Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

18 de junho de 2018

Salomão nas Redes Sociais

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Há muitas pessoas que duvidam e minimizam a relevância do Antigo Testamento para os nossos tempos. Essas pessoas provavelmente nunca separaram um tempo para ler o livro de Provérbios. Eu leio Provérbios quase todo dia e fico continuamente maravilhado com tamanha relevância desse livro. Parece que a sabedoria é atemporal. As lições que Davi ensinou a Salomão falam a mim e a meus filhos tanto quanto falaram a homens e mulheres do Israel antigo. A sabedoria de Deus dada a Salomão continua a ressoar alto e claro em meu coração.

Se Salomão fosse vivo hoje e perguntássemos a ele como devemos nos relacionar com os outros neste mundo digital, se perguntássemos a ele como podemos honrar a Deus usando as redes sociais disponíveis a nós hoje, aqui está como ele provavelmente responderia.

Conte até dez antes de postar e compartilhar. “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Provérbios 29.20). Quantas discussões poderiam ser evitadas e quantos relacionamentos seriam salvos se as pessoas fossem apenas um pouco menos precipitadas em suas palavras? Antes de postar um artigo ou de comentar um status do Facebook, é sempre (sempre!) uma boa ideia reler o que você escreveu e considerar se suas palavras expressam fielmente seus sentimentos, e se expressar tais sentimentos é necessário e edificante. E, aproveitando que estou neste assunto, uma revisão ortográfica também não machuca.

Deixe o insensato em sua insensatez. “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele” (26.4). Há momentos em que é melhor deixar um insensato em seu canto que tentar mudá-lo. Algumas vezes é melhor apenas deixá-lo sozinho do que providenciar mais munição para ele. Isso significa que pode ser melhor ignorar o tolo, deixar uma repreensão sem resposta, do que atormentá-lo e sofrer sua ira.

Exponha a insensatez. “Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos” (26.5). Aqui está a inegável prova de que a Bíblia se contradiz! Estamos respondendo a um insensato de acordo com sua insensatez, ou não? Evidentemente, essa “contradição” é deliberada e está na Bíblia para mostrar que não há uma lei absoluta nesta situação. Há momentos em que a insensatez deve ser exposta, ou se o insensato é alguém que você acredita estar honestamente buscando sabedoria, ou se sua insensatez prejudicará outros. Se um insensato está impactando outros, afundando-os em sua insensatez, ele deve ser exposto em favor da saúde da igreja.

Saiba quando parar. “Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize, quer se ria, não haverá fim” (29.9). Há momentos em que você precisa parar em vez de sustentar um argumento. O insensato não tem real intenção de aprender ou de ser sábio. Pelo contrário, eles apenas buscam oportunidades de proclamar ruidosamente as tolices. Pare e então você ficará em paz. Desligue o computador, desconecte-se – faça o que você precisa fazer.

Tenha cuidado com o que você lê. “Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato” (26.8). Tenha cuidado com as palavras que você lê e com a sabedoria em que você confia. Os insensatos podem parecer sábios, mas eles ainda guiarão os outros pelo mau caminho. Se você honra um insensato lendo e absorvendo suas palavras, está sendo como uma pessoa insensata que amarra a pedra na atiradeira, tornando a atiradeira inútil e ficando sem defesa.

Evite os fofoqueiros. “As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre” (26.22). Há muito sites, blogs e perfis de Twitter e Facebook dedicados quase que inteiramente a fofocas, a compartilhar o que é desonroso  em vez de compartilhar o que é nobre. Evite essas pessoas e suas fofocas.

Seja humilde. “Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios” (27.2). “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (29.23). Deixe que os outros te elogiem. Se você nunca recebeu elogios de ninguém, especialmente daqueles que são sábios, pode ser um bom momento para examinar seu coração e examinar se você está andando nos caminhos da sabedoria. Aqueles que são modestos e de espírito humilde receberão honra, enquanto o arrogante será humilhado.

