Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

26 de junho de 2017

Pecados Involuntários


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Instintos treinados – é desse modo que os pilotos de caça podem reagir imediatamente a situações que mudam rapidamente enquanto operam máquinas de guerra de 27 milhões. Quando uma aeronave ameaçadora está se aproximando, não há tempo para os pilotos pensarem no que fazer. Eles têm que confiar no instinto – mas não apenas no instinto natural; eles precisam de instintos profundos dentro deles através de anos de experiência. As inúmeras pequenas decisões que tomam na cabine são automáticas, mas isso não significa que elas são involuntárias. O piloto voluntariamente treinou para eles, e na cabine ele colhe os benefícios instintivos desse treinamento.

Essa é uma boa ilustração de como o pecado não intencional funciona. Podemos ser culpados por reações pecaminosas que parecem entrar em erupção em nós automaticamente? Podemos considerar o pecado como voluntário se não for escolhido conscientemente?

A visão da Escritura sobre a experiência humana é bastante complexa para responder sim. A Escritura fala de pecados involuntários em três características: eles são (1) por ignorância da vontade de Deus e, portanto, (2) não deliberadamente escolhidos como atos hostis contra Deus; contudo (3) eles são uma desobediência. Não obstante, Levítico 5:17 descreve o pecado não intencional como “fazer qualquer coisa que, segundo os mandamentos do Senhor, não deveria ser feito, embora ele não soubesse”. Pedro disse aos seus irmãos judeus que comemoravam a lei que eles “mataram o Autor da vida” porque “agiram na ignorância” (Atos 3:15, 17). Paulo disse ao seu público grego idólatra que a sua longa história artística era, na verdade, “os tempos de ignorância” que Deus desconsiderou (Atos 17:30).

Os judeus mataram Jesus. Os gregos construíram ídolos. Ambas as ações eram expressões instintivas de corações não condicionados pela Palavra revelada de Deus, mas por conjuntos de crenças e valores diferentes (igualmente pecaminosos). Os judeus acreditavam em um deus legalista de sua própria criação e valorizavam sua versão cultural da justiça; os gregos acreditavam em seus deuses humanos e valorizavam a beleza de suas próprias imaginações. Suas ações simplesmente expressavam essas estruturas mais profundas de ignorância. Os judeus não pretendiam que o assassinato de Jesus fosse um ato hostil contra Deus, e os gregos não pretendiam que a busca do prazer mundano fosse uma rebelião direta contra ele. No entanto, elas foram.

Então, isso é conosco. Nossas respostas fluem de algum lugar – das realidades mais profundas dos corações de quem somos administradores. Nós somos administradores das realidades mais profundas tanto quanto somos das expressões superficiais. Assim, podemos pecar sem escolha deliberada porque sempre estamos agindo intuitivamente por corações condicionados pelo pecado herdado. Jesus nos deu o paradigma geral para isso, quando Ele nos disse que “a boca fala do que o coração está cheio” (Mateus 12:34).
Assim como os horários de treinamento dos pilotos de caça, nossos corações estão sob um regime que dá forma às nossas reações intuitivas – um regime de crenças e valores que não se alinham com as Escrituras que nos penetraram através do que colocamos em nossas cabeças, o que recebemos como sabedoria de outras fontes, o que aceitamos como algo normal da cultura. Tudo isso molda nosso pecado involuntário.

Pense no modo como os pecados, como a discriminação (Tiago 2:1), o ciúme (3:14) ou a dureza (4:2) funcionam na vida real. Raramente as pessoas decidem deliberadamente mostrar discriminação. Todavia, somos instintivamente atraídos por uma pessoa bonita que entra na sala. Por quê? Por sua percepção estabelecida do que é atraente. O ciúme é o impulso automático que surge quando meu valor profundo para uma determinada coisa atende à minha suposição oculta de direito pessoal a ela. A dureza é o resultado dos desejos silenciosos do meu coração batendo contra uma pessoa que percebo que retém esses desejos de mim.

Estes pecados tendem a não ter um momento de ação decisiva; eles emanam da nossa vitalidade. Caso isso não seja ruim o suficiente, esses pecados básicos não intencionais podem emanar em formas mais complexas também: a discriminação pode se expressar em racismo, ciúme, vício no trabalho, aspereza e manipulação.

Os pecados de ignorância só podem ser remediados com o conhecimento. Longe de ser uma licença para o pecado, a ignorância é aquilo que nos mantém nisto. Nós nos tornamos conscientes dos pecados não intencionais; e mais do que isso, temos a capacidade de fazer algo sobre eles apenas por uma palavra externa de Deus. Em Levítico, temos um homem que, “fazendo qualquer coisa que o Senhor proibiu, ainda que não o saiba, será culpado e sofrerá por causa de sua maldade” (5:17). A solução de Pedro para o assassinato ignorante de Jesus cometido pelos judeus é encaminhá-los para as profecias das Escrituras sobre Ele (Atos 3:18 ). Paulo fala da idolatria dos gregos acerca do único Deus que não é feito de ouro ou prata (17:29). Só então, com esta nova consciência da verdade, eles podem tomar a ação apropriada contra seu pecado involuntário: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados” (3.19).

