Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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29 de maio de 2019

ORIGEM DO LIVRE ARBÍTRIO






A mentira de que o homem é capaz de escolher o seu próprio destino vem desde o princípio, desde o Jardim do Éden, a qual foi inventada pelo diabo para que o homem pensasse que era livre para fazer escolhas e ser senhor de sua vida.  
Ver: Gênesis 3:1-7


Só Deus é livre para fazer escolhas porque tudo é dele e tudo lhe obedece, seja vida ou morte; seja bem ou mal; sejam anjos ou demônios; seja justos ou ímpios, seja no céu na terra ou no abismo. Só Ele faz o QUE QUER, COM QUEM QUER E QUANDO QUER.

Vemos o diabo dizer que eles seriam como Deus se comessem do fruto, ao incitar a Eva a escolher contra o mandamento; porém, eles só fizeram a vontade de Deus, porque para isso foram criados, mas não que Deus alguma vez tenha falhado. Este texto não prova que existe livre arbítrio, mas pelo contrário, mostra que o homem nem sequer tinha capacidade de fazer uma escolha consciente, pois ele era cego e não tinha consciência do bem e do mal.

Porque o conhecimento do bem e do mal estava no fruto da árvores e por isso diz que só depois deles comerem do fruto é que os seus olhos se abriram para entender o que fizeram, porque nem sequer sabiam que estavam nus, e por isso diz: E FORAM ABERTOS OS SEUS OLHOS, E CONHECERAM QUE ESTAVAM NUS.

Logo estavam cegos quanto à consciência do bem e do mal, e que na verdade só poderiam desobedecer, porque o homem é feito já em pecado e a própria carne é inimizade contra Deus. e por isso a Eva pecou ainda antes de comer do fruto ao cobiçar contra o mandamentos de Deus, em que diz: VIU QUE ERA BOA PARA COMER E DESEJÁVEL, pois o pecado nunca é a transgressão fora do homem, mas sim o que sai de dentro do coração, porque a tentação procede do pecado.
Ver: Mc 7:15-23

Além disso como o homem sem entendimento poderia resistir ao tentador, o ser mais sábio que existe no mundo?

E ao longo dos séculos essa mentira tem prosperado e enganado bilhões de pessoas nascidos de Adão; porém, nenhum nascido em Cristo pode ser enganado. E na verdade, ele tentou fazer o mesmo com Cristo o que fez com Adão, mas ao contrário de Adão, Cristo era cheio do conhecimento de Deus desde de nascença e por isso nunca poderia ser enganado.
Ver: Lucas 4:3-12

Por isso nos dias de hoje vemos o diabo a dizer a todo o mundo: COME DO FRUTO E SERÁS COMO DEUS, e como? Ensinando o livre arbítrio, dizendo que o homem tem direito ao melhor do mundo, a decidir a ser prospero, e a ser exaltado para decidir a tua vida como prometeu o diabo a Jesus no deserto.

E assim todos usurpam o trono de Deus querendo ser igual a Deus, pensando que Deus não pode nada a não ser que ele decida, ou seja: O diabo ensina que TUDO DEPENDE DA VONTADE E DAS ESCOLHAS DO HOMEM, E ATÉ DEUS PARA SER DEUS NA VIDA DO HOMEM, SÓ PODE SER DEUS SE O HOMEM LHE DER PERMISSÃO.

Por isso até na cruz o diabo usou os seus ministros para pôr em descrédito que Cristo era o Messias, desafiando Cristo a sair da cruz, para que ele violasse o mandamento do Pai, assim como ele fez com Adão.
Ver: Lucas 23:35-39

O diabo usou a mesma estratégia, porque assim como ele dizia no deserto, SE ÉS FILHO DE DEUS, DECIDE, FAZ, ...assim também na cruz, diziam: SE ÉS O MESSIAS, SALVA-TE, SAI DA CRUZ, SALVA-NOS, etc...

Porém, nem Cristo tem livre arbítrio; porque assim como a árvore má não pode dar bom fruto (Adão e sua semente), assim também a boa árvore não pode dar mau fruto (Cristo e a sua semente). E por isso ele mesmo testificando da sua inutilidade, porque tudo o que ele fazia e falava não era dele mesmo, de sua capacidade, mas o Pai que nele estava é quem falava e fazia as obras nele, e por isso,dizia:

EU NÃO POSSO DE MIM MESMO FAZER COISA ALGUMA.
João 5:30

Porque eu NÃO TENHO FALADO DE MIM MESMO; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.
João 12.49

ASSIM É TODO O NASCIDO DE DEUS.

Por isso os argumentos de hoje do diabo são os mesmos que dizem dos justos. Diz que as igrejas pequenas não são de Deus, que são gente sem estudos, não prosperam e não têm onde cair mortos, e que são gente fraca e doente, e que a pobreza e doença é coisa do diabo, e muitas outras coisas semelhantes a essas que usam para julgar pela aparência.

Mas deles mesmo, dizem: A prova que eu sou de Deus é que a minha vida corre bem, tenho prosperidade, somos milhares, os sinais que acontecem diariamente, etc...porque eu escolhi Deus, e decidi, lutei e determinei a bênção de Deus em minha vida.

Mas naquele dia Cristo lhes dirá a todos os que defendem o livre arbitrio: “EU NUNCA VOS CONHECI”.

O livre arbitrio promove a ilusória grandeza e a falsa soberania e as falsas capacidades do homem (eu sou, eu quero, eu faço, eu escolho, eu determino, etc....), em que o homem fala de si mesmo e por isso todo o seu querer se baseia na vontade da carne e nas coisas deste mundo, cujo deus deste mundo parece oferecer como tentou fazer com Cristo, e cega todo o mundo para que não vejam a glória de Cristo na face do nascido de Deus, o qual é considerado um louco e um desgraçado pelo mundo.

Porém, o diabo só terá sucesso naqueles que lhe pertencem, porque contra o eleito ele nada pode.



Pr. Carlos Brito
Pecador Consciente

18 de abril de 2019

LIVRE-ARBÍTRIO E RESPONSABILIDADE HUMANA





Nos últimos tempos, falar sobre livre-arbítrio tornou-se difícil. As polarizações de perfil filosófico-teológico têm causado polêmicas e controvérsias ligadas ao tema. Todavia, a questão permanece como tema significativo na história do pensamento bíblico e cristão.

Por incrível que pareça, nem sempre a expressão livre-arbítrio é entendida da mesma forma pelos que discutem o assunto. De modo geral, fala-se em livre-arbítrio como “a condição de fazer escolhas de modo livre, sem interferência de qualquer condicionamento ou causa determinante”. Isso ainda é bastante vago. Do que estamos falando? Não existe nenhum fator que limita as nossas escolhas? Isso é muito improvável. Por outro lado, negar o “livre-arbítrio” significa que não temos responsabilidade moral em nossas decisões pelo fato de as nossas escolhas não serem “escolhas reais”. Esse determinismo também é improvável.

