Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

22 de junho de 2018

O Exército de Deus


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Guerra espiritual é hoje uma linguagem universal, todos os crentes já ouviram pelo menos uma vez este termo, não é modismo de evangelização e missões, absolutamente é uma luta que travamos constantemente contra satanás.

Nós somos soldados alistados para esta grande batalha espiritual, um soldado é um combatente, um campeão, portanto um vencedor (2 Tm 2.3) “Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus.” Um soldado é parte integrante de um corpo que pode ser chamado de guarnição, destacamento, batalhão ou regimento.

Em (Jl 2.2b e 5b) “um povo grande e poderoso, qual nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração: ...como um povo poderoso, posto em ordem de batalha.” Aqui encontramos duas características marcantes do exército de Deus. Pois maior é aquele que está em nós (1 Jo 4.4) “Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.” 
Nunca digas estou só, pois o Senhor Jesus afirma categoricamente: (Mt 28.20) "...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos". Nunca mais digas: não posso, pois está escrito (Fl 4.13) “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.”

Vejamos objetivamente, as diversas posições a serem ocupadas no exército de Deus:

1 – Infantaria.

São aqueles que estão na linha de frente, basicamente no corpo a corpo com o inimigo: destituindo potestades, expulsando demônios, invadindo pessoalmente o território do inimigo, pisando neste território e tomando posse em nome do grande general – Jeová Shabaot ( Senhor dos exércitos). Exemplo: Davi colocou Urias na infantaria. Como também os missionários.

2 – Artilharia.

É composto pelo grupo que utiliza armas de longo alcance, como: Intercessão, combate espiritual em grande escala, Fé sobrenatural e palavras de autoridade. Exemplo: Elizeu (2 Rs 6.18) “Quando os sírios desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere de cegueira esta gente, peço-te. E o Senhor os feriu de cegueira, conforme o pedido de Eliseu.” Jesus (Mt 8.8b) “...mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar.” 
O objetivo principal da artilharia é enfraquecer as forças inimigas, atingindo alvos selecionados como: Principados, Potestades, Dominadores deste mundo tenebroso. (2 Co 10.4,5; Ef 6.12) “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas;” Bombardeando as fortalezas inimigas, o trabalho é facilitado para os infantes que estão na linha de frente, os quais, despojarão o inimigo, tomando-lhe as vidas preciosas e transportando-as para o reino da luz. (Is 49.25) “...Certamente os cativos serão tirados ao valente, e a presa do tirano será libertada; porque eu contenderei com os que contendem contigo, e os teus filhos eu salvarei.”

3 – Regimento Motorizado.

São agrupamentos que utilizam os grandes equipamentos de guerra para atingir as grandes massas. Exemplo: O rádio, a televisão, os grandes seminários, seu objetivo principal é lançar de uma só vez toneladas de sementes da palavra de Deus. (Is 40.9) “Tu, anunciador de boas-novas a Sião, sobe a um monte alto. Tu, anunciador de boas-novas a Jerusalém, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus.”

4 – Engenharia.

É o grupo dotado de uma capacidade especial de engendrar, arquitetar, planejar meios através dos quais é aumentado, facilitando e ampliando o poder de fogo do exército de Deus. São as técnicas e táticas especiais do Espírito Santo (O grande Ensinador), que nos leva a resultados surpreendentes. 
Deus sempre levantou e treinou os seus engenheiros de guerra, exemplo:
-Moisés (Ex 17.11) “E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.”

-Josué (Js 10.12b) “...e disse na presença de Israel: Sol, detém-se sobre Gibeão, e tu, lua, sobre o vale de Aijalom.” 
-Josafá (2 Cr 20.22ª) “Ora, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir,...”

-Paulo e Silas (At 16.25,26). Utilizando-se de artifícios, humanamente loucos, estes homens venceram batalhas e situações humanamente impossíveis.


5 – Comunicações.

O elemento deste agrupamento tem como missão promover o apoio de comunicações necessária àqueles que o recorrem ou dele dependem. Existem tanto as comunicações ativas, que dão diretrizes de ataque; quanto a passiva, que visam preservar do perigo eminente. 
Em ambos os casos, Deus utiliza com frequência os seus profetas, conforme (Am 3.7) “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” E não com menos frequência a sua palavra (Hb 1.1) “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,” exemplo: a estratégia através de Jaaziel (2 Cr 20.14-17); aviso através de Elizeu (2 Rs 6.6).

