Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

27 de agosto de 2016

A SEQUÊNCIA LÓGICA DA SALVAÇÃO

 
Ordo Salutis "Ordem de Salvação" 
 
Dentro da teologia reformada, existe uma expressão latim chamada ORDO SALUTIS, que em português é a ORDEM DE SALVAÇÃO. É uma doutrina muito importante e interessante que o cristão deve buscar entender. O entendimento da ORDO SALUTIS muda nossa maneira de nos relacionar com Deus e afeta muitas áreas de nossa vida, inclusive a adoração e o evangelismo.

Um teólogo chamado Berkhof define a Ordem de Salvação da seguinte maneira:

A Ordo salutis descreve o processo pelo qual a obra de salvação, realizada em Cristo, é concretizada subjetivamente nos corações e vida dos pecadores.

Em outras palavras, a ORDO SALUTIS resume a ordem por meio da qual os diversos benefícios da salvação alcançados por Cristo são aplicados aos pecadores escolhidos por Deus. Portanto, a ORDO SALUTIS enfatiza uma sequência lógica, não cronológica, dos elementos da salvação.

São eles:
  1. Eleição: Deus, em sua soberania e presciência, escolhe, antes da fundação do mundo, aqueles pecadores que seriam salvos pela graça.
  2. Chamado: Deus, pela proclamação da Palavra, chama aqueles que Ele mesmo escolheu, e estes respondem com fé salvadora, que o próprio Deus gera no coração do homem.
  3. Regeneração: Deus aplica o novo nascimento, ou seja, concede vida ao que foi chamado, que outrora estava morto em seus delitos e pecados
  4. Conversão: Deus move nosso coração e mente para responder positivamente ao chamado do evangelho, arrependendo-nos dos pecados e colocando nossa fé em Cristo.
  5. Justificação: Deus nos declara justos, perdoando os nossos pecados e imputando a justiça de Cristo a nós.
  6. Adoção: Deus nos adota como filhos, nos tornando membros de sua família. Agora não mais escravos de satanás, mas filhos de Deus.
  7. Santificação: Deus, a cada dia nos torna menos pecadores, santos, conforme a imagem de Jesus Cristo, à medida que renunciamos o pecado. É um trabalho de Deus, mas que nós temos nossa responsabilidade também.
  8. Perseverança: Deus é que vai nos sustentar durante nossa caminhada aqui na terra. Todos aqueles que foram regenerados e justificados por Deus, irão perseverar até o fim de suas vidas.
  9. Glorificação: Deus finalmente vai remover todo vestígio e traços do pecado que ainda permanece em nós, e vai nos dar um corpo glorificado, ressurreto.
Não sei se você notou bem, mas dê mais uma olhada para os nove elementos e perceba que todos eles começam com DEUS. É Deus quem escolhe, chama, regenera, converte, justifica, adota como filhos, santifica, sustenta em nossa caminhada e nos glorifica. A Salvação é obra totalmente de Deus. É graça, favor imerecido. É Deus quem toma a iniciativa, é Deus quem vem ao nosso encontro, e é Deus quem sustenta nossa vida até o fim. 

Quando entendemos a ordo salutis, entendemos que não é a nossa performance que irá nos tornar aceitos por Deus. Não é o que eu faço que irá fazer Deus me salvar. Eu tenho sim responsabilidades, coisas para fazer, mas essas coisas não determinam a minha salvação. O que eu faço é em resposta a algo que já foi feito por Deus em mim. 

Essa doutrina deve nos tirar do pedestal, nos tirar do centro do universo, e colocar o único que é o centro de todas as coisas: DEUS! Precisamos nos humilhar e colocar os joelhos no chão, clamar por misericórdia e agradecer a Deus por tamanha obra que Ele realizou em nossas vidas.


Thiago Machado Silva – VIA HOSPITAL DA ALMA

http://cristaodebereia.blogspot.com.br/2012/06/sequencia-logica-da-salvacao.html

24 de agosto de 2016

Papiro Egípcio fora da Bíblia Narra as 10 Pragas do Egito


 
Descrição: Papiro de Leiden I 344 rectro – Tipo de Escrita
Cursiva em sinais hieráticos (ou relacionados com hieróglifos)
 
Escritor: Ipuwer, um “oficial do tesouro” (Segundo o Dr Erman)


O Diálogo de Ipuwer e o Senhor de tudo

Também conhecido como Conselhos de um sábio Egípcio, o Papiro de Ipuwer  descoberto em Mênfis (Sakkara) no Egito,  foi comprado por Giovanni Anastasi  ( 1780-1860) um rico mercador nascido em Damasco, na Síria, que tinha o hábito de comprar antiguidades. Giovanni vendeu uma grande coleção de antiguidades para o Governo Holandês, inclusive o Papiro de Ipuwer , que foi então entregue ao Museu Nacional Holandês de Antiguidades, em Leiden, em 1828. Quando Giovanni era Consul no Egito, foi então que comprou este papiro de alguns egípcios na época em que fazia negócios no mercado Alexandrino. (1)
Localização:  É atualmente mantido na Rijksmuseum van Oudheden de Leyden, na Holanda.

Datação

A data de composição deste documento (Papyrus Leiden I 344)  é controversa. Segundo alguns,o manuscrito data do Império Novo (século XIII a.C) e é uma provável  transcrição de um texto anterior do século XIX ao XVII a.C referente ao Primeiro Período Intermediário. Em meus estudos percebi que alguns fazem questão de datar este papiro em qualquer outra época que não seja a de Moisés. Isso não é de se estranhar, visto que até mesmo aderentes do Islã ao acharem qualquer vestígio de arqueologia do antigo Israel, fazem questão de destruir ou vandalizar. (Veja um exemplo, , II, III) Alguns após estudo detalhado sugerem que o poema de Ipuwer é uma discussão entre Ipuwer e uma deidade Egípcia chamada Atum (Fig. abaixo) No início do século XX poucos tinham capacidade de ler tal achado, de forma que ficou obscurecido e no campo do enigmático, sem poder ser analisado quanto ao conteúdo e significado mesmo por parte dos egiptólogos. Em 1872 foi feita a primeira tradução de parte do documento, interpretado como sendo escrito na época do Reino médio do Egito. Alguns o consideravam “profecias” a respeito do futuro. Alan Gardiner  e seu colega Alemão o Professor Kurt Sethe, ajudaram muito no estudo e compreensão de antigas escritas hieroglíficas bem como na leitura deste tipo de papiro. Infelizmente devido a deterioração muitos trechos ficaram além de recuperação e com algumas brechas.

Opinião de estudiosos seculares e religiosos

Atum.svgA mais ampla receptividade dos textos deIpuwer tem  sido observada entre leitores não egiptólogos na  avaliação de evidências de que o poema apoia o relato bíblico do Êxodo. Em vista de referências frequentes onde se fala de “escravos abandonados”, o status de subordinados e a inversão de domínio, bem como a notável declaração onde se diz que “o rio se tornou sangue”. Certo arqueólogo e estudioso do assunto, o Dr. Roland Enmarch reconhece que em “uma leitura literal, estes são aspectos similares ao relato de Êxodo”.(2) As passagens do relato bíblico de Êxodo e o texto de Ipuwer são tão similares que a  mera coincidência não explica de modo convincente sua similaridade. A maioria dos Egiptólogos rejeitam naturalmente a proposição de que ambos os relatos tenham tido uma origem comum. Até porque mencionar a Bíblia ou até mesmo sugerir que esta seja historicamente confiável tem sido motivo de zombaria da parte de um  monopólio cultural  silencioso.(1 João 5:19) Empreendi portanto, fazer uma análise textual comparativa deste papiro com o texto da Bíblia. Em vista do princípio da imparcialidade, temos que ter em mente que ao avaliarmos um texto, não devemos partir do pressuposto de que este seja realmente o que queremos que seja, mas que este seja o que ele realmente é, quer gostemos quer não. Há muitos escritores propensos a defenderem a Bíblia a todo custo independendo se as  evidências realmente apoiam ou não suas conclusões antecipadas. Isto não deixa de ser um tipo de preconceito, uma pesquisa não científica. Jamais devemos pesquisar algo para que se encaixe naquilo que já cremos. A pergunta que pretendo responder neste artigo é: Há mesmo base para se crer que o Papiro de Ipuwer seja uma descrição do relato de Êxodo referente as “dez pragas”?  Immanuel Velikovsky (Foto)  interpreta o relato como sendo a descrição do resultado de uma invasão feita pelos Hiksos a quem relaciona com o povo Amalequita, que entraram em combate com os  Israelistas em Refidim após o êxodo do Egito.Velikovisky ao falar de Ipuwer faz uma descrição do que considerou uma “versão Egípcia do relato do Êxodo”. Segundo ele,  houve após o Êxodo do Egito um ataque dos Amalequitas contra os Egípcios mesclando o êxodo do Egito com o desastre de um ataque inimigo. Essa foi sua conclusão após estudar a tradução do papiro feita por Alan Gardiner. Gardiner sugeriu que “O contexto inteiro de 1,1 a 10,6 constitui uma descrição única  de um momento especial na história do Egito como foi visto pelos olhos pessimistas de Ipuwer”.