Cuide da sua própria vida. “Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa” (26.17). Se você já pegou um cão pelas orelhas, você sabe que isso trará problemas. Pegar um cão desconhecido pelas orelhas trará ainda mais problemas. Fique longe de brigas de outras pessoas em vez de entrar nelas como se fossem suas. Pode haver momentos de entrar em uma disputa teológica ou de tentar mediar uma discordância na blogosfera, mas a sabedoria lhe diria para cuidar da sua própria vida.

Não seja um perturbador. “Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele” (26.17). Aqueles que existem apenas para trazer problemas aos outros pagarão um preço. E, infelizmente, na Internet há muitos deles. Não seja um!

Examine por que você escreve. “Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa” (25.24). O provérbio fala de uma esposa briguenta, mas poderia ser facilmente aplicado a qualquer pessoa. Se você está escrevendo meramente para ser briguento ou porque você curte um argumento, talvez seja melhor encontrar outra coisa para fazer. “Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas” (26.21). Não seja o tipo de pessoa que atiça contendas por diversão própria.

Tome cuidado com o que você ensina. “O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem” (28.10). Aqueles que escolhem ensinar outros aceitam uma séria responsabilidade; se eles levam os outros para o mau caminho, eles devem esperar que haverá consequências. Cuidado com o que você ensina, com o que você compartilha, que crenças você expressa. Lembre-se que suas palavras são públicas e que elas podem continuar acessíveis para sempre.

Caminhe com o Senhor. “O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo” (28.26). E aqui está a chave para todas as outras coisas. Confie no Senhor mais do que em você mesmo. Caminhe com o Senhor e nos caminhos de sua sabedoria ensinados nas páginas da Bíblia. Seja um homem sábio ou uma mulher sábia na Palavra, e não um tolo que confia em sua própria sabedoria (ou na falta dela). Proteja-se com maturidade espiritual, com a verdadeira sabedoria, antes de aventurar-se no mundo das redes sociais.


Autor: Tim Challies
Fonte: Tim Challies
Tradução: Carla Ventura

http://reformados21.com.br/2018/06/07/salomao-nas-redes-sociais

17 de junho de 2018

“O que REALMENTE significa ter ansiedade”- o texto mais extraordinário que já li sobre o tema



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Este texto foi originalmente publicado no site Thought Catalog, por Kirsten Corley, e é, de longe, o texto mais simples, direto e esclarecedor que já li sobre o tema. A ansiedade, mal do século, doença que tem feito, ao longo dos anos, uma multidão de mentes cativas, é um mal a não ser desprezado, subestimado ou ignorado. É hora de encará-lo de frente. Você está pronto?

O que realmente significa ter ansiedade


Vai além de simplesmente se preocupar. Ansiedade significa noites em claro, conforme você suspira e vira de um lado para o outro. É o seu cérebro nunca sendo capaz de desligar. É a confusão de pensamentos que você pensa antes da hora de dormir e todos os seus piores medos se tornam realidade em sonhos e pesadelos.

É acordar cansada mesmo que o dia só tenha começado.

Ansiedade é aprender como funcionar em privação de sono porque você só conseguiu fechar os olhos às duas da manhã.

É toda mensagem que você pensa ‘como fazer isso da forma correta?’. É duas ou três mensagens que você manda caso tenha feito algo errado. Ansiedade é responder mensagens de forma embaraçosamente rápida.

Ansiedade é o tempo que você gasta esperando uma resposta enquanto um cenário se monta na sua cabeça, questionando o que a outra pessoa está pensando ou se ela está brava.

Ansiedade é a mensagem não respondida que te mata por dentro, mesmo que você diga a si mesma ‘talvez ele esteja ocupado ou irá responder depois’.

Ansiedade é a voz crítica que diz ‘talvez ele esteja só te ignorando mesmo’. É você acreditar em cada cenário negativo que você cria.

