Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

16 de agosto de 2017

Os Grandes Reinos do Mundo

 

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Charles E. McCracken

É uma experiência fantástica! Todos os presentes ficam em pé à medida que a melodia triunfante do “Coro de Aleluia” invade o auditório:
Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Pois o Senhor onipotente reina...
O reino deste mundo
Se tornou o reino do Senhor e do Seu Cristo...
E Ele reinará para sempre...
Rei dos reis! E Grande Senhor!
Aleluia!
O clímax do Messias de Georg Friedrich Händel, extraído do último livro da Bíblia, descreve o evento mais significativo nas profecias: a revelação de Jesus Cristo. O apóstolo João escreveu as palavras, e elas ampliam uma profecia do Livro de Daniel, o qual apresenta o esboço da progressão da história humana, que culmina no mesmo glorioso evento.

No ano 605 a.C., Nabucodonosor invadiu Jerusalém. Tendo recebido a notícia que seu pai, Nabopolasar, havia morrido, ele voltou à Babilônia para assumir o trono, levando consigo utensílios saqueados do Templo e também um seleto grupo de jovens judeus cativos. Daniel estava entre eles. Esta foi a primeira deportação. A última terminou em 586 a.C., com a destruição de Jerusalém e do Templo que o rei Salomão havia construído.

Na Babilônia, Daniel serviu a Deus com toda a dedicação. Ele demonstrava uma sabedoria tamanha que conquistou um lugar de proeminência que durou o tempo do reinado de vários reis, prolongando-se além da época do Império Babilônico. Não nos surpreende que Deus tenha confiado a ele a sinopse da história do mundo, uma vez que ele era “muito amado por Deus” (Dn 9.23; Dn 10.11,19).

Logo depois de chegar à Babilônia, Daniel interpretou o sonho problemático de Nabucodonosor a respeito de uma grande imagem com a cabeça de ouro, peito e braços de prata, abdômen e coxas de bronze, pernas de ferro e pés de ferro e de barro (Dn 2.21-35). Enquanto o rei a observava, uma pedra esmagou os pés da imagem, fazendo aquele colosso se despedaçar no chão.

Daniel explicou que a cabeça de ouro representava a Babilônia. Depois se seguiram três impérios gentílicos sucessivamente inferiores, que finalmente foram transformados em pó e espalhados pelo vento.


Os Três Primeiros Animais

Aproximadamente 50 anos mais tarde, Daniel teve um sonho que se assemelhava ao sonho de Nabucodonosor. De dentro de um mar turbulento e agitado emergiram quatro animais correspondendo aos quatro reinos do sonho de Nabucodonosor. Os dois sonhos enfatizam os mesmos impérios mundiais. Vistos de uma perspectiva humana, escreveu o estudioso da Bíblia John Walvoord, parecem “gloriosos e impositivos”; mas, do ponto de vista divino, as características dominantes são “a imoralidade, a brutalidade e a depravação”.[1]

 

Leão

O primeiro animal era como um leão, tinha asas de águia, e é quase que universalmente reconhecido como a Babilônia (Dn 7.4; cf. Jr 49.19-22). Enquanto Daniel olhava, as asas foram arrancadas, limitando seu potencial para futuras conquistas (Dn 7.4).[2] Ele foi“levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem” (v.4).Muitos crêem que isso se refere ao tempo em que Deus julgou Nabucodonosor por seu orgulho, fazendo-o ficar como um animal durante sete anos. Ele emergiu com uma nova atitude diante de Deus (Dn 4.36).

Urso

Movendo-se com dificuldade pela praia atrás do leão com asas, estava uma criatura“semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um de seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas” (Dn 7.5). O urso lento e desajeitado com um apetite voraz representa acuradamente o Império Medo-Persa. Grande e poderoso, ele conquistava através da “força dos números, por meio de uma capacidade elástica de absorver as causalidades”.[3] O urso levantado sobre um de seus lados parece indicar a crescente dominação da Pérsia, que finalmente absorveu os medos.[4]
As costelas entre os dentes do urso representam três reinos que ele devorou; são provavelmente o reino da Lídia, que caiu sob o poder de Ciro em 546 a.C.; o Império Caldeu anexado em 539 a.C.; e o Império Egípcio dominado sob o poder de Cambises em 525 a.C.[5] Ao urso foi dito: “Levanta-te, devora muita carne” (Dn 7.5).
Em outra das visões de Daniel, o império é retratado como um carneiro com um chifre mais alto do que o outro, que “dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir” (Dn 8.4).