Descrições curiosas

O papiro de Ipuwer descreve uma catástrofe nacional e não simplesmente uma revolução social ou uma simples invasão de inimigos, como afirmam alguns. Já no início do texto de Ipuwer lemos que “as mulheres estão estéreis e nenhuma concebe“. Isso nos faz lembrar de relatos na Bíblia, como o de Abimeleque, Rei de Gerar, que pretendeu tomar para si por esposa a mulher de Abraão e que por esta causa, lemos que as mulheres naquela região ficaram estéreis por um tempo. Em Gênesis 20:17,18 lemos:
“E Abraão começou a fazer intercessão ao [verdadeiro] Deus;+e Deus* passou a curar Abimeleque e sua esposa, e suas escravas, e elas começaram a dar à luz filhos. 18  Pois Jeová cerrara totalmente cada madre na casa de Abimeleque, por causa de Sara, esposa de Abraão”.
Outra similaridade com a Bíblia é a menção de que o Rei do Egito morreu sem ter um velório. Como sabemos, muitos filmes de hollywood bem como outros, que tentam fazer uma representação das dez pragas e o êxodo do Egito,  apresentam Faraó como sobrevivendo ao passo que seu exército morre no mar vermelho. A mini-série A Bíblia exibida na Rede Record, aqui no Brasil, cometeu o mesmo erro, muito embora tenha sido produzida com a consulta constante a pastores evangélicos e outros líderes religiosos da Cristandade. O fato é que a Bíblia Sagrada diz que Faraó morreu no mar vermelho. (Confira um artigo resumido a este respeito) Curiosamente, o papiro de Ipuwer apresenta Faraó como morrendo sem sequer ter a oportunidade de um velório. O que poderia, então,  explicar as declarações mencionadas no papiro? Esta avaliação considerada de modo isolado pode certamente levar a uma série de conclusões. Poderia ter acontecido uma guerra e o Faraó perecido no campo de batalha e seu corpo de algum modo perdido ou levado como troféu, entre tantas outras hipóteses que poderia ser levantada. Mas não foi  o Egito a potência mundial dominante naquele tempo? Como poderia outra nação subjugar os egípcios a não ser por força maior? Procuremos pois fazer uma análise do restante do papiro acerca da aparente catástrofe que sobreveio ao mundo egípcio naquela ocasião. Temos então, duas coincidências com relatos da Bíblia. A morte de Faraó e mulheres não podendo dar a luz, algo que sempre acontecia nos tempos bíblicos como expressão do desagrado de Jeová. A sobreposição dos dois relatos, tanto o relato das dez pragas bem como o poema de Ipuwer apresentam muitas outras similaridades. Façamos a comparação para ver se realmente se pode provar que ambas as fontes descrevem os mesmos eventos! Algo muito estranho mencionado no primeiro capítulo do papiro é a declaração de que “o Nilo transborda e contudo ninguém trabalha na lavoura. Todos dizem: Não sabemos o que acontecerá por toda a terra“. Parece ser um período de medo e as pessoas desalentadas de temor na expectativa do que viria. O Capítulo 2 diz que “De fato, homens pobres se tornaram donos de riquezas” e “aquele que não podia nem mesmo fazer sandálias para si mesmo é agora dono de riquezas“. Na continuação lemos que a “pestilência está em toda a terra, sangue está em toda parte, a morte não falta“. É óbvio que uma invasão não poderia causar doenças em toda a terra dessa forma. Se tivesse acontecido um ataque inimigo resultando em muitas mortes, porque não se fala de forma clara sobre isto? Fala se de “mortos sendo levados diretamente para o rio. Fileiras deles no local de embalsamar“, “nobres estão em angústia ao passo que os pobres estão em alegria“. Esta ultima frase é mais uma indicação de que um ataque inimigo não poderia ter resultado em uma destruição seletiva de pessoas. Algo porém mencionado na Bíblia como acontecendo, mas não devido a uma invasão, e sim devido a forma seletiva do agressor mencionado como sendo o próprio Jeová Deus. Em harmonia com isso, observe o que lemos em Êxodo 8:20:

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Jeová disse então a Moisés: “Levanta-te de manhã cedo e toma posição diante de Faraó.+ Eis que ele está saindo à água! E tens de dizer-lhe: ‘Assim disse Jeová: “Manda embora meu povo, para que me sirvam.*+21  Mas se não mandares embora meu povo, eis que enviarei o moscão*+ sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas do Egito estarão simplesmente cheias de moscões, e também o solo em que estão.22  E naquele dia certamente farei ficar à parte a terra de Gósen em que está meu povo, para que não haja ali nenhum moscão;+ a fim de que saibas que eu sou Jeová no meio da terra.*+23E deveras porei uma demarcação entre meu povo e teu povo.+Amanhã ocorrerá este sinal.”’”

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Também em Êxodo 9:6:

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Concordemente, Jeová fez esta coisa no dia seguinte,  e toda sorte de gado* do Egito começou a morrer;+ mas nenhum do gado dos filhos de Israel morreu7  Faraó mandou então ver, e eis que nem mesmo um do gado de Israel tinha morrido. Não obstante, o coração de Faraó continuou insensível+ e ele não mandou o povo embora.
Lemos em Êxodo 9:13, 21:
” Jeová disse então a Moisés: “Levanta-te de manhã cedo e toma posição diante de Faraó,+ e tens de dizer-lhe: ‘Assim disse Jeová, o Deus dos hebreus: “Manda embora meu povo, para que me sirvam.+14  Pois esta vez envio todos os meus golpes contra o teu coração e sobre os teus servos e teu povo, com o fim de que saibas que não há ninguém semelhante a mim em toda a terra.+15  Pois eu já poderia ter estendido minha mão para golpear a ti e a teu povo com pestilência, e para eliminar-te de cima da terra.+16  Mas, de fato, por esta razão te deixei em existência:*+ para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra.*+17  Ainda te comportas com soberba* contra o meu povo, não os mandando embora?+18  Eis que amanhã, por esta hora, farei cair uma saraiva muito forte, tal como nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora.+19  E agora, manda recolher ao abrigo todo o teu gado e tudo o que é teu no campo. Quanto a qualquer homem ou animal achado no campo e não recolhido à casa, sobre estes terá de vir a saraiva+ e terão de morrer.”’”20 Todo aquele que temia a palavra de Jeová, dentre os servos de Faraó, fez os seus próprios servos e o seu gado fugirpara dentro das casas,+21  mas todo aquele que não determinou no seu coração dar consideração à palavra de Jeová deixou no campo seus servos e seu gado.+
Isto  explicaria por que os ricos estavam ficando pobres e os pobres ricos! Observamos então até aqui uma coincidência de detalhes com o relato da Bíblia em no mínimo 3 acontecimentos. Estes vão se acumulando. por exemplo,  quando lemos logo em seguida que o “rio é sangue e alguns bebem dele ainda assim“, devido a sede. Realmente como descrito na Bíblia! Imagine milhares de pessoas procurando água para beber! É exatamente o que prediz o relato de Êxodo na Bíblia Sagrada. (Poderá conferir lendo este capítulo da Bíblia) “Crocodilos estão empanturrados com os peixes que pegaram, visto que homens vão até eles de livre e expontânea vontade, é a destruição da terra“. Isto não parece uma descrição de invasão e guerra, mas de desespero e suicídio. No mesmo capítulo fala-se de “muros, paredes e colunas queimadas, ao passo que o palácio está inteiro” o que contraria a lógica de uma interpretação atribuída a uma simples invasão do Egito. A Bíblia menciona muitos relâmpagos e fogo caindo na terra. Lemos em Êxodo capítulo 9:

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Jeová disse então a Moisés: “Estende tua mão+ para os céus, a fim de que venha saraiva+ sobre toda a terra do Egito, sobre homem e animal, e sobre toda a vegetação do campo na terra do Egito.” 23 Assim, Moisés estendeu seu bastão para os céus; e Jeová deu trovões e saraiva,+e corria fogo para baixo à terra, e Jeová fazia cair saraiva sobre a terra do Egito. 24 Assim houve saraiva, e fogo tremulando no meio da saraiva. Era muito forte, de modo que nunca tinha havido nenhuma semelhante a ela em toda a terra do Egito, desde o tempo em que se tornou nação.+25 E a saraiva passou a golpear toda a terra do Egito. A saraiva golpeou tudo o que havia no campo, desde o homem até o animal, e toda sorte de vegetação* do campo; e destroçou toda sorte de árvore* do campo.+
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Lemos uma frase relacionada a estes eventos no papiro (cap. 7): “Observai, o Egito está derrubado devido a uma tromba d´agua e aquele que jorrou a água no solo levou o homem forte a miséria” Temos até aqui, então,  mais de 6 coincidências com o relato da Bíblia. Pestilências, rio virou sangue, sede por falta de água, maldição seletiva poupando os pobres, a morte de Faraó sem um velório, trombas d´agua, enfim. Isso depois de avaliar apenas alguns poucos versos do papiro de Ipuwer. Notável é que muitos pastores e até mesmos outros líderes religiosos de nossos dias, que não estudam a Bíblia com dedicação, desapercebem que Faraó morreu, como pode ser constatado no Salmo 136. Todavia, o Papiro de Ipuwer já nos conta isso no capítulo 7! Para mim isto vem a agregar a suspeita de que temos um códice falando de eventos em comum com o texto da Bíblia. “Aquele que estende seu irmão no solo está em toda a parte“. Ou seja algum tipo de morte coletiva de irmãos. Exatamente o que prediz o relato escrito por Moisés. Isto já não está cheirando mais a coincidência, não acha?Êxodo 12:29 reza:
E sucedeu, à meia-noite, que Jeová golpeou todo primogênito na terra do Egito,+ desde o primogênito de Faraó sentado no seu trono, até o primogênito do cativo que se achava na masmorra,* e todo primogênito de animal.+ 30  Faraó levantou-se então durante a noite, ele e todos os seus servos, e todos os [demais] egípcios; e começou a levantar-se um grande clamor entre os egípcios,+ pois não havia casa em que não houvesse um morto.
Os primogênitos aqui neste texto se refere ao primeiro filho, como em todos os demais textos na Bíblia onde aparece a palavra “primogênito” (Diferente do que dizem a maioria dos pastores ao interpretarem Col. 1:15), “primogênito” é o filho mais velho ou o primeiro da criação de um Pai. Que calamidade para as famílias do Egito por causa de Faraó! Mas Jeová Deus foi tão justo que avisou como qualquer pessoa poderia se livrar desta situação! Espero que tenham apreciado a análise feita até agora do Papiro de Ipuwer. Continuarei detalhando muito mais a respeito deste nesta página que será atualizada. Neste ínterim deixe seu comentário e crítica sobre o assunto. Visto que a pergunta ainda está soando: São as 10 pragas mencionadas no Papiro de IPUWER? Caso sua resposta seja sim, são uma descrição dos mesmos eventos, e se isso estiver correto, teremos mais uma confirmação da “certeza” que já temos de que a Bíblia é A PALAVRA DE DEUS E NÃO DE HOMENS. 

Papyrus Ipuwer Leiden 344 
Descrição do Livro Bíblico de Êxodo 7:20 “… e toda a água que havia no rio Nilo transformou-se em sangue.” 7:21 “… E morreram os peixes que havia no rio Nilo e o rio Nilo começou a cheirar mal; e os egípcios não podiam beber água do rio Nilo.” 7:24 “E todos os egípcios foram cavar ao redor do rio Nilo por água para beber, porque não podiam beber a água do rio Nilo.”    9:23-24 “…e corria fogo para baixo à terra, e Jeová fazia cair saraiva sobre a terra do Egito. 24  Assim houve saraiva, e fogo tremulando no meio da saraiva. Era muito forte, de modo que nunca tinha havido nenhuma semelhante a ela em toda a terra do Egito, desde o tempo em que se tornou nação”.    9:25 “...A saraiva golpeou tudo o que havia no campo, desde o homem até o animal, e toda sorte de vegetação do campo; e destroçou toda sorte de árvore do campo…”    9:31″ …Ora, tinham sido atingidos o linho e a cevada, porque a cevada estava espigando e o linho estava em flor”.   10:15 “…E os gafanhotos começaram a vir sobre toda a terra do Egito e a pousar sobre todo o território do Egito… E cobriam a superfície visível do país inteiro,+ e a terra ficou escura;+ e devoravam toda a vegetação do país e todos os frutos das árvores que a saraiva deixara sobrar;+e não ficou nada verde nas árvores nem na vegetação do campo, em toda a terra do Egito.+“.

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Papyrus Ipuwer Leiden 344(2) 

9:3 “…eis que virá a mão de Jeová+ sobre o teu gado+ que está no campo. Haverá uma forte pestilência+ nos cavalos, nos jumentos, nos camelos, na manada e no rebanho.” 9:19 “… E agora, manda recolher ao abrigo todo o teu gado e tudo o que é teu no campo…” 9:21  “mas todo aquele que não determinou no seu coração dar consideração à palavra de Jeová deixou no campo seus servos e seu gado.” 10:22 “Moisés estendeu imediatamente a mão para os céus e começou a haver uma escuridão sombria em toda a terra do Egito, por três dias.” 12:29 “E sucedeu, à meia-noite, que Jeová golpeou todo primogênito na terra do Egito,+ desde o primogênito de Faraó sentado no seu trono, até o primogênito do cativo que se achava na masmorra…” 12:30“…Faraó levantou-se então durante a noite, ele e todos os seus servos, e todos os [demais] egípcios; e começou a levantar-se um grande clamor entre os egípcios,+ pois não havia casa em que não houvesse um morto.”        13:21 …E Jeová ia na frente deles, de dia numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho,+ e de noite numa coluna de  fogo, para dar-lhes luz, para irem de dia e de noite.   12:35-36 …  E os Israelitas fizeram segundo a palavra de Moisés, indo pedir dos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, …de modo que estes lhes concederam o que se pedia;+ e despojaram os egípcios.+
“Observai, nobres senhoras estão agora em trapos e magnatas em estabelecimentos de trabalho pesado e aquele que sequer podia dormir em muros possui agora uma cama…o possuidor de roupas está agora em trapos, enquanto aquele que sequer podia costurar para si mesmo é agora possuidor de linho fino..Aquele que não possuía um abrigo possui agora uma abrigo e aquele que outrora possuía um abrigo encontra-se agora na plena agressão da tempestade.”  Papiro de Ipuwer
Esta última declaração nos lembra a descrição de Êxodo 9:26 onde lemos :
“Somente na terra de Gósen, onde se achavam os filhos de Israel, não veio a haver saraiva”.
De acordo com a Bíblia Jeová, o Ser Supremo, fez cair uma chuva muitíssimo forte, mas apenas na região onde moravam os Egípcios e não onde residiam os israelitas, a saber, os escravos que viviam a 400 anos sob tirania no Egito. Mais uma descrição que coincide com o que lemos nos escritos registrados por Moisés!


