Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

6 de dezembro de 2016

JERUSALÉM ATRAVÉS DOS SÉCULOS

 
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“Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria” (Sl 137.5-6).
O rei Davi fez de Jerusalém a capital de seu reino e o centro religioso do povo judeu em 1003 a.C. (2 Sm 5.7-12). Cerca de 40 anos mais tarde, seu filho Salomão construiu o templo (centro religioso e nacional do povo de Israel ) e transformou a cidade em próspera capital de um império que se estendia do Eufrates até o Egito (1 Rs 6 a 10).

Nabucodonosor, rei de Babilônia, conquistou Jerusalém em 586 a.C., destruiu o templo e exilou seu povo (Dn 1.1-2). Cinquenta anos depois, com a conquista de Babilônia pelos persas, o rei Ciro permitiu que os judeus retornassem à sua pátria e lhes concedeu autonomia. Eles construíram o segundo templo no local do primeiro e reconstruíram a cidade e suas muralhas (Ed 6; Ne 3 a 6).

Alexandre Magno conquistou Jerusalém em 332 a.C. Após sua morte, a cidade foi governada pelos ptolomeus do Egito e mais tarde pelos selêucidas da Síria. A helenização da cidade atingiu o auge sob o rei selêucida Antíoco IV (Epifânio); a profanação do templo e a tentativa de anular a identidade religiosa dos judeus deram origem a uma revolta.

Liderados por Judas Macabeu, os judeus derrotaram os selêucidas, reconsagraram o templo (164 a.C.) e restabeleceram a independência judaica sob a dinastia dos hasmoneus, que se conservou no poder durante mais de 100 anos, até que Pompeu impôs a lei romana a Jerusalém. O rei Herodes (Lc 1.5), o edomita que foi posto no poder pelos romanos para governar a Judéia (37- 4 a.C.), estabeleceu instituições culturais em Jerusalém, construiu majestosos edifícios públicos e remodelou o templo, transformando-o num edifício de glorioso esplendor.

A revolta dos judeus contra Roma irrompeu em 66 d.C., pois o governo romano tornara-se cada vez mais opressivo após a morte de Herodes. Durante alguns anos Jerusalém esteve livre da opressão estrangeira, até que em 70 d.C. as legiões romanas comandadas por Tito conquistaram a cidade e destruíram o templo. A independência judaica foi restaurada por breve período durante a revolta de Bar-Kochba (132-135 d.C.), mas os romanos novamente triunfaram. Os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém; o nome da cidade foi mudado para Aelia Capitolina e os romanos a reconstruíram, dando-lhe as feições de uma cidade romana.

Por um século e meio, Jerusalém foi uma pequena cidade de província. Esse quadro modificou-se radicalmente quando o imperador bizantino Constantino transformou Jerusalém em um centro cristão. A Basílica do Santo Sepulcro d.C.) foi a primeira de um grande número de majestosas construções que se ergueram na cidade.

Os exércitos muçulmanos invadiram o país em 634 d.C. e quatro anos mais tarde o califa Omar conquistou Jerusalém. Somente durante o reinado de Abd el-Malik, que construiu o Domo da Rocha (Mesquita de Omar) em 691 d.C., Jerusalém foi por um rápido período a residência do califa. Após um século de domínio da dinastia omíada de Damasco, Jerusalém passou, em 750 d.C., a ser governada pela dinastia dos abássidas de Bagdá, em cuja época começou o declínio da cidade.

Os cruzados conquistaram Jerusalém em 1099 d.C., massacraram seus habitantes judeus e muçulmanos e fizeram da cidade a capital do Reino Cruzado. Sob o domínio dos cruzados, sinagogas foram destruídas, velhas igrejas foram reconstruídas e muitas mesquitas transformadas em templos cristãos. Os cruzados dominaram Jerusalém até 1187 d.C., quando a cidade foi conquistada por Saladino, o curdo.

Os mamelucos, que eram a aristocracia feudal militar do Egito, governaram Jerusalém a partir de 1250 d.C. Eles construíram numerosos e elegantes edifícios, mas viam a cidade apenas como um centro teológico muçulmano e a arruinaram economicamente, por seu desleixo e impostos exorbitantes.