Leopardo

A próxima criatura que surgiu da arrebentação era “semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio” (Dn 7.6). A velocidade do leopardo, acelerada por quatro asas, caracterizava com precisão os exércitos da Grécia comandados por Alexandre o Grande, que conquistou o mundo em aproximadamente uma década. A história mostra que logo após sua morte, em 323 a.C., o Império Grego foi dividido em quatro partes, entre Antípater (que foi sucedido por Cassandro), Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu.[6]
Na visão subseqüente, o Império Grego é representado por um bode com um grande chifre que é quebrado e substituído por quatro chifres notáveis (Dn 8.5,8,21). Depois, de um dos quatro chifres, surgiu um pequeno chifre, historicamente personificado por Antíoco IV, que governou a Síria de 175 a 164 a.C. (v.9). Buscando helenizar Israel, ele baniu o judaísmo, sacrificou um porco no altar do Templo, e erigiu uma estátua de Zeus nos átrios do templo. Essa estátua tinha a aparência do próprio Antíoco. O Templo foi mais tarde retomado e novamente dedicado a Deus, como Daniel profetizou (v.14).

A Besta Terrível

O último animal que emergiu do mar era “terrível, espantoso, e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; ... e tinha dez chifres” (Dn 7.7). Sem possuir nenhum equivalente no mundo animal, esse monstro simboliza “um poder mundial singularmente voraz, cruel e também vingativo”.[7]
Segundo Walvoord: “O Império Romano foi sem escrúpulos e implacável na destruição de civilizações e povos, matando cativos aos milhares ou vendendo-os como escravos às centenas de milhares”.[8]
Nada na história até hoje equivale à descrição: “Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino” (v.24). Como os artelhos no sonho de Nabucodonosor, os dez chifres indicam uma futura coalizão de governadores que existirão contemporaneamente.
Enquanto Daniel olhava, ele viu “que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência” (v.8). Não devendo ser confundido com o “pequeno chifre” associado ao Império Grego, o chifre de Daniel 7.8 emerge depois de haver deposto três governadores e representa o ditador mundial final (cf. Dn 7.24-25; Dn 11.36-45; 2 Ts 2.3-8; Ap 13.1-8).[9] Sob sua liderança, o Império Romano ressurge refletindo seu caráter enganoso, blasfemo e implacável.
Exigindo que o mundo o adore e destruindo todos os que se recusam a se sujeitar, esse líder mundial final é o Anticristo. Ele concentrará sua hostilidade contra o povo judeu, resultando em “grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt 24.21).

Uma moeda de bronze, cunhada após a destruição de Jerusalém ocorrida em 70 d.C. Na frente/cara vê-se um retrato do imperador romano Vespasiano; no verso/coroa, vê-se a inscrição latina “Judea Capta”, que significa “A Judéia está vencida”.

Alarmado, Daniel ficou olhando até que viu“que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado” (Dn 7.11), fazendo um paralelo com a revelação do apóstolo João na qual “a besta foi aprisionada (...) [e ela, juntamente com o falso profeta,] foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre” (Ap 19.20).

O Anticristo será o primeiro habitante do Lago de Fogo, e sua destruição põe fim à dominação gentílica do mundo.

O Messias, representado pela pedra que “foi cortada sem auxílio de mãos” no sonho de Nabucodonosor, então estabelecerá Seu reino, como descrito por Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído” (Dn 7.13-14).

Naquele momento, “o reino do mundo [se tornará] de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11.15). Aleluia!  