Naos of el-Arish


FONTE:
https://noticiasbiblia.wordpress.com/2016/01/13/papiro-egipcio-nao-biblico-narra-as-10-pragas-do-egito/


23 de agosto de 2016

9 profecias que Jesus cumpriu


 
Sabemos que Jesus é o Salvador prometido por Deus porque Ele cumpriu as profecias do Velho Testamento. Muitas pessoas conhecem as profecias sobre seu nascimento de uma virgem, em Belém, sendo descendente do rei Davi. Mas Jesus cumpriu muitas outras profecias durante sua vida na terra.

Estas são algumas outras profecias que Jesus cumpriu:
 

1. Ministério na Galileia

“No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galileia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz.” Isaías 9:1-2
O ministério de Jesus se centrou principalmente na região da Galileia, junto ao rio Jordão.

2. Parábolas

“Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado.” Salmos 78:2
Jesus ficou conhecido por ensinar o povo com parábolas.

3. Entrada triunfal

“Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta.” Zacarias 9:9
No domingo de Ramos, Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento, aclamado pela multidão alegre.

4. Silêncio perante os acusadores

“Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.” Isaías 53:7
Quando Jesus foi preso, ele não respondeu às acusações que seus inimigos faziam para conseguirem condená-lo.

5. Mãos e pés furados

“Um bando de homens maus me cercou! Perfuraram minhas mãos e meus pés.” Salmos 22:16
Os soldados perfuraram as mãos e os pés de Jesus com pregos na cruz.

6. Sortes lançadas por suas roupas

“Dividiram as minhas roupas entre si, e lançaram sortes pelas minhas vestes.” Salmos 22:18
Quando os soldados tiraram a roupa de Jesus, decidiram lançar sortes para ver quem ficaria com sua túnica.

7. Vinagre com fel para beber

“Puseram fel na minha comida e para matar-me a sede deram-me vinagre.” Salmos 69:21
Jesus ficou com sede na cruz e alguém lhe ofereceu vinagre misturado com fel.

8. Zombado na cruz

“Caçoam de mim todos os que me veem; balançando a cabeça, lançam insultos contra mim, dizendo: ‘Recorra ao Senhor! Que o Senhor o liberte! Que ele o livre, já que lhe quer bem!’” Salmos 22:7-8
Os inimigos de Jesus zombaram de Jesus e, sem perceber, cumpriram a profecia com seus insultos.

9. A ressurreição

“Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição.” Salmos 16:10
Jesus morreu mas depois ressuscitou! Algum tempo depois de sua ressurreição, Jesus subiu ao Céu e seu corpo não sofreu decomposição.

Jesus provou que é o Salvador do mundo, que Deus tinha prometido séculos antes!


FONTE:
https://www.bibliaon.com/profecias_que_jesus_cumpriu/

 

22 de agosto de 2016

Todos pecaram e carecem da glória de Deus. (Romanos 3.23).


 
ROMANOS 3.23 - UM COMENTÁRIO DE PAUL WASHER

Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. (Romanos 3.23)

Neste capítulo, confrontaremos a verdade crucial: os homens pecam porque nasceram moralmente corrompidos. [1]

Um dos termos mais importantes que os teólogos usam para descrever as profundezas da corrupção moral herdada pelo homem é a palavra depravação.

A palavra deriva do prefixo de-, que comunica intensidade, e da palavra em latim pravus, que significa torcido ou entortado.

Dizer que algo é depravado é dizer que seu estado ou forma original foi completamente pervertido. Dizer que a raça humana é depravada significa dizer que ela caiu de seu estado original de retidão e que todos os homens nascem pecadores moralmente corruptos por natureza. Para descrever a extensão dessa corrupção moral, os teólogos frequentemente empregam vários termos que comunicam a mesma verdade.

Os mais comuns são: depravação total, morte espiritual e inabilidade moral.

Depravação total

A expressão depravação total foi empregada há muito tempo pelos teólogos reformadores e por outros a fim de descrever a condição decaída do homem. Embora o termo seja apropriado quando adequadamente definido, as expressões depravação generalizada ou depravação radical podem ser mais apropriadas. [2]

Dizer que todo homem é totalmente depravado não significa que eles sejam tão maus quanto podem ser ou que toda obra que façam seja inteira e perfeitamente má. Antes, significa que a depravação, ou a corrupção moral, afetou seu ser por inteiro – corpo, intelecto e vontade.

A seguir, consideraremos o que a depravação total significa e o que não significa.

Primeiro: depravação total não significa que a imagem de Deus no homem foi totalmente perdida na queda.

Em vários textos, a Escritura ainda se refere ao homem como sendo feito “à imagem de Deus”. [3]

Depravação total significa, sim, que a imagem de Deus no homem foi seriamente deformada e desfigurada e que a corrupção moral polui a pessoa por inteiro – corpo, razão, emoções e vontade. [4]

Segundo: depravação total não significa que o homem não tem conhecimento da pessoa ou da vontade de Deus. As Escrituras nos ensinam que todos os homens sabem o suficiente sobre o verdadeiro Deus e sua vontade e que são indesculpáveis diante dele no dia do julgamento. [5]

O que significa, de fato, é que, sem uma obra especial da graça, todos os homens rejeitam a verdade de Deus e buscam suprimi-la para que não perturbe o que restou de suas consciências. [6]

Os homens conhecem suficientemente a verdade sobre Deus para odiá-lo e sobre a vontade dele para resisti-la.

Terceiro: depravação total não significa que o homem não possui consciência ou que seja totalmente insensível ao bem e mal. As Escrituras ensinam que todos os homens possuem uma consciência, a qual, se não estiver cauterizada, é capaz de levá-los a admirar ações e caráter virtuosos. [7]

O que, de fato, significa é que os homens não são obedientes de todo coração às diretrizes de sua consciência. Um homem não é reto porque conhece o que é bom ou denuncia o que é mal, mas porque faz o bem que conhece. [8]

Quarto: depravação total não significa que o homem é incapaz de demonstrar virtude. Há homens que amam suas famílias, sacrificam suas próprias vidas por outros, realizam seus deveres civis e fazem boas obras em nome da religião. Mas significa, de fato, que tal virtude não é motivada por um amor genuíno a Deus ou por um desejo verdadeiro de obedecer a seus mandamentos. As Escrituras testificam que nenhum homem ama a Deus de maneira digna ou da forma que a lei comanda, nem há um homem que glorifique a Deus em cada pensamento, palavra ou ação. [9]

Todos os homens preferem a si mesmo em vez de Deus e é o amor próprio ou aos outros – e não o amor a Deus – que os move a agirem em atos de altruísmo, heroísmo, dever civil e boa obra religiosa. [10]

Quinto: depravação total, não significa que todos os homens são tão imorais quanto poderiam ser ou que, todos os homens são igualmente imorais ou que, todos os homens praticam todas as formas existentes de maldade. Nem todos os homens são delinquentes, fornicadores ou assassinos. Mas significa que todos os homens nascem com uma grande propensão ou inclinação para o mal e que todos os homens são capazes de praticar mesmo os crimes mais horrendos e as perversões mais vergonhosas. Como um todo, toda a humanidade está inclinada a uma corrupção moral cada vez maior e essa deterioração moral seria incalculavelmente mais rápida se a graça comum de Deus não a restringisse.[11]

O homem, em si mesmo, não pode se libertar ou recuperar dessa espiral descendente. [12]

Finalmente, depravação total não significa que todos os homens indispõem das faculdades necessárias para obedecer a Deus. O homem não é uma vítima que deseja obedecer a Deus, mas é incapaz por causa de fatores além do seu controle. Deus dotou o homem com intelecto, vontade e liberdade para escolher. O homem, como um ser moral, é, portanto, responsável diante de Deus. Depravação total significa, de fato, que o homem não pode se submeter a Deus porque ele não o deseja e ele não deseja por causa ds sua própria hostilidade contra Deus. [13]


