by Logos International.
The Revelation of John: Volume 2. 2000, c1976 (W. Barclay, lecturer in the University of Glasgow, Ed.). The Daily study Bible series, Rev. ed. (p. 46). Philadelphia: The Westminster Press.


5 de julho de 2020

Um dia tudo será abalado?


Armagedon by atonica on DeviantArt


É verdade que o coronavírus está causando transtornos em todo o mundo. Mas este é um mero tremor comparado ao que está por vir. Um dia a terra inteira será abalada.

É verdade que o coronavírus está causando transtornos em todo o mundo. Países inteiros estão sendo colocados em quarentena. Eventos esportivos maciços estão sendo cancelados. As escolas estão sendo fechadas. Os mercados de ações estão entrando em colapso. Mas este é um mero tremor comparado ao que está por vir. Um dia a terra inteira será abalada.

Como o autor de Hebreus nos diz, o Senhor “nos prometeu, dizendo: ‘Mais uma vez abalarei não apenas a terra, mas também o céu.’ E esta afirmação, ‘Mais uma vez’ significa a remoção daquelas coisas que podem ser abaladas, coisas que são criadas, de modo que somente aquelas que não podem ser abaladas permanecerão” (Heb. 12: 26-27).

Tudo será abalado nesse dia.

Foi assim que Jesus a descreveu: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, com perplexidade, o mar e as ondas rugindo; homens desmaiando de medo e expectativa do que está por vir na terra habitada. Pois os poderes do céu serão abalados" (Lucas 21: 25-26).

Ou, na linguagem vívida do livro do Apocalipse: “Então os reis da terra e os grandes homens e os homens ricos e os oficiais comandantes e os fortes e todos, escravos e livres, se esconderam nas cavernas e nas rochas Eles disseram às montanhas e às rochas: “Caia sobre nós e nos esconda da face dAquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro, pois chegou o grande dia da sua ira. Quem é capaz de resistir a isso?” (Apocalipse 6: 15-17)

Você consegue imaginar uma cena como essa?

Muito poucos querem falar sobre o julgamento de Deus hoje, mesmo dentro da igreja.

Os pregadores escolhem evitá-lo, e os congregantes os animam. “Dê-nos coisas doces! Dê-nos coisas felizes! Conte-nos boas histórias. Faça-nos sorrir! Não queremos ouvir sobre julgamento. Isso faz com que Deus pareça mesquinho.”

Pelo contrário, isso faz Deus parecer justo. Ele julgará a injustiça. Ele punirá os ímpios. Ele trará retribuição.

Boas notícias para os justos e piedosos. Como o salmista disse: “Toda a criação se regozije perante o Senhor, porque ele vem, ele vem julgar a terra. Ele julgará o mundo em retidão e os povos em sua fidelidade” (Sl. 96:13).

Julgar os iníquos também significa salvação para os justos.

O livro de Apocalipse também fala do derramamento de sete bacias de ira divina na terra, resultando em julgamentos horríveis sobre aqueles que se recusam a se arrepender (ver Ap 16).
  • Não haverá vacinas ou curas nesse dia.
  • Não haverá intervenção do governo federal.
  • Não haverá outra maneira de escapar – a não ser correr ao Senhor por misericórdia e refugiar-se sob Suas asas.
  • O julgamento certamente está chegando!
Isaías colocou assim (leia isso devagar e em oração): “Veja, o Senhor destruirá a terra e a devastará; ele arruinará sua face e espalhará seus habitantes – será o mesmo para o sacerdote e para as pessoas para o senhor como para o seu servo, para a senhora como para o seu servo, para o vendedor como para o comprador, para o devedor como para o credor, para o devedor e para o credor. A terra será completamente assolada e totalmente pilhada. A terra seca e murcha, o mundo definha e os céus definham com a terra. A terra é contaminada por seu povo; eles desobedeceram às leis, violaram os estatutos e quebraram a aliança eterna. Portanto, uma maldição consome a terra; seu povo deve suportar sua culpa. Portanto, os habitantes da terra são queimados e muito poucos são deixados” (Isa. 24: 1–6).

Mesmo que entendamos que os profetas às vezes falavam em linguagem hiperbólica, o significado geral dessas palavras é inegável: um dia, um julgamento severo cairá em um planeta culpado.


No entanto, mesmo no meio dessa descrição aterrorizante, há palavras de esperança para o povo de Deus. De fato, há um convite divino para se refugiar Nele: “Venha, meu povo, entre em seus aposentos e feche suas portas atrás de você; esconda-se um pouco até que a indignação termine. Pois o Senhor sai de Seu lugar punir os habitantes da terra por sua iniqüidade; a terra também divulgará seu derramamento de sangue e não mais cobrirá seus mortos" (Isaías 26: 20–21, MEV).

Como provérbios declara: “O nome do Senhor é uma torre forte; os justos a atingem e são seguros” (Pv 18:10). E como o Salmo 91 declara, há um lugar de proteção, um esconderijo, em Deus Altíssimo.

Por isso Jesus disse isso a Seus seguidores, imediatamente após advertir sobre o julgamento que viria à Terra: “Quando essas coisas começarem a acontecer, levante-se e levante a cabeça, porque sua redenção está se aproximando” (Lucas 21). : 28). A vinda do Senhor está próxima.


E é por isso que a própria passagem de Hebreus citada no começo deste artigo termina com o seguinte: “Portanto, como estamos recebendo um reino que não pode ser abalado, devemos ser gratos e adorar a Deus de maneira aceitável com temor e reverência, porque nosso Deus é um fogo consumidor”. (Heb. 12: 28–29)

O mundo inteiro será abalado, mas o reino de Deus – e o povo de Deus – não serão abalados.

