Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)
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4 de março de 2014

Perdão - Uma decisão, uma atitude de fé.

 
 
Falar sobre perdão não é uma tarefa simples nem fácil, pois não é fácil perdoar. Quero utilizar como base para essa reflexão os textos bíblicos de Mateus 18:21-35 e Colossenses 3:12-15.

Perdoar é um desafio para vencer o passado. Temos dificuldade em perdoar devido a nossa natureza pecadora, individualista e por falta de maturidade cristã.

Perdoar muitas vezes é abrir mão do direito de resposta, é assumir o “prejuízo”. Perdão não é um sentimento, e não pode ser confundido com remorso. Perdão é um mandamento, uma decisão, uma atitude de fé. A falta de perdão é resultado de uma ira mal resolvida, abrindo a porta de entrada para a amargura que por sua vez escancara o coração contaminando a alma e destruindo sentimentos e relacionamentos.

Lembra da história que contei no estudo: Ira – Uma seta do inimigo que pode ser fatal. Onde me senti injustiçado? Pois bem, da ira nasceu à amargura que fechou meu coração para perdoar. Eu só pensava em me vingar daquelas pessoas. Passei diversas noites acordadas e tomei medicamentos para dormir. Como puderam fazer isso comigo? Eles não podiam, eles não tinham esse direito... Isso era tudo que eu conseguia pensar. Meu coração estava fechado para perdoar, passei dias remoendo aquela mágoa, não sabia falar sobre outra coisa.
 
Até que Deus com seu infinito amor me mostrou a necessidade de liberar perdão aquelas pessoas, eu precisava liberá-las e me liberar. Não conseguia desfrutar da plenitude da bênção do Senhor, a falta de perdão não permite isso.
 
Não foi uma tarefa fácil e também não aconteceu de um dia para o outro, mas meu coração estava disposto a isso. Foi quando nos encontramos, sentamos e conversamos e então vimos e sentimos o agir do Espírito Santo. Hoje vivemos em comunhão e desfrutando da alegria que o Senhor nos proporciona na amizade.
 
A pessoa que não perdoa, fica remoendo o passado e lembrando constantemente do que ou de quem lhe magoou. A falta de perdão nos aprisiona no mundo espiritual.

No livro de Mateus encontramos a parábola do credor incompassivo, que quando perdoado de sua dívida não perdoou quem o devia, e por causa disso foi entregue aos acoites e lançado na prisão.

Assim acontece conosco quando não perdoamos, somos entregues aos açoites da mágoa, da dor e do passado. A falta de perdão nos afasta de Deus e do relacionamento com as pessoas, pois nossa alma se torna prisioneira e passamos a viver com o “pé atrás”.
 
O perdão é uma arma a qual o inimigo não tem defesa, é um remédio eficaz para os males da alma. Não perdoando somos entregues a tortura interior e nossa alma fica presa e angustiada de sentir que tudo o que fizermos nunca será o suficiente.

Um dos benefícios da cruz para a pessoa ferida é o perdão. Para entendermos o perdão é necessário entender a cruz, pois fora da cruz não há perdão.
Perdoar não é esquecer, perdoar é oferecer uma folha em branco ao ofensor e permitir que junto com a graça de Deus uma nova história seja escrita.
Quando perdoamos, parecemos com Deus, porque perdoar é amar e Deus é amor.

Quais os benefícios em perdoar?
• Conseguimos enxergar Deus de um modo diferente. Atraímos sobre nós a bênção do Senhor. (Colossensses 3;13)

• Abrimos nosso coração, libertamos da prisão, da amargura e estamos prontos para sermos restaurados.

• Conseguimos experimentar a verdadeira alegria e paz. Estamos liberados para viver os relacionamentos que Deus deseja para nós.

• Abrimos a porta para o amor e recuperamos a imagem de Deus em nós. Estamos livres do fardo e da acusação do diabo.
Querido, perdoar não é uma tarefa fácil, só conseguimos perdoar através da cruz e com auxilio do Espírito Santo.

