Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

22 de março de 2017

A Ira e o Mau Temperamento




"Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas". TIAGO1:19-21
Tiago desenvolve especial atenção em sua linha de raciocínio. “Sabei isto,...” é uma forma de expressão que reclama importância para o que vai ser dito. Ele deseja toda a atenção de seus leitores, pois é fundamental para a vida deles o que vai ser dito.

A advertência é a respeito do uso da palavra; sobre a ira e o temperamento descontrolado. O falar do cristão deve ser de acordo com o caráter do Salvador, e esse caráter do Senhor deve ser assimilado pelo cristão. O homem espiritual deve saber se controlar, tanto verbal quanto emocionalmente.

“Pronto para ouvir”. A palavra “pronto” significa literalmente, rápido. Quando se está com pressa não se espera um ônibus, toma-se um táxi. Assim deve proceder o cristão sábio, ter rapidez em ouvir. Falar, todos nós sabemos. Qualquer pessoa com capacidade para ouvir, entender e decodificar os sons que recebe pode reproduzi-los. Gostamos de falar. É natural o nosso desejo de tentar comunicar o que achamos importante. Mas, e ouvir? Temos interesse em ouvir? Tiago nos exorta a sermos rápidos em ouvir o ponto de vista alheio. Com que incrível facilidade tendemos para a intolerância! Aliás, este é um risco que as pessoas que lidam com religião correm. Elas já sabem a verdade, já conhecem Deus e suas realidades. Estas coisas lhes são tão familiares! Ouvir o que mais? Que os outros a ouçam, eu não estou a fim! O dialogo se torna um discurso de mão única.

A palavra que Deus mais usa, tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento, é exatamente esta: “OUVE”. Será que grande parte de nossos problemas não está exatamente no fato de não sabermos ouvir? Muitas dificuldades de nosso temperamento não se devem à nossa incapacidade de diálogo, de conhecer as razões alheias? Já sabemos tudo, temos a verdade e não queremos ouvir! Queremos falar.

“Tardio para falar”. O sentido da palavra “tardio” traz curiosas peculiaridades. É o mesmo termo para “estúpido”, denotando uma pessoa com dificuldades intelectuais para compreender logo de inicio o que lhe foi dito e necessita, portanto, de reflexão. É esta a ideia de Tiago: refletir para falar. Não falar de imediato. É preciso saber à hora de falar e também saber o que falar. Quem muito fala, muito erra. Vários problemas surgem no meio da Igreja de Cristo exatamente por falta de obediência a este conselho.
• Fala-se antes de pensar. Fala-se antes de orar. Fala-se sem medir as consequências que advirão.
Por isso, lê-se em Provérbios 10:19 “Na multidão de palavras não falta transgressão; mas o que refreia os seus lábios é prudente.”-BLH “Quanto mais você fala, mais perto está de pecar; se você é sábio, controle a sua língua.” Ainda em Provérbios 15:28 diz: “As pessoas corretas pensam antes de responder; as pessoas más respondem logo, porém as suas palavras causam problemas.” Devemos tomar muito cuidado com nossas palavras. Elas podem levantar uma vida ou, então, destruir uma pessoa. “Somos reféns daquilo que falamos”.

“Tardio para se irar”. Tiago continua a nos mostrar algo que deve ser feito com reflexos lentos, com certa dificuldade em fazer a ira entrar em ação. Com muita propriedade, Provérbios 16:32, diz assim: “Vale mais ter paciência do que ser valente; é melhor saber se controlar do que conquistar cidades inteiras.”

A maior demonstração de força, segunda a Bíblia, está no autodomínio, e não no domínio sobre os outros.

Vamos ver seis aspectos sobre a ira, que devemos considerar, e muito.

1º) A ira é proibida aos crentes. Mateus 5:22 “Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: "Você não vale nada" será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno.” 
  • O CULTIVO de sentimentos negativos contra um irmão é vedado ao seguidor de Jesus Cristo.
2º) A ira não é um sentimento digno de estar no coração de um crente. Efésios 4:31 “Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades!” Colossenses 3:8 tb diz: "Mas agora livrem-se de tudo isto: da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio. E que não saia da boca de vocês nenhum insulto e nenhuma conversa indecente."
  • O CORAÇÃO DO CRENTE DEVE ESTAR LIMPO DE TODA IMPUREZA!
3º) A ira é obra da carne, da natureza não regenerada. Gálatas 5:19,20 diz: “As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões.”
  • A ira e a dissensão estão ao mesmo nível da idolatria e da feitiçaria!
4º) A ira não traz beneficio para ninguém. Nem para quem a cultiva. Aliás, faz mais mal a quem a cultiva do que a quem é objeto dela. Agasalhar ira no intimo é como colocar ácido corrosivo num recipiente não tratado. Se uma pessoa odeia outra, esta odiada continuará a comer, a beber e a dormir normalmente, levando a vida em rotina. Mas, o odiador, cada vez que vir o objeto de sua ira se sentirá mal. Muitas doenças nervosas são consequências de sentimentos destrutivos acalentados contra outros.
  • Doenças que podem ser causadas pela ira: Gastrites e Úlceras; Dermatite Seborreia, Acne e Eczemas; Hipertensão Arterial...
5º) A ira e a crueldade andam juntas. Esta é uma das mais fortes razões pelas qual o servo de Jesus deve fugir da ira. Ela produz a crueldade. À beira da morte, Jacó amaldiçoou Simeão e Levi por causa da raiva e da maldade de ambos: Gênesis 49:7 “Maldito seja o furor deles, pois é violento! Maldita seja a sua ira, pois é cruel! Eu os dividirei na terra de Israel, eu os espalharei no meio do seu povo."
  • A nossa atitude impede de recebermos as bênçãos de Deus, espirituais e materiais.
6º) A ira não deve ser alimentada por um cristão. Efésios 4:26 nos recomenda: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso os faça pecar e não fiquem o dia inteiro com raiva.” Há um sentimento momentâneo diante de determinadas circunstâncias, que não nos deixam pensar direito. Mas, acalentar a ira, deixar o sol se pôr sobre ela é errado. Ela é inútil: Tiago 1:20 “porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”. Nossos sentimentos não obrigarão Deus a agir desta ou daquela maneira.
  • Os frutos da raiva humana não são aprovados por Deus.
A questão é: Como superar a ira? Sei que não devo me irar, mas constantemente o faço. Como posso superar esse pecado? O Vs. 21 dá a resposta: “Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas."

O verbo “despojando-vos” significa “remover, afastar”. É algo que vem de dentro para fora. A ideia é tirar de nós a impureza, a imundícia e a maldade.

Usando uma figura, A TROCA DA ROUPA SUJA: A pessoa que vai trocar de roupa. Não é algo que lhe é posto em cima, mas que, pelo contrário, parte dela. Ela vai se trocar, vai tirar uma roupa velha e suja.

O Cristão transformado no poder do Espírito Santo mudou de roupa. Deixou as imundícias do traje antigo. Na sua vida se cumpriu o conselho paulino: Romanos 13:12 “A noite é passada, e o dia é chegado; dispamos-nos, pois, das obras das trevas, e vistamos-nos das armas da luz.”

Tirar a ira de dentro de si, porém, é insuficiente. É preciso colocar um substituto em seu lugar. “Recebei com mansidão a palavra em vós implantada,” assim ensina a parte b vs 21. A ira volta muito cedo. É uma emoção, e as emoções, via de regra, são muito fortes para que a simples racionalidade as elimine. Jesus contou a história do homem que o espírito maligno foi expulso, e por não ter colocado nada no lugar, sete espíritos entraram e seu estado ficou pior que o anterior.

Tiago exorta-nos a tirar tudo que sujo (a ira que é roupa suja) e colocar no seu lugar a Palavra de Deus. “Recebei com mansidão a palavra em vós implantada.” É um implante, um enxerto no tronco original, para que os frutos sejam melhores. Tudo que posso produzir são apenas frutos maus, inclusive a ira e o descontrole verbal. Somente com implantação da Palavra de Deus em mim, então, posso produzir bons frutos.

O segredo para vencer a ira e o mau temperamento está na Palavra de Deus: Salmo 119:11 “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”.

Por fim, vimos que o forte não é o guerreiro, mas o que doma o seu temperamento. Para o mundo que não conhece a Deus e não possui o esclarecimento de sua palavra, forte é o truculento, o sanguinário e sem controle. Para a Bíblia, o homem verdadeiramente forte é aquele que domina a si mesmo. Somos fortes segundo o mundo ou fortes segundo Deus?

 
FONTE:
http://alcyricardo.blogspot.com.br/p/estudos-livros-nt.html
 

21 de março de 2017

Por que Jesus lavou os pés dos discípulos?




Nos tempos bíblicos, as pessoas usavam sandálias para que a lavagem dos pés fosse a primeira coisa que fariam antes de entrarem numa tenda. Geralmente o anfitrião fornecia a água para a lavagem dos pés, mas em alguns casos um servo poderia literalmente lavar os pés do convidado. Vamos dar uma olhada no que a Bíblia diz sobre lavar os pés.
 
Algumas Passagens sobre lavar os Pés

(Para Abraão) E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Que se traga já um pouco de água, e lavai os vossos pés, e recostai-vos debaixo desta árvore; Gênesis 18:3,4

(De Ló para os Anjos Visitantes) E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite. Gênesis 19:2

(Na casa do ancião) E levou-o à sua casa, e deu pasto aos jumentos; e, lavando-se os pés, comeram e beberam. Juízes 19:21

(Abigail) Então ela se levantou, e se inclinou com o rosto em terra, e disse: Eis que a tua serva servirá de criada para lavar os pés dos criados de meu senhor. 1 Samuel 25:41

(A Jesus) E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. Lucas 7:44
 
Por que Jesus lavou os pés dos discípulos?