Como o salmista declarou: “Deus é nosso refúgio e força, uma ajuda sempre presente na angústia. Portanto, não teremos medo, ainda que a terra ceda e as montanhas caiam no coração do mar, embora suas águas rugam e espumem as montanhas tremem com as ondas. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o lugar sagrado onde habita o Altíssimo. Deus está dentro dela, ela não cairá; Deus a ajudará ao raiar do dia" (Sl 46: 1–5, NVI).

E isto: “Certamente os justos nunca serão abalados; serão lembrados para sempre. Eles não terão medo de más notícias; seus corações são firmes, confiando no SENHOR. Seus corações estão seguros, não terão medo; no fim, eles olharão triunfantes para seus inimigos" (Sal. 112: 6–8).

É verdade que o coronavírus levou muitas vidas até agora, e toda vida é preciosa. E é verdade que muitas outras vidas poderiam ser perdidas, junto com o sofrimento real de centenas de milhões devido a crises econômicas.

Mas este é apenas um pequeno sinal no radar comparado ao que está por vir.

Agora seria um bom momento para nós, como povo santo de Deus, aprender a confiar nEle no meio da crise, colocando profundamente nossas raízes espirituais.

Agora seria um bom momento para perceber que toda a vida é transitória e que, na melhor das hipóteses, estamos apenas passando por este mundo.

Agora seria um bom momento para se apossar da beleza da cruz e do dom da vida eterna.

E agora seria um bom momento para ser usado como agentes de misericórdia e esperança para um mundo ferido. Em Jesus, temos tudo o que precisaremos. E Nele, nunca seremos abalados.


https://portalpadom.com.br/um-dia-tudo-sera-abalado-%ef%bb%bf/?


4 de julho de 2020

Quais os significados do gafanhoto na Bíblia?





(1) O primeiro significado de gafanhoto na Bíblia é aquele mais básico que a maioria das pessoas conhece bem: aquele pequeno animal, um inseto que costuma andar em bandos, muito conhecidos por nuvens de gafanhotos. São conhecidos pela sua apetite voraz, capazes de destruir plantações inteiras em pouco tempo. Esse inseto é citado na Bíblia, por exemplo, em uma das pragas enviadas por Deus contra o Egito, vejamos: “Do contrário, se recusares deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos ao teu território” (Êxodo 10:4).

(2) Ainda falando do inseto, algumas espécies de gafanhoto eram usadas para alimentação. Por exemplo, João Batista os comia: “Usava João vestes de pelos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre” (Mateus 3:4). A lei de Moisés pontuava claramente os tipos de insetos que eles podiam comer e os gafanhotos de vários tipos eram liberados para alimentação: “Deles, comereis estes: a locusta, segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador, segundo a sua espécie, o grilo, segundo a sua espécie, e o gafanhoto, segundo a sua espécie” (Levítico 11:22).

(3) Os gafanhotos também eram usados no sentido figurado (negativo) em alguns textos bíblicos. Em Números 13:33 eles são usados em um sentido de inferioridade, por serem pequenos insetos, trazendo a ideia de que o povo de Israel (via a si mesmo) diante dos gigantes da terra de Canaã como nada, inferiores, fracos: “Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos”.

(4) Um outro sentido figurado (agora positivo) muito usado é aquele sobre a quantidade e força dos gafanhotos quando eles ferozmente vinham em nuvens destruidoras de plantações. Nesse sentido, o gafanhoto é citado na Bíblia como figura de exércitos poderosos. Veja esta comparação dos exércitos midianitas com gafanhotos: “Pois subiam com os seus gados e tendas e vinham como gafanhotos, em tanta multidão, que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra para a destruir” (Juízes 6:5).

(5) Os gafanhotos são citados em provérbios (de forma positiva) como pequenos animais que, por sua forma de voar em nuvens organizadas, o que confere muita força a eles, são um exemplo de sabedoria para nós humanos sobre cooperação individual e ordem: “os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos” (Provérbios 30:27).

(6) Por fim, os gafanhotos também são citados na Bíblia como símbolo do juízo divino em diversas ocasiões, usados por Deus para trazer destruição (às vezes o próprio animal e às vezes o animal sendo símbolo de algum juízo grave que Deus derramaria). Veja essa citação em Joel:1:4, que diz: “O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor”. Aqui temos a ideia de uma destruição completa realizada pelo Senhor!

(7) Agora destaco aqui uma citação (figurada) do gafanhoto sobre o juízo de Deus nos últimos tempos, quando grande destruição será causada por seres destruidores que são comparados com gafanhotos: “Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte” (Apocalipse 9:3-4). Conforme podemos observar, esses destruidores aqui comparados a gafanhotos, trariam danos tão somente a quem não fosse de Deus, sobre os que não têm o selo de Deus!

(8) Por fim, quero finalizar esse estudo dizendo que desordens naturais são citadas na Bíblia como sinais que ocorreriam nos finais dos tempos! Estamos vivendo esses sinais? Com certeza sim! Isso quer dizer que o mundo vai acabar logo? Ninguém sabe! O tempo de Deus é diferente do nosso, por isso, todos os sinais que estão ocorrendo devem servir para que as pessoas percebam que aquilo que Deus prometeu irá se cumprir. Não deve (para o servo de Deus) ser motivo de medo, de temor, de pânico, mas de fortalecimento da fé e motivo para se empenhar cada vez mais em propagar o evangelho, pois o Senhor está voltando!


https://www.esbocandoideias.com/2020/06/significados-dos-gafanhotos-na-biblia.html?


21 de maio de 2020

Os Sinais de Deus





Thomas C. Simcox


Sinais são importantes para mim porque viajo muito e eles me apontam a direção certa a seguir. Os sinais bíblicos são um pouco diferentes. Embora nos apontem para a direção correta, eles são sobrenaturais – dados por Deus para substanciar, confirmar e identificar Sua mensagem e Seu mensageiro.