6 – Suprimento.

Visa promover o suprimento regular e extraordinário, tanto da necessidade básica de sobrevivência e bem estar do soldado, quanto, dos equipamentos e munições por ele utilizados. Exemplo: Davi, antes de se tornar rei, assistia seus irmãos, na batalha, com mantimentos (1 Sm 17.15,17,18). Mas Deus queria Davi era no meio da batalha como um soldado.

7 – Departamento Médico.

Este grupo de forma especial cuida do tratamento e recuperação dos feridos e doentes. Cuida também da saúde preventiva da tropa. Num combate há sempre aqueles que por um ou outro motivo são feridos e necessitam de cuidados especiais. Exemplo: Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.34-37).


Conclusão:

Esta luta contra as trevas envolve todos os crentes, seja qual for seu dom ou vocação. Fazer evangelismo é fazer guerra contra as trevas, é tirar da cegueira espiritual os cativos de satanás. (2 Co 4.4).


Autor: Vilmar Henrique Martins
https://oseias46a.blogspot.com/2015/02/estudo-biblico-o-exercito-de-deus.html


20 de junho de 2018

Soldados de Cristo


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“Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou. Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras. O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. Reflita no que estou dizendo, pois o Senhor lhe dará entendimento em tudo. Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho, pelo qual sofro a ponto de estar preso como criminoso; contudo a palavra de Deus não está presa. Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna. Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.” (2 Timóteo 2.3-13 NVI)

Como cristãos precisamos decidir a quem agradar: a Deus ou ao mundo. Aos dois é impossível! Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro” (Mateus 6.24). Tiago confirmou: “não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (4.4).

Cristo, nosso General nos alistou, não para ficarmos de braços cruzados, mas para uma árdua batalha – uma batalha espiritual contras as forças do mal. “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Paulo diz que o soldado em serviço não se envolve com os “negócios desta vida” (ARA), ou seja, na “guerra” não há tempo para o soldado pensar ou se envolver com outra coisa que não seja com os interesses de seu exército e/ou de seu comandante.

Cristãos atuais discutindo sobre preferências políticas, seria a mesma coisa que cristãos do primeiro século discutindo sobre Caifás, Herodes e Pôncio Pilatos.

Questões: Os interesses de Cristo são os nossos interesses? A “batalha” de Cristo é a nossa batalha? Somos de fato soldados de Cristo? Com que temos ocupado o nosso tempo? Qual é a nossa prioridade nestes dias? Estes podem ser nossos últimos dias na terra, pois não sabemos o que acontecerá, pois o amanhã pertence ao Senhor. É o serviço, devoção e adoração a Deus que ocupa o nosso tempo e as nossas vidas; ou são os afazeres nos “negócios desta vida”?

Bem instruiu o apóstolo Paulo ao seu fiel escudeiro: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:4 ARA). Paulo é bem claro em mostrar o objetivo do cristão: “satisfazer àquele que o chamou”. Aqui ele fala em soldado e alistamento, mostrando que o cristão estará numa guerra.

Mas que “guerra” é esta e contra quem lutaremos? O próprio apóstolo responde: “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12). Depois, Paulo encorajou aos cristãos a permaneceram firmes contra tais poderes: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Efésios 6:13). Nos versos seguintes, ele mostrou as “armas” a serem usadas pelos soldados de Cristo na guerra contra as forças espirituais do mal (Efésios 6:14-18). – Para um exame completo da armadura do soldado cristão leia o artigo: “A armadura de Deus”.

Paulo ainda usou duas figuras para reforçar a ideia do envolvimento completo do discípulo de Jesus na vida cristã. Primeiramente, ele usou o atleta. Se este quiser alcançar vitórias, precisa se preparar segundo as normas estabelecidas. Se ele não cuida de seu corpo com boa alimentação, vida sadia, treinamentos, e bons equipamentos nunca será um vencedor. E em segundo lugar, ele usou o lavrador. Se este não trabalhar com vigor, preparando a terra, adubando-a, retirando e combatendo as pragas, regando e cuidando não obterá o fruto desejado. O apóstolo ainda diz que se um lavrador trabalhar arduamente em prol de seu serviço, ele será o primeiro a desfrutar dos benefícios.

