Cristianismo é de origem latina – a raiz radical prefixa cristiano, que significa, em espanhol e italiano, cristão ou relativo ao Cristo e a raiz sufixa -ismo significa de origem grega: sufixo de origem grega que exprime a ideia de fenômeno linguístico, sistema político, religião, doença, esporte, ideologia, etc. É uma religião monoteísta, centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como são apresentados no Novo Testamento. A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor.
PRIMEIRO UM RESUMO EM ANÁLISE COMPARATIVA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS
Basicamente são três as ramificações que se apresenta no meio Protestante: tradicional, pentecostal e neopentecostal.
Tradicionais:
Compreende principalmente as chamadas
igrejas históricas que tiveram origem no início da Reforma Protestante
ou bem próximo dela. São elas:
· Luterana: fundada por Martinho Lutero (Século XVI)
· Presbiteriana: Fundada por João Calvino (Século XVI)
· Anglicana: Fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VIII (Século XVI)
· Batista: Fundada por John Smith (Século XVII)
· Metodista: Fundada por John Wesley (Século XVIII)
Pentecostais:
Compreende as igrejas que tiveram inicio
no reavivamento nos Estados Unidos entre 1906-1910. As experiências do
“batismo no Espírito Santo” levaram os membros que experimentaram essa
experiência a serem excluídos de suas antigas igrejas, formando assim
outras comunidades que levaram o nome de Assembleias de Deus (não
confundir com a denominação brasileira que leva o mesmo nome, enquanto
que aquela é um movimento que reuniu várias igrejas que aceitavam a
experiência dos dons espirituais no batismo com o Espírito Santo, esta
ultima foi uma denominação fundada em terra brasileira), congregações
etc…
As principais igrejas pentecostais no Brasil são:
Assembleia de Deus; Congregação Cristã no Brasil; Igreja do Evangelho quadrangular; O Brasil para Cristo; Deus é Amor.
· Assembleia de Deus: Fundada pelos
missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren (1911) é a principal
expoente do pentecostalismo no Brasil.
· Congregação Cristã no Brasil:Fundada por Louis Francescon (1910)
· Igreja do Evangelho Quadrangular:Fundada por Aimée Semple McPhersom (1950)
· O Brasil para Cristo: Fundada por Manoel de Melo (1955)
· Deus é Amor:Fundada por Davi M. Miranda (1962)
Neopentecostais:
Os neopentecostais são igrejas oriundas
do pentecostalismo original ou mesmo das igrejas tradicionais. Surgiram
60 anos após o movimento pentecostal. Nos Estados Unidos, são chamados
de carismáticos sendo que aqui no Brasil essa nomenclatura é reservada
exclusivamente para um grupo dentro da igreja Católica que se assemelha
aos pentecostais.
No Brasil as principais igrejas que representam os neopentecostais são:
Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo.
Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo.
· Universal do Reino de Deus: Fundada por Edir Macedo (1977)
· Igreja Internacional da Graça de Deus: Fundada por Romildo R. Soares
(1980)
(1980)
· Sara Nossa Terra: Fundada por Robson Rodovalho (1980)
· Renascer em Cristo: Fundada por Estevan Hernandez (1986)
Diferenças entre os grupos:
TRADICIONAIS X PENTECOSTAIS
Os evangélicos tradicionais diferem dos
pentecostais apenas em relação a experiência do chamado “Batismo no
Espírito Santo”. Não aceitam o “Falar em outras línguas” (glossolalia) e
dão forte ênfase no ensino teológico e no trabalho social, não se
preocupam com usos e costumes como vestimentas e adornos.
PENTECOSTAIS X NEOPENTECOSTAIS
Os carismáticos formaram uma outra
igreja coexistindo juntamente com os pentecostais mas sem se identificar
com elas. Dão bastante ênfase ao louvor e são mais flexíveis
teologicamente não permanecendo estáticos na doutrina como são os
pentecostais. Distingue-se também quanto aos usos e costumes. É o grupo
que mais cresce atualmente no Brasil devido a um maciço investimento na
mídia, como é o caso das igrejas Universal e da Graça.
ANÁLISE MAIS COMPLETA DAS IGREJAS
Qual é a diferença entre crente, cristão, evangélico, protestante?
Crente – de acordo com o dicionário Aulete, é aquele que acredita ou crê em algo. Quem manifesta crença religiosa. Também segue uma religião protestante.
Cristão – quem que prega ou segue o cristianismo, isto é, segue o Cristo.
Evangélico – de
acordo com o dicionário Houaiss, é uma palavra coloquial, ou relativa,
se referindo às diversas Igrejas e correntes protestantes. Por exemplo:
adventistas, assembleianos, batistas, calvinistas, congregacionais,
luteranos, maranatanos, metodistas, presbiterianos e até as Igrejas
pentecostais e neopentecostais.
Protestante –
de acordo com o dicionário Aulete, é uma denominação comum a várias
religiões cristãs originadas a partir da ruptura com a Igreja Católica,
liderada por Martinho Lutero.
Qual é a
diferença entre todas essas Igrejas Católica, ortodoxas, protestantes
(históricas, pentecostais, neopentecostais), restauracionistas
(Adventista do Sétimo Dia, mórmon e Testemunhas de Jeová), primitiva,
esotérica e espírita?
Exceto as igrejas
católicas, ortodoxas, restauracionistas, primitivas, esotéricas e
espíritas, todas as igrejas protestantes históricas e pentecostais são
denominações verdadeiramente cristãs, mas de tipos diferentes e
doutrinas diferentes. Vamos estudar em seguida:
Pré-reforma:
Lollardismo: O
Lollardismo foi um movimento político e religioso dos finais do século
XIV e inícios do século XV em Inglaterra. As suas exigências eram
primeiramente a reforma da Igreja Católica. Entre as suas principais
doutrinas estavam que a devoção era um requerimento para que um padre
fosse um “verdadeiro” padre ou que levasse a cabo os sacramentos, e que o
leigo devoto tinha o poder de executar os mesmos ritos, acreditando que
o poder religioso e a autoridade resultam da devoção e não da
hierarquia da Igreja. Ensinava o conceito da “Igreja dos salvados”,
significando que entre a verdadeira Igreja de Cristo era a comunidade
dos fieis, que tinha muito em comum, mas não era o mesmo que a Igreja
oficial de Roma. Ensinou uma determinada forma de predestinação.
