Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

13 de agosto de 2019

As Cinco Coroas




Por: Theodore H. Epp 



Nós sabemos, pela Palavra de Deus, que depois que o cristão for arrebatado, ele será trazido à presença de Cristo, o qual estará assentado no Seu Tribunal, conhecido como “Berna” (no grego), para ser examinado e recompensado, de acordo com suas obras. Este não é um tribunal como o Tribunal de Pilatos, mas é semelhante à junta examinadora nos Jogos Olímpicos Gregos, ao qual o vencedor vinha para receber o seu prêmio.

Os galardões que serão dados no Tribunal de Cristo são chamados de “coroas.” A significância do termo reside no fato de que coroas são símbolos de realeza, e os santos vão reinar com Cristo. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?” (I Co 6:2). “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20:6). As posições de honra para os crentes no reino vindouro serão determinadas pela fidelidade, consagração e comunhão com Ele e devoção a Seu serviço, que demonstram na sua vida aqui na terra.

Em Romanos 8:17, uma distinção é feita entre a nossa herança como filhos de Deus e a nossa posição de co-herdeiros com Cristo. “E se nós somos filhos, somos logo também herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados.”

Ser um herdeiro de Deus é herdar as coisas que Ele preparou para nós, tais como nosso lar celestial e Sua glória. Nós seremos coerdeiros com Cristo, se sofremos com Ele. Ele recebeu uma recompensa especial por Seu sofrimento e estará assentado no Seu trono reinando por mil anos aqui na terra. Nós teremos o privilégio de compartilhar este trono e de reinar com Ele se sofrermos com Ele.

Este sofrimento nem sempre significa sofrimento físico. Pode ser “opróbrio” por causa de Cristo, como o escritor de Hebreus expressa (Heb 13:12- 14). Certo dia, os doze discípulos vieram a Jesus e perguntaram qual seria a sua recompensa por terem deixado tudo e O seguido. Ele lhes disse que se sentariam em doze tronos e julgariam as doze tribos de Israel. Mais tarde, dois dos discípulos vieram a Jesus e pediram se um podia sentar-se à Sua direita e o outro à Sua esquerda. A este pedido o nosso Senhor respondeu que não lhes poderia dar tais posições pois estas seriam concedidas por Deus o Pai.

É isto o que ensina a passagem de Mateus 10:32-33: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.”

Quando chegarmos diante do Tribunal de Cristo, seremos declarados dignos ou indignos. Se O tivermos negado diante dos homens Ele terá que nos negar diante do Pai Celestial dizendo: “Este homem não é digno de sentar-se Comigo no trono.” Se O tivermos confessado diante dos homens, Ele recomendará ao Pai que nos assentemos com Ele no Seu trono. Paulo entendeu tudo isto claramente, pois muitas vezes falou da glória vindoura. Em certa passagem ele disse que o sofrimento deste tempo presente não se compara à glória que está porvir. Ele até esqueceu de tudo que tinha ficado para trás a fim de prosseguir em direção ao alvo pelo prêmio da sublime vocação de Deus em Cristo Jesus. Ele entendeu claramente que uma recompensa o esperava.

A) A Coroa da Vida

Esta coroa é mencionada duas vezes nas Escrituras. É chamada frequentemente a “coroa de mártir”, a coroa que será dada pela fidelidade até a morte. “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg 1:12).

“Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sé fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida (Ap 2:10). As pessoas frequentemente se referem erroneamente à coroa da vida como “vida eterna.” Devemos nos lembrar que a vida eterna não é uma coroa. É o próprio Cristo vivendo em nós. A coroa da vida, por outro lado, é uma recompensa especial, possivelmente uma posição de honra no governo de Cristo durante o milênio.

B) A Coroa Incorruptível

Esta coroa é mencionada em I Coríntios 9:25-27. O contexto mostra que Paulo está falando de serviço e recompensas. Ele está nos contando o que fez por amor ao evangelho, para ganhar pessoas para Cristo. “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível” (I Co 9:24-25).

Participar de uma corrida e esforçar-se muito para vencer não são figuras da salvação. A salvação é o maior dom de Deus e não pode ser ganha nem comprada. Nos dias de Paulo, os cidadãos gregos nascidos livres eram os únicos que tinham permissão para competir nos jogos. Pelas coroas celestiais somente os nascidos de novo podem concorrer. A salvação é o ponto de partida, não o objetivo. Nós não fazemos esforço para ganhar a salvação. Nós ganhamos a salvação pela fé e depois trabalhamos para ganhar as coroas. A salvação é a entrada para a arena e não o prêmio no fim da corrida.

Nos jogos da Grécia antiga, aquele que alcançava o objetivo primeiro era o único que ganhava a coroa, mas na corrida celestial não há competição. Ninguém concorre com o companheiro, a única condição é observar as regras do jogo: “Pois eu assim corro, não como sem meta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (I Co 9:26-27).

Paulo conhecia as regras da corrida. A coroa incorruptível, portanto, é vista como uma recompensa para uma vida vitoriosa. É para o cristão que carrega no seu corpo as marcas do Senhor Jesus, para que a vida de Jesus possa se manifestar. É para aquele que triunfa sobre a carne pelo poder da nova vida que recebeu quando nasceu pela segunda vez.

Era pensando no Tribunal de Cristo e nas coroas a serem conquistadas que Paulo dizia manter seu corpo sob disciplina e sem dar lugar para a carne e suas concupiscências. Ele viu a possibilidade de que, depois de ter pregado aos outros e de dizer-lhes como se tornarem filhos de Deus e como viver a vida cristã, ele mesmo viesse a ser reprovado (isto é, que as recompensas designadas a ele lhe fossem negadas).

Vale a pena lutar por esta coroa Não é de se maravilhar que ele tenha escrito: “Vós e Deus sois testemunhas de quão santa, e justa, e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco, os que crestes” (I Ts 2:10).

C) A Coroa de Alegria
Esta é a recompensa para o ganhador de almas. As pessoas que levamos ao Senhor Jesus Cristo serão nossa coroa de alegria na Sua vinda. Qualquer pessoa que tenha conhecido a alegria de levar uma outra pessoa a Cristo pode bem entender o nome desta recompensa, pois sabe que não há alegria comparável àquela que surge ao saber que foi usada pelo Senhor para levar uma alma a Ele.

“Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” (I Ts 2:19). “Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados” (Fp 4:1). Que incentivo este para um ganhador de almas! Que alegria será ver uma grande multidão de almas andando nas ruas da glória, conduzidas ao conhecimento da salvação como resultado de nossos esforços por Ele! Porém, receio que muitos cristãos irão perder esta recompensa, pois muito poucos estão ocupados em ganhar almas.

D) A Coroa de Glória

“Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória (IPe 5:1-4).

Esta é a recompensa de Cristo para quem alimenta o rebanho: a recompensa do Sumo Pastor para todos os fiéis pastores subordinados. Esta coroa de glória também é subentendida em Lucas 10:35: “E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse- lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastardes eu to pagarei quando voltar.”

As almas estão confiadas ao nosso cuidado. Espera-se que cuidemos e alimentemos estas almas, não com a filosofia do homem mas com alimento celestial, a Palavra de Deus. Que oportunidade para os pastores ganharem um ótima recompensa; porém este privilégio é frequentemente substituído por uma recompensa que pode ser vista nesta vida presente. Muitos pastores selam suas bocas por causa de uma recompensa terrena de um grande salário. Que recompensa celestial poderia ter sido deles!

E) A Coroa da Justiça

“Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Tm 4:6-8).

Isto não deve ser confundido com o dom da justiça pela salvação mencionado em Romanos 3:21-23. Esta coroa é para quem mostrar uma verdadeira alegria diante da volta do Senhor Jesus Cristo através de viver uma vida justa. “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (I Jo 3:3). Não é normal que um cristão que conheça o significado da “bendita esperança” ame a vinda de Cristo?

A noiva não espera com terno anseio a vinda do noivo, guardando-se somente para ele? Ela não se ocupa, preparando-se para o dia do casamento? A coroa de justiça será dada àqueles que, em esperança, alegria e antecipação à segunda vinda de Cristo, purificarem a si mesmos e estiverem prontos para a Sua vinda.

Uma das maneiras em que o crente se prepara é ser ativo em ganhar almas. Além disso, purifica a sua própria vida e vive retamente diante do Senhor.

Ai de nós, pois há muitos que não amam a Sua volta! Alguns até zombam disso, como as Escrituras dizem em II Pe 3:3-4. Ao contrário destes, vamos amar a Sua vinda e demonstrar em nossa experiência diária o poder dessa esperança gloriosa. Sua promessa é: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22:12).
 
 
 https://www.revistaimpacto.com.br/as-cinco-coroas/
 
 

11 de agosto de 2019

UMA REFLEXÃO SOBRE AS 'QUATRO' CONDIÇÕES PARA ESTARMOS NO CAMINHO DA LUZ E VIVERMOS COMO FILHOS DE DEUS


Resultado de imagem para OBSERVAR OS MANDAMENTOS, ESPECIALMENTE O DA CARIDADE! 


CONFORME A PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO

 

1ª - ROMPER COM O PECADO!
 
Não podemos dizer "não temos pecado ou não pecamos", pois se assim o dissermos, a verdade e a palavra de Deus não estará em nós; estaremos enganando a nós mesmos, e além do mais fazendo de Deus um mentiroso, mas, se confessarmos nossos pecados, Deus que é fiel e justo perdoará nossos pecados, e nos purificará de toda injustiça. Nisto são reconhecíveis os filhos de Deus e os filhos do diabo, pois todo o que não diz a verdade, e nem pratica a justiça, não é de Deus, e também aquele que não ama seu irmão.
 
2ª - OBSERVAR OS MANDAMENTOS, ESPECIALMENTE O DA CARIDADE!
 
Aquele que diz "eu conheço Deus", mas não respeita seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Já o que guarda sua palavra, nesse, verdadeiramente, o amor de Deus se realizará. É assim que reconhecemos estar Nele; é assim que conhecemos o verdadeiro amor; é assim que entendemos Ele ter dado sua vida por nós, e da mesma forma devemos também dar a vida pelos irmãos. 
 
Portanto, se alguém possuir os bens deste mundo, e ver seu irmão na necessidade, e lhe fechar as entranhas, como poderia nesse alguém permanecer o amor de Deus?
 
3ª/ 4ª - PRESERVAR-SE DO MUNDO, E DOS ANTI CRISTOS!
 
Não devemos amar o mundo, nem o que nele há, pois, se assim o fizermos, o amor do Pai não estará em nós.
 
Lembremos: "tudo o que há no mundo --- a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e o orgulho da riqueza --- não vem do Pai, mas são totalmente provenientes do mundo. O mundo passa com suas concupiscências, mas os que fizerem a vontade de Deus irão permanecer eternamente. 
 
É o abundamento destas concupiscências que nos faz entender estar chegando a última hora, e nos leva a ter o conhecimento da presença dos "anticristos". Pessoas que saíram do nosso meio, e estão circulando por todo o mundo, mas era preciso este tipo de manifestação, era preciso sua saída, a fim de mostrar que nem todos os presentes em nosso meio, pertencem ao reino de Deus. Portanto, não devemos acreditar em qualquer espírito, mas examinar com todo cuidado para ver os que são de Deus, pois estes falsos profetas espalhados pelo mundo, além de estar em grande número, falam segundo o mundo, e o mundo os tem ouvido com muita atenção. 
 
Portanto, lembremos sempre, que por sermos de Deus, só nos ouvirá os que forem de Deus; os pertencentes ao mundo, os seguidores dos anticristos, não nos ouvirá, e é assim que podemos reconhecer o espírito da verdade, e o espírito do erro. 
 
Lembremos que, não fomos nós a declarar amor à Deus, mas, primeiro Ele manifestou seu amor por nós ao enviar seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados, e se Ele assim nos amou, devemos, nós também amar-nos uns aos outros.
 
Lembremos que, é impossível amarmos a Deus, a quem não vemos, se este amor não for primeiramente demonstrado ao irmão, a quem vemos!
 