– Se o soldado alistado não quer satisfazer seu comandante, não serve para a batalha. Se o soldado em guerra, quiser se envolver com os negócios de um cidadão comum, ele ficará vulnerável ao inimigo e não conseguirá a vitória. Ele será presa fácil para o combatente adversário.

– Se o atleta não quer competir segundo as normas de seu esporte, não serve para a competição. Se o atleta em disputa quiser se envolver com os negócios de um cidadão comum, ele ficará mais fraco que o seu competidor e não conseguirá a vitória. Ele será um adversário fácil a ser batido pelo outro competidor.

– Se um lavrador não quer trabalhar arduamente, não serve para a lavoura. Se o lavrador em serviço quiser se envolver com os negócios de um cidadão comum, seu plantio ficará vulnerável as pragas e não obterá a colheita. Sua lavoura será presa fácil para as intempéries e pragas destruidoras.

Seja o soldado, o atleta ou o lavrador, todos tem um ponto em comum: envolvimento total com o seu objetivo. Para o cristão, seu objetivo é satisfazer aquele que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (2 Coríntios 4:8) e “andar assim como ele andou” (1 João 2.6). Jesus é quem o chamou, então ele precisa andar segundo a vontade de Cristo e não segundo a sua própria vontade.

Pergunta: Se você é um soldado de Cristo, é com os “negócios” dEle que você tem se ocupado? Os profetas de Deus na antiga aliança, assim como o apóstolo Paulo, dentre tantos outros servos do Senhor descritos em Sua Palavra, se ocuparam com os “negócios” de Deus. E nós, com o que temos ocupado nestes dias onde o inimigo batalha e não fica parado? Sejamos, portanto, autênticos soldados de Cristo que lutam diligentemente por sua causa aqui na terra (Judas 3)!

“Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel” (Hebreus 12:12-16,22-24)


https://simplesmentecristao.com/2011/05/27/soldados-de-cristo/



18 de junho de 2018

Salomão nas Redes Sociais

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Há muitas pessoas que duvidam e minimizam a relevância do Antigo Testamento para os nossos tempos. Essas pessoas provavelmente nunca separaram um tempo para ler o livro de Provérbios. Eu leio Provérbios quase todo dia e fico continuamente maravilhado com tamanha relevância desse livro. Parece que a sabedoria é atemporal. As lições que Davi ensinou a Salomão falam a mim e a meus filhos tanto quanto falaram a homens e mulheres do Israel antigo. A sabedoria de Deus dada a Salomão continua a ressoar alto e claro em meu coração.

Se Salomão fosse vivo hoje e perguntássemos a ele como devemos nos relacionar com os outros neste mundo digital, se perguntássemos a ele como podemos honrar a Deus usando as redes sociais disponíveis a nós hoje, aqui está como ele provavelmente responderia.

Conte até dez antes de postar e compartilhar. “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Provérbios 29.20). Quantas discussões poderiam ser evitadas e quantos relacionamentos seriam salvos se as pessoas fossem apenas um pouco menos precipitadas em suas palavras? Antes de postar um artigo ou de comentar um status do Facebook, é sempre (sempre!) uma boa ideia reler o que você escreveu e considerar se suas palavras expressam fielmente seus sentimentos, e se expressar tais sentimentos é necessário e edificante. E, aproveitando que estou neste assunto, uma revisão ortográfica também não machuca.

Deixe o insensato em sua insensatez. “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele” (26.4). Há momentos em que é melhor deixar um insensato em seu canto que tentar mudá-lo. Algumas vezes é melhor apenas deixá-lo sozinho do que providenciar mais munição para ele. Isso significa que pode ser melhor ignorar o tolo, deixar uma repreensão sem resposta, do que atormentá-lo e sofrer sua ira.

Exponha a insensatez. “Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos” (26.5). Aqui está a inegável prova de que a Bíblia se contradiz! Estamos respondendo a um insensato de acordo com sua insensatez, ou não? Evidentemente, essa “contradição” é deliberada e está na Bíblia para mostrar que não há uma lei absoluta nesta situação. Há momentos em que a insensatez deve ser exposta, ou se o insensato é alguém que você acredita estar honestamente buscando sabedoria, ou se sua insensatez prejudicará outros. Se um insensato está impactando outros, afundando-os em sua insensatez, ele deve ser exposto em favor da saúde da igreja.