Advogava a pobreza apostólica e a taxação das propriedades da Igreja.
Negava a transubstaciação em favor da consubstanciação.
Valdenses: Os
valdenses são uma denominação cristã que teve sua origem entre os
seguidores de Pedro Valdo, morto em 1217. Ele era um comerciante de
Lyon; criou sua religião por volta de 1174. Ele decidiu encomendar uma
tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo
sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou a sua atividade e aos
bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses
afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua,
sendo esta Bíblia a fonte de toda autoridade eclesiástica. Os valdenses
reuniam-se em casas de família ou mesmo em grutas, clandestinamente,
devido à perseguição da Igreja Católica. Celebravam a Santa Ceia uma vez
por ano. São considerados como uma igreja pré-reformada. Negavam a
supremacia de Roma, rejeitavam o culto às imagens como idolatria. Foram
duramente perseguidos na França e na Itália, instalando-se com maior
concentração nos vales alpinos de Piemonte, norte da Itália.
Reforma e pós-reforma:
No cristianismo existem
numerosas tradições e denominações, que refletem diferenças doutrinais
por vezes relacionadas com a cultura e os diferentes contextos locais em
que estas se desenvolveram. Segundo a edição de 2001 da World Christian Encyclopaedia existem 33 830 denominações cristãs. Desde a Reforma o cristianismo é dividido em três grandes ramos:
Catolicismo: composto pela Igreja Católica Apostólica e que hoje congrega o maior número de fiéis (prestem atenção, verdadeiros cristãos, catolicismo é uma seita pseudocristã);
Ortodoxia: originária
do grande Cisma do Oriente (século XI) e é constituída por duas grandes
Igrejas ortodoxas – a grega e a russa – que apresentam algumas
diferenças entre si, nomeadamente a língua usada na liturgia;
Protestantismo: originária
da segunda grande cisma cristã (Reforma Protestante) de Martinho
Lutero, no século XVI, e engloba grande número de movimentos e
denominações distintas. Atualmente a Igreja Protestante(também chamada
Igreja Evangélica) pode ser dividida em três vertentes:
1) Denominações históricas: resultado direto da reforma protestante. Destacam-se nesta vertente os luteranos,anglicanos, presbiterianos, metodistas e batistas, veja os exemplos seguintes:
a) Luteranos: O
luteranismo é uma denominação cristã ligada diretamente a Martinho
Lutero, pioneiro da Reforma da Igreja na Alemanha, a partir de 1517. A
10 de novembro de 1483, na cidade de Eisleben, na Alemanha, nasceu
Martinho Lutero, um jovem que, contrariando a vontade dos pais, decidiu
tornar-se monge. No mosteiro, Lutero vivia em angústias e desespero por
dúvidas que tinha sobre seus méritos espirituais. Quanto mais se
penitenciava, tanto mais cresciam suas dúvidas e incertezas. Não
possuía, por isso, paz de alma e via Deus como um severo juiz pronto a
castigar os pecadores. Lutero tornou-se Doutor em Teologia e passou a
lecionar na Universidade de Wittenberg. Sendo um dos privilegiados a ter
acesso a uma Bíblia, Lutero desenvolveu nova visão teológica lendo as
palavras de Romanos 1.17: “O justo viverá por fé”. Segundo sua
interpretação, dizia que o perdão e a vida eterna não são conquistados
por nós mediante boas obras, mas nos são dados gratuitamente por meio da
fé em Jesus Cristo, O Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para
perdão de toda a humanidade. Em 1517, na Alemanha, o professor e monge
Martinho Lutero fixou à porta da Catedral de Wittenberg 95 teses
criticando a atuação do Papa e do alto clero. Elas se propagaram
rapidamente, mesmo com a intervenção da Igreja. Lutero foi apoiado por
parte da população e pela nobreza que, desejosa de conquistar novas
terras sob domínio de Roma (na região da atual Alemanha), o protegeram
da perseguição do papa, poupando-o da fogueira, mas não da excomunhão.
Lutero, então, passou a participar de vários debates teológicos com
autoridades civis e eclesiásticas que tentavam fazê-lo abrir mão de suas
idéias e retratar-se de críticas à Igreja e ao Papa. Em 1520, Lutero
foi excomungado pelo Papa e, no mesmo ano, queimou a Bula de Excomunhão
em praça pública, rompendo assim com a Igreja Católica da época. Em
1530, surgiu a Confissão de Augsburgo que foi escrita por Lutero e
Melanchthon, um fiel companheiro seu. Este documento trazia um resumo
dos ensinos luteranos. Uma das principais preocupações de Martinho
Lutero era que todas as pessoas pudessem ler o livro no qual os
ensinamentos católicos estariam escritos e assim poderem tirar suas
próprias conclusões. Por isto Martinho Lutero traduziu a Bíblia para o
Alemão para que todos pudessem lê-la em sua própria língua. Alguns anos
mais tarde, a bíblia foi traduzida para o Inglês, Francês e Espanhol as
pessoas passaram a ler a Bíblia e terem suas próprias conclusões. Aos
poucos a Igreja Católica foi perdendo poder e influência. Depois de
Lutero a Igreja Católica nunca mais conseguiu exercer o forte domínio
sobre a Europa como tinha antes da Reforma Protestante. Pouco a pouco, o
ideal de reforma da Igreja Católica que Lutero possuía foi sendo
sufocado e o Reformador viu-se obrigado, juntamente com seus seguidores,
a formar um grupo separado de cristãos que queriam permanecer fiéis às
suas idéias. Surgia assim a Igreja Luterana.
b) Calvinistas: O
calvinismo é tanto um movimento religioso protestante quanto uma
ideologia sócio-cultural com raízes na Reforma iniciada por João Calvino
em Genebra no século XVI. João Calvino exerceu uma influência
internacional no desenvolvimento da doutrina da Reforma Protestante, à
qual se dedicou com a idade de 30 anos, quando começou a escrever os
“Institutos da religião Cristã” em 1534 (publicado em 1536). Esta obra,
que foi revista várias vezes ao longo da sua vida, em conjunto com a sua
obra pastoral e uma coleção massiva de comentários sobre a Bíblia, são a
fonte da influência permanente da vida de João Calvino no
protestantismo. Calvino apoiou-se a frase de Paulo: “pela fé sereis
salvos”, esta frase de epístola de Paulo aos Romanos foi interpretada
por Martinho Lutero ou simplesmente Lutero como pela fé sereis salvos.