Em 26 de abri de 2015.
Fabio Silveira de Faria
[BÍBLIA DE JERUSALÉM]
 
 

10 de agosto de 2019

A BÍBLIA DE KOLBRIN




Nos últimos cinquenta a setenta anos, a Cristandade viu a arqueologia e a história desencavarem de passados distantes numerosas Bíblias apócrifas. Embora tenham sido ignoradas pelo Vaticano, representante da Igreja Cristã Católica Apostólica Romana [Ocidental], essas Bíblias excomungadas contêm informações que preenchem numerosas lacunas notáveis nas Escrituras canônicas tradicionais.
 
Eventos como a infância e a vida de Maria de Nazaré, de José, infância de Jesus e outras passagem completamente ausentes do quatro evangelhos sinóticos e demais textos do Novo Testamento [Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos Apóstolos e Apocalipse].  
 
Entre as Bíblias e/ou evangelhos desprezados pelos doutores das Igrejas Cristãs são famosos os Manuscritos do Mar Morto, encontrados em Israel; Os Livros de Nag Hamadi, Egito; o Kebra Nagast, preservado em copta, na Etiópia, a pouco conhecida Bee Bible, da China [acolhida por cristãos ortodoxos orientais].  
 
Os Ensinamentos e Escritos do Iluminado Buddha Issa [Writings and Teatchings of the Buddha Issa], do Tibete e, finalmente, o mais desconhecido destes textos marginais, o Kolbrin Bible da Bretanha [Livro de Kolbrin], também chamado Bronze Book, Bronze Bible, a Bíblia de Bronze da Bretanha, Coelbook, Coelbren, cuja antiguidade é estimada em 3 mil e 600 anos, segundo informação contida em edição publicada na década de 1990.  
 
O Kolbrin Biblos é uma coleção de textos que foram resgatados de um incêndio na Abadia de Glastonbury, em 1184 d.C.. Diz a lenda que o incêndio foi criminoso e visava justamente destruir livros considerados heréticos, entre eles, mais este apócrifo, o Kolbrin.  
 
Em uma época na qual a benção dos Papas legitimava o poder político, os soberanos e candidatos a soberanos tinham obter e preservar a sanção divina ao seu direito ao trono. E ainda, naquele tempo era fato histórico, de conhecimento corrente, que os 1.920 acres [cerca 7,7 km²] do território de Glastonbury era considerado, tradicionalmente, a terra da família de Jesus! ─ terra sagrada, um reino independente, que não pagava impostos a coroas e representava uma ilha de mistério e religiosidade extremamente embaraçosa para as autoridades político-religiosas. Uma história que não estava na Bíblia católica. O livro escapou do fogo porque muitos dos manuscritos estavam grafados em finas lâminas de metal, de bronze [por isso, Bíblia de Bronze]  
 
The Culdian Trust ─ Desde o incêndio da Abadia, essas escrituras Kolbrin foram escondidas e passaram a ser protegidas por uma sociedade secreta por mais de 800 anos, até os dias de hoje. Segundo a lenda, o incêndio foi criminoso.  
 
A Sociedade é conhecida como The Culdian Trust ou os Culdianos. Sobre essa sociedade sabe-se muito pouco: apenas que no começo do século XIV [anos 1300] existia na Escócia uma comunidade liderada por certo John Culdy. Seus seguidores foram chamados culdianos [culdians].  
 
Os Culdianos eram os herdeiros de uma sociedade mais antiga e misteriosa, a Sociedade de Kailedy [ou Koferils] e guardavam a tradição de serem os guardiões de algo a quê se referiam como O Tesouro da Bretanha. 
 
Os Culdians  
 
A palavra Culdian, deriva de Culdee que, por sua vez, tem origem no termo Kailedy, usado para designar os primeiros Cristãos chegados à Bretanha, em 37 d.C., conduzidos por José de Arimatéia.  
 
Kailedy significaria "estrangeiros sábios" [wise strangers]. Outra etimologia sugere que Culdee, em sua origem, é uma palavra um celta traduzida na expressão Servos de Deus. 
 
Histórico  
 
Ninguém sabe quem escreveu os textos. São vários autores e diferentes épocas. Os textos abordam desde a Criação do Mundo até os primeiros registros do Cristianismo e sua doutrina. Porém, o aspecto mais curioso desta Bíblia de Bronze é a revelação da presença de judeus nas Ilhas Britânicas em uma época muito recuada até um período mais recente: desde o Êxodo, passando pelos tempo dos profetas [hebreus] e chegando à diáspora dos Cristãos perseguidos dos primeiros anos d.C; um registro que não aparece nos estudos mais gerais e conhecidos da História do Mundo. Uma das crônicas do Kolbrin relata a migração de judeus para a Escócia; outro trecho, fala da Irlanda.  
 
Escócia  
 
A terceira parte do Koldrin Bible relata o Êxodo, a saída do Egito depois de 400 anos de escravidão, a época de Moisés. Naquele tempo, contemporânea de Moisés, viveu a princesa Scota, filha de Ramsés II. Ela teria sido uma das muitas princesas que cuidaram de Moisés na infância. Casando-se com um nobre hebreu, Scota mudou-se com marido. Deixando o Oriente Médio, o casal foi viver na Bretanha, na região hoje conhecida como Escócia, ou seja, o nome do país seria derivado do nome da princesa egípcia. 
 
Irlanda 
 
O profeta Jeremias teria escapado da escravidão na Babilônia, nos anos 600 a.C., dirigindo-se para o norte Africano, a Etiópia. Dali seguiu caminho até alcançar a Bretanha onde, hoje, encontra-se seu túmulo, na Irlanda.  
 
Em sua fuga, levou consigo a filha do rei Zedekiah [618-587 a.C.], da Casa do rei Davi, o místico ancestral de Jesus. Nesse contexto, ocorreu que Ana, aquela que foi avó de Jesus, nasceu na Bretanha. Eis a razão porque os sobreviventes do cristianismo nascente, especialmente aqueles mais próximos e familiares de Jesus, depois da crucificação, sendo postos fora da lei, migraram para a França e para Glastonbury, Inglaterra.  
 