A palavra “sinal” aparece mais de 100 vezes na Bíblia. Sempre que vejo um arco-íris no céu, lembro-me da promessa de Deus de que Ele nunca mais destruiria a Terra com um dilúvio:
Disse Deus: Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações:?porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra” (Gn 9.12-13).

Um dos mais conhecidos relatos sobre sinais bíblicos envolve Moisés e o êxodo do povo judeu do Egito. Disse o Senhor a Moisés: “Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte” (Êx 3.12).

Então Moisés jogou seu cajado de pastor ao chão e ele se tornou em uma serpente. Quando Moisés pegou a cobra pela cauda, ela se tornou em um cajado (Êx 4.3-4). Ele deveria realizar esse sinal diante dos israelitas “para que creiam que te apareceu o Senhor, Deus de seus pais...” (v.5).

Para convencer Faraó a deixar Seu povo ir embora, o Senhor derramou dez pragas sobre os egípcios. Estes foram sinais sobrenaturais que autenticaram a Moisés diante dos olhos de todos no Egito. Antes de sua morte, Moisés disse aos israelitas:
Por acaso, alguma vez, um deus “intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo, com provas, e com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão poderosa, e com braço estendido, e com grandes espantos, segundo tudo quanto o Senhor, vosso Deus, vos fez no Egito, aos vossos olhos [?]” (Dt 4.34). “Aos nossos olhos fez o Senhor sinais e maravilhas, grandes e terríveis...” (Dt 6.22). “e o Senhor nos tirou do Egito com poderosa mão, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres” (Dt 26.8).

Os sinais bíblicos são sempre sobrenaturais e não podem ser duplicados através do esforço humano. Quando os israelitas estavam conquistando Canaã, Deus fez o Sol parar no vale de Aijalom e lutou por eles (Js 10.12-14).

Quando o perverso rei Acaz achou que estava em perigo de perder o reino davídico de Judá para Resin (rei da Síria) e para Peca (rei do Reino do Norte, ou do Reino de Israel), Deus enviou-lhe o profeta Isaías para encorajá-lo através de um sinal: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14).

O cumprimento final desse sinal ocorreu quando Jesus, o Messias, nasceu de uma virgem judia. Seu nascimento sobrenatural garantiu que o reino davídico continuaria para sempre. Mensageiros angelicais alertaram os pastores nos campos: “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (Lc 2.11-12).

Certamente hoje muitas pessoas estão procurando sinais do retorno do Senhor. Antes desse acontecimento, porém, Ele virá nos ares para arrebatar a Sua Igreja (1Ts 4.16-17). Em Sua Segunda Vinda, contudo, Ele virá à Terra. Seus pés pisarão o Monte das Oliveiras, que se fenderá em duas partes (Zc 14.4).

O Arrebatamento não é precedido por sinais. Mas a Segunda Vinda será precedida por muitos sinais, que autenticarão o acontecimento como algo vindo de Deus. O próprio Jesus explicou quais serão os sinais quando Seus discípulos Lhe perguntaram: “Quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?” (Mt 24.3).

Ele lhes respondeu:
• “Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; (...) se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares, (...) sereis atribulados, e vos matarão” (Mt 24.6-9).
• Vocês verão “o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo [o Templo]” (v. 15).
• “O sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (v.29).
• “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos (...) se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (v.30).

Os sinais bíblicos foram projetados para autenticar a mensagem de Deus e Seu mensageiro. Eles são sobrenaturais, não são ambíguos nas Escrituras e nos apontam para a direção do verdadeiro Deus vivo. 


(Thomas C. Simcox — Israel My Glory — Chamada.com.br)
Thomas C. Simcox é coordenador de treinamento de ministérios eclesiásticos e professor de Bíblia de The Friends of Israel.

https://www.chamada.com.br/mensagens/sinais_de_deus.html

 

14 de maio de 2020

A Verdade Sobre o Templo dos Últimos Dias





Thomas Ice e Timothy Demy



O Que é o Templo dos Últimos Dias?

Em 1989, a revista Time publicou um artigo intitulado "Tempo para um Novo Templo?" em que relatava o desejo crescente de muitos judeus devotos de verem um novo templo construído no Monte do Templo em Jerusalém. O correspondente começou escrevendo:
"Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressa um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.[1]
Nos anos que se seguiram a esse artigo, nada diminuiu o desejo de reconstruir o templo. Na verdade, a expectativa e os preparativos continuam a crescer. O apoio do público israelense para a reconstrução do templo, antes fraco, está aumentando gradativamente. A tensão no Oriente Médio continua alta e os problemas religiosos e políticos da região continuam nas manchetes em todo o mundo. Mas, mesmo nestes tempos turbulentos, os ativistas do Movimento do Templo continuam a intensificar seus esforços.

Os esforços da política, da diplomacia, da religião e da cultura convergem todos para o Monte do Templo – provavelmente o terreno mais disputado da terra. Uma das tensões mais importantes entre judeus e muçulmanos é a de que uma mesquita muçulmana, o Domo da Rocha, foi construída no local do templo em Jerusalém. O ativismo em torno do templo tem provocado preocupação e conflito internacional e continua sendo um pavio curto que pode detonar a próxima guerra mundial. Não existem soluções fáceis ou simples nesse complexo drama internacional e há muita retórica.

O líder dos Fiéis do Monte do Templo, Dr. Gershon Salomon, que é um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma:
Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio.[2]
Afirmações tais como essa estão carregadas de emoção e são defendidas com convicção. Qualquer atividade relativa ao Monte do Templo certamente criará o caos e trará reprovação de uma ou mais entidades religiosas ou políticas envolvidas.

No entanto, o sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.

Quais são os planos e os preparativos para o próximo templo de Israel?