Se estivermos usando-a corretamente, a Escritura é uma faca desconfortável, uma espada que corta profundamente (Hebreus 4:12). Mas quando corta profundamente, é para o propósito escultor de Deus, glorioso e instintivo, o qual Ele colocou em nós quando nos salvou. Quando uma pessoa acredita na Palavra de Deus, é dada a ela uma mente caracterizada pela justiça de Cristo, da qual flui um novo entendimento (1 Coríntios 2:14-16 ). O mesmo desígnio que torna os seres humanos capazes de pecar instintivamente agora é usado para o bem. Quando as pessoas chegam à fé em Cristo, elas recebem a Sua justiça; não apenas como uma declaração de direito perante Deus (justificação), mas também como um poder vivo que revaloriza suas crenças, valores fundamentais e, portanto, as respostas instintivas que dela decorrem (santificação). Suas respostas automáticas são caracterizadas por uma maior justiça. Instintos treinados – mas agora sob um novo regime.
Autor: Jeremy Pierre
Tradução: Leonardo Dâmaso
Fonte: Ligonier Ministries
Divulgação: Reformados 21
http://reformados21.com.br/2017/06/19/pecados-involuntarios/

25 de junho de 2017

O culto que desonra ao Senhor


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Por Silas Alves Figueira

Texto base: Malaquias 1.6-14

O profeta Malaquias surge no cenário da história cerca de cem anos depois que o povo judeu havia voltado do cativeiro babilônico. Provavelmente já havia passado a época de Ageu, Zacarias, Esdras e Neemias, e o próprio povo já começava a se instalar na terra; porém, não com a mesma prosperidade que antes [1].

Devido a isso, o povo caiu em profundo desânimo espiritual, a começar pelos sacerdotes. Quando eles começaram a observar que as profecias antigas não estavam se cumprindo como o esperado, tanto os sacerdotes quanto o povo começou a achar que o Senhor havia se esquecido deles. Por sua vez, o templo que antes era monumental, comparado com o que eles haviam reconstruído era sem expressão. Com isso a desmotivação tomou o coração das pessoas e os sacerdotes começaram a exercer o seu ofício sem temor e se corromperam totalmente. Devido a isso o culto estava totalmente corrompido também.

É nesse cenário da história que o Senhor levanta o profeta Malaquias para corrigir o seu povo e, principalmente, os sacerdotes; homens que foram levantados por Deus para levar o povo à adoração e temor ao Senhor. No entanto, o modo como estavam servindo ao Senhor era uma desgraça para o nome dele [2]. Diante dessa situação, o Senhor levanta o profeta Malaquias para que tanto os sacerdotes, quanto o povo se voltem para o Senhor.

Os profetas eram o último recurso de Deus para comunicar sua vontade ao povo. Deus levanta os profetas, que vinham no poder do Espírito Santo e na autoridade de Deus, chamando o povo ao arrependimento ou advertindo-o das consequências de seus atos. Às vezes pensamos que o papel do profeta era prever o futuro, que essa era a função principal, mas na verdade não era – a previsão do futuro era uma parte relativamente pequena do seu ofício. A tarefa do profeta era chamar o povo ao arrependimento e à obediência da Lei [3]. E foi para isso que o profeta Malaquias havia sido levantado pelo Senhor: trazer os sacerdotes e o povo de volta para Ele observando a Sua Lei e o que nela era exigido.

Quando que o culto desonra ao Senhor?

EM PRIMEIRO LUGAR, O CULTO DESONRA AO SENHOR QUANDO O CULTO SE TORNA SEM TEMOR E SEM ESPIRITUALIDADE (Ml 1.6,7).

Malaquias inicia essa mensagem fazendo uma declaração indiscutível: “O filho honra o pai e o servo ao seu senhor” (1.6). A primeira relação envolve afeição e a segunda respeito. Mas os sacerdotes não demonstraram nem amor nem respeito a Deus [4]. Os sacerdotes estavam totalmente apáticos em relação a dar a Deus a honra que lhe era devida. Eles perderam o temor e como consequência a espiritualidade deles foi a zero.

Quando liderança perde o temor a Deus e a espiritualidade algumas coisas ocorrem:

1º – Há um total desprezo a Deus e ao culto a Ele oferecido. Os sacerdotes perderam a fidelidade a Deus e a Sua Palavra. Havia culto, mas não havia adoração. Havia culto, mas os sacerdotes não se preocupavam em observar os preceitos da Palavra de Deus. Eles se tornaram profissionais da religião. Eles andavam na contra mão dos ensinamentos bíblicos. Honravam líderes humanos, mas não honravam a Deus.
Hernandes Dias Lopes diz que a apostasia começa na liderança. As falsas doutrinas começam nos seminários, descem aos púlpitos e daí matam as igrejas. Os desvios da teologia desemboca no desvio moral: o liberalismo, o sincretismo e a ortodoxia morta desembocam em vida relaxada [5].

2º – A liderança se torna canal de maldição de não de bênção (Ml 2.2). A maldição nada mais é que a punição da quebra da Lei. Talvez a palavra mais adequada aqui seja castigo. Tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual são regidos por leis. A diferença entre uma lei e um conselho é que a lei é sancionada pela punição, caso contrário, ela perderia sua força, trazendo o caos para os relacionamentos. Por mais que as pessoas estejam acostumadas com a impunidade, espiritualmente a lei de colher o que semeia não será quebrada (Gl 6.7) [6].
A liderança jamais é neutra, ela é uma bênção ou maldição. Sempre que um líder transgride, ele é um laço para o povo. A liderança é como um espelho. O espelho para ser útil precisa estar limpo, ser plano e estar bem iluminado. A vida do líder é a vida da sua liderança, mas os pecados são os mestres do pecado [7].