Eles tinham família e aliados na Europa ocidental. Essas pessoas conheciam e compreendiam os ensinamentos contidos na Escritura Kolbrin muitos antes da versão corrente da Bíblia ter sido compilada ─ em 325 d.C., por iniciativa do imperador Constantino durante o Concílio de Nicéia. 
 
As Dez Tribos Perdidas  
 
Glen Kimball, acadêmico de Comunicação, pesquisador de textos antigos, acredita que palavra BRIT de Britain, Bretanha [de Grã-Bretanha: Inglaterra, Escócia e País de Gales] e, ainda, Bretanha, na França, [às margens do canal da Mancha, terra dos bretões], esta palavra não é de origem inglesa; é hebraica significando Aliança.  
 
Os ingleses consideravam a si mesmos como o Povo da Aliança, evocando uma ancestralidade judaica situada na época da submissão do povo hebreu ao império Assírio na estabelecido Mesopotâmia no século VIII a.C..  
 
A mesma etimologia propõe que o termo saxon [saxão] significa filhos de Jacó [Jacob] e diz a lenda que a Dez Tribos Perdidas de Israel são os antepassados dos povos anglo-saxões. 
 
José de Arimatéia & Glastonbury ─ O Evangelho de Kailedy, assim como outras fontes apócrifas que tratam da biografia de Jesus e dos primeiros tempos do Cristianismo depois da crucificação, relata a trajetória de personagens que, nos evangelhos canônicos, são citados apenas de passagem, sem maiores esclarecimentos. Uma dessas figuras é José de Arimatéia: o homem que reclamou o corpo e Cristo junto às autoridades romanas; aquele que providenciou o "sepulcro novo".  
 
No Kailedy, assim como em outros evangelhos marginais, José de Arimatéia não é apenas um simpatizante da nova doutrina, ele é parente de Jesus. Tio de Maria, ele teria fundado a primeira comunidade cristã na Bretanha, precisamente em Glastonbury onde foi construída a primeira igreja do mundo, em 63 d.C.. Escreve James D. Tabor em A Dinastia de Jesus: 
 
Há lendas de que Jesus foi à Índia quando criança para estudar com mestres hindus... Talvez as histórias mais fantásticas sejam as de Jesus viajando quando menino para a Grã-Bretanha com José de Arimatéia. Segundo estas lendas, José, tido como tio de Maria, era um mercador de estanho e fazia viagens de negócios regularmente para a Cornualha. A cidade de Glastonbury, no sudoeste da Inglaterra, na antiga ilha de Avalon... até hoje comemora essa tradição. [TABOR, 2006 ─ p 102].  
 
Depois da morte de Jesus, José de Arimatéia não somente cuidou das formalidades funerárias do Messias mas, também, segundo os apócrifos, migrou para a França em comitiva que incluiu Maria Madalena e o apóstolo Thiago. Mais tarde, José de Arimatéia se estabeleceu na Inglaterra. 
 
Origem da Bíblia de Bronze  
 
A origem do Kolbrin Book pode ser definida em uma palavra: desconhecida. Tudo o que se sabe sobre essa origem são especulações. Todavia, o conteúdo do livro parece ser uma coletânea de outros textos apócrifos judaico-cristãos: Antigo Testamento, Evangelhos e uma curiosa literatura própria do cristianismo primitivo em seus primórdios, na França e nas ilhas Britânicas.  
 
Essa literatura local é especialmente relacionada com a mística da região de Glastonbury e do registro de passagem e presença, de judeus, na Antiguidade; dos primeiros apóstolos Cristãos, em um período pré-romanização ─ entre povos ditos bárbaros: celtas, francos, bretões, anglo-saxões.
 
Desconhecida por centenas de anos, essa Bíblia da Bretanha surgiu do nada nos primeiros anos da década de 1990. Em 1992, depois que um dos últimos Curdians [guardiões do Kolbrin] enviou cópias do livro para duas editoras: a norte-americana YWB - Yow World Books e outra neo-zelandeza.  
 
Em 1995, a primeira edição foi publicada. Na Nova Zelândia, os Novos Curdians* encarregaram-se da edição. Correm rumores, ainda, que outros exemplares antigos do Bronze Bible existem no Líbano, Inglaterra e Vaticano.  
 
O Livro  
 
A Bíblia de Bronze é composta do Kolbrin [Coelbren] propriamente dito e de outra coleção de textos reunidos no chamado Coelbook. São onze livros ou capítulos divididos em duas partes: os primeiros seis livros são os textos egípcios, que teriam sido escritos por sábios judeus-egípcios no período do Êxodo. O cinco livros restantes são textos Celtas ou Evangelho de Kailedy [The gospel of Kailedy], este sim, Kolbrin que, portanto, é uma espécie de Evangelho Bretão.  
 
São os 11 livros:
  • Criação
  • Coleções [Gleanings] 
  • Rolos 
  • Filhos do Fogo 
  • Manuscritos 
  • Moral e Preceitos 
  • Origens 
  • Ramo [Genealogias] 
  • Lucius 
  • Sabedoria 
  • Livro da Bretanha 
Coelbren ─ Coilbook

Considerando como grega a raiz da palavra, que seria, então koîlos, relacionada a caverna, resulta Coelbook = Livro da Caverna. Mas não se pode descartar as grafias Coel e Coil, de etimologia latina, que remete a Cull, coll ─ de colligere ─ significando reunir, juntar coisas escolhidas e, ainda Coil, rolo, cilindro. Coelbook seria então, coletânea de livros no antigo formato: em suporte de rolos. De todo modo a denominação Kolbrin seria derivada de Ceolbren. 

Uma terceira explicação: Colbrin ou Kolbrin seria uma palavra do antigo Nagef, idioma falado no Oriente Média na época do Rei Artur [lendário monarca inglês cuja vida é situada no século VI, anos 500 d.C., KIMBAL] 

O Kolbrin é o único documento judaico-cristão que narra a História da Criação do Homem em sua totalidade, incluindo os seres [inteligentes, antropomorfos] que estavam neste mundo antes do advento de Adão e Eva [como símbolos da Humanidade atual]. Nele, cosmogênese, geo-gênese e antropogênese são conciliados com o atual entendimento científico de evolução humana com o criacionismo associado ao design [engenharia-arquitetura] inteligente.