Muitos planos estão sendo feitos para a reconstrução do templo,[3] e vários grupos diferentes em Israel estão se preparando para isso. Algumas das organizações e atividades incluem:
Os Fiéis do Monte do Templo, liderados por Gershon Salomon, que usam medidas ativistas para tentar motivar seus compatriotas a reconstruirem o templo. Uma dessas medidas foi sua tentativa periódica de colocar uma pedra angular de 4 toneladas e meia no Monte do Templo. O ativista Gershon Salomon demonstra sua determinação quando diz:
No dia certo – creio que em breve – essa pedra será colocada no Monte do Templo, trabalhada e polida... e será a primeira pedra para o terceiro templo. Agora mesmo essa pedra não está longe do Monte do Templo, bem perto das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém, perto da Porta de Shechem... e dessa pedra se pode ver o Monte do Templo. Mas o dia está próximo em que essa pedra estará no lugar certo – pode ser hoje... ou amanhã, estamos bem perto da hora certa.[4]
Outra ação que eles instituíram foi o sacrifício de animais.
O Instituto do Templo, liderado por Israel Ariel, que já fez quase todos os 102 utensílios necessários para a adoração no templo conforme os padrões bíblicos e rabínicos. Eles estão em exposição para turistas no centro turístico do Instituto do Templo na Cidade Velha em Jerusalém.

O Ateret Cohanim fundou uma yeshiva (escola religiosa) para a educação e o treinamento dos sacerdotes do templo. Sua tarefa é pesquisar regulamentos, reunir levitas qualificados e treiná-los para um sacerdócio futuro.

Muitas yeshivas surgiram em Jerusalém para fazer preparativos para a eventualidade de culto no templo reconstruído e funcional. Estão fazendo roupas, harpas, plantas arquitetônicas geradas em computador. Alguns rabinos estão decidindo quais inovações modernas podem ser adotadas num templo novo. Além disso, eles estão fazendo esforços para ter animais kosher (puros) para sacrifício, inclusive novilhas vermelhas. E algumas pessoas continuam a orar no Monte do Templo para ajudarem a preparar o caminho.

Muitos outros preparativos estão em andamento para a volta de Israel a todos os aspectos da adoração no templo.

Qual é a importância do templo da Tribulação?

O templo da Tribulação é importante porque é o templo que muitos judeus em Israel estão tentando reconstruir no presente. Saber o que a Bíblia ensina sobre os templos do passado, presente e futuro dá aos crentes a base necessária para ver o terceiro templo do ponto de vista de Deus. Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do Anticristo.

O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está agindo. 


(Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)


Notas
  1. Richard N. Ostling, "Time for a New Temple?" ("Tempo para um Novo Templo?") Revista Time, 16 de outubro de 1989.
  2. Gershon Salomon citado em Patti Lalonde, "Building the Third Temple" ("Construindo o Terceiro Templo"), This Week in Bible Prophecy Magazine, abril de 1995, p. 22.
  3. Para detalhes documentados de preparativos atuais para reconstruir o templo veja Ice e Price, Ready to Rebuild.
  4. Randall Price, entrevista gravada com Gershon Salomon, 24 de junho de 1991.
Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center (Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas) e professor de Teologia na Liberty University. Ele é Th.M. pelo Seminário Teológico de Dallas e Ph.D. pelo Seminário Teológico Tyndale. Editor da Bíblia de Estudo Profética e autor de aproximadamente 30 livros, Thomas Ice é também um renomado conferencista. Ele e sua esposa Janice vivem com os três filhos em Lynchburg, Virginia (EUA).


14 de abril de 2020

A Preparação Para o Terceiro Templo

 


Jimmy De Young


O Arrebatamento da Igreja é o próximo evento importante na cronologia de Deus relacionada às atividades proféticas. Já não há mais profecias a serem cumpridas antes que ocorra o Arrebatamento. Ele é iminente, isto é, pode acontecer a qualquer momento. Na verdade, não existe nada, a não ser a graça longânima e a misericórdia de Deus, que possa impedi-lo de ocorrer imediatamente.

No entanto, embora não existam sinais para o Arrebatamento, há pelo menos um importante indicador de que ele está próximo, às portas. Esse indicador é a situação em que se encontram os preparativos para o próximo Templo Judeu a ser construído no monte do Templo, em Jerusalém.

O rabino Nachman Kahane, um rabino líder em Jerusalém, nascido em 1937, crê que um Templo será construído no monte do Templo enquanto ele ainda estiver vivo; e ele diz que tudo está pronto para que o Templo seja construído ainda hoje.

O mundo conheceu apenas dois Templos Judeus: o Primeiro, construído no monte do Templo pelo rei Salomão, durou 390 anos, antes que os babilônios o destruíssem no ano 586 a.C. O Segundo, construído depois do Cativeiro na Babilônia, no mesmo local (Ed 2.68; Ed 6.7), permaneceu durante 585 anos, antes de ser destruído pelos romanos no ano 70 d.C. O cenário dos tempos do fim na Palavra Profética de Deus anuncia que haverá um Templo Judeu quando o Anticristo reinar sobre o mundo.

O rabino Kahane treinou todos aqueles que estão na liderança desse esforço para a reconstrução; e foram seus alunos que deram início ao Instituto do Templo, em 1987, no bairro judeu na Cidade Velha de Jerusalém. O Instituto tem treinado homens para o serviço no Templo e acumulado todos os implementos necessários para o Templo, inclusive a mesa da proposição, o altar do incenso, e a menorá de ouro. A menorá, atualmente em exposição em frente à praça do Muro Ocidental em Jerusalém, é recoberta com aproximadamente 45 quilos de puro ouro e seu valor é de cerca de 2 milhões de dólares americanos.

Muitos acham que a menorá original, um candelabro com sete hastes, foi levada para Roma depois que o Segundo Templo foi destruído, porque um alto-relevo no Arco de Tito em Roma parece retratar exatamente isso. A menorá original pode ainda estar em Roma. O Instituto do Templo a reconstruiu meticulosamente.

