Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

24 de abril de 2017

Personagens históricos importantes que estão na Bíblia

Resultado de imagem para Personagens históricos importantes que estão na Bíblia

10 personagens da antiguidade que são mencionados nas páginas da Bíblia ou que tiveram enorme influência nos seus acontecimentos. Veja como é interessante que os relatos bíblicos se encaixam bem com as evidências históricas.

 1
Baixo relevo assírio. Foto: Sean Willian (Flickr)
Senaqueribe (681 A.C) – Rei assírio que sucumbiu diante do Anjo do Senhor.
Esse rei foi descrito no Antigo Testamento como instrumento de Deus (2Rs 20:12-18; Is 39:1-7), que guiou seu exército contra Seu próprio povo a fim de puní-lo pela idolatria. Com o arrependimento do povo, no entanto, enviou um anjo exterminador que massacrou as tropas assírias perto de Jerusalém.

2
Xerxes. Imagem filme: 300
Xerxes ou Assuero (519 a 466 a.C) – Rei persa que casou-se com Ester
Um dos personagens centrais do Livro de Ester. A história relata a relação entre o Assuero e Ester, uma judia que havia ficado em Susã mesmo após a reconstrução de Jerusalém. Homem poderoso, filho de Dario e neto de Ciro, o Grande.  Bastante conhecido do público, devido ao filme 300 onde representava o principal inimigo do povo espartano.

3
Estátua de Alexandre Magno. Foto: Steven Evans (Flickr)
Alexandre, o Grande (356 a 323 a.C) – responsável pela tradução do Antigo Testamento para o grego
Pra quem não sabe Alexandre, o Grande, ou Alexandre Magno, foi um rei macedônio de antes de Cristo que conquistou quase todo o mundo antigo. Discípulo de Arístoteles, preservava a cultura dos povos conquistados. Simpático ao povo judeu (no qual havia conquistado em 332 a.C) principalmente pelas histórias fantásticos do Deus de Israel. Incentivou a tradução do Antigo Testamento para a língua grega.

4
Dança da Rainha de Sabá. Imagem filme: Salomão e a Rainha de Sabá
Rainha de Sabá (século X a.C) – visitou Israel para conhecer a sabedoria do Rei Salomão.
Rainha do reino de Sabá, que compreendia o territória atualmente da Etiópia ao Iêmen, foi mencionada nos livros de I Reis e 2 Crônicas como uma importante rainha que ouviu falar sobre a grande sabedoria do Rei Salomão, na ocasião ela trouxe vários presentes ao rei. Há algumas lendas que falam de um provável romance entre a rainha e Salomão, porém sem maiores evidências.

5
Estátua do Imperador Augusto César. Foto: Wikipedia
Augusto César (63a.C a 14d.C) – Imperador na época do nascimento de Jesus Cristo
Conhecido por ser o primeiro Imperador romano. Inicialmente subordinado a Júlio César com o tempo tornou-se superior a este, inaugurando um período único na história de Roma. Seu governo ficou conhecido pela Pax Romana, um momento de paz e prosperidade do Império. Este cenário foi perfeito para o nascimento do Senhor Jesus Cristo.

6
Dário I. Imagem ilustrativa site: templodeapolo.net
Dário I (521 a 486a.C) – Rei persa quando o profeta Daniel foi jogado na cova dos leões.
Importante rei da Pérsia, responsável pela expansão do Império Medo Persa no mundo antigo. Pai de Xerxes, nunca conseguiu conquistar o território grego, essa foi sua grande frustração. Na Bíblia narra que era ele que dominava o povo de Israel nos últimos anos de vida de Daniel, inclusive foi enganado pelos sátrapas a assinar um edito que proibia qualquer pessoa a fazer petições a outra divindade ou pessoa a não ser ao Rei Persa.

 7
Ramsés II – Museu Egípcio de Turim. Foto: Hans Ollermann.
Ramsés II (~1279 a.C. e 1213 a.C) – Importante faraó durante o tempo que Israel esteve no Egito
Este faraó com certeza foi um dos maiores governantes do Egito, viveu mais de 90 anos e reinou no Egito por aproximadamente 67 deles. Alguns apontam que foi ele o faraó na época do Êxodo, mas não temos maiores vestígios que comprovem isto. Uma coisa temos certeza, que uma das cidades celeiros mencionadas no primeiro capítulo do livro do Êxodo carrega o seu nome.

8
Nero. Estátua de Roma. Fonte: Google

Nero (37 a 68d.C) – Imperador na perseguição aos cristãos no Novo Testamento
Uma das figuras mais controversas do Império romano. Filho de Agripina, importante para sua ascensão ao poder, teve um início de governo sem muitos problemas, porém deixou o seu egoísmo tomar conta de si e foi protagonista de momentos cruéis da história do Império. Um de suas loucuras mais famosas foi quando mandou queimar Roma e colocou a culpa nos cristãos. Provavelmente quando Paulo apelava ao Imperador, ele se remetia a Nero.