As duas frases, possuem a mesma coisa, ou seja, não muda o sentido. Para
Bernardye Cotitretw, biógrafo de Calvino, “o calvinismo é o legado de
Calvino e torna-se uma forma de disciplina, de ascese, que não raramente
é levada ao extremo da teimosia”. O calvinista é pois no extremo um
profundo conhecedor da Bíblia, que pondera todas as suas ações pela sua
relação individual com a moral cristã. O calvinismo é também o resultado
de uma evolução independente das idéias protestantes no espaço europeu
de língua francesa, surgindo sob a influência do exemplo que na Alemanha
a figura de Martinho Lutero tinha exercido. A expressão “calvinismo”
foi aparentemente usada pela primeira vez em 1552, numa carta do pastor
luterano Joachim Westphal, de Hamburgo. O calvinismo marca a segunda
fase da Reforma Protestante, quando as igrejas protestantes começaram a
se formar, na seqüência da excomunhão de Martinho Lutero da Igreja
Católica romana. Neste sentido, o calvinismo foi originalmente um
movimento luterano. O próprio Calvino assinou a confissão luterana de
Augsburg de 1540. Por outro lado, a influência de Calvino começou a
fazer sentir-se na reforma Suíça, que não foi Luterana, tendo seguido a
orientação conferida por Ulrico Zuínglio. Tornou-se evidente que a
doutrina das igrejas reformadas tomava uma direcção independente da de
Lutero, graças à influência de numerosos escritores e reformadores,
entre os quais João Calvino era o mais eminente, tendo por isso esta
doutrina tomado o nome de calvinismo. Uma vez que tem múltiplos
fundadores, o nome “calvinismo” induz ligeiramente ao equívoco, ao
pressupor que todas as doutrinas das igrejas calvinistas se revejam nos
escritos de João Calvino. O nome aplica-se geralmente às doutrinas
protestantes, que não são luteranas, e que têm uma base comum nos
conceitos calvinistas, sendo normalmente ligadas a igrejas nacionais de
países protestantes, conhecidas como igrejas reformadas, ou a movimentos
minoritários de reforma protestante. Nos Países Baixos, os calvinistas
estabeleceram a Igreja Reformada Neerlandesa. Na Escócia, através da
zelosa liderança do ex-sacerdote católico John Knox, a Igreja
Presbiteriana da Escócia foi estabelecida segundo os princípios
calvinistas. Na Inglaterra, o calvinismo também desempenhou um papel na
Reforma, e, de lá, seguiu com os puritanos para a América do Norte. Na
França, os calvinistas, chamados de Huguenotes, foram perseguidos,
combatidos e muitas vezes obrigados ao exílio. Em Portugal, na Espanha
ou na Itália, estas doutrinas tiveram pouca divulgação e foram
ativamente combatidas pelas forças da Contrarreforma, com a ação dos
jesuítas e da Inquisição. O sistema teológico e as práticas da igreja,
da família ou na vida política, todas elas algo ambiguamente chamadas de
“calvinismo”, são o resultado de uma consciência religiosa fundamental
centrada na “soberania de Deus”. O calvinismo pressupõe que o poder de
Deus tem um alcance total de atividade e resulta da convicção de que
Deus trabalha em todos os domínios da existência, incluindo o
espiritual, físico, intelectual, quer seja secular ou sagrado, público
ou privado, no céu ou na terra. De acordo com este ponto de vista,
qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador,
preservador, e governador de todas as coisas, sem exceção, e que é a
causa última de tudo. As atividades seculares não são colocadas abaixo
da prática religiosa. Pelo contrário, Deus está tão presente no trabalho
de cavar a terra como na prática de ir ao culto. Para o cristão
calvinista, toda a sua vida é um culto a Deus. (…) O calvinismo também
defende uma Teologia Aliancista e os Sacramentos como meio de graça,
Santa Ceia e Batismo, incluindo o Batismo infantil. Calvino na sua
principal obra, as Institutas diz: “Eis aqui por que Satanás se esforça
tanto em privar nossas criaturas dos benefícios do batismo; Sua
finalidade é que se esquecermos de testificar que o Senhor tem ordenado
para confirmar as graças que ele quer nos conceder pouco a pouco vamos
nos esquecendo das promessas que nos fez a respeito disto. De onde não
só nasceria uma ímpia ingratidão para com a misericórdia de Deus, mas
também a negligência de ensinarmos nossos filhos no temor do Senhor, e
na disciplina da Lei e no conhecimento do Evangelho. Porque não é
pequeno estimulo sabermos que educá-los na verdadeira piedade e
obediência a Deus. E saber que desde seu nascimento foram recebidos no
Senhor e em seu povo, fazendo-os membros de sua igreja.” (CALVINO, 1999,
p. 1069.) O calvinismo deveria ser austero e disciplinado, ou seja: As
pessoas não tinham direito a excessos de luxo, e conforto, sem
esbanjamento matriana.