Além disso, o Instituto do Templo também crê saber a localização da Arca da Aliança, que foi vista pela última vez no Templo de Salomão. Dois rabinos e um ativista judeu, todos trabalhando em atividades da reconstrução do Terceiro Templo, dizem já ter estado no local.

Outras atividades

O?rabino Yehuda Glick, presidente da Temple Mount Heritage Foundation (Fundação da Herança do Monte do Templo), guia excursões de judeus ao monte do Templo para aumentar a familiaridade com este que é o mais sagrado de todos os sítios judeus, antes que o próximo Templo seja construído. Há alguns anos, ele levou a uma excursão educativa um grupo de 10 soldados pára-quedistas das Forças de Defesa de Israel (FDI). Este foi um marco, por se tratar da primeira vez que tropas da FDI uniformizadas estiveram no monte do Templo em uma década.

Os pára-quedistas, disse o rabino Glick, têm um “relacionamento especial” com o monte do Templo. Eles tomaram aquela elevação para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o que levou à reunificação de Jerusalém.

Embora o monte do Templo seja o mais sagrado sítio do judaísmo, o povo judeu não tem permissão para orar ali, nem para subir nele em grandes grupos, porque ele é controlado pelo Waqf muçulmano. Israel deu ao Waqf o controle como um gesto de boa vontade depois da reunificação da cidade em 1967.

O rabino Glick está convocando o povo judeu para se unir e fazer todo esforço possível para visitar esse local sagrado e se concentrar em reconstruir o Templo. Durante vários anos, ele dirigiu os esforços do Instituto do Templo no sentido de se prepararem para a reconstrução.

Os Fiéis do Monte de Templo, de Gershon Salomon, têm uma pedra fundamental pronta para quando for dado início à construção. Diz-se que ela foi consagrada com água do poço bíblico de Siloé e cortada com diamantes.

Perto de Jericó, no vale do rio Jordão, um centro de treinamento educa homens, que crêem ser da tribo de Levi e da família sacerdotal, sobre como servir no próximo Templo. Nos últimos 25 anos esse centro já treinou milhares vindos de todas as partes do mundo. Muitas das vestes sacerdotais estão preparadas e guardadas. O rabino Kahane, que recebeu o primeiro conjunto de vestes sacerdotais, o guarda em seu armário, pronto para ser vestido imediatamente. Foram anos de pesquisa para se confeccionarem essas vestes:

Fibras de linho especiais foram importadas da Índia e muitas viagens ao exterior foram necessárias para se obter as cores corretas para as roupas. Emissários chegaram a ir a Istambul, para comprar os casulos das montanhas, dos quais se extrai o correto tom de carmesim. O segredo do tom certo de azul ficou perdido desde a destruição do Segundo Templo, até que a organização não-lucrativa Ptil Tekhelet o identificou como sendo o?murex trunculus, ou hexaplex trunculus, o molusco corante listrado que se encontra nas proximidades do mar Mediterrâneo.[1]

Além disso, as 4.000 harpas necessárias para os levitas tocarem as músicas do Templo, como foi requerido pelo rei Davi em 2 Crônicas 23.5, estão perto de serem completadas pelos artífices da Casa de Harrari.

O rabino Yoel Keren acredita que o Terceiro Templo será construído seguindo os detalhes descritos em Ezequiel 40-46; mas primeiro o povo judeu construirá uma estrutura menos extravagante, como fez quando o Segundo Templo foi edificado 2.500 anos atrás.

O que está por vir

O cenário do final dos tempos na Palavra de Deus exige que um Templo Judeu esteja erigido quando o Anticristo governar o mundo. Ele o profanará e o povo judeu será forçado novamente a deixar o Templo porque se manterá fiel a Deus e se recusará a adorar o Anticristo (Dn 9.27).

Em Seu Sermão no monte das Oliveiras (Mt 24-25), Jesus confirmou a profecia de Daniel. Ele chamou a profanação de “o abominável da desolação” e disse que ela ainda não havia acontecido (Mt 24.15).

Algum dia, o Messias, Jesus, voltará para Jerusalém e construirá Seu Templo nesse pedaço de terra (Zc 1.16; Zc 6.12); e, a partir desse Templo do Milênio, Ele governará o mundo (Zc 6.13). Esse templo é descrito em detalhes vívidos e precisos em Ezequiel 40-46. Nada que tenha sido construído até agora se encaixa na descrição de Ezequiel. Nem o Tabernáculo, nem o Primeiro Templo edificado pelo rei Salomão, nem mesmo o Segundo Templo que foi dedicado por Zorobabel e magnificamente restaurado por Herodes o Grande. Sequer a estrutura desenhada na prancha de projetos de hoje será aquele Templo; essa estrutura será o Templo da Tribulação; que deverá estar em funcionamento na metade do período de sete anos que se denomina “tempo de angústia para Jacó” (Jr 30.7).

Existe um obstáculo principal para a construção do Terceiro Templo: a edificação muçulmana cuja cúpula é coberta de ouro, o Domo da Rocha, que ocupa o monte do Templo. Não é uma mesquita, mas um edifício islâmico.

Algumas pessoas sugerem que um Templo Judeu poderia existir ao lado do Domo da Rocha, ambos partilhando do monte do Templo. Mas, falei com muitos líderes do movimento para a reconstrução que crêem que o Domo da Rocha terá que ser removido. Quando lhes perguntei como eles planejam fazer isso acontecer, disseram que não planejam. Eles pensam deixar esse detalhe para o Messias, mas querem estar prontos para começar a construção quando Ele abrir o caminho.

Você está preparado para o Arrebatamento da Igreja? Se está, viva pura e produtivamente para estar cheio de alegria quando ouvir o glorioso som da trombeta de Deus nos chamando para casa (1Ts 4.15-17). Acordo todas as manhãs com a expectativa de que este será o dia. À luz de tudo o que está acontecendo para a preparação de um Templo Judeu no monte do Templo, faríamos o certo se mantivéssemos nossos ouvidos bem abertos para o brado do Senhor, a voz do arcanjo e o chamado da trombeta de Deus. 
 