9
Ciro II, o Grande. Imagem filme: Cyrus The Great
Ciro II, o Grande (reinou 559 a 530 a.C) – Rei persa que decretou o fim do exílio judeu na Babilônia
Filho de Cambisses foi responsável pela conquista da Babilônia e várias outros reinos importantes do mundo Antigo. Teve bastante destaque nas profecias bíblicas de Isaías, na qual o colocava como um enviado direto de Jeová para livrar do cativeiro o povo de Israel. O interessante é que os livros de Isaías, Esdras, Daniel e 2 Crònicas colocam Deus tratando Ciro de uma forma muito especial, alguns acreditam que Ciro chegou a se converter ao Deus de Israel.

10
Nabucodonosor olhando para os Jardins Suspensos. Imagem: Google
Nabucodonosor (632 a 562 a.C) – responsável pelo cativeiro judeu na Babilônia
Por muitos chamado Rei dos reis. Fundou o primeiro mega império da antiguidade, famoso também pela a construção de uma das sete maravilhas do mundo antigo, os Jardins Suspensos da Babilônia. No entanto, na Bíblia a sua importância maior foi levar o povo judeu para o cativeiro e a destruição do Templo. Nos primeiros capítulos do livro de Daniel ele tem papel de destaque, porém o mais interessante é o capítulo 4 desse mesmo livro, pois narra a conversão desse rei ao Deus Todo-poderoso de Israel.

Olha que interessante:
Isaias 46:9-10: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.

FONTE:
http://biblia-center.blogspot.com.br/2011/07/personagens-seculares-historicos.html
 
 

23 de abril de 2017

A Importância da Apologética Cristã


Resultado de imagem para defesa da fé

 
Vivemos tempos trabalhosos, assim diz a Escritura:
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.” (2 Timóteo 3:1-7).
Você percebeu alguma semelhança com os dias atuais? É, a Palavra de Deus é infalível. O principal problema relacionado a esses tempos trabalhosos é o pecado, que leva o homem à rebelião contra seu Criador, contra seus princípios e vontade, levando este homem a uma vida problemática e a uma futura condenação eterna inevitável, ao não ser pela graça de Cristo, que morreu em nosso lugar e ressuscitou, provando-nos que sua Palavra é verdadeira. Crendo em Cristo, nossos pecados são perdoados e temos a oportunidade de crescermos em Cristo, de glória em glória (1 Co 10.31), em direção à estatura de varão perfeito, como Cristo é enquanto homem (Ef 4.13). O homem religioso, que pode ter até aparência de piedade, mas negando a eficácia dela (2 Tm 3.5), tem como prioridade a satisfação de seus desejos, de suas necessidades, e não o crescimento na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.17,18), ou em fortalecer-se no Senhor e na força de seu poder(Ef 6.10). Ele quer o Jesus salvador, mas não o Jesus Senhor. Ele quer ser cabeça e não cauda, mas ignora o mandamento apostólico de buscar as coisas humildes e não as altas (Rm 12.16). Ele quer ser curado, mas não quer admitir que Deus é soberano (2 Co 12.9). Quer o melhor desta terra, mas deixa de lado o mandamento bíblico de ajuntar os tesouros dos céus e não os da terra (Mt 6.19-21). Em contraste com este homem, que não conhece a Cristo e não é conhecido dele (Mt 25.12), há o homem que foi transformado pela graça de Cristo e que faz exatamente o contrário do primeiro, pois tem aparência de piedade e é piedoso de fato (1 Jo 2.21), tanto que prova isto experimentando uma transformação autêntica (Tg 2.26). Este segundo homem prioriza a vontade de Deus, assim como Cristo fez (Mt 26.42). Ele sabe que as dádivas espirituais em Cristo são melhores que as terrenas, mas não as despreza, sabe pô-las em seu devido lugar (1 Tm 6.10). Ele sabe que acima dele está o Senhor do Universo e que temos autoridades acima de nós que devemos respeitar (1 Pe 5.6; Rm 13.1). Enfim, este segundo homem não possui méritos próprios, logo nunca será reconhecido pela maioria como o maior, o melhor, o astro, o grande, ou outros títulos dados aos que falam o que o homem não transformado quer ouvir (2 Tm 4.3).

Você deve estar se perguntando: o que essa falação toda tem a ver com Apologética Cristã?
E eu digo: tudo e mais um pouco. O vocábulo “Apologética“ é uma derivação do vocábulo “apologia”, que vem do grego απολογία e significa “defesa verbal”. A apologética teve importante papel na história da Igreja Cristã, já que sempre houve ataques de fora ou mesmo heresias em seu seio, assim as defesas da Sã Doutrina foram fundamentais para a formação das doutrinas como as conhecemos hoje. Assim alguns nomes como Ário, Montano, facções citadas por escritos apostólicos, como os “da circuncisão” por Paulo, e heresias combatidas como o gnosticismo, já por João e posteriormente pelos Pais da Igreja nos séculos diretamente posteriores à ascensão de Cristo puderam ser combatidas e a saúde doutrinária da Igreja, preservada. A Apologética Cristã nasceu da necessidade dos cristãos de defenderem a Fé Cristã de ataques de dentro e de fora, por meio de uma argumentação racional que abriu o caminho para a sistematização do conhecimento bíblico, ou seja, para a Teologia Cristã.