Os turcos otomanos, cujo domínio se prolongou por quatro séculos, conquistaram a cidade em 1517 d.C. Suleiman, o Magnífico, reconstruiu as muralhas de Jerusalém (1537), construiu o Reservatório do Sultão e instalou fontes públicas por toda a cidade. Após sua morte, as autoridades centrais de Constantinopla demonstraram pouco interesse por Jerusalém. Durante os séculos XVII e XVIII, Jerusalém viveu um de seus piores períodos de decadência.

Jerusalém tornou a prosperar a partir da segunda metade do século XIX. Um crescente número de judeus que retornavam à sua pátria ancestral, o declínio do Império Otomano e o renovado interesse da Europa pela Terra Santa foram os fatores do reflorescimento da cidade.

O exército britânico, comandado pelo general Allenby, conquistou Jerusalém em 1917. Entre 1922 e 1948, Jerusalém foi a sede administrativa das autoridades britânicas na Terra de Israel (Palestina), que fora entregue à Grã-Bretanha pela Liga das Nações após o desmantelamento do Império Otomano no final da Primeira Guerra Mundial. A cidade desenvolveu-se rapidamente, crescendo rumo ao oeste, parte que se tornou conhecida como a “Cidade Nova”.

Com o término do Mandato Britânico em 14 de maio de 1948 e de acordo com a resolução da ONU em 29 de novembro de 1947, Israel proclamou sua independência e Jerusalém tornou-se a capital do país. Opondo-se ao estabelecimento do novo Estado, os países árabes lançaram-se num ataque de várias frentes, o que deu origem à Guerra da Independência em 1948-49. As linhas de armistício, traçadas ao final da guerra, dividiram Jerusalém em duas partes: a Cidade Velha e as áreas ao seu redor, ao norte a ao sul, ficaram sob o domínio da Jordânia; Israel reteve o controle das partes ocidental e sudoeste da cidade.

Jerusalém foi reunificada em junho de 1967, em resultado de uma guerra na qual a Jordânia tentou apoderar-se da parte ocidental da cidade. O quarteirão judeu da Cidade Velha, destruído sob o domínio jordaniano, foi restaurado e os cidadãos israelenses puderam de novo visitar os seus lugares santos, o que lhes tinha sido negado desde 1948 até 1967. — Centro de Informação de Israel

E essa história ainda não acabou...

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da terra do oriente e da terra do ocidente; E trá-los-ei, e habitarão no meio de Jerusalém; e eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus em verdade e em justiça. (Zacarias 8.2-8)

Tanto no passado como no presente e também no futuro, Jerusalém foi e será palco de disputas ferrenhas. Mesmo que os 192 Países da ONU não a reconheçam como a capital de Israel, ela será a futura capital do Reino do Messias Jesus Cristo. “Nos últimos dias, acontecerá que... de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém” (Is 2.3b). Apesar de todas as artimanhas de sedução da “Besta” durante a Tribulação, a Palavra de Deus se cumprirá.


FONTE:

http://www.chamada.com.br/mensagens/historia.html

5 de dezembro de 2016

A História da Terra Santa

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Da promessa até o cativeiro

2126 a.C. - Deus chama Abrão para a terra de Canaã (Gn 12.1-3).
1913 a.C. - Deus estabelece uma aliança incondicional com Abraão e revela-lhe os limites da terra prometida a ele e aos seus descendentes para sempre (Gn 15).
1800 a.C. - Deus confirma a aliança abraâmica com Isaque (Gn 26.1-5).
1760 a.C. - Deus confirma a aliança com Jacó (Gn 28.13-15).

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Egito

1728 a.C. - José é vendido como escravo no Egito (Gn 37.36).
1706 a.C. - Jacó (agora chamado Israel, Gn 32.28) e seus filhos mudam-se para o Egito (Gn 46.1-26).
1446 a.C. - O êxodo do Egito (Êx 14).
1406 a.C. - Início da conquista israelita de Canaã.
1375 a.C. - Começa o período dos juízes.
1050-930 a.C. - O reino unido (Saul, Davi e Salomão). Em 1000 a.C., Davi conquista Jerusalém e a torna a capital de Israel.
930-732 a.C. - O reino dividido (Norte = Israel; Sul = Judá). Jerusalém é a capital de Judá.
722 a.C. - A Assíria conquista o Reino do Norte (Israel).
605-586 a.C. - A Babilônia conquista o Reino do Sul (Judá) e destrói o Templo de Salomão. Início do cativeiro babilônico.