 
(Jimmy De Young - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
 
 
 

13 de abril de 2020

O Arrebatamento - Consolem-se, Jesus Virá!

 


Nathanael Winkler


Há tanto tempo se diz: “O Senhor virá em breve!” Ele realmente está próximo? Ou será que estamos enganados?

Certamente você já se perguntou: “Quando Jesus virá?”. Meu filho também tinha essa dúvida. Ele chegou às suas próprias conclusões e me disse: “Sabe, papai, eu penso que Jesus não virá mais”. Eu quis saber por que ele pensava assim. Ele explicou: “Há tanto tempo você fica dizendo que Jesus está voltando, eu já tenho oito anos e Ele ainda não chegou! Acho que Ele não vem mais, porque já espero há tanto tempo!” Tentei explicar que essa esperança já existe há dois mil anos e o que significa tê-la sempre no coração.

Com muita frequência recebemos cartas e telefonemas com exatamente a mesma pergunta: “Vocês dizem há tanto tempo que Jesus está às portas. Isso é ou não é verdade?”.
 
O que a Palavra de Deus tem a nos dizer nessa questão?

O apóstolo Paulo escreveu em 1 Tessalonicenses 4.13-5.4: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa”.

A igreja de Tessalônica era uma igreja jovem. Atos 17 relata sua fundação. Paulo pregou por três semanas na sinagoga dessa cidade. Talvez mais tarde tenha passado algum tempo ali, mas não pode ter sido um tempo longo, já que teve de fugir dali. Judeus e muitos gregos se converteram a Cristo: “E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais” (At 17.4, ACF). Mas houve um levante em Tessalônica, alguns cristãos foram lançados na prisão e, no final, Paulo e Silas foram obrigados a deixar a cidade (v.10). Portanto, Paulo não teve muito tempo para pregar ali, e continuou sua jornada indo para Beréia. “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).

Apesar da perseguição, uma igreja surgiu em Tessalônica. “Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade...” (At 17.5). A cidade toda ficou alvoroçada! Provavelmente muitos nem sabiam a verdadeira razão dos tumultos. Desde seu princípio, a igreja de Tessalônica deve ter sofrido perseguição, como podemos ler em 1 e 2 Tessalonicenses. Apesar dessa pressão, a igreja continuou sendo um exemplo, como Paulo testemunhou: “Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que por meio demuita tribulação, com alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia” (1 Ts 1.6-7).
“Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).
Por experiência própria, Paulo sabia o que era perseguição e estava preocupado com essa igreja tão jovem. Ele estava ciente das consequências que a perseguição pode acarretar. Paulo desejava visitar os tessalonicenses, mas Satanás o impediu:“Ora, irmãos, nós, orfanados, por breve tempo, de vossa presença, não, porém, do coração, com tanto mais empenho diligenciamos, com grande desejo, ir ver-vos pessoalmente. Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho” (1 Ts 2.17-18). Por isso enviou apressadamente Timóteo a Tessalônica: “e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos, a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto” (1 Ts 3.2-3). Hoje em dia, aqui no mundo livre, nem sabemos mais o que significa ser perseguido por causa da fé em Jesus Cristo. Mas deveríamos tentar entender a situação dos tessalonicenses para avaliar corretamente o que Paulo tentava fazer por eles ao engrandecer tanto a esperança da volta de Jesus diante de seus olhos espirituais.

Apesar da perseguição e do sofrimento que a igreja teve de passar desde seu primeiro dia de existência, Timóteo voltou muito animado de Tessalônica: “Agora, porém, com o regresso de Timóteo, vindo do vosso meio, trazendo-nos boas notícias da vossa fé e do vosso amor, e, ainda, que sempre guardais grata lembrança de nós...” (1 Ts 3.6).

Mesmo que Paulo não tenha ficado muito tempo em Tessalônica, essa era uma igreja muito bem ensinada. Provavelmente tinha fome pela Palavra de Deus, de forma que Paulo teve condições de passar-lhe muitos ensinamentos. Os tessalonicenses sabiam acerca do Dia do Senhor. Sabiam que o Senhor voltaria. E viviam na expectativa desse evento. Em 2 Tessalonicenses, que traz mais informações sobre o Dia do Senhor, Paulo diz: “Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?” (2 Ts 2.5).Portanto, quando Paulo esteve em Tessalônica, já falara sobre o Dia do Senhor. – Em muitas igrejas nem se fala mais nisso! É um assunto aparentemente difícil e delicado... Mas para Paulo, falar da volta de Cristo era parte integrante de sua mensagem, inclusive para uma igreja em formação. Essa é a grande esperança que todos nós temos: Jesus virá, Jesus voltará!

Uma questão em aberto

Timóteo levou consigo algumas perguntas que preocupavam os crentes de Tessalônica. Uma delas era: “O que será dos crentes que já faleceram?” Muitos já haviam falecido em Tessalônica, seja por doenças, perseguições ou de velhice. E agora a igreja ficava se perguntando com uma certa ansiedade se esses crentes falecidos teriam algum prejuízo por terem partido desta terra antes dos outros irmãos. Estariam juntos quando Jesus voltasse? Os tessalonicenses viviam em amor fraternal (1 Ts 4.9), e por amor se preocupavam com seus irmãos na fé. A segunda questão que os inquietava era: “O Dia do Senhor já chegou?” Por que eles pensavam isso? Já que tinham sido ensinados sobre o Dia do Senhor e a volta de Jesus e enfrentavam angústia, achavam que esse Dia já poderia ter chegado. Essa era uma das razões. Por outro lado, entrava gente na jovem igreja propagando falsas doutrinas. Na Segunda Carta aos Tessalonicenses (escrita logo depois da primeira, sendo na verdade um complemento dela), Paulo escreve: “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor” (2 Ts 2.1-2). Vemos que havia gente afirmando que o Dia do Senhor já estava se desenrolando em seus dias. Alguns chegavam a apresentar cartas falsas para sublinhar essa afirmação. Isso confundia os tessalonicenses, pois acreditavam que as cartas eram de Paulo. Ele os havia instruído de uma certa forma, e agora supostas cartas suas diziam o contrário. A isso somava-se a perseguição, e eles ficaram inquietos e cheios de questionamentos. São justamente essas perguntas que Paulo trata de responder ao escrever as duas cartas aos tessalonicenses.