Considerações Importantes sobre a Defesa do Evangelho

1 - Dar nome “aos bois” às vezes é imprescindível:

Infelizmente, por vezes não adianta apenas dizer que um ensino está errado ou que segui-lo pode gerar morte espiritual ou uma decepção lá na frente. Dar exemplos claros, de forma que todos possam compreender, pode salvar uma vida do engano das heresias, porém esta explicitação deve levar em conta que o mais importante é mostrar a verdade, e não, mostrar que o fulano de tal está errado. Há uma grande diferença entre evidenciar a verdade e difamar as pessoas. Por outro lado, existem casos em que simplesmente mostrar que um ensino é errôneo já basta, principalmente quando já há um entendimento, mesmo que inconsciente ou raso de que o ensino não condiz com as Escrituras ou quando se trata apenas de um deslize não tão grave e que pode ser cometido por qualquer um. Jesus nunca citou um nome específico referindo-se a heresias, porém várias vezes censurou os fariseus, saduceus, e até mesmo muitos discípulos que queriam segui-lo apenas para satisfazer seus desejos carnais (Jo 6).

2 – O criticar nem sempre é falta de amor:

O amor sempre evidencia a verdade (1 Jo 2.21). Quem ama não quer ver quem se ama perder a vida eterna. Um verdadeiro servo de Deus sabe falar a coisa certa na hora certa com amor e compreensão (Cl 4.6), assim como sabe ouvir um bom conselho e ser humilde o bastante pra aceitá-lo e tentar mudar (Hb 3.13). Existem pessoas por aí afirmando serem apologetas, porém não demonstram amor por aqueles a quem criticam, assim como há verdadeiros apologetas cristãos achincalhados por tão somente apontarem erros doutrinários graves que evidenciam problemas em ministérios de pregadores ou cantores famosos. O grande problema, nesse caso, é que muitos acreditam que não precisam mudar por Deus estar "confirmando" o tal ministério por meio de milagres, vidas transformadas, etc.. Assim, que me perdoem, estão demonstrando não terem amor pelo Deus que pretensamente os chamou. Um servo de Deus sempre precisa mudar em algum aspecto, e para isso Deus chamou seus servos para anunciarem sua Palavra, quer lhes agradem ou não.

3 – Julgar nem sempre é errado:

Jesus ensinou que não devemos julgar de forma temerária, ou seja, que não devemos caluniar, dizer que o fulano de tal fez o que ele não fez, ou espalhar o erro do irmão, do qual já se tem provas, só por maldade (Mt 7.1-5). Quando o erro se torna rebeldia e está ameaçando a saúde espiritual de nossos irmãos em Cristo, não há outro jeito, se não explicitar, trazer à tona, porém com responsabilidade. Em outras passagens bíblicas vemos ordens explícitas de julgarmos e foi pra isso que Deus nos deu discernimento (Mt 18. 15-17).

Conclusão:

Apologética Cristã significa defesa do Evangelho. A Igreja por vezes teve de opor-se severamente contra heresias inclusive citando nomes ou grupos de heréticos. Os dias atuais pedem ações enérgicas da Igreja em relação à apologética, pois doutra forma, as heresias arrebatarão milhões de cristãos da sã doutrina. Deus nos deu discernimento para julgarmos com responsabilidade e amor.
"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." (João 7:24).


Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas
 
http://clebiolima.blogspot.com.br/2012/01/importancia-da-apologetica-crista.html#.WPFy6qK1vIX
 
 

22 de abril de 2017

DICAS PARA UM NÃO CRENTE


Resultado de imagem para evangelizando um não cristão
Você não é crente?

A publicação se destina aos evangélicos em geral. Mas isso não quer dizer que você não pode usá-la. Talvez movido por um interesse ou curiosidade, perceberá se os assuntos te interessam ou não. Porém, nós (os crentes) consideramos que o destino que você dá a sua vida é muito mais importante do que quaisquer outras experiências que venha a ter conosco. Pois, além da amizade, da alegria de compartilhar de certas descobertas, a sua vida é muito mais importante. Nós temos uma imensa alegria de pertencer ao Senhor Jesus. Isso não é religião como as pessoas se entendem. Uma vez que consideramos a religiosidade uma forma do homem se justificar perante Deus e perante a si mesmo.

Existem muitas seitas e crenças de todos os tipos. E talvez você mesmo tenha percebido como elas pregam a salvação, sejam de quaisquer tipos ou modos de procedimento. Mas para o verdadeiro cristão, a salvação não está nas igrejas, nas religiões, nem nas doutrinas criadas por homens. A salvação está em Jesus, o Cristo (Messias), Filho de Deus. E é importante que você conheça esse plano de salvação, para que possa decidir no que quer fazer com a sua vida. Muitos crentes frequentam as suas igrejas, que na verdade são as denominações, movidos pelos interesses mútuos de estarem em comunhão, onde cada um possa ajudar a outro e para louvar ao Senhor Jesus. Pois, essa é a importância da Igreja, que não se trata de uma instituição social ou templo, e sim o corpo de Cristo. Isto é, fazemos parte do corpo de Jesus, como membros, e como se fôssemos apenas um. Pois, a Igreja é espiritual. E quem pertence a esse corpo são considerados salvos, uma vez que adquiriu a graça e a misericórdia de Deus, tendo sido resgatado através de um preço altíssimo, o preço de sangue, que foi derramado como sacrifício expiatório pelos nossos pecados. Portanto, sem mérito pessoal algum, o crente adquiriu a promessa da vida eterna.