Diante da discussão, é importante destacar que a questão já está presente logo no início das Escrituras. Quando Deus deixa Adão e Eva no Jardim do Éden, eles são colocados diante da escolha de obedecer ou não à ordem divina (a árvore do conhecimento do bem e do mal – conhecimento absoluto/ser como Deus). A desobediência tem causas terríveis. O pecado causa a morte. O uso da liberdade para o bem ou o mal surge com destaque. A tradição judaica consagrou esse conflito entre a obediência e desobediência como a luta entre o Yetser Hatov e o Yetser Hara‘.

A discussão, portanto, está diretamente ligado ao problema do mal. Por que o pecado e o sofrimento estão presentes no universo do Deus bondoso e todo-poderoso? Muitos estudiosos do tema explicam que diante da realidade do mal, Deus permite o mal e o utiliza para fins bons. Deus permite o mal para produzir um bem maior. Para explicar a origem do mal, afirma-se que o mal sempre seria uma possibilidade, visto que Deus criou seres dotados de vontade livre (livre-arbítrio). E para que fossem de fato livres, e não máquinas, esses seres sempre teriam a possibilidade de optar por agir contra a vontade de Deus, e isso então daria origem ao mal (pecado). Portanto, a única saída para a impossibilidade plena do mal seria a inexistência de seres pessoais livres, o que nos daria um universo mecanicista, composto de seres impessoais, destituídos de arbítrio. Portanto, a questão do arbítrio humano está diretamente ligada à imagem de Deus (imago dei).

Os defensores desse posicionamento ainda argumentam que Deus apenas permite o mal – o que não é a mesma coisa que ser autor direto do mal – por razões e finalidades boas que não compreendemos plenamente agora. Evidentemente, a força desses argumentos depende de suas pressuposições. O argumento teísta clássico afirma que o mal pode ter início no bem, embora isto seja incidental e nunca essencial. Não há derivação essencial do bem para o mal. Isso é compreensível, pois segundo o teísmo clássico (e o pensamento bíblico) o mal não existe enquanto substância, conforme mostra o clássico argumento de Agostinho. Nesse sentido, o mal não possui existência plena. É como a ferrugem que atinge o ferro. Não existe um ferro totalmente enferrujado, pois esse deixaria de existir. Assim como a ferrugem existe em função do ferro como elemento parasita e destruidor, também o mal só existe em função do bem.

A ideia fundamental desse tipo de teodiceia é que o mal tem origem no mau uso do arbítrio das criaturas de Deus. Algumas dessas criaturas optaram pelo mal moral (na escolha da árvore do Éden). Esse exercício da liberdade resultou direta ou indiretamente em todos os males e sofrimentos que acometem o mundo de Deus. Recentemente, filósofos contemporâneos questionaram a lógica desse posicionamento. Segundo eles, Deus não estava obrigado necessariamente a criar seres com capacidade de escolher o mal. Alguns estudiosos da questão como Antony Flew e J. L. Mackie negaram a validade do argumento tradicional, afirmando que Deus poderia ter criado seres que escolhessem sempre o bem. Outros estudiosos, porém, como Nelson Pike e Alvin Plantinga rebatem essa ideia afirmando que ela nega o sentido comum da palavra liberdade. Talvez a maior dificuldade da discussão é que nem sempre se trata suficientemente a distinção entre o mal físico (catástrofes naturais) e o mal moral (pecado). É fato que muitos males têm origem no exercício da liberdade humana, mas, pergunta-se se um terremoto ou um furacão poderiam ter a mesma explicação? A resposta normalmente dada é que ou estes males têm sua causa primeira em um espírito demoníaco ou que eles têm alguma relação com o pecado de alguém ou dos antepassados, o que pode chegar até o pecado original de Adão. O raciocínio básico é essencialmente retributivo.

Portanto, a discussão sobre o livre-arbítrio parece ficar mais clara quando se entende que o ser humano, como imagem de Deus, é capaz de escolhas reais e responsabilizáveis. Não se pode aceitar a ideia determinista de que somos apenas máquinas, robôs, que tem escolhas plenamente definidas por aspectos biológicos, ambientais, psicológicos e sociológicos. Esse perfil determinista é desafiado pelo pensamento bíblico. Mas, isso não significa que nossa liberdade é absoluta. Não temos livre-arbítrio no sentido em que podemos fazer o que desejamos. Nossas escolhas são limitadas pela nossa condição de criatura. Nossa liberdade não é total, ainda que seja real e moralmente responsável.

Todavia, a questão não se restringe à teologia da criação. O texto bíblico é claro em nos afirmar que depois da entrada do pecado do mundo, a neutralidade humana não existe. O homem é mau. É pecador por natureza. A discussão agora envolve hamartiologia e o mal moral. Nossa liberdade foi afetada. Nossa depravação interfere em nossas escolhas, porque somos pecadores desde que nascemos. Apesar disso, estar claro nas Escrituras e na teologia evangélica, os detalhes ainda estão em aberto.

Será que nossa depravação tira-nos nossa humanidade? A imagem de Deus foi excluída? Não há nada de bom na experiência humana fora da experiência cristã? Não é bem o caso. Poderíamos aqui cair em outro tipo de determinismo. A depravação humana não significa que somos infinitamente perversos e que todos os nossos atos são monstruosos. Não é o caso, como se vê na vida do gentio e pagão Cornélio (At 10) antes de ser convertido. Essa depravação significa que todos os nossos atos são maculados, egoístas, autocentrados, imperfeitos e incompletos. Não damos a Deus a glória que só ele merece.

Portanto, nossas escolhas estão prejudicadas, e a situação é muito pior. Não somos “livres” no sentido pleno, pois temos limitações naturais e por causa do pecado original. Todavia, não podemos negar nossa liberdade, no sentido em que temos consciência moral, podemos roubar ou não roubar, e somos responsáveis por nossas escolhas. É preciso ter equilíbrio para entender os dois lados que envolvem a nossa liberdade ou, se assim preferirmos, o nosso “livre-arbítrio”.

Luiz Sayão
https://ibnu.com.br/livre-arbitrio-responsabilidade-humana/


4 de abril de 2019

Verdades sobre o livre-arbítrio


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O livre-arbítrio do ser humano sempre foi alvo de muita discussão. Alguns creem que temos o livre-arbítrio, outros que não temos. Antes de trabalharmos o que a Bíblia diz sobre essa questão, é importante entender o que é o livre-arbítrio, qual o significado dele e o que significa realmente tê-lo em nossa vida. A definição que, acho eu, melhor explica o livre-arbítrio é esta: "possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante". Feito esta definição de significado, passo agora a mostrar quatro verdades que a Bíblia ensina sobre o livre-arbítrio.