c) Presbiterianos: O nome destas denominações deriva da palavra grega presbyteros,
que significa literalmente “ancião”. O governo presbiteriano é comum
nas igrejas protestantes que foram modeladas segundo a Reforma
Protestante na Suíça. Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as igrejas
reformadas que adotaram uma forma de governo presbiteriano em vez de
episcopal ficaram conhecidas como a Igreja Presbiteriana. Na Escócia,
John Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra,
levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560. A
primeira Igreja Presbiteriana, a Church of Scotland(ou Kirk),
foi fundada como resultado disso. Na Inglaterra, o presbiterianismo foi
estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da rainha
Elizabeth I de Inglaterra. Em 1647, por efeito de uma lei do Longo
Parlamento sob o controle dos puritanos, o presbiterianismo foi
estabelecido para a Igreja Anglicana (Church of England). O
restabelecimento da monarquia em 1660 trouxe também o restabelecimento
da forma de governo episcopal na Inglaterra (e, por um período curto, na
Escócia); mas a Igreja Presbiteriana continuou a ser considerada
não-conforme, fora da igreja estabelecida. Na Irlanda, o
presbiterianismo foi estabelecido por imigrantes escoceses e
missionários ao Ulster. O presbítero de Ulster foi formado separadamente
da igreja estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do
presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas denominações
Holandesas, Alemãs e Francesas, foram combinadas nos EUA para formar
aquilo que se tornou conhecido como aPresbyterian Church USA (1705). A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a United Reformed Church,
enquanto que esta tradição também influenciou a Igreja Metodista,
fundada em 1736. O presbiterianismo faz parte da família das igrejas
reformadas dentro das denominações do Protestantismo Cristão e é baseado
nos ensinamentos de João Calvino, tais como eles foram
institucionalizados na Escócia por John Knox. Há muitas entidades
autônomas em países por todo o mundo que subscrevem igualmente o
presbiterianismo. Para além de distinções traçadas entre fronteiras
nacionais, os presbiterianos também se dividiram por razões doutrinais,
em especial no seguimento do Iluminismo. Apesar de a Igreja
Presbiteriana ser oriunda da Reforma Protestante do século XVI, ela
mantém o caráter católico da Igreja (traduzida literalmente e
especificamente só como “Igreja Universal”), como declarado no Credo
Niceno-Constantinopolitano, ainda que não submissa à autoridade do Bispo
de Roma. É uma denominação cristã comprometida com valores éticos e
morais. Os presbiterianos destacam-se pelo incentivo à educação, entre
as inúmeras instituições presbiterianas espalhadas pelo mundo
destacam-se a Yale University e o Instituto Mackenzie. Sua
atuação no contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através
de instituições de ensino desde o infantil até o superior, que têm
alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por exemplo,
Universidade Presbiteriana Mackenzie, Instituto Presbiteriano Gammon,
entre outras.
d) Batistas e congregacionistas: Também
tiveram origem nos reformadores mais radicais, na Inglaterra, que
rejeitaram o protestantismo oficial da Igreja Anglicana. Advogam a
separação da Igreja e do Estado. Rejeita o episcopalismo, adotando o
governo da congregação (membros), tanto os batistas fundamentalistas,
como os congregacionais ou congregacionalistas. Os congregacionais são
mais numerosos também na Inglaterra e Estados Unidos, sendo bem menos
numerosos no Brasil, com a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais
do Brasil, tradicional, a mais importante.
O regime de governo
eclesiástico conhecido como Congregacional é um sistema onde cada
congregação local é autônoma e independente. A igreja local possui
autonomia para sua própria reflexão teológica, expansão missionária,
relação com outras congregações e seleção de seu ministério. O
Congregacionalismo está baseado nos seguintes princípios:
* Cada congregação de
fiéis, unida pela adoração, observação dos sacramentos e disciplina
cristã, é uma Igreja completa, não subordinada em sua administração a
qualquer outra autoridade eclesiástica senão a de sua própria
assembléia, que é a autoridade decisória final do governo de cada igreja
local.
* Não existe nenhuma
outra organização ou entidade maior ou mais extensa do que uma Igreja
local a quem pode ser dada prerrogativas eclesiásticas ou ser chamada de
Igreja.
* As igrejas locais estão
em comunhão umas com as outras, são interdependentes e estão
intercomprometidas no cumprimento de todos os deveres resultantes dessa
comunhão. Por isso, se organizam em Concílios, Sínodos ou Associações.
Entretanto, essas organizações não são Igrejas, mas são formadas por
elas e estão a serviço delas.
O Congregacionalismo é o
regime de governo mais comum em denominações como Anabatistas, Igreja
Batista, Discípulos de Cristo, Igreja de Cristo no Brasil e obviamente a
própria denominação que deu nome ao termo: a Igreja Congregacional.
e) Anglicanos: A
Igreja Anglicana (também denominada Igreja da Inglaterra, em inglês
Church of England) é a Igreja cristã estabelecida oficialmente na
Inglaterra e é o tronco principal da Comunhão Anglicana Mundial, bem
como um membro fundador da Comunhão de Porvoo. Fora da Inglaterra, a
Igreja Anglicana é denominada Igreja Episcopal, principalmente nos
Estados Unidos e na Austrália. Em 1534, a Igreja da Inglaterra
(Anglicana) se separou em definitivo da Igreja Católica Romana, por
iniciativa do rei Henrique VIII, valendo-se da questão com o Papa
Clemente VII, relacionada com o pedido de anulação de seu casamento com
Catarina de Aragão. Esta separação, não obstante tenha acontecido por
interesses pessoais e políticos, era um velho sonho da Igreja da
Inglaterra, que nunca tinha aceitado plenamente a dominação Romana. Não
se pode, portanto, atribuir a Henrique VIII o título de fundador da
Igreja Anglicana. Este processo de separação, em meio à Reforma
Protestante, não marcava o surgimento de uma nova Igreja, mas sim a
alforria definitiva de uma Igreja Cristã que se desenvolvia desde o
século III de nossa era. (Ainda não se que essa igreja seja uma seita)
f) Anabatistas: (“re-batizadores”, do grego “ana” e “baptizo“; em alemão: Wiedertäufer)
são cristãos da chamada “ala radical” da Reforma Protestante. São assim
chamados porque os convertidos eram batizados em idade adulta,
desconsiderando o até então batismo obrigatório da igreja romana. Assim,
re-batizavam todos os que já tivessem sido batizados em criança, crendo
que o verdadeiro batismo só tem valor quando as pessoas se convertem
conscientemente a Cristo. Os primeiros anabatistas que surgiram na
Historia do Cristianismo foram assim denominados pelo Papa Estêvão I que
descobriu que cerca de 80 bispos haviam realizado o 2º Concílio de
Cártago, em 225 depois de Cristo, para legalizarem o re-batismo dos
fiéis vindos de outras Igrejas que adotavam o “batismo regenerador”.