Vemos que na última ceia Jesus lavou os pés dos discípulos:
Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. João 13:3-5
Observe que ele diz que “Ele se levanta da ceia”, o que indica que Jesus não estava necessariamente praticando o costume de lavar os pés quando as pessoas entravam na sala. Em vez disso, Jesus era a modelagem e o ato extremo de humildade e servidão. Sabemos disso porque Ele nos diz:
Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. João 13:14,15
Então, não deveríamos lavar os pés uns dos outros ainda hoje?

Como Jesus muitas vezes fez, Ele estava conduzindo pelo exemplo, usando o costume de lavar os pés, e mostrando-nos como devemos estar “agindo” como Seus seguidores. Dê uma olhada no que Ele disse em seguida:
Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. João 13:16,17
Creio que Jesus estava dizendo a seus discípulos (e a nós) que nunca deveríamos nos achar bons ou importante mais do que outros a ponto de não servir ao próximo.
 
Pensamentos finais

Nos tempos bíblicos, a lavagem dos pés era necessária porque as pessoas usavam sandálias e não tinham estradas pavimentadas.

A areia da estrada deixava os pés muito sujos. Na verdade, os pés eram considerados a parte mais suja do corpo.

Por esta razão era costume para um anfitrião oferecer água para os visitantes a lavar os pés quando eles entraram em casa.

Jesus usou o exemplo de lavar os pés para ensinar aos discípulos a importância do serviço aos outros. Ele os encorajou a nunca se considerarem “bons demais” para servir aos outros.


fonte: What Christians Want to Know
https://bibliacomentada.com.br/mobile/por-que-jesus-lavou-os-pes-dos-discipulos.html
 
 

20 de março de 2017

Depravação total


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Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6:44)
Quão surpreendente é a depravação do homem natural! As Escrituras nos ensinam isso abundantemente. Todo cristão fiel levanta a sua voz como uma trombeta, para mostrar isto às pessoas. E a primeira obra do Espírito Santo, no coração, é convencer do pecado.

Na Palavra de Deus, não existe uma descoberta mais terrível sobre a depravação do homem natural do que estas palavras do evangelho de João. Davi afirmou: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Deus falou por meio do profeta Isaías (48.8): “Eu sabia que procederias mui perfidamente e eras chamado de transgressor desde o ventre materno”. E Paulo disse: “Éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3). Mas nesta passagem de João somos informados de que a incapacidade do homem natural e sua aversão por Cristo são tão grandes, que não podem ser vencidas por qualquer outro poder, exceto o poder de Deus. “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44). Nunca houve um mestre como Cristo. “Jamais alguém falou como este homem” (Jo 7.46).

Ele falava com muita autoridade, não como os escribas, mas com dignidade e poder celestial. Ele falava com grande sabedoria. Falava a verdade sem qualquer imperfeição. Seus ensinos eram a própria luz proveniente da Fonte de Luz. Ele falava com bastante amor, com o amor dAquele que estava prestes a dar a sua vida em favor de seus seguidores. Falava com mansidão, suportando a ofensa contra Ele mesmo vinda dos pecadores, não ultrajando quando era ultrajado. Jesus falava com santidade, porque era Deus “manifestado na carne”. Mas tudo isso não atraía os seus ouvintes. Nunca houve um dom mais precioso oferecido aos homens. “O verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá... Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6.32, 35).

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O Salvador de que as pessoas condenadas necessitavam estava diante delas. Sua mão lhes foi estendida. Ele estava ao alcance delas. O Salvador ofereceu-lhes a Si mesmo. Oh! Que cegueira, dureza de coração, morte espiritual e impiedade desesperadora existem na pessoa não-convertida! Nada pode mudá-la, exceto a graça do Todo-Poderoso. Ó Homem destituído da graça de Deus, seus amigos o advertem, os cristãos clamam em voz alta, a Bíblia toda o exorta. Cristo, com todos os seus benefícios é colocado diante de você. Todavia, a menos que o Espírito Santo seja derramado em seu coração, você permanecerá um inimigo da cruz de Cristo e destruidor de sua própria alma, além da vida. Mas se você se sentir tocado pelo Espírito Santo, não resista! É sinal de que Deus o está levando a Cristo.


Texto de Robert Murray M’Cheyne (1813-1843), ministro de St Peter’s Church Dundee, Escócia.
http://www.elbemcesar.com/2014_05_01_archive.html#.WM7np_nyvIU
 
 

19 de março de 2017

O cristão e as veias abertas do socialismo




Falar sobre socialismo é como ir num depósito de lixo, colher os objetos que mais fedem e com os dedos no nariz, começar a descrever. Tentar mapear excede a capacidade humana; tentar entender os significados é um desafio pericial, já que o socialismo esvazia os significados das palavras e as preenchem com outros significados com a intenção de enganar e enlouquecer as pessoas. Portanto vamos tratar especificamente de sua natureza religiosa e alguns aspectos ideológicos. 
 
O ex-agente da KGB Tenente-General Ion Mihai Pacepa, em seu livro ‘’Desinformação’’, foi muito feliz numa frase: Socialismo é transformação de mente’’. Essa transformação não é para o bem do mundo. São milhões de livros publicados mundo a fora de todas as correntes ligadas as doutrinas desta seita com um único propósito: Desinformar ou enlouquecer. Tem pessoas que pesquisam a mais de 40 anos, parabéns… eu certamente não irei tão longe assim. Mas é possível através de alguns protagonistas e fontes primárias, identificar algumas substâncias. 
 
Para o cristão, quero deixar claro, se você é verdadeiramente um servo de Deus, saiba: ‘’É impossível você ser cristão e socialista… os dois não dá.’’ 
 
O que de fato é socialismo? Doutrina política e econômica que prega a coletivização dos meios de produção e de distribuição por meio da extinção da propriedade privada e das classes sociais? Sim! O socialismo consiste em um sistema de intervenção que se impõe pela força, utilizando todos os meios coercitivos do Estado? Sim! O socialismo é concentração de poder: político, econômico e militar? Sim, é tudo isso! 
 
Todos os elementos nas três perguntas compõe o imenso organismo do socialismo. Mas, também é uma seita religiosa que pretende transformar as mentes humanas e assim conduzir para uma ‘’nova sociedade’’, uma ‘’nova ordem’’; seja por meios pacíficos ou por violência. Quando o socialismo não tem o Estado para impor suas políticas econômicas e sociais, vai usar o movimento estudantil, cultura, o proletariado e a religião (CNBB, TMI, TL) para pressionar a sociedade e o Estado. A finalidade é retornar para o trono do grande Leviatã (o Estado). A jornada é manter a finalidade, perpetuação no poder para instalar um sistema de controle por todas as vias sociais e instituições públicas. Não importa os meios para se chegar ao topo. Por isso o socialismo é essencialmente totalitário e corrupto. Basta ler alguns bons livros de história (não contaminados pelo marxismo) que vai descobrir que o resultado é sempre esse, mas por vezes com roupagens diferentes para enganar. Mas isso é somente o que já foi exposto, a natureza religiosa ainda não foi confrontada. 
 
O socialismo é também de natureza metafísica. É uma seita que tem sua própria versão da Bíblia, tem profetas, messias, dogmas e cultos aos ídolos. Os cadáveres de Lênin e Mao Tsé-Tung ainda estão expostos embalsamados em seus respectivos países para admiração dos seus seguidores no mundo inteiro. Provando que o assunto vai além da política e da economia. 
 
Claro que a explosão da Revolução Francesa em 1789 vai ser o ponto crucial para despertar o imaginário popular das outras revoluções que surgiriam posteriormente, claro, sem anacronismos. Por conseqüência fornecerá os elementos para a militância política-religiosa revolucionária. A sociedade francesa passou por uma transformação épica, quando privilégios feudais, aristocráticos e religiosos foram extintos sobre um ataque sustentado por grupos políticos radicais, das massas nas ruas e de camponeses na região rural do país. Antigos ideais da tradição e da hierarquia de monarcas, aristocratas e da Igreja Católica foram derrubados pelos novos princípios de Liberté, Égalité, Fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade). Estes princípios foram esvaziados de seus significados reais para embelezar a revolução genocida na França. Liberdade sem permitir o contraditório? Fraternidade exterminando quem eu não aceito? As influências desta revolução ecoariam mais desastrosamente, se não houvessem contrapontos, e eles aconteceram! Ainda bem que Inglaterra pariu homens como filósofo e político, Edmumd Burke. Burke percebeu rapidamente o imenso perigo que o mundo Ocidental sofreria por causa da Revolução Francesa e fez um livro chamado ‘’Reflexões sobre Revolução Francesa’’, um documento poderoso contra a revolução que sacudiu a Europa. Burke cuidou logo em enfatizar a compreensão nas verdades universais da sociedade civil e política, nas tradições herdadas e nos costumes transmitidos por gerações por meio de uma civilização equilibrada com as palavras preenchidas e entendidas em suas origens. Esses valores foram de alguma forma um paredão que impediram o mar agitado da França de 1789.

Mas, essas revoluções caóticas produzidas pelo povo influenciariam grandes intelectuais. Devo destacar três que viveram entre os séculos XIX e XX. Quero iniciar com o pai do sionismo socialista: Moses Hess!