Verdades bíblicas sobre o livre-arbítrio

(1) O ser humano foi criado com o livre-arbítrio

Uma análise da criação de Deus nos primeiros capítulos de Gênesis nos mostra claramente que Deus dotou o ser humano dessa possibilidade de decidir livremente e de forma isenta fazer o bem ou o mal. Como soberano, Deus ordenou ao ser humano que usasse essa sua capacidade de exercer livremente a sua decisão para fazer a melhor escolha: “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:16-17). Como o pecado não estava presente, o homem tinha plena liberdade de obedecer a ordem de Deus ou desobedecê-la (como o fez). Isso configura a existência do livre-arbítrio dado por Deus ao ser humano. 

(2) O ser humano perdeu o livre-arbítrio


Após a entrada do pecado no mundo, percebemos claramente que a penalidade imposta por Deus em caso de desobediência passa a vigorar. O homem tem diversas perdas, passando a morrer fisicamente e a também estar morto espiritualmente. Essa condição é clara, o homem passa a ser pecador e a não mais ter poder pleno de exercer o seu livre-arbítrio, já que sua natureza agora pende e é inclinada para todo tipo de pecado e maldade. A sequência do livro de Gênesis a partir do capítulo três nos mostra claramente a maldade dominando o ser humano, vemos homicídios acontecendo e pecados de todos tipos sendo praticados.

(3) Mesmo sendo restaurado por Deus, o homem não recupera seu livre-arbítrio

Alguns entendem que após sermos reconciliados recuperamos essa condição de exercer o livre-arbítrio, mas essa não é a realidade que a Bíblia ensina. Mesmo os salvos, sendo alcançados por Deus e transformados, mesmo que busquem diligentemente a santificação, ainda assim são influenciados diretamente pela sua natureza humana pecaminosa, que tira qualquer liberdade isenta de escolher o bem, mas, claro, deve ser resistida com a ajuda de Deus. Veja o que Paulo diz sobre isso: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19). Isso pode ser visto também na prática, pois, se realmente tivéssemos o livre-arbítrio deveríamos, como crentes, termos a capacidade de não mais pecar pela nossa livre decisão. Deveríamos decidir que não mais pecaríamos e ter condições de cumprir isso, o que não acontece. É por isso que Deus estabelece a necessidade do arrependimento e do perdão para nossa bênção.

(4) Quer dizer que não podemos mais fazer escolhas livres?

Existem escolhas cotidianas que não tem a ver diretamente com a nossa natureza humana pecaminosa. Qual sapato vou colocar. Que horas vou colocar o despertador para tocar. Vou colocar uma camisa verde ou vermelha. Esse tipo de escolha nós fazemos livremente, é o que a teologia chama de livre agência. As escolhas que estão inclusas no livre-arbítrio são as escolhas relacionadas a exercer plenamente e livremente o bem e a ter a capacidade de se aproximar de Deus por nós mesmos. Essas só são possíveis de forma satisfatória (não plena e perfeita, pois perdemos o livre-arbítrio) com a atuação de Deus em nossa vida. Quando Deus atua em nossa vida passamos a ter a possibilidade de sermos santos, de buscarmos e adoramos a Deus. Isso é uma capacidade que Deus nos dá. Porém, ela não indica que temos o livre-arbítrio, temos apenas a graça de Deus nos ajudando a vencermos nossa natureza pendida ao pecado e fazer a vontade do Pai.


https://www.esbocandoideias.com/2016/03/4-verdades-que-talvez-voce-nao-saiba-sobre-o-livre-arbitrio.html



31 de março de 2019

O MITO DO LIVRE ARBÍTRIO




Por Walter J. Chantry


A maioria das pessoas diz que acredita em “livre-arbítrio”. Você tem alguma ideia do que isso significa? Eu acredito que você encontrará uma grande quantidade de superstição sobre este assunto. A vontade é tida como o grande poder da alma humana que é completamente livre para dirigir as nossas vidas. Mas de que ela é livre? E qual é o seu poder? 

O MITO DA LIBERDADE CIRCUNSTANCIAL 

Ninguém nega que o homem tem uma vontade, ou seja, a faculdade de escolher o que ele quer dizer, fazer e pensar. Mas você já refletiu sobre a fraqueza lamentável de sua vontade? Embora você tenha a capacidade de tomar uma decisão, você não tem o poder de levar a cabo o seu propósito. A vontade pode elaborar um plano de ação, mas não tem poder para executar sua intenção. Os irmãos de José o odiavam. Eles o venderam para ser um escravo. Mas Deus usou suas ações para fazer dele um governante sobre eles mesmos. Eles escolheram agir daquela maneira para prejudicar José. Mas Deus, em Seu poder, direcionou os eventos que aconteceram com José para o seu bem. Ele disse: “Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem” (Gênesis 50:20). E como muitas de suas decisões são miseravelmente frustradas? Você pode optar por ser um milionário, mas a providência de Deus provavelmente o impedirá. Você pode optar por ser um estudioso, mas problemas de saúde, um lar instável ou a falta de recursos financeiros podem frustrar a sua vontade. Você escolhe sair de férias, mas um acidente de automóvel pode mandá-lo para o hospital em vez disso. Ao dizer que sua vontade é livre, nós certamente não queremos dizer que ela determina o curso da sua vida. Você não escolheu a doença, a tristeza, a guerra e a pobreza que têm estragado a sua felicidade. Você não escolheu ter inimigos. Se a vontade do homem é tão potente, por que não escolhe viver para sempre? Antes, você deve morrer. Os principais fatores que moldam sua vida não se dão por causa de sua vontade. Você não escolheu seu status social, cor, inteligência e etc. Qualquer reflexão sóbria sobre a sua experiência produzirá a conclusão: “O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Ao invés de exaltar a vontade humana, deveríamos humildemente louvar ao Senhor cujos propósitos moldam nossas vidas. Como Jeremias confessou: “Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10:23). Sim, você pode escolher o que você quer, e você pode planejar o que você fará. Mas sua vontade não é livre para realizar nada contrário aos propósitos de Deus. Nem você tem algum poder para alcançar seus objetivos, senão aqueles que Deus lhe permite. A próxima vez que você estiver tão encantado com a sua própria vontade lembre-se da parábola de Jesus sobre o homem rico. O homem rico disse: “Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens... Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma” (Lucas 12:18-21). Ele era livre para planejar, mas não era livre para realizar; a mesma coisa acontece com você.