O que difere a Igreja de Cristo - que é espiritual, e a verdadeira - de outras igrejas ou seitas, é justamente uma das suas características principais: Muitas crenças pregam a salvação (ou a redenção, aperfeiçoamento pessoal, etc.) através das virtudes, boas ações, movidas por intenções sinceras. Isto é, o homem pode se redimir por esforço próprio. Porém, o verdadeiro cristão é salvo não por alguma qualidade, mérito ou esforço próprio. Ocorre justamente o contrário: A salvação é pela fé, porque ela vem de Deus. Nada fizemos para merecê-la. Ainda que as virtudes sejam boas, elas são praticamente inúteis, porque o preço a ser pago é altíssimo: O sangue, o preço de uma vida. Não consideramos a virtude como algo inútil em si, pois, elas tem suas finalidades e efeitos. Mas jamais Deus é comprado por nossas pretenções de se justificar. É Ele quem que nos oferece a salvação, porque é para deixar bem claro de que em tudo dependemos Dele, inclusive as nossas vidas. Infelizmente muitas pessoas negam essa promessa e a salvação mediante o Senhor Jesus, seguindo outras crenças e religiões, que são invenções humanas.

É possível que você pense nas nossas posturas como invenções também; assim como a questão acerca da salvação, da graça e sobre a misericórdia de Deus. O que torna muito difícil de lhe explicar sobre a verdadeira realidade a que nós acreditamos. Pois, sempre o crente será visto sob uma forma esteriotipada, a que o mundo criou acerca dele: Como quem que procura convencer os outros a seguir a sua igreja, fazer as contribuições, etc. Por isso que não pedimos que siga igrejas ou religiões, mas sim a Senhor Jesus. Uma vez que igrejas e religiões não salvam ninguém. O nosso argumento forte, e que de imediato podemos expor a você, é de que ele é o filho de Deus, e que por amor a nós, morreu pelos nossos pecados. E depois foi ressuscitado no terceiro dia. Nenhuma religião prega que alguém morreu por você, e que foi depois ressuscitado, estando desde então vivo para sempre. Aqui certamente entra uma outra questão, além da fé, que é sobre o conceito de pecado, e que hoje é visto pejorativamente. Trata-se portanto de mais um preconceito e desinformação, e que esperamos que você, mesmo que tenha sido induzido a pensar assim, possa discernir entre o depoimento de um crente sincero e o que a mídia diz sobre ele. Pois, há diferenças entre o que se diz sobre um determinado assunto, mas de maneira séria e sincera, e a maneira como as pessoas recebem esse assunto, mas carregadas de preconceitos.

Se você quiser, poderá entender o significado profundo sobre esse conceito: o pecado, que será abordado oportunamente.

E depois, se você considera válido a nossa proposta, que é a de convidá-lo a confrontar a tua postura com aquela apresentada por Deus, esta que acarretará em uma grande bênção, trazida pela promessa de vida eterna, plena, em uma perfeita comunhão com o Criador, então, veja quais são os requisitos para que você seja salvo da morte, a que todo mundo está sujeito, e passe a pertencer ao Senhor Jesus:

Primeiro: Todas as religiões, seitas, ou até filosofias de vida, são frutos de enganos, provenientes das mãos humanas, mas cuja mente geradora desses enganos provém de uma entidade não humana. E não valem nada para te salvar, ou trazer uma promessa concreta, para aquilo que você espera da vida (ou da morte), e que redunde em uma verdadeira esperança na tua vida, e que te motive a viver. Pois, são todas ilusões. Você deve renunciar quaisquer religiões, igrejas, e que prometem a salvação e a vida plena para o homem. Ou que prometem uma transformação na sua vida para o melhor; independentemente do que seja esse melhor (pode ser evolução espiritual, uma compreensão melhor da vida, etc., etc.). Essas religiões, seitas e filosofias, são tentativas de solucionar um mal supremo: A morte, que veio com o pecado.

Segundo: Todos os homens pecaram perante Deus. Pecado aí significa transgressão a uma lei, ou grupos de leis. Estamos sujeitos às leis espirituais. Uma vez que existem leis da física, da química, existem leis espirituais. E uma vez que transgredimos essas leis, nos afastamos de Deus. Tornamos mortos para Ele. E Deus não tem nada a ver com o destino fatal a que estamos sujeitos, uma vez que para Ele, não somos justificados, ou merecedores de uma misericórdia que nos tire da situação em que nos encontramos. Porém, Ele nos ama, razão pelo qual nos propõe a salvação de seguinte modo...