Do retorno até Herodes, o Grande

539 a.C. - Queda da Babilônia diante da Média-Pérsia (Dn 5).
538 a.C. - Ciro, o rei persa, permite o retorno dos judeus à sua terra (Esdras 1).
537 a.C. - Judeus retornam a Jerusalém sob Zorobabel.

Maquete do segundo templo


516 a.C. - A reconstrução do Segundo Templo é concluída.
458 a.C. - Nova leva de judeus retorna a Israel sob Esdras.
445 a.C. - Artaxerxes I envia Neemias a Jerusalém para reconstruir os muros (Ne 2).
430 a.C. - Malaquias, a última voz profética; depois dele, 400 anos de "silêncio".
333 a.C. - Alexandre, o Grande, conquista a Pérsia, iniciando o período helenístico (grego).
323 a.C. - Morre Alexandre, o Grande. Seu reino é dividido entre seus quatro generais (Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco).
167 a.C. - Antíoco IV (Epifânio) profana o Templo.
165 a.C. - Judas Macabeu lidera a revolta contra Antíoco, purifica o Templo e restabelece a independência sob a dinastia hasmoneana.
63 a.C. - O general romano Pompeu entra em Jerusalém, pondo fim à independência judaica; Júlio César é assassinado.
37 a.C. - Os romanos apontam Herodes, o Grande, como "rei dos judeus" e outorgam-lhe autoridade sobre a Judéia, Samaria e Galiléa.

De Herodes até Maomé

20 a.C. - Herodes inicia a reconstrução do Templo.
6-5 a.C. - Jesus nasce em Belém.
4 a.C. - Morre Herodes; César Augusto divide o território: Arquelau recebe a Judéia, Herodes Antipas, a Galiléia e Filipe, a Ituréia e Traconites (Nordeste da Galiléia – Lc 3.1).
26-36 d.C. - Pôncio Pilatos governa a Judéia.
30 d.C. - Jesus, o Messias, é crucificado, ressuscita dentre os mortos e ascende ao céu. Começa a era da Igreja no Dia de Pentecostes (Shavuot).
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Massada

66-73 d.C. - Primeira insurreição judaica. Os romanos destróem Jerusalém e o Templo (70 d.C.), e atacam Massada, onde 960 judeus preferem cometer suicídio a se renderem (73 d.C.).
132-135 d.C. - Segunda insurreição judaica. O imperador Adriano reconstrói Jerusalém como uma cidade pagã e a denomina Aelia Capitolina. Rabbi Akiva lidera a rebelião e proclama como messias o líder militar Simon Bar Kochba. O povo judeu, que não tinha acesso apenas a Jerusalém, é disperso por toda a terra. Roma renomeia Judá, Samaria e Galiléia deSiria Palaestina, conhecida mais tarde como Palestina.
200 d.C. - Muitos judeus dispersos retornam.
312-313 d.C. - O imperador Constantino abraça o cristianismo.
330 d.C. - Constantino muda-se para Bizâncio, e dá-lhe o nome de Constantinopla (hoje Istambul, Turquia), mantendo o controle sobre a Palestina.
570 d.C. - Muhammad ibn Abd Allah [Maomé] nasce em Meca (Arábia Saudita).

De Maomé aos turcos otomanos

610 - Maomé declara que o anjo Gabriel mostrou-lhe uma tabuinha determinando que ele se tornaria um mensageiro de Deus [Alá]. Daí até sua morte ele passou a ter "visões". Assim começou a religião muçulmana, o islamismo, que significa "submissão a Alá".
622 - Maomé foge de Meca para Yathrib (que passou a ser chamada de Medina = Cidade do Profeta). Sua retirada é conhecida como Hégira ("hijrah", em árabe = emigração). O calendário muçulmano começa nessa data – 1 d.H. (primeiro ano depois da Hégira).
630 - Os árabes omíadas tornam-se os primeiros muçulmanos presentes em Jerusalém.
632 - Morre Maomé.
639-661 - Governo árabe muçulmano. Apenas neste período de 22 anos a Terra Santa foi governada pelos árabes – mesmo então, como parte de um grande império.
661-1099 - Muçulmanos governam a Palestina. No entanto, não se trata de árabes, e sim dos abássidas, vindos de Bagdá, dos fatímidas, procedentes do Cairo, e dos seljúcidas, da Turquia.