O MITO DA LIBERDADE ÉTICA 

Mas a liberdade da vontade é citada como um fator importante na tomada de decisões morais. A vontade do homem é dita ser livre para escolher entre o bem e o mal. Mas devemos perguntar novamente, a partir do que ela é livre? E o que a vontade do homem é livre para escolher? A vontade do homem é o seu poder de escolha entre alternativas. Sua vontade decide suas ações a partir de uma série de opções. Você tem a faculdade de dirigir seus próprios pensamentos, palavras e ações. Suas decisões não são formadas por uma força externa, mas por uma força que está dentro de você mesmo. Nenhum homem é compelido a agir contra a sua vontade, nem forçado a dizer o que ele não deseja. Sua vontade guia suas ações. No entanto, isso não significa que o poder de decidir está livre de qualquer influência. Você faz escolhas com base no seu entendimento, seus sentimentos, seus gostos e desgostos e seus apetites. Em outras palavras, sua vontade não é livre de você mesmo! Suas escolhas são determinadas por seu próprio caráter básico. A sua vontade não é independente de sua natureza, antes é escrava dela. Suas escolhas não moldam o seu caráter, mas o seu caráter é que orienta as suas escolhas. A vontade é bastante parcial para o que você sabe, sente, ama e deseja. Você sempre escolhe com base em sua disposição, de acordo com a condição do seu coração. É apenas por esta razão que a sua vontade não é livre para fazer o bem. Sua vontade é escrava do seu coração, e seu coração é mau. “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gênesis 6:5). “Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Romanos 3:12). Nenhum poder força o homem a pecar contra a sua vontade, antes os descendentes de Adão são tão maus que sempre escolhem o mal. Suas decisões são moldadas pelo seu entendimento, e a Bíblia diz o seguinte a respeito de todos os homens: “o seu coração insensato se obscureceu” (Romanos 1:21). O homem só pode ser justo quando ele deseja ter comunhão com Deus, mas, “não há ninguém que busque a Deus” (Romanos 3:11). Seus apetites anseiam o pecado, e assim você não pode escolher o bem. Pois escolher o bem é contrário à natureza humana. Se você escolhe obedecer a Deus, isto é o resultado de uma compulsão externa. Mas você é livre para escolher, e, portanto, sua escolha está escravizada à sua própria natureza maligna. Se carne fresca e uma salada mista fossem colocadas diante de um leão faminto, ele escolheria a carne. Isto porque sua natureza dita a sua escolha. É exatamente assim com o homem. A vontade do homem é livre de força exterior, mas não da inclinação da natureza humana. Essa inclinação é contrária a Deus. Os poderes de decisão do homem são livres para escolher o que o coração humano direciona. Portanto, não há possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem uma obra prévia da graça Divina. O que a maioria das pessoas entende por livre-arbítrio é a ideia de que o homem é, por natureza, neutro e, portanto, capaz de escolher o bem ou o mal. Isso simplesmente não é verdade. A vontade humana e de toda a natureza humana é inclinada para o mal continuamente. Jeremias perguntou: “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal” (Jeremias 13:23). É impossível. É contrário à natureza. Assim os homens precisam desesperadamente da transformação sobrenatural de suas naturezas, do contrário as suas vontades são escravizadas para escolher o mal. Apesar do grande louvor que é dado ao “livre-arbítrio”, vimos que a vontade do homem não é livre para escolher agir de forma contrária aos propósitos de Deus, nem livre para agir contra a sua própria natureza moral. Sua vontade não determina os acontecimentos de sua vida, nem as circunstâncias da mesma. Escolhas éticas não são formadas por uma mente neutra, mas sempre ditadas pela sua personalidade. 

O MITO DA LIBERDADE ESPIRITUAL 

No entanto muitos afirmam que a vontade humana faz a escolha final da vida espiritual ou morte espiritual. Aqui a vontade é totalmente livre para escolher a vida eterna oferecida em Jesus Cristo ou rejeitá-la. Diz-se que Deus dará um novo coração a todos que escolherem receber a Jesus Cristo pelo poder de seu próprio livre-arbítrio. Não pode haver dúvida de que receber Jesus Cristo é um ato da vontade humana. É muitas vezes chamado de “fé”. Mas como os homens vêm a receber o Senhor de boa vontade? É geralmente respondido: “a partir do poder de seu próprio livre-arbítrio”. Mas como pode ser isso? Jesus é um profeta. Recebê-lo significa crer em tudo o que Ele diz. Em João 8:41-45 Jesus deixou claro que você nasceu de Satanás. Este pai maligno odeia a verdade e transmitiu a mesma inclinação ao seu coração por natureza. Assim disse Jesus: “Mas, porque vos digo a verdade, não me credes” [João 8:45]. Como a vontade humana salta da escolha do homem para crer no que a mente humana odeia e rejeita? Receber a Jesus também significa abraçá-lo como um sacerdote, ou seja, confiar e depender d’Ele para pleitear a paz com Deus por meio de Seus sacrifícios e intercessão. Paulo nos diz que a mente com a qual nascemos é hostil a Deus (Romanos 8:7). Como poderei escapar da influência da natureza humana, que nasce com uma violenta inimizade para com Deus? Seria insano para a vontade escolher a paz quando cada osso e gota de sangue clamam por rebelião. Outrossim, receber a Jesus significa recebê-lo como um rei. Isso significa escolher e obedecer a seus comandos, confessar o seu direito de governar e adorar diante do Seu trono. Mas a mente humana, as emoções e os desejos todos clamam: “Não queremos que este reine sobre nós” (Lucas 19:14). Se todo o meu ser odeia a Sua verdade, odeia o Seu governo e odeia a paz com Deus, como minha vontade pode ser responsável por receber a Jesus? Como pode um pecador ter fé? Não é a vontade do homem, mas é por causa da graça de Deus que um pecador alcança um novo coração. A menos que Deus mude o coração, crie um novo espírito de paz, verdade e submissão, o homem não optará por receber a Jesus Cristo e a vida eterna n’Ele. Um novo coração deve ser dado antes que um homem venha a crer, ou então a vontade humana está irremediavelmente escravizada à maligna natureza humana, mesmo no que diz respeito à conversão. Jesus disse: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7). A menos que você nasça de novo, você jamais verá o Seu reino. Leia João 1:12 e 13. Ali é dito que aqueles que creem em Jesus têm “nascido, não da vontade do homem, mas de Deus”. Assim como sua vontade não é responsável pela sua própria vinda a este mundo, assim também não é responsável pelo novo nascimento. É o Seu Criador, que deve ser agradecido por sua vida, e se alguém está em Cristo, é uma nova criatura (2 Coríntios 5:17). Quem já escolheu ser criado? Quando Lázaro ressuscitou dos mortos, ele escolheu atender à chamada de Cristo, mas ele não escolheu ressuscitar. Então Paulo disse em Efésios 2:4-5: “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)”. A fé é o primeiro ato de uma vontade renovada pelo Espírito Santo. Receber a Cristo é um ato do homem, assim como a respiração o é, no entanto Deus deve primeiramente dar-lhe a vida. Não admira que Martinho Lutero escreveu um livro intitulado “A Escravidão da Vontade”, que ele considerava um de seus mais importantes tratados. A vontade está presa nas cadeias da maligna natureza humana. Vocês, ao exaltarem o livre-arbítrio como uma grande força, estão se agarrando a uma raiz de orgulho. O homem, como caído no pecado, está totalmente desamparado e sem esperança. A vontade do homem não oferece nenhuma esperança. Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos trouxe à miséria. A poderosa graça de Deus oferece libertação. Lance-se à misericórdia de Deus para a salvação. Peça ao Espírito da graça para criar um espírito novo dentro de você. 