Terceiro: O salário do pecado é a morte. Uma vez que pecamos, somos digno da morte, que não é somente física, mas eterna, espiritual: Uma separação eterna de Deus. Para que um culpado viva, é necessário que um inocente morra no lugar dele. E esse inocente é Jesus - o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). Como ele é o filho de Deus. O filho unigênito, isto é, o único que provêm de Deus, portanto, o próprio Deus em pessoa, o seu sangue, que foi derramado lá na cruz, pode pagar pelos pecados de TODOS aqueles que nele creem e confiam. Não existe uma outra vida, ou reencarnação, como pregam os espíritas (Hebreus 9:27). Não há outra esperança, ou alguém que pode te salvar. Nem mesmo nós temos a condição de nos salvar. Razão pelo qual a salvação só pode ser feita através de Jesus.

Quarto: Você deve arrepender-se dos seus pecados, e crer que eles foram pagos pelo sacrifício de Jesus, lá na cruz. Você deve aceitar esse sacrifício, e desistir de tentar se justificar perante Deus, seguindo religiões, seitas, ou quaisquer outras filosofias. Você deve seguir somente a Jesus, como Senhor da tua vida.

Quinto: O Senhor Jesus foi ressuscitado logo no terceiro dia, após a sua morte. Isso porque ele não cometeu nenhum pecado. Razão porque não poderia permanecer morto. Assim, ele conseguiu vencer a morte. E todos que nele creram, acreditando que foi ressuscitado EM CARNE, tem a promessa de serem ressuscitados quando ele voltar. Pois, nós cremos na sua volta que será física.

Sexto: Você deve se entregar completamente a Jesus. Pois, se Ele deu a vida a você, essa vida não provém de ti, e sim Dele. Portanto, não pertence mais a ti mesmo, e sim a Ele Jesus. Terá de viver para Ele, que é o teu Senhor. Pois, você morreu para o mundo, foi crucificado com Ele lá na cruz. De modo que se vive, o faz em Seu nome. Tudo isso é para a glória de Deus, porque Ele, Jesus o Cristo, está sujeito ao Pai Deus criador, e sujeitou todas as coisas que foram entregues nas Tuas mãos ao seu Pai. Consequentemente uma vez que você ganhou a vida eterna, não é para viver segundo a tua carne ou vaidade da carne, que foi crucificado lá na cruz. Entenda: Você pertence a Deus, e passa a ser filho de Deus.

Sétimo: Terá de confessar a Jesus como Senhor perante os homens. Isto é, declarar que Jesus é Senhor da tua vida. Não deve se envergonhar desse testemunho. Uma vez que ele é o glorioso Deus em pessoa. Talvez pareça um pouco difícil para você. Mas esse Jesus a quem nós acreditamos, não é aquela figura ridícula que fizeram dele, e que se encontra espalhado nas mídias (cinema, teatro, tv, ilustrações, altares de igrejas, etc.), pois, tudo isso é mentira, e feito intencionalmente, justamente para desacreditá-lo perante o mundo. Assim como o crente é visto de maneira pejorativa (fanático, ignorante, etc.), e a questão de Deus, pecado, bíblia e assuntos correlatos é tratada como assunto inadequado para o nosso século. O verdadeiro Jesus é o Deus todo poderoso, o príncipe, o Rei de Israel, o Justo Juiz, o Soberano Eterno, cheio de glória e majestade, e que julgará as nações, e lançará a Satanás e seus anjos no lago do fogo.

É importante ressaltar que a decisão que você venha a tomar favoravelmente, é uma questão de fé, esta que vem de Deus, e não dos homens. Isto é, a salvação vem pela fé, que provém de Deus. Nós não podemos decidir por você, nem tampouco salvá-lo. Se você se entregou a Jesus, tal como foi descrito acima, isso porque o Espírito Santo, que provém de Deus te tocou, e te transformou. E essa entrega se faz onde quer que você esteja: Em casa, no escritório, na praça, na rua, sozinho no seu quarto, etc. É o momento em que você toma a decisão mais importante da sua vida. E somente você é que pode fazer isso. Todos nós temos o grande desejo de que você tome essa decisão. Pois, é a sua vida que está em jogo.

Muitas outras informações, consideradas importantes, certamente escapam do escopo dessa publicação. E você certamente poderá ter muitas outras dúvidas, e que precisariam de esclarecimento. Nós, que pertencemos a Igreja de Jesus, teremos grande prazer de lhe ajudar. Porém, fica difícil em saber a quem procurar maiores esclarecimentos, uma vez que são muitas as denominações. Talvez você queira se entregar ao Senhor Jesus, e viver de acordo com a sã doutrina (ou já fez isso). E se deparar com o problema de onde encontrar alguém que lhe dê mais informações sobre isso, e todas as instruções necessárias. Quem são esses Nós então?

Além disso, muitas seitas se dizem cristãs, e que tem portanto "a verdade". Consequentemente você ficará confuso ou desconfiado... Muito desconfiado por sinal. Razão pelo qual compreendemos a sua desconfiança. Mas o Evangelho é pregado pelos cristãos, por homens. Aqui eu apresento as seguintes sugestões:

Primeiro: Se você, até aí entendeu o plano da salvação dado por Deus, e pretenda ser orientado, deve clamar ao Senhor Jesus. Pois, a Bíblia nos deixa bem claro que Deus ouve o nosso clamor. Você deve confiar portanto na Sua misericórdia, para que não seja enganado.

Segundo: Muitos irmãos na fé, estão dispostos a te ajudar. Mesmo que sejamos taxados como quem que está tentando vender o seu peixe, o que não é a verdade. Mas quem somos nós para provar o contrário? Existe a verdade e a mentira, e não podemos prová-lo de que temos a Verdade, pois, isto é uma questão de fé, e que vem do alto. Essa deve ser uma decisão difícil para você. Mas se você se entregou ao Senhor Jesus, não deve desistir de procurar aperfeiçoar na fé, e crescer espiritualmente.

Terceiro: Você poderá procurar as informações necessárias dentro das igrejas evangélicas. Como são muitas, portanto, você poderá se confundir com as seitas que se dizem evangélicas, mas que não são, propus deixar alguns referenciais, a que consideramos mais seguras: As igrejas batistas, presbiterianas e da Assembleia de Deus, são, a meu ver, as que têm a base doutrinária e bíblica saudáveis. Mas isso não quer dizer que não existam outras denominações a serem consideradas.

Eu espero que a sua decisão seja sábia. Mas quando você tiver feito uma decisão que seja de acordo com a vontade de Deus, obviamente é porque você foi orientado pelo Seu Espírito. Foi atingido pela sua Graça. E isso para nós é um motivo de grande alegria. Porque teremos ganho mais um irmão, a quem possamos amar verdadeiramente, e compartilhar com a nossa vida plena. Vida essa que foi dada por Jesus, o Eterno Irmão, Amigo, e sobretudo Amado Salvador.


http://www.angelfire.com/in/zadoque/ncrente.html

21 de abril de 2017

Por que achamos que ser magro é bonito?



Ser magra é a prioridade nº1 de muitas das mulheres. Essa obsessão não surgiu do dia para a noite: ela é fruto de um ambiente mais cruel do que você imagina

Novo produto genial ajuda a perder 12 quilos em 4 semanas. Sopa detox, suco detox, água detox. Dieta da sopa, da lua, do pepino, da batata doce, pra secar a barriga. Em um passeio rápido pelas notícias e listas engraçadas em sites de entretenimento, não é nada difícil pinçar alguns exemplos de uma obsessão pela magreza. As palavras-chave, ali em cima, não enganam – a gente acha exemplos demais, até. Mas por que queremos tanto emagrecer? Por que achamos que magreza = beleza?

A preocupação com o ponteiro da balança está longe de ser apenas uma preocupação com a saúde. Essa neura com o peso não vem dos tempos mais remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as top models de hoje. O quadril largo, as coxas generosas, o rosto mais cheinho eram traços pra lá de valorizados nas musas – o que você pode conferir na obra que abre essa nota, As Três Graças, de Peter Paul Rubens, feita em 1635.

Ainda que o padrão em si tenha mudado pra valer, a lógica por trás dele permanece. “Os padrões que aparecem ao longo da História são, como regra, acessíveis a poucos”, aponta a psicóloga Joana de Vilhena Novaes, Coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza e representante da Fundação Dove para a Autoestima no Brasil.

Quando fazer as três refeições básicas diariamente era um luxo e morrer de fome era um destino comum para as pessoas, a gordura alcançava status de privilégio. Agora, já que temos mais comida à disposição, mais jeitos de conservá-la e nossos armários ficam carregados de biscoitos, salgadinhos e similares, comer é fácil. Portanto, não é de estranhar que as modelos extremamente magras sejam colocadas em um pedestal. É mais difícil ser muito magra com tantas calorias à disposição.

O corpo magro e jovem também exige cada vez mais procedimentos estéticos e cirurgias para atingir a dita “perfeição” – ou, pra ser mais direto, exige grana, que vira mais um obstáculo. Imagina só o dinheiro necessário para bancar o 1,5 milhão de cirurgias plásticas realizadas anualmente só no Brasil, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética.

Mas não é essa a única explicação que surgiu para a mudança nos padrões. Uma delas veio do livro O Mito da Beleza, da jornalista americana Naomi Wolf, publicado na década de 90. A sacada dessa publicação foi relacionar o novo modelo com a emancipação das mulheres, quando tantas delas assumiram postos de trabalho e quando seus direitos passaram a ser assegurados. Em poucas palavras, Naomi defende que há mecanismos que dominam a mulher na sociedade – e, depois de se libertar de um deles, surgiu outro, o tal mito da beleza.

E daí viriam os sacrifícios todos, as dietas malucas, as técnicas cirúrgicas incrementadas a cada mês – justamente porque a sociedade passou a pregar que os malabarismos eram necessários para que as mulheres fossem aceitas. E os dados trazidos pela autora assustam, já que demonstram como, pouco a pouco, o problema avançou e tomou forma. As modelos passaram a ser 23% mais magras do que uma mulher padrão (e não mais 8%, como costumava ser, com as moças mais cheinhas).

De 1966 e 1969, a porcentagem de alunas que se consideravam gordas saltou de 50 para 80%. Com a onda de dieta ganhando força, Naomi Wolf comparou as calorias que “deveriam” ser ingeridas para alcançar o corpo perfeito – 800, 1.000 calorias diariamente. Para ter uma ideia, no gueto de Lodz, em 1941, em pleno nazismo, os judeus se alimentavam de rações que tinham de 500 a 1.200 calorias por dia. Não é à toa que chegamos a extremos de magreza por aí.