Rejeite toda mentira de Satanás, abra seu coração, reconheça sua dificuldade de liberar perdão e lance-se aos pés de Cristo. Permita-se ter as estruturas mexidas, os alicerces abalados para viver intensamente feliz, desfrutando das bênçãos do Pai.
 
 
Fonte : Elder Ranger
 

22 de outubro de 2013

5 verdades sobre o perdão


por Sam Storms

O apóstolo Paulo disse, nas escrituras, que nós devemos perdoar “como” Deus nos perdoou em Cristo. A palavra “como” aponta duas coisas. Temos que perdoar porque Deus nos perdoou. Mas devemos também perdoar como, ou da mesma forma ou maneira, que Ele nos perdoou. Então, como Deus, em Cristo, nos perdoou? Isto nos leva as cinco verdades sobre perdão. 

1. Deus, em Cristo, nos perdoou, absorvendo as consequências destrutivas e dolorosas de nossos pecados contra Ele. 

Jackie Pullinger é uma missionária e plantadora de igrejas em Hong Kong cuja incrível história de vida é contada em sua autobiografia, “Chasing the Dragon” [Perseguindo o Dragão]. Um incidente em particular aconteceu nos primeiros anos de ministério de Jackie que ilustra o ponto aonde quero chegar. Um jovem chamado Ah Ping se uniu à Tríade (gangue que controla a criminalidade em Hong Kong) quando tinha apenas 12 anos. Ele logo passou a ser sustentado financeiramente por uma prostituta de 14 anos de idade. Quando Jackie apareceu e começou a agir com misericórdia e bondade para com Ah Ping e seus companheiros, ele disse-lhe prontamente: “É melhor você ir embora. Apenas saia daqui. Nós não somos bons. Vá encontrar alguém que apreciará o que você está fazendo e seja grato por seu perdão. Vamos apenas machucá-la, explorá-la e chutá-la. Por que você ainda está aqui? Com o que você se importa?” Jackie respondeu, “Eu fico porque é isso que Jesus fez por mim. Eu também não o queria. Mas Ele não esperou até que eu fosse boa e procurasse por Ele. Ele morreu por mim enquanto eu era sua inimiga abominável. Ele me amou e me perdoou. Ele também ama vocês.” 

“Sem chance”, gritou Ah Ping. “Ninguém pode nos amar assim. Estupramos, brigamos, roubamos e esfaqueamos. Ninguém pode nos amar.” Ela explicou como Jesus não os amava pelo que faziam, mas que Ele ainda amava pecadores e estava disposto a perdoá-los. Ah Ping estava destruído. Ele sentou-se na esquina da rua e recebeu Cristo como seu salvador. Não muito depois de sua conversão, Ah Ping foi atacado por uma gangue de jovens e foi espancado sem misericórdia com bastões. Quando seus amigos juraram vingança, Ah Ping disse: “Não. Sou cristão agora e não quero mais brigar.” 

O que transformou Ah Ping? O que aconteceu para ele ter a reação de perdoar seus inimigos? Foi a percepção de que Jesus Cristo absorveu em si mesmo as consequências dos pecados de Ah Ping. 

Então, o que é perdão? É decidir viver com as consequências dolorosas do pecado de outra pessoa. De qualquer maneira, você vai ter que viver com isso, então você poderia fazê-lo sem amargura, rancor e ódio que ameaçam destruir sua alma. 
  • Então, o que é perdão? É decidir viver com as consequências dolorosas do pecado de outra pessoa.

2. Deus nos perdoou em Cristo, cancelando a dívida que lhes devíamos. Ou seja, isso é dizer que não somos mais responsáveis pelos nossos pecados ou, de qualquer forma, obrigados a pagar por eles. 

A maneira de cancelarmos a dívida de alguém que pecou contra nós é pela promessa de não levá-la ao ofensor, aos outros ou a nós mesmos. Alegremente, decidimos nunca jogar o pecado na cara de quem o cometeu. Prometemos nunca exibirmos a dívida na frente deles, usando isto para manipular e envergonhar. E prometemos nunca levá-los a outras pessoas com a intenção de justificar-nos ou prejudicar sua reputação. E finalmente, prometemos nunca trazermos a nós mesmos com a intenção de auto-piedade, nem para justificar o ressentimento da pessoa que nos feriu. 