O pai do sionismo socialista
 
Moses Hess nasceu em Bonn(cidade alemã situada no estado de Renânia do Norte-Vestfália, cerca de 30 quilômetros ao sul de Colônia e cerca de 60 quilômetros ao norte de Coblença). Hess permaneceu lá para ser educado por seu avô no judaísmo ortodoxo, quando seu pai se mudou para Colônia por causa dos negócios. Aos 14 anos juntou- se aos negócios do seu pai na Colônia. Hess estudou filosofia na Universidade de Bonn, 1837-1939. Era amigo de Engels e Marx e colaborador de um periódico folhetim socialista que circulava pela Europa. O homem que convenceu Engels a tornar-se comunista, foi o mesmo Moses Hess que converteu Karl Marx ao comunismo. Hess ao encontrar-se com Engels em Cologne, descreveu sobre a separação do seu púpilo Marx, da seguinte forma : “Ele separou-se de mim como um comunista super zeloso. É assim que eu produzo devastação.” (Moses Hess, Obras Selecionadas, Publishing House Joseph Melzer, Cologne, 1962). Assim resume Hess, o seu prodigioso discípulo: “Eu produzo devastação “. Marx estava pronto para envenenar o Ocidente e devastá-lo. 
 
Qual o propósito central da vida de Hess? Destruir a religião pela a instrumentação da desinformação, distorcendo os ensinos Bíblicos. Ensinos distorcidos da Bíblia(tese); descrédito na ortodoxia religiosa e fim das instituições como as conhecemos pelo ateísmo (antítese); Propósito de produzir o caos social e o surgimento de uma nova ordem (síntese). É dele (não de Marx) a famosa frase: “a religião é o ópio do povo”. 
 
Hess era uma espécie de contraponto as teorias de Engels e Marx em relação as causas econômicas e à luta de classes, um papel primordial na história. Hess defendia as lutas raciais e entre nacionalidades. Muitos acusam Hess de fomentar propositalmente um sionismo socialista com a intenção de despertar o ódio dos Alemães e assim fomentar uma guerra que os judeus certamente perderiam. Foi Hess que formulou a teoria dialética histórica tendo em vista estes últimos, em oposição à posição marxista, fundamentada nos primeiros. 
 
Na obra História Sagrada da Humanidade por um discípulo de Espinoza, Hess afirmou que a história marcha sobre a influência do ‘’Espírito para um novo Éden’’, o que deixou claro seu caráter messiânico e milenarista. Assim como muitos dos primeiros socialistas. Hess associava suas concepções religiosas (da Bíblia) às suas concepções sociais, misturando o messianismo judaico com as concepções filosóficas de Spinoza, Hegel, Charles Fourier, François Noël Babeuf e Thomas More, para anunciar a vinda de uma sociedade futura sob a forma de uma espécie de ‘’Reino de Deus’’. Tese, antítese e síntese. Os ensinos de Hess que visavam claramente destruir a cultura Judaico-cristã e seu ódio pela religião, influenciaram fortemente o Jovem Marx.
 
Karl Marx e seu contexto religioso
 
Karl Marx era filho de Judeus e viveu num conflito familiar protagonizado por seu pai e sua mãe. Seu pai, Herschel Marx (1759–1834), um advogado e conselheiro de Justiça. Herschel Marx descendia de uma família de rabinos, mas se converteu ao luteranismo , e sua mãe queria permanecer no judaísmo…o choque foi natural. Este conflito religioso entre o casal, despertou o ódio de Karl Marx pela religião de tradição judaico-cristã. 
 
Friedrich Engels, foi um teórico revolucionário alemão autor do livro Manifesto Comunista. Uma curiosidade, o livro foi considerado um lixo por Engels, que literalmente queria jogar seu rascunho (do que seria o livro) fora, foi quando Marx se interessou e conseguiu publicar. Os dois fundaram o chamado socialismo científico ou marxismo. Quero me concentrar em Marx. Sofreu influencia forte dos Jacobinos e de Moses Hess. Os Jacobinos faziam parte de uma organização política, criada em 1789 na França durante o processo da Revolução Francesa. No princípio tinham uma posição moderada sobre os encaminhamentos revolucionários, porém, com a liderança de Robespierre, passaram a ter posições radicais e esquerdistas. Marx levou em seus escritos a forma radical política dos Jacobinos e o ódio que tinha pela religião, de Moses Hass. Assim surgiu a comuna internacionalista. Impossível separá-lo destas influencias.
 
Marx não é só uma visão econômica como desejam os marxistas e os desavisados cristãos e conservadores, é uma projeção de controle econômico, social, político, cultural e religioso. Engels e Marx pregavam a desordem total da civilização para o ressurgimento de uma nova sociedade em que o proletariado seria um ser ‘’livre’’ da opressão da burguesia(dominantes, ricos, instituições religiosa) e viveria numa espécie de ‘’paraíso’’ do trabalhador: ‘’Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propósitos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pelo derrube violento de toda a ordem social até aqui. Podem as classes dominantes tremer ante uma revolução comunista!’’ (Karl Marx & Friedrich Engels, “O Manifesto Comunista”, 1848). 
 
E o que aconteceu depois? As grandes revoluções sociais produziram: Comunismo, nazismo e fascismo! Claro, não vou colocar aqui neste artigo os aspectos da guerra e as crises econômicas que também ajudaram a criar o cenário para o nascimento de tais sistemas políticos naquele contexto. Não é minha intenção. 
 
Todo movimento socialista que prega liberdade, igualdade e fraternidade ou que fala de socialismo-democrático é desinformação. É toda uma política de natureza totalitária para gerar desordem e ao mesmo tempo propor a ‘’ordem’’ segundo eles. Na realidade o socialismo é o primeiro passo para a forma totalitária da comuna, hoje tal doutrina trajada do politicamente correto como ”progressismo”. O socialismo pode ser dividido em muitas vertentes com fachadas e cores ‘’democratas’’ do tipo: paz mundial, religião tolerante, minorias. Mas na realidade é desinformação para ocupar, controlar.
 
TRES FORMAS DE SOCIALISMO 
 
Três formas de socialismo que se destacaram devastando nações e pessoas no mais alto nível de horror:
1 - Socialismo de Estado (Fascismo – nacionalismo); Mussolini – responsável por 440 mil mortos.
2 - Socialismo de raça (Nazismo – nacionalismo); responsável por 40 milhões de mortes.
3 - Socialismo do proletariado (Comunismo – internacionalismo). Engels e Marx – responsável por:
  • 20 milhões de mortos na União Soviética
  • 65 milhões de mortes na República Popular da China;
  • 1 milhão de mortos no Vietnã;
  • 2 milhões na Coréia do Norte, (lá a matança ainda continua);
  • 2 milhões no Camboja;
  • 1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu;
  • 150 mil na América Latina;
  • 1,7 milhões na África;
  • 1,5 milhões no Afeganistão.
Mas além de o comunismo não ser proibido no mundo, o sistema mais genocida da história da humanidade está ativo e tem partidos em todos os lados. E o que tem em comum os três além do socialismo? Todos os três fomentaram ódio aos Judeus, ao cristianismo, a destruição do mundo Ocidental e pregavam o controle total. 
 
Eu sei, vão dizer que Hitler não era socialista porque mandou perseguiu os comunistas internacionalistas na Alemanha. Esse argumento é raso e simplório. Hess na realidade tinha essa intenção, criar essa confusão, e essa confusão foi impulsionada pela Rússia comunista que foi traída por sua amante nazista. E por isso a Rússia colocou o nazismo na conta da direita. Mas sempre é bom lembrar que foi Stalin que financiou o nazismo, e que admirava Hitler. Inclusive na invasão da Polônia, trabalharam juntos no genocídio que fizeram naquela nação. Houve até cooperação entre russos e nazistas para entrega de Judeus poloneses ao Nazismo.
 
Alemanha nazista não somente entendeu Hess, aplicou seu pensamento contra os judeus e também perseguindo a comuna internacionalista. Hitler transformou as idéias de um sionismo socialista, num socialismo de raça ariana. No seu livro as Origens do Totalitarismo, Hannah Arendt retrata o drama: ‘’Quando os Judeus na Alemanha se despertaram para política, já era tarde demais, a pregação de ódio do Partido Nacional Socialista afirmava que Judeus sionistas tinham tomado suas riquezas e empobrecido o povo alemão. A situação era irreversível’’. 
 
É preciso estudar documentos importantes, checar boas fontes para não cometer equívocos e afirmar que o nazismo foi a extrema direita. O nazismo na realidade dominou tanto a esquerda internacionalista como os conservadores da Alemanha. Recomendo o livro ‘’A infelicidade do Século’’ – do historiador Frances, Alain Besançon. Este livro prova em documentos que Hitler nem de longe era de direita. O socialismo da raça ariana queria uma Alemanha para o povo Alemão e não para dividir com outra raça ou o mundo. Hitler ‘’entendeu’’ Moses Hess e aplicou: ‘’Morte aos Judeus e morte ao comunistas internacionalistas’’. A prática do canibalismo é natural entre socialistas, matar uns aos outros faz parte do cardápio. 
 
Mas é claro que os socialistas vão dizer que isso não é socialismo, buscando se justificar na velha utopia do ‘’paraíso’’ terrestre que só eles podem realizar. Toda vez que dizem que vão melhorar o mundo, miséria e carnificina é o que acontecem ao mundo. 
 
Então o socialismo segue vivo e criando raízes profundas dentro da sociedade. Mas era preciso polir sua imagem podre e de crimes contra humanidade no passado. Antonio Gramisc é o filho do marxismo que vai criar um método de domínio, não pela violência, mas nas mentes humanas por meio da política, cultura, sociedade e religião. Tudo que envolve literatura, arte, religião é preciso tomar, ocupar e assim arrancando cada fio da religião e da cultura Ocidental, transformando internamente de modo que o socialismo seria onipresente e invisível; ninguém saberia o que era; estado de alienação tão profunda que não teriam como identificar. Oposição seria taxada de atrasada, retrógrada, reacionária e obstáculo para a ‘’evolução’’ social. 
 