Saiba quando parar. “Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize, quer se ria, não haverá fim” (29.9). Há momentos em que você precisa parar em vez de sustentar um argumento. O insensato não tem real intenção de aprender ou de ser sábio. Pelo contrário, eles apenas buscam oportunidades de proclamar ruidosamente as tolices. Pare e então você ficará em paz. Desligue o computador, desconecte-se – faça o que você precisa fazer.

Tenha cuidado com o que você lê. “Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato” (26.8). Tenha cuidado com as palavras que você lê e com a sabedoria em que você confia. Os insensatos podem parecer sábios, mas eles ainda guiarão os outros pelo mau caminho. Se você honra um insensato lendo e absorvendo suas palavras, está sendo como uma pessoa insensata que amarra a pedra na atiradeira, tornando a atiradeira inútil e ficando sem defesa.

Evite os fofoqueiros. “As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre” (26.22). Há muito sites, blogs e perfis de Twitter e Facebook dedicados quase que inteiramente a fofocas, a compartilhar o que é desonroso  em vez de compartilhar o que é nobre. Evite essas pessoas e suas fofocas.

Seja humilde. “Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios” (27.2). “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (29.23). Deixe que os outros te elogiem. Se você nunca recebeu elogios de ninguém, especialmente daqueles que são sábios, pode ser um bom momento para examinar seu coração e examinar se você está andando nos caminhos da sabedoria. Aqueles que são modestos e de espírito humilde receberão honra, enquanto o arrogante será humilhado.

Cuide da sua própria vida. “Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa” (26.17). Se você já pegou um cão pelas orelhas, você sabe que isso trará problemas. Pegar um cão desconhecido pelas orelhas trará ainda mais problemas. Fique longe de brigas de outras pessoas em vez de entrar nelas como se fossem suas. Pode haver momentos de entrar em uma disputa teológica ou de tentar mediar uma discordância na blogosfera, mas a sabedoria lhe diria para cuidar da sua própria vida.

Não seja um perturbador. “Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele” (26.17). Aqueles que existem apenas para trazer problemas aos outros pagarão um preço. E, infelizmente, na Internet há muitos deles. Não seja um!

Examine por que você escreve. “Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa” (25.24). O provérbio fala de uma esposa briguenta, mas poderia ser facilmente aplicado a qualquer pessoa. Se você está escrevendo meramente para ser briguento ou porque você curte um argumento, talvez seja melhor encontrar outra coisa para fazer. “Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas” (26.21). Não seja o tipo de pessoa que atiça contendas por diversão própria.

Tome cuidado com o que você ensina. “O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem” (28.10). Aqueles que escolhem ensinar outros aceitam uma séria responsabilidade; se eles levam os outros para o mau caminho, eles devem esperar que haverá consequências. Cuidado com o que você ensina, com o que você compartilha, que crenças você expressa. Lembre-se que suas palavras são públicas e que elas podem continuar acessíveis para sempre.

Caminhe com o Senhor. “O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo” (28.26). E aqui está a chave para todas as outras coisas. Confie no Senhor mais do que em você mesmo. Caminhe com o Senhor e nos caminhos de sua sabedoria ensinados nas páginas da Bíblia. Seja um homem sábio ou uma mulher sábia na Palavra, e não um tolo que confia em sua própria sabedoria (ou na falta dela). Proteja-se com maturidade espiritual, com a verdadeira sabedoria, antes de aventurar-se no mundo das redes sociais.


Autor: Tim Challies
Fonte: Tim Challies
Tradução: Carla Ventura

http://reformados21.com.br/2018/06/07/salomao-nas-redes-sociais

17 de junho de 2018

“O que REALMENTE significa ter ansiedade”- o texto mais extraordinário que já li sobre o tema



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Este texto foi originalmente publicado no site Thought Catalog, por Kirsten Corley, e é, de longe, o texto mais simples, direto e esclarecedor que já li sobre o tema. A ansiedade, mal do século, doença que tem feito, ao longo dos anos, uma multidão de mentes cativas, é um mal a não ser desprezado, subestimado ou ignorado. É hora de encará-lo de frente. Você está pronto?