Ansiedade é esperar. Parece que você está sempre esperando.

É o conjunto de conclusões inexatas que sua mente cria, e você não tem outra escolha a não ser aceita-las.

Ansiedade é se desculpar por coisas que nem precisam ser desculpadas.

Ansiedade é duvidar de si mesma e falta de autoconfiança.

Ansiedade é ser superatenta sobre tudo e todos. Você consegue dizer se alguém mudou de humor apenas pelo tom de voz da pessoa.

Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles começarem. Ela te diz ‘você está enganada; ele não gosta de você e vai te deixar’. E você acredita.

Ansiedade é um estado constante de preocupação, pânico e viver no limite. É viver com medos irracionais.

É pensar demais, é se importar demais. Porque a raiz das pessoas ansiosas é se importar.

É ter mãos suadas e coração acelerado. Mas por fora, ninguém percebe. Você aparenta estar calma e sorridente, mas por dentro é o contrário.

Ansiedade é a arte da decepção por parte de pessoas que não te conhecem. E das pessoas que te conhecem, é ouvir constantemente ‘não se preocupe’, ‘você está pensando demais’, ‘relaxe’. É sobre seus amigos ouvirem suas conclusões e não entenderem como você chegou nelas.

Ansiedade é querer consertar algo que nem problema é.

É o amontoado de perguntas que te fazem duvidar de si mesma. É voltar atrás para checar novamente.

Ansiedade é o desconforto de uma festa por pensar que todo mundo está te observando e você não é bem-vinda lá.

Ansiedade é tentar compensar e agradar demais outras pessoas.

Ansiedade é estar sempre no horário porque o pensamento de chegar atrasada te deixa em pânico.

Ansiedade é o medo de fracassar e a busca incansável por perfeição. E então se punir quando você falha.

É sempre precisar de um roteiro e de um plano.

Ansiedade é a voz dentro da sua cabeça que diz ‘você vai falhar’.

É tentar suprir as expectativas dos outros mesmo que isso esteja te matando. Ansiedade é aceitar mais do que você consegue lidar para que você se distraia e não pense demais em outros assuntos.

Ansiedade é procrastinar, porque você está paralisada pelo medo de fracassar.

É o gatilho que te faz ter um ataque de pânico.

É estar quebrada na sua privacidade e chorar de preocupação quando ninguém mais está vendo.

É aquela voz crítica dizendo ‘você estragou tudo’ ou ‘você deveria mesmo se sentir um lixo agora’.

Mas mais que qualquer coisa, ansiedade é se importar. É nunca querer machucar alguém. É nunca querer fazer algo errado. Mais que tudo, é o desejo de simplesmente ser aceita e querida. Então você acaba tentando demais às vezes.

E quando você encontra amigos que entendem isso, eles te ajudam a superar juntos. Você percebe que essa pode ser uma batalha que você enfrente todos os dias, mas é uma que não precisa ser enfrentada sozinha.

https://www.revistapazes.com/o-que-realmente-significa-ter-ansiedade/


13 de junho de 2018

Nova Bênção – Também em Tempos de Crise?


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Dieter Steiger



Inicialmente gostaria de lembrar das condições lamentáveis, da trágica situação política, econômica, social e religiosa no quinto maior país do mundo. Há pessoas decepcionadas em relação às igrejas e aos cristãos: “Estou um pouco desacreditado no homem que tem o título de pastor. Sim, creio em Deus e naquilo que Deus pode fazer na nossa vida e por nós, só creio nele. Hoje tudo gira em torno das mensagens bíblicas, o homem manipula financeiramente ao seu favor. Deus tenha misericórdia deles” (mensagem recebida por e-mail).

A partir das diversas experiências do povo de Israel, no Antigo Testamento, podemos hoje aprender a como viver em tempos de crise e mesmo assim ser abençoado pelo Senhor, assim como também a transmitir essa bênção aos outros.

Eram inesquecíveis dias de comemorações em Jerusalém. Após sete anos de construção, o templo havia ficado pronto. A vistosa obra brilhava ao Sol. O rei Salomão havia falado ao povo ali reunido. As pessoas haviam vindo de todos os lugares da terra, de todas as tribos de Israel. Depois disso, o rei se separou do povo e dirigiu-se ao templo, à presença de Deus, para apresentar todas as suas petições numa longa oração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó e de seu pai Davi (veja 1Rs 8.22-53). Foi um ponto absolutamente alto na história do povo de Deus. Quando os sacerdotes colocaram a Arca da Aliança e os objetos sagrados no templo, a glória do Senhor (Shekinah) encheu o templo de maneira que os sacerdotes não conseguiam desempenhar seu serviço (1Rs 8.11).

Chegou a noite, e Salomão estava sozinho no palácio real quando ouviu a voz de Deus: “Ouvi sua oração e escolhi este lugar para mim, como um templo para sacrifícios” (2Cr 7.12). Entendemos que o templo era o lugar em que Deus desejava ter um encontro com o seu povo – o Deus santo com o homem pecador. Por isso ele falou a Salomão do templo para sacrifícios, porque todos os sacrifícios, cada um deles no AT, deveriam apontar para o sacrifício maior de seu Filho Jesus Cristo para a nossa reconciliação! Mais adiante Deus fala em tempos maus e difíceis: “Se eu fechar o céu para que não chova...” – podemos imaginar as consequências que um longo período de estiagem causa para um povo dependente da agricultura – “... ou mandar que os gafanhotos devorem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga...” (2Cr 7.13). Observem que o próprio Deus seria o responsável por todos esses juízos que seriam ordenados por ele para o seu povo. Qual seria a finalidade disso, para quê esses baques doloridos, por que esses prejuízos e infortúnios?

É evidente que Deus também dá uma resposta alentadora ao profundamente assustado Salomão, quando diz: “... se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2Cr 7.14). A Bíblia Anotada traz o seguinte comentário sobre isso: “Este versículo bastante conhecido expressa as condições divinas para receber sua bênção: humildade, oração, devoção e arrependimento”. Deus quer muito abençoar o seu povo. No entanto, o como e de que maneira é determinado por ele, e não por nós! Todavia, analisemos esse conhecido versículo detalhadamente:

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Deus aqui fala claramente: se o meu povo. Naquela época Israel e hoje a Igreja de Jesus, formada por judeus e gentios, são sua propriedade, comprada pelo alto preço do sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz por todos nós. Ninguém pertence a ele automaticamente, talvez por ser filho de pais que são ou foram crentes, ou porque cumpriu certos ritos, como batismo infantil, confirmação, casamento cristão, etc., ou porque participa ativamente em várias atividades em sua igreja, porque contribui financeiramente ou porque, às vezes, lê a Bíblia ou ora antes da refeição... Sem dúvida, tudo isso diz respeito à vida de Salomão, e muito mais. Quando ainda era rei jovem, ele teve um início muito bom enquanto seguia os passos de seu pai Davi. Deus aprovou o seu pedido e o abençoou além das medidas, de modo que nenhum rei se igualou a ele naquela época. Ele superou a todos e a rainha de Sabá exclamou profundamente impressionada: “Tudo o que ouvi em meu país acerca de tuas realizações e de tua sabedoria é verdade. Mas eu não acreditava no que diziam, até ver com os meus próprios olhos. Na realidade, não me contaram nem a metade; tu ultrapassas em muito o que ouvi, tanto em sabedoria como em riqueza” (1Rs 10.6-7). “Não me contaram a metade”, essa exclamação encontramos novamente em uma canção: Salomão tinha tanta prata que ela nem era mais pesada e contabilizada (veja 1Rs 10.21)! Apesar disso, o Senhor Jesus se expressou, em relação a Salomão: “A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui o que é maior do que Salomão” (Mt 12.42). Jesus é infinitamente maior do que Salomão!