Na realidade entre os séculos XIX e XX surgiram praticamente as principais correntes socialistas. Eles estão em toda parte: Comunistas, Fabianistas, Leninistas, Stalinistas, Trotskistas, Gramscistas e Frankfurtianos. São algumas de muitas correntes que produziram ensinos, métodos, projetos nas academias educacionais, culturais, sociais e religiosos. Todos com a finalidade de implodir a cultura Ocidental de dentro para fora, já que a revolução Russa não conseguiu de fora para dentro.
 
Este pensamento de Antonio Gramsci progrediu e invadiu a sociedade criando: ONGS, instituições internacionais pelos direitos humanos, a revolução sexual de 1960 a 1970, movimentos ecológicos, movimentos anti-guerra, pró animais, pró desarmamento civil, pró aborto e contra a família judaico-cristã . Uma série de instituições que tem por finalidade: desinformar, enganar e destruir o pensamento conservador a cultura Ocidental e a religião Judaico-cristã. 
 
Então o chamado marxismo cultural é na realidade o velho socialismo, polido com discursos de liberdade, igualdade e fraternidade, mas com a mesma ânsia de sangue dos Jacobinos; mesma utopia messiânica de Moses Hesse e das revoluções do século XX. Olhem o resultado no mundo em pleno século XXI. O bem-estar social, a busca pelo paraíso terrestre está no topo de organizações como: ONU, UNESCO, OMS, UNICEF, UNESCO, UNASUL. Políticas que interferem diretamente nas soberanias das nações, dizendo o que deve e não se deve fazer. 
 
Na América Latina dois Países se destacam como exemplos do que o socialismo é capaz de fazer: Cuba e Venezuela. A velha Cuba outrora próspera em muitos aspectos, hoje só prospera a família do ditador Fidel Castro, enquanto o povo sofre na miséria e na falta de liberdade. Fidel que é um psicopata assassino e que tem milhares de crimes na conta, nunca foi julgado e nem criticado pelas instituições como a ONU, direitos humanos ou ONGS Pró vidas. Já pararam para pensar como isso é estranho?
 
E a Venezuela? Chaves e Maduro colocaram aquele país a ponto do povo não ter nem papel higiênico; fez da nação um Estado Policial; trancafiaram seus opositores. O país vive o drama do abandono e do caos. 
 
E a República de Carmem Miranda? Olhem o cenário social que se encontram os jovens brasileiros e testemunhem se eles não estão pautados nestas políticas: Lutas de classes, raça, Estado, proletariado, admiração a Fidel Castro, Che Guevara, Chaves e Maduro. Tudo sob a bandeira da ‘’igualdade e bem-estar social’’, mas intolerantes ao cristianismo e conservadores. E os filhos parasitas destas pautas políticas no Brasil:
1-Ativismo ecológico;
2-Ativismo sexual (gays,lésbicas, pedófilos, poligâmicos, orgias, zoofilia);
3-Ativismo estudantil (Black Blocs, ocupações nas escolas e universidades);
4-Ativismo pró-drogas;
4-Ativismo ‘’religioso’’ (Teologia da libertação e Integral, islamização, ateismo);
5-Ativismo feminista;
6-Ativismo Afro;
7-Ativismo social (MST e etc…);
8-Ativismo sindical.
9- Ativismo imigratório
Tudo isso em nome de uma suposta ”liberdade” que é imposta sem permitir o contraditório, sem contrapontos. Fazem aos berros e por intolerância; são violentos e ao mesmo tempo proclamam-se que são ”tolerantes”. Mas é claro que é um axioma de como funciona o pensamento totalitário. A história se repetindo? Não é bem assim, pode ser muito pior, pode ser mais agressiva e implacavelmente. George Orwel no seu romance ‘’1984’’ ‘’profetizou’’ este dia. Poderemos ser vigiados e fiscalizados de forma tão habitual diariamente que parecerá comum. Pensar e argumentar, será policiado pela ferramenta de enquadramento do ”politicamente correto” que visa calar seus opositores. 
 
O grande problema é que a cristandade e políticos conservadores lidam com o socialismo como um sistema político, tão somente. Mas sua natureza é religiosa, transcende posições políticas. Existe uma força espiritual maligna que deseja colocar a raça humana na barbárie, a níveis de animais selvagens, e por conseqüência produzir uma sociedade caótica (Sodoma e Gomorra) na busca do algo novo, o ‘’paraíso’’ perdido. 
 
Qualquer coisa que o socialismo use associado com palavras de ordem como: democracia, paz, liberdade, igualdade é desinformação para confundir e conquistar. O que temos hoje é o mesmo modo de operação do socialismo passado de Hass, Marx e Gramsci: Culto religioso ao Estado; fetichismo messiânico por um líder; prática religiosa sindicalista, perversão do modelo de família estabelecido por Deus; depreciação da cultura; depreciação da educação; políticas de direitos humanos que protegem bandidos; uso de adolescentes e jovens como pontas de lanças para depredar patrimônios públicos e privados; controle da liberdade de expressão pela instrumentalidade do politicamente correto. São alguns sintomas de que o país está em estado avançando no socialismo. 
 
Antes do estabelecimento do governo do PT, o Brasil já estava refém do socialismo: Educação, cultura, mídia, empresas públicas como os Bancos; Na religião, a teologia da libertação minando a Igreja Católica e a teologia ‘’liberal’’ e integral enfraquecendo a Igreja Protestante. Durante o governo do PT quase tudo foi aparelhado com a finalidade de estabelecer o regime. O Brasil é um verdadeiro laboratório de todas as correntes socialistas. 
 
Sim, caro irmão, é urgente que você precisa entender. O socialismo é a tentativa humana de materializar o Éden de Deus, uma nova forma de construir a Torre de Babel para ‘’destronar’’ nosso Senhor. Grande perigo correm as Igrejas e as famílias. Que Deus levante homens para resistir, educar nosso povo na boa teologia, na apologética, no bom conhecimento, e nos dê forças como soldados nas trincheiras prontos para defender nossos valores cristãos e Ocidentais. 
 
Enquanto houver fôlego, vamos resistir. 
 
Soli Deo Gloria 
 
Por Heuring Felix Motta 

Referências bibliográficas
1- A conspiração Aberta – H. G. Wells – Vide Editorial
2- A Ideologia Alemã – Marx e Engels – Martin Claret
3- A Infelicidade do Século – Alain Besançon – Bertrand Brasil
4- A Imaginação Totalitária – Francisco Razzo – Record
5- A História do Comunismo Contada aos Doentes Mentais – Matéi Visniec – É Realizações
6- A Mente de Cristo, Conversão e Cosmovisão Cristã – Norma Braga Venâncio – Vida Nova
7- A Política da Prudência – Russel Kirk – É Realizações
8- Artigo sobre Moses Hess – Denis Strum www.jewishagency.org/pt
9- As Vantagens do Pessimismo – Roger Scruton – Quetzal
10- A Vida Secreta de Fidel – Juan Reinaldo Sanches – Paralela
11- Camaradas, Uma História do Comunismo Mundial – Robert Service – DIFEL
12- Conflito de Visões – Thomas Sowell – É Realizações
13- Desinformação – Ion Mihai – Pacepa – Vide Editorial
14- Era Karl Marx um Satanista? – Richard Wurmbrand
15- Guia Politicamente Incorreto da América Latina – Leandro Norloch – LeYa
16- Invasão Vertical dos Bárbaros – Mário Ferreira dos Santos – É Realizações
17- Manifesto do Partido Comunista – Marx e Engels – Martin Claret
18- O Deus do Sexo – Peter Jones – Cultura Cristã
19- O Fascismo Moderno – Gene Edward Veith Jr – Cultura Cristã
20- O Livro Negro do Comunismo – Stéphane Courtois – Bertrand Brasil
21- Origens do Totalitarismo – Hannah Arendt – Companhia do Bolso
22- Reflexões sobre a Revolução Francesa – Edmund Burke – Edipro
23- The Holy History of Mankind and Other Wrintings – Moses Hess – Ed. Shlomo Avineri
24- 1984 – George Orwel – Companhia das Letras

FONTE:
http://conscienciacristanews.com.br/o-cristao-e-as-veias-abertas-do-socialismo/


18 de março de 2017

SEGURANÇA, CERTEZA E GOZO Da Salvação Eterna





Quando estamos numa estação ferroviária ouvimos, com certa frequência, a seguinte pergunta: "Em que classe você está viajando?" Você, leitor, com toda a certeza está de viagem - de viagem para a Eternidade - e pode ser que neste momento esteja muito próximo da estação final: a Morte. Permita-me, então, que lhe pergunte: "Nesta jornada pela vida, em que classe você está viajando?"

Neste caso podemos pensar em três diferentes classes, e vou explicar quais são a fim de que você possa responder à minha pergunta como que diante de Deus; sim, diante dAquele a Quem certamente todos nós temos que prestar contas.

Na PRIMEIRA CLASSE viajam, por assim dizer, os que estão salvos e sabem disso.

Na SEGUNDA CLASSE viajam aqueles que não têm certeza da sua salvação, mas que, no entanto, desejam tê-la.

Na TERCEIRA CLASSE viajam aqueles que não estão salvos e nem tampouco se interessam pelo assunto.

Volto a perguntar: "Em qual destas classes você está viajando?" Oh, como é importante que você possa responder claramente a esta pergunta!