O que realmente significa ter ansiedade


Vai além de simplesmente se preocupar. Ansiedade significa noites em claro, conforme você suspira e vira de um lado para o outro. É o seu cérebro nunca sendo capaz de desligar. É a confusão de pensamentos que você pensa antes da hora de dormir e todos os seus piores medos se tornam realidade em sonhos e pesadelos.

É acordar cansada mesmo que o dia só tenha começado.

Ansiedade é aprender como funcionar em privação de sono porque você só conseguiu fechar os olhos às duas da manhã.

É toda mensagem que você pensa ‘como fazer isso da forma correta?’. É duas ou três mensagens que você manda caso tenha feito algo errado. Ansiedade é responder mensagens de forma embaraçosamente rápida.

Ansiedade é o tempo que você gasta esperando uma resposta enquanto um cenário se monta na sua cabeça, questionando o que a outra pessoa está pensando ou se ela está brava.

Ansiedade é a mensagem não respondida que te mata por dentro, mesmo que você diga a si mesma ‘talvez ele esteja ocupado ou irá responder depois’.

Ansiedade é a voz crítica que diz ‘talvez ele esteja só te ignorando mesmo’. É você acreditar em cada cenário negativo que você cria.

Ansiedade é esperar. Parece que você está sempre esperando.

É o conjunto de conclusões inexatas que sua mente cria, e você não tem outra escolha a não ser aceita-las.

Ansiedade é se desculpar por coisas que nem precisam ser desculpadas.

Ansiedade é duvidar de si mesma e falta de autoconfiança.

Ansiedade é ser superatenta sobre tudo e todos. Você consegue dizer se alguém mudou de humor apenas pelo tom de voz da pessoa.

Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles começarem. Ela te diz ‘você está enganada; ele não gosta de você e vai te deixar’. E você acredita.

Ansiedade é um estado constante de preocupação, pânico e viver no limite. É viver com medos irracionais.

É pensar demais, é se importar demais. Porque a raiz das pessoas ansiosas é se importar.

É ter mãos suadas e coração acelerado. Mas por fora, ninguém percebe. Você aparenta estar calma e sorridente, mas por dentro é o contrário.

Ansiedade é a arte da decepção por parte de pessoas que não te conhecem. E das pessoas que te conhecem, é ouvir constantemente ‘não se preocupe’, ‘você está pensando demais’, ‘relaxe’. É sobre seus amigos ouvirem suas conclusões e não entenderem como você chegou nelas.

Ansiedade é querer consertar algo que nem problema é.

É o amontoado de perguntas que te fazem duvidar de si mesma. É voltar atrás para checar novamente.

Ansiedade é o desconforto de uma festa por pensar que todo mundo está te observando e você não é bem-vinda lá.

Ansiedade é tentar compensar e agradar demais outras pessoas.

Ansiedade é estar sempre no horário porque o pensamento de chegar atrasada te deixa em pânico.

Ansiedade é o medo de fracassar e a busca incansável por perfeição. E então se punir quando você falha.

É sempre precisar de um roteiro e de um plano.

Ansiedade é a voz dentro da sua cabeça que diz ‘você vai falhar’.

É tentar suprir as expectativas dos outros mesmo que isso esteja te matando. Ansiedade é aceitar mais do que você consegue lidar para que você se distraia e não pense demais em outros assuntos.

Ansiedade é procrastinar, porque você está paralisada pelo medo de fracassar.

É o gatilho que te faz ter um ataque de pânico.

É estar quebrada na sua privacidade e chorar de preocupação quando ninguém mais está vendo.

É aquela voz crítica dizendo ‘você estragou tudo’ ou ‘você deveria mesmo se sentir um lixo agora’.

Mas mais que qualquer coisa, ansiedade é se importar. É nunca querer machucar alguém. É nunca querer fazer algo errado. Mais que tudo, é o desejo de simplesmente ser aceita e querida. Então você acaba tentando demais às vezes.

E quando você encontra amigos que entendem isso, eles te ajudam a superar juntos. Você percebe que essa pode ser uma batalha que você enfrente todos os dias, mas é uma que não precisa ser enfrentada sozinha.

https://www.revistapazes.com/o-que-realmente-significa-ter-ansiedade/


13 de junho de 2018

Nova Bênção – Também em Tempos de Crise?