3º – Há um total cinismo e falta de temor a Deus (Ml 1.7). Eles foram repreendidos, mas não demonstram nenhum arrependimento. Eles foram corrigidos, mas pouco se importaram com que o Senhor estava lhes falando.
O mesmo tem ocorrido hoje. O Senhor não deixou de falar com seu povo. A Palavra está nas mãos dos líderes e eles têm por obrigação lê-la e praticá-la, mas quantos estão interessados nisso? Muito poucos, infelizmente. Muitos estão distorcendo a Palavra para se beneficiar através dela; e o povo que não lê a Bíblia acredita nesses falsos líderes, embora muitos que se juntam a eles são iguais a eles também. Buscam a Deus para se beneficiarem ou para simplesmente como rotina de vida. São religiosos, mas não adoradores, por isso oferecem qualquer coisa num total cinismo e falta de temor a Deus.

EM SEGUNDO LUGAR, O CULTO DESONRA AO SENHOR QUANDO O CULTO HONRA AOS HOMENS, MAS NÃO HONRA A DEUS (Ml 1.8,9).

Eles não tinham coragem de oferecer ao governador a oferta que ofereciam a Deus. Honravam os líderes humanos, mas não honravam a Deus. Entregavam para o sacrifício animais que era inadmissível oferecer há uma pessoa. Mas queriam a bênção do Senhor sobre as suas vidas oferecendo esse tipo de coisa a Ele. As pessoas buscavam agradar ao governador, mas estavam longe de agradar a Deus. E isso não é diferente dos dias de hoje.
Estamos vivendo a época do culto as celebridades. O culto hoje, em muitas igrejas, é antropocêntrico e não Cristocêntrico. Os cultos tem sido mais uma apresentação que culto a Deus. Tem sido mais show que verdadeira adoração. As pessoas estão mais preocupadas com a roupa que vão à igreja do que com a roupa espiritual. Esse antropocentrismo tem gerado crentes adoradores de selfies e não adoradores do Senhor.

1º – O culto antropocêntrico adora aos homens e não a Deus. Há um respeito exacerbado aos líderes humanos, mas não a Deus que é o verdadeiro Senhor. Por isso que o Senhor diz para ao povo para apresentar o sacrifício que ofereciam ao Senhor ao governador e vê se ele aceitaria.
Hoje muitas pessoas vão à igreja por causa do cantor que irá se apresentar, por causa do pastor popstar que irá pregar. Por que é a igreja da moda. Porque tem muitos jovens. Mas não vão por causa de Deus.

2º – O culto antropocêntrico honra mais aos homens que a Deus. Há mais respeito em muitos púlpitos por aí aos políticos que neles se apresentam que ao Senhor de toda a terra. Há uma bajulação a esse tipo de pessoa que a Deus. Alguns cantores são tratados como deuses. Já o pregador muitas vezes mal recebe uma oferta.
Teve um irmão que disse que foi pregar em uma igreja. Chegando lá havia um cantor famoso que iria se apresentar. O cantor recebeu uma oferta de trinta mil reais e o pastor uma oferta de hum mil quinhentos reais. Esse irmão disse que não havia cobrado nada para estar ali, mas o que fizeram era algo totalmente desproporcional. Honram mais o cantor que o pregador da palavra.

EM TERCEIRO LUGAR, O CULTO DESONRA AO SENHOR QUANDO SE OFERECE RESTO E NÃO AS PRIMÍCIAS (Ml 1.8,9,13,14).

É preferível não ter religião alguma do que ter uma religião que não dá a Deus o que há de melhor. Se o nosso conceito de Deus é tão baixo a ponto de pensarmos que ele se agrada com uma adoração indiferente, então não conhecemos o Deus da Bíblia. Na verdade, um Deus que nos incentiva a fazer menos do que o nosso melhor não é um Deus digno de adoração [8].

Os animais que haviam sido oferecidos como ofertas eram cegos, aleijados, rasgados por feras, roubados e até doentes. Isso era um insulto a Deus. Até homens famintos evitariam comer tais animais. Essa prática era contrária a orientação bíblica (Lv 22.20; Dt 15.21). Mas os sacerdotes não estavam se importando com isso.

Mas por que os sacerdotes ofereciam tais animais?

1º – Porque tais sacerdotes também não ofereciam a Deus o que tinham de melhor. Eles não eram capazes de corrigir o povo, pois eles não eram sacerdotes irrepreensíveis.
Eles eram piores que o povo, pois o povo na verdade os imitava. Eles estavam agindo iguais Hofni e Finéias filhos do sacerdote Eli (1Sm 2.12-17,22,27-29).
Muitos líderes hoje também não corrigem o povo porque eles mesmos andam em pecado. Não tem compromisso com Deus, mas são filhos do diabo travestidos de sacerdotes do Senhor.