Há pouco tempo atrás, numa viagem que fiz de trem, no momento em que o trem se preparava para partir da estação, vi chegar um homem que se precipitou ofegante para dentro do vagão onde eu me encontrava.
- Isto é que é correr! - exclamou um dos passageiros.
- É verdade - respondeu o homem respirando com dificuldade - mas ganhei quatro horas e por isso valeu a pena.

"Ganhei quatro horas"! Ao ouvir estas palavras não pude deixar de pensar comigo mesmo: "Se para ganhar quatro horas valeu a pena fazer um tão grande esforço, quanto mais para ganhar a Eternidade!" E, contudo, existem milhares de pessoas, que embora sejam bastante prudentes em tudo o que se refere aos seus interesses mundanos, parecem não ter um mínimo de bom senso quando alguém lhes fala de seus interesses eternos!

Apesar do infinito amor de Deus para com os pecadores, manifestado na morte de Jesus Cristo na cruz; apesar do Seu declarado ódio ao pecado; da evidente brevidade da vida humana; dos terrores do julgamento depois da morte; da terrível perspectiva de sofrer insuportáveis remorsos ao achar-se no inferno, separado para sempre de Deus; apesar de tudo isso, muitos correm para o seu triste fim tão descuidados como se não existisse nem Deus, nem morte, nem julgamento, nem céu, nem inferno! Que Deus tenha misericórdia de você, leitor, se você for uma dessas pessoas, e que neste momento Ele abra os seus olhos para que você reconheça o perigo que é continuar despreocupadamente no caminho que conduz à perdição eterna.

Caro leitor, quer você acredite ou não, a sua situação é bem crítica. Não deixe, portanto, de enfrentar o quanto antes a questão da Eternidade e do destino que você terá nela, pois qualquer demora poderá ser fatal. Lembre-se de que o costume de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é sempre prejudicial e neste caso poderá ter consequências desastrosas. Quão verdadeiro é o ditado: "A estrada do MAIS TARDE conduz à cidade do NUNCA"! Rogo, pois, encarecidamente, querido leitor, que não continue a viajar por um caminho tão enganoso e perigoso, pois está escrito na Bíblia Sagrada: "Eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).

Talvez você diga: - Não sou indiferente aos interesses da minha alma; longe de mim tal pensamento, mas a minha maior inquietação exprime-se por outra palavra: INCERTEZA. Por esta razão encontro-me entre os passageiros da segunda classe de que falou.

Pois bem, amigo leitor, tanto a indiferença como a incerteza são filhas da mesma mãe: a incredulidade. A indiferença provém da incredulidade no que diz respeito ao pecado e às suas consequências presentes e eternas. A incerteza, com sua consequente inquietação, provém da incredulidade acerca do infalível remédio que Deus oferece a você. Ora, estas páginas são dirigidas especialmente àqueles que, como você, desejam ter a completa e incontestável certeza da salvação.

Até certo ponto posso compreender bem a inquietação de sua alma e estou convencido de que quanto mais sinceramente interessado você estiver neste assunto, maior será a sua avidez para ter a certeza de que está real e verdadeiramente salvo da ira divina dirigida contra o pecado. "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mt 16.26), disse o Senhor Jesus.

Suponhamos que o filho de um pai amoroso encontra-se viajando de navio. Chega, entretanto, a notícia de haver naufragado, numa costa estrangeira, o navio em que ele se encontrava. Quem poderá descrever a angústia que a incerteza produz no ânimo daquele pai enquanto não se certificar, por um testemunho fidedigno, de que o seu filho está salvo? Suponhamos ainda uma outra hipótese. Numa noite escura e tempestuosa você está seguindo por um caminho desconhecido. Ao chegar a uma encruzilhada você encontra alguém e lhe pergunta qual é o caminho que conduz ao povoado aonde deseja chegar, e ele, indicando um dos caminhos, responde: "Parece-me que é aquele, mas não tenho certeza; espero não estar enganado". Você ficaria satisfeito com uma resposta tão vaga e indecisa? Decerto que não. Você precisaria ter certeza, do contrário cada passo que desse naquela direção só aumentaria a sua inquietação. Por isso, não admira que tenha existido homens que, sentindo-se pecadores expostos à ira divina, não conseguiram mais dormir, e nem mesmo comer, enquanto a questão da salvação de suas almas não estivesse resolvida. Podemos sentir muito pela perda de nossos bens, ou talvez até mesmo pela perda de nossa saúde, mas o mais penoso de tudo seria a perda de nossa alma.

Pois bem, amigo leitor, há três coisas que, com o auxílio do Espírito Santo, desejo mostrar a você, as quais, na própria linguagem das Sagradas Escrituras são as seguintes:

1. O CAMINHO DA SALVAÇÃO (Atos 16.17).

2. O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO (Lucas 1.77)

3. A ALEGRIA DA SALVAÇÃO (Salmo 51.12).


Estas três coisas, embora intimamente ligadas, baseiam-se, todavia, cada uma delas, em verdades diferentes, de modo que é muito possível uma pessoa saber qual é o caminho da salvação, sem contudo ter o conhecimento de estar pessoalmente salva; ou mesmo conhecer que está salva, sem possuir contudo a alegria que deve acompanhar esse conhecimento. Falaremos, pois, em primeiro lugar do

CAMINHO DA SALVAÇÃO

A primeira parte da Bíblia Sagrada, o Antigo Testamento, está repleta de figuras ou símbolos de coisas espirituais, como diz o apóstolo Paulo: "Tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito" (Rm 15.4). Vejamos, pois, qual o sentido espiritual de uma dessas figuras contidas no Antigo Testamento, no livro de Êxodo, onde se lêem estas palavras em relação à lei dada por Deus, por intermédio de Moisés, ao seu povo na antiguidade: "Porém tudo o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça: mas todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás" (Êx 13.13). Com estas palavras na memória, voltemos, em pensamento, a uns três mil anos atrás e vamos supor que nos encontramos perto de dois homens que estão conversando seriamente, um deles sacerdote de Deus e o outro um simples e pobre camponês israelita. Nossa atenção é atraída pelos gestos e pela maneira de ambos, que demonstra estarem tratando de um assunto importante. Ao observá-los, descobrimos que o assunto diz respeito a um jumentinho que está ao lado deles.

- Vim perguntar - diz o pobre israelita - se não pode ser feita uma exceção a meu favor, só desta vez. Este animal é o primogênito de uma jumenta que tenho e, embora eu saiba o que diz a lei de Deus a seu respeito, espero que haja misericórdia e seja poupada a vida do jumentinho. Sou apenas um pobre em Israel e não posso pensar em perder este animal.

O sacerdote, porém, responde com firmeza:

- A lei de Deus é clara e não admite dúvidas: "TUDO o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça". Por que, então, você não traz um cordeiro?

- Ah, senhor, não tenho nenhum cordeiro! - replica o homem.

- Então vá comprar um e traga-o aqui; caso contrário o jumento terá que ser morto.

- Ai de mim! - exclama o pobre homem - neste caso todas as minhas esperanças estão perdidas, pois sou muito pobre e não posso de maneira alguma comprar um cordeiro.

Mas, durante a conversa, aproxima-se uma terceira pessoa que, ouvindo a triste história do homem, volta-se para ele e lhe diz bondosamente:

- Não fique desanimado, pois posso resolver o seu problema. Temos em casa um cordeiro que é muito querido de todos os de minha família, pois não tem nem uma única mancha nem defeito algum, e nunca se extraviou; vou já buscá-lo.

Pouco depois o homem está de volta, trazendo o cordeiro que em seguida é morto e o seu sangue derramado. O sacerdote volta-se então para o pobre israelita e lhe diz:

- Agora você pode levar o seu jumentinho para casa e ficar certo de que não precisará matá-lo. Graças ao seu amigo, o cordeiro morreu no lugar dele e, portanto, o jumentinho fica, com toda a justiça, totalmente livre.

Ora, querido leitor, acaso você não vê nisto um quadro divino da salvação do pecador? Em consequência dos seus pecados a justiça de Deus exige a sua morte, isto é, o seu justo castigo. A única alternativa que resta a você é a morte de um substituto aprovado por Deus. Você jamais poderia, de si mesmo, providenciar o necessário para sair da desesperada situação em que se encontra. Deus, porém, na Pessoa de Seu amado Filho, supriu, Ele próprio, um Substituto: "Eis o Cordeiro de Deus", disse João aos seus discípulos ao contemplarem o bendito e imaculado Salvador. "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).

E, com efeito, Jesus subiu ao Calvário, "levado como a ovelha para o matadouro" (At 8.32), e ali "padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pd 3.18). "O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4.25). De modo que Deus, ao justificar o ímpio que crê em Jesus; ao absolvê-lo de toda a culpa, em nada sacrifica as justas exigências do Seu trono dirigidas contra o pecado. Ele é absolutamente justo em assim justificar aquele que tem fé em Jesus (Romanos 3.26). Bendito seja Deus, por nos dar um tal Salvador e uma tal Salvação!

Caro leitor, você crê no Filho de Deus? Se você responder "Sim! Como um pecador condenado tenho encontrado nEle Aquele em Quem posso confiar com toda a segurança. Creio verdadeiramente nEle!", neste caso posso lhe assegurar que, perante Deus, o grande valor do sacrifício e morte de Cristo, conforme Deus o aprecia, aproveita tanto à sua alma como se você mesmo tivesse sofrido, em si mesmo, a condenação merecida.