SOBRE O AUTOR: Walter J. Chantry nasceu em 1938 em Norristown, Pensilvânia, foi criado na Igreja Presbiteriana e foi convertido a Cristo quando ainda era um adolescente. Graduou-se em História, no Dickinson College, Carlisle, em 1960, e obteve um B. D. [Bacharel em Divindade/Teologia] do Seminário Teológico de Westminster, em 1963. Neste mesmo ano, ele foi chamado para ser pastor da Igreja Batista da Graça, em Carlisle, Pensilvânia, onde ele serviu ao Senhor pelos próximos 39 anos. Ele é casado e tem três filhos. Logo após sua aposentadoria, em 2002, ele foi convidado para ser o editor da revista The Banner of Truth e continuou neste ministério por sete anos. Walter e sua esposa Joie residem agora em Waukesha, Wisconsin, EUA

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Biblioteca Bíblica Bereana


29 de setembro de 2016

O Mito do Livre-Arbítrio

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A maioria das pessoas diz que acredita no “livre arbítrio”. Você tem alguma ideia do que isso significa? Creio que existe uma boa dose de superstição sobre este assunto. A vontade é exaltada como a grandiosa capacidade da alma humana que é completamente livre para dirigir nossas vidas. Mas, do que ela é livre? E de que ela é capaz?
 
O MITO DA LIBERDADE CIRCUNSTANCIAL
 
Ninguém pode negar que o homem tem vontade - que é a faculdade de escolher o que deseja dizer, fazer e pensar. Mas, já refletiu sobre a lastimável fraqueza da sua vontade? Embora tenha a capacidade de tomar uma decisão, você não tem o poder de realizar o seu propósito. A vontade pode projetar um curso de ação, mas não tem em si mesma a capacidade de realizar o que intenta.
Os irmãos de José o odiavam e venderam-no como escravo. Mas Deus utilizou o que eles fizeram para torná-lo um governante sobre eles mesmos. Eles escolheram, com o seu curso de ação, prejudicar a José, mas Deus, em Seu poder, dirigiu os acontecimentos para o bem de José, que disse: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem” (Gn 50.2).

Quantas das suas decisões são miseravelmente frustradas? Você pode desejar ser um milionário, mas é possível que a providência de Deus impeça isso. Você pode desejar ser um erudito, mas uma saúde comprometida, um lar instável, ou insuficiência financeira pode frustrar a sua vontade. Você pode querer sair de férias, mas um acidente de automóvel pode mandá-lo para o hospital.
Ao dizer que a verdade é livre, certamente não queremos dizer que ela determina o curso da sua vida. Você não escolheu a doença, a dor, a guerra e a pobreza que espoliaram a sua felicidade. Você não optou por ter inimigos. Se a vontade do homem é tão potente, por que não desejar vivendo sempre e sempre? Mas você certamente vai morrer. Os principais fatores que moldam sua vida não se devem à sua vontade. Você não escolheu a sua inteligência, cor da pele, pais, cor dos olhos, lugar de nascimento...
Uma sóbria reflexão sobre sua própria experiência levará à conclusão que: “O coração do homem propõe o seu caminho, mas o Senhor lhe DIRIGE os passos” (Pv 16.9). Em vez de exaltarmos a vontade humana, deveríamos humildemente louvar ao Senhor, cujos propósitos formam as nossas vidas. Assim como confessou Jeremias: “Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho, nem do homem que caminha o dirigir os seus passos” (Jr 10.23).

Sim, você pode escolher e planejar o que tiver vontade. mas sua vontade não é livre para realizar nada contrário à vontade de Deus. Nem tem você a capacidade de alcançar qualquer meta que não seja aquela que Deus permitiu. Da próxima vez que estiver tão fascinado com a sua vontade, lembre-se da parábola de Jesus sobre o homem rico que disse: “Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, e folga; mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.18-21). Ele era livre para planejar, mas não para realizar; desse mesmo modo é você.

O MITO DA LIBERDADE ÉTICA

Mas o livre arbítrio é citado como um importante fator na tomada de decisões MORAIS. Diz-se que a vontade do homem é livre para escolher entre o bem e o mal. Mas devemos perguntar novamente: Ela é livre do quê? Ela é livre para escolher o quê?

A vontade do homem é a sua capacidade de escolher entre alternativas. A sua vontade, de fato, decide qual a sua ação entre um certo número de opções. Você tem a faculdade de dirigir seus próprios pensamentos, palavras e feitos. Suas decisões não são formadas por uma força externa, mas internas, em você mesmo. Nenhum homem é compelido a agir contrário à sua vontade, nem forçado a dizer aquilo que não quer. Sua vontade guia suas ações.
Isso, entretanto, não significa que sua capacidade de decidir está livre de qualquer influência. Você escolhe com base no seu entendimento, sentimentos, gestos e desgostos, e seus anseios. Em outras palavras: sua vontade não é livre de você mesmo! Suas escolhas são determinadas pelo seu próprio caráter básico. Sua vontade não é independente da sua natureza, mas escrava dela. Sua escolha não forma o seu caráter, mas o seu caráter guia a sua escolha. A vontade é inclinada àquilo que você conhece, sente, ama e deseja. Você sempre escolhe com base em sua disposição, de acordo com a condição do seu coração.
É apenas por esta razão que sua vontade não é livre para fazer o bem. Sua vontade é escrava do seu coração que é mau. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era CONTINUAMENTE MAL TODO DESÍGNIO do seu coração” (Gn 6,5), “Não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12), “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?”(Jr 17.9). Não há força que obrigue o homem a pecar contra sua vontade, entretanto os descendentes de Adão são tão maus que sempre escolhem o mal.

As suas decisões são moldadas pelo seu entendimento, e a Bíblia diz que todos os homens “se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-lhes o coração insensato” (Rm 3.11). Suas concupiscências desejam ardentemente o pecado; portanto, você não pode escolher a Deus. Escolher a Deus é contrário à natureza humana. Se você decidisse obedecer a Deus, seria o resultado de uma compulsão externa. Mas você é livre para escolher, e por isso sua escolha está escravizada à sua própria má natureza.

Se carne fresca e salada fossem colocadas diante de um leão faminto, ele escolheria a carne. É a sua natureza que dita qual a sua escolha. É desse mesmo modo com o homem. A vontade do homem é livre da força exterior, mas não é livre dos pendores da natureza humana. E este pendor é contra Deus (Rm 8.7). A capacidade de escolhas do coração do homem é livre para escolher qualquer coisa que o coração do homem assim ditar; assim, não existe a possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem que haja a prévia operação a Sua graça divina.
Aquilo que a maioria entende por livre arbítrio é a ideia de que o homem é neutro, e, portanto, capaz de escolher tanto o bem quanto o mal. Isto simplesmente não é verdade. O arbítrio humano, assim como toda a natureza humana, é inclinado SÓ e CONTINUAMENTE para o mal. Jeremias indagou: “pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Nesse caso também vós podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal” (Jr 13.23). É impossível. É contrário à natureza. Por isso que os homens precisam desesperadamente da transformação sobrenatural de suas naturezas, de outro modo seus desejos estão escravizados na escolha do mal.
A despeito da grande exaltação que é dada ao “livre arbítrio”, temos visto que a vontade do homem não é livre para escolher um curso contrário aos propósitos de Deus, nem livre para agir contrária à sua própria natureza moral. Sua vontade não determina nem os acontecimentos nem as circunstâncias de sua vida. Escolhas éticas não são tomadas por uma mente neutra, mas são ditadas sempre pelas características de sua personalidade.