(Charles E. McCracken - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br) 

Notas:
  1. John Walvoord, Daniel: The Key to Prophetic Revelation [A Chave Para a Revelação Profética] (Chicago: Moody Press, 1971), 151.
  2. Albert Barnes, Notes on the Old Testament [Notas Sobre o Antigo Testamento], “Daniel” (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1980), 47.
  3. Will Durant, Our Oriental Heritage [Nossa Herança Oriental] (New York: Simon and Shuster, 1954), 360.
  4. Walvoord, 156.
  5. Frank E. Gabelein, Ed., Expositors Bible Commentary [Comentário Bíblico de Expositores] (Grand Rapids: Zondervan, 1985), 7:86.
  6. Ibid.
  7. H. C. Leupold, citado em Walvoord, 161.
  8. Ibid.
  9. H. A. Ironside, Lectures on Daniel the Prophet [Palestras Sobre Daniel o Profeta] (Neptune, NJ: Loizeaux Brothers, 1982), 133.

15 de agosto de 2017

O Que É a Vossa Vida? - TIAGO 4:13-17)




13_Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. 14_No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. 15 Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. 16_Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna. 17_Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.
Tiago fala da Falibilidade dos Projetos Humanos, tendo sua ênfase colocada principalmente na indagação do vs 14: “Que é a vossa vida?”

Não resta dúvidas que a ideia mais forte do texto que agora analisaremos é a imprevisibilidade da vida humana. Como esta é surpreendente! Poderia, por exemplo, Moisés, no dia da saída do Egito após a longa disputa com o faraó, imaginar que ele próprio não estaria na terra prometida? Poderia Bartimeu, que saiu a esmolar, imaginar que naquele dia o Senhor Jesus restituiria a vista e sua vida seria radicalmente modificada? Quantos de nós fomos também surpreendidos com o imprevisível!

Tiago reclama de pessoas que fazem plano de locomoção para uma cidade onde programam passar um determinado tempo e para ganhar dinheiro. Planejar a vida e ganhar dinheiro trabalhando honestamente não é pecado. Pelo contrário, é uma medida acertada. Planejamento e trabalho são virtudes a cultivar. A questão fundamental é que Deus foi esquecido, como Tiago menciona no vs. 15 “Devíeis dizer: Se o Senhor quiser, ...”.

Os judeus, como raça, caracterizaram-se como grandes comerciantes. Na Bíblia, nós os encontramos como agricultores e pastores de rebanhos. Mas, desde a dispersão, muitos deles se tornaram comerciantes e banqueiros. A habilidade comercial e a disposição para o trabalho fizeram dos judeus comerciantes afortunados.

Naqueles dias o mundo crescia. Muitas cidades estavam sendo fundadas. Numa povoação que começa a surgir a habilidade comercial tem amplas oportunidades. E os judeus eram bem acolhidos nas cidades onde chegavam e logo recebiam a cidadania, pois com eles chegavam o comércio e o dinheiro. Por isso o planejamento: “iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos.” O grande problema era o banimento de Deus nas decisões humanas.

Um exemplo dessa itinerância dos judeus está com Áquila e Priscila. Em At 18:2, Paulo encontra o casal que viera expulso de Roma, onde exercia o oficio de fabricantes de tendas. Em Romanos 16:3-5, o casal está de volta a Roma e inclusive em sua casa se hospeda a igreja cristã.

“No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida?" Penetrantes palavras! O que é a nossa vida? Veja o que diz o salmista: Sl 90:9,10 “... acabam-se os nossos anos como um suspiro. Passa rapidamente, e nós voamos...” Estas são declarações do salmista Moisés sobre a rapidez da vida humana. Sendo a vida tão rápida e incerta, planejá-la sem Deus é insensatez.
 
Em Lucas 12:13-21 temos a parábola do rico insensato. Os bens materiais eram o deus daquele homem e se constituíam na sua grande paixão. No discurso que ele pronunciou, não houve lugar para Deus. Só o EU: Farei, farei, derribarei, edificarei, recolherei, direi. Planejou para longo prazo: “Muitos bens para muitos anos”. Naquela noite, sua alma foi pedida. “Que é a vossa vida?”