3. Perdoar os outros como Deus tem nos perdoado significa decidir abandonar o desejo de vingança. 

Como mencionado anteriormente, isso não significa que você deixará de desejar que a justiça seja feita. Isso significa que você recusa, pela Graça de Deus, a deixar a raiva e a dor determinarem uma data exata para a dívida ser paga, seja qual for o pagamento: emocional, físico, financeiro ou relacional. Isso também significa recusar usar seu passado de sofrimento para justificar seu pecado atual. 

4. Perdoar os outros como Deus tem nos perdoado significa que determinamos fazer o que é bom ao invés de mal. Leia especialmente Romanos 12.17-21 

Isso pode implicar em fazer simples atos de bondade, como cumprimentá-los cordialmente, com o coração, ou fornecendo uma refeição quando estiverem doentes ou outra rotina de compaixão e misericórdia. O que conseguirá com isso? Será um misto de surpresa e constrangimento para eles. 

Normalmente uma pessoa peca deliberadamente contra você na expectativa de que você responda da mesma forma. Se você fizer isto, é justificado, na mente da, o pecado cometido contra você. A última coisa que eles esperam é que demonstrações de bondade e força. Assim, quando o mal é respondido com bondade, ela o desarma; eles ficam perturbados com incredulidade. “Bondade”, escreve Dan Allender em seu livro Bold Love, “quebra o encanto que o inimigo tenta lançar e o torna sem efeito.” Com esperança, isso irá abrir a porta de seu relacionamento e irá conduzi-lo a uma genuína vida transformada. 

Responder desta forma também o envergonhará. Não estou falando de vergonha em um sentido ruim da palavra, como se você estivesse buscando humilhá-lo. Em vez disso, sua esperança é expor seu coração, sua motivação, e permitir que ele veja a maldade de seus atos. Responder o mal com o bem obriga o infrator a olhar para si mesmo ao invés de olhar para você. Quando a luz da bondade reflete de volta em sua escuridão, ela é exposta como sendo o que realmente é. A vergonha que sente em ser “descoberto” vai endurecer ou amolecer seu coração (depende de como ele/ela vai responder a isso). 

5. Deus nos perdoou em Cristo nos reconciliando consigo mesmo, restaurando o relacionamento que o pecado havia destruído. 

Muitas vezes evitamos perdoar porque queremos evitar conflitos. Ir ao ofensor e dizer, “Eu o perdôo”, carrega o potencial de uma explosão. Eles podem até negar ter pecado contra nós. Mas o perdão verdadeiro busca relacionamento e restauração. Perdão verdadeiro não é satisfeito com apenas cancelar uma dívida. É necessário amar de novo. 

É necessário lembrar-se de duas coisas aqui. Primeiro, a pessoa ofendida pode recusar suas investidas de bondade e resistir a qualquer esforço de sua parte para se reconciliarem. Mas isso, em uma análise final, está fora de seu controle. Como Paulo disse em Romanos 12.18, sua responsabilidade é fazer o que estiver ao seu alcance para estar em paz. Se eles recusarem estar em paz com você, a falta é deles. Você vai, pelo menos, ter cumprido sua responsabilidade diante de Deus. Segundo, muitas vezes, quando a reconciliação ou restauração é bem sucedida, o relacionamento nunca volta a ser o que era antes da ofensa cometida. Confiança e prazer na outra pessoa levaram um tempo para serem restauradas de um pecado grave e, algumas vezes, nunca retornarão por completo. Mas mesmo se isso não ocorrer, não significa que você não tenha perdoado totalmente. 
  • Se não perdoamos como as escrituras mandam, talvez o problema seja a ignorância do que Deus fez por nós através de Cristo.

Concluindo, nada disso fará sentido para alguém que nunca experimentou, recebeu e provou o regozijo do perdão de Deus em Cristo Jesus. Se não perdoamos como as escrituras mandam, talvez o problema esteja em nossa ignorância do que Deus fez por nós através de Cristo. É por isso que a chave para o perdão é a cruz. 