[1] Salmo 51.5; 58.3; Gênesis 8.21
[2] O verbo generalizar significa torna ou tornar-se geral; tornar-se generalizado significa espalhar-se para todas as partes. Assim, a depravação se relaciona com a raiz de quem somos por natureza; a depravação procede diretamente da raiz de nossas almas.
[3] Gênesis 9.6; 1 Coríntios 11.7; Tiago 3.9
[4] Corpo (Romanos 6.6, 12; 7.24; 8.10, 13), razão (Romanos 1.21; 2 Coríntios 3.14-15; 4.4; Efésios 4.17-19), emoções (Romanos 1.26-27; Gálatas 5.24; 2 Timóteo 3.2-4) e vontade (Romanos 6.17; 7.14-15);
[5] Romanos 1.20
[6] Romanos 1.21-23; 1.18
[7] Romanos 2.15; 1 Timóteo 4.2
[8] Romanos 3.10-12; 2.13, 17-23; Tiago 4.17
[9] Deuteronômio 6.4-5, Mateus 22.37, 1 Coríntios 10.31, Romanos 1.21
[10] 2 Timóteo 3.2-4
[11] A. A. Hodge, Esboços de Teologia (São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas), 625.
[12] Jeremias 13.23, Romanos 7.23-24
[13] Romanos 8.7-8 

Extraído do livro 14º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão. © Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Pecadores destituídos (Paul Washer) [14/26]
 
FONTE:
http://cristaodebereia.blogspot.com.br/2013/07/romanos-323-um-comentario-de-paul-washer.html
 
 

21 de agosto de 2016

A confusão espiritual de C. S. Lewis autor de as Crônicas de Nárnia




Roberto Aguiar
 
Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (1898 – 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis “As Crônicas de Nárnia”. Foi chamado até de “Elvis Presley evangélico” devido à sua popularidade. É bastante conhecida sua influência sobre personalidades ilustres, dentre elas Margaret Thatcher, ex-primeira ministra inglesa. Seus livros foram lidos pelos seis últimos presidentes americanos e muitos de seus pensamentos citados em seus discursos. Foram vendidas mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua Russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: “C. S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos”. Lewis é respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem.

“Li todos os livros de C. S. Lewis, incluindo seus ensaios, suas coleções de cartas, sua ficção científica e As Crônicas de Nárnia. Li a maioria desses livros mais de uma vez, e li As Crônicas de Nárnia várias vezes. Li também todos os livros de Charles Williams porque ele era um amigo íntimo de Lewis, e Lewis elogiava muito os livros dele. Também li todos os livros de George MacDonald, porque Lewis o admirava e elogiava seus livros. A Viagem do Peregrino da Alvorada é o terceiro livro na série Nárnia. Ele promove diretamente os encantamentos e a magia. Uma parte da viagem é sobre uma ilha habitada por criaturas invisíveis chamadas Dufflepods. O personagem Lúcia usa um encantamento para tornar os Dufflepods visíveis. Ela examina um livro de encantamentos, que é bonito e fascinante. Ela então encontra o encantamento certo, profere as palavras e segue as instruções. Os Dufflepods (e Aslan) então tornam-se visíveis. O encantamento torna Aslan visível e ele fica satisfeito com o que Lúcia fez.

Muitos cristãos estão tratando os livros de Nárnia como se fossem uma alegoria, em que Aslan representa Jesus Cristo e as crianças representam os cristãos. Se você fizer isso com A Viagem do Peregrino da Alvorada, então estará retratando que Jesus Cristo fica satisfeito quando os cristãos recorrem à magia e aos encantamentos. E você estará apoiando a idéia que existe a magia e o encantamento do bem. Entretanto, a Bíblia proíbe claramente qualquer forma de feitiçaria:

“Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus.” [Deuteronômio 18:9-13]

No livro, os Dufflepods são governados por um mago. Ele usa a magia para reinar sobre os Dufflepods porque eles ainda não são maduros o suficiente para serem governados diretamente por Aslan. Assim, existe uma magia boa e um mago bom. Esse mago prepara as pessoas para terem um relacionamento com Aslan. Novamente, se Aslan for considerado um símbolo para Jesus Cristo, então a magia prepara as pessoas para serem cristãs. Na nossa cultura moderna, isso significaria que a Wicca é um modo para alguém vir a conhecer Jesus Cristo e se tornar um discípulo de Cristo.

Lewis ensinou muitas coisas boas, mas misturadas com elas estão ensinos que lançam a base para a apostasia(abandono da fé). Lewis disse também que “o cristianismo cumpriu o paganismo” e “o paganismo prefigurava o cristianismo” C. S. Lewis [Roger Lancelyn Green, C. S. Lewis: A Biography, Harcourt Inc., 1974, pg 274 e 30.] Em sua autobiografia (Surprised by Joy), Lewis conta como, aos 13 anos, ele abandonou sua fé anglicana devido à influência de uma supervisora na escola que estava envolvida com ‘teosofia, rosa-cruz, espiritismo, e toda a tradição ocultista anglo-americana”. E Lewis desenvolveu um “desejo forte” pelo ocultismo que permaneceu com ele mesmo após retornar para o anglicanismo. Ele disse:

“E isso iniciou em mim algo com o que, desde então, de tempos em tempos, tenho tido muita dificuldade – o desejo pelo sobrenatural, ou simplesmente, a paixão pelo ocultismo. Nem todos têm essa doença; aqueles que a têm saberão o que quero dizer. Eu uma vez tentei descrevê-la em um livro. É uma lascívia espiritual; e, como a lascívia carnal, tem o poder de tornar tudo o mais no mundo parecer desinteressante enquanto ela dura.” C. S. Lewis do livro [Surprised by Joy, Harcourt Brace, 1955, pg 58-60]

Lewis disse que descreveu essa lascívia pelo oculto em um livro. Ela aparece no terceiro livro de sua trilogia de ficção científica. Um personagem citado está no processo de ser iniciado em um círculo mais interno de cientistas que são ocultistas. Eles adoram os demônios, a quem chamam de “macróbios” (imensas e poderosas coisas invisíveis, ao contrário dos micróbios, que são coisas invisíveis e minúsculas).

“Aqui, certamente afinal (assim seu desejo sussurrou para ele) estava o verdadeiro círculo mais interno de todos, o círculo cujo centro estava fora do gênero humano – o segredo máximo, o supremo poder, a última iniciação. O fato que ele era quase completamente horrível não diminuía nem um pouquinho sua atração.” [C. S. Lewis, That Hideous Strength: A Modern Fairy Tale For Grown Ups, Collier Books, Macmillan Publishing Company, 1946, pg 259-260]

“Estas criaturas [demônios] … arfavam a morte sobre o gênero humano e sobre toda a alegria. Não a despeito disso, mas por causa disso, a terrível gravitação o sugava, arrastava e fascinava em relação a eles. Nunca antes tinha ele conhecido a força frutífera dos movimentos opostos na natureza, que agora o tinha em seu poder; o impulso de reverter todas as relutâncias e desenhar todos os círculos no sentido anti-horário.” [C. S. Lewis , That Hideous Strength, pg 269]

Observe que Lewis dizia que tinha problemas com aquele forte desejo pelo ocultismo desde que conheceu a supervisora na escola. Ele escreveu essa afirmação em 1955. Naquele tempo, ele já tinha escrito todos seus livros, exceto três (The Four Loves, Reflections on the Psalms, e A Grief Observed).