“Vapor” ou “Neblina” seria nossa vida mais que estas duas figuras? A dona de casa destampa a panela, sobe o vapor que dentro dela se formou e logo se acaba. Muitos de nós vivemos como se nunca fôssemos morrer! Nunca nos lembramos que aos olhos de Deus somos como um vapor. Por isso, a recomendação do vs. 15 é oportuna: “Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Nunca devemos deixar Deus fora de nossos planos. Nenhum absolutamente nenhum deles!

O que significa dizer “Se o Senhor quiser”? Isso é suficiente para mostrar a dependência de Deus? Essa é uma advertência saudável, mas ao mesmo tempo se converteu numa frase rotineira que tem pouco significado para muitos dos que a usam. Não precisamos ficar repetindo, sempre “Se o Senhor quiser”. Isso não é suficiente neste caso, como que garantisse a presença dEle em tudo! Como que o simplesmente repetida vezes oramos e dizemos “em nome de Jesus” seremos atendidos, claro que não é assim!
Deve ser mesmo um desejo sincero e uma disposição autêntica do nosso coração, para que em nós se cumpra o querer de Deus.

No vs. 16 ”Mas agora vos jactais das vossas presunções;” Na Bíblia linguagem de hoje, traduzido assim: “Porém vocês são orgulhosos e vivem se gabando”. É o orgulho humano que nos leva a presumir que somos suficientes, que nos bastamos, e por isso podemos prescindir, dispensar a Deus. Moisés alerta o povo de Deus, em Dt 8, para que não esqueça os benefícios feitos pelo o Senhor. O povo não deveria dizer: “A minha força, e a fortaleza da minha mão me adquiriram estas riquezas”, mas sim se lembrar do Senhor, “porque ele é o que te dá forças para adquirires riquezas...” (vs. 17, 18). 
 
Orgulhar-se do progresso pessoal sem reconhecer que vem de Deus o poder e a capacidade para tal, é atitude maligna. Como diz Tiago: “Toda jactância tal como esta é maligna”. Jactância = vanglória; soberba; arrogância; amor-próprio.

O termo “maligna” é o mesmo encontrado no Pai Nosso: “mas livra-nos do mal” (Mt 6:13). Livra-nos do maligno, ou seja o MALIGNO precede o ORGULHO! É ele o MALIGNO que inspira os homens a se orgulharem da grandeza do que adquiriram. Cuidado com a auto suficiência!

De repente, parece que, quebrando a sequência dos argumentos, Tiago diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. 
 
Seria uma sentença isolada, desligada de toda a argumentação anterior, não fosse o “pois”. A frase tem conexão total com o que anteriormente foi exposto. Na realidade, o vs. 17 faz a ponte entre o discurso contra os comerciantes (vs. 13-16) e o discurso contra os ricos e opressores (Tg 5:1-6). 
 
As pessoas dotadas de mais posses têm melhores condições de ajudar os necessitados. (LEI DA SEMEADURA).
Os prósperos negociantes do texto que ora tratamos não o faziam. Omitiam-se . Os ricos negociantes do texto a seguir, não apenas deixavam de ajudar, mas oprimiam. Omissão e repressão: a ordem é lógica. A omissão é apenas o inicio da opressão, porque esta é a sequência da insensibilidade que se inicia com a omissão. É o desinteresse pelas pessoas, a falta de amor e de compaixão cristã pelas criaturas necessitadas que tornam o coração endurecido.

A única preocupação do elemento passa a ser a preocupação consigo mesmo. Por isso, com muita propriedade, já dizia o teólogo Manson, O Pecado é a abolição dos dez mandamentos e a instauração do décimo primeiro: “Tu te amarás a ti mesmo sobre todas as coisas”. (Mt 22:39)
A essência do pecado é o egoísmo, e ainda que teologicamente se possa discordar deste conceito, há que se concordar que o homem em pecado rejeita a Deus e o próximo e se constitui a si mesmo como o centro do seu universo. Só então entendemos por que a omissão é pecado!