O MITO DA LIBERDADE ESPIRITUAL

Entretanto, muitos asseveram que a vontade humana faz a escolha final entre a vida e a morte espiritual. Aqui a vontade é totalmente livre para escolher ou rejeitar a vida eterna oferecida por Jesus Cristo. Dizem que Deus concederá um novo coração a todos que, pelo poder de seu próprio livre arbítrio, desejarem aceitar a Jesus Cristo.

Não pode haver dúvida que aceitar a Jesus Cristo é um ato da vontade humana. Isto é frequentemente denominado de “fé”. Mas como podem os homens vir de boa vontade para receber ao Senhor? É comumente respondido: “pela disposição de seu próprio livre arbítrio”. Mas como pode ser isso? Jesus é o Profeta, e recebê-lO significa acreditar em tudo o que Ele diz. Em Jo 8.41-45 Jesus deixa claro que você é nascido de Satanás. Este pai maligno odeia a verdade e transmitiu esta mesma inclinação a seu coração. Por isso disse Jesus: “Porque vos digo a verdade e não me credes” (Jo 8.45). Como pode a vontade humana brotar do homem e decidir naquilo que a mente humana odeia e nega?
Aceitar a Jesus significa, adicionalmente, acolhê-lO como sacerdote - isto é: recorrer a Ele e Dele depender para obter a paz com Deus pelo Seu sacrifício e intercessão. Paulo nos diz que a mente com a qual nascemos é hostil a Deus (Rm 8.7). Como pode a vontade escapar da influência da natureza humana, que nasceu com uma violenta inimizade contra Deus? Seria insano para a vontade escolher a paz quando cada osso e gota de sangue clama por rebelião?
Então, receber a Cristo significa também aclamá-lO como REI. Significa obedecer a todos os Seus mandamentos, confessar Seu direito de governar, e adorar diante do Seu trono. Mas a mente, as emoções e os desejos humanos clamam todos: “Não queremos que este reine sobre nós!” (Lc 19.14). Se todo o meu ser odeia Sua verdade, odeia Seu governo e odeia a paz com Deus, como pode a minha vontade ser responsável por receber a Jesus? Como pode tal pecador ter fé?

Não é a vontade humana, mas a graça de Deus que deve ser exaltada por conceder ao pecador um novo coração. A menos que Deus mude o coração e crie um novo espírito de paz, em verdade e submissão, o homem não pode decidir-se por Jesus Cristo e pela vida eterna Nele. É preciso ter um novo coração antes que o homem possa crer, ou de outro modo a vontade do homem está desesperadamente escravizada à maligna natureza humana - mesmo quanto à conversão. Jesus disse: “Não te maravilhes de ter dito: NECESSÁRIO vos é nascer de novo” (Jo 3.7). Se você não o for, jamais verá o Seu Reino.
Leia Jo 1.12 e 13. Lá é dito que aqueles que creem em Jesus nasceram, não da “vontade do homem, mas de Deus”. Do mesmo modo que a sua vontade não é a responsável por você ter vindo ao mundo, ela não é a responsável pelo seu novo nascimento. É ao seu Criador que você deve ser agradecido por sua vida, e “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co 5.17). Quem jamais escolheu ter sido criado? Quando Lázaro ressuscitou da morte ele decidiu responder à chamada de Cristo, mas não pôde decidir ter vida. Assim disse Paulo em Efésios 2.4,5: “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (Pela graça sois salvos)”. A fé é o primeiro ato de uma vontade tornada nova pelo Santo Espírito. Receber a Cristo é um ato tão humano quanto a respiração, mas é necessário primeiro que Deus tenha concedido vida.
Não é de admirar que Martinho Lutero tenha escrito um livro intitulado Nascido Escravo, que ele considerou um de seus mais importantes tratados. A vontade está presa às cadeias da maligna natureza humana. Você, que exalta o livre arbítrio como um grande poder, está apegado a uma raiz de soberba. O homem, como um pecador perdido, está definitivamente sem socorro e esperança. A vontade do homem não oferece esperança. Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos atirou na miséria. Somente o poder da graça de Deus pode oferecer livramento. Lance-se à misericórdia de Deus para a salvação. Rogue ao Espírito de Graça para que Ele crie um novo espírito dentro de você.


por Walter J. Chantry
 
FONTE:
http://cpurosimples.blogspot.com.br/2015/10/o-mito-do-livre-arbitrio.html

3 de agosto de 2013

Dt 30.19 prova que o livre arbítrio existe?


Para a teologia arminiana o livre arbítrio é a capacidade de escolha contrária e isenta (que não está sujeita a um dever ou obrigação). O dr. Olson diz que: "O livre-arbítrio, destruído pela queda, é restaurado por Cristo e pelo Espírito de Deus que opera por meio da Palavra". Mas antes de entrar no texto que está no titulo do artigo, quero fazer algumas observações no significado de livre arbítrio descrito acima: 
  • "o livre arbítrio é a capacidade de escolha contrária e isenta...": A escolha Humana nunca será contrária a sua vontade. A vontade do Homem natural é de fazer a vontade de seu pai, como disse Jesus (João 8.42-44). Logo, já não é isenta. A pessoa é sim, obrigada, a fazer a vontade daquele que lhe subjuga. Como descreve João 8.42-44 que se eles fosse filhos de Deus amariam a Jesus e creriam nEle, mas como são filhos do diabo fazem aquilo que o diabo gosta! 
  • "O livre-arbítrio, destruído pela queda, é restaurado por Cristo e pelo Espírito de Deus que opera por meio da Palavra": Soa meio estranho para o que disse Jesus. João descreve em 12.37-40 que Jesus fazia sinais entre eles mas que eles não criam e Jesus, mas que isso era para se cumprir o que disse Isaías "Cegou os seus olhos e endureceu os seus corações, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure". João 12:40 (Atos 28.26). Segundo a explicação do tal dr., que com a pregação da Palavra o Homem tem de volta ( como diz o hino "eu quero de volta o que é meu... restitui) o seu livre arbítrio. Mas como provei acima que tal argumento é uma falácia, veja este outro exemplo que as Escritura nos mostra em Mateus 11.25-27 que diz que, Jesus fazia a maioria dos seus milagres (v.20 - NVI) entre três cidades e que nenhuma delas não cria em Jesus e nisto elas são condenadas, mas o texto mostra que Deus não quis revelar a elas porque foi do agrado do pai (v.26) e Jesus complementa dizendo que o Filho revela "aqueles a quem o Filho o quiser revelar." (v.27). 
Mas voltando ao texto de Dt 30.19, mostrarei que tal versículo não apoia a doutrina do livre arbítrio. Antes abordar uma doutrina em um único versículo, temos que ter a plena consciência de que se o contexto aprova tal pensamento.