Oh, que admirável salvação é esta! É grande, é digna de Deus! Por ela Deus satisfaz os desejos do Seu bondoso coração, dá glória ao Seu amado Filho, e assegura a salvação do pobre pecador que nEle crê. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que determinou que o Seu próprio Filho completasse essa grande obra e recebesse por ela todo o louvor; e que nós, pobres criaturas culpadas, não somente alcançássemos toda a bênção por meio da fé nEle, mas também gozássemos eternamente a bem-aventurada companhia dAquele que assim nos abençoou! "Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o Seu nome" (Sl 34.3).

Mas, talvez você pergunte ansiosamente: "Como é que ainda não tenho completa certeza da minha salvação, embora já não confie mais em mim mesmo, nem nas minhas obras, mas só, única e inteiramente em Cristo e na Sua obra? Como é que, se um dia os sentimentos do meu coração me dizem que estou salvo, no dia seguinte me vejo assaltado de dúvidas? Sou como um navio surpreendido pela tempestade, sem poder achar ancoradouro seguro em nenhuma parte". Ah! eis aí o seu engano, e vou explicar o por quê. Porventura você já ouviu falar de algum capitão que procurasse ancorar seu navio lançando a âncora para dentro do próprio navio? Nunca! Ele sempre a lança para fora!

Vejamos, então, o seu caso. Pode ser que você já esteja completamente convencido de que a segurança de sua alma, quanto ao julgamento divino, depende somente da morte de Cristo; porém você imagina, ao mesmo tempo, que são os seus sentimentos que hão de lhe dar a CERTEZA da sua participação nos benefícios dessa morte. Vamos olhar novamente para a Bíblia, pois quero que você veja nela o modo como, pela Sua Palavra, Deus nos dá:

O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO

Antes, porém, de procurarmos o versículo que você deve ler cuidadosamente, o qual nos ensina COMO UM CRENTE PODE SABER QUE TEM A VIDA ETERNA, permita-me citá-lo de maneira errada, ou seja, da maneira como muitos parecem entendê-lo: "Estes alegres sentimentos vos dou a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus". Compare agora isto com a bendita e inalterável Palavra divina, e permita Deus que você possa se firmar nela, rejeitando todos os pensamentos vãos. Ora, o versículo de que falei é o versículo 13 do capítulo 5 da Primeira Epístola de João, que na Bíblia (Versão Almeida Atualizada) está escrito assim: "ESTAS COISAS VOS ESCREVI a fim de SABERDES que TENDES a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus".

A história sagrada do Antigo Testamento nos relata um acontecimento que explica exatamente o modo pelo qual nós podemos ter a inabalável certeza da salvação de que o versículo acima nos fala. Esse acontecimento é a saída do povo de Israel da terra do Egito, o que lemos no capítulo 12 do livro de Êxodo. Como podiam os primogênitos do povo de Israel saber, com toda a certeza, que estavam seguros durante aquela terrível noite da Páscoa, quando Deus derramava sobre o Egito o Seu tremendo castigo? Vamos supor que nos encontramos no Egito nessa solene ocasião, e que visitamos duas das casas dos israelitas. Na primeira casa encontramos toda a família aterrorizada e cheia de receios, dúvidas e incertezas:

- Qual é o motivo de tanta palidez e medo?- perguntamos.

- Ah! - responde o primogênito, - o anjo da morte vai atravessar a terra do Egito esta noite, e não sei o que será de mim quando chegar a meia-noite. Só depois que o anjo exterminador tiver passado por nossa casa, e a hora do juízo tiver terminado, é que saberei que estou salvo, mas antes disso não sei como posso ter a certeza de que nada me há de acontecer. Os nossos vizinhos do lado dizem que têm certeza da sua segurança, mas acho que isso é ter muita presunção. O melhor que eu posso fazer é passar esta longa e terrível noite esperando que tudo me saia bem.

- Porém - inquirimos - o Deus de Israel não providenciou um meio de segurança para o Seu povo?>

- Certamente que sim - responde ele - e nós já usamos esse meio. O sangue de um cordeiro de um ano, cordeiro sem defeito algum, já foi devidamente espargido com um molho de hissopo sobre a verga e ombreiras da porta; mas apesar disso, não temos ainda plena certeza de que eu esteja seguro.

Deixemos agora esta pobre gente, atribulada e cheia de dúvidas, e entremos na casa ao lado. Que notável contraste se apresenta logo à nossa vista! A paz e o sossego brilham em todos os rostos. Ali estão todos, de cajado na mão, a comer o cordeiro assado e já prontos para caminhar.

- Qual é o motivo de tão grande tranquilidade em noite tão solene? - perguntamos.

- Ah! - respondem todos - estamos aguardando as ordens de Jeová, nosso Deus, para sairmos de viagem, quando então daremos as últimas despedidas ao chicote do tirano e à cruel escravidão do Egito.

- Mas esperem! Vocês estão se esquecendo de que à meia-noite o anjo de Deus vai percorrer a terra do Egito, ferindo de morte os primogênitos...?

- Sabemos disso muito bem, mas o nosso filho já está perfeitamente seguro porque já espargimos o sangue na porta, segundo a vontade e ordem do nosso Deus.

Mas também os vizinhos fizeram o mesmo, - respondemos, - e contudo estão todos tristes, porque não têm nenhuma certeza de segurança.

- Ah - diz o primogênito com firmeza - mas nós não temos somente o sangue espargido: temos também uma confiança absoluta na Palavra inabalável do nosso Deus. Deus disse: "Quando Eu vir o sangue, passarei por vós". Portanto Deus fica satisfeito VENDO O SANGUE lá fora, e nós aqui dentro ficamos descansando na SUA PALAVRA. O sangue espargido é a base da nossa segurança. A palavra proferida por Deus é a base da nossa certeza de salvação. Porventura há alguma coisa que possa tornar-nos mais seguros do que o sangue espargido, ou que possa dar-nos mais certeza do que a Palavra proferida por Deus? Nada, absolutamente nada. Eis a razão da nossa paz!

Ora, leitor, qual dessas duas famílias você acha que estava mais ao abrigo da espada do anjo da morte? Talvez você diga que era a segunda, onde todos gozavam daquela tranquila confiança. Você está enganado: ambas estavam igualmente seguras, pois a segurança de ambas dependia, não dos sentimentos dos que estavam dentro da casa, mas sim da maneira como Deus apreciava o sangue espargido fora da casa, sobre a porta. Se você quiser ter a certeza da sua própria salvação, leitor, não dê atenção aos seus sentimentos, mas sim ao testemunho infalível da Palavra de Deus. "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim TEM a vida eterna" (Jo 6.47).

A fim de esclarecer mais este ponto, vou me valer de um simples exemplo tirado da vida cotidiana. Certo lavrador, não tendo pastagens suficientes para o seu gado, e ouvindo dizer que uma bela pastagem próxima à sua casa está para alugar, comunica ao proprietário seu interesse em arrendá-la. Passa-se algum tempo sem que receba resposta do proprietário. Enquanto isso, um vizinho visita o lavrador e lhe diz:

- Estou certo de que ele alugará a pastagem a você. Você não se lembra de que no último ano o proprietário enviou-lhe um presente de caça, e não recorda também da maneira como o cumprimentou quando passou por sua casa há alguns dias?" Eis agora o lavrador todo cheio de esperanças!

No dia seguinte encontra-se com outro vizinho, que durante a conversa lhe diz:

- Receio que você não poderá usar aquela pastagem. Ouvi dizer que o sr. Fulano também a quer, e você sabe como ele é amigo do proprietário.

Esta notícia faz desvanecer as esperanças do pobre lavrador; e assim continua ele; um dia muito esperançoso, outro dia cheio de dúvidas. Por fim recebe uma carta pelo correio e, ao reconhecer a letra do proprietário da pastagem, abre-a com viva ansiedade; mas à medida que vai lendo, o sobressalto vai se transformando em satisfação que se lhe retrata no rosto.

- Está tudo resolvido,- exclama, dirigindo-se à sua esposa; - acabaram-se as dúvidas e os receios! O proprietário diz que me arrenda a pastagem por todo o tempo que eu quiser, e em condições muito favoráveis. Isto me basta; agora já não me importo mais com a opinião de ninguém, seja lá quem for; a palavra do proprietário assegura-me a posse.

Quantas pobres almas há por aí, às quais acontece o mesmo que aconteceu ao lavrador; andam agitadas e perturbadas porque escutam as opiniões dos homens, ou se ocupam com os pensamentos e sentimentos dos seus próprios corações, ao passo que, se com sinceridade recebessem a Palavra de Deus, como sendo a Palavra de Deus, as dúvidas que os atribulam cederiam imediatamente seu lugar à CERTEZA.

As Escrituras dizem que aquele que crê está salvo, e que aquele que não crê está condenado. Não pode haver dúvida, nem em um caso nem em outro, pois é Deus Quem o diz, e para o crente de coração sincero a Palavra de Deus resolve tudo. "Porventura diria Ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?" (Nm 23.19). Deus tem falado, e o crente, satisfeito, pode dizer:

Mais provas não exijo eu
Nem mais demonstração;
Já sei que Cristo padeceu
Para minha salvação.


Mas, talvez haverá alguém que ainda pergunte: "Como hei de saber com certeza se tenho a verdadeira fé?" A esta pergunta temos que responder com outra pergunta: "Você tem fé no verdadeiro Salvador: isto é, no bendito Filho de Deus?" A questão não é saber se a sua fé é muita ou pouca, forte ou fraca, mas se a Pessoa em quem você colocou a sua confiança é digna dela. Há alguns que se agarram a Cristo com uma energia semelhante à do homem que se afoga. Há outros, porém, que apenas tocam, por assim dizer, na orla do Seu vestido; mas os primeiros não estão mais seguros do que os últimos. Todos fizeram a mesma descoberta, isto é, que em si mesmos não há nada em que possam confiar, mas que podem todavia fiar-se seguramente em Cristo, podem fiar-se tranquilamente na Sua Palavra, e podem, portanto, descansar com toda a confiança na eterna eficácia da Sua obra perfeita. É isto que se entende por crer nEle, e é Sua a promessa: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim, tem a vida eterna" (Jo 6.47).