Traduzido por André Carvalho | iPródigo.com | Original aqui

21 de outubro de 2013

5 mitos sobre o perdão



por Sam Storms 

“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, e assim como Deus, perdoou vocês em Cristo” (Efésios 4.32) 

“A maioria dos avanços de Satanás na vida dos cristãos”, escreveu Neil Anderson, “é devido à falta de perdão”. Eu não poderia concordar mais. Não é difícil imaginar o porquê, uma vez que percebemos que falta de perdão gera amargura, ressentimento, raiva, maldade, e até mesmo desespero. Para nós, nada é mais importante do que saber o que é perdão, e o que não é. Então o que proponho nesse estudo é, primeiro, examinar cinco mitos sobre o perdão, isto é, cinco mentiras que muitos de nós tem abraçado sobre o que significa perdoar outra pessoa. Então, voltarei para falar sobre cinco verdades sobre perdão, ou cinco elementos essenciais que, sem eles, nunca haverá um perdão verdadeiro. 


Mitos:

1. Ao contrário do que muitos têm sido levados a acreditar, perdão não é esquecer. 

“Perdoe e esqueça”, temos dito por muitos anos. É bonito de dizer, mas altamente ilusório. Por quê? 

Antes de tudo, apesar do que você pense que Jeremias 31:34 está dizendo (“Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados”), Deus não se esquece. Esta linguagem do profeta é uma metáfora, uma figura de linguagem, com intuito de enfatizar a determinação da graça de Deus em não manter-nos responsáveis por nossos pecados. Ele cancelou o débito e nunca exigirá um pagamento. Se Deus pudesse literalmente “esquecer”, isso enfraqueceria a verdade sobre sua onisciência. Deus sempre sabe e sempre saberá todas as coisas, mas ele prometeu nunca usar nossos pecados contra nós ou nos tratar como se a realidade de nossos pecados estivesse presente em sua mente. 

Deus sempre sabe de tudo, mas prometeu nunca nos tratar como se a realidade de nossos pecados estivesse em sua mente.

Segundo, “perdoar e esquecer” é, simplesmente, psicologicamente impossível. Assim que você se concentrar para esquecer algo, pode ter certeza que, na maioria das vezes, é a única que permanecerá à frente de sua consciência. Todos nós esquecemos coisas ao longo do tempo, mas o fazemos involuntariamente. Vida, experiência e a idade acabam apagando certas coisas de nossas memórias, mas raramente, ou nunca, são feridas que sofremos ou pecados cometidos contra nós. 

Terceiro, achar que perdão demanda esquecimento pode ser emocionalmente devastador. Vamos supor que Jane demora dois meses para esquecer uma traição de Sally. Ela está se saindo bem e não gasta um segundo de seu pensamento com o pecado de Sally. Então é dito a Jane que Sally agiu da mesma forma com Mary, e ela imediatamente lembra a ofensa que sofreu. De repente, ela está cheia de culpa por não ter esquecido. O que ela achava que tinha expulsado de sua mente, agora, involuntariamente, volta correndo, e ela se sente como uma completa fracassada por não ter “realmente” perdoado sua amiga. Pior ainda, agora ela sente-se como uma hipócrita por ter prometido esquecer e agora simplesmente volta ao sentimento de raiva e ressentimento contra Sally. Jane não está só devastada, mas agora percebe o quão impossível é, literalmente, esquecer algo tão doloroso. Isso a faz extremamente relutante em perdoar alguém de novo, por achar que seu coração é incapaz de esquecer.

2. Perdoar alguém não significa que você já não sente mais a dor de suas ofensas 

Na maioria dos casos, a única maneira de parar a dor é parar o sentimento, e a única forma de para o sentimento é morrer emocionalmente. Mas robôs sem coração não podem amar verdadeiramente a Deus ou aos outros. Essa pode ser a principal razão das pessoas serem relutantes em perdoar. Eles sabem que não podem deixar de sentir a ferida do pecado contra eles e não querem ser hipócritas ao dizer que perdoaram quando no fundo eles sabem que não o fizeram. 

Vamos supor que Barbara descobre que seu marido, Bill, teve um caso. A agonia e o sentimento de profunda traição são intensos. Embora Barbara procurasse aconselhamentos extensivos, ela acabou separada de seu marido por um tempo. Depois de se reconciliarem, ela o perdoa, mas sob o pressuposto que para ela isso significa que nunca mais sentirá a dor do adultério. Então, uma noite ela vê Bill sorrindo e conversando com outra mulher na igreja. Apesar disso não ser nada além de uma simples simpatia, a angústia e suspeita de sua traição voltam rapidamente para dentro de sua alma. Ela repreende-se e questiona sua própria sinceridade: “Qual o problema comigo que não consigo superar isso?” Barbara tem que aprender que a dor da traição de seu marido provavelmente nunca irá se dissipar, mas isso não significa que ela verdadeiramente não o perdoou.

3. Perdoar alguém que pecou contra você não significa que você não tem anseio por justiça 

Esteja certo disso: vingança não é uma coisa ruim! Se fosse assim, Deus estaria encrencado, pois Paulo nos diz, “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito, ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor” (Romanos 12.19). Aguardar por justiça é inteiramente legítimo, mas procurá-la por si próprio não é. Deixe Deus tratar com o ofensor de seu próprio jeito e no tempo apropriado. Ele é muito melhor nisso do que eu ou você. 

Deixe Deus tratar com o ofensor de seu próprio jeito e no tempo apropriado. Ele é muito melhor nisso do que eu ou você.

O ponto é que o perdão não significa que você ignora o que foi feito de errado ou que você nega o pecado que foi cometido. Perdão não significa que você está fechando seus olhos para atrocidades morais ou finge que não se machucou, ou que isso realmente não importa se o ofensor é chamado a responder por suas ofensas contra ele/ela. Você não está sendo convidado a diminuir a gravidade do delito ou dizer aos outros, “Ah, não foi nada disso, afinal de contas, não era grande coisa.” Perdão significa simplesmente que você determina em seu coração deixar Deus ser o vingador. Ele é o juiz, não você. 

Frequentemente, nós recusamos perdoar os outros porque, equivocadamente, achamos que para fazermos isso temos que minimizar seus pecados. “E isso não é justo! Ele realmente me machucou. Se eu perdoar, quem irá se importar em defender minha causa e tratar minhas feridas?” Deus irá. Não devemos nunca comprar a mentira de que o perdão significa que o pecado foi limpo, ignorado, ou que o autor não será responsável por suas ações. É simplesmente que, conscientemente, escolhemos deixar Deus ser o único que determina o curso adequado de ações para lidar com justiça com a pessoa ofensora.

4. Perdoar não significa que você deixará facilmente o ofensor te machucar de novo. 

Talvez eles te machuquem de novo. Isso é decisão deles. Mas você deve estabelecer limites nos seus relacionamentos com eles. O fato de estabelecer regras que determinam como e quanto você interage com essa pessoa no futuro não significa que você não conseguiu sincera e verdadeiramente perdoá-la. Amor verdadeiro nunca auxilia e nem é cúmplice do pecado do outro. O autor pode se ofender se você definir parâmetros em sua amizade para impedi-lo de cometer novos danos. Eles podem até dizer, “Como você atreve? Isso prova apenas que você não queria dizer o que disse ao me perdoar.” Não compre essa idéia de manipulação. Perdão não significa se tornar um capacho indefeso e passivo para o pecado contínuo. 

O amor verdadeiro nunca auxilia e nem é cúmplice do pecado do outro.


5. Perdão raramente é um evento único, pontual 

É na maioria das vezes um processo vitalício. Entretanto, o perdão tem que começar alguma hora e em algum lugar. Sem dúvida, haverá um momento, um ato, quando você decidirá decisivamente perdoar. Isto pode muito bem ser altamente emocional e intenso espiritualmente e trazer alívio imediato; um senso de libertação e liberdade. Mas isso não significa, necessariamente, que você nunca precisará fazer de novo. Você pode precisar reafirmar a si mesmo seu perdão à outra pessoa todos os dias. Cada vez que você vê a pessoa, você pode precisar dizer a você mesmo, “Lembre que você perdoou o(a) _________!” 