Como pecado, a omissão será punida por Deus. O grande exemplo que nos vem da Bíblia está na parábola do rico e Lázaro, encontrado no livro de Lc 16:19-31. O rico terminou no inferno. Não apedrejou Lázaro. Não o escorraçou nem o defraudou até levá-lo à mendicância. Nada disso! O rico “apenas” ignorou Lázaro. O texto bíblico nos diz que Lázaro, coberto de úlceras, foi deixado ao portão do rico. Seu desejo era alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. Na Palestina, as pessoas ricas tinham o costume de molhar o pão para que com ele lavassem as mãos sujas de comida, já que, não tendo talheres, eles comiam com as mãos, jogando pedaços de pão molhado debaixo da mesa... Lázaro era um homem tão fraco que os cães vinham lamber-lhe as feridas e ele nem sequer tinha forças para espantá-los. E é interessante observar que ele via os ricos, mas estes não o viam. Sim, o rico só foi ver Lázaro lá no inferno.

É triste pensar na insensibilidade das igrejas que constroem templos suntuosos. Imponentes catedrais “para a glória de Deus”. Será realmente esta a vontade de Deus? As pessoas passam necessidades, vão até nossas casas, sabem que somos cristãos, e muitas ou quase sempre batemos com a porta em sua cara. 
 
Que tipo de Deus é este que, para ser glorificado em um bairro miserável, as pessoas não se relacionam, estão acima do nível social, não falo com fulano, com beltrano, etc...
 
Se Jesus Cristo nos revelou um Deus cuja glória não está nas paredes, mas nas pessoas? O que uma igreja em condições assim pode comunicar aos seus vizinhos? Quanto de nossa vida eclesiástica, centrada no templo, é amor a Deus, e quanto é escapismo dos problemas de um mundo tão necessitado, não apenas no espírito, mas também no corpo? 
 
Não somos culpados, nós mesmos, de grande parte do desinteresse e desprezo que o mundo tem se levantado conta a igreja? Que interesse real o mundo pode sentir da igreja para com ele? Quem resiste a coisas boas?

“Pobre tem alma!”, poderá alguém dizer que discorde dos que se preocupam com as necessidades materiais do povo. Com certeza o pobre tem alma. Mas, o que a igreja precisa lembrar é que “rico também tem alma” e nem sempre está ela fazendo isso aos poderosos. E mais importante ainda: A igreja precisa lembrar que “pobre também tem corpo”. Parece que isso é que tem sido esquecido. Pregamos, exortamos, motivamos, pedimos a Deus, ele faz o milagre. E nossa parte como tem ficado, deixamos de fazer o bem! Isso é pecado, Tiago está dizendo isso. 
 
A igreja de Cristo que passa a viver somente dentro das quatro paredes, admirando sua estrutura, seu programa, seus projetos, esquecida das pessoas, que são imagem e semelhança de Deus.

Pobre também tem corpo, tem necessidades materiais. Tiago nos mostra claramente. E nós temos coragem de dizer que os ricos que eles também tem alma, e que darão contas a Deus de sua vida.

Quanto a nós, evitemos a omissão. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não faz, comete pecado.” Evitemos transformar a nossa fé em ideologia separada do mundo e no escapismo histórico. 
 

http://alcyricardo.blogspot.com.br/p/estudo-livro-tiago-cap-4.html


14 de agosto de 2017

2 Razões pela qual a fofoca é tão prejudicial , especialmente na Igreja


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Billy Graham
 

O renomado evangelista Billy Graham disse que o fofocar é errado, não só porque muitas vezes é baseado em mentiras, mas porque só serve para destruir os outros.

O evangelista de 98 anos recentemente compartilhou seus pensamentos sobre o problema em resposta a uma pergunta enviada por uma leitora, que disse que deixou sua última igreja porque os membros e inclusive o pastor, continuamente conversavam sobre os outros.

Não é assim que os cristãos deveriam agir, não é?” perguntou ela.
Graham primeiro enfatizou que “definitivamente não é como os cristãos devem agir”,e explicou dizendo que “porque quando nos comprometemos com Jesus e nos tornamos Seus seguidores, nossas vidas devem ser marcadas pelo amor e compaixão, não por críticas e por fofocas”.