Lewis dedicou sua autobiografia a Bede Griffiths, um ex-aluno que se tornou um velho amigo. Griffiths fundou um “ashram cristão” na Índia( Ashram: é um eremitério hindu, uma espécie de convento onde os gurus e seus discípulos vivem em meditação). Ele dizia que os templos hindus são um “sacramento”. E ele dizia: “Ninguém pode dizer no senso correto que os hindus, os budistas ou os muçulmanos são ‘incrédulos’. Eu diria que temos de reconhecê-los como nossos irmãos em Cristo.” [Randy England, The Unicorn in the Sanctuary: The Impact of the New Age on The Catholic Church, TAN Books and Publishers, 1991, pg 70-72]. O que Bede Griffiths fez e disse é a conclusão lógica de uma frase que C. S. Lewis escreveu em Cristianismo Puro e Simples: “Existem pessoas em outras religiões que estão sendo levados pela influência secreta de Deus para se concentrar naquelas partes de sua religião que estão em concordância com o cristianismo e que, portanto, pertencem a Cristo sem saber. Por exemplo, um budista de boa vontade poderá ser levado a se concentrar mais e mais no ensino budista sobre a misericórdia e a deixar em segundo plano (embora ele ainda possa dizer que acredita) no ensino budista sobre outros pontos. Muitos dos bons pagãos muito antes do nascimento de Cristo podem ter estado nessa situação.” [Existem muitas edições do livro, e a numeração das páginas varia. Essa citação é do Livro IV, Cap. 10, quarto parágrafo.] Essa conclusão ecumênica esotérica comprova que Lewis não compreendeu os fundamentos da fé cristã.[Nota Roberto Aguiar]

Lewis dizia que foi fortemente influenciado por George MacDonald, que era um universalista(universalismo:opinião segundo a qual Deus vai salvar todos os homens e não só os eleitos)[ Obviamente não existirá julgamento]. O livro de MacDonald, Lilith, está baseado no ensino ocultista que Adão esteve casado com um demônio feminino chamado Lilith antes de se casar com Eva. No fim do livro de MacDonald, Lilith é redimida, e Adão diz que até mesmo o Diabo será eventualmente redimido. O universalismo aparece em alguns dos livros de ficção de Lewis. Em O Grande Divórcio, Lewis está no céu. Ele fala com George MacDonald e pergunta sobre o universalismo, e MacDonald responde que Lewis não pode compreender isso agora. No último livro de As Crônicas de Nárnia (A Última Batalha), um pagão chega ao céu. (o “País de Aslan”) por causa de suas boas obras e de seus bons motivos, a despeito do fato que ele não cria em Aslan e adorava o inimigo de Aslan, um falso deus chamado Tash. Lilith aparece em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. O Castor diz às crianças que a Feiticeira Branca é uma descendente de Lilith, que foi a “primeira mulher” de Adão. Isso pode causar confusão, especialmente na mente das crianças. Embora o Castor seja um personagem fictício, ele está falando com autoridade sobre o mundo real – os reais Adão e Eva da Bíblia.

Lewis elogiava Charles Williams e seus livros, de modo que li todos eles. São livros que misturam as trevas e o ocultismo com algumas compreensões sobre o cristianismo. Em The Greater Trumps, o herói é uma mulher santa que passa o tempo fazendo magias com as cartas do tarô. Williams era tão confuso quanto são seus livros. Ele começou como um sério ocultista. Ele acreditava na teosofia( Teosofia: Conjunto de doutrinas filosóficas que conciliam a razão e a fé, de tal maneira que se estabelece perfeita harmonia entre todas as religiões, seitas e escolas filosóficas)[ Teosofia era a religião de Hitler e da cúpula do nazismo] e em outros ensinos ocultistas, e ingressou na Alvorada Dourada, um grupo que pratica a “magia sexual”, que é sexo ritual realizado com o propósito de obter poder ocultista. (O notório satanista Aleister Crowley( o mais famoso guru do rock, mestre spiritual dos Beatles, Led Zepelin, Roulin Stones e muitos outros) foi membro da Alvorada Dourada.) Williams abandonou a Alvorada Dourada e ingressou na Igreja Anglicana, mas manteve algumas de suas crenças teosóficas.

Lewis também tinha um amigo íntimo chamado Owen Barfield. Lewis dedicou os livros de Nárnia a ele e deu o nome de Lúcia a um dos personagens para homenagear a filha de seu amigo. Barfield era um filósofo que se iniciou na teosofia e que criou sua própria versão da teosofia. De acordo com a teosofia, o Deus da Bíblia é um tirano, e Lúcifer (o Diabo) veio para resgatar a humanidade. Até mesmo essa visão tenebrosa de Deus aparece nos escritos de C. S. Lewis.

Após a morte de Joy , sua esposa, Lewis escreveu A Grief Observed, um livro que descreve seus pensamentos e lutas emocionais em decorrência da morte de sua mulher. A obscura visão teosófica acerca de Deus aparece nesse livro, como mostrado nas seguintes citações:

“Supor que a verdade seja ‘Deus sempre faz vivisseção’?( Vivisseção :dissecação ou operação cirúrgica em animais vivos, para estudo de alguns fenômenos anatômicos e fisiológicos). [C. S. Lewis, A Grief Observed, Bantam Books, The Seabury Press, 1963, pg 33]

É racional crer em um Deus mau? Em um Deus tão mau assim? O Sadista Cósmico, o Imbecil Odioso? [C. S. Lewis, A Grief Observed, pg 35].

Lewis não ficou aí. Ele vacilou entre o desespero e a esperança. Mas em seus momentos de agonia e de desespero, a visão teosófica de Deus voltava para aterrorizá-lo. Há outro problema com C. S. Lewis. Li todos os livros dele e não me lembro de uma passagem em que ele trata as Escrituras como tendo autoridade. Pode ser que ele tenha feito isso, mas se fez, não foi com freqüência suficiente, ou de forma suficientemente clara e enfática para ficar registrado. A teologia de Lewis parece estar baseada principalmente no raciocínio humano (incluindo a Teoria da Evolução e a Psicologia Freudiana)[ Ambas inimigas mortais da bíblia]. Algumas pessoas o chamam de “humanista cristão” (Humanismo: uma filosofia contrária ao verdadeiro cristianismo que coloca o homem como o centro de tudo).

As incontáveis similaridades entre os temas olímpicos e os livros de C. S. Lewis nos fazem lembrar que a natureza humana não muda com o tempo. Apesar das mudanças culturais ao longo das épocas, a humanidade enfrenta a mesma tentação intemporal de trocar os absolutos bíblicos pela atração dos mitos criados pelo homem. O poder de atração dos Jogos Olímpicos – contos emocionantes, idéias espirituais, poder triunfante, sensualidade carnal, e a visão de paz e unidade – combinam com as histórias persuasivas de Lewis.

“Durante os antigos Jogos Olímpicos, na Grécia, uma chama sagrada queimava no altar de Zeus, em cuja honra os jogos eram realizados. A chama era acesa para sinalizar a abertura dos jogos, e era apagada para sinalizar o encerramento…”

“A chama é acesa durante uma cerimônia no sítio do antigo estádio olímpico em Olímpia… Mulheres vestidas em trajes similares aos usados pelas antigas gregas utilizam um espelho curvo para fazer a tocha acender naturalmente, com os raios do sol. A suma sacerdotisa então apresenta a tocha para o primeiro corredor da corrida em revezamento.”

C. S. Lewis amava os Jogos Olímpicos. As raízes deles estão profundamente imersas nas antigas mitologias, que cativaram seu coração. Muito depois de decidir acreditar que a Bíblia era verdade (1931), ele continuou a justificar os mitos pagãos como precursores do evangelho. Em sua mente rica de imaginações, ele acreditava que “o cristianismo cumpria o paganismo” porque os dois eram simplesmente um fio contínuo da mesma história em evolução. A descrição de Lewis de sua viagem à Grécia em 1960 é coerente com essa persuasão:

“Tive certa dificuldade para evitar que Joy(sua esposa) e eu RECAÍSSEMOS NO PAGANISMO em Ática! Em Dafni, FOI DIFÍCIL DEIXAR DE ORAR A APOLO, o curador. Mas, de algum modo, a pessoa fica com a impressão que não seria uma coisa muito errada – teria sido apenas dirigir-se a Cristo, subespécie Apolônio. Testemunhamos uma bela cerimônia cristã em uma vila em Rodes e quase não vimos discrepância.”