Esses bispos discordavam que as “águas batismais” eram as águas
mencionadas no Evangelho de João Capítulo 3 e que a graça de Deus
independia do Batismo. Nos sínodos da Frígia, em 225 depois de Cristo,
esses bispos excomungaram a Igreja Romana. O Papa Estevão I tomou
conhecimento e invalidou esses sínodos e excomungou todos os bispos no
2º Concílio de Roma que participaram, declarando que o re-batismo
(anabatismo em grego) era uma heresia. Em primeira instância, os grupos
que realizavam o re-batismo eram os adeptos do Montanismo e Novacianismo
até o século IV, os seguidores do Donatismo até o século X na África,
os paulícianos condenados pelo código justiniano pelo anabatismo em 525
depois de Cristo, expandindo a prática até meados da reforma, os
Bogomilos nos Bálcãs e Bulgária do século IX até meados da reforma. A
Reforma Protestante do século XVI reacendeu os princípios bíblicos da
justificação pela fé e do sacerdócio universal foram novamente colocados
em foco. Contudo, enquanto Lutero, Calvino e Zuínglio mantiveram o
batismo infantil e a vinculação da igreja ao Estado, os anabatistas
liderados por Georg Blaurock, Conrad Grebel e Félix Manz ansiavam por
uma reforma mais profunda. Os anabatistas fundaram então sua primeira
igreja no dia 21 de janeiro de 1525, próxima a Zurique, na Suíça, de
acordo com a doutrina e conduta cristãs pregadas no Novo Testamento e
testemunharam alegremente de sua nova vida em Cristo. É difícil
sistematizar as crenças anabatistas daquela época, porque qualquer grupo
que não era católico ou protestante e que batizava adultos, como os
unitários socinianos ou semignósticos como Thomas Muentzer eram
rotulados como anabatistas. Esses grupos, junto com os anabatistas
constituem a Reforma Radical. Em “In nomine Dei”, José Saramago retrata
um conhecido episódio na história do movimento anabatista que teve lugar
na cidade de Münster (no norte da Alemanha), onde entre 1532 e 1535 foi
estabelecida uma teocracia nas linhas das orientações desta
denominação. Depois de serem massacrados na Guerra dos Camponeses, os
anabatistas sobreviveram na sua forma pacifista, como a Igreja
Mennonita. Originalmente concentrados no vale do rio Reno, desde a Suíça
até a Holanda, os anabatistas conquistaram adeptos de cultura
germânica. Perseguidos pelo Estado e guerras, tiveram imigração em massa
para a Rússia e América do Norte. No final do século XIX e começo do XX
surgiram colônias na América do Sul (Paraguai, Argentina, Brasil,
Bolívia), onde mantém suas culturas e fé. Muitos anabatistas
conservadores vivem em comunidades rurais isoladas e desconfiam do uso
de tecnologia. As principais denominações hoje anabatistas são: os
mennonitas; Amish, famosos pelo estilo de vida conservador; hutteritas,
que defendem um comunualismo, rejeitando propriedade individual. Os
anabatistas influenciaram ainda outras denominações religiosas, como os quakers; batistas;dunkers e outras denominações protestantes que afirmam a necessidade de uma adesão voluntária à Igreja. (Ainda não se sabe se é uma seita)
g) Batistas: A
igreja batista é uma denominação cristã caracterizada pela rejeição ao
batismo infantil, optando em seu lugar pelo batismo de fé, geralmente
através da imersão. O nome é derivado de uma comissão para que os
seguidores de Jesus Cristo fossem batizados, os batistas interpretam o
batismo – imergir em água – como uma exposição pública de sua fé.
Enquanto o termo “batista” tem suas origens com os anabatistas, e às
vezes foi visto como pejorativo, a denominação historicamente é ligada
aos dissidentes ingleses, ou movimentos de anticonformismo do século
XVI. O movimento batista surgiu na Inglaterra, num tempo de reforma
religiosa intensa. Os batistas tipicamente são considerados
protestantes. Alguns batistas rejeitam essa associação. A maioria das
igrejas batistas escolhem associar-se com grupos que fornecem apoio sem
controle. A maior associação batista é a Convenção Batista do Sul dos
Estados Unidos, mas, há muitas outras associações de batistas no mundo.
No Brasil, as maiores são a Convenção Batista Brasileira e a Convenção
Batista Nacional. As Igrejas Batistas formam uma família denominacional
protestante de origem inglesa. Estão presentes em quase todos os países
do globo. No ano de 2007 existiam 37 milhões de membros e 170 mil
igrejas espalhados pelo mundo, sendo que 21 milhões apenas nos Estados
Unidos e Canadá, e cerca de 2 milhões no Brasil. A história
academicamente aceita sobre a origem das Igrejas Batistas é a sua
incepção como um grupo de dissidentes ingleses no século XVII. A
primeira igreja batista nasceu quando um grupo de refugiados ingleses
que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa em 1608,
liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um advogado,
organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrinas batistas. John
Smyth discordava da política e de alguns pontos da doutrina da Igreja
Anglicana da qual ele era pastor após uma aproximação com os menonitas
e, examinando a Bíblia, creu na necessidade de batizar-se com
consciência e em seguida batizou os demais fundadores da igreja,
constituindo-se assim a primeira igreja batista organizada. Até então, o
batismo não era por imersão, só os batistas particulares por volta de
1642 adotaram oficialmente essa prática tornando-se comum depois a todos
os batistas. A primeira confissão dos particulares, a Confissão de
Londres de 1644, também foi a primeira a defender o imersionismo no
batismo. Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e
seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na
Holanda desfez-se e parte dos seus membros uniram-se aos menonitas.
Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores
de Londres, em 1612. A perseguição aos batistas e a outros dissidentes
ingleses, fez com que muitos emigrassem. O mais famoso foi John Bunyan,
que escreveu sua obra-prima O Peregrino enquanto estava preso. Nos
Estados Unidos, a primeira igreja batista nasceu através de Roger
Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639,
na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que
organizou
a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648.
Em terras americanas os batistas cresceram principalmente no sul, onde
hoje sua principal denominação, a Convenção Batista do Sul, conta com
quase 15 milhões de membros, sendo a maior igreja evangélica dos Estados
Unidos. Existem ainda outras teorias sobre a origem dos batistas, mas
que são rejeitadas pela historiografia oficial. São elas a teoria de
Sucessão Apostólica, ou JJJ (João – Jordão – Jerusalém) e a teoria
anabatista. Ambas são rejeitadas pelos historiadores batistas Henry C.
Vedder e Robert G. Torbet. A teoria de sucessão apostólica postula que
os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou
através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas
adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos,
bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os batistas
landmarkistas utilizam este ponto de vista para se autoproclamar única
igreja verdadeira. Essa teoria apresenta alguns problemas, como o fato
que grupos como bogomilos e cátaros seguiam doutrinas gnósticas e o
gnosticismo é contrário às doutrinas batistas de hoje. Também, alguns
desses grupos que sobrevivem até o presente, igrejas como a dos
valdenses (que desde a Reforma é uma denominação Calvinista) ou dos
paulicianos, não se identificam com os batistas. A teoria anabatista é
aquela que afirma que os batistas descendem dos anabatistas, que
pregaram sua mensagem no período da Reforma Protestante. O evento mais
citado para apoiar essa teoria foi o contato que John Smyth e Thomas
Helwys com os menonitas na Holanda. Todavia, além de em 1624 as cinco
igrejas batistas existentes em Londres terem publicado um anátema contra
as doutrinas anabatistas, também os anabatistas modernos rejeitam ser
denominados batistas e há pouca relação entre os dois grupos.
Ambos os grupos possuem algumas similaridades:
* Crença no Batismo adulto e voluntário;
* Visão do Batismo e da Santa Ceia como ordenanças;
* Separação da Igreja e Estado.
Existem algumas diferenças entre os batistas e os anabatistas modernos (por exemplo, os menonitas):
1) Os anabatistas normalmente praticam o Batismo adulto por aspersão e não por imersão como os batistas;
2) Os anabatistas são pacifistas extremos e recusam a jurar;
3) Os anabatistas creem em uma
doutrina seminestoriana sobre a Natureza de Cristo, que não recebeu
nenhuma parte humana de Maria;
4) Os anabatistas enfatizam a vida comunal enquanto os batistas a liberdade individual;
5) Os anabatistas recusam a participar
do Estado, enquanto os batistas podem ser funcionários públicos,
prestar serviço militar, possuir cargos políticos;
6) Os anabatistas creem em um estado de sono da alma entre a morte e a ressurreição.
h) Metodistas: O
metodismo foi um movimento de avivamento espiritual cristão ocorrido na
Inglaterra do século XVIII que enfatizou a relação íntima do indivíduo
com Deus, iniciando-se com uma conversão pessoal e seguindo uma vida de
ética e moral cristã. O metodismo foi liderado por John Wesley,
eclesiástico da Igreja Anglicana, e seu irmão Carlos Wesley, considerado
um dos maiores expoentes da música sacra protestante. O metodismo teve
seu início nos meados do século XVIII na Inglaterra. Era uma época em
que a sociedade inglesa passava por rápidas transformações. Milhares de
pessoas saíam da zona rural, que era controlada por grandes
proprietários, para procurar trabalho nas novas indústrias das cidades.
Nesse tempo o povo vivia na miséria trabalhando longas horas e só
ganhando o mínimo necessário para sua sobrevivência. As pessoas moravam
em cortiços, sem as mínimas condições e não tinham acesso a médicos
quando ficavam doentes. As crianças não iam à escola porque em geral
trabalhavam para ajudar seus pais. Havia grande número de alcoólatras. O
povo estava frustrado e desiludido. Em 1730 João e Carlos Wesley,
William Morgan e Bob Kirkham começaram a reunir-se em Oxford para
estudar juntos, organizando uma pequena sociedade, o chamado Clube
Santo. Esforçavam-se por levar uma vida devocional disciplinada e
regularmente se dedicavam a ensinar os órfãos, visitar os presos, cuidar
dos pobres e idosos. Ali, foram eles, pela primeira vez, chamados
“metodistas”. Esse nome foi decorrente do rigor com que desenvolviam
suas práticas de vida e de cristianismo, com muita disciplina e método.
Na realidade, João Wesley não se propôs a fundar uma nova Igreja ou
denominação, mas grupos de renovação na Igreja da Inglaterra. As
circunstâncias históricas, como a independência dos Estados Unidos,
obrigou o Metodismo a constituir-se finalmente em uma denominação ou
Igreja, tal fato sucedendo contra os desejos e propósitos originais do
reavivalista. Wesley sempre considerou a si mesmo como um ministro da
Igreja da Inglaterra (Igreja Anglicana). Não queria separar-se dela;
queria, sim, reformá-la por dentro. Por isso o nome que deu aos
primeiros grupos metodistas foi o de sociedades. Não de Igrejas ou
igrejas. Era a ideia de classes ou bands (guarda similaridade com
as células) que, por seu intenso fervor e sua atividade renovadora,
fossem dentro do corpo da Igreja um novo e poderoso elemento de vida. O
avivamento espiritual promovido por João Wesley e seus cooperadores
visava a santidade de vida, a harmonização da vontade do homem com a
vontade de Deus.
2) Denominações pentecostais: originárias
em movimento do início do século XX é baseando na crença na presença
do Espírito Santo na vida do crente através de sinais, denominados por
estes como dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas
(glossolalia), curas, milagres, visões etc. Destacam-se nesta vertente Assembleia
de Deus, Igreja Presbiteriana Renovada, O Brasil para
Cristo, Congregação Cristã, Igreja Cristã Maranata e a Igreja do
Evangelho Quadrangular. Embora batistas sejam históricos, também existem batistas que são considerados mais pentecostais.
Para alguns o
pentecostalismo moderno teve início em 1901, no Colégio Bíblico Betel,
em Topeka, no Estado do Kansas, quando a fiel Agnes Ozman recebeu o
carisma das línguas pela imposição de mãos do Pastor Charles Fox Parham.
A dúvida inicialmente pairava se aquelas línguas eram línguas
existentes (xenoglossia) ou desconhecidas (glossolalia). Todavia,
tradicionalmente, reconhece-se o início do movimento pentecostal no ano
de 1906, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na Rua Azusa, onde houve um
grande avivamento caracterizado principalmente pelo “batismo com o
Espírito Santo”, evidenciado pelos dons do Espírito (glossolalia, curas
milagrosas, profecias, interpretação de línguas e discernimento de
espíritos, dentre outros). No entanto, o batismo com dons do Espírito
Santo não era totalmente novo no cenário protestante. Existem inúmeros
relatos de pessoas que clamam ter manifestado dons do Espírito em muitos
lugares, desde Martinho Lutero (apesar de controversos quanto a
veracidade) no século XVI até de alguns protestantes da Rússia, no
século XIX. Devido à projeção que ganhou na mídia, o avivamento na Rua
Azusa rapidamente cresceu e, subitamente, pessoas de todos os lugares do
mundo estavam indo conhecer o movimento. No começo, as reuniões na Rua
Azusa aconteciam informalmente, eram apenas alguns fiéis que se reuniam
em um velho galpão para orar e compartilhar suas experiências, liderados
por William Seymour (1870-1922). Rapidamente, grupos semelhantes foram
formados em muitos lugares dos EUA, mas com o rápido crescimento do
movimento o nível de organização também cresceu até o grupo se denominar
Missão da Fé Apostólica da Rua Azusa. Alguns fiéis não concordaram com a
denominação do grupo. Surgiram grupos independentes que emergiram em
denominações. Também algumas denominações já estabelecidas adotaram
doutrinas e práticas pentecostais, como é o caso da Igreja de Deus em
Cristo.
Mais tarde, alguns grupos
ligados ao movimento pentecostal começaram a crer no unicismo em vez da
triunidade (trindade). Com o crescimento da rivalidade entre os que
criam no unicismo e os que criam na trindade, ocorre um cisma e novas
denominações nasceriam como a Igreja Pentecostal Unida (unicista) e as
Assembleia de Deus (trinitária).
3) Denominações neopentecostais: originárias
na segunda metade do século XX de avanço das igrejas pentecostais, não
configuram uma categoria homogênea possuindo muita variedade nesse meio.
Algumas possuem aceitação de músicas de vários estilos, outras
adquiriram o formato G-12. Destacam-se nesta vertente a Igreja
Universal do Reino de Deus, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja
Apostólica Fonte da Vida, Igreja Internacional da Graça de
Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Igreja Evangélica Cristo
Vive, Ministério Internacional da Restauração, Igreja de Nova
Vida, Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, Igreja Bola de Neve e
a Igreja Unida. É o ramo que mais cresce no Brasil e no mundo.
O neopentecostalismo é
uma vertente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do
pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais.
Surgiram sessenta anos após o movimento pentecostal do início do século
XX (1906, na Rua Azuza), ambos nos Estados Unidos da América.
Em alguns lugares são
chamados de carismáticos, tendo como exceção o Brasil, onde essa
nomenclatura é reservada exclusivamente para um movimento dentro da
Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica.
O Movimento Carismático
ou Neopentecostal principiou-se nas denominações históricas (Metodista,
Batista, Presbiteriana, etc). Assim surgem: A Convenção Batista
Nacional, que reúne as igrejas de “renovação espiritual”, incluindo a
Batista da Lagoinha desde 1967 (são moderadas, conhecidas como
“renovadas”); As Igrejas Pentecostais Sinais e Prodígios, fundada em
1970; A Igreja Renascer em Cristo, em 1986. Surgem também as
denominações novas, não oriundas de igrejas históricas, mas de líderes
hábeis e influentes. Tal é o caso de: Igreja Universal do Reino de Deus
(IURD), fundada por Edir Macedo em 1977 no Brasil; Igreja da Graça,
fundada por R.R. Soares. Igreja Apostólica Deus é Vida, fundada por
Ismael Torquato em 2004 no Brasil.
No Brasil algumas igrejas que representam os neopentecostais são:
* Igreja Apostólica Deus é Vida
* Videira Igreja em Células
* Convenção Batista Nacional
* Igreja Universal do Reino de Deus
* Igreja Apostólica Renascer em Cristo
* Igreja Internacional da Graça de Deus
* Ministério Internacional da Restauração
* Igreja Apostólica Fonte da Vida
* Igreja Celular Internacional
* Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo
* Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra
* Ministério Apascentar
* Igreja Comunhão Plena
* Igreja Novo Destino
* Igreja Mundial do Poder de Deus
* Igreja Bola de Neve
* Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus
* Igreja Evangélica Templo das Águias
* Missão Socorrista Evangélica
* O Movimento G 12 ou Mover Celular
Entretanto, não formam um
movimento homogêneo, sendo atribuído esta classificação apenas por
teóricos da religião, e responsável pelo crescimento exponencial do
protestantismo no Brasil e no mundo.
Além desses três ramos
majoritários sectários cristãos, ainda existem outros segmentos
minoritários do falso Cristianismo. Em geral se enquadram em uma das
seguintes categorias:
Restauracionismo: são
doutrinas surgidas após a Reforma Protestante cujas bases derrogam as
de todas as outras tradições cristãs, basicamente tendo como ponto em
comum apenas a crença em Jesus Cristo. A maioria deles não se considera
propriamente “protestante” ou “evangélico” por possuírem grandes
divergências teológicas. Nesta categoria estão enquadradas a Igreja
de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Adventista do
Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová, entre outras denominações.
(essas três igrejas são seitas pseudocristãs!) Quanto às Testemunhas de
Jeová, embora afirmem ser cristãs, também não se consideram parte do
protestantismo. Os testemunhas aceitam a Jesus como criatura, de
natureza divina, seu líder e resgatador, rejeitando, no entanto a crença
na Trindade e ensinando que Cristo é o filho do único Deus, Jeová, não
crendo que Jesus é Deus. Testemunhas de Jeová são pura seita
pseudocristã e antibíblica.
Cristianismo primitivo:
são as Igrejas cujas bases são anteriores ao estabelecimento do
catolicismo e da ortodoxia. É o caso das Igrejas
não-calcedonianas (ex:Igreja Ortodoxa Copta, Igreja Ortodoxa Armênia); e
daIgreja Assíria do Oriente (Nestoriana).
Cristianismo esotérico: é
a parte mística do Cristianismo, e compreende as escolas cristãs de
mistérios e sincretismo religioso. A este ramo pertence o Gnosticismo que
é uma crença com raízes antecedentes ao próprio cristianismo e que tem
características da ciência egípcia e da filosofia grega.
O Rosacrucianismo também se enquadra nessa vertente sendo uma ciência
oculta cristã que ressalta as boas ações por meio da fraternidade.
Espiritismo: algumas
vezes é contestado como sendo uma vertente do Cristianismo. Os
simplesmente espíritas não acreditam que uma pessoa ou ser, como Jesus
Cristo, pode redimir “os pecados” de uma outra, contudo para a maior
parte dos adeptos do espiritismo a obra de Allan Kardec constitui uma
nova forma de cristianismo, ou então um resgate do cristianismo
primitivo, que não inclui os dogmas adicionados pela Igreja Católica em
seus diversos Concílios. Inclusive, um dos seus livros fundantes é
denominado de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Esse livro apresenta
uma reinterpretação de aspectos da filosofia e moral cristã, crendo em
parte na Bíblia Sagrada.
Aqui estão a tabela e a lista completa de denominações cristãs e pseudocristãs:
Denominações evangélicas no Brasil
|
Protestantismo Histórico
|
|
|
Luteranos
|
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil • Igreja Evangélica Luterana do Brasil • Igreja Evangélica Livre do Brasil
|
|
Anglicanos
|
Igreja Episcopal Anglicana
do Brasil • Igreja Anglicana do Brasil • Igreja Cristã Episcopal
Reformada • Igreja Anglicana Ortodoxa • Igreja Episcopal do Evangelho
Pleno • Igreja Episcopal Anglicana Livre • Igreja Episcopal Evangélica
• Igreja Episcopal Carismática • Diocese Anglicana do Recife
|
|
Calvinistas e
Igrejas Reformadas |
Congregacionais: Igreja
Cristã Evangélica do Brasil • Aliança das Igrejas Evangélicas
Congregacionais do Brasil • União das Igrejas Evangélicas
Congregacionais do Brasil
Presbiterianos: Igreja
Presbiteriana do Brasil • Igreja Presbiteriana Independente do Brasil •
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil • Igreja Presbiteriana
Conservadora do Brasil • Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil •
Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana
|
|
Anabatistas
|
Igreja Mennonita • Igreja dos Irmãos
|
|
Protestantismo Tardio
| |
Batistas
|
Convenção Batista
Brasileira • Convenção Batista Nacional • Convenção das Igrejas
Batistas Independentes • Igreja Batista Regular • Igreja Batista
Conservadora • Igreja Batista do Sétimo Dia • Comunhão Batista Bíblica
Nacional • Comunidade Batista Cristã
|
|
Metodistas
|
Igreja Metodista • Igreja Metodista Livre • Igreja Metodista Wesleyana • Igreja Wesleyana Unida
|
|
Metodistas Calvinistas
|
Igreja Cristã Episcopal Reformada
|
|
Campbelitas
|
Igrejas de Cristo • Discípulos de Cristo
|
Outros
|
Casa de Oração – Irmãos • Igreja Evangélica Brasileira • Exército de Salvação
|
|
Pentecostais
|
|
|
Pentecostais Clássicos
|
Assembleias de Deus •
Congregação Cristã no Brasil • Missão Evangélica Pentecostal do Brasil •
Igreja de Cristo no Brasil • Igreja de Deus no Brasil
|
|
Deutero-Pentecostais
|
Igreja do Evangelho
Quadrangular • Igreja Pentecostal Deus é Amor • Igreja Evangélica
Pentecostal O Brasil Para Cristo • Catedral da Bênção • Igreja Unida
|
|
Neopentecostais
|
Comunidade Evangélica
Sara Nossa Terra • Igreja Internacional da Graça de Deus • Igreja
Universal do Reino de Deus • Igreja Pentecostal de Nova Vida • Igreja
Evangélica Cristo Vive • Missão Cristã Pentecostal • Igreja Apostólica
Renascer em Cristo • Igreja Apostólica Novo Destino • Igreja Apostólica
Fonte da Vida • Bola de Neve Church • Ministério Internacional da
Restauração • Igreja Pentecostal de Jesus Cristo
|
|
Avivados ou Nenovados
|
Igreja Cristã Maranata •
Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana • Igreja Presbiteriana Renovada •
Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil • Convenção
Batista Nacional • Comunidade Batista Cristã • Comunidade Evangélica Paz
e Vida • Igrejas Batistas Independentes no Brasil • Igreja Adventista
da Promessa • Igreja Metodista Wesleyana • Igreja Wesleyana Unida •
Igreja Assembleia de Deus Betesda
|
|
Restauracionismo
|
|
|
Adventismo
|
Igreja Adventista do
Sétimo Dia •Sinagoga adventista • Igreja Adventista do Sétimo Dia
Movimento de Reforma • Igreja Adventista da Promessa • Igreja Adventista
Brasileira • Igreja Cristã Bíblica Adventista • Conferência Geral da
Igreja de Deus • Igreja de Deus do Sétimo Dia •Congregação Israelita da
Nova Aliança •Igreja de Deus Mundial
|
|
Testemunhas de Jeová
|
Estudantes da Bíblia • Testemunhas de Jeová
|
|
Mormonismo
|
Os Santos dos Últimos Dias
|
|
Outros
|
Igreja Cristã
Primitiva • Ciência Cristã •Mensagem de William Branham • Igreja
Remanescente Dualista dos Primogênitos •Cristadelfianos
|
https://dialogospoliticos.wordpress.com/2009/11/05/conheca-as-diferencas-entre-os-grupos-evangelicos-tradicionais-pentecostais-e-neopentecostais/
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