Cruzadas



1099-1187 - As cruzadas católicas, sob o papa Urbano II, conquistam Jerusalém e massacram judeus e muçulmanos.
1187 - Saladino, um muçulmano curdo de Damasco, recaptura Jerusalém e grande parte da Palestina.
1244-1303 - Os mongóis da Ásia destituem a dinastia de Saladino. Os mamelucos muçulmanos e os mongóis lutam pelo poder. A presença dos cruzados termina em 1291 d.C.
1513-1517 - Os muçulmanos turco-otomanos conquistam a Palestina.

Dos turcos otomanos até os britânicos

1517 - Os muçulmanos turco-otomanos governam a Palestina como parte de seu império.
1840 - Governo turco completamente restaurado. Líderes ingleses começam a discutir a possibilidade de restabelecer o povo judeu em sua própria terra.
1822 - Judeus fazem aliyah (imigração) da Romênia para a Palestina.
1890-1891 - Uma grande massa de judeus proveniente da Rússia desembarca em Israel.
1894-1895 - Na França, o capitão Alfred Dreyfus é condenado por espionagem, em meio a um feroz anti-semitismo.
1896 - Theodor Herzl escreve Der Judenstaat ("O Estado Judeu").
1897 - O Primeiro Congresso Sionista, convocado por Herzl, é realizado em Basiléia (Suíça). Mais de 200 participantes, de 17 países, criaram a Organização Sionista Mundial, que buscava "estabelecer uma pátria para o povo judeu em Eretz-Israel (a terra de Israel), assegurada pela lei". O Congresso Sionista se reuniu todos os anos, de 1897 a 1901, e desde então se reúne a cada dois anos, até os dias de hoje.
1901 - O Congresso Sionista criou o Fundo Nacional Judaico (FNJ), destinado a levantar recursos para a aquisição de terras em Eretz Israel. O FNJ é o maior proprietário de terras em Israel (12,5% do território), tendo adquirido mais da metade dessa extensão antes do estabelecimento da nação.
1904 - Segunda onda de imigração de judeus, provenientes principalmente da Rússia e da Polônia.
1906 - A primeira escola judaica de ensino médio é fundada em Haifa e uma escola de artes é fundada em Jerusalém.
1908-1914 - Segunda aliyah de judeus vindos do Iêmen.
1909 - Tel Aviv, a primeira cidade totalmente judaica, é fundada na Palestina.
1910 - Fundação do kibbutz Degania.
1914-1918 - Primeira Guerra Mundial.
1917 - O general britânico Edmund Allenby conquista a Palestina, a leste e a oeste do Jordão, pondo fim ao domínio otomano. Em novembro, os britânicos publicam a Declaração Balfour, apoiando o estabelecimento de "uma pátria para os judeus".
1920 - A Liga das Nações dá aos britânicos um mandato sobre a Palestina, com ordens de implementação da Declaração Balfour. 


FONTE:
(Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)

3 de dezembro de 2016

Interpretação de Sonhos

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Pr. Welfany Nolasco Rodrigues 

“Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho".  Gênesis 40.8

Introdução: O que é um sonho? A palavra sonho tem dois significados: o sonho que é uma visão noturna e o sonho que a pessoa imagina mesmo acordado. Um tipo de sonho é de olhos fechados e outro de olhos abertos. Todos os dois tipos de sonhos são importantes para a vida de qualquer pessoa, desde que sejam compreendidos corretamente.
Homens de Deus como José e Daniel tiveram o dom de interpretar sonhos e de administrar grandes projetos como um sonho de Deus. De nada adiantaria ficarem somente sonhando se não lutassem por seus ideais. Por isso precisamos aprender tanto a entender os sonhos que recebemos como gerenciar nossa própria vida em busca de nossos sonhos e objetivos. 

Você sonha? 

Vamos aprender um pouco mais sobre sonhos:


1- SONHAR DORMINDO: Jeremias 23.28 
“O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR”
O primeiro tipo de sonho é com olhos fechados. Um sonho é uma série de pensamentos, imagens ou emoções que ocorrem durante o sono. Durante o sonho parece que estamos vivendo uma realidade.
Os sonhos podem ser de origem:
-Natural ou humana (Eclesiastes 5.3), Pode ser fruto da imaginação ou até mesmo lembranças do passado que veem à tona do subconsciente para a mente.
-Divinos (Gênesis 28.12), Deus usa sonhos para se comunicar com o homem (Números 12.6), como fez com Faraó (Gênesis 41.1-10), Jacó (Gênesis 31.10-11), Salomão (1Rs 3.5) e tantos homens de Deus.
-Maligna (Deuteronômio 13.1-2; Jr 23.32), o inimigo tenta perturbar as pessoas com visões más. Contudo o diabo não pode fazer nada sem a permissão de Deus (Jó 1.6-12). Então se você vir algo maligno é para desmentir Satanás e destruir suas obras (I João 3.8).
Sonhos naturais são como a palha que logo o vento leva e perece. Mas sonhos espirituais são revelações de Deus que devem ser levadas a sério, tanto para ser repreendido se for algo maligno (Tiago 4.7), como confirmar um aviso de Deus (Mateus 2.12,22). 

Como saber se um sonho é de Deus? 

Para entender um sonho é preciso: 

a) Oração: I Coríntios 2.14
Assim que acordar de um sonho, ore a Deus pedindo revelação de seu significado espiritual ou entendimento se foi apenas fruto de preocupações da mente. Se for preciso tire um tempo para oração (Daniel 2.16). 

b) Leitura da Bíblia: Mateus 22.29
Se sentir quer o sonho foi de origem espiritual, procure ler na Palavra de Deus procurando significado de tudo que foi visto. Se for de Deus haverá alguma base bíblica para explicar “porque a Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hebreus 4.12). 

c) Discernimento Espiritual: Daniel 2.28
Se o sonho for espiritual, somente o Espírito Santo pode dar o significado. A interpretação de um sonho nem sempre é literal ou da forma como foi visto no sonho. Não podemos cair em misticismo estabelecendo regras de interpretação como, por exemplo, listas de significados (Daniel 2.9).
Sonhos espirituais são muito claros (Gênesis 37.5-10) e inesquecíveis, trazendo preocupação por sua seriedade (Daniel 2.1 e 4.5, 19). Mas sua interpretação varia segundo a “multiforme graça de Deus” (I Pedro 4.10).
Deus se revela através de sonhos!

2- SONHAR ACORDADO: Salmos 126.1 
“quando o Senhor restaurou a sorte de Sião ficamos como quem sonha”
O segundo tipo de sonho é com olhos abertos. Sonhos também são desejos do nosso coração (Salmo 37.4), planos e projetos para o futuro. Deus revela seus planos para seus servos (Amós 3.7) trazendo ao coração o que vem de Deus (Isaías 55.9,10). 

Algumas características de um sonho que vem de Deus são: 

a) Os sonhos de Deus trazem glória a Deus.
Se você tem um sonho, mas a sua realização não vai glorificar o Senhor, peça a Deus para tirar do seu coração ou restaurá-lo, para que ele volte a ser exatamente como é no coração de Deus (Isaías 42.8). 

b) Os sonhos de Deus jamais serão frustrados.
Os propósitos de Deus para a sua vida, têm o poder de se tornar realidade porque nenhum dos desígnios do Senhor pode ser frustrado (Jó 42.2). Na Bíblia, quando alguém recebia uma revelação, era simples saber se vinha ou não de Deus. Se acontecesse, é porque era de Deus; se não, é porque não era.

c) Os sonhos de Deus se realizam no tempo de Deus.
Todos os sonhos de Deus se realizarão, no tempo certo em sua vida (Eclesiastes 3.1). Pode parecer que está demorando, que é impossível, que é algo grande demais, mas para Deus todas as coisas são possíveis (Lucas 1.37). Deus sabe a melhor hora para você desfrutar a realização dos seus sonhos. 
Antes de definir um projeto para sua vida, é necessário buscar a orientação de Deus e compreender que a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável” (Romanos 12.1), mas a vontade do homem nem sempre é boa, é imperfeita e desagradável. Por isso é importante buscar o conhecimento dos planos de Deus para nossas vidas (Jeremias 29.11-13) e apresentar tudo a Deus em oração.
Para construir um sonho de acordo com a vontade de Deus, é preciso saber que os planos humanos podem falhar (Provérbios 14.12 e 16.1-3), o que é possível pertence a nós e devemos lutar pelos ideais (Eclesiastes 9.10), mas o que é impossível pertence a Deus (Jeremias 32.27). 

Busque os sonhos de Deus pra você! 

Deus tem sonhos para você! 