Os princípios matemáticos encontrados no Kolbrin refletem o antigo interesse do Druidas, pelas estrelas, pela própria matemática e suas conexões com catástrofes globais. Astrofisicamente profético, o Kolbrin fala do retorno de um astro ali denominado Destroyer, corpo celeste trevoso que, no passado, causou um desastre, uma grande convulsão planetária, geológica. Foi previsto que Destroyer voltaria, cumprindo o destino de sua trajetória, de sua órbita cósmica.

O termo Anjos Caídos, no Gênesis do Kolbrin, não se refere a seres espirituais; antes, fala de homens que desposaram mulheres da linhagem de Adão e Eva e procriaram com elas [dando origem a uma raça híbrida].

Esses homens-anjos pré-adâmicos vieram de uma sociedade avançada em termos de ciência e religião. Eram os sobreviventes de uma Humanidade anterior, que escaparam, refugiando-se em cavernas, de um cataclismo global. Chamam a si mesmos de Filhos de Deus. Na lógica mística ou esotérica, a Queda dos Anjos foi causada pelos graves erros cometidos por aquela raça de homens-divinos.


Trechos do Kolbrin

Os estudiosos de documentos históricos têm todos os motivos para desconfiar da antiguidade e originalidade do Kolbrin. Mais especificamente, o Livro é suspeito, principalmente, porque nenhum original manuscrito, nenhum fragmento das folhas de bronze foi exibido até hoje. O texto apareceu, supostamente, em 1992 e as únicas e poucas informações disponíveis parecem ter saído da redação do editor norte-americano.

Ali, o Kolbrin é datado em 3 mil e seiscentos anos, considerando a idade dos capítulos mais antigos, correspondentes ─ na proposta ─ ao Antigo Testamento judaico-cristão. Inusitado no livro, enquanto considerado como escritura sagrada judaica-cristã, são as referências clara: 1. à intervenção de agentes extraterrestres no processo de criação da espécie humana; 2. ao advento de um Apocalipse, um catástrofe planetária resultante de um evento cósmico. A seguir, alguns trechos traduzidos do Kolbrin, do livro da Criação ou Gênese:

Do Livro da Criação ─ Trechos

3. Antes do Princípio somente existia uma única consciência, esse Eterno Um cuja natureza não pode ser explicada em palavras. Era o Espírito do Um Solitário, o Auto-Gerado, que não ser subtraído; que não pode ser dividido, o Desconhecido, o Um Incognoscível, pensado em si mesmo no profundo silêncio fértil [gestando].

4. O Grande ser que permanece [que é] não-Nomeado é o começo e o fim, além do tempo, além do alcance dos mortais e nós, em nossa simplicidade, chamamos a Ele, Deus.

5. Ele, que precede o Todo existente em sua estranha morada de Luz incriada, que permanece sempre, inextinguível; Aquele cuja visão nenhum olhar é capaz de suportar...

8. Ele não pode tolerar o repouso eterno e o potencial não-manifestado é frustração. De dentro da solidão atemporal, surgiu a consciência divina da solidão e com isso emergiu o Desejo de criar...

9. Da mente-Deus um pensamento foi projetado [o Verbo]. Isso gerou a Força que produziu Luz e isso formou uma substância semelhante a uma névoa de poeira invisível. A substância dividiu-se em duas formas de energia e através vazio da Matriz Geradora Universal [no útero universal, as duas forças girando em redemoinhos] emitiram centelhas que vieram a ser a infinita variedade de mentes-Espíritos, cada um regente de seus próprios poderes criativos.

10. A palavra ativante foi proferida. Seus ecos ainda vibram e houve um movimento agitado-agitante que causou instabilidade. Um comando foi emitido e este veio a ser a Lei Eterna [Suprema]. Desde então a atividade foi controlada em um ritmo harmonioso e, assim, a inércia inicial foi superada. A Lei dividiu o caos materializando o Caos de Deus; e assim foram estabelecidos os limites das Esferas Eternas.

11. E o Tempo não mais dormia no âmago de Deus porque agora havia mudança onde antes Tudo tinha sido imutável; e mudança é Tempo. E ainda, agora, no útero de Deus havia calor, excitação, substância e Vida ; e contendo Tudo estava a Palavra; e a Palavra é a Lei.

12. ...O Universo veio a ser como uma condensação do pensamento de Deus enquanto o próprio Deus se ocultava no Ser de sua Criação. Desde estão Deus é O Oculto... E a Criação não explica a Si mesma... Seus segredos têm de permanecer segredos; mistério...

15. O Poder foi adiante e produziu o Sol de face luminosa e o Sol brilhava radiante sobre sua irmã, a Terra; e a Terra estava sob a proteção de seu irmão... E se juntaram as águas sobre a Terra e a o solo apareceu. Mas as águas ainda rolavam sobre a Terra, instáveis; o chão era lama; úmido, escorregadio. E mais uma vez o sol brilhou gentilmente sobre sua irmã e o solo emerso de seu corpo tornou-se firme. E o sol deu a ela vestes de lã e véus do mais fino linho...

16. E da Grande Geratriz [do Grande Útero] tinha [também] saído o Espírito da Vida; e o Espírito da Vida lançou-se no Espaço exuberante e desenfreado. E Ele lançou seu olhar sobre Terra e viu que era bela e sentiu desejo e precipitou-se dos Céus para possuí-la. Ele não chegou gentilmente, como um amante; mas tempestuosamente, como um Destruidor. Sua respiração era um uivo soprando entre os vales; um uivo enfurecido entre as montanhas. Porém, o Espírito da Vida não conseguiu encontrar a morada do Espírito da Terra porque Ela tinha se fechado em si mesma, como uma mulher se retrai diante da força. Não admitia ser ultrajada em submissão. Embora já desejasse o Espírito da Vida... era honrada.