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Dieter Steiger



Inicialmente gostaria de lembrar das condições lamentáveis, da trágica situação política, econômica, social e religiosa no quinto maior país do mundo. Há pessoas decepcionadas em relação às igrejas e aos cristãos: “Estou um pouco desacreditado no homem que tem o título de pastor. Sim, creio em Deus e naquilo que Deus pode fazer na nossa vida e por nós, só creio nele. Hoje tudo gira em torno das mensagens bíblicas, o homem manipula financeiramente ao seu favor. Deus tenha misericórdia deles” (mensagem recebida por e-mail).

A partir das diversas experiências do povo de Israel, no Antigo Testamento, podemos hoje aprender a como viver em tempos de crise e mesmo assim ser abençoado pelo Senhor, assim como também a transmitir essa bênção aos outros.

Eram inesquecíveis dias de comemorações em Jerusalém. Após sete anos de construção, o templo havia ficado pronto. A vistosa obra brilhava ao Sol. O rei Salomão havia falado ao povo ali reunido. As pessoas haviam vindo de todos os lugares da terra, de todas as tribos de Israel. Depois disso, o rei se separou do povo e dirigiu-se ao templo, à presença de Deus, para apresentar todas as suas petições numa longa oração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó e de seu pai Davi (veja 1Rs 8.22-53). Foi um ponto absolutamente alto na história do povo de Deus. Quando os sacerdotes colocaram a Arca da Aliança e os objetos sagrados no templo, a glória do Senhor (Shekinah) encheu o templo de maneira que os sacerdotes não conseguiam desempenhar seu serviço (1Rs 8.11).

Chegou a noite, e Salomão estava sozinho no palácio real quando ouviu a voz de Deus: “Ouvi sua oração e escolhi este lugar para mim, como um templo para sacrifícios” (2Cr 7.12). Entendemos que o templo era o lugar em que Deus desejava ter um encontro com o seu povo – o Deus santo com o homem pecador. Por isso ele falou a Salomão do templo para sacrifícios, porque todos os sacrifícios, cada um deles no AT, deveriam apontar para o sacrifício maior de seu Filho Jesus Cristo para a nossa reconciliação! Mais adiante Deus fala em tempos maus e difíceis: “Se eu fechar o céu para que não chova...” – podemos imaginar as consequências que um longo período de estiagem causa para um povo dependente da agricultura – “... ou mandar que os gafanhotos devorem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga...” (2Cr 7.13). Observem que o próprio Deus seria o responsável por todos esses juízos que seriam ordenados por ele para o seu povo. Qual seria a finalidade disso, para quê esses baques doloridos, por que esses prejuízos e infortúnios?

É evidente que Deus também dá uma resposta alentadora ao profundamente assustado Salomão, quando diz: “... se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2Cr 7.14). A Bíblia Anotada traz o seguinte comentário sobre isso: “Este versículo bastante conhecido expressa as condições divinas para receber sua bênção: humildade, oração, devoção e arrependimento”. Deus quer muito abençoar o seu povo. No entanto, o como e de que maneira é determinado por ele, e não por nós! Todavia, analisemos esse conhecido versículo detalhadamente:

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Deus aqui fala claramente: se o meu povo. Naquela época Israel e hoje a Igreja de Jesus, formada por judeus e gentios, são sua propriedade, comprada pelo alto preço do sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz por todos nós. Ninguém pertence a ele automaticamente, talvez por ser filho de pais que são ou foram crentes, ou porque cumpriu certos ritos, como batismo infantil, confirmação, casamento cristão, etc., ou porque participa ativamente em várias atividades em sua igreja, porque contribui financeiramente ou porque, às vezes, lê a Bíblia ou ora antes da refeição... Sem dúvida, tudo isso diz respeito à vida de Salomão, e muito mais. Quando ainda era rei jovem, ele teve um início muito bom enquanto seguia os passos de seu pai Davi. Deus aprovou o seu pedido e o abençoou além das medidas, de modo que nenhum rei se igualou a ele naquela época. Ele superou a todos e a rainha de Sabá exclamou profundamente impressionada: “Tudo o que ouvi em meu país acerca de tuas realizações e de tua sabedoria é verdade. Mas eu não acreditava no que diziam, até ver com os meus próprios olhos. Na realidade, não me contaram nem a metade; tu ultrapassas em muito o que ouvi, tanto em sabedoria como em riqueza” (1Rs 10.6-7). “Não me contaram a metade”, essa exclamação encontramos novamente em uma canção: Salomão tinha tanta prata que ela nem era mais pesada e contabilizada (veja 1Rs 10.21)! Apesar disso, o Senhor Jesus se expressou, em relação a Salomão: “A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui o que é maior do que Salomão” (Mt 12.42). Jesus é infinitamente maior do que Salomão!