CONCLUSÃO: I Coríntios 14.33 
“porque Deus não é de confusão, e sim de paz”
Seja de olhos fechados ou abertos, se o sonho for de Deus trará paz em seu coração e nunca ficará confuso. Esta certeza no íntimo é fruto da verdadeira fé (Hebreus 11.1) que não pode ser abalada (Salmos 125.1).
Certa vez ouvi que ‘um homem sem sonhos é um homem morto’ e realmente compreendo que muitas pessoas estão sem vida porque não conseguem mais sonhar com o futuro.
Peça a Deus que te revele sonhos espirituais com entendimento espiritual e apresente seus sonhos e projetos na presença do Senhor para que sejam confirmados por Deus (Salmos 9.17). Apresente a Deus os seus sonhos e receba o sonhos de Deus!
FONTE:
http://www.esbocosermao.com/2013/12/interpretacao-de-sonhos.html

1 de dezembro de 2016

Antigo Testamento X Novo Testamento




Antigo Testamento contra o Novo Testamento – Quais são as diferenças?

O Antigo Testamento estabelece a fundação para os ensinamentos e eventos encontrados no Novo Testamento. A Bíblia é uma revelação progressiva. Se você pular a primeira metade de qualquer livro bom e tentar terminá-lo, você vai ter dificuldade de entender seus personagens, o enredo e o final. Da mesma forma, o Novo Testamento só pode ser completamente entendido quando é visto como o cumprimento dos eventos, personagens, leis, sistema de sacrifício, alianças e promessas do Antigo Testamento.

Se apenas tivéssemos o Novo Testamento, iríamos ler os evangelhos sem saber por que os judeus estavam esperando pelo Messias (Um Rei Salvador). Sem o Antigo Testamento, não entenderíamos por que esse Messias estava vindo (veja Isaías 53), e não poderíamos ter identificado Jesus de Nazaré como o Messias através das várias profecias detalhadas que foram dadas a Seu respeito; por exemplo: Seu lugar de nascimento (Miqueias 5:2); Sua forma de morrer (Salmos 22, principalmente versículos 1,7-8, 14-18; Salmos 69:21, etc.), Sua ressurreição (Salmos 16:10), e muitos outros detalhes de Seu ministério (Isaías 52:19; 9:2, etc.).

Sem o Antigo Testamento, não entenderíamos os costumes judaicos que são mencionados no Novo Testamento. Não entenderíamos as distorções que os fariseus tinham feito à lei de Deus por acrescentarem suas tradições. Não entenderíamos por que Jesus estava tão transtornado ao purificar o Templo. Não entenderíamos que podemos usar a mesma sabedoria que Cristo usou em Suas muitas respostas aos Seus adversários (humanos e demoníacos).

Da mesma forma, os evangelhos do Novo Testamento e os Atos dos Apóstolos registram o cumprimento de muitas profecias que foram registradas centenas de anos antes no Antigo Testamento. Muitas dessas são relacionadas à primeira vinda do Messias. Nas circunstâncias do nascimento de Cristo, Sua vida, milagres, morte e ressurreição encontradas nos Evangelhos, achamos o cumprimento de profecias do Antigo Testamento que são relacionadas à primeira vinda do Messias. São esses detalhes que validam a declaração de Jesus de ser o Cristo prometido. E até mesmo as profecias do Novo Testamento (muitas das quais são encontradas no livro de Apocalipse) são baseadas em profecias registradas anteriormente nos livros do Antigo Testamento. Essas profecias do Novo Testamento são relacionadas aos eventos da Segunda vinda de Cristo. Praticamente dois de cada três versículos do Novo Testamento são baseados em versículos do Antigo Testamento.

Tanto o Antigo Testamento como o Novo contêm várias lições para nós através das vidas de seus personagens falíveis que possuíam a mesma natureza que possuímos hoje. Ao observar suas vidas, podemos nos encorajar a confiar em Deus não importando a situação (Daniel 13) e a não ceder nas coisas pequenas (Daniel 1), para que possamos ser fiéis depois nas grandes coisas (Daniel 6). Podemos aprender que é melhor confessar nossos pecados com sinceridade logo, ao invés de botar a culpa em outra pessoa (1 Samuel 15). Podemos aprender a não brincar com o pecado, pois o pecado vai nos descobrir e sua mordida é fatal (veja Juízes 13-16).