17. O Sol, vendo a perplexidade Dela, lutou com o Espírito da Vida e submeteu-o. Estando [O Espírito da Vida] subjugado e tendo cessado a luta, o Sol entregou-o [o Espírito da Vida] a sua irmã [Terra]. E o Espírito da Vida purificado, apaziguado, em silêncio, desceu sobre as águas da Terra e a Terra foi tocada, e reagiu, e se emocionou. Ovos de lama de Vida potencial formaram-se nos pântanos, nos lugares onde as águas se encontravam a terra.

18. Do pó da terra se fez o homem e a água escura engendrou a mulher; eles se uniram e multiplicaram-se. Os dois unidos produziram o terceiro. A Terra não era mais virgem e o Espírito da Vida, envelhecido, retirou-se. E a Terra vestiu-se com o manto da matrona, da Mãe, da Senhora, o manto do Verde das ervas que cobriam seu corpo.

19. Nas águas desenvolveram-se peixes e outras criaturas, criaturas que se moviam sobre si mesmas e criavam redemoinhos; eram as serpentes, os répteis rastejantes e as bestas de terrível aspecto que existiram no passado. Criaturas enormes e dragões de aparência repugnante cujos ossos gigantescos ainda podem ser encontrados.

20. Então, da potência geratriz da Terra surgiram todas as bestas dos campos e das florestas. E todas as criaturas da Criação tinham sangue em seus corpos; e isso estava terminado. Bestas erravam na terra seca e as criaturas aquáticas nadavam nos mares. Havia pássaros nos céus e vermes nas entranhas do solo.

21. Havia grandes massas de terra, altas montanhas, vastos desertos, abundantes cursos d'água, verdejantes campos férteis. A Terra pulsava com a Energia da Vida.

22. Metais e gemas preciosas ocultavam-se nas rochas. Ouro e prata brotavam do chão. Havia cobre e madeira nobre; havia junco nos pântanos e pedras que serviam a todos os propósitos.

23. Todas as coisas estavam prontas, tudo estava preparado. A Terra esperava o advento do Homem.



CRT:1:3-4-5-8-9-10-11-12-15-16-17-18-19-21-22-23 ─ Trad. L. Cabus In MANNING, Janice. The Kolbrin Bible. Your Own World, Inc.: 2005 ─ In Google Books

Fontes:

─ In [http://www.bibliotecapleyades.net/hercolobus/kolbrin00.htm#INTRODUCTION]
CULDIAN TRUST [http://www.culdiantrust.org/]
KIMBAL, Glenn. The coldrin Bible. In UFO-Digest, 2006. [http://www.ufodigest.com/kolbrin.html]
KOLBRIN BIBLE [http://www.theorderoftime.com/game/wiki/index.php/Main/KolbrinBible]
MANNING, Janice. The Kolbrin Bible. Your Own World, Inc.: 2005 ─ In Google Books
TABOR, James D. A Dinastia de Jesus. [Trad. Ganesha Consultoria]. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.


The Kolbrin Bible pesquisa, traduções, adaptação e texto: Lygia Cabus

http://www.sofadasala.com/pesquisa/thekolbrin01.htm




8 de agosto de 2019

O que aconteceu a Paulo depois de Atos?




De acordo com o livro de Atos, Paulo embarcou em três viagens missionárias. Em seguida, ele foi preso na Palestina por alguns anos, transportado sob guarda por navio para Roma (uma viagem que incluiu um naufrágio em Malta), e passou mais alguns anos sob prisão domiciliar em Roma. Fim da história? Não. É aí que o livro de Atos termina, mas não é o fim da história.

Há várias dicas bíblicas e históricas flutuando para nos permitir reconstruir algo do que aconteceu em seguida.

Como resultado de tal reconstrução, talvez devêssemos começar a falar sobre a quarta jornada missionária de Paulo.

Listamos diversos itens que podem ser considerados como a história posterior de Paulo descrito em Atos. A ordem , entretanto, é um tanto incerta. Mas colocarei os acontecimentos da quarta jornada missionária de Paulo na sequência que julgo mais plausível.

– Paulo apareceu antes para Nero algum tempo durante sua prisão domiciliária em Roma. (Deus tinha prometido a Paulo em uma visão em Atos 27:24 que ele estaria diante de César.)

– Paulo foi libertado por Nero. (Você vê Paulo esperando ser liberado em Filemom 22 e talvez em Filipenses 1:19-26, o historiador da igreja primitiva Eusébio escrevendo sobre 325 d.c. apoiou isto com sua afirmação de que o martírio de Paulo não foi durante o período descrito no livro de Atos , Ver HE 2.22.6).

– Paulo tinha planejado visitar Filemom ( Filemom 22 ). Mas como Colossos estava na direção oposta da Espanha, e como temos motivos para crer que Paulo viajou para a Espanha logo após Roma, é provável que Paulo decidiu renunciar à visita a Filemon até que ele terminasse sua missão na Espanha.

– Então, Paulo viajou para a Espanha. Tal viagem de ministério tinha sido parte de seu plano original de volta quando ele escreveu Romanos cinco ou mais anos antes ( Romanos 15: 22-29 ). Clemente, escrevendo por volta de 95 dC em Roma, nos diz que depois que Paulo “pregou no Oriente e no Ocidente, ganhou a glória genuína por sua fé, tendo ensinado a justiça ao mundo inteiro e alcançado os limites mais distantes do Ocidente ” (Ver 1 Clement 5.5-7).

– Os “limites mais distantes do Ocidente”, na mente de um romano, podiam ocasionalmente se referir à Gália ou à Grã-Bretanha, mas geralmente significavam a Espanha.

– Um líder da igreja em Roma, escrevendo apenas 30 anos após o martírio de Paulo em Roma , poderia ter cometido um erro histórico ao afirmar que Paulo viajou para a Espanha? É muito melhor o ponto de vista historiográfico assumir que Paulo, de fato, viajou para a Espanha e ministrou lá. (Compare também os Atos de Pedro e do Fragmento Muratoriano, ambos possivelmente compostos até o final do século II, e ambos afirmam também uma viagem a Espanha por Paulo).