O texto de Dt. 30.19 é um convite, hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam. Uma resposta positiva a este convite só poderia vir após uma regeneração (segundo a ordos salutis reformada). Como? Voltemos a alguns versículos antes do verso 19. No capitulo 29.4 Moisés diz o porquê do povo não entender o que o Senhor Deus fez no meio deles, mas até hoje o Senhor não lhes deu mente que entenda, olhos que vejam, e ouvidos que ouçam. Mas já no capitulo 30.6 Moisés diz que o Senhor Deus fará algo neles para que amem ao Senhor, e o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. 

Observe, pelo menos, duas coisas contida no verso 6. Deus circuncidará o coração daquele povo para amarem o Senhor e para que vivas. Mesmo que não esteja na ordem da observação os versos 19 e 20 mostram justamente isso. Verso 19 diz para eles escolherem "a vida, para que vocês e os seus filhos vivam" e no verso 20 diz "para que vocês amem o Senhor" Dt 30.20a. 

Ou seja, Deus está mostrando que aqueles que escolherão a vida e que amarão ao Senhor são aqueles que Deus circuncidou o coração. 


http://superandoasheresias.blogspot.com.br/2012/12/dt-3019-prova-que-o-livre-arbitrio.html

7 de julho de 2013

O Livre Arbítrio

 

Continuando a série de artigo sobre eleição, predestinação e livre arbítrio, hoje estou escrevendo o tema sobre o livre arbítrio e suas implicações com a doutrina da eleição, procurando mostrar que não há contradição alguma nestes dois assuntos. Para muitos teólogos e cristãos a doutrina da eleição é incompatível com o livre arbítrio, porém sabemos que o livre arbítrio é um ensinamento bíblico, assim como a eleição também, leia o artigo anterior. Tanto a eleição, quanto o livre arbítrio são verdades bíblicas e não ha nenhuma incompatibilidade ou contradição entre estes dois temas, a não ser pela limitação das nossas mentes. Precisamos compreender o que o livre arbítrio é a determinação de agir conforme a vontade da nossa mente, mas o ponto de partida sobre o que iremos pensar não vem de nós, mas vem do espírito que habita em nós. Em Rom 8:29,30, aprendemos sobre esse princípio, pois a fé inicial não vem de nós, mas de Deus, nossa tarefas é colocar em prática a fé inicial, que nos move na direção de Deus.

É verdade que agimos conforme nossas decisões, agindo de acordo com nossos pensamos e isto está de acordo com os princípios bíblicos abaixo, mas precisamos compreender que o livre arbítrio como pensávamos não existe, pois nossos pensamos são influenciados pela forma que vivemos, por nossas experiências físicas, psíquicas e espirituais.

"E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." Atos 2:38 
Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo - Jo 7:17. A bíblia nos ensina que a possibilidade de salvação é real para todos os seres humanos, sem exceção, o que só pode ser verdade se todos pudessem crer - Rm 8:32.

É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro. - 1Jo 2:2. A capacidade de crer em Deus é inerente em todos os homens, pois a vontade é a operação da graça de Deus em favor dos eleitos. Então podemos dizer que a vontade de crer é a própria fé, assim como os passos que damos em direção a Deus são concedidas por Ele.

O livre arbítrio é parte integrante da doutrina da eleição, pois o homem torna-se cooperadores de Deus na eleição, sendo agentes cooperadores, executando os planos de Deus através dos livres pensamentos que nos tornam servos de Deus. Se somos servos, somos escravos e nossos pensamentos refletem os desejos de Deus, e esta é a nossa parte na história, somos responsáveis pelas maldades, pois somos mal, mas pela graça de Deus, fomos alterados, mudados para fazer o que é bom e agradável a Deus.

É através da existência do livre arbítrio que todos nós seremos julgados por Deus, pois ninguém pode ser julgado se não houver opção de escolha. Eleição e livre arbítrio são complementares em si, cada um tem o seu propósito no plano de Deus. Podemos dizer que a eleição é Deus se achegando a nós (graça) e o livre arbítrio é nós nos chegando a Deus, através da vontade de crer nEle, que é a operação da fé inicial que veio dEle, mas nós recebemos, aceitamos e praticamos essa vontade de crer que é a fé em ação.

É realmente dificil conciliar a doutrina da eleição com o livre arbítrio, pois nosso pleno entendimento sobre estas duas doutrinas é apenas parcial. Se mudarmos nosso foco, podemos clarear nossa mente em relação a assuntos como esse. Sabemos que Deus é imutável, eterno, onisciente e que o tempo está contido nEle, Ele é atemporal, não pode ser medido pelo tempo. Baseado nesses princípios podemos afirmar que Ele sabe de todas as coisas antes da fundação do mundo, o tempo esta nEle, e que sendo imutável, não pode mudar, logo tudo já foi planejado muito além do tempo, isso não seria compatível com a doutrina da Eleição?


FONTE:
http://filho-da-graca.blogspot.com.br/2011/10/o-livre-arbitrio.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+FilhoDaGraca+%28Filho+da+Gra%C3%A7a%29

5 de julho de 2013

Os Eleitos e a graça de Deus



A doutrina da eleição é uma subcategoria da predestinação, é a ideia de que Deus escolheu alguns, antes mesmo da existência delas para serem seus filhos, Rm 8:29,30 e Ef 1:4. O oposto da eleição é a reprovação, isto é, significa que os não-eleitos foram rejeitados por Deus e sofrem o castigo merecido pelos seus pecados. De acordo com este pensamento os não-eleitos foram predestinados ao julgamento eterno, entretanto admitir a reprovação seria culpar Deus pelo mal, e Deus não é responsável pelo mal (Tg: 1:13), apesar de permitir que o mal aconteça. Mas ele não é o agente do mal, o causador, ele apenas permite a ocorrência do mal, baseado no livre-arbítrio do ser humano, sobre este assunto estou preparando abordando o problema do livre-arbítrio.


O Calvinismo, é um sistema teológico que defende a doutrina da eleição, em contrapartida há os Arminianos que se opõem a esta doutrina, defendendo o ensino do livre-arbítrio do homem. Os defensores desta ideia acreditam na universalidade do evangelho, onde todo ser humano poderia ser salvo se quisesse.


Reprovação ativa ou passiva com a ideia de que os não-eleitos sofrem um implacável julgamento eterno, sem a chance da redenção divina é totalmente contrário a mensagem do evangelho e a universalidade da missão de Cristo na terra, pois ela ignora que Cristo morreu por todos os homens, pois se há reprovação dos não-eleitos, então Cristo morreu apenas pelos eleitos, logo esta doutrina é imoral pois ignora a universalidade da mensagem do evangelho e o poder do amor de Deus para com a humanidade.