Podemos aprender que precisamos confiar e obedecer a Deus se almejamos experimentar da Sua "terra prometida" ainda nessa vida e do Seu Paraíso na vida futura (Números 13). Aprendemos que se contemplamos o pecado, estamos apenas nos preparando para cometê-lo (Gênesis 3; Josué 6-7). Aprendemos que nosso pecado tem consequências não só para nós mesmos, mas para aqueles ao nosso redor que amamos tanto; assim como o nosso bom comportamento tem recompensa para nós e para os que estão ao nosso redor também (Gênesis 3; Êxodo 20:5-6). No Novo Testamento, temos o exemplo de Pedro a nos ensinar uma grande lição– que não devemos ousar confiar nas nossas próprias forças ou é certo que VAMOS falhar (Mateus 26:33-41). Nas palavras do ladrão na cruz, vemos que é através de fé simples e sincera que somos salvos dos nossos pecados (Lucas 23:39-43). Também vemos como uma igreja vigorosa do Novo Testamento deve ser(Atos 2:41-47; 13:1-3, etc.).

Também, porque a revelação nas Escrituras é progressiva, o Novo Testamento esclarece os ensinamentos aos quais o Antigo Testamento apenas se alude. O livro de Hebreus descreve como Jesus é o verdadeiro Sumo Sacerdote e o Seu sacrifício sem igual substitui todos os sacrifícios que eram apenas um retrato do Seu sacrifício supremo. O Antigo Testamento nos ensina a Lei, a qual tem duas partes: os mandamentos e a bênção/maldição que se originam da obediência ou desobediência aos seus comandos. O Novo Testamento clarifica que Deus deu esses mandamentos para mostrar aos homens sua necessidade de salvação; a lei nunca serviu como um meio de salvação (Romanos 3:19).

O Antigo Testamento descreve o sistema de sacrifícios que Deus deu aos israelitas para cobrir seus pecados temporariamente. O Novo Testamento clarifica que esse sistema era apenas uma alusão ao sacrifício de Cristo, através de quem salvação é encontrada (Atos 4:12; Hebreus 10:4-10). O Antigo Testamento viu o paraíso ser perdido; o Novo Testamento mostra como paraíso foi recuperado para a humanidade através do segundo Adão (Cristo) e como um dia vai ser restaurado. O Antigo Testamento declara que o homem foi separado de Deus através do pecado (Gênesis 3); o Novo Testamento declara que o homem pode agora mesmo restaurar seu relacionamento com Deus (Romanos 3-6). O Antigo Testamento predisse a vinda do Messias. Os Evangelhos registram essencialmente a vida de Jesus, e as Epístolas interpretam Sua vida e nos mostram como devemos responder a tudo que Ele tem feito e ainda vai fazer.

Novamente, enquanto o Novo Testamento é um retrato “mais claro”, o Antigo Testamento é sem dúvida muito importante. Além de estabelecer uma fundação para o Novo Testamento, sem o Antigo Testamento não teríamos nenhuma base para nos guardar contra os erros das perversões politicamente corretas da nossa sociedade, na qual evolução é vista como sendo o criador de todas as espécies durante um período de milhões de anos (ao invés de ser o resultado de uma criação especial de Deus em seis dias literais). Nós acreditaríamos na mentira de que casamentos e famílias são estruturas em evolução que devem continuar a mudar com a sociedade (ao invés de serem vistos como um plano de Deus cujo propósito é criar filhos que O seguem e de proteger aqueles que seriam usados e abusados se não estivessem em tal estrutura – frequentemente mulheres e crianças).

De mesmo modo, sem o Antigo Testamento não entenderíamos as promessas que Deus ainda vai cumprir à nação israelita. Como resultado, não veríamos propriamente que o período de Tribulação é um período de sete anos no qual Ele vai estar trabalhando especificamente com a nação de Israel por ter rejeitado Seu primeira vinda, mas que vai recebê-lo na Sua segunda vinda. Não entenderíamos como o reino futuro de Cristo de 1000 anos se encaixa com as promessas aos judeus, nem como os gentios vão fazer parte também. Nem veríamos como o final da Bíblia conecta tudo que estava solto no começo da Bíblia, restaurando o paraíso que Deus originalmente criou esse mundo para ser, no qual teríamos um relacionamento íntimo e pessoal com Deus no Jardim do Éden.