– Não podemos saber com certeza, mas com base nos planos anteriores de Paulo ( Romanos 15: 22-29 ), bem como por causa da distância da Espanha de Roma (4-10 dias por navio), Paulo provavelmente ficou algum tempo na Espanha pregando e ensinando.

– Talvez em seu retorno da Espanha, Paulo navegou à ilha de Crete onde esteve ao lado de Tito. Quando Paulo partiu de Creta, deixou Tito para nomear anciãos nas cidades que tinham comunidades crentes, algumas das quais provavelmente foram plantadas por Paulo e Tito ( Tito 1: 5 ).

– A ordem dos eventos depois disso fica cada vez mais difícil. Talvez depois de Creta, Paulo viajou para Éfeso, onde Timóteo estava servindo. Durante o tempo de Paulo em Éfeso, ocorreram os seguintes eventos:
1) Paulo encontrou uma forte oposição de alguém chamado Alexandre, o caldeirão ( 2 Tim 4,14);
2) Enfrentou uma queda em larga escala dos crentes na Ásia, incluindo Phygelus e Hermógenes ( 2 Timóteo 1:15 );
3) Recebeu ajuda e encorajamento de Onesíforo ( 2 Timóteo 1:18 );
4) Ele exortou Timóteo a permanecer em Éfeso para corrigir a falsa doutrina ( 1 Timóteo 1: 3 ).
– Pode ser que Paulo também tenha cumprido sua intenção de visitar Filêmon em Colossos ( Filemom 22 ). Sobre este último ponto, não há maneira de saber.

Depois disso, tudo pode ter acontecido em uma sucessão relativamente rápida sem permanecer em qualquer lugar por um tempo longo.

– Paulo deixou Éfeso com a intenção de viajar para a Macedônia ( 1 Timóteo 1: 3 ). Mas antes de Paulo viajar para a Macedônia, ele queria visitar Mileto por algum motivo, e assim ele (andou? navio?) ao sul com Trofimus para o porto vizinho de Mileto.

– Trófimo, infelizmente, ficou muito doente para viajar mais longe ( 2 Timóteo 4:20 – ao tempo em que escreveu estas palavras, Paulo aparentemente ainda não sabia o que se tornara de Trófimo). Paulo deixou Trofímo para trás em Mileto quando reservou passagem (suponho que ele viajou por mar) em um navio indo para o norte em direção à Macedônia.

– O navio teria parado em Trôade, então Paulo deixou algumas coisas lá com Carpo, incluindo seu manto e livros ( 2 Timóteo 4:13 ). Desde que Paulo deixou seu manto, podemos inferir que era verão ou próximo do verão.

– Não sabemos quase nada sobre seu tempo na Macedônia, mas, como com sua visita anterior lá no final de sua terceira viagem missionária, ele provavelmente trabalhou, ministrando e visitando com os crentes em lugares como Filipos, Tessalônica e Berea , e eventualmente fez o seu caminho até Corinto.

– Em algum lugar ao longo da viagem na Macedônia ou na Acaia, ele começou a planejar seus meses de inverno na cidade mais quente de Nicópolis, na costa oeste da Acaia ( Tito 3:12 ).

– Paulo escreveu uma carta a Tito ( Tito 3:12 ), e talvez sua primeira carta a Timóteo, enquanto fazia planos para o inverno em Nicópolis.

– Corinto teria sido o lugar ideal para enviar uma carta a Creta (Tito) e uma carta a Éfeso (1 Timóteo), então é provável que essas cartas foram enviadas de Corinto. Paulo enviou Artemas ou Tíquico para aliviar Tito em Creta, uma ação que Paulo esperava que fizesse um caminho para Tito se juntar a ele durante os meses de inverno em Nicópolis ( Tito 3:12 ).

– Paulo deixou Erasto em Corinto ( 2 Timóteo 4:20 , Erasto era de qualquer maneira de Corinto, ver Romanos 16:23 ) e dirigiu-se ao norte e oeste em direção a Nicópolis, onde esperava que Tito se unisse a ele.

– Agora, nós realmente não temos ideia de onde Paulo foi preso. Se a ordem dos acontecimentos depois de Creta for movida no cronograma acima (e mesmo a colocação de Creta na linha do tempo não é certa), Paulo poderia ter sido preso em qualquer um dos seguintes lugares: Éfeso, Troas, uma das cidades da Macedônia , Ou Nicopolis.

– Minha sugestão é Nicopolis, uma vez que vem no final de todas as outras peças de informação que eu tentei juntar.

– Se ele foi, de fato, preso logo depois que chegou a Nicopolis como o inverno estava se instalando, isso explicaria como Paulo se encontrou na prisão no inverno em Roma ( 2 Timóteo 4:13, 21 ).

Assim termina a quarta viagem missionária de Paulo. Incluído na viagem é uma missão a Espanha, ministério na ilha de Creta, ministério em Éfeso, pára em Mileto, Troas, várias cidades na Macedônia, Corinto e, provavelmente, Nicópolis.

– Depois da prisão de Paulo, ele foi levado para Roma e aprisionado, não em uma casa como durante sua internação anterior, mas provavelmente na prisão mamisterina notória e fria ( 2 Timóteo 4:13, 21 ) na época em que Nero começou a desencadear um horrível onda de perseguição contra os cristãos em Roma.

– Durante seu tempo na prisão, Paulo foi visitado por Onesíforo ( 2 Timóteo 1: 16-17 ), abandonado por muitos cristãos quando ele enfrentou julgamento ( 2 Timóteo 4:16 ), deserta por Demas ( 2 Timóteo 4:10 ), mas ainda de alguma maneira encontrou uma maneira de escrever uma segunda carta a Timóteo (2 Timóteo). Paulo foi ajudado pelo médico Lucas, que procurou atender as suas necessidades ( 2 Timóteo 4:11 ).

Acredita-se que Paulo tenha sido decapitado – em vez de ser atirado para os animais selvagens ou morto de alguma outra forma desumana – porque ele era um cidadão romano.

Esta reconstrução assume a autoria paulina e a precisão das Cartas Pastorais: 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito.
 

Para obter mais informações, visite o Good Book Blog , um blog de professores do seminário da Talbot School of Theology.