Não podemos ignorar o fato que a bíblia está repleta de versículos que apontam para a eleição e predestinação: Abaixo alguns versículos que falam sobre a eleição e a predestinação;

como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor. Efé 1:4
pois não tendo os gêmeos ainda nascido, nem tendo praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama, foi-lhe dito: O maior servirá o menor. Rom. 9:11-13
Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido, eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome, ainda que não me conheças. Isa 45:4
nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade. Efé 1:11
A eleição se alicerça sobre a vontade divina e não sobre o mérito humano ou sobre a fé prevista (Efé 1:11 e João 15:16) , visa o cumprimento do propósito divino (Efé 1:11), estabelecida pela salvação pela graça. 


A eleição foi determinada antes da fundação da mundo (Efé 1:4), exclusivamente pela vontade divina, independentemente da fé e das obras humanas, isso é a graça operando em nós antes da fundação do mundo. A eleição é propósito de Deus e não depende da escolha do homem, conforme esta escrito em II Tes. 2:13, os homens foram escolhidos por Deus para a salvação, mas isso não da permissão para entregarmos a impiedade, pois os frutos da piedade durante a vida comprovam a eleição (1 Tes 1:3-4), assim os eleitos estão com suas vidas entregue nas mãos de Deus e aos interesses d´Ele, além do fato que todo eleito contam com a presença do Espírito Santo, que assegura a frutificação da vida, então todo eleito é devem contar com os frutos do Espírito Santo, pois pelos seus frutos os conhecereis (Mat 7:16, Gal 5:22,23).



A eleição é a manifestação da soberania de Deus, independente da vontade humana, mas isso não significa em injustiça da parte de Deus, pois para alguns ele manifestou a graça divina em favor dos homens e em outros Ele simplesmente os deixou a vontade para decidirem conforme os desejos do coração humano. É nesse ponto que entra a mensagem da universalidade de Cristo, pois ele morreu por toda a humanidade sem exceção, então aqueles que primeiramente não foram predestinados, podem ser alcançados  pela graça de Deus, isto é a universalidade do evangelho e a demonstração do poder de Amor de Deus para com todos os homens. Cabe porém ao ser humano, querer ser redimido pelo Criador através da mensagem da Cruz.



Podemos concluir que tanto a eleição, predestinação e livre-arbítrio convivem perfeitamente no plano de Deus, embora nossa mente limitada procure uma forma de conciliar estas doutrinas, para mim, que sou leigo, apenas creio que Deus elegeu alguns para o cumprimento do seus propósitos conforme dito acima, ainda assim creio que no livre-arbítrio como parte essencial do ser humano, mesmo que pareça ser o contrário no caso da eleição. Em Rom 8:28 está escrito que "todas as coisas cooperam para o bem daquele que ama a Deus", pois mesmo quando inicialmente tomamos uma decisão contra a vontade de Deus, ele já sabia que isso iria acontecer, e também já preparou oportunidades para voltarmos ao centro da vontade de Deus. Seria como se estivéssemos caminhando por um labirinto, por mais que as decisões no labirinto sejam nossas, no final iremos trilhar aquilo que já foi preparado pelo Pai. É claro que esta explicação é simplista demais, mas foi para mim a melhor maneira de ilustrar a verdade do livre-arbítrio e a eleição.


FONTE:
http://filho-da-graca.blogspot.com.br/2011/09/os-eleitos-e-graca-de-deus.html

4 de julho de 2013

O que é predestinação? É a predestinação bíblica?


Romanos 8:29-30 nos diz: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Efésios 1:5 e 11: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade... Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade.” Muitas pessoas têm forte hostilidade à doutrina da predestinação. Entretanto, a predestinação é uma doutrina bíblica. O segredo é compreender, biblicamente, o que significa.

As palavras traduzidas como “predestinou”/“predestinados” nas Escrituras citadas acima vêm da palavra grega “proorizo”, que carrega o significado de “anteriormente determinado”, “predestinar”, “decidir de antemão”. Então, predestinação é Deus determinando antes, o acontecimento de certas coisas. E o que Deus determinou antes que acontecesse? De acordo com Romanos 8:29-30, Deus pré-determinou que certas pessoas estariam em conformidade com a imagem de Seu filho, sendo chamadas, justificadas e glorificadas. Essencialmente, Deus predetermina que certas pessoas sejam salvas. Várias Escrituras se referem aos crentes em Cristo como sendo escolhidos (Mateus 24:22, 31; Marcos 13:20, 27; Romanos 8:33; 9:11; 11:5-7,28; Efésios 1:11; Colossenses 3:12; I Tessalonicenses 1:4; I Timóteo 5:21; II Timóteo 2:10; Tito 1:1; I Pedro 1:1-2; 2:9; II Pedro 1:10). Predestinação é a doutrina bíblica de que Deus, em sua soberania, escolhe certas pessoas para serem salvas.

A objeção mais comum à doutrina da predestinação é que ela não é justa. Por que Deus escolheria certas pessoas e não outras? O que é importante lembrar é que ninguém merece ser salvo. Todos nós pecamos (Romanos 3:23) e todos merecemos punição eterna (Romanos 6:23). Como resultado, Deus seria perfeitamente justo em permitir que todos nós passássemos a eternidade no inferno. Entretanto, Deus escolhe salvar alguns de nós. Ele não está sendo injusto com aqueles que não forem escolhidos porque eles estão recebendo aquilo que merecem. Ao escolher ter compaixão por alguns, Deus não está sendo injusto com os outros. Ninguém merece nada de Deus: por isto, ninguém pode protestar se não receber nada de Deus. Uma ilustração seria se eu desse dinheiro a 5 pessoas em um grupo de 20. As 15 pessoas que não recebessem dinheiro ficariam aborrecidas? Provavelmente sim. Mas elas têm o direito de se aborrecerem? Não, não têm. Por quê? Porque não devia dinheiro a nenhuma delas. Eu simplesmente decidi ser generoso com algumas.


Se Deus escolhe quem é salvo, isto não enfraquece nosso livre arbítrio para escolher e crer em Cristo? A Bíblia diz que devemos escolher: tudo o que temos a fazer é crer no Senhor Jesus Cristo e seremos salvos (João 3:16; Romanos 10:9-10). A Bíblia nunca descreve a Deus rejeitando quem Nele crê ou mandando de volta alguém que O busque (Deuteronômio 4:29). De algum jeito, no mistério de Deus, a predestinação trabalha de mãos dadas com a pessoa sendo atraída por Deus (João 6:44) e crendo na salvação (Romanos 1:16). Deus predestina quem será salvo, e devemos escolher a Cristo para sermos salvos. Os dois fatos são igualmente verdadeiros. Romanos 11:33 proclama: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!”

FONTE: