“Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus
anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras.” (Mateus 16. 27)
Cristo veio para inaugurar seu Reino, mas ele virá
novamente para introduzir a consumação deste Reino. Embora, o Reino de Deus
esteja presente em um sentido, ele é futuro em outro. Todo o Novo Testamento
nos indica o retorno de Cristo e nos conclama a viver de modo tal a sempre
estarmos prontos para essa volta.
O Filho
do Homem virá em glória (Mt 16.27; Mc 14.62). Freqüentemente Jesus falou aos seus ouvintes para vigiar
por sua volta, uma vez que ele viria em uma hora em que eles não estavam
esperando (Mt. 24.42,44). Vemos essa verdade em Atos (At 1.11); e com o apóstolo Paulo (At 17.31;1 Ts 5.2; Fp 4.5) . O autor aos Hebreus também
destaca essa verdade (Cap. 9.28); Tiago, o meio irmão do Senhor, também
enfatiza a importância da vigilância (Tg 5.8). Pedro diz da certeza de sua
volta e da incerteza da hora (2Pe 3.10). E em Apocalipse
lemos: “Eis que
vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as
tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!” (Ap. 1.7).
Esta
mesma expectativa pela a volta de Cristo deveria marcar a igreja hoje. Se
esta expectativa não estiver presente há algo totalmente errado.
Jesus nos ensinou a certeza de sua
vinda, sem nos fornecer a data exata. É necessária uma vigilância, que não é
uma espera indiferente, mas requer o uso diligente de nossos dons no serviço do
reino de Cristo. A volta do Senhor Jesus
será algo inevitável e repentino! Como
será a Vinda do Senhor?Para sabermos é preciso ficar atentos a alguns pontos:
Haverá sinais do
tempo (Mateus 16.3)
Sinais do Tempo – “… Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e
não podeis discernir os sinais dos tempos? (v.3b) - Esse
termo é usado para descrever certos
acontecimentos ou situações as quais se diz que antecedem ou apontam para a
segunda vinda de Cristo. Nessa
passagem as palavras usadas no grego para “sinal” denotam um símbolo dado por
Deus indicando o que ele fez, está fazendo ou está para fazer. Estes sinais
não são para datarmos a sua vinda, eles asseguram que estas coisas realmente
acontecerão. Os sinais dos tempos assinalam
tanto para o passado como para o presente e futuro. E estes sinais
pedem vigilância constante (cf Mt 24.42).
Que sinais são esses?
1)
Sinais que evidenciam a graça de Deus: A proclamação do Evangelho a
todas as nações – Há antecipação desse sinal no AT. Os profetas do AT já
predisseram que quando os últimos dias fossem inaugurados, o Espírito Santo
seria derramado sobre toda carne (Jl 2.28), e os confins da terra veria a
Salvação do Senhor (Is. 52.10). E vemos esse sinal nas palavras de Jesus: “E este evangelho
do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então
virá o fim.” (Mt 24.14). A pregação missionária do
Evangelho a todas as nações é, na verdade, o sinal dos tempos extraordinário e
mais característico. O período entre a primeira e a segunda vinda de
Cristo é a era missionária.
2) - A salvação da plenitude de Israel – (Rm
11.25-26a). Alguns entendem que Deus tem um plano especifico para o
Israel nação, mas não é isso. Não podemos fugir do contexto dessa passagem, que
está no capítulo 9.11. Onde Paulo fala sobre a incredulidade dos judeus.
Podemos ver isso no verso 2. Para Paulo o Israel de Deus é todo aquele que crer
em Cristo, e que faz parte da promessa de salvação (ler 9.24). Tanto gentios
como judeus tem se convertido ao cristianismo e não há um plano específico para
Israel como nação.
3) Sinais que indicam oposição
a Deus - Tribulação – (ler Jr.
30.7; Dn 12.1b) – O sermão profético de Cristo trouxe os assuntos sobre a
destruição do templo de Jerusalém e também a sua segunda vinda (Mt 24.2-51). Ouve
tribulação com discípulos, mas não era essa tribulação que marcaria a vinda de
Cristo. No sermão profético Jesus está anunciando os eventos do futuro
distante em conexão com os eventos do futuro próximo. A destruição de Jerusalém
é um tipo de fim do mundo; daí a mistura. A tribulação é algo que deve ser
esperado pelo servo de Cristo entre a primeira e segunda vinda. Apostasia
– No sermão profético Cristo nos diz sobre a apostasia (Mt 24.10-12, 24). Paulo
também diz: “Ora, o
Espírito afirma expressamente que, nos últimos
tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a
ensinos de demônios” (1Tm
4.1). Últimos tempos ou dias no NT denota todo o período entre a
primeira e segunda vinda. Anticristo – O que diz o NT sobre o
anticristo? O termo anticristo é encontrado apenas em 1 João 2.18, 22; 4.3; 2Jo
7. Significa um cristo substituindo um Cristo rival. Em Apocalipse 13 encontramos
os detalhes desse anticristo. De acordo com o texto o anticristo (ou besta) teria
poder político (v.1), “chifres”
e “diademas”. E o seu poder é
assustador por isso a figura que emerge do mar, apontando para a lenda do
monstro que emerge do mar Leviatã. O anticristo é toda forma de
pensamento que se opõem a Cristo.
4) – Sinais que indicam
julgamento divino - Guerras,
terremotos e fomes (ler Mt 24.6-8). Estes sinais também aparecem no
AT (ver Juizes 5.4,5; Salmo 18.7; 68.8; Isaias 24.19). Profecias acerca da fome
são encontradas em Jeremias (Jr 15.2) e em Ezequiel (Ez 5.15, 17). Estes
sinais são evidências do juízo divino. Não quer dizer que pessoas que estão morrendo com estas tragédias,
como as guerras, fomes e terremotos são escolhidas como objeto da ira de Deus.
Estes sinais que vemos são manifestações do fato de que o mundo presente está
sobre a maldição de Deus (Gn 3.17). A ira de Deus está constantemente revelada
do céu contra a impiedade e perversão do homem (Rm 1.18). Estes sinais fazem
lembrar que o “Juízo está às portas”
(Tg 5.9).
Haverá sinais do tempo - Estes não são
sinais do fim, pois Jesus disse claramente que, quando eles acontecerem, seu
povo não deve ficar alarmado (Ler Mt 24.6). Estes
sinais apontam para o fim e é uma garantia da segunda vinda de Cristo. Você tem percebido isso e tem vigiado?
Segundo
ponto que precisamos saber sobre a volta de Cristo:
Sobre
os eventos que acontecerão com a segunda vinda de Cristo (O que vai acontecer
quando Cristo voltar?)
Veremos o próprio Jesus – O próprio Cristo voltará em
sua própria pessoa, e isso é claramente ensinado no NT (At 1.11; 3.19-21). Será uma vinda visível – As
Testemunhas de Jeová (Fundada por Charles
Taze Russell em 1930 Ohio EUA) diz que Cristo voltou em 1914 de modo
invisível. Mas Apocalipse 1.7 quebra essa argumentação. Será uma vinda gloriosa – A primeira foi de humilhação (Is.
53.2,3; Fp 2.7,8), mas voltará em glória (Mt 24.30; Ap 19.16).
Haverá a ressurreição do
corpo - Deus criou o homem com corpo e alma, e o homem não é completo sem o
seu corpo. Aqueles que morreram em Cristo
desfrutam agora de uma felicidade provisória, durante o estado intermediário,
sua felicidade não será completa até que seus corpos tenham sido ressuscitados
dentre os mortos. Como acontecerá a ressurreição do corpo? A Bíblia mostra que
a ressurreição de crentes e ímpios será conjunta (ver Dn 12.2; João 5.28-29).
Outra passagem é em Atos 24 (ver vs 14,15). No
grego, assim como no português a tradução está no singular, não nos mostra
ressurreições, mas “ressurreição”.
Como será este corpo? – Encontramos resposta em 1Coríntios
15.12-14,22, 42-44, 50. No verso 22, o “todos”
se refere aos que estão em Cristo. Como será essa ressurreição? No verso 35
Paulo começa discorrer sobre o assunto. Ele usa a figura da semente (vs 35-38).
A idéia de Paulo é que Deus fará da semente jogada no solo uma nova planta
nascer. A figura da semeadura continua nos versos 42 a 44 onde Paulo apresenta
alguns contrastes entre o corpo atual e o ressurreto. Os contrastes são:
1) Corrupção e incorrupção(v.42) - Nossos corpos atuais
são corpos expostos a doença e a morte.
Mas ressuscitaremos com corpo
incorruptível, não estaremos mais a caminho da morte certa.
2) Desonra e glória (v.42) -
O sepultamento é, com certeza, um momento de desonra ao homem.
Mas ressuscitaremos em glória; uma glória não só exterior, mas uma glória que
transformará a pessoa desde o interior (ver Fp 3.21). Não sabemos como será
essa glória, até que a experimentemos.