Infelizmente, a vida de Salomão não terminou como a do seu pai Davi, nem como a do apóstolo Paulo. Dele não foram registradas “últimas palavras” como as de Davi (2Sm 23.1-7) ou uma confissão triunfal como a em 2Timóteo 4.7-8: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. De que “dia” o apóstolo Paulo fala aqui? Não fala de um dia de 24 horas, mas do “Dia” do Senhor Jesus Cristo, no qual buscará sua Igreja para si por meio do arrebatamento e em cuja sequência haverá o julgamento dos galardões diante do “tribunal de Cristo” (2Co 5.10)! Sem dúvida, ele deseja que todos os seus redimidos sejam vitoriosos e recebam uma coroa!
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Que incentivo para nós justamente nessa época de crise, de tempos difíceis, com tentações e sofrimentos, com decepções e derrotas, mesmo assim podermos manter diante de nós essas virtudes: “humildade, oração, devoção e arrependimento”. Ninguém é humilde por natureza, pois todos nós somos orgulhosos desde o nascimento. O orgulho foi o pecado de Satanás, como lemos: “Você, que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo’” (Is 14.13-14). Foi esse veneno do coração orgulhoso que nós trouxemos junto para o mundo. Por isso, “humildade” ou “ser humilde” significa concordar com aquilo que o espelho da Palavra de Deus me mostra: um coração rebelde e um ser orgulhoso. Quando nos convertemos ao Senhor Jesus, certamente reconhecemos alguns pecados, erros e culpa diante de pessoas e de Deus. Quanto mais seguimos o Mestre, mais reconhecemos a exemplo de Paulo: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo” (Rm 7.18). Os reformadores reconheceram isso profundamente. Nesse ano (2017) completam-se 500 anos desde que Martinho Lutero publicou suas 95 teses na igreja de Wittenberg. Juntamente com Ulrico Zuínglio e João Calvino ele proclamava: salvação somente por meio de Jesus Cristo!

Humildade não significa manter uma postura serviçal, uma atitude religiosa ou algo que nós mesmos pudéssemos apresentar, pois é o Espírito Santo que pode e quer promover isso em nós. Somos artistas natos e entendemos muito bem da arte de nos colocarmos sob os holofotes e de zelar pela nossa imagem. Somos desafiados a renunciar a toda hipocrisia e artificialismo cristão, pois “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (1Pe 5.5). Devemos confessar nossas falhas diante do Senhor, abandonar todo o orgulho e altivez, toda inveja e ciúmes, também todos os falatórios e julgamentos, toda dúvida e descrença e tudo que nos detém ou atrapalha de seguirmos a nosso Senhor de todo o coração, para que possamos produzir frutos que permanecem eternamente! Sim, devemos orar como Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende e dirige-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24).