Em resumo, o Antigo Testamento prepara a fundação e tinha como objetivo preparar os israelitas para a vinda do Messias, o qual iria Se sacrificar pelos pecados de Israel (e pelos do mundo todo também). O Novo Testamento compartilha a vida de Jesus Cristo e então olha ao que Ele fez e como devemos responder ao Seu presente de vida eterna e viver nossas vidas com gratidão por tudo que Ele tem feito por nós (Romanos 12). Os dois testamentos revelam que o mesmo Deus tão santo, misericordioso e justo tem que condenar o pecado, mas que Ele tem o desejo de trazer a Si mesmo a raça humana tão cheia de pecado através de perdão que só é possível através do sacrifício expiatório de Cristo como pagamento pelo pecado. Nos dois testamentos Deus Se revela a nós e mostra como devemos nos aproximar dEle através de Jesus Cristo. E nos dois testamentos acharemos tudo que precisamos para vida eterna e vida que agrada a Deus (2 Timóteo 3:15-17).

 

FONTE:
https://gotquestions.org/Portugues/diferenca-Velho-Novo-Testamento.html




29 de novembro de 2016

A libertação das heresias está no exame das Escrituras

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Por Luiz Carlos Pereira

No mundo pós-moderno temos nos acostumado cada vez mais com um evangelho diferente do que nos foi ensinado pelos apóstolos de Cristo. Aceitamos livremente e sem grandes dificuldades, doutrinas e correntes teológicas que quase sempre destoam da própria Bíblia. Diante disto, qual seria o verdadeiro problema: O oportunismo de charlatões da fé, ou a falta de exame das Escrituras?

Tomando como exemplo a carta de Paulo à igreja de Corinto, podemos analisar com cuidado a preocupação que o apóstolo tinha de livrar a igreja dos discursos hereges dos “superapóstolos”, pessoas que usavam de linguagem similar aos verdadeiros, para ferir e minar o evangelho de Cristo. Paulo questionou severamente a igreja de Corinto quanto a aceitação rápida de tais heresias. No versículo 3, ele diz qual o seu receio: “O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo” (2 Coríntios 11:3 - NVI)

Hoje, mesmo após milênios de anos que se passaram, tais heresias e tais ensinamentos falsos persistem nos ataques a igreja. O que temos feito contra as ações de pessoas impelidas pelo próprio Satanás, com ventos de doutrinas heréticas? Nos púlpitos vemos pregações baseadas em emoções; igrejas que se comprometem em trazer a prosperidade para sua vida, mas esquecem-se (propositalmente, é claro) de realizar estudos bíblicos sérios, e explanar a luz do evangelho. Parece que neste meio, em que vivemos debaixo de uma guerra sombria e pesada contra os hereges do evangelho, perdemos o interesse de nos proteger, ou seja, examinar as escrituras e conhecer a verdade!

Certa vez escutei o Dr. Augustus Nicodemus dizer a seguinte frase: “Quer proteger a igreja contra as ações do Diabo? Ensine a Bíblia!”. É verdade. Não existe outro meio tão eficaz quanto o estudo sério da palavra de Deus. Perdemos tempo confiando demasiadamente no que terceiro nos contam, sem ao menos ter a curiosidade de examinar com cautela as palavras lançadas.

Em Atos 17, podemos ver um exemplo de como a falta de exame bíblico tornavam os Tessalonicenses uma massa de manobra. Os judeus que não criam nas palavras de Paulo, não se contentavam em apenas não crer, mas promoviam alvoroços contra a expansão do evangelho. Aqueles que, embargados pelos fariseus, eram levados na palma da mão sem ao menos questionar ou examinar as palavras de Paulo, só agiam dessa forma por não examinarem as Escrituras. Situação diferente ocorreu em Bereia, onde os habitantes da região analisavam em tudo o que Paulo dizia (At 17:11), certificando-se da veracidade das palavras pela própria lei!

A diferença foi enorme: o exame das escrituras promoveu a libertação necessária para aquele povo. Aliás, libertação essa que se dá pelo entendimento da palavra – João 8:32; Tiago 1:25. Em Cristo, oro para que possamos avançar no entendimento correto das Escrituras, e viver de forma definitiva suas aplicações e preceitos. Que o Sola Scriptura possa ser uma verdade em nossas vidas, e não apenas um sentimento que nos mantém inertes diante do avanço de tais atrocidades.

O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Efésios 4:14
 

FONTE:
http://blogelectus.blogspot.com.br/2015/01/a-libertacao-das-heresias-esta-no-exame.html#.WDoxgVwddSl