2º – Porque os sacerdotes e seus familiares se beneficiavam do que era oferecido no altar. Eles escolhiam as melhores carnes. Escolhiam as carnes de animais que não estavam doentes e separavam para si. Os sacerdotes queriam estar certos de que teriam comida na mesa. Afinal, a economia não andava bem, os impostos eram altos, e o dinheiro estava escasso; apenas os israelitas mais devotos levavam animais perfeitos para o Senhor. Desse modo, os sacerdotes contentavam-se com algo aquém do melhor e incentivavam o povo a trazer o que tivesse disponível. Um animal doente iria morrer de qualquer forma, e os coxos não serviam para nada mesmo, então o povo podia muito bem levá-lo para o Senhor! Esqueceram-se de que o “obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros (1Sm 15.22; Sl 51.16,17; Mq 6.6-8; Mc 12.28-34) [9].
E hoje não tem sido diferente. Muitos líderes estão mais preocupados com seus salários do que ver a igreja adorar de forma certa ao Senhor. O que importa para tais líderes é garantir o salário mensal. Por isso muitos fazem vista grossa ao pecado do povo. O importante é mantê-los na igreja não importa que com isso o pecado prevaleça em suas vidas. O importante é manter a “casa cheia”, ainda que seja de pessoas vazias.
Por isso que muitas igrejas estão imitando o mundo com seus cultos que imitam clubes noturnos com sua música doentia. Os ministros oferecem “porcos” no altar, para atrair pessoas a ouvir o seu “evangelho” [10]. No entanto, pastores sérios, que tem compromisso com a Palavra de Deus têm sido vistos e chamados de fundamentalistas, radicais, fariseus; pastores que não amam as pessoas. Só que é o contrário, esses pastores querem ver a igreja e o povo que a frequenta abençoados e não amaldiçoados. Eles se importam com Deus e em oferecer o melhor culto a Ele. Esses pastores são boca de Deus e profetas de Deus, mas como sempre ocorreu as pessoas não gostam de ouvir a verdade que liberta, por isso procuram pastores que falam o que eles querem ouvir e não o que o Senhor tem a falar (2Tm 4.1-4).

EM QUARTO LUGAR, O CULTO DESONRA AO SENHOR QUANDO SE TORNA UM CULTO INÚTIL (Ml 1.10).

A versão NVI trás esse texto dessa forma:
Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo. Assim ao menos não acenderiam o fogo do meu altar inutilmente. Não tenho prazer em vocês, diz o Senhor dos Exércitos, e não aceitarei as suas ofertas.
Esses sacerdotes pós-exílio não aprenderam nada com a história; da quase destruição de Judá pelos babilônicos, do quanto sofreram com a invasão do inimigo devido ao pecado que eles haviam cometido e que eles insistiam em cometer. A experiência amarga que sofreram não os ensinou nada a respeito de Deus e de como Ele é santo e não aceita um culto apóstata.
Não houve entre eles um único sacerdote que fechasse as portas do templo para dar um basta naquela hipocrisia. Eles estavam com a mente cauterizada e com o coração empedernido. Eles se tornaram profissionais do templo, pois eles não ofereciam nenhum sacrifício se não levassem alguma vantagem.
Deus prefere a igreja fechada a um culto hipócrita. É inútil acender o fogo do altar se nele vamos oferecer uma oferta imunda, se nossa vida está contaminada, cheia de impureza e ódio (Mt 5.23-25) [11].
O culto inaceitável é gerado por duas coisas na vida do sacerdote e do ofertante:

1º – Falta de temor (Ml 1.12). Pode ser que alguém ofereça ao Senhor um culto inaceitável por falta de conhecimento, isso é possível. Mas os judeus faziam isso de forma consciente. Eles haviam perdido o temor, mesmo depois de terem passado tudo que haviam passado e de como o Senhor com poder e graça os trouxera de volta para sua terra.
Hoje não tem sido diferente, muitos estão oferecendo a Deus um culto desprezível, mas achando que o Senhor não está se importando com isso. A falta de temor é extrema na vida de muitos líderes e isso reflete na vida de muitos liderados.
Por isso não temos visto igrejas inclusivas; igrejas que recebem pessoas em adultério como membros e muitas são colocadas como líderes de departamentos. Sobem no altar com a vida torta como que se o Senhor estivesse interessado em adoração e não no adorador. Mas o salmo 50.21 nos diz:
“Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te arguirei e porei tudo à tua vista”.
Um dia tais pessoas irão prestar contas diante do Senhor. Com Deus não se brinca.

2º – As pessoas fazem votos de tolo (Ml 1.14). Não cumprem os seus votos. Prometem, mas não cumprem. Dizem que darão o melhor, mas entregam o pior.
O que temos visto na vida de muitas pessoas hoje é a mesma coisa. Prometem ser mais fiéis, mas não são. Prometem frequentar a igreja, mas na hora optam por estarem em qualquer outro lugar do que está na presença do Senhor oferecendo-lhe o seu culto. Vão de festa a shopping no dia do Senhor. E isso independe se é dia de ceia ou se é há uma festividade especial na igreja. E o pior que isso não é esporádico, mas é frequente.
Mas quando o “calo aperta”, fazem votos de tolo. O Senhor não está interessado em seus votos, mas no cumprimento deles.

CONCLUSÃO

É com pesar que temos visto isso ocorrer hoje em dia em muitas igrejas. O tempo passa, mas o homem não mudou; os mesmos erros do passado são repetidos hoje. A falta de temor, de reverência, de zelo pelas coisas de Deus continua a mesma na vida de muitas pessoas e o pior, na falta de muitos líderes.

Todos nós somos responsáveis pelo culto, mas a responsabilidade maior é dos pastores e líderes; observe que a censura é dirigida primeiramente a eles. Por isso meu irmão tome cuidado onde você frequenta não se deixe levar pelo engano, pois as consequências serão sentidas por todos e não só pelos seus líderes.

Honre a Deus com seu culto e com a sua vida, pois o Senhor espera isso de todos nós. Não dê a Ele o pior, mas o melhor.

Pense nisso!