Graham citou também o versículo Bíblico que diz: “Que as suas conversas sejam sempre agradáveis e de bom gosto, e que vocês saibam também como responder a cada pessoa!” (Colossenses 4:6).

Por que fofocas ou fuxico é errado? Graham diz que a primeira razão pela qual é errada, é porque é muitas vezes ela é baseada em mentiras – e a mentira é proibida em toda a Bíblia.

“Mesmo que o que alguém diz sobre outra pessoa não seja completamente mentira, mas ainda é apenas parte da verdade”, disse ele. “As fofocas e críticas também destroem as pessoas e prejudicam sua reputação, causando conflitos e suspeitas. A Bíblia diz com razão: ‘Quem odeia fere os outros com mentiras; as palavras bajuladoras causam desgraças.’ (Provérbios 26:28)”.

No entanto, fofocar e criticar alguém por trás de suas costas também está errado porque muitas vezes decorre de motivações do mal, afirmou o pastor Batista.

“Você já se perguntou por que gostamos de fofocar? A razão não é simplesmente porque gostamos de destruir os outros, é porque gostamos de nos construir. Quando fazemos fofocas, estamos afirmando estar sabendo. E quando criticamos alguém, afirmamos ser melhores do que eles. Na realidade, no entanto, estamos apenas nos arruinando”.

O evangelista incentivou a leitora deixar para trás a experiência ruim que teve com as pessoas da igreja, e se aproximar de Cristo.
“Certifique-se de seu compromisso pessoal com Jesus e, em seguida, peça-Lhe para guiá-la para uma igreja onde você possa crescer em sua fé e ser cercado por pessoas que a amam e também também você amará” aconselhou.

A Bíblia nos diz que a língua é o nosso pior inimigo. “A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas.” – Tiago 3:6. No livro de Romanos, Paulo inclui fofoca entre os pecados de assassinato, inveja, ganância, engano e malícia. Ele disse que “aqueles que fazem essas coisas merecem a morte”.

No entanto, um estudo intitulado “Why Churches Fail” conduzido pelo Instituto Francis A. Schaeffer de Desenvolvimento de Liderança da Igreja (FASICLD), em parceria com Into Thy Word Ministries descobriu que as fofocas são uma das maiores questões da igreja de hoje. Na verdade, 61% das 2.039 pessoas que deixaram sua última igreja fizeram isso por causa de um conflito com outro membro resultante de fofocas ou conflitos que não paravam, não eram verdadeiras ou não eram adequadamente tratadas.

O pastor da igreja de Saddleback, Rick Warren, ofereceu recentemente alguns conselhos para aqueles que foram afetados pelas fofocas – ou são culpados de se envolver em fofocas.

“Alguns de vocês foram profundamente feridos por fofocas e coisas que foram ditas ao redor do escritório ou uma confiança quebrada entre um amigo ou membro da família”, disse ele. “Aqui está o que Deus tem para dizer a você: ‘Ore pela pessoa que falou contra você para que você possa ser liberado da dor em sua vida’ “.


Portal Padom
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13 de agosto de 2017

O que diz a Bíblia sobre o pai cristão?




 
O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (vs 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.

 
 
https://www.gotquestions.org/Portugues/pai-cristao.html
 
 

12 de agosto de 2017

A Autoridade dos Pais e os Seus Filhos


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Cl 3.20, !Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor?.

Deus tem estabelecido os pais como uma das Suas autoridades controladoras na terra. Aos pais Deus delegou tanto o direito a controlar os filhos, como também ser a autoridade necessária para que os pais e os filhos tenham as bênçãos de Deus. Tudo isso se os pais treinarem os filhos a serem controlados pelos pais. 

Aqueles a quem Deus coloca na posição de ser os pais, respondam diretamente a Deus. Os pais, ou os responsáveis pelos filhos, respondam a Deus se controlaram ou não os filhos. 

A autoridade que Deus dá aos pais é o tipo que faz que eles tenham o direito a colocarem as suas vontades sobre a vontade de seus filhos e mandá-los a seguirem a sua liderança. Os pais também têm o direito de Deus de administrar justiça tanto para punir a desobediência quanto abençoar o comportamento correto.