Os mitos antigos nos dizem que os antigos Jogos Olímpicos foram fundados pelo poderoso Heracles (o Hércules dos romanos), filho de Zeus, o deus que reinava no Olimpo. Esse tema antigo continua a dirigir as Olimpíadas modernas e suas cerimônias de abertura. Uma parte reveladora é o hino olímpico, uma oração a Zeus, a deidade grega que reinava no Olimpo. Muitos justificariam esse ritual pagão de Lewis como pouco mais do que uma afirmação de um espírito benevolente que vem se adequar às exigências globais de uma espiritualidade universal. Mas Deus nos diz: “Não terás outros deuses diante de mim.” [Êxodo 20:3]

C. S. Lewis levou esse tema pagão adiante. Por exemplo, ele apresenta os deuses romanos Marte e Vênus como deidades angélicas visíveis no planeta Vênus em seu livro Perelandra, o segundo na sua Trilogia Espacial. Ransom, o herói principal, foi transportado para esse planeta por alguns elvilas amigos, mensageiros angelicais visíveis somente pela luz que emanam. Em Vênus, o nu Ransom faz amizade com uma Eva inocente e a protege de um tentador terreal, possesso por demônios. A batalha que ocorre esmaga o vilão, porém fere o calcanhar de Ransom, que continua a sangrar até o fim da história – como se fosse um cumprimento de Gênesis 3:15.

A história do terceiro livro na série, That Hideous Strength, ocorre na Inglaterra. Ransom agora precisa deter uma equipe de conspiradores malignos e totalitários que estão determinados a governar o mundo por meio das estratégias modernas de comportamento e poderes mágicos antigos. Forças mais fortes, porém, ficam ao lado de Ransom. Tenho viajado para Marte e para Vênus, ele tem contato contínuo com os amigáveis elvilas. Trabalhando com Ransom e Merlin (sim, o druida e mago dos antigos contos do Rei Artur que foi despertado de um sono de 1.500 anos), eles invocam os poderosos poderes do panteão planetário. O primeiro deus a aparecer é Mercúrio (chamado de Hermes pelos gregos), o deus “mensageiro” das obscuras magias herméticas. Lewis descreveu a cena de alteração da mente:

“A duplicação, divisão e recombinação dos pensamentos que agora estava acontecendo neles teria sido insuportável para a pessoa a quem aquela arte ainda não tinha sido ensinada no contraponto da mente, o domínio da visão duplicada e triplicada… Todos os fatos estavam partidos, espirrados em cataratas, pegos, virados de dentro para fora, amassados, mortos e renascidos como significado. Porque o próprio Senhor do Significado, o arauto… estava com eles… a quem os homens chamam de Mercúrio (ou Hermes).” [4, pg 322]

Momentos mais tarde, Vênus, a conhecida deusa do amor, chega. Marte vem logo depois. À medida que você lê o próximo excerto, lembre-se que nos jogos na antiga Grécia, os atletas – todos homens – competiam nus. A homossexualidade era considerada boa e normal. O fato que o amigo de longa data de Lewis, Arthur Greeves, era um homossexual, pode ajudar a explicar por que Lewis acrescentou esses detalhes antes de apresentar Zeus.

“Os três deuses que já tinham se encontrado… representavam aqueles dois dos Sete Gêneros, que têm certa analogia com os sexos biológicos e podem, portanto, ser em alguma medida compreendida pelos homens. Isso não seria assim com aqueles que estavam agora se preparando para descer. Esses também, sem dúvida, tinham seus gêneros, mas não temos pista alguma deles. Estas seriam energias mais poderosas: os antigos eldils… ” [4, pg 325]

“Subitamente um espírito maior veio… No andar de cima, seu poderoso feixe de luz tornou o Quarto Azul em uma chama de luzes… Reino, poder, pompa e cortesia festivas eram emitidos como as centelhas que saem de uma bigorna… Porquanto este era o grande Glund-Oyarsa, Reis dos Reis… conhecido entre os homens nos tempos antigos como Jove [também chamado Júpiter, pelo romanos, Zeus pelos gregos]… Então… Merlin recebeu o poder nele.” [4, pg 326-267].

C. S. Lewis via uma necessidade por uma ética global. Treze anos depois de chamar a si mesmo de cristão, ele escreveu A Abolição do Homem, que apresenta o Tao chinês, não a Bíblia, como o padrão ético e moral para toda a humanidade. Simbolizada pelo Yin Yang, esse Tao seria o guia supremo para os valores e para a ação – incluindo a atitude do homem com relação ao meio ambiente. Ele substituiria a Bíblia como a autoridade final e o guia para as nossas vidas – e para o bem comum. Considere estas afirmações em A Abolição do Homem, que Lewis – um fã de Charles Darwin(ateu criador da teoria da evolução) e da evolução – referencia em Cristianismo Puro e Simples. Observe que, na mensagem de Lewis, esse Tao precede até mesmo o Criador:

“Os chineses também falam de uma grande coisa (a maior de todas as coisas) chamada de Tao. Ela é a realidade que está por trás de todos os predicados, o abismo que existia antes do próprio Criador. É a natureza… É o caminho que o universo segue, o Caminho em que as coisas perpetuamente emergem… no espaço e no tempo. É também o Caminho que todo homem deveria seguir em imitação daquela progressão cósmica e supercósmica, conformando todas as atividades com esse grande exemplo… A essa concepção em todas suas formas, ao mesmo tempo platônica, aristotélica, estóica, cristã, e oriental, daqui para frente, por facilidade, referenciarei simplesmente como ‘o Tao'” [7, pg 30, 32]. C. S. Lewis [Isso é esoterismo puro!]

“Não olhamos para as árvores como Dríadas ou como belos objetos quando as cortamos em feixes para lenha: o primeiro homem que fez isso deve ter sentido o preço agudamente… As estrelas perderam sua divindade à medida que a astronomia se desenvolveu, e o Deus Moribundo não tem lugar na agricultura química.” [6, pg 78] [referindo-se aos mitos antigos em que o deus-sol morria durante o solstício de inverno] Desse ponto de vista, a conquista da natureza aparece em uma nova luz. Reduzimos as coisas à mera natureza de modo a que possamos ‘conquistá-las’.” [7, pg 79] C. S. Lewis

“Somente o Tao prova a lei humana comum de ação que pode estar por cima ao mesmo tempo dos governantes e dos governados… No próprio Tao, desde que permanecemos nele, encontramos a realidade concreta em que participar é ser verdadeiramente humano: a real vontade comum e a razão comum para a humanidade… Enquanto falamos de dentro do Tao, podemos falar do Homem ter poder sobre si mesmo em um sentido verdadeiramente análogo ao autocontrole individual. Mas no momento em que pisamos para fora e consideramos o Tao como um mero produto subjetivo, essa possibilidade desaparece.” [7, pg 81, 82] C. S. Lewis

Mas Deus diz: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” [Isaías 55:8-9]

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim teve uma apresentação dramatizada do famoso quadro de Botticelli, “O Nascimento de Vênus”. No quadro real, Vênus está nua. No palco olímpico, a modelo estava coberta modestamente por um tecido branco. Botticelli pintou esse quadro para a poderosa família Médici (que teve dois papas). “Como eles, o artista aderia ao neoplatonismo: uma teoria esotérica, filosófica e literária que misturava o paganismo no cristianismo e professava uma união espiritual com Deus.”