A segunda condição para sermos abençoados por Deus é a oração! Quem não ora demonstra com isso: eu consigo fazer tudo sozinho, eu não necessito de Deus. Filhos de Deus que oram pouco recebem poucas bênçãos. Nosso fundador e, por longos anos, diretor, Wim Malgo (1922-1992), foi uma pessoa que orou muito em sua vida e em seu ministério. Sem dúvida, foi o segredo da bênção para a Obra. Ele também escreveu dois livros sobre o tema: Chamado a Orar e Oração e Despertamento. Ao término de alguma reunião importante, ele dizia: “Vamos orar, ainda!”, e se ajoelhava espontaneamente. Gostaria ainda de acrescentar uma citação de um livro, de Nicola Vollkommer, Leben am reich gedeckten Tisch (Vivendo diante da mesa farta):
Não existe nada mais importante para um cristão e para uma comunidade cristã do que a oração [...]. Como acontece em muitas áreas da vida, a parte mais importante é aquela que não se vê e com a qual não se consegue impressionar os outros. A preparação de Josué para uma das mais legendárias campanhas militares da história mundial – a entrada do povo de Israel na Terra Prometida – não aconteceu nos campos de treinamento de uma academia militar, mas no tabernáculo, onde permaneceu durante horas na presença de Deus, como “guardião na tenda” (Êx 33.11) [...]. O fator decisivo foi que ele investiu tempo para estar na presença de Deus. A oração mais célebre da Bíblia, logo de início, nos lembra que Deus é nosso Pai: “Pai nosso, que estás nos céus!”. Segue então a adoração: “Santificado seja o teu nome” (Mt 6.9). Para aquele que ora seriamente, o Pai é o ponto de partida para toda conversa com Deus. A sua glória é o que conta. Primeiramente o seu nome deve ser engrandecido nesta terra. Somente depois disso é que são apresentados os pedidos que um filho de Deus pode e deve trazer, a qualquer hora, diante do trono da graça: os pedidos de perdão, proteção e das providências diárias (Mt 6.11-13). A maioria das traduções da oração do Pai Nosso, antes do “Amém”, encerra lembrando ao intercessor sobre o Reino de Deus e a sua glória, enfatizando aquilo que deve ser o ponto central.
Você sente falta de bênçãos em sua vida, em sua família ou igreja? Leia o que Tiago, o irmão de Jesus, escreveu a respeito: “... Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tg 4.2-3). Ao orarmos, deveríamos constantemente nos perguntar: qual é a minha motivação? Procuro apenas pelo meu bem-estar ou busco glorificar a Deus? Eu me reúno com outros para orar por novas bênçãos? Apoiem-se na promessa: “Também digo que, se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso será feito a vocês por meu Pai que está nos céus” (Mt 18.19). Estejamos atentos para que haja unidade em nossas reuniões de oração, isto é, dizer nosso “Amém” de todo o coração para a oração de nosso irmão ou irmã! Não devemos tolerar a permanência em nosso coração de qualquer coisa que possa atrapalhar essa unidade. Lembremo-nos constantemente da passagem de 2Coríntios 13.14: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês”.

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Devoção e arrependimento – vamos comentar sobre esses dois conceitos conjuntamente, porque um depende do outro. Mesmo sabendo que a nossa fé necessita de nutrição diária, com frequência nos descuidamos do alimento espiritual, de ler e ouvir a Palavra de Deus! Isso se estende como um fio escarlate através de toda a Bíblia, iniciando em Gênesis e alcançando o Apocalipse: Deus fala e o homem ouve!

Acaso ainda nos recordamos de como inicialmente tínhamos fome pela Palavra de Deus, quando o Senhor Jesus, por meio do Espírito Santo, tomou conta de nossa vida? Nada nos bastava, líamos mais e mais, além disso, aproveitávamos cada oportunidade para ouvir mais sobre o conteúdo da Bíblia em cultos, estudos bíblicos, conferências, etc. O arrependimento faz parte do verdadeiro “ouvir”, isto é, concordando com Deus que o pecado ainda está presente em minha vida e que sou incapaz, por mim mesmo, de levar uma nova vida. Somente mediante verdadeira e sincera conversão e dedicação, na qual eu reconheço minha absoluta fraqueza, dou oportunidade para que o Espírito Santo me transforme na imagem de Jesus Cristo e assim se modifica o meu modo de pensar e de agir, como lemos em João 16.14 sobre a ação do Espírito Santo: “Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês”.
Deus promete sua presença ao lado de Josué, mas imediatamente o orienta para sua Palavra divina. Com isso se expressa uma confissão importante: o povo de Deus é fiel à sua missão e determinação na medida em que tiver em seu meio a Palavra de seu Senhor, e nada mais. Somente o fará na medida em que não se orientar por nada além da bússola da Palavra de Deus. Há somente uma autoridade válida para o povo de Deus: a Palavra! [...] Quanto mais firme o povo de Deus se mantiver à Palavra do seu Senhor, com mais certeza poderá seguir seu caminho. Somente se ele utilizar sua Palavra como a única arma, o povo poderá estar seguro da presença de seu senhor ao seu lado. (T. Sorg)
Devoção e arrependimento garantem a presença poderosa e operante de Deus em nossa vida pessoal, bem como na nossa igreja! Que Deus nos conceda sua graça para que, diariamente, tenhamos essa mentalidade e atitude! Sem dúvida, ele deseja nos dar bênçãos completamente novas! 