Preocupação de pastor

Paulo escreveu sua primeira carta aos tessalonicenses como pastor preocupado com sua igreja: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem,para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1 Ts 4.13). Em 1 Tessalonicenses 4.13-18 ele responde à pergunta acerca do paradeiro dos crentes que já morreram. Essa resposta deveria servir de alento e fortalecimento aos tessalonicenses:“Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras”.

Paulo faz uso – como já fazia Jesus – da expressão “os que dormem” ao falar dos falecidos em Cristo. Eles não estão mortos da forma que o mundo entende a morte, mas encontram-se adormecidos. Como podemos entender esse sono? Atos 7 relata sobre o apedrejamento de Estêvão: “E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu” (At 7.59-60). Mais uma vez vemos o uso da palavra “adormecer”. Mas o próprio Estêvão diz: “recebe o meu espírito!” No momento em que o crente morre, está na presença de Deus. O que Jesus prometeu ao malfeitor crucificado a Seu lado? “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). O espírito passa imediatamente à presença de Deus. O corpo não, pois está morto. A ressurreição do corpo ocorre mais tarde. Quando o crente morre, seu corpo adormece. Nós, cristãos, temos uma esperança. Qual é essa esperança?

A esperança dos crentes
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1 Ts 4.13).
Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem” (1 Ts 4.14). Paulo retorna à base da conversão: “se cremos que Jesus morreu...” Você crê que Jesus morreu em seu lugar? Filipenses 2.7-8 testemunha que Jesus “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se esvaziou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz”.Muitas vezes a ênfase é colocada nos sofrimentos físicos de Jesus. De fato, o que Jesus sofreu em Seu corpo foi terrível. Mas quando foi pregado na cruz, Seu sofrimento ia muito além do mero sofrimento físico. Na cruz Ele clamou “em alta voz”: “Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Ele estava no lugar mais solitário do mundo. Nesse momento, Jesus tomou nossos pecados sobre si, de forma que o Pai não podia mais ter comunhão com Seu Filho. E nesse momento Jesus pagou o que nós merecíamos.

Paulo continua escrevendo em 1 Tessalonicenses 4.14 que Jesus “morreu e ressuscitou”.Quando viajamos a Israel e visitamos o Sepulcro do Jardim (deixemos de lado a questão se este é ou não o autêntico túmulo de Jesus), vemos uma placa onde está escrito: “Ele não está aqui! Ele ressuscitou!” O sepulcro está vazio! Sem ressurreição Jesus teria sido um grande profeta ou um bom exemplo para muita gente, mas não seria nosso Salvador. Ele morreu por nós, Ele ressuscitou por nós. “Sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco” (2 Co 4.14).). Temos esta segurança: Já que Jesus foi ressuscitado por Deus o Pai, temos a prova e a garantia de que tudo está pago. Sua ressurreição é a prova de nossa salvação – e de nossa própria ressurreição!

A importância da ressurreição

Infelizmente, em certas igrejas cristãs a ressurreição de Cristo é vista como lenda e não como um fato histórico. Paulo, porém, escreve: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos” (1 Co 15.20-21). E acrescenta o seu próprio testemunho para reforçar a importância da ressurreição: “Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Co 15.32). Se Cristo não ressurgiu dentre os mortos, toda a nossa fé é vã.

E o Arrebatamento?

A partir de 1 Tessalonicenses 4.15 Paulo passa a tratar do Arrebatamento da Igreja e diz:“vos declaramos, por palavra do Senhor...” Ele sublinha de forma muito enfática que o que dirá a seguir será Palavra do Senhor. Em 1 Coríntios 15.51 ele diz que o Arrebatamento é um mistério. Mistério é algo não revelado até então. O Arrebatamento é um mistério. Não sabemos quando ele se dará. É e continuará sendo um mistério até acontecer.
Infelizmente, em certas igrejas cristãs a ressurreição de Cristo é vista como lenda e não como um fato histórico. Paulo, porém, escreve: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos” (1 Co 15.20-21).
Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem” (1 Ts 4.15). Prestemos atenção especial às palavras “nós, os vivos, os que ficarmos...”. Ele não sabia quando se daria o Arrebatamento, mas esperava por ele. Paulo estabeleceu uma regra geral: Jesus voltará! E todos nós, os vivos, devemos estar preparados. Paulo inclui a si mesmo na regra. – Todos nós esperamos que Jesus virá em nosso tempo de vida, o quanto antes melhor! Mas Deus tem a Sua hora. Não haverá diferença se morrermos hoje e o Senhor voltar apenas daqui a três anos. Para aqueles que vivem e para aqueles que já faleceram tudo será igual na ressurreição.
Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4.16).