Portanto, cuidado leitor; não ponha a sua confiança nas suas boas intenções ou no seu arrependimento e penitências, ou em quaisquer outros atos religiosos, nem mesmo nos seus piedosos sentimentos, nem na educação moral que possa ter recebido, nem em quaisquer outras coisas semelhantes. É até possível que você confie firmemente em algumas destas coisas, ou em todas elas juntas, e contudo venha a perder-se eternamente; porém a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, por mais fraca que seja, salva eternamente, ao passo que a fé, mesmo que forte, em outra coisa ou pessoa qualquer é apenas o fruto de um coração enganado.

Deus, no Evangelho, apresenta a você o Senhor Jesus Cristo, e diz: "Este é o meu Filho amado, em Quem Me comprazo" (Mt 3.17). É como se Deus dissesse: "Ainda que você não possa confiar em si mesmo, pode contudo confiar sem receio em Jesus". Bendito, mil vezes bendito Senhor Jesus! Quem não há de confiar em Ti e exaltar o Teu nome?

- Creio deveras nEle, - disse-me um dia uma jovem, com certa tristeza, - todavia não me atrevo a dizer que estou salva, com receio de dizer talvez uma mentira.

Esta jovem era filha de um negociante de gado em uma pequena vila, e seu pai havia ido, naquele mesmo dia, à feira e ainda não tinha voltado.

- Suponhamos agora - disse-lhe eu - que quando seu pai voltar você lhe pergunte quantas ovelhas comprou hoje, e ele responda: "Dez". Suponhamos ainda que logo em seguida entre um freguês e lhe pergunte: "Quantas ovelhas seu pai comprou hoje?" Porventura você responderia: "Não me atrevo a dizer, com receio de mentir"?

Nisto, a mãe da menina, que escutava nossa conversa, disse com certa indignação: - Isso seria o mesmo que dizer que seu pai é mentiroso.

Ora, querido leitor, você não percebe que essa menina, embora bem intencionada, estava realmente a fazer do Senhor Jesus um mentiroso, quando dizia: "Eu creio no Filho de Deus, porém não me atrevo a dizer que tenho a vida eterna, porque receio dizer talvez uma mentira"? Que incredulidade!

- Mas, - alguém poderá dizer, - como posso ter a certeza de que realmente creio? Tenho me esforçado muitas vezes para crer, e procurado ler no meu íntimo se o tenho conseguido; mas quanto mais penso na minha fé, a mim menos parece que eu creia.

Meu amigo, a maneira como você olha para estas coisas não poderia ter outro resultado, e o fato de você dizer que se esforça para crer demonstra claramente que não compreende a questão. Deixe-me, portanto, apresentar-lhe outro exemplo para explicar melhor este ponto.

Suponhamos que você se encontre certa noite em sua casa e entre alguém dizendo que o chefe da estação da estrada de ferro acaba de morrer esmagado por um trem. Acontece, porém, que esse indivíduo que lhe traz a notícia há muito tempo é tido em toda a vizinhança como um grande mentiroso. Você acreditaria nele, ou se esforçaria para acreditar nele?

- Decerto que não! - você me responderá prontamente.

- E por que não?

- Porque eu o conheço bem demais para saber que é um mentiroso.

- Mas, - pergunto - como é que você sabe que não crê no que ele disse? Será que para isso você precisou examinar sua fé?

- Não; é porque sei que o homem que me dá a notícia não é digno de confiança.

Pouco depois entra um outro indivíduo e diz:

- O chefe da estação foi hoje atropelado por um trem e ficou esmagado.

Após ele sair, escuto você dizer prudentemente:

- Agora estou quase crendo que seja verdade, pois conheço este homem desde pequeno e pelo que me lembre, só me enganou uma vez.

- Ora, - pergunto eu de novo, - será que desta vez você sabe que quase crê por ter examinado sua própria fé?

- Não; é porque tenho em conta o caráter de quem me dá a notícia.

Este homem acaba de sair de sua casa e entra um terceiro. Este, que é um amigo que lhe inspira a mais absoluta confiança, não faz mais do que confirmar a notícia. Desta vez então você diz:

- Agora é que creio, João; por ser você quem está me afirmando isto, eu posso crer.

Insisto ainda na minha pergunta, que como você há de recordar, é apenas um eco da sua:

- Como é que você pode SABER agora que crê tão positivamente no que disse o seu amigo?

- É porque conheço bem a pessoa e o caráter dela - você me responde. - Nunca, em toda a sua vida, me enganou, e não a julgo capaz de fazê-lo.

Pois bem, é justamente por esta razão que eu também sei que creio no Evangelho: é por ele me ser mandado pelo próprio Deus. O apóstolo João diz: "Se recebemos o testemunho dos homens, o TESTEMUNHO DE DEUS é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de Seu Filho testificou... quem a Deus não crê mentiroso O fez: PORQUANTO NÃO CREU NO TESTEMUNHO que Deus de Seu Filho deu" (1 Jo 5.9,10). E Paulo diz: "Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça" (Rm 4.3).

Em certa ocasião uma pessoa ansiosa pela salvação disse a um servo de Deus:

- Ah! senhor, eu não posso crer! -, ao que lhe respondeu o pregador com muito acerto:

- É verdade?... E em QUEM você não pode crer? - Esta simples pergunto foi suficiente para lhe abrir os olhos. Até ali tinha pensado que a fé era alguma coisa misteriosa que deveria sentir dentro de si, e que sem senti-la não poderia ter certeza da sua salvação. Mas afinal a fé do crente faz com que ele olhe, não para si mesmo, mas, ao contrário, para Cristo e para a Sua obra consumada no Calvário, e o leve a aceitar confiadamente o testemunho que um Deus fiel dá acerca de ambos e assim alcança a paz. Quando uma pessoa se volta para o sol, a sua sombra fica para trás; assim também quando nos voltamos para Cristo glorificado no céu, não mais nos preocupamos conosco.

Fica pois demonstrado que a bendita PESSOA do Filho de Deus ganha a nossa confiança; a Sua OBRA CONSUMADA nos dá segurança eterna; e a PALAVRA de Deus, acerca de todo o que nEle crê, nos dá a certeza inalterável de tal segurança. Encontramos em Cristo e na Sua obra o caminho da Salvação; e na Palavra de Deus o conhecimento da Salvação.

- Mas - dirá talvez o leitor, - se tenho a vida eterna, como é que tenho sentimentos tão inconstantes, perdendo com frequência toda a minha alegria e consolação, achando-me sem paz e quase tão triste como antes de ter sido convertido?

Esta pergunta nos leva a tratar de nosso terceiro ponto que é:

O GOZO DA SALVAÇÃO

A Palavra de Deus nos ensina que, enquanto o crente é salvo da ira futura pela obra de Cristo, e tem a certeza da salvação pela Palavra de Deus, ele conserva a consolação e alegria pelo poder do Espírito Santo que habita em si (1 Co 6.19).

Convém lembrar que toda pessoa salva ainda tem em si o que as Sagradas Escrituras chamam de "carne", isto é, a natureza pecaminosa com que nascemos, e que começa a se manifestar desde a nossa mais tenra infância. O Espírito Santo no crente resiste à "carne", e fica entristecido sempre que ela se manifesta por pensamentos, palavras ou obras. Quando o crente procede de um modo digno do Senhor, o Espírito Santo produz em sua alma o seu bendito fruto: amor, gozo, paz, etc. (veja Gálatas 5.22). Porém quando ele procede de um modo carnal e mundano, o Espírito Santo é entristecido e, como consequência, falta, na vida do crente, este fruto espiritual.

Permita-me, leitor, expor sua situação, como crente, da seguinte forma:

A obra de Cristo e a sua salvação: Ficam em pé ou caem juntamente;

O seu comportamento e o seu gozo: Ficam em pé ou caem juntamente.

Se fosse possível a obra de Cristo cair por terra, o que graças a Deus nunca poderá acontecer, a sua salvação cairia juntamente com ela. Porém, quando por qualquer descuido você não tiver um comportamento próprio de um cristão, (o que pode muito bem acontecer), você ficará também sem desfrutar o gozo.

Em Atos dos Apóstolos, está escrito a respeito dos primeiros cristãos que andavam "no TEMOR DO SENHOR e CONSOLAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO" (At 9.31); e também "os discípulos estavam cheios de ALEGRIA e do ESPÍRITO SANTO" (At 13.52). Depois de sermos convertidos, o nosso gozo espiritual será sempre proporcional ao caráter espiritual do nosso comportamento.

Você percebe agora, leitor, em que consiste o seu engano? Você tem confundido duas coisas diversas, que são: a segurança da salvação, e o gozo que resulta dela. Se porventura você entregar-se à sua vontade-própria, ao seu mau gênio, ou aos prazeres mundanos, etc., o Espírito Santo Se entristecerá e logo você perderá sua alegria espiritual e talvez pense ter perdido também a sua segurança. Repito, porém, mais uma vez:

A sua SEGURANÇA depende da obra que Cristo fez por você.

A sua CERTEZA depende da Palavra que Deus dirige a você.


O seu GOZO depende de você não entristecer o Espírito Santo que habita em você.