Fontes:
1 – Nicodemos, Augustus. O Culto Segundo Deus, a mensagem de Malaquias para a igreja de hoje. Edições Vida Nova, São Paulo, SP, 3ª Reimpressão 2016, p. 32.
2 – Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo vol. 4. Editora Geográfica, Santo André, SP, 2012: p.593.
3 – Nicodemos, Augustus. O Culto Segundo Deus, a mensagem de Malaquias para a igreja de hoje. Edições Vida Nova, São Paulo, SP, 3ª Reimpressão 2016, p. 34.
4 – Lopes, Hernandes Dias. Malaquias, a igreja no tribunal de Deus. Editora Hagnos, São Paulo, SP, 2006; p. 33.
5 – Ibid, p. 34.
6 – Borges, Marcos de Souza. Avivamento do Odre Novo. Editora Jocum, Almirante Tamandaré, PR, 2011; p. 140.
7 – Lopes, Hernandes Dias. Malaquias, a igreja no tribunal de Deus. Editora Hagnos, São Paulo, SP, 2006; p. 35.
8 – Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo vol. 4. Editora Geográfica, Santo André, SP, 2012: p.594.
9 – Ibid, 594.
10 – Champlin, R. N. O Antigo Testamento Interpretado Vol. 5, versículo por versículo. Editora Candeia, São Paulo, SP, 10ª Reimpressão, 1998: p. 3707.
11 – Lopes, Hernandes Dias. Malaquias, a igreja no tribunal de Deus. Editora Hagnos, São Paulo, SP, 2006; p. 41.

http://www.napec.org/reflexoes-teologicas/o-culto-que-desonra-ao-senhor/

 

24 de junho de 2017

Judeus atuais, dizimam?


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Depois que escrevi o artigo sobre o dízimo, uma curiosidade tomou conta de minha mente:  Afinal os judeus atuais ainda dizimam, e se dizimam, quem recebe os dízimos? Passei vários dias  pesquisando sobre o assunto e achei uma infinidade de artigos afirmando que eles não dizimam mais, lí e estudei muitos, e entre tantos o que mais me chamou a atenção foi o artigo que decidi transcrever aqui, leiam e tirem suas próprias conclusões.

Judeus não dizimam atualmente

Felizmente, teólogos judeus têm melhor conhecimento do que seus colegas teólogos cristãos. Eles estão bem informados de que somente os levitas têm o direito de receber o dízimo das pessoas. Afinal de contas, os líderes judeus têm o Antigo Testamento como sua Escritura e é isso que ela ordena. E já que não existe Templo atualmente (e, consequentemente, levitas ordenados ou sacerdotes servindo no Templo), então um fator importante no cumprimento das leis do dízimo não existe em nosso mundo moderno.

Considerando isso, pode ser de grande valor falar de algo que aconteceu comigo há mais de trinta e cinco anos quando eu estava apenas começando a estudar teologia na faculdade. Uma carta me fora entregue para responder. Era de uma mulher que ouviu que os judeus modernos não estavam dizimando. Ela queria saber se a informação era verdadeira, e se sim, por que os judeus aparentemente violavam as simples leis da Bíblia que falam do dízimo como uma lei a ser obedecida?

Tendo lido a carta, comecei a me preocupar com o assunto também. Para resolver a questão, telefonei para três rabinos na área de Los Angeles para conseguir explicação. Para grande espanto meu, todos os três, independentemente um do outro, me informaram que nenhum judeu religioso deve dizimar hoje. Fiquei surpreso com suas respostas. Isso parecia ser uma evidência de que os judeus eram tão relaxados com a interpretação bíblica que eles estavam abandonando até mesmo as simples palavras de sua própria Escritura sobre as leis do dízimo.

Até que eu falei com o último rabino, minha indignação como jovem estava começando a surgir. Mas, em seguida, o rabino sabiamente começou a me mostrar minha falta de conhecimento (não a dele) em toda a questão. Primeiro, ele admitiu que ninguém de sua congregação paga um centavo de dízimo que era exigido no Antigo Testamento. Ele então disse: “Se algum membro da minha sinagoga dizimar na forma como está na Escritura, ele estaria desobedecendo a lei de Deus, ele estaria pecando contra Deus.”

Fiquei perplexo ao ouvir sua resposta. Ele passou a me informar que desde que a Bíblia exige que o dízimo deve ser pago aos levitas, ele disse que seria errado pagá-lo a qualquer outra pessoa. E ainda, porque não há atualmente nenhuma ordem levítica oficial de sacerdotes ministrando em um Templo de Jerusalém, o que torna ilegal neste período pagar qualquer dízimo bíblico. Ele chegou a dizer, no entanto, que no momento em que um templo for reconstruído, com seu altar em operação e com o sacerdócio oficiando naquele altar (e os levitas lá para ajudá-los), então todo judeu que vive nas áreas de entrega do dízimo mencionadas na Bíblia será obrigado a dizimar de acordo com os mandamentos bíblicos.

Este ensinamento foi uma revelação para mim (como pode ser para alguns de nossos leitores), mas o rabino deu as respostas bíblicas adequadas. Para pagar o dízimo bíblico, neste momento, sem levitas e sacerdotes ordenados em suas funções normais e fazendo o serviço no Templo, seria “pecado” tanto para o doador quanto para o receptor. O rabino disse-me: “Se estamos obedecendo à lei, não podemos pagar o dízimo, se não o pagar aos que são ordenados por Deus a aceitar esse dízimo”.