Os filhos devem obedecer tanto pai quanto mãe. A palavra obedecer, como usada em Cl. 3.20, é um mandamento e significa !ouvir e obedecer, conformar-se à autoridade." (#5219, Strong?s). Em outras palavras, essa passagem instrui que os filhos devem fazer o que os pais os dizem. Isso significa que a palavra dos pais é lei. Quando o filho é desobediente à palavra dos pais, ele quebra tanto a lei de Deus quanto a lei dos pais. Esse mandamento não é complexo. Dita que os filhos devem fazer o que os pais instruem

Mesmo que este mandamento é endereçado aos filhos, os pais, por ter a autoridade, respondem a Deus pelo seu cumprimento pelos filhos enquanto os filhos estejam na sua responsabilidade (I Sm 3.11-14). Deus sempre responsabiliza aqueles em autoridade pelas ações daqueles que estão sob a sua autoridade. Os pais são responsáveis a Deus pela a obediência dos seus filhos. Um paralelo a este princípio é que Deus manda o homem de não matar, mas Ele tem dado ao governo a responsabilidade e autoridade a administrar a pena da morte. O governo é responsável pelos seus cidadãos nesse caso. Na mesma maneira, Deus tem dado aos pais o poder de forçar a obediência dos filhos em tudo ! vestimenta, alimentação, escolaridade, amizades, uso do tempo, adoração, comportamento, etc. 

A autoridade dos pais abrange muito mais do que qualquer outra instituição que Deus tem estabelecido. Os pais têm o direito de forçar obediência dos seus filhos em tudo. Os sujeitos de outras instituições devem submeter as suas autoridades. Mas o filho é mandado a obedecer a seus pais. A diferença entre submeter e obedecer é que a submissão envolve a atitude de aceitação voluntária de autoridade, mas a obediência é para ser exercitada para com a autoridade se querendo ou não

São os pais que têm o direito de controlar seus filhos. Nenhuma outra instituição ou pessoa tem tantos direitos sobre os filhos quanto têm os pais. A sociedade, a escola, os vizinhos, ou qualquer outra instituição não têm tanta autoridade sobre os filhos quanto têm os pais. A autoridade que os pais têm sobre os seus filhos é responsável ao governo só nos casos de incesto, mal-trato, e homicídio. Os pais são responsáveis diretamente a Deus se não cumprem a responsabilidade das suas autoridades constituída por Deus. A Palavra de Deus não sanciona !direitos para as crianças?. Os filhos têm somente o direito de Deus a serem criados pelos seus pais sem a intervenção de qualquer outra instituição.

Deus honra o valor de autoridade dos pais tanto que na Lei de Moisés Ele instituiu Seus princípios nas leis para o governo proteger a autoridade dos pais para com os seus filhos. Em vez do governo se substituindo pela responsabilidade dos pais pelos filhos, biblicamente o governo deve sustentar a posição dos pais. Os filhos não devem ser permitidos a rebelar contra os pais ! Mt. 15.4; Ex. 21.15, 17; Dt. 27.16; Pv. 30.17. Três princípios são revelados nesses versículos:
1.       Tanto o pai quanto a mãe são considerados iguais como pais.
2.       Deus não tolerará o desrespeito aberto dos filhos para com a sua responsabilidade para com os pais. A pena da morte devia ser administrada a qualquer que tem o hábito de desrespeitar, bater ou amaldiçoar seus pais. É claro que os pais não têm o direito de aplicar a pena da morte, pois a instituição do governo tem esta autoridade somente. Porém os pais pela Lei foram obrigados a testificar publicamente contra tal filho ! Dt. 21.18-21. Como se pode ver, Deus é sério quando mando que os filhos devam ser obedientes aos pais. Estes versículos foram dados a Israel como nação, mas o princípio, ensinado às igrejas no Novo Testamento, está para nós hoje. Deus não tolera filhos desrespeitosos ou desobedientes.
3. Se um filho desobediente escapa da pena da morte pela falha dos pais ou do governo, Deus julgará tanto o filho quanto o pai e a nação por tal desobediência ! I Sm. 3.13; 4.10-18; Pv. 30.11-17.
A promessa de benção para os filhos ! Ef. 6.2,3; Ex. 20.12. A promessa de longa vida significava muitas bênçãos naqueles dias que Deus deu estas palavras ao homem. !Dias prolongados? significava nenhuma morte pela guerra, doença, fome, ou por animal selvagem. Ter "dias prolongados" era uma promessa de uma morte natural. Também foi uma promessa de prosperidade física, pois longos dias dariam mais tempo para acumular riquezas em gado, terra, e filhos. O filho que honra o seu pai e a sua mãe seria protegido na sua vida adulta pela promessa de Deus. Podemos entender que os pais que amarem seus filhos verdadeiramente desejarão o melhor para eles e exigirão obediência dos filhos. Estes pais farão tudo para que os seus filhos lhes honrem, para que tenham as bênçãos prometidas por Deus. 