Se você, sendo filho de Deus, entristecer o Espírito Santo, a sua comunhão com Deus Pai e com o Seu bendito Filho ficará, como consequência, logo interrompida; e enquanto você, arrependido, não reconhecer e confessar o seu pecado a Deus, aquela comunhão e aquele gozo não lhe serão restaurados.

Suponhamos que uma criança qualquer faça uma maldade. Sentindo que praticou o mal e desconfiando que seus pais já saibam do ocorrido, ela mostra logo em seu rosto os evidentes sinais de perturbação. Meia hora antes ela estava alegre a gozar juntamente com os pais de um passeio no jardim, agradando-se naquilo que agradava a eles também, e gozando aquilo que eles também desfrutavam. Em outras palavras, ela estava em comunhão com eles; tinham todos os mesmos sentimentos. Mas isso cessou num momento, e como criança travessa e desobediente, nós a encontramos agora em um canto, toda triste. Os pais, notando sua tristeza, perguntam-lhe pelo motivo, dizendo-lhe que, se tiver feito qualquer maldade, deve confessar tudo e eles a perdoarão; mas o orgulho e a teimosia a mantém ali calada.

Onde está agora a alegria que essa criança tinha há meia hora? Desapareceu completamente. Por que? Porque se interrompeu a comunhão entre ela e seus pais, devido à sua maldade. Mas o que é feito do parentesco que, há meia hora, existia entre ela e seus pais? Porventura desapareceu isto também? Acaso cessou ou se interrompeu? Certamente que não.

O seu PARENTESCO depende do seu nascimento.

A sua COMUNHÃO depende do seu comportamento.

Passado, porém, algum tempo, ela sai do canto, onde tinha permanecido, e já arrependida e com o coração quebrantado, humilha-se e confessa toda a sua falta, do princípio ao fim, de modo que os pais percebem que ela odeia agora, tanto quanto eles, a sua desobediência e travessura. Então, tomando-a nos braços, cobrem-na de beijos. A sua alegria restabelece-se, porque também a sua comunhão com os pais está agora restabelecida.

Lemos que o rei Davi, tendo em certa ocasião pecado gravemente, se arrependeu e voltou-se para Deus orando: "Torna a dar-me a alegria da tua salvação" (Sl 51.12). Notemos que não pediu que lhe fosse restituída a salvação, mas a alegria da salvação.

Imaginemos agora o caso de outra maneira. Suponhamos que enquanto a criança se encontrava no canto, soluçando e sem dar provas de querer reatar comunhão com seus pais, se ouvisse um grito de "Fogo!" O que iria ser da criança? Porventura seus pais a deixariam naquele canto para ser consumida pelo fogo que devora a casa? Impossível! Seria até mais provável que ela fosse a primeira pessoa que os pais tirariam para fora de casa e poriam a salvo. Todos devem saber perfeitamente que o amor de parentesco é uma coisa, e que o gozo da comunhão é outra inteiramente diferente.

Ora, quando um crente cai em pecado, a sua comunhão com Deus Pai fica por algum tempo interrompida, e falta-lhe o gozo até que, com o coração contrito, se volte para o Pai e Lhe confesse os seus pecados. Então, confiando na Palavra de Deus, sabe que está de novo perdoado; porque a Sua Palavra claramente diz que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 Jo 1.9).

Assim, pois, ó filho querido de Deus, lembre-se sempre destas duas importantes verdades: que não há nada tão forte como o LAÇO DE PARENTESCO; e nada há tão frágil como o LAÇO DA COMUNHÃO. Todas as forças e todas as maquinações da terra e do inferno reunidas não podem quebrar o primeiro, ao passo que basta apenas um pensamento impuro, ou uma palavra leviana, para quebrar imediatamente o segundo.

Se porventura você tiver alguma vez a sua alma atribulada, humilhe-se perante Deus, e examine a sua consciência. E quando você tiver descoberto o ladrão, o pecado que lhe roubou a alegria, traga-o para a luz da presença de Deus; isto é, confesse o seu pecado a Deus, seu Pai, e julgue-se a si mesmo, pelo seu descuido e pela falta de vigilância da sua alma que, assim, deixou entrar às escondidas o inimigo. Mas não confunda nunca, NUNCA, a sua segurança com o seu gozo.

Não imagine, todavia, que o julgamento de Deus é menos severo contra o pecado do crente, do que contra o do incrédulo. Ele não tem dois modos diferentes de tratar com o pecado. Seria impossível a Deus passar por alto, sem julgar, tanto os pecados do crente como os do incrédulo que rejeita ao Seu precioso Filho. Há, porém, entre os dois casos a seguinte diferença:

O pecado do crente foi previsto por Deus, havendo-o lançado sobre Cristo, o Cordeiro divino, quando Este foi crucificado no Calvário. Ali, de uma vez para sempre, foi levantada a grande questão criminal da sua culpa, recaindo o castigo, que o crente merecia, sobre o seu bendito Substituto. "Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" (1 Pd 2.24). O incrédulo, porém, que rejeita ao Senhor Jesus Cristo, há de sofrer, ele próprio, as consequências eternas dos seus pecados no lago de fogo.

Ora, quando um crente comete uma falta, a questão criminal do pecado não pode ser suscitada novamente contra ele, porque o próprio Jesus, constituído agora o Juiz de todos, é Quem a resolveu de uma vez para sempre sobre a cruz; porém a questão da comunhão é levantada dentro da sua alma pelo Espírito Santo, todas as vezes que o crente O entristece.

Permita-me que, em conclusão, me sirva de outro exemplo. Imaginemos uma noite serena e magnífica, com a lua brilhando com o seu maior esplendor. Um homem está olhando atentamente para um lago profundo, em cuja superfície a lua se reflete admiravelmente e, dirigindo-se a um amigo que está ao seu lado, lhe diz:

- Como a lua está linda esta noite, tão cheia e brilhante!

Porém, apenas acaba de falar, seu companheiro deixa cair uma pedra dentro do lago e logo o primeiro exclama:

- Que é isto? a lua fez-se em pedaços, e os seus fragmentos estão batendo uns contra os outros na maior confusão!

- Que absurdo! - responde seu companheiro. - Olhe para cima e você verá que a lua não mudou em coisa alguma. A superfície da água do lago, que a reflete, é que sofreu mudança, ficando agitada.

Amigo crente, aplique a você mesmo este simples exemplo. O seu coração é como o lago. Quando você não concede nele lugar para o mal, o bendito Espírito de Deus revela a você as perfeições e glórias de Cristo, para sua consolação e gozo. Mas no exato momento em que você acolhe em seu coração um mau pensamento, ou que de seus lábios escapa uma palavra ociosa, sem ser logo julgada, o Espírito Santo começa, por assim dizer, a alterar a superfície do lago, e a sua felicidade e gozo se desvanecem fazendo com que você fique inquieto e perturbado até que, com espírito quebrantado diante de Deus, Lhe confesse o pecado que tem sido a causa da sua perturbação. Aí então ficará restaurado o sossego de seu espírito, e você desfrutará de novo o gozo da comunhão com Deus.

Enquanto o seu coração se sente assim intranquilo, porventura você acha que a OBRA DE CRISTO SOFREU ALGUMA MUDANÇA? Isto jamais poderá acontecer; e por consequência também a realidade da sua salvação não sofreu mudança. Mudou a PALAVRA DE DEUS? É claro que não. Então permanece inabalável a certeza da sua salvação. O que foi que mudou então? A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO em você. Ele, ao invés de lhe mostrar as glórias do Senhor Jesus, e de assim encher o seu coração com o sentimento do valor da Pessoa e da obra de Cristo, Se vê na necessidade de deixar essa preciosa ocupação para encher a sua consciência com o sentimento do seu próprio pecado, sua fraqueza e sua falha. Ele o privará de sua consolação e de seu gozo enquanto você mesmo não se julgar, reprovando o mal que Ele julga e reprova. Porém, quando isto acontece, restabelece-se novamente a sua comunhão com Deus. Que, pela graça do Senhor, tenhamos sempre uma santa vigilância sobre nós mesmos, a fim de não entristecermos "o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção" (Ef 4.30).

Querido leitor, por mais fraca que seja a sua fé, fique certo de que o bendito Senhor em Quem você tem depositado sua confiança jamais mudará. "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e ETERNAMENTE" (Hb 13.8). A OBRA de Cristo consumada jamais mudará: "tudo quanto Deus faz durará ETERNAMENTE: nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar" (Ec 3.14). A PALAVRA por Deus pronunciada jamais mudará. "Secou-se a erva, e caiu a sua flor: mas a palavra do Senhor permanece PARA SEMPRE" (1 Pd 1.24,25).

Assim, pois, o alvo da nossa fé, o fundamento da nossa esperança, e a base da nossa certeza, são igualmente perduráveis. Com confiança então podemos já cantar:

Ó Deus e Pai, Te agradecemos
A paz, perdão e Teu amor;
Com gratidão reconhecemos
Que temos parte em Teu favor.


Permita-me, pois, leitor, que pergunte a você uma vez mais: "Em que classe você está viajando?" Eleve a Deus o seu coração e dê-Lhe já, sem demora, a sua resposta.

"Quem a Deus não crê mentiroso o fez: porquanto não creu no testemunho que Deus de Seu Filho deu" (1 Jo 5.10). "Aquele que aceitou o Seu testemunho, esse confirmou que DEUS É VERDADEIRO" (Jo 3.33).

Querido leitor, meu desejo é que a alegre certeza de possuir esta tão grande salvação encha o seu coração e domine toda a sua vida, agora e até que Jesus venha.


por George Cutting
Título original: SAFETY, CERTAINTY AND ENJOYMENT - George Cutting
Tradução: Mario Persona - 1992

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