3) Fraqueza e poder (v.43) - Depois de algumas horas de
trabalho ficamos cansados e precisamos de repouso. Temos nossas fraquezas,
somos limitados. Mas na ressurreição este corpo ressuscitará em poder.
4) Corpo natural e o corpo espiritual (v.44) - O corpo ressurreto do crente será como o corpo ressurreto de
Cristo. Com certeza o corpo de Cristo foi um corpo físico; ele pode ser tocado
(Jo 20.17,27) e pode ingerir alimentos (Lc 24.38-43). O que significa nessa
passagem é que: o corpo amaldiçoado pelo pecado será totalmente dominado e
dirigido pelo Espírito Santo. Será físico e perfeito (v.50). Paulo diz que é
impossível a nossa atual condição herdar as bênçãos da glória do por vir, por
isso devemos ressuscitar. Na volta de Cristo tanto ressurreição dos mortos como
a transformação dos vivos acontecerão numa sucessão rápida (v.51-52). Em 1
Tessalonicenses 4.16-17 vemos que o arrebatamento dos crentes – sua elevação
para encontrar com o Senhor nos ares – acontecerá imediatamente após a transformação
desse corpo.
Haverá uma
continuidade da vida – Muito se pergunta sobre se lembraremos de nossa vida
aqui na terra. Não acredito que seremos
“formatados”, creio que lembraremos. Seremos
nós mesmos, porém transformados. O livro de Apocalipse diz que no céu
entoaremos a canção do Cordeiro e de Moisés (Ap 15.3), que é uma canção sobre
história passada. Logo, se vamos cantar sobre os grandes feitos de Deus na
história, não podemos esquecê-los.
Mas em Isaías diz: “Pois eis que eu
crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas,
jamais haverá memória delas.” (Isaías
65.17). Alguns dizem que não teremos lembranças desta vida. Será que quando
formos para o céu (a Nova Terra), não haverá absolutamente nenhuma lembrança
dos Céus e Terra passados? O verso acima não ensina que não haverá nenhuma
lembrança no céu ou na era vindoura. Veja as razões:
Perceba o paralelo entre "coisas
passadas" no versículo 17 e "angústias passadas" no versículo
16. O versículo 16 diz: “de sorte que aquele que se abençoar na terra, pelo
Deus da verdade é que se abençoará; e aquele que jurar na terra, pelo Deus da
verdade é que jurará; porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão
escondidas dos meus olhos.” O estrito paralelo entre “angústias
passadas” no versículo 16 e “coisas passadas” no versículo 17 nos leva a pensar
que “coisas passadas” não significa todas as coisas, mas as coisas que nos angustiariam se delas nos
lembrássemos. E não nos angustiaremos na era vindoura. “E lhes
enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto,
nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Ap 21.4).
Mas a crucificação do Cordeiro
não foi uma das angústias do mundo? Sim, foi horrível. Portanto parece estar no
grupo das coisas que não deveriam ser mais lembradas. O que esqueceremos e o
que lembraremos não é uma simples classificação de bom ou ruim. Ao invés disso,
esqueceremos e lembraremos das coisas de acordo com o que aumentará o nosso
deleite em Deus. Se lembrar de algo intensifica a nossa adoração, nós nos
lembraremos.
E o casamento? Em textos
como Mateus 22.30 Jesus ensina que não
haverá casamento no céu. O que se aplica aqui é a semelhança dos anjos. Não quer dizer que não haverá diferença de
sexo na vida por vir. Mas o que vemos é que a instituição do casamento não
mais estará existindo, pois não
haverá necessidade de trazer novas criaturas ao mundo.
O que acontecerá com
a segunda vinda de Cristo? Veremos
a Cristo como ele é! Haverá ressurreição do nosso corpo de humilhação para
sermos perfeitos diante de Deus. Nossos corpos serão transformados! Lembraremos
da nossa vida com Cristo neste mundo. O pecado não mais existirá! Aleluia!
Conclusão e
aplicação final: A segunda vinda de Cristo - Temos
que cada dia ter certeza da volta de Cristo e ficarmos vigilantes, pois não
sabemos o dia de sua vinda. Esperemos com alegria e com fidelidade a
ele. A Bíblia nos diz muito pouco sobre a nossa ressurreição e como será. Mas
tudo que sabemos é que será maravilhoso. Está além da mais alta imaginação. As
palavras de Paulo devem ser aplicadas aqui: “…
Nem
olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que
Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1Co. 2.9).
Por Rev. Ronaldo P Mendes
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