Hoje, só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9º ano do Ensino Fundamental já se preocupam com o peso, de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE. A nível global, a probabilidade de que uma moça com idade entre 15 e 24 anos morra em decorrência de anorexia é 12 vezes maior que por qualquer outra causa. O Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry constatou que cerca de 60% das alunas no ensino médio já fazem dieta. A preocupação com a balança chega a atingir meninas com 5 anos de idade.

E não é à toa que as vítimas mais comuns sejam as mulheres. A nutricionista Paola Altheia, responsável pelo blog Não Sou Exposição, vai além para explicar a tendência. “Enquanto a moeda de valor masculina na sociedade é dinheiro, poder e influência, a das mulheres é a aparência”, crava. Para a ala feminina, essa pressão toda desemboca em não apenas um modelo estético, mas um modelo de vida. Para ser linda e desejada, para ter um marido perfeito, o emprego dos sonhos, você só tem que ser… magra. Simples né?

Mas nem tanto: um dos casos clássicos foi o da dieta da princesa, que fez muito sucesso há algum tempo atrás – no caso, era a princesa Kate Middleton, esposa do Príncipe William, do Reino Unido. Ela, como toda princesa deve ser, é bem magra. O corpo vem de um sacrifício que Kate teve de fazer: o regime incluía muitas proteínas e quase nada de carboidrato. Já dá para perceber que não é lá muito saudável. O que repercutia no imaginário feminino era muito mais a idealização da princesa: a dieta era só mais um modo de alcançá-la.

E essa estrutura se repete por aí. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (a Unifesp), em 2002, analisou o valor nutricional de 112 dietas que apareciam nas revistas brasileiras à época. Resultado: só uma delas atendia a requisitos mínimos para garantir a nutrição da pessoa, e a maioria esmagadora era cilada, prejudicando a saúde da pessoa que buscava a boa forma.

Com a ascensão da internet, a coisa piorou. Tumblr, Facebook, Instagram, Twitter e as outras tantas redes sociais colaboram para a obsessão por corpos cada vez mais magros. Esses sites espalham com uma velocidade assustadora ideias sobre a imagem corporal que atingem pessoas do mundo todo, de todas as idades, até mesmo aquela priminha de 12 anos que dá os primeiros passos na web.

Exemplos disso são os desafios, que rodam por aí, a fim de “comprovar” que determinada pessoa é magra. Se você consegue cumpri-los, parabéns, você é uma vencedora. Se não, feche a boca. O mais recente é o “collarbone challenge“, que começou na China. Mulheres têm que enfileirar o maior número possível de moedas na clavícula, as famosas “saboneteiras”. Quanto mais moedas, mais enxuta a moça é.

Já o “bellybutton challenge” quer que as mulheres encostem no umbigo passando o braço por trás do corpo. Mas atingir tal proeza não é só uma questão de ser ou não magra: fatores como flexibilidade e estrutura óssea também entram em jogo. Encostar no umbigo não é indicativo de nada: muito menos de que alguém está magro ou gordo.

A gravidez, que antes era um território seguro, aparentemente entrou no jogo. A nova moda é a “mãe fitness”, com barriga pequena e sarada (mesmo com o volume extra, já que abriga um bebê). Se uma mulher “comum” já se sentia fracassada por não conseguir voltar ao seu peso original – ao contrário das famosas, como vemos por aí -, imagine agora que a obrigação de ser sarada também afeta o período gestacional.

São mais e mais imagens (muitas vezes retocadas) que ditam um modelo só. “A imagem da modelo alta, magra, longilínea, caucasiana, sem rugas, celulites, manchas ou mesmo poros é incessantemente repetida, como uma norma. Esta é a origem do sentimento de inadequação”, reforça Altheia.

A constatação também aparece no livro de Naomi Wolf, que citamos lá em cima. “Uma fixação cultural na magreza feminina não é uma obsessão pela beleza feminina, mas uma obsessão pela obediência feminina”. Qualquer mulher que desobedeça um padrão, voluntariamente ou involuntariamente, é taxada de feia, estranha ou desleixada. Afinal, o corpo da mulher está aí para ser observado.
 
 
http://super.abril.com.br/comportamento/por-que-achamos-que-ser-magro-e-bonito/
 

20 de abril de 2017

Ética do comportamento cristão


Imagem relacionada


Texto básico: Romanos 12.9-11

Texto devocional: Mateus 5.43-48

Versículo-chave: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo” (Fp 1.9-10).

Alvo da lição: Você conhecerá os passos para chegar à excelência da vida cristã sem “mur­murações nem contendas”.

Iniciamos esta lição com Provérbios 26.18-20: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz por brincadeira. Sem lenha, o fogo se apaga; e, não ha­vendo maldizente, cessa a contenda”.