O rabino explicou que, embora ele fosse o rabino-chefe de sua sinagoga, ele não era um levita. Ele disse que era descendente da tribo de Judá, e, assim, não qualificado para receber o dízimo. A mesma desqualificação aplicava-se mesmo a Jesus Cristo enquanto ele estava na terra desde que ele também foi reconhecido como tendo vindo da tribo de Judá. Esta mesma restrição era aplicável às atividades do apóstolo Pedro (porque ele era também de Judá) e aplicada ao apóstolo Paulo (porque era da tribo de Benjamin). Nem Cristo, nem os apóstolos eram levitas, assim todos estavam desqualificados a receber qualquer parte do dízimo bíblico. É simples assim.

E, preste atenção, se Cristo, Pedro e Paulo não usaram o dízimo bíblico para qualquer um dos seus trabalhos no ensino do Evangelho, os ministros cristãos de hoje não deveriam usar o dízimo bíblico também. As autoridades judaicas religiosas são sábias o suficiente para entender o que a Palavra de Deus diz sobre o dízimo e, felizmente, eles permanecem nessa mesma Palavra. Mas os nossos pregadores e sacerdotes (padres, pastores, presbíteros, etc) gentios se preocupam pouquíssimo com o que os textos bíblicos realmente ensinam e seguem confortavelmente em seus caminhos inventando suas próprias leis do dízimo que são diferentes daquelas da Bíblia.

O rabino então me deu algumas informações sobre o método que muitos judeus usam hoje para garantir fundos adequados com os quais operam suas organizações religiosas. Ele passou a dizer que as atividades de sua sinagoga foram apoiadas financeiramente por meio da adoção do “sistema patrono” pelos seus membros. Ou seja, as famílias compram assentos na sinagoga por vários preços a cada ano. O rabino mencionou que muitos de sua congregação realmente pagam mais de um décimo de sua renda para obter melhores lugares na sinagoga. Este método de captação de recursos é perfeitamente apropriado (do ponto de vista bíblico) se os judeus desejarem usá-lo. Isso ocorre porque o dinheiro é pago à sinagoga e não a um sacerdócio levítico ordenado.

O último rabino estava interpretando corretamente os ensinamentos da Escritura Sagrada. Enquanto muitos ministros cristãos atualmente ensinam que os cristãos podem estar correndo o risco de perder a salvação se eles não pagarem dízimo para a igreja, rabinos judeus têm um conhecimento melhor e não afirmam uma coisa dessas. Eles percebem que é biblicamente indevido (na verdade, é uma desobediência flagrante às leis da Bíblia) para qualquer um pagar ou receber o dízimo bíblico hoje. E qualquer líder eclesiástico ou ministro que usa o dízimo bíblico (ou qualquer um que paga a um ministro o dízimo bíblico) é um pecador aos olhos de Deus.


VIA:  https://umminutodeprosa.wordpress.com/2013/11/14/judeus-atuais-dizimam/



23 de junho de 2017

A Guerra de Satanás Contra Deus



 Thomas Ice


Para que a profecia bíblica sobre o fim dos tempos faça sentido, é preciso entender primeiro o que aconteceu no princípio de tudo, a fim de saber para onde vamos e por que a história humana caminha nessa direção. Embora o ser humano esteja visceralmente envolvido no desdobramento da história, ninguém vai conseguir entender o propósito e o objetivo dela sem antes conhecer o que Deus revela acerca da esfera angelical. Tudo começou quando Satanás declarou a sua independência de Deus logo depois da criação.

Começa a Batalha Pelo Planeta Terra

Os textos de Ezequiel 28 e Isaías 14 são as duas principais passagens bíblicas que mostram a entrada do pecado no universo por ocasião da queda de Satanás. O capítulo 28 de Ezequiel inicia com um pronunciamento de juízo contra o príncipe de Tiro, que demonstra ser uma referência a Lúcifer, ou seja, Satanás, aquele que realmente atua por detrás desse rei humano (Ez 28.11-19). Os versículos 14 e 15 de Ezequiel 28 dizem: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti”. Apesar de ter sido criado em beleza e perfeição, Satanás, o anjo de Deus mais elevado na hierarquia angelical, caiu em pecado e arrastou consigo um terço dos outros anjos (Ap 12.4,9).
“Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Is 14:15).
O texto de Isaías 14 é a outra passagem bíblica fundamental para nos esclarecer acerca da queda de Satanás. O profeta registra a famosa declaração de Satanás em sua rebelião contra Deus: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (vv. 13-14). Deus respondeu a tal declaração da seguinte forma:“Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (v. 15). Satanás se tornou o inimigo de Deus, um adversário que se levantou com o intuito de destronar Deus e impedir oplano divino para a história.

Depois que caiu em pecado, Satanás partiu para expandir sua influência através da tentação de Adão e Eva, que tinham sido criados recentemente, para levá-los a se unirem a ele em sua rebelião contra Deus. Em conseqüência da participação de Satanás no engano de Eva a fim de que o ser humano se juntasse a ele na revolta contra Deus, o Senhor amaldiçoou a serpente e a mulher nos seguintes termos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O grande conflito entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começou a ser travado a partir daquele momento.