Deus julgará cada filho numa maneira que é consistente com Seu caráter. É verdade que existem indivíduos maus que acabam sendo pais com autoridade sobre os seus filhos na mesma medida que existem lideres maus no governo. Tais pais que usem mal a sua autoridade responderão ao julgamento direto de Deus. Quando observamos um filho receber mau tratos dos seus pais, devemos lembrar que Deus ainda está em controle e foi Ele que colocou tal filho em tal lar para Seus próprios desígnios. 

Deus controla cada vida e o Seu plano eterno inclui a falta de justiça neste mundo. Pode ser que o filho que é maltratado pelos seus pais necessite tais pressões para aprender a submeter a sua vontade a Deus. Talvez Deus esteja preparando tal filho para O glorificar melhor pelo sofrimento como Ele fez no caso de Jó. Nós vemos um filho inocente enquanto Deus vê uma alma pelo qual Ele interessa. Deus não erra, portanto devemos deixar Ele a cuidar dos pais rebeldes. 

Como uma autoridade humana, você, como pai ou como mãe vai errar mesmo que deseje a fazer tudo correto. Uma autoridade não tem que ser perfeito para poder exercer a sua posição. Obediência e respeito pela autoridade podem ser aprendidos daquilo que aparenta a ser injusto ou incompetente. Pais, vocês são a autoridade maior sobre seus filhos. Não permitem a sua fraqueza como homem a impedir-lhe de cumprir as suas responsabilidades. Deus sabia que vocês eram imperfeitos quando Ele lhe deu o filho.

Os filhos precisam o exemplo de autoridade sobre eles. Se os pais não dão à liderança necessária, os filhos a acharão em outro lugar ou em outra pessoa. Os filhos precisem desesperadamente um líder a qual possam seguir e a quem podem dar sua admiração. Deus criou os filhos na maneira que eles necessitam e respondem à autoridade dos pais. Portanto acharão um substituto se os pais não preenchem a sua posição (astros do esporte, estrelas do cinema, líder de um clube, etc.).

Contrario ao ensino de psicologia, seu filho necessita um pai que é líder não um colega. Os pais têm o lugar de autoridade e portanto não podem ser o amigão mas o líder a qual o filho deve respeitar e ser obediente. Se os pais mostram bem a sua autoridade enquanto o filho está em fase de desenvolvimento (faixa etária de 0-13 anos de idade), depois terá uma vida de amizade entre eles e o filho adulto.
Os pais são os símbolos representativos da autoridade de Deus. A maneira que os pais exercitem sua autoridade determina em muito a maneira que os filhos pensem sobre Deus. Como pai você tem a oportunidade de moldar as opiniões dos filhos sobre Deus, o governo, e até como comportar-se quando casado. O filho que é exigido a obedecer a seus pais respeitará a sua autoridade e será preparado a submeter-se às outras autoridades que existem, incluindo a própria Palavra de Deus ! Pv 23.13, 14. (Child Training, Fugate, pgs. 29-43).


Autor: Pr Calvin Gardner
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 

http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/olar/cap12.html