Dieter Steiger
https://www.chamada.com.br/mensagens/nova_bencao.html



12 de junho de 2018

Os Cristãos Invisíveis da Coreia do Norte





Se você acha que os ditadores da Coreia do Norte são ruins para o mundo, imagine o que é ser um cristão neste lugar.

Coreias Diferentes

Quem sabe alguma coisa sobre missões mundiais e a igreja global conhece os cristãos da Coreia do Sul. De acordo com o guia de oração da Operação Mundo: “Da primeira igreja protestante plantada em 1884, a Coréia do Sul agora tem possivelmente 50 mil congregações protestantes” e 15 milhões de cristãos de todos os tipos. 

É também uma potência missionária, enviando atualmente mais de 21 mil missionários para cerca de 175 países. Surpreendente!

Mas e os cristãos da Coreia do Norte? Eles são praticamente invisíveis – embora, claro, não aos olhos do Senhor Jesus! 

A Operação Mundo diz que, embora ninguém realmente conheça seu número verdadeiro, poderia haver até 350 mil cristãos que vivem em subterrâneos no país de 24 milhões de pessoas. 

Quando você considera que o governo lá – seja administrado pelos ocupantes japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, ou a atual liderança totalitária, que tem tentado eliminar todos os vestígios do cristianismo por cerca de 70 anos, isso também é muito surpreendente.

Tragicamente, e enfurecedor, até 100.000 desses irmãos e irmãs em Cristo estão em prisões ou campos de trabalho severos.

De onde eles vieram, e como eles sobrevivem?

Bem, em resposta à primeira parte, é uma história fascinante. Você sabia que desde o final do século 19 até 1942, Pyongyang, a capital da Coréia do Norte hoje, era conhecida como a “Jerusalém do Oriente”?

De acordo com o jornal da Providência, “um médico presbiteriano chamado Horace Allen … tornou-se médico do rei da Coréia e recebeu permissão para proselitismo depois de salvar a vida de um membro da família real gravemente ferido durante uma tentativa de golpe. 

Os missionários presbiterianos e metodistas dos Estados Unidos seguiram, juntamente com os missionários católicos e outros protestantes de outros países, encontraram os coreanos receptivos à sua mensagem em grande número.

Um quarto de século depois, em 1910, os cristãos coreanos contavam mais de 200 mil, dois terços deles presbiterianos e metodistas, num país de cerca de 13 milhões de pessoas”.

Se a cidade de Seul fosse receptiva ao evangelho, e foi, Pyongyang foi ainda mais. Após uma série de avivamentos dentro e ao redor da “Jerusalém do Oriente”, em 1910 a região era a mais fortemente cristã em toda a Coréia.

Claro, a maioria de nós sabe o que aconteceu a seguir. Após a Segunda Guerra Mundial, o regime comunista de Kim Il-sung tentou erradicar todas as religiões estrangeiras, especialmente o cristianismo, que foi marcado como uma ferramenta de “imperialismo ocidental”.

Os missionários foram expulsos, as igrejas fechadas e muitos cristãos executados por sua fé, e muitos outros fugiram para a Coreia do Sul democrática no final da Guerra da Coréia.

Os Sobreviventes da Coreia do Norte

Então, como os sobreviventes sobrevivem? Única e exclusivamente pela graça de Deus. Hoje, a organização Open Doors USA reporta, a Coréia do Norte é o lugar mais opressivo do mundo para os cristãos. 

