
(1) Se pegarmos, por exemplo, um único verso como o de Deuteronômio 28:20: “O
SENHOR mandará sobre ti a maldição, a confusão e a ameaça em tudo
quanto empreenderes, até que sejas destruído e repentinamente pereças…”.
Esse verso isolado e pinçado de
um trecho maior da Bíblia pode nos levar a tirar conclusões erradas a
respeito de Deus. Por exemplo, alguns podem dizer que Deus é mau, que
Deus é muito duro, que Deus não é amor baseados em textos como esse. No
entanto, será que é isso mesmo? Será que uma análise correta nos levará a
esse mesmo resultado?
Deuteronômio 28:1-14 – As bênçãos da obediência
(2)
Quando analisamos o texto com maior exatidão observamos que Deus fez
uma aliança com o povo. Nessa aliança o povo deveria obedecer aos
mandamentos e as leis de Deus (parte que cabia ao povo) e Deus os
abençoaria (parte que cabia a Deus). É uma aliança que chamamos de
aliança de obras. Observe que temos primeiramente Deus estabelecendo uma
série de bênção que seriam derramadas mediante a obediência. Cito uma
para exemplificar: “O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o
céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra
das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás
emprestado” (Deuteronômio 28:12).
Deuteronômio 28:15-68 – As maldições da desobediência
(3)
Na sequência do texto observamos que temos as consequências da quebra
da aliança. Deus deixa bem claras as especificações de Sua aliança, de
Seu “contrato” com o povo. E como em qualquer aliança (ou contrato)
temos os bônus (bênçãos), os ônus
(obrigações) e as punições (quebra da aliança). Deus deixa claro o que
aconteceria se a aliança fosse quebrada. Tanto que Ele gasta muito mais
texto para deixar muito claro que a desobediência seria algo terrível
para a vida do povo, buscando assim incentivar o povo a não ir por esse
caminho.
(4) Além de tudo isso, Deus ainda coloca em Sua aliança palavras amorosas incentivando o povo a andar no caminho correto:
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus
a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para
que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19). Isso deixa claro a todos que Deus não é um ser maldoso que castiga pessoas inocentes como que por brincadeira. Antes, no Antigo Testamento, Ele propõe ao povo a bênção de escolher o caminho certo.
(5)
Sendo assim, o que temos é um Deus justo que aplica exatamente a
justiça designada em Sua aliança com o povo, aliança essa aceita pelo
povo. Dessa forma, onde estaria a maldade de Deus? Onde estaria a falta
de amor Dele? Um pai que avisa o filho várias vezes sobre como deve se
comportar e estabelece junto com o filho um castigo caso ele não se
comporte estaria sendo mau em disciplinar o filho quando este não cumpre
aquilo que é correto? Certamente que não!
(6)
Finalizo dizendo que a Bíblia ainda menciona que Deus escreveu não só
na Bíblia coisas que O revelam, mas também na natureza, na Sua criação
e, por isso, todos que se afastam de Deus e preferem ouvir Seus próprios
pensamentos pecaminosos também estão rebelados diante de Deus e isso os
fará colher muitas maldições em Suas vidas, não sendo Deus injusto por
permitir ou executar isso: “Porque os atributos invisíveis
de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade,
claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos
por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso,
indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos
em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato”
(Romanos 1:20-21).
https://www.esbocandoideias.com/2018/01/deus-e-amor-porque-lanca-maldicoes-nas-pessoas.html?
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