C. S. Lewis, que não era um fã das galerias de arte, gostava de Botticelli. Diz ele, “Tomei a decisão desesperada de ir à Galeria Nacional, onde finalmente cheguei à conclusão que não tenho gosto pela pintura… A única coisa (além dos quadros) com a qual me preocupei muito foi o quadro de Botticelli, ‘Marte e Vênus com os sátiros’…” Botticelli retratou a Divina Comédia, de Dante, um longo e alegórico poema que descreve a jornada espiritual de Dante pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso antes de retornar a Terra. Cinco séculos mais tarde, Lewis apresentou um ensaio sobre esse poema diante da Sociedade Dante, em Oxford. Se você assistiu a cerimônia de abertura, viu um grupo de atores no palco se moverem na forma de um coração pulsante. Eles estavam retratando a paixão – a paixão dos corredores que levam a tocha olímpica, dos treinos, da competição, da busca pela unidade global… A apresentação mais apaixonada naquela noite deve ter sido a ária da ópera Turandot, de Puccini, interpretada por Luciano Pavarotti. Porém, a música magnífica da Puccini não teria movido o coração de C. S. Lewis de forma tão dramática quanto faziam as óperas de Richard Wagner(Alem de gênio da musica clássica, foi um esotérico cultuador do paganismo germânico. Ele foi ligado a uma sociedade mística chamada Thulle, a mesma de Hitler, e os especialistas em estudos wagnerianos mostram como suas obras eram manifestações do paganismo germânico. Wagner foi um difusor do misticismo gnóstico germanista do qual veio nascer o nazismo) especialmente O Anel dos Nibelungos. Lewis ficava extasiado com os temas místicos e com a música dessa ópera. Em seu livro Surprised by Joy, ele descreveu sua paixão:

“Durante este tempo, eu ainda não tinha ouvido uma nota sequer da música de Wagner, EMBORA A FORMA DAS LETRAS IMPRESSAS DO NOME DELE TINHAM SE TORNADO UM SÍMBOLO MÁGICO PARA MIM… Ouvi primeiro uma gravação de A Cavalgada das Valquírias… Para um menino já amalucado pelos mitos nórdicos e germânicos que estão subjacentes na obra de Wagner, a Cavalgada veio como um relâmpago e um trovão… FOI UM NOVO TIPO DE PRAZER, SE REALMENTE ‘PRAZER’ É A PALAVRA CORRETA, EM VEZ DE TRANSTORNO, ÊXTASE, ASSOMBRO, ‘UM CONFLITO DE SENSAÇÕES SEM NOME.” [pg 75] C. S. Lewis

“Aprendemos no Livro de Orações a ‘dar graças a Deus por Sua grande glória’… CHEGUEI MUITO MAIS PERTO DE SENTIR ISSO PELOS DEUSES NÓRDICOS EM QUEM EU NÃO CRIA, DO QUE EU JÁ TINHA ALGUMA VEZ SENTIDO PELO VERDADEIRO DEUS ENQUANTO EU CRIA. Algumas vezes, quase chego a pensar que fui enviado de volta aos falsos deuses ali para adquirir alguma capacidade para a adoração…” C. S. Lewis [pg 77]”

Enquanto Lewis delirava com a cultura e a falsa fé do mundo, veja como ele reagia diante de seu contato com a igreja fundada por Cristo. C. S. Lewis freqüentou a mesma igreja durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar da igreja para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ia ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário freqüentar um culto ou ser membro de uma igreja cristã para se ter um modo cristão de vida?”

Sua resposta foi a seguinte:

“Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não freqüentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é OBRIGADO a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. EU NÃO GOSTAVA MUITO DOS SEUS HINOS, OS QUAIS EU CONSIDERAVA POEMAS DE QUINTA CATEGORIA COM MÚSICA DE SEXTA CATEGORIA. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.”

Entre alguns grupos da igreja de Cristo C. S. Lewis é difundido como um defensor da fé cristã, e por ser bem sucedido como escritor secular, goza de livre passagem tanto no mundo como na igreja; o que enche alguns de orgulho. No entanto devemos olhar a questão com mais cuidado e notar que os questionamentos tanto quanto as conclusões de Lewis são extremamente esquisitas, e alheias a tudo o que se conhece em relação à bíblia e aos sentimentos de Jesus. A linha de raciocínio de C. S. Lewis está sim totalmente coerente com as conclusões das pessoas do mundo que nunca nasceram de novo e encontram um sentido de vida em coisas que Jesus ensina absolutamente não existir valor algum. Nós Cristãos temos que vigiar sempre nossos sentimentos para que eles, seduzidos pelo mundo, não nos levem para longe das escrituras, o que significa isolamento de Deus. Os crentes por serem sempre desconsiderados e humilhados pela sociedade em que vivem, tendem a receber com euforia e pressa qualquer celebridade que esboce algo que se pareça a uma conversão, na esperança de que essa celebridade limpe um pouco sua imagem tão desgastada perante o mundo, de forma que possam exibir essa celebridade como uma conquista de seu time. Isso é um erro, uma espera em vão por uma aprovação que nunca virá, não sem prejuízo ao evangelho. A bíblia se bem interpretada, coloca um abismo entre a igreja e a opinião da sociedade organizada, a cultura do homem. Querer construir uma ponte sobre esse abismo é impossível sem prejuízo pessoal e eterno, no entanto ,há muitos que se lançaram nessa obra infrutífera esperando lograr algum êxito. Essa postura resulta da má compreensão da proposta de Cristo para a humanidade. Eu simpatizava bastante com C. S. Lewis até descobrir sua distorcida visão espiritual totalmente embasada na confusa cultura humana. Em uma certa altura de sua trajetória espiritual (infelizmente) este cristão se deixou enganar pela as artimanhas do maligno, fazendo uma miscelânea da cultura do mundo com o evangelho, descaracterizando-o. Na verdade sua obra juntamente com suas considerações revela que em toda a sua vida, Lewis nunca abandonou a sua paixão pela inútil cultura humana ao mesmo tempo em que demonstrou uma considerável apatia pela contracultura do sermão do monte. 
 

Roberto Aguiar

Mas Deus nos adverte: “Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão.” [Salmos 52:3]

“Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos nos seus corações, e o tropeço da sua maldade puseram diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles?” [Ezequiel 14:3]

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” [Colossenses 2:6-9]”



Fonte:


Adaptação dos textos, “O Lado Ocultista de C S Lewis”, “Os Deuses do Olimpo e C S Lewis” e “Problemas com Nárnia O Lado Ocultista de C. S. Lewis”.

Mary Ann Collins (artigo extraído de Kjos Ministries, em http://www.crossroad.to/articles2/006/narnia-trouble.htm) e http://www.cuttingedge.org

Protocolo da Cerimônia de Abertura em http://history1900s.about.com/library/weekly/aa081000a.htm

Roger Lancelyn Green, C. S. Lewis: A Biography, Revised Edition (Orlando, FL: Harcourt Inc., 1974), pg 30, 274. (A primeira referência aponta para a página 62 em Surprised by Joy (http://www.crossroad.to/Excerpts/books/lewis/surprised.htm).

http://www.crossroad.to/Excerpts/books/lewis/inklings-williams.htm

C. S. Lewis, That Hideous Strength, http://www.crossroad.to/Excerpts/books/lewis/hideous-strength.htm (MacMillan Publishing Company, 1946).

Alan Jacobs, The Narnian: The Life and Imagination of C. S. Lewis (HarperCollins, 2005), pg 52: http://www.torino2006.org/ENG/OlympicGames/bin/page/C_3_page_eng_58_paragraphs_paragrafo_2_attachments_allegato_0_object.pdf

C. S. Lewis, A Abolição do Homem, http://www.crossroad.to/Excerpts/books/lewis-abolition.htm, Rockefeller Center, NY: Touchstone, 1996 (publicado originalmente em 1944). Publicado em português pela Editora Martins Fontes, em http://www.martinsfontes.com.br.

Alessandro Botticelli, Italiamia, em http://www.italiamia.com/art_botticelli.html

Kathryn Lindskoog, Spring in Purgatory: Dante, Botticelli, C. S. Lewis, and a Lost Masterpiece, em http://www.lindentree.org/prima.html

Para mais informações, veja http://larryavisbrown.homestead.com/files/Ring/Ring0_intro.htm e http://larryavisbrown.homestead.com/files/Ring/Ring2_Valkyrie.htm:

C. S. Lewis, A Abolição do Homem; leia um excerto em http://www.crossroad.to/Excerpts/books/lewis-abolition.htm.

http://www.crossroad.to

http://www.espada.eti.br/db063.asp

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clive_Staples_Lewis



VIA:  https://discernimentocristao.wordpress.com/2009/04/12/a-confulsao-espiritual-de-c-s-lewis-autor-de-as-cronicas-de-narnia/