Infelizmente, a vida de Salomão não terminou como a do seu pai Davi, nem como a do apóstolo Paulo. Dele não foram registradas “últimas palavras” como as de Davi (2Sm 23.1-7) ou uma confissão triunfal como a em 2Timóteo 4.7-8: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. De que “dia” o apóstolo Paulo fala aqui? Não fala de um dia de 24 horas, mas do “Dia” do Senhor Jesus Cristo, no qual buscará sua Igreja para si por meio do arrebatamento e em cuja sequência haverá o julgamento dos galardões diante do “tribunal de Cristo” (2Co 5.10)! Sem dúvida, ele deseja que todos os seus redimidos sejam vitoriosos e recebam uma coroa!
Resultado de imagem para se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”

Que incentivo para nós justamente nessa época de crise, de tempos difíceis, com tentações e sofrimentos, com decepções e derrotas, mesmo assim podermos manter diante de nós essas virtudes: “humildade, oração, devoção e arrependimento”. Ninguém é humilde por natureza, pois todos nós somos orgulhosos desde o nascimento. O orgulho foi o pecado de Satanás, como lemos: “Você, que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo’” (Is 14.13-14). Foi esse veneno do coração orgulhoso que nós trouxemos junto para o mundo. Por isso, “humildade” ou “ser humilde” significa concordar com aquilo que o espelho da Palavra de Deus me mostra: um coração rebelde e um ser orgulhoso. Quando nos convertemos ao Senhor Jesus, certamente reconhecemos alguns pecados, erros e culpa diante de pessoas e de Deus. Quanto mais seguimos o Mestre, mais reconhecemos a exemplo de Paulo: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo” (Rm 7.18). Os reformadores reconheceram isso profundamente. Nesse ano (2017) completam-se 500 anos desde que Martinho Lutero publicou suas 95 teses na igreja de Wittenberg. Juntamente com Ulrico Zuínglio e João Calvino ele proclamava: salvação somente por meio de Jesus Cristo!

Humildade não significa manter uma postura serviçal, uma atitude religiosa ou algo que nós mesmos pudéssemos apresentar, pois é o Espírito Santo que pode e quer promover isso em nós. Somos artistas natos e entendemos muito bem da arte de nos colocarmos sob os holofotes e de zelar pela nossa imagem. Somos desafiados a renunciar a toda hipocrisia e artificialismo cristão, pois “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (1Pe 5.5). Devemos confessar nossas falhas diante do Senhor, abandonar todo o orgulho e altivez, toda inveja e ciúmes, também todos os falatórios e julgamentos, toda dúvida e descrença e tudo que nos detém ou atrapalha de seguirmos a nosso Senhor de todo o coração, para que possamos produzir frutos que permanecem eternamente! Sim, devemos orar como Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende e dirige-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24).