Satanás Difama a Deus

O livro de Jó é o primeiro livro da Bíblia revelado por Deus ao ser humano e, portanto, é o mais antigo livro do cânon das Escrituras. Eu creio que o livro funciona como uma espécie de prolegômeno* da Bíblia. Identificamos o tema geral da história na vida de Jó, um personagem bíblico que viveu antes de Abraão. Naquele contexto, percebe-se que Deus demonstrava alguma verdade ao conselho angelical** através dos acontecimentos na vida de Jó. Apesar das terríveis provações que Jó suportou, Deus abençoou esse homem no fim de sua vida muito mais do que o abençoara no começo, desbancando, desse modo, a falácia da acusação satânica fundamental de que Deus não sabe o que faz. O restante da Bíblia e a história comprovam essa tese com muito mais detalhes que envolvem não somente o povo de Israel , mas também a Igreja e outros grupos de pessoas redimidas.

No começo do relato da história de Jó, quando os anjos (tanto os caídos quanto os santos anjos) compareceram perante Deus, perguntou o Senhor a Satanás: “Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela” (Jó 1.7). À medida que acompanhamos o desenrolar do diálogo entre Deus e Satanás, descobrimos que, apesar de o diabo ter poder para investir contra a vida de seres humanos, isso não quer dizer, necessariamente, que ele possa fazê-lo quando bem entender. Satanás precisa da permissão de Deus para provocar calamidades na vida de um ser humano.

O Senhor iniciou sua conversa com Satanás perguntando o seguinte: “Observaste o meu servo Jó?” (Jó 1.8). Em seguida, Satanás solicitou a permissão do Senhor para causar danos a Jó. Satanás obviamente não pediria consentimento numa questão como essa, se não fosse necessário. O diabo admitiu que Deus fizera uma cerca viva (i.e., uma cerca de proteção) ao redor da vida de Jó e de sua família, proteção essa que o impedia de atacar sorrateiramente a Jó sem a permissão de Deus. Após conceder permissão a Satanás, o Senhor estabeleceu os limites de sofrimento que ele poderia infligir a Jó (cf. Jó 1.12; Jó 2.6).

Durante o diálogo entre Deus e Satanás, o diabo acusa o Senhor de não ser um Deus bom, de não saber o que faz e de ser Alguém que só obtém a lealdade do ser humano porque compra a pessoa com bens e benefícios. Percebe-se que o alvo de Satanás é obstruir o progresso do plano de Deus para que possa provar sua tese de que Deus não sabe governar o universo; na realidade, Satanás acredita que é capaz de governar melhor do que Deus. Essa é a razão pela qual a luta entre a descendência da serpente e o descendente da mulher se trava na história e chegará ao seu clímax nos últimos dias, durante o período de sete anos da Tribulação.

Satanás Ataca Israel
Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus.
O conflito entre o descendente da mulher e a descendência da serpente concentrou seu foco sobre Israel porque o Messias viria da nação eleita de Deus. Portanto, se Satanás em alguma ocasião conseguisse frustrar o plano de Deus e impedir sua concretização na história, teria atingido seu intento de obstruir o propósito de Deus e teria provado sua alegação inicial de que o Senhor não merece ser Deus, o Altíssimo.

Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus. O objetivo essencial de Satanás é impedir a Segunda Vinda de Cristo. Como ele poderia alcançar esse objetivo? Ele acredita que pode atingi-lo pela destruição dos judeus. A Segunda Vinda de Cristo acontecerá no momento em que a nação de Israel aceitar Jesuscomo seu Messias e invocar Seu nome para que Ele os salve no Armagedom. Se esse acontecimento milagroso não ocorresse, Israel seria aniquilado naquele momento da Grande Tribulação. Desse modo, o capítulo 12 de Apocalipse oferece uma compreensão clara desse conflito que vem sendo travado há milênios, desde o início deste mundo, e que perdura para se tornar uma questão de extrema importância no ponto culminante da história. O texto de Apocalipse 12 nos mostra que um terço dos anjos caiu em pecado e seguiu a Satanás por ocasião da sua revolta inicial. Entendemos esse fato ao constatarmos que as estrelas nessa passagem simbolizam os anjos (compare com Apocalipse 9.1; 12.7,9).“Essa foi uma guerra no céu que ocasionou a expulsão de Satanás e seus anjos para a terra antes do nascimento do filho da mulher, donde se conclui que tal acontecimento faz parte da história passada. Uma segunda guerra é mencionada em Apocalipse 12.7-9, que vem a ser a última tentativa satânica de conquistar o céu e exterminar o menino após o seu nascimento”.[1]

A segunda parte do versículo 4 é uma clara referência a Satanás (i.e., “o dragão”) que pára em frente da mulher que está para dar à luz (i.e., Israel ), numa tentativa de impedir o nascimento de Jesus, o Messias, o menino ao qual a mulher deu à luz no passado. Satanás não sabia o momento exato do nascimento do Messias, de forma que aguardou com muita expectativa pela vinda do descendente da mulher. A tentativa satânica de “devorar o filho[da mulher] quando nascesse” é vista no Novo Testamento naquela ocasião em que Satanás instigou o rei Herodes a tramar uma conspiração para achar o menino Jesus e matá-lo (Mt 2). Diante do fato de que os acontecimentos históricos envolvidos no nascimento de Jesus faziam parte do conflito angelical, o Senhor advertiu os magos do Oriente em sonho “para não voltarem à presença de Herodes”, pelo que eles, “regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2.12). Satanás estava prestes a incitar Herodes para que este mandasse matar todos os nenês do sexo masculino da faixa etária de Jesus, porém, “tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2.13). Deus sempre está um passo à frente de Satanás.