Podem existir muitos outros mitos sobre perdão, mas estes são provavelmente os mais importantes deles. 

Na próxima parte, vamos voltar nossa atenção para a essência do perdão verdadeiro. 


Traduzido por André Carvalho | iPródigo.com | Original aqui

11 de janeiro de 2012

70 x 7



Uma coisa que curto em Pedro é sua capacidade de ser humano e mostrar isso de cara , fazer as perguntas que normalmente nos envergonhamos de fazer, se expor, mostrar o que se tem dentro do coração e da mente, sem essa de querer ser "super crente" ou dar uma de "santarrão" . É isso ai mesmo, ele queria saber se tem limite para a tolerância, até que ponto ele deveria segurar a onda e dar um desconto para as ofensas que recebesse de um irmão . Pensou : "custa nada perguntar ..."

Claro que Jesus conhecendo a motivação dos corações, sempre deu a resposta certa, aquilo que de fato atingiria o centro do questionamento, ele sabia o quanto Pedro era pavio curto e o quanto essa era uma das áreas que mais deveria ser tratado.
A sinceridade sempre encontra a resposta que precisa, precisamos aprender  a expor nossos questionamentos, mostrar que temos dúvida, mesmo que isso represente expor as vezes uma determinada fraqueza, porque  temos fraquezas, isso é normal, Paulo disse : "Quando estou fraco é que sou forte ..." ( ll Cor. 12 )
 
A dúvida pode existir , isso não é falta de fé. o que não podemos é deixar  que a dúvida cresça a tal ponto de nos tornar céticos, de nos fazer apostatar da fé por falta de conhecimento ou de esclarecimento. A palavra de Deus diz que perecemos por falta de conhecimento ( Oséias 4.6 ). Se temos questionamentos que sejam feitos, que sejam postos pra fora. Foi o que Pedro fez. Jesus estava falando sobre perdão, sobre ser tolerante com aqueles que nos ofendem, Pedro como qualquer pessoa de temperamento sanguíneo, logo quis saber se havia algum limite para essa tolerância, porque ele sabia o quanto era intolerante e tinha dificuldades em fazer aquilo que Jesus acabara de ensinar .
 
Jesus conhece nossos corações, ele sempre nos apontará o caminho e a direção para que andemos na contra-mão do sistema pecaminoso e destrutivo mundano. Foi isso que ele fez com Pedro quando disse que não havia limite para o perdão, na verdade não se tratava de um cálculo tão simples do tipo 70 x 7 = 490; tanto que Pedro nem questiona mais, ele não se atreve a calcular porque a mensagem lhe atinge o coração de forma direta e clara, ainda mais quando Jesus emenda a mensagem com uma parábola confrontadora sobre "O credor imcompassivo". Isso fecha com chave de ouro a mensagem sobre tolerância e perdão .
 
Paulo escreve aos Efésios algo muito forte sobre essa questão : "suportai-vos uns aos outros em amor .." ( Efésios 4.2 )
E aos Gálatas é como se ele explicasse o mesmo ensinamento : "Levai as cargas uns dos outros , assim cumprireis a lei de Cristo..." ( Gálatas 6. 2 )
Suportar não é tolerar ofensas apenas, é se colocar por baixo do ombro do irmão, é carregá-lo quando este não tiver forças, é ser o seu suporte em tudo e isso implica em ajudá-lo em sua imaturidade muitas vezes.
 
É isso que Jesus respondeu a Pedro e aos demais discípulos, que deveriam aprender a suportar e a perdoar sempre, porque o perdão é mérito do ofendido, ao ofensor cabe a gratidão .

Devemos refletir sobre esse texto na perspectiva de que devemos aprender a questionar, a tirar toda e qualquer dúvida acerca de questões difíceis da vida cristã sabendo que  a resposta recebida da palavra de Deus deverá ser encarada com fé, mesmo que vá contra nossa vontade ou justiça própria, será sempre a direção a ser tomada.

Seja a Paz de Cristo o árbitro dos corações !! ( Colossenses 3 . 14 )
Boa Reflexão !! Fé em Deus !!

 
PC Garcia
http://fimdostemplos.blogspot.com/