A segunda condição para sermos abençoados por Deus é a oração! Quem não ora demonstra com isso: eu consigo fazer tudo sozinho, eu não necessito de Deus. Filhos de Deus que oram pouco recebem poucas bênçãos. Nosso fundador e, por longos anos, diretor, Wim Malgo (1922-1992), foi uma pessoa que orou muito em sua vida e em seu ministério. Sem dúvida, foi o segredo da bênção para a Obra. Ele também escreveu dois livros sobre o tema: Chamado a Orar e Oração e Despertamento. Ao término de alguma reunião importante, ele dizia: “Vamos orar, ainda!”, e se ajoelhava espontaneamente. Gostaria ainda de acrescentar uma citação de um livro, de Nicola Vollkommer, Leben am reich gedeckten Tisch (Vivendo diante da mesa farta):
Não existe nada mais importante para um cristão e para uma comunidade cristã do que a oração [...]. Como acontece em muitas áreas da vida, a parte mais importante é aquela que não se vê e com a qual não se consegue impressionar os outros. A preparação de Josué para uma das mais legendárias campanhas militares da história mundial – a entrada do povo de Israel na Terra Prometida – não aconteceu nos campos de treinamento de uma academia militar, mas no tabernáculo, onde permaneceu durante horas na presença de Deus, como “guardião na tenda” (Êx 33.11) [...]. O fator decisivo foi que ele investiu tempo para estar na presença de Deus. A oração mais célebre da Bíblia, logo de início, nos lembra que Deus é nosso Pai: “Pai nosso, que estás nos céus!”. Segue então a adoração: “Santificado seja o teu nome” (Mt 6.9). Para aquele que ora seriamente, o Pai é o ponto de partida para toda conversa com Deus. A sua glória é o que conta. Primeiramente o seu nome deve ser engrandecido nesta terra. Somente depois disso é que são apresentados os pedidos que um filho de Deus pode e deve trazer, a qualquer hora, diante do trono da graça: os pedidos de perdão, proteção e das providências diárias (Mt 6.11-13). A maioria das traduções da oração do Pai Nosso, antes do “Amém”, encerra lembrando ao intercessor sobre o Reino de Deus e a sua glória, enfatizando aquilo que deve ser o ponto central.
Você sente falta de bênçãos em sua vida, em sua família ou igreja? Leia o que Tiago, o irmão de Jesus, escreveu a respeito: “... Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tg 4.2-3). Ao orarmos, deveríamos constantemente nos perguntar: qual é a minha motivação? Procuro apenas pelo meu bem-estar ou busco glorificar a Deus? Eu me reúno com outros para orar por novas bênçãos? Apoiem-se na promessa: “Também digo que, se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso será feito a vocês por meu Pai que está nos céus” (Mt 18.19). Estejamos atentos para que haja unidade em nossas reuniões de oração, isto é, dizer nosso “Amém” de todo o coração para a oração de nosso irmão ou irmã! Não devemos tolerar a permanência em nosso coração de qualquer coisa que possa atrapalhar essa unidade. Lembremo-nos constantemente da passagem de 2Coríntios 13.14: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês”.

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Devoção e arrependimento – vamos comentar sobre esses dois conceitos conjuntamente, porque um depende do outro. Mesmo sabendo que a nossa fé necessita de nutrição diária, com frequência nos descuidamos do alimento espiritual, de ler e ouvir a Palavra de Deus! Isso se estende como um fio escarlate através de toda a Bíblia, iniciando em Gênesis e alcançando o Apocalipse: Deus fala e o homem ouve!

Acaso ainda nos recordamos de como inicialmente tínhamos fome pela Palavra de Deus, quando o Senhor Jesus, por meio do Espírito Santo, tomou conta de nossa vida? Nada nos bastava, líamos mais e mais, além disso, aproveitávamos cada oportunidade para ouvir mais sobre o conteúdo da Bíblia em cultos, estudos bíblicos, conferências, etc. O arrependimento faz parte do verdadeiro “ouvir”, isto é, concordando com Deus que o pecado ainda está presente em minha vida e que sou incapaz, por mim mesmo, de levar uma nova vida. Somente mediante verdadeira e sincera conversão e dedicação, na qual eu reconheço minha absoluta fraqueza, dou oportunidade para que o Espírito Santo me transforme na imagem de Jesus Cristo e assim se modifica o meu modo de pensar e de agir, como lemos em João 16.14 sobre a ação do Espírito Santo: “Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês”.
Deus promete sua presença ao lado de Josué, mas imediatamente o orienta para sua Palavra divina. Com isso se expressa uma confissão importante: o povo de Deus é fiel à sua missão e determinação na medida em que tiver em seu meio a Palavra de seu Senhor, e nada mais. Somente o fará na medida em que não se orientar por nada além da bússola da Palavra de Deus. Há somente uma autoridade válida para o povo de Deus: a Palavra! [...] Quanto mais firme o povo de Deus se mantiver à Palavra do seu Senhor, com mais certeza poderá seguir seu caminho. Somente se ele utilizar sua Palavra como a única arma, o povo poderá estar seguro da presença de seu senhor ao seu lado. (T. Sorg)
Devoção e arrependimento garantem a presença poderosa e operante de Deus em nossa vida pessoal, bem como na nossa igreja! Que Deus nos conceda sua graça para que, diariamente, tenhamos essa mentalidade e atitude! Sem dúvida, ele deseja nos dar bênçãos completamente novas! 


Dieter Steiger
https://www.chamada.com.br/mensagens/nova_bencao.html