Ao longo da história, fatos como os que acabamos de mencionar fazem parte do conflito angelical, da guerra entre a descendência da serpente e o descendente da mulher. Robert L. Thomas faz o seguinte resumo dos principais acontecimentos da história:
As más intenções do dragão para com o filho que estava para nascer à mulher ficam evidentes em toda a história do Antigo Testamento. Indícios da sua hostilidade vêm à tona no assassinato de Abel pelas mãos de Caim (Gn 4.8), na corrupção da linhagem de Sete (Gn 6.1-12), nas tentativas de violar sexualmente tanto Sara (Gn 12.10-20; 20.1-18) quanto Rebeca (Gn 26.1-18), no plano de Rebeca para tirar o direito de primogenitura de Esaú através de uma trapaça, ocasionando a inimizade de Esaú contra Jacó (Gn 27), no assassinato de todos os nenês hebreus do sexo masculino por ordem do Faraó no Egito (Êx 1.15-22), nas tentativas de assassinar Davi (por exemplo, 1 Sm 18.10-11), na tentativa da rainha Atalia de destruir toda a descendência real de Judá (2 Cr 22.10), na trama de Hamã para exterminar os judeus (Et 3-9), e nas constantes tentativas dos israelitas de matarem seus próprios filhos em atos de sacrifício com finalidade expiatória (cf. Lv 18.21; 2 Rs 16.3; 2 Cr 28.3; Sl 106.37-38; Ez 16.20).
A investida de Herodes para matar os nenês da região de Belém (Mt 2.16) e muitos outros incidentes durante a vida de Jesus neste mundo, inclusive Sua tentação, tipificam o contínuo esforço de Satanás para “devorar” o filho da mulher a partir do momento que o menino nasceu. Naturalmente a tentativa mais direta foi a crucificação de Cristo.[2]
A profecia é necessária para que, no decorrer da história, Deus demonstre por evidências que Jesus Cristo tem o direito de governar o planeta Terra e que Satanás não passa de um mentiroso em tudo o que fala, principalmente nas referências que ele faz a Deus. Essa é a razão pela qual Deus planejou acontecimentos proféticos que se cumprirão no futuro e que comprovarão que Jesus Cristo é o herói da história. 

Maranata!  

Notas:

  1. Robert L. Thomas, Revelation 8 22: An Exegetical Commentary, Chicago: Moody Press, 1995, p. 124.
  2. Thomas, Revelation 8 22, p. 125.
* Prolegômeno vem a ser uma introdução crítica ou analítica de um livro.
** O conselho angelical é uma referência àqueles anjos, tanto caídos quanto eleitos, que se apresentam diante do trono de Deus no céu conforme está descrito em Jó 1.6 e Jó 2.1.
** O conselho angelical é uma referência àqueles anjos, tanto caídos quanto eleitos, que se apresentam diante do trono de Deus no céu conforme está descrito em Jó 1.6 e Jó 2.1.
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite janeiro de 2008



22 de junho de 2017

Culto ao satanás! Será verdade?





 
Será que o vídeo mostrando centenas de pessoas fardadas em um tipo de culto ao demônio é verdadeiro ou falso?

O filme de apenas um minuto e meio de duração apareceu no nosso grupo no Facebook no dia 19 de junho de 2017 e já foi visto milhares de vezes. Nele podemos ver o que parece ser uma igreja lotada, onde os participantes repetem orações sob o comando de um líder.

A legenda que acompanha o vídeo explica que as pessoas uniformizadas ali presentes são ateias e que estariam fazendo adoração ao Satanás!!!

Será que essa história é verdadeira ou falsa?

Assista ao vídeo abaixo e descubra conosco:
https://youtu.be/MFGort3K9W8

Verdade ou farsa?

O vídeo é real, mas a legenda que o acompanha é falsa!
Logo de cara, quem legendou o filme cometeu um deslize: Diz que os participantes da cerimônia são ateus, mas logo em seguida afirma que eles creem no satanás! Como uma coisa anula outra, não é de se esperar que um ateu acredite no cramulhão…
Na verdade, o vídeo original foi publicado no Youtube em novembro de 2016 e essa solenidade foi gravada na Nova Zelândia. O que você vê abaixo é o Haka, um tradicional grito de guerra, dança, ou um desafio do povo Maori daquele país:
https://youtu.be/MFGort3K9W8
O Haka é uma dança realizada por um grupo, com movimentos vigorosos das mãos e dos pés, seguidos de gritos. Haka de guerra eram originalmente feitas pelos guerreiros antes de uma batalha, a fim de intimidar os oponentes.

Haka também são realizados por várias razões: para acolher convidados ilustres, ou para reconhecer grandes realizações, ocasiões ou funerais, e esses grupos são muito comuns nas escolas da Nova Zelândia.
Segue a tradução de um desses cantos haka (fonte)

Bata as mãos contra as coxas
Estufe o peito
Dobre os joelhos
Deixe o quadril seguir
Bata o pé tão forte quanto você conseguir.

É a morte! É a morte!
É a vida! (Eu vivo) É a vida! (Eu vivo)
Este é o homem peludo
Que fez com que o sol
Brilhasse de novo para mim
Sim!!

Conclusão

O vídeo mostrando o que parecem ser “ateus adoradores do diabo” é, na verdade, uma cerimônia típica do povo Maori, na Nova Zelândia! Alguém pegou o vídeo e inseriu legendas que nada tem a ver com as imagens! 


FONTE:
http://www.e-farsas.com/video-mostra-varios-jovens-em-culto-ao-demonio-sera-verdade.html