Paulo começa a seção ética de sua carta aos Ro­manos com a excelência do “culto racional” e da diversidade dos dons espirituais que devem estar a serviço da igreja. Entre os dons espirituais e os degraus do comportamento cristão, exatamente no começo de Romanos 12.9, ele coloca a pedra angular da ética cristã: “o amor seja sem hipocrisia”. O amor, que é realmente o princípio governante da vida cristã, é mais do que uma emoção, e é de natu­reza mais firme do que mero sentimentalismo ou pura filantropia. Salomão poetiza esse amor sem hipocrisia, dizendo: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes laba­redas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Ct 8.6-7). A partir do “amor sem hipocrisia”, vêm os degraus da ética do comportamento cristão, que vamos estudar em lições seguintes. Nesta lição trataremos de seis desses degraus.

I – DETESTAI O MAL

Detestar o mal é o mesmo que odiá-lo. Paulo usa várias vezes a palavra “fugir” para significar a re­pulsa que o cristão deve ter das coisas que são más (1Co 6.18; 10.14 e 1Tm 6.11): “Tu, po­rém, ó homem de Deus, foge destas coisas”. Carlyle, escritor cristão, comentando esse texto, diz: “O que necessitamos é ver a infinita beleza da santidade, e a infinita maldição e o horror do pecado”. O apóstolo João, em sua primeira epístola, coloca esse “detestai o mal” da seguinte maneira: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo2.15).

II – APEGAI-VOS AO BEM

O verbo “apegar” sugere um desejo intenso de apropriar-se de alguma coisa. O salmista assim se expressa: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.” (Sl 63.1).
O comportamento ético do cristão é uma busca constante e intensa do que é bom. As palavras usadas por Paulo são firmes: “detestai” e “apegai”. Elas podem ser ilustradas com dois versos de Colossenses, como veremos a seguir.

1. Detestai

“Agora, porém, despojai-vos, igual­mente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos des­pistes do velho homem” (Cl 3.8 e 9).

2. Apegai-vos


“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longani­midade” (Cl 3.12).
Tudo isso nada mais é do que empurrar para longe de nós o mal e abraçar de corpo e alma o que é bom, o que edifica.

III – AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS

Devemos ser afetuosos uns com os outros em amor fraternal. A palavra “cordialmente” é que qualifica esse amor. “Seja constante o amor fraternal. Não negli­gencieis a hospitalidade, pois alguns, pra­ticando-a, sem o saber acolheram anjos” (Hb 13.1-2). Esse degrau do com­portamento ético do cristão é um dos muitos mandamentos da mutualidade. O amor cordial é recíproco: “uns aos outros”. Dentro da igreja não somos estranhos; muito menos unidades isoladas. Somos irmãos, porque te­mos o mesmo Pai. A igreja não é um clube onde as pessoas se associam; nem simplesmente uma reunião de amigos. A igreja é a família de Deus. A reciprocidade no amor é a marca mais visível no Corpo de Cristo.

IV – NO ZELO, NÃO SEJAIS REMISSOS

O descuido da vida cristã acarreta sérios problemas. O cristão não pode tomar as coisas de qualquer maneira. O nosso cotidiano é sempre uma alternativa entre a vida e a morte. O tempo é curto e a vida terrena é uma preparação para a eternidade. O profeta Jeremias exorta-nos: “Mal­dito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente!” (Jr 48.10). Costuma-se dizer que o cristão pode abrasar-se, porém nunca oxidar-se. Jesus, em carta à igreja de Laodicéia, exorta: “Eu repre­endo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).

V – SEDE FERVOROSOS DE ESPÍRITO


William Barclay, comentando esse degrau da ética do comportamento cristão, diz: “Devemos manter nosso es­pírito sempre em alta. Espírito fervoroso é espírito que transborda em amor por Deus e pelo próximo. Ilustra-se esse fervor com uma vasilha de água fervendo no fogo”. Foi exatamente nessa dimensão que Jesus advertiu a igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem deras fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3.15-16). O que se requer do verdadeiro cristão é que ele seja “fervoroso de espírito”. Isto é, uma pessoa entusiasmada e apaixonada pela salvação das almas e pela santificação da Igreja.

VI – SERVINDO AO SENHOR

Quem serve ao Senhor, está servindo ao seu próximo, e quem serve ao seu próximo está servindo ao Senhor. Jesus coloca esse assunto da seguinte manei­ra: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40). O salmista, no hino de ingresso ao templo, declara: “Servi ao Senhor com alegria”. Esse sentimento deve ser constante no serviço cristão. O crente deve ter prazer no que faz servindo ao Reino de Deus. Por isso mesmo, aconselha o apóstolo: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportuni­dades” (Cl 4.5). “Quem não vive para servir, não serve para viver”.

CONCLUSÃO

Elisabeth Gomes, em seu livro “Ética nas pequenas coisas”, diz: “Deus espera de Seus filhos pecadores e redimidos pelo sangue de Jesus um padrão de excelência em tudo. Deste lado da glória não atingiremos perfeição no sentido de não pecarmos, mas somos aperfeiçoados a cada dia, à medida que nos achegamos Àquele que cumpre em nós o querer e o realizar”.
Na carta aos Romanos, Paulo diz: “Fo­mos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4).
A vida cristã é uma experiência que se re­nova a cada dia em nosso relacionamen­to com Deus e com o nosso próximo. 
 
 
Autor: Pastor João Arantes Costa
Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista O Comportamento do Crente, da série Vida Cristã. Usado com permissão.
http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/igreja/etica-do-comportamento-cristao/