“Devido à vigilância sempre presente”, diz a agência, “muitos oram com os olhos abertos, e reunir-se para o louvor ou companheirismo é praticamente impossível. 

A adoração da família Kim é um mandado para todos os cidadãos, e aqueles que não cumprem (incluindo os cristãos) são presos, torturados ou mortos. A maioria das famílias cristãs estão presas em campos de trabalho árduos”.

Não é de admirar que uma senhora cristã norte-coreana que escapou continue orando uma simples oração que ela aprendeu com sua mãe: “Senhor, Senhor, ajude!”

E o Senhor, através de agências como Open Doors, está respondendo a essa oração, fornecendo Bíblias e alívio de emergência dentro do país, bem como a fuga de cristãos norte-coreanos. Eles não são invisíveis para Ele.


Fonte: ChristianHeadlines
https://bibliacomentada.com.br/index.php/os-cristaos-invisiveis-da-coreia-do-norte/


11 de junho de 2018

O que são os Portões do Inferno?

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A frase é traduzida em algumas versões como “portões do Hades” ou “portões do inferno” é encontrada apenas uma vez em todas as Escrituras.

E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Mateus 16:18

Nesta passagem, Jesus está se referindo à construção e o poder que teria a igreja.

Naquele tempo, Jesus ainda não havia estabelecido a sua igreja. Na verdade, esta é a primeira instância da palavra igreja no Novo Testamento. A palavra igreja , usada por Jesus, é derivada da ekklesia grega, o que significa o “chamado” ou “assembleia”.

Em outras palavras, a igreja que Jesus faz referência como Sua igreja é a assembleia de pessoas que foram chamados fora do mundo pelo evangelho de Cristo.

Os estudiosos da Bíblia debatem o significado real da frase “e as portas do inferno não prevalecerão”. Uma das melhores interpretações para o significado desta frase é a seguinte:

Nos tempos antigos, as cidades estavam cercadas por paredes com portões, e nas batalhas, os portões dessas cidades seriam geralmente o primeiro lugar que seus inimigos atacariam.

Isso ocorria porque a proteção da cidade era determinada pela força ou poder de seus portões.

Como tal, os “portões do inferno” ou “portões do Hades” significam o poder do Hades. O nome “Hades” era originalmente o nome do “deus” que presidia o reino dos mortos e muitas vezes era chamado de “casa do Hades”.

No Novo Testamento, Hades é o reino dos mortos, e neste versículo, o Hades ou o inferno é representado como uma cidade poderosa com seus portões representando seu poder sobre a humanidade.

Jesus se refere aqui à morte iminente. Embora Ele fosse crucificado e enterrado, Ele ressuscitaria dos mortos e construiria Sua igreja.

Jesus está enfatizando o fato de que os poderes da morte não poderiam aprisioná-lo. Não só a igreja seria estabelecida apesar dos poderes do Hades ou do inferno, mas a igreja prosperaria em seus propósitos.

A igreja nunca falhará, embora geração após a geração sucumbam ao poder da morte física, ainda outras gerações surgirão para perpetuar a igreja. E continuará até cumprir sua missão na terra como Jesus ordenou:

Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Mateus 28:18-20

É claro que Jesus estava declarando que a morte não tem poder para manter o povo de Deus em cativeiro. Seus portões não são fortes o suficiente para dominar e manter presa a igreja de Deus.

O Senhor conquistou a morte (Romanos 8:2; Atos 2:24). E porque “a morte já não é mestre sobre Ele” (Romanos 6:9), já não é mestre sobre aqueles que pertencem a Ele.

Satanás tem o poder da morte, e ele sempre usará esse poder para tentar destruir a igreja de Cristo. Mas nós temos essa promessa de Jesus de que Sua igreja, o “chamado” prevalecerá:

Dentro de pouco tempo o mundo já não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão. João 14:19

Fonte: GotQuestions