Deus tem um tempo para tudo

Somente Deus sabe quando ocorrerá o Arrebatamento. Ele mesmo dará a ordem. E então soará a voz do arcanjo. A Bíblia menciona só um arcanjo, Miguel (Judas 9). Gabriel também é um anjo importante, mas não é chamado de arcanjo. A trombeta de Deus ressoará. Em 1 Coríntios 15.52 essa mesma trombeta é chamada de última trombeta. Existem diversas teorias acerca do que seria essa trombeta. Primeiramente, constatamos que é uma “trombeta de Deus”. É uma trombeta especial. E é a última trombeta. Isso pode ser entendido de diversas formas. Mas não creio que tenha relação com a última das sete trombetas de Apocalipse 11. No tempo em que Paulo escreveu 1 Tessalonicenses e 1 Coríntios, o Apocalipse ainda não tinha sido escrito. Paulo já havia falecido há muito tempo quando João escreveu esse livro. A última trombeta do Apocalipse é uma trombeta de juízo. 1 Tessalonicenses e 1 Coríntios dizem respeito à Igreja e não à época de juízo que virá sobre a terra. Podemos entender a última trombeta em paralelo com Êxodo 19. Ali o povo de Israel estava diante do monte Sinai. Os israelitas não podiam tocar o monte, que era santo pela presença de Deus. “Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão” (Êx 19.16-19). Essas trombetas conclamavam o povo de Israel a virem a Deus. A última trombeta talvez seja isso: Deus chamando Seu povo.

Deus desce dos céus

O texto bíblico diz: “e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4.16). “depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).
Vejamos a sequência:
  1. Haverá a palavra de ordem
  2. a voz do arcanjo se fará ouvir
  3. a trombeta ressoará
  4. Deus descerá dos céus
  5. “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”
  6. depois “nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles” e
  7. “assim, estaremos para sempre com o Senhor”.
Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (v.18).. Essas palavras deveriam servir de estímulo à igreja em Tessalônica. Vivendo ou morrendo, todo cristão tem a mesma esperança: Jesus virá, Ele virá para Sua Igreja.

Sobre tempos e épocas

Os tessalonicenses também queriam saber quando tudo isso iria acontecer. Paulo escreveu acerca de um mistério, em que ele mesmo se incluía. Ele partia do princípio de que Jesus poderia voltar já naquele tempo, em seus dias. Acerca dos “tempos e épocas”, porém, ele escreveu: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva” (1 Ts 5.1). Por que isso não era necessário? Primeiro, porque os tessalonicenses já estavam prevenidos: “Pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (v.2). Se queremos falar sobre o Dia do Senhor precisamos considerar o que está escrito em 2 Tessalonicenses. Nessa carta Paulo aprofunda mais essa temática e explica o que precisa acontecer até que venha o Dia do Senhor.

Muitos já se perguntaram acerca dos “tempos e épocas”. A questão não é nova. “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade” (At 1.6-7). Conhecer “tempos e épocas” não é assunto nosso. Uma coisa é bem certa: ninguém sabe a data. Quem estipula dia e hora contradiz o Senhor Jesus.
Conhecer “tempos e épocas” não é assunto nosso. Uma coisa é bem certa: ninguém sabe a data.
Seitas cristãs já surgiram baseadas em especulações acerca das coisas futuras. Por exemplo, a volta de Jesus foi anunciada para um dia de março de 1844. Muitos se prepararam. Quanto mais a data se aproximava, mais gente vendia ou doava seus bens – o Senhor viria com certeza, pensavam eles. Mas o Senhor não veio. Aí foi preciso fabricar rapidamente uma solução para o impasse. A data foi transferida para 22 de outubro de 1844. Mas nem nessa segunda vez Jesus Cristo voltou, e muitos cristãos perderam sua fé. Isso deu origem a mais outras seitas cristãs, como os adventistas. Eles explicaram que Jesus não teria vindo porque o sábado não estava sendo celebrado. Outra idéia foi que o Senhor veio apenas em espírito.

Imagine por um momento que eu poderia afirmar com certeza quando o Senhor virá. Imagine se eu pudesse fixar a data certa e ainda comprovar o que digo. O que você faria com essa informação? Provavelmente mudaria completamente a sua vida. Deixaria de fazer muitas coisas que pratica. Pararia de gastar seu tempo em coisas inúteis...

Se soubéssemos

Se de fato soubéssemos que o Senhor virá, por exemplo, daqui a um ano, tentaríamos resolver todas as desavenças que existem entre nós. Evangelizaríamos rapidamente nossos vizinhos. Pois se Jesus virá, tanto faz o que eles vão pensar de nós. Se temos em mente que o Senhor virá podemos direcionar nossa vida para esse evento e muitas coisas mudam na nossa vida.

Coloque suas coisas em ordem como se o Senhor viesse ainda hoje. Ele pode vir logo, hoje ou amanhã. Toda a sua vida deveria estar voltada para esse grande acontecimento: o Senhor virá! Providenciemos para que não seja tarde demais para muitas coisas que ainda devemos fazer ou deixar de lado. Uma coisa é certa: não sabemos o dia nem a hora. Mas a Bíblia nos fornece a grande moldura onde se encaixa esse grandioso evento: o palco está sendo preparado diante dos nossos olhos. A vinda de Jesus está hoje mais próxima do que nunca.

Pedro testifica: “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2 Pe 1.19). Fazemos bem em atentar à palavra profética. Precisamos reconhecer o tempo em que vivemos. A profecia bíblica se cumpre diante dos nossos olhos. E é justamente esse cumprimento que deveria nos acordar. O povo de Israel está voltando para sua terra, um povo que esteve ausente de sua pátria por dois mil anos. Deus retoma Seu plano com Israel. Isso significa que Seu plano com a Igreja em breve estará encerrado. Rico ou pobre, saudável ou doente, tenha um bom testemunho diante dos homens. Mantenha somente Jesus diante dos olhos do seu coração, pois Ele certamente virá. Ele virá em breve!


Nathanael Winkler nasceu em Israel e é membro da diretoria da Chamada da Meia-Noite na Suíça. Casado com Rebecca, tem 3 filhos. Completou seus estudos teológicos no Centro Europeu de Treinamento Bíblico (EBTC), onde também leciona.

https://www.chamada.com.br/mensagens/jesus_vira.html?fbclid=IwAR1auFI5QZ-cJ9kyUHnuINpaKZJhBKE7DmtfV-qITEuk4oJ5_rhDfDwJEZY