Autor: By Kenneth Berding

Fonte: Bible Study Tools

https://bibliacomentada.com.br/index.php/o-que-aconteceu-paulo-depois-de-atos
 
 

5 de agosto de 2019

A BOA TRADUÇÃO MERECE EXPLICAÇÃO: A MORTE DOS SANTOS


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AS MUITAS VERSÕES

No conhecido versículo do Salmo 116:15 as mais diversas versões em português trazem textos bastante diferentes. As versões variam. Por isso, muitos leitores acabam ficando cheios de dúvidas sobre qual tradução é a correta. Se abrirmos as versões bíblicas mais conhecidas, evangélicas e católicas, encontraremos o seguinte:
  • Preciosa é à vista do SENHOR a morte de seus santos. (Almeida Corrigida)
  • Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte de seus santos. (Almeida Atualizada)
  • É custosa aos olhos de Iahweh a morte dos seus fiéis. (Bíblia Jerusalém)
  • É preciosa aos olhos do Senhor a morte de seus fiéis. (CNBB)
  • O Senhor Deus sente pesar quando vê morrerem os que são fiéis a ele. (NTLH)
  • O Deus Eterno fica muito triste quando morre alguém do seu povo. (BLH)
  • O SENHOR vê com pesar a morte de seus fiéis (Nova Versão Internacional)
A dificuldade prática para muitos cristãos é que esse versículo tem sido tradicionalmente utilizado em contextos fúnebres para consolar pessoas enlutadas. O fato é que, muitas vezes, o texto é interpretado como se estivesse falando de uma espécie de “recepção divina ao salvo que passa para a vida eterna”. Será que isso está correto?

O CONTEXTO DO SALMO 116

O contexto do salmo é facilmente identificável. O texto fala de um homem a quem Deus livrou da morte. Agradecido, ele vai ao templo e cumpre a promessa feita ao SENHOR. Esse salmo de gratidão relata a luta do salmista com a morte (1-4), declara a bondade e a misericórdia do SENHOR (5-7), comprovada pela forma como ele escapou da morte (8-11). Muito feliz, o salmista oferece o sacrifício prometido (12-14) e expressa sua dedicação a Deus, convocando o povo ao louvor do SENHOR (15-19). Para entender o versículo 15 precisamos entender que seu texto deve ser interpretado à luz desse contexto, especialmente do que vemos nos versículos 2-3 e 8-9, isto é, o livramento da morte.

A RAZÃO DAS DIFERENTES TRADUÇÕES

Uma rápida observação nas diferentes versões revelará que elas estão divididas em dois grupos. As versões tradicionais de Almeida e as principais versões católicas são muito semelhantes. A diferença é que nas versões católicas o termo hebraico qadôsh foi traduzido por “fiel” e não por “santo”, para evitar a possível confusão do leitor. Não há dúvida de que a palavra se refere ao indivíduo do povo de Deus que está em aliança com ele. Já as versões evangélicas contemporâneas, como a NVI, a Bíblia na Linguagem de Hoje e sua versão revisada, a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, trazem outra tradução.

O foco do problema de tradução está na palavra hebraica yaqar, cujo significado literal é “ser pesado”, tendo adquirido o sentido de “precioso, caro”. A palavra é usada para se referir a pedras preciosas (Sl 36:7). A pergunta que precisa ser feita é qual é o significado do termo no Salmo 116:15. A morte dos santos, ou fiéis, é preciosa para Deus? Em que sentido? O que o texto de fato está ensinando?

Quem lê o texto conforme as versões mais antigas, pode chegar a duas possibilidades:
  1. Que o SENHOR gosta da morte dos seus santos. A morte é algo precioso, caro, desejável. Seria esse o sentido do texto? É claro que não, pois isso não faz sentido, e dá ideia de um Deus que parece ter prazer no sofrimento humano.
  2. Que o SENHOR está presente e cuida do seu fiel, na hora da morte. Essa é a interpretação mais comum. No entanto, essa maneira de entender não tem muita relação com a palavra “preciosa”. A versão popular é mais intuitiva do que exegética.
Devemos concluir que apesar de muito comuns essas abordagens não refletem o significado do versículo no seu contexto original.

A outra alternativa, das versões contemporâneas, principalmente da NVI e da NTLH, é o “SENHOR vê com pesar a morte de seus fiéis”. Como se chega a tal tradução? Por que um texto tão diferente? Aqui a palavra yaqar é vista no seu sentido de “algo de alto custo”, isto é, “precioso”. Isso significa que para Deus a morte de um fiel é algo que custa muito. A tradução de Toombs por exemplo capta bem a ideia: “O SENHOR não é indiferente ao fato de seus fiéis serem ou não mortos”. Numa tradução bem contemporânea poderíamos dizer que para o SENHOR a morte de seus fiéis “não passa em branco”. A morte de alguém que é fiel ao SENHOR recebe a atenção de Deus assim como uma pedra preciosa atrai o olhar de alguém. Portanto, apesar da opção estilística “vê com pesar” não ser perfeita, a ideia fundamental corresponde ao sentido do original. Na verdade, essa opção de tradução está correta, e há duas razões para isso:
  1. Contextual. O contexto do salmo revela a gratidão de um adorador que foi salvo da morte, e não de alguém que passou para a eternidade. O autor fala da morte com enfoque negativo. Não é uma experiência desejável nem pelo autor nem por Deus.
  2. Teológica. Muitas pessoas entendem o texto bíblico de maneira incorreta, lendo o Antigo Testamento como se fosse o Novo Testamento. A verdade é que o Antigo Testamento discute muito pouco a vida depois da morte. Aquilo que conhecemos como escatologia individual só é plenamente desenvolvida no Novo Testamento. Portanto, é muito improvável que um salmo esteja falando do pós-morte, pois o enfoque dos salmos e do Antigo Testamento em geral é a vida na terra.
Apesar de muito conhecida, a versão tradicional do Salmo 116:15 não reflete o sentido do texto original. As versões contemporâneas estão corretas. Portanto, é de extrema importância entendermos corretamente o texto bíblico para aplicarmos corretamente à nossa vida.


Luiz Sayão