No ensinamento do AT, o conceito da ressurreição não aparece de forma proeminente.
Embora a ideia de ressuscitar não
estivesse associada às expectativas em torno do Messias, Pedro, em seu
sermão no dia de Pentecostes (At 2.25-28), considerou a ressurreição de
Jesus como o cumprimento de Sl 16.8-11.
O ensino de Jesus - Jesus
ensinou a ressurreição em suas parábolas (Mt 13.36-43; 25.31-46. etc.) e
a defendeu em sua discussão com os saduceus (Mc 12.18-27). Ele falou
sobre uma ressurreição para o julgamento, quando os fiéis serão
ressuscitado para terem a vida eterna em sua realidade final e absoluta,
e os infiéis ressuscitarão para a condenação (Jo 5.19-29;
6.39,40,44-59; 11.25-26).
Ao falar aos discípulos sobre a morte
dele que se aproximava, Jesus lhes prometeu que ressuscitaria no
terceiro dia (Mc 8.31; 9.31; 10.39 - em hebraico, a contagem é
inclusiva; portanto, "depois de três", neste caso, equivale a "no
terceiro dia" em Mt 16.21, etc).
Os quatro evangelistas dão destaque à
ressurreição de Jesus em suas narrativas (Mt 28; Mc 16; Lc 24 e Jo
20-21). Paulo a destaca como um fato de fundamental importância na
tradição cristã primitiva (1Co 15.1-8).
A evidência - A
evidência da ressurreição de Jesus mostra que, apesar das promessas de
Jesus, os discípulos não esperavam que ele ressuscitasse dos mortos. Os
registros bíblicos mostram de forma bem clara como eles passaram do
desespero à confiança. E deixaram para nós as seguintes evidências:
O túmulo vazio - Na
primeira manhã da Páscoa as mulheres vieram embalsamar Jesus, esperando
encontrar o túmulo fechado e o seu corpo no interior. Em vez disso, o
túmulo estava aberto e vazio (Mc 16.1-7, etc.)
O corpo desaparecido - Além de o corpo não estar lá, Mateus, Marcos e Lucas relatam que anjos
proclamaram que Jesus ressuscitara, enquanto João relata como a posição
das faixas, deixadas como se o corpo de Jesus houvesse passado através
delas, foi o suficiente para convencê-lo (Jo 20.6-8). Se os inimigos de
Jesus tivessem roubado o corpo, poderiam tê-lo mostrado, para refutar a
pregação inicial da ressurreição; se os seus amigos tivessem levado o
corpo, jamais poderiam ter pregado com tanta convicção ou demonstrado
tamanha perseverança diante do sofrimento.
O Jesus ressuscitado -
Todos os relatos enfatizam que os discípulos não esperavam ver Jesus
vivo novamente. Jesus teve que provar-lhes que realmente era ele quem
lhes apareceu (Jo 20.15-16,20,27; Lc 24.30-31,37-39).
»Os discípulos transformados -
Se comparamos Jo 20.19 com At 2.14, veremos como o medo se transformou
em coragem à medida que os discípulos se convenceram do fato que Jesus
estava vivo novamente.
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Os efeitos da ressurreição de Jesus
•Para Jesus
A ressurreição confirmou sua reivindicação de ser o Filho de Deus (Rm 1.4).
Ela deu início ao processo pelo qual ele
retornou à glória do céu (Lc 24.50-51; Ef 1.19-21) e enviou o dom do
seu Espírito aos seus seguidores (Jo 16.7; At 1.8; 2.4).
Demonstrou o poder de Deus Pai atuando nele (Ef 1.19-22).
•Para os seus seguidores (Incluindo os cristãos do século 21!)
A ressurreição de Cristo traz esperança para o futuro, de compartilharmos a glória do céu (1Pe 1.3-5; Jo 14.2-3).
Ela confirma a fé em Cristo aqui e agora (1Co 15.12-20).
Mostra que Cristo abriu, para todos os
que confiam nele, o caminho que leva até à esperança do Pai (1Co
15.22-23; Hb 2.10-15). Assim, ele é chamado de "primícias dos que
dormem" ("primícias" é linguagem figurada que indica que outros seguirão
o mesmo caminho).
Incentiva os fiéis em Cristo, aqui e
agora, a se valerem dos benefícios da ressurreição (Ef 2.6), à medida
que desenvolvem uma nova disposição mental (Cl 3.1-3), uma nova
experiência de vitória sobre o pecado (Rm 6.5-14), e poder para viver
(Ef 1.18-20; Fp 3.10).
O que aconteceu depois
Os quatro evangelistas ou escritores dos
Evangelhos relatam várias manifestações de Jesus no período após sua
ressurreição. Em Atos (1.3), Lucas diz que essas manifestações ocorreram
durante um período de 40 dias, após os quais Jesus retornou ao céu
quando de sua ascensão.
Seu desaparecimento dessa forma visível
convenceu-os de que uma época havia chegado ao fim (após as
manifestações anteriores, Jesus desaparecera ou como que "evaporara").
Se tivesse se deslocado em qualquer outra direção que não fosse para
cima, teria deixado os discípulos confusos, ainda dispostos a procurá-lo
na terra.
Os escritores bíblicos descrevem Jesus
retornando à posição de privilégio e poder, "assentado à direita" do Pai
(Ef 1.20-21; Cl 3.1; Hb 1.3) e esperando a hora marcada pelo Pai para
retornar à terra em glória (Mc 13.26-27,32), para ressuscitar os mortos
(1Ts 4.13-18) e dar-lhes o corpo glorioso da ressurreição (1Co
15.35-44).
Até aquele dia, Jesus é nosso grande
sumo sacerdote, que levou a nossa humanidade para o céu. Ele vive e
acompanha o que se passa com o seu povo (AT 7.55-56, Hb 2.17-18;
4.14-16) e intercede por nós (Hb 7.24-25; 9.24). O fato de ele ser
apresentado como estando à direita do Pai é evidência de que a sua obra
está completa e foi aceita (Hb 1.3-14; 10.11-14).
Os inimigos da ressurreição
Os inimigos do cristianismo
multiplicaram os seus esforços na tentativa de impedir que a notícia da
ressurreição do Senhor se espalhasse. Mas os seus esforços foram vãos.
Jesus, antes de subir ao céu, nomeou os seus apóstolos como testemunhas
deste grandioso acontecimento que com tanta frequência lhes havia
anunciado. E, logo depois que o Mestre subiu aos céus, eles cumpriram
sua missão como testemunhas zelosas e infatigáveis, começando por
proclamar as novas de salvação a partir de Jerusalém.
No instante da ressurreição, a alma de
Jesus uniu-se ao corpo do qual se havia separado pela morte. Esse corpo,
após ressurreto, permaneceu substancialmente o mesmo. Jesus mostrou os
sinais de suas feridas e provou que podia ser tocado e alimentar-se.
Era, porém, um corpo glorioso, que se tornava invisível, andava longas
distâncias sem se cansar e podia atravessar portas fechadas.
Mesmo estando agora em um corpo
glorificado, Cristo, durante os quarenta dias que permaneceu com os
discípulos após sua ressurreição, continuou uma pessoa amável, familiar e